domingo, julho 15, 2018

As eleições em Minas Gerais - Julho de 2018- O que temos hoje?


Como já disse antes, quanto mais nos aproximamos da eleição, mais claras ficam as coisas e as tendências, onde o "chute" começa a se transformar em fatos concretos.
Ainda é cedo, muitas coisas podem mudar com certeza, mas hoje temos um cenário que descreverei aqui com informações e previsões.
Tive acesso a uma pesquisa qualitativa de junho, terceira semana. Foram 2200 entrevistas no estado todo, Margem de Erro 2,1% e Intervalo de Confiança: 95%.
Não posso revelar a fonte porque a pesquisa não foi registrada, mas é real e confável.


Algumas considerações:
  1. Para presidente Bolsonaro lidera com 19% e uma coisa impressionante, pasmem, quando apresentado como "candidato do Lula" sem menção de nome, aparece com 18,5% em empate com Bolsonaro. 
  2. 40% querendo anular ou votar branco ajuda quem tem rejeição. Portanto digo, não deixem de votar, se querem mudar as coisas votem. No menos pior, mas votem.
  3. No primeiro turno não os indicadores de Nulo-Branco- Abstenção devem ficar como nas eleições anteriores, ou seja, em torno de 30%, podendo aumentar um pouco mais.
  4. Rejeição ainda é o que pesa, a campanha não começou.
  5. Os mais conhecidos, Anastasia e Pimentel, ambos com rejeição alta terão dificuldades para crescer.
  6. Márcio Lacerda pode crescer, mas deve abandonar a corrida para ser candidato a Vice, na Chapa de Ciro Gomes. Tudo indica.
  7. Rodrigo Pacheco tem grande potencial de crescimento por ser conhecido por somente 20% dos eleitores e ter rejeição baixa de 7%.
  8. Posso apostar que em próxima pesquisa Rodrigo Pacheco apresentará um crescimento expressivo. Anotem ai.
  9. Josué Alencar, que não coloquei ai porque não deve ser candidato tem grande potencial eleitora, para o Senado e o Governo.
  10. Outro que tem baixa rejeição e grande desconhecimento do eleitor é Romeu Zema.
  11. Vou explicar porque coloquei estes ai: Porque serão os protagonistas. Rodrigo Pacheco se analisado pela intenção somente nos que o conhecem, ele bate todos os concorrente. É uma forma de olhar estes números.
  12. Aécio terá problemas se for mesmo candidato ao Senado Federal, a rejeição dele é de 77%. Na eleição para o Senado, por ter duas vagas, fica arrefecida a rejeição, mas o problema dele não é só este. Outros candidatos estão no seu vácuo, entre eles o Carlos Magno, jornalista da Record.
  13. Aécio pode ser um fardo enorme para Anastasia se ele insistir em concorrer, e até ontem a informação é de que será cando ao SF.
  14. Dilma lidera para o SF, mas tem alta rejeição e risco de ter impugnada sua candidatura. O "fatiamento" do impeachment foi ilegal e inconstitucional e haverá demanda jurídica na tese.
  15. As convenções deverão estar finalizadas até dia 05 e dia 15 de agosto começa a campanha. Lá saberemos de fato quem serão as chapas, apesar de que executivas podem mudar isso no caminho até a eleição. O registro dos candidatos deve ser feito até dia 15.
  16. O MDB briga entre si e a destituição do Diretório Estadual coloca em riscos a candidatura até dos deputados. A judicialização desta questão e o prazo curto podem causar um grande problema ao partido que não se define com quem quer coligar. Se não houver a convenção e os procedimentos legais de registros de chapas, etc. O MDB está fora. Esta medida de rebelião da bancada, foi um tiro no pé, na minha visão.
  17. O PT, PSDB e MDB estão marcados e perderão muitos eleitores, as legendas assustam, aliás os políticos estão queimados mas não acho que haverá renovação na Câmara do Deputados maior do que o histórico, em torno de 30%.
  18. Já para o SF e os Governos, teremos muitas surpresas e grande renovação.
  19. O dinheiro diminui, mas ainda será determinante na campanha.
  20. As redes sociais terão papel relevante, principalmente nas grandes cidades, mas mesmo no interior terão papel relevante. Se bem usadas pode ajudar muito, mas na minha visão, serão ferramentas de desconstrução de candidatos. Ou seja, quem tem rabo logo e preso vai sofrer e apanhar muito.
Apostas? Aqui em Minas devem ir ao segundo Turno: Anastasia e Rodrigo Pacheco. Pimentel, apesar da força do PL (Palácio da Liberdade) tem desgaste enorme e rejeição altíssima, mas não podemos menosprezar. Além disso a esquerda tem 20% a 25% sempre, isso seria suficiente para colocá-lo lá, mas o desgaste é enorme, inclusive com parte da esquerda. Se ele for ao segundo turno, quem for com ele ganhará.
no Senado uma vaga será da esquerda, pode ser Dilma se não for impugnada ou mesmo Jô Moraes que até aparece bem nas pesquisas e com rejeição baixa. Acho que o Carlos Magno é quase barbada, com rejeição baixa e grande desconhecimento do eleitor ele aparece muito bem nas pesquisas, colado no Aécio.
Não só porque apoio o Rodrigo Pacheco, mas por ele ser excelente candidato, com a alma de Minas, bem intencionado e muito preparado e articulado, eu acho que ele será o governador. A conferir.
Vamos acompanhando.

segunda-feira, junho 04, 2018

Eleição de 2018 como em MG em 1965 ?




Muita gente pensando e com vontade que possa acontecer em 2018 o que aconteceu em 1965.
Pelo menos no PT.
Vou contar o que foi:
Magalhães Pinto era governador e já em plena revolução de 64 haveria eleições em 65 para govenador.
O candidato do PSD era Sebastião Paes de Almeida, o Tião Medonho como era chamado pela UDN.
Ex-ministro da Fazenda de JK, dizem que era favoritíssimo para ganhar a eleição de 1965 para o governo de Minas Gerais.
Magalhães governador e líder da Revolução, em pleno período que começa as cassações de políticos, pede a cabeça de Tião Medonho. Fato ocorrido há exatos 20 dias da eleição que aconteceria dia 03/10/1965.
O candidato de Magalhães era o médico e ex-secretário de saúde Roberto Resende.
Com a cassação de Tião medonho o PSD faz convenção extraordinária e indica Israel Pinheiro, administrador de Brasília até o governo Jânio Quadros. Israel volta a política e em 20 dias de campanha derrota o candidato udenista.

Candidato
Roberto Resende
Partido
Natural de
Não disponível
Vice
Votos
937.555
793.409
Porcentagem
53,21%
45,03%
















Dizem, que a revolta com a cassação de Tião Medonho fez a eleição virar contra Magalhães.
Uma curiosidade: Meu pai, então deputado estadual, disputou a indicação de vice-governador contra Pio Canedo e perdeu por poucos votos. Isso lhe abriu uma ferida no velho PSD e pagou caro em muitas ocasiões pela sua rebeldia.
Pois bem, onde quero chegar?
Lula como candidato sub-judice, assim querem os petistas, vai esticar a corda até onde puder. Fazer campanha se possível. Na confirmação da nulidade de sua candidatura (porque é ficha suja e criminoso condenado) ele lançará ou apoiará um candidato com a intenção de herdar os seus votos, principalmente no Nordeste onde tem 55% de intenção segundo as pesquisas.

Quem poderia ser o candidato? Vou dizer uma aqui: Nelson Jobim, mas pode ser outro. Já existe um movimento neste sentido. Ele agradaria o centro e poderia faturar muito votos de Lula. A esquerda radical não, mas parte dela sim porque tem bom transito. Ex-ministro de FHC e Lula e ex-presidente do STF, tem currículo de sobra. Se não me engano, ele é filiado ao MDB, que tem Meirelles como pré-candidato, mas seria vice facilmente em uma composição.

Não gosto de citar Marx, mas vai lá: A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa.  Karl Marx

Na Bahia um acidente de helicóptero matou o candidato de ACM há uma semana da eleição de governador em 1982.
Clériston Andrade Morreu em um acidente de helicóptero durante a sua campanha ao governo da Bahia, em 1 de outubro de 1982. O governador Antônio Carlos Magalhães escolheu o nome de João Durval Carneiro para sucedê-lo e ganhou a eleição.
A história se repete pela primeira vez.
Uma coisa é certa, Lula não será candidato, nem poderia ser diplomado se conseguisse atropelar a justiça e empurrar com a barriga. Ele sabe disso.
Quer influenciar com certeza e a promessa de um Indulto deve ser tudo que está pleiteando neste momento. Tem cacife sim, esdruxulamente, ainda tem gente que não vê que ele é condenado e não pode ser candidato ou mesmo diplomado se fosse eleito.

Vou deixar aqui registrado aqui. Sinto no ar este movimento e política as vezes é percepção. Certo ou errado? Não sei dizer, mas percebo isso.
Na democracia pode muita coisa, mas nunca um bandido ser candidato influenciar ele pode.
Vamos aguardar e ver o que se dará pela frente. Ainda faltam 4 meses, mas a cada dia a realidade começa a ficar mais clara.
Ainda totalmente imprevisível esta eleição, como em 1989, tudo pode acontecer. Espero que seja para o bem do Brasil. 

domingo, maio 13, 2018

As eleições de 2018 ainda estão completamente indefinidas.



Um verdadeiro "blur", 'fog", nevoeiro. Ninguém pode prever nada ainda,  apesar de algumas racionalidades existirem.
Quem irá ao segundo turno, quem tem chance real de se eleger presidente?
Já disse e repito que presidência é destino- Leia o artigo dos últimos presidentes desde os anos 30 e tire as conclusões - Clique e leia

Vi ontem o Globo News Painel com 3 cientistas políticos. Notei que eles todos, inclusive a apresentadora desdenham Bolsonaro como "player forte", mas eu discordo. Hoje ele tem maior chance de ir ao segundo turno, se vai ganhar é outra conversa, pois a eleição de segundo turno é uma nova eleição com tempo de TV igual, etc.

O PT insiste candidatura de Lula, que não existe, mas vão esticar a corda o máximo. Não creio que eles sobrevivam como partido se não lançarem um candidato. Hoje se fizerem alguma composição é passar recibo que eles estão próximos do fim, por isso esticam a corda.

Vi que a aposta  grande é em um candidato da esquerda e outro da direita, os vermelhos e os azuis como definiram.
Quem seriam os azuis? Com chance de ir ao segundo turno, Bolsonaro, Alvaro Dias e Alckim, e os vermelhos. Ciro Gomes, Marina e um nome do PT. Os outros de ambas matizes serão figurantes como sempre, afinal, eleição, partido e agora o fundo partidário são grande negócio e meio de vida para muita gente.

Rejeição dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas é muito parecida, pouco a dizer, apesar de alguns acharem que qualquer um bate Bolsonaro no segundo turno. Eu discordo e lembro que Trump, de quem Bolsonaro é fã, derrotou a máquina do partido Republicano, o governo Obama e a mídia que sempre foi frontalmente contra ele, aliás ainda é. Aqui o quadro pode ser parecido com este. Anotem ai. Bolsonaro pode repetir isso na onda conservadora que toma conta do mundo, isso é fato.

Na esquerda, Ciro Gomes é o mais forte e pode aglutinar parte do centro, assim como Alvaro Dias pode ainda crescer se fechar acordos e composições. Meireles? Não creio que tenha viabilidade e nem a legenda do PMDB, assim como vaticinei o caso do Barbosa, este é ainda mais fácil prever. Um vice, poderia ser na composição com algum dos partidos que tenham chance real. PMDB tem máquina partidária e isso vale muito. Afif, Paulo Rabelo de Castro, são bons candidatos, mas não creio que cheguem, infelizmente talvez.

A logística e estrutura partidária estarará presente em vários municípios e favorece o PT, PSDB e PMDB, mas ambos queimados como legenda. Agora, vamos falar sério? O eleitor nem sabe direito o que é legenda ou partido. Aqui eles servem como um cartório eleitoral, hoje com mais poder por conta do fundo partidário, que aliás favorece estes 3 partidos.

Ainda falta muito, mas o jogo começa a ficar mais forte. O fundo partidário vai acabar matando algumas candidaturas menores, porque o dinheiro vai ficar para as eleições proporcionais, como deputado e senador. Estrategicamente os partidos precisam eleger deputados e senadores, mais deputados. Alguns precisam desesperantemente eleger deputados porque a cláusula de barreira começa e quem não tiver 1,5% dos votos perderá muita coisa.

Ainda não dá para fazer prognóstico. Como em 1989 com 22 candidatos o segundo turno se deu entre dois candidatos nunca vistos como favoritos e a disputa foi cabeça a cabeça. Lula e Collor surpreenderam a classe política e todos os caciques tradicionais, podemos ter um repeteco agora.

Nos meios de "analistas" a aposta é em Ciro x Alckmin , pelo menos é o que tenho sentido.
Acho que Bolsonaro estará no segundo, minha visão. A esquerda pode até ficar fora, eventualmente.
Eleição e mineração só depois da apuração, o resto é especulação. Quanto mais se aproxima da data o quadro ficará mais claro e as pesquisas passam a valer mesmo. Por hora é só um retrato que pode ser maquiado.
Vamos acompanhar.