quarta-feira, janeiro 17, 2018

As bolsas de valores estão bombando em 2018. Isso deve ser bom sinal para 2018.


O ano começou bem. As bolsas mundiais estão todas subindo bem, com força.
Dow Jones bateu recorde e a sintonia espalha. Aqui no Brasil Bovespa bate 80 mil, e ronda este patamar há algum tempo.

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O mercado sempre se antecipa as boas notícias e as projeções na economia. O que está acontecendo?

O Brasil acompanha o ritmo global, que começa a retomar o vigor de seu ciclo de prosperidade que foi abalado em 2008. Nova onda positiva? Pode ser.

Só fatores exógenos podem mudar o clima. O gordinho maluco que parece tomar jeito é um dos vetores positivos (eu acho), e ele não fizer bobagem ou não tiver alguma outra catástrofe (econômica por erros de algum país) global, 2018 parece que irá bem. Tomara.
 Aqui a economia surpreendeu pelos bons indicadores atingidos. Longe do ideal, precisamos de muito mais, mas já retomamos o caminho certo.
Inflação baixa, indústria e transporte se recuperando, serviços com boas perspectivas, estou otimista.
Aqui ainda falta acertar as contas públicas, muita irresponsabilidade com os gastos públicos que mesmo após a saída do irresponsável PT ainda continua. Infelizmente,

Vamos acompanhar.

E ai? Perguntaria alguém, o que você faria?
Eu já operei muito com bolsa, hoje estou distante (mas louco para voltar).
Bolsa precisa de cautela e acompanhamento de profissional.
Pensar em médio e longo prazo. Analisar as ações de empresas boas e rentáveis.
Fugir da jogatina e especulação, elas existem e dão liquidez a bolsa, fazem parte, pode dar muito dinheiro, mas pode fazer perder também, muito. Saia fora disso, a não ser que seja um jogador, mas mesmo assim, como nos jogos em geral, estude, pesquise e minimize o seu risco.

2018 promete ser um bom ano na economia aqui no Brasil e mundialmente também.
Aqui temos eleição e copa do mundo que sempre deixa o país em "slow motion", mas é parte de nossa cultura.
Particularmente em ano eleitoral as bolsas podem ser muito mais voláteis e suscetíveis a especulação, portanto é para ter cuidado com bolsa, em ano eleitoral é redobrar o cuidado.

Mas e ai? Invisto ou não?
Para quem nunca mexeu com a bolsa, sugiro pegar 10% do disponível para investimento, estudar algumas ações, depois buscar ajuda especializada e investir. Pensar em médio e longo prazo.

Sorte? Sempre é preciso, em tudo na vida, uma pitada dela. Acontece que ela vem para quem corre atrás dela.

Um assunto que vai deixar todos curiosos. O bitcoin Falaremos mais outra oportunidade, ainda estou estudando o assunto, mas não tem nenhuma relação com bolsa de valores, são coisas que se assemelham em alguns aspectos, mas diferem na sua grande maioria.

terça-feira, dezembro 26, 2017

O que aconteceu na economia em 2017 e para 2018?


Quase caímos no abismo depois do estrago populista, mas agora estamos saindo do buraco, ainda demora, mas já foi um alivio.
Como sempre faço, vamos conferir o que foi previsto e o que aconteceu.
Clique e veja 2016 para 2017: Clique e leia

Vamos ver as projeções para 2018:


Vejamos o que aconteceu:


Os indicadores são infinitamente melhores.
Saímos da recessão, dominamos a inflação, os juros caíram, os saldos melhoraram, tudo foi positivo.
Destaco para 2018 algumas coisas:
  1. Acho que os juros podem cair mais.
  2. A inflação e o câmbio podem ficar acima do previsto.
  3. PIB pode ficar maior
  4. Investimentos externos serão maiores.

Mesmo sendo ano eleitoral e de copa do mundo, que sempre atrapalham o Brasil, sou otimista para 2018.
Na questão política, apesar do Temer e os problemas políticos, conseguimos consertar algumas coisas graças a qualidade e competência da equipe econômica e da mudança de rumo.
Temos chance de continuar a limpeza e mazelas da política. Que continue assim.

Desejo a todos 2018 cheio de saúde e realizações. 

Viajo o mês de janeiro todo para China e EUA, trabalhando. Bom começar o ano assim. Tanks God



sábado, dezembro 23, 2017

Inflação- Artigo de 2009, mas muito atual.

Artigo escrito em 2009. Era fácil enxergar, mas não fizeram nada, ao contrário, fizeram mais bobagens.

Clique e leia- 



O perigo da inflação já ronda o Brasil e pode destruir o futuro promissor.
Winston Churchill dizia que quando mais se recua na observação do passado, mais se avança na visão do futuro. Ele estava corretíssimo. A crise econômica de 2008 foi debelada pela ação firme que surgiu a partir do aprendizado com a crise de 1929. Um fantasma do passado ronda alguns países, principalmente os ditos emergentes.
O mundo viveu momentos inflacionários terríveis que hoje estão provados e com asserção de que não foram provocados pelas guerras, mas ao contrário, causaram guerras. A República de Weimar, Alemanha após a primeira guerra, é o caso mais notório. Uma combinação de impostos insuficientes e gastos excessivos criaram déficits nos idos de 1919 e desaguou na terrível e conhecida hiperinflação que teve pico de 182 bilhões por cento, isso mesmo. Na Hungria a inflação chegou a 4,19 quintilhões por cento em 1946, nem dá para imaginar este número.
A combinação da depreciação do marco alemão na ilusão de pagar as indenizações da guerra elevou as importações, aumentaram o consumo e os preços saíram do controle. Após a festa na floresta da explosão de consumo e da produção, vem a escassez e o desemprego, a quebra da confiança, calotes e uma espiral de problemas, sociais e políticos.
Como diz o historiador Niall Ferguson, se as hiperinflações fossem explicadas pelas indenizações de guerra era fenômeno fácil de ser entendido.
Milton Friedman diz que inflação é fenômeno monetário, mas hiperinflação é fenômeno político, e sempre por má gestão, tendo como protagonistas principais governos populistas e irresponsáveis.
Mais um exemplo, Argentina, em 1913, um dos dez países mais ricos do mundo. A Argentina chegou a crescer mais que Alemanha e Estados Unidos. Capital estrangeiro jorrava como as águas do Rio De La Plata, o futuro era promissor e positivo. Entretanto, a história mostra se não fosse em 1946, com a assunção de Juan Perón ao poder, a Argentina poderia ser um dos grandes e prósperos países mundiais, comparáveis aos Estados Unidos talvez. Populista e irresponsável, gastos públicos sem controles, calotes nas dívidas e desmandos que levaram a golpes diversos fizeram a Argentina penar até os dias atuais, com inflação e crises monetárias gravíssimas, planos de governos fracassados e até uma guerra. A inflação foi o seu maior flagelo nestes anos todos. Na volta de Perón em 1973 existia uma espiral inflacionária global e todos os países pagaram, ele acaba provando do veneno que inaugurou na década de 40.
Considerando que inflação é complexa, mas pode ser causada principalmente por déficit público, má gestão, aumento de consumo e depreciação monetária, vamos avaliar um pouco o caso do Brasil atual.
Enfrentamos a crise inflacionária causada pelo choque do petróleo na década de 70, mas ofuscada pelo milagre econômico, só voltaríamos a percebê-la nos anos 80, inclusive em 1989 experimentamos 80% ao mês de inflação. Esta década penalizou diversas gerações.
Ainda em escala mundial a inflação taxou em diversos países todas as classes sociais, Estados Unidos, Inglaterra e todo primeiro mundo experimentaram os dois terríveis dígitos de um indicador de inflação. O pior imposto que existe é o inflacionário. Na confusão e luta por interesses próprios, classes de trabalhadores, governo, funcionalismo público e entidades de classe criam um clima de idas e vindas que acabam beneficiando alguns, mas que acaba sendo ilusão pelos problemas futuros que as mazelas e confusão inflacionária causam a sociedade.
No Brasil, a Lei de Responsabilidade Fiscal (lei complementar nº 101, de 4 de maio de 2000), estabeleceu um conjunto de regras de controle sobre as finanças públicas. Isso foi um tremendo avanço, freio nos governantes irresponsáveis. Mesmo passando despercebido pela grande maioria, podemos inferir que foi um dos grandes avanços conseguidos na mudança de comportamento gerencial das contas públicas junto com a estabilização da moeda. Isso não parece ter sido suficiente.
O Brasil vive no século XXI um momento impar, de prosperidade e estabilidade. O governo do PT teve responsabilidade em diversas ações de gestão pública e surfando nas ondas globais de riqueza passamos incólumes pela crise de 2008 e somos a " bola da vez" com a Copa de 2014, Olimpíadas de 2016 e o tri campeonato em "investment grade" conseguido nas três melhores instituições avaliadoras. A euforia é total, com razão.
Porém, um fato tira o sono de economistas sérios e preocupados com o futuro tão promissor deste país. O descontrole de gastos públicos, principalmente nas despesas correntes.
Luz amarela acessa: O governo central registrou déficit primário de 7,632 bilhões de reais em setembro de 2009, o pior resultado para o mês desde o início da série, em 1997. Se ao menos fosse a elevação dos investimentos, mas não é.  Vemos pelos problemas ainda recorrentes na saúde, educação e infra-estrutura, principalmente estradas e portos, que o gasto é despesa pura, sem o devido retorno a todos os contribuintes, mas privilegiando algumas categorias.
A herança de Lula pode ir pelo espaço. Ele tem altos índices de popularidade, o Brasil perspectivas positivas, seu legado ainda é protegido por algumas medidas que mesmo questionáveis, traz algum resultado social.
O cuidado deve ser redobrado na gestão das finanças públicas, este tem sido o seu calcanhar de Aquiles. O BC tem feito seu papel, Meireles é craque, mas existem correntes dentro do governo antagônicas no cuidado com o gasto público.
As taxas de juros em declínio, a apreciação do real, um aumento de consumo das famílias e o aumento constante dos gastos públicos nas despesas correntes podem ser combustível para a chama inflacionária que começa se encetar no país.Vários alertas estão sendo dados.
Se o monstro inflacionário voltar, deverá ser diferente, mas destruirá o sonho deste promissor futuro e causará danos que penalizará muitas gerações futuras.
Sempre olhei com otimismo a nova mudança da ordem econômica, as novas premissas, o aprendizado com problemas passados e as ferramentas de gestão atuais jamais nos deixaram voltar a viver os perigos inflacionários como no passado, mas todo cuidado é pouco.
Uma coisa deve ficar clara. Não devem se repetir os mesmos  efeitos dos percalços inflacionários decorridos, mas as causas ainda devem ser as mesmas, as consequências podem vir de forma modificada, mas ainda assim maléficas e causadoras de problemas políticos e sociais mais a frente.
A luz amarela está acessa há algum tempo, a euforia é saudável, mas a responsabilidade e competência na administração da potencial prosperidade são mais importantes que o sonho a ser vivido. Sempre digo, não podemos confundir o estado brasileiro com governo do Brasil, são coisas distintas e não podem ser misturadas. Ganhos políticos atuais podem significar problemas grandes no futuro, sempre foi assim.


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