Fiquei chocado com o que li a respeito deste livro, a Nova História Crítica de um tal Mário Schmidt, da Editora Nova Geração, Clique e leia , ambos desconhecidos e pelo jeito arrivistas na onda do viés ideológico de alguns dinossauros que ocupam os gabinetes de Brasília.
Já tinha ouvido alguns comentários, o Reinaldo Azevedo vinha em embate com a tal editora e o escritor, mas agora entendi de fato. Fica chato chamar a editora ou o escritor de obscuros, mas bem conectados eles são e a origem ideológica pode explicar tudo. A esquerda envergonhada e ultrapassada ainda mostra suas garras e provavelmente seu apetite.
O ministro Fernando Haddad, com pinta de galã, tem doutorado e mestrado em marxismo e socialismo sendo autor de quatro livros segundo a Revista Época, mas não é o culpado. Infelizmente o fato vem desde o governo FHC e os julgadores das universidades públicas são os responsáveis pela nefasta aprovação, mas sempre com a omissão do ministério.
O tal livro bombardeado centenas de vezes e com vendas de 28 milhões de exemplares tem o viés ideológico mal escrito, hipócrita e mentiroso. Eles distorcem questões históricas e louvam Mao e Fidel, dois sanguinários ditadores. Só por ai bastavam as críticas, mas vão além com interpretações equivocadas e mal intencionadas de episódios e eventos históricos que contradizem o socialismo. Alguns termos pejorativos e aviltantes são usados. Pelo jeito é uma trajédia que insistentemente parece continuar nas recomendações do ME. Eles alegam que o livro é sucesso, pode até ser pela alavanca do ME, mas que não li e afirmo ser péssimo, também podemos inferir.
Óbvio que a história deve ser interpretada com a idiossincarassia do autor, mas deturpar fatos e invocar apelos ideológicos é fraude. É isso que ocorre com o maldito livro.
Pelas vendas de 28 milhões de exemplares, parece que os fins justificam os meios e quem sofre são as crianças de ensino médio. Além da quase sempre péssima qualidade de ensino, recebem doses de doutrinação ideológica ultrapassa e mal inspiradas.
Talvez eles estejam confundindo a exemplo dos ditadores esquerdistas, educação com alfabetização. Deus me livre.
Assuntos que me interessam: Política, Meio Ambiente, Economia, Tecnologia, Internet e um pouco de filosofia.
quarta-feira, setembro 26, 2007
quarta-feira, setembro 19, 2007
Economia mundial ainda reage forte.
A queda de 0,5% na taxa de juros básica e interbancária americana foi uma ótima surpresa ao mercado, surprendeu a todos e os efeitos positivos continuam. Clique e veja, Outra matéria, Aqui acompanhe as bolsas mundiais.
Uma análise é importante: Se o FED abaixou os juros, deve estar preocupado com uma possível recessão. Baixar juros pode aumentar consumo, gerar inflação e no caso deles aumentar o déficit público. Eles ainda assim preferem os riscos, um recessão americana faria maior estragos, inclusive no mundo.
Estamos livres do problema? Ainda não, mas os sinais são fortes. Segundo Alan Greenspan ainda corremos o risco de uma arrefecida na economia mundial. Isso não será mal, é ajuste, correção de rumo, excesso de liquidez.
O risco vale para o FED? Claro que sim, a economia da informação tem ferramentas que podem fazer o país crescer sem inflação, Milton Friedman mostrou isso quando ganhou o Nobel de Economia em 1976.
Será que ainda teremos sustos? Vamos aguardar.
Uma análise é importante: Se o FED abaixou os juros, deve estar preocupado com uma possível recessão. Baixar juros pode aumentar consumo, gerar inflação e no caso deles aumentar o déficit público. Eles ainda assim preferem os riscos, um recessão americana faria maior estragos, inclusive no mundo.
Estamos livres do problema? Ainda não, mas os sinais são fortes. Segundo Alan Greenspan ainda corremos o risco de uma arrefecida na economia mundial. Isso não será mal, é ajuste, correção de rumo, excesso de liquidez.
O risco vale para o FED? Claro que sim, a economia da informação tem ferramentas que podem fazer o país crescer sem inflação, Milton Friedman mostrou isso quando ganhou o Nobel de Economia em 1976.
Será que ainda teremos sustos? Vamos aguardar.
segunda-feira, setembro 17, 2007
A Era da turbulência de Alan Grenspan
Primeiro falamos da Revista Veja, sou assinante. Leio Veja desde que me entendo por gente.
Esta semana saiu uma entrevista com Alan Grenspan. ex-presidente do FED, o Banco Central americano. Ele lança o livro a Era da Turbulência, que estou ansioso para ler.
Mas vai ai algumas peças da entrevista: A Revista merece ser lida, o livro para quem gosta de economia, é imperdível, acredito. Já era fá, fico mais e quando ler o livro devo me encantar só pelas posições e ensaios que já vi sobre Grenspan. Vamos lá:
1-) Ele prega a recessão já, ajuste de rumo no mercado e acha natural
2-) Dá graças a economia chinesa, pela abetura e alavanca no mercado mundial, na verdade desde de 1986, mais forte na década de 90.
3-) Enfrentou as crises mundiais recentes, a bolha da internet na década de 90 e cunhou a famosa frase "exuberância irracional" para os mercados ponto com.
4-) Ele tem 81 anos e por 18 foi presidente do FED, não é pouca coisa. É fã de Adam Smith e Shumpter da escola austríaca de economia, berço do liberalismo econômico. Deve revelar mais inspiradores de suas idéias, até imagino quais serão.
5-) Sobre o Assistencialismo, esta é demais, palavras dele: " Ao contrário do socialismo e do capitalismo, o populismo econômico não se baseia na análise formal das condições para criação de riqueza e para o aumento do padrão de vida. É atitude pouco racional, como um grito de dor, os líderes populistas fazem promessas irresistíveis para eliminar a situação percebidas como injustas." Ele mostra os erros com um simples e racional argumento que sempre defendi: A economia de mercado, mesmo com distorções e injustiças segue a lei natural e sempre fora do equilíbrio tende a se ajustar e voltar ao ponto de equilíbrio.
Isso ai, vamos lá ver as revelações e pensamentos de Grenspan. Clique e veja ficha do livro.
A Veja menciona a tal pesquisa do IBGE -A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-2006) - Clique e veja
Já disse, temos que ter cuidado para separar o joio do trigo. A renda melhorou, mas ainda é pior que a de 1996. Os indicadores médios de crescimento do PIB foram menores do que a renda em determinados extratos sociais, exemplo: PIB (3,1%) menos que a média mundial, segundo a pesquisa em algumas camadas sociais 9,1%, como na China. Cuidado na análise, sofismas são plantados quando as médias são jogadas fora de um contexto e referência. São bons números e a melhora é visível, mas pouco haver com governo, ou melhor governos. O Brasil é maior que a classe política e o estado supera o governo. Eles vão, nós ficamos.
Esta semana saiu uma entrevista com Alan Grenspan. ex-presidente do FED, o Banco Central americano. Ele lança o livro a Era da Turbulência, que estou ansioso para ler.
Mas vai ai algumas peças da entrevista: A Revista merece ser lida, o livro para quem gosta de economia, é imperdível, acredito. Já era fá, fico mais e quando ler o livro devo me encantar só pelas posições e ensaios que já vi sobre Grenspan. Vamos lá:
1-) Ele prega a recessão já, ajuste de rumo no mercado e acha natural
2-) Dá graças a economia chinesa, pela abetura e alavanca no mercado mundial, na verdade desde de 1986, mais forte na década de 90.
3-) Enfrentou as crises mundiais recentes, a bolha da internet na década de 90 e cunhou a famosa frase "exuberância irracional" para os mercados ponto com.
4-) Ele tem 81 anos e por 18 foi presidente do FED, não é pouca coisa. É fã de Adam Smith e Shumpter da escola austríaca de economia, berço do liberalismo econômico. Deve revelar mais inspiradores de suas idéias, até imagino quais serão.
5-) Sobre o Assistencialismo, esta é demais, palavras dele: " Ao contrário do socialismo e do capitalismo, o populismo econômico não se baseia na análise formal das condições para criação de riqueza e para o aumento do padrão de vida. É atitude pouco racional, como um grito de dor, os líderes populistas fazem promessas irresistíveis para eliminar a situação percebidas como injustas." Ele mostra os erros com um simples e racional argumento que sempre defendi: A economia de mercado, mesmo com distorções e injustiças segue a lei natural e sempre fora do equilíbrio tende a se ajustar e voltar ao ponto de equilíbrio.
Isso ai, vamos lá ver as revelações e pensamentos de Grenspan. Clique e veja ficha do livro.
A Veja menciona a tal pesquisa do IBGE -A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-2006) - Clique e veja
Já disse, temos que ter cuidado para separar o joio do trigo. A renda melhorou, mas ainda é pior que a de 1996. Os indicadores médios de crescimento do PIB foram menores do que a renda em determinados extratos sociais, exemplo: PIB (3,1%) menos que a média mundial, segundo a pesquisa em algumas camadas sociais 9,1%, como na China. Cuidado na análise, sofismas são plantados quando as médias são jogadas fora de um contexto e referência. São bons números e a melhora é visível, mas pouco haver com governo, ou melhor governos. O Brasil é maior que a classe política e o estado supera o governo. Eles vão, nós ficamos.
domingo, setembro 16, 2007
A pesquisa recente sobre o governo Lula
Saiu uma pesquisa do Estadão/Ipsos sobre o governo Lula- Clique e veja
Mesmo com aprovação de 67% da população, o governo Lula é marcado pela lembrança da corrupção. Lula destaca-se positivamente com o Bolsa Família e a estabilidade da moeda. Ambos os programas foram plantados por FHC, os tucanos perderam a paternidade.
Lula, negativamente, destaca-se na corrpção, e ficará marcado na história, talvez pela política voltada aos pobres, mas também por escândalos e mensalão.
Os dados do IBGE divulgados sobre aumento da renda do brasileiro - Clique e veja pode conter sofismas espetaculares e é recomendada uma análise mais profunda. As versões são usadas politicamente mais que os fatos. O programa Bolsa Família é um grande erro, engana-se quem pensa que estamos distribuindo renda. É populista e demagógico e a conta será paga. Não que eu seja contra alguns programas assistencialistas, mas com pré requisito, planejamento e após outras prioridades. A oportunidade e o emprego são a melhor forma de distribuir renda, o resto é conversa.
Com relação a comparação entre FHC e Lula, a verdade é sempre puxada pelos olhos de quem quer ver um ou outro. Ambos têm acertos e erros, Lula se aproveitou de muitas coisas do governo anterior e pegou um ótimo momento mundial, FHC enfrentou crises, mas ainda assim domou o dragão inflacionário, mesmo com certos equívocos.
Na minha opinião, ambos são sofríveis, mas o estado brasileiro é mais forte que os governos e o Brasil sobreviverá, com tempo perdido é verdade.
A grande notícia da semana e loas ao governo Lula se assim ele fizer:Governo pretende atacar o abuso das tarifas bancárias - Clique e veja.
Os bancos "bamburram" desde 1989, governo Sarney, lucros crescentes, juros extorsivos e tarifas que rendem R$ 27 bilhões. Cartel institucionalizado, inclusive com a presença do Banco do Brasil e Caixa Federal, com toda complascência do Banco Centra, que deveria ser o xerife, mas parece um vassalo do segmento.
Se eles assim agirem e mudarem este "roubo", vão ter meu aplauso e reconhecimento. Quer saber a verdade? Não acredito, só vendo. Pega a lista de doadores de campanha, veja onde os dirigentes do BC trabalharam e onde devem trabalhar, junte outros petiscos mais, só acontecendo uma ação destas.
quarta-feira, setembro 12, 2007
A agonia do Senado Federal
Eu morei em Brasília, tive pai senador, conheço o senado muito bem, tenho alguns amigos senadores, enfim posso falar de cadeira: Nunca assisti um momento destes.
Vamos lá: O Senado absolve Renan Calheiros – Clique e veja - Veja mais
Por 40 votos contra a cassação, 6 abstenções e 35 a favor deu-se o resultado final e o plenário absolveu Renan. Resultado apertado conforme as previsões.
Foram 100 dias de luta, acusações, defesas. O que deve ter ocorrido:
(1-) A ditadura da mídia era alegação da trupe do Renan, seguinte: se adversários, mídia ou entidades acusam alguns senador ele é suscetível a cassação. Espera ai, houve processo, relatório, perícia da PF, etc. Tudo indica que ali tem.
(2-) O espírito de corpo? Pode ser, mas a divisão é clara.
(3-) A força do governo? Parece que os senadores do PT, dentro da margem apertada foram decisivos na absolvição. Minha lógica não entendeu o porquê desta ação, se ela existiu de fato, do governo, mas em política tudo é possível.
Quem perdeu? O senado, em descrédito na opinião pública. Contaminada ou não pela mídia, a realidade é que o desgaste da classe política antes focada na Câmara chega ao Senado e fica. O senado e alguns senadores pagarão pelas atitudes tomadas neste episódio, o senado guarda diferenças profundas quando comparado a Câmara. A desconfiança antes quase restrita a Câmara atinge os senadores, risco para a democracia? Claro, o desgaste do legislativo pode provocar aventuras políticas complexas e autoritárias, existem vários exemplos, inclusive recentes.
A opinião pública fica estarrecida, atônita, esperando os próximos passos, mais 2 representações contra Renan. O que vai dar? Difícil prever, mas a crise permanece lá.
A acusação do uso da instituição Senado na sua defesa coloca Renan em sinuca de bico, refém dos aliados, desgastado na liderança, sem credibilidade, digamos. A renúncia da presidência é cogitada, mas ai está sua força para enfrentar as outras duas representações.
Acho que a máxima fica com o Senador Cristovam Buarque de Brasília: "O Senado absolveu Renan no plenário, mas não na opinião pública. O Senado está ferido de morte e continuará a sangrar".
Vamos esperar os próximos passos, mas o melhor era cassação de Renan. Sou a princípio contra o clamor da opinião pública em determinados processo jurídicos, mas em alguns casos é inquestionável a preferência por seguir o brado da maioria.
Ele terá tempo de defesa em processos no MP e outras esferas, inclusive fiscal. Uma coisa é certa, ele ganhou uma batalha, outras duas lhe aguardam e a divisão nos votos fica clara que a parada será complicada para Renan e sua trupe, se o governo estiver mesmo envolvido, ele terá suas complicações também.
Vamos torcer pelo desgastado congresso, o Brasil precisa andar para frente. Agora é esperar os próximos passos, a guerra ainda não acabou.
Renan e alguns aliados ganharam, mas a sociedade, o senado e o Brasil perderam.
Sabe, a cara do Renan saindo da votação mostra que ele não está com esta alegria toda, não creio que existirá a famosa comemoração.
Será que o senado deu um recado a mídia e no próximo “round” executará sua função?
Vamos lá: O Senado absolve Renan Calheiros – Clique e veja - Veja mais
Por 40 votos contra a cassação, 6 abstenções e 35 a favor deu-se o resultado final e o plenário absolveu Renan. Resultado apertado conforme as previsões.
Foram 100 dias de luta, acusações, defesas. O que deve ter ocorrido:
(1-) A ditadura da mídia era alegação da trupe do Renan, seguinte: se adversários, mídia ou entidades acusam alguns senador ele é suscetível a cassação. Espera ai, houve processo, relatório, perícia da PF, etc. Tudo indica que ali tem.
(2-) O espírito de corpo? Pode ser, mas a divisão é clara.
(3-) A força do governo? Parece que os senadores do PT, dentro da margem apertada foram decisivos na absolvição. Minha lógica não entendeu o porquê desta ação, se ela existiu de fato, do governo, mas em política tudo é possível.
Quem perdeu? O senado, em descrédito na opinião pública. Contaminada ou não pela mídia, a realidade é que o desgaste da classe política antes focada na Câmara chega ao Senado e fica. O senado e alguns senadores pagarão pelas atitudes tomadas neste episódio, o senado guarda diferenças profundas quando comparado a Câmara. A desconfiança antes quase restrita a Câmara atinge os senadores, risco para a democracia? Claro, o desgaste do legislativo pode provocar aventuras políticas complexas e autoritárias, existem vários exemplos, inclusive recentes.
A opinião pública fica estarrecida, atônita, esperando os próximos passos, mais 2 representações contra Renan. O que vai dar? Difícil prever, mas a crise permanece lá.
A acusação do uso da instituição Senado na sua defesa coloca Renan em sinuca de bico, refém dos aliados, desgastado na liderança, sem credibilidade, digamos. A renúncia da presidência é cogitada, mas ai está sua força para enfrentar as outras duas representações.
Acho que a máxima fica com o Senador Cristovam Buarque de Brasília: "O Senado absolveu Renan no plenário, mas não na opinião pública. O Senado está ferido de morte e continuará a sangrar".
Vamos esperar os próximos passos, mas o melhor era cassação de Renan. Sou a princípio contra o clamor da opinião pública em determinados processo jurídicos, mas em alguns casos é inquestionável a preferência por seguir o brado da maioria.
Ele terá tempo de defesa em processos no MP e outras esferas, inclusive fiscal. Uma coisa é certa, ele ganhou uma batalha, outras duas lhe aguardam e a divisão nos votos fica clara que a parada será complicada para Renan e sua trupe, se o governo estiver mesmo envolvido, ele terá suas complicações também.
Vamos torcer pelo desgastado congresso, o Brasil precisa andar para frente. Agora é esperar os próximos passos, a guerra ainda não acabou.
Renan e alguns aliados ganharam, mas a sociedade, o senado e o Brasil perderam.
Sabe, a cara do Renan saindo da votação mostra que ele não está com esta alegria toda, não creio que existirá a famosa comemoração.
Será que o senado deu um recado a mídia e no próximo “round” executará sua função?
segunda-feira, setembro 10, 2007
Vamos pedir demissão?
Existem diversas perólas na Net, vai ai uma delas, com toda certeza, senão corresponde aos fatos 100% reais, beiramos os 95%. O assistencialismo cria uma propensão a indolência e prequiça, alguém discorda?- Vamos Pedir Demissão ???
História do Zelador que pediu para ser demitido!!! Interessante e verídico!!!
O zelador de um prédio, em Natal/RN, pediu à administração do condomínio onde trabalhava que o demitissem. Contou o motivo: tem dois cunhados desempregados, lá mesmo em Natal que, por conta da bolsa escola, cartão cidadão, cartão alimentação, vale-gás, transporte gratuito, vale-refeição (acreditem - Vale-refeição) e demais benefícios do nosso "governo", dadas a título de esmola - vivem melhor que ele. Aí paramos e fomos fazer umas continhas:
1. Bolsa escola - R$ 175 para cada filho que freqüente as aulas (suponhamos que sejam apenas dois) = R$ 350,00 (em dinheiro);
2. Cartão cidadão (cujo intuito é restituir a cidadania) = R$350,00 (em dinheiro);
3. Vale gás (um por mês) = R$ 70,00;
4. Transporte (calculamos 4 passagens diárias, que é uma boa média) R$ 8,00/dia x 20 dias = R$ 160,00;
5. Vale refeição (um por dia) R$ 3,50/dia x 30 dias x 4 pessoas (ele a esposa e os dois filhos) = R$ 420,00;
Total em dinheiro - R$ 700,00
Total em serviços - R$ 650,00
Total mensal - R$ 1.350,00
Observações :
1. O salário do zelador acrescido de horas extras e tudo mais girava em torno de R$ 830,00/mês.
2. Tudo isso é o estabelecido pela *LEI No 10.836, DE 9 DE JANEIRO DE 2004*. Duvida??
Então consulte: Palácio do Planalto
Como o zelador tem três filhos em idade escolar, para ele é vantajoso ficar desempregado e ter esses benefícios. Seu "salário desemprego" irá girar em torno de R$ 1.525,00, quase o dobro do que ganha trabalhando. Como diria o Boris Casoy (expurgado da TV por se opor ao Lula): -"ISTO É UMA VERGONHA!"
Distribuir a renda pode ser correto, mas não em detrimento de outras opções como a oportunidade de emprego.
segunda-feira, setembro 03, 2007
Cai produtividade do trabalho no Brasil.
Produtividade caiu no Brasil em 25 anos, diz OIT - Clique e leia- Terra Notícias
O Brasil vem perdendo posição em diversos indicadores econômicos e sociais ao longos destes últimos anos. O Mundo cresceu nos 7 últimos e perdemos o "boom", ou melhor, não aproveitamos como deveríamos. Alguns avanços foram conseguidos, mas nada além da mínima obrigação dos agentes, governo e sociedade, dado o potencial do Brasil. Alías, defendo a tese das gerações e décadas perdidas muito parecida com este período estudado, será coincidência? Clique e veja artigo "Décadas perdidas, gerações sofridas" de 2005.
Na sociedade do conhecimento e na era da informação muitos ganhos devem e podem ser obtidos pela produtividade com a dignificação do emprego e oportunidades.
Precisamos rever este país em muitas coisas, começaria pela justiça para acabar a impunidade e depois pela reforma política visando melhorar os próceres. A educação, tecnologia e crescimento viriam a reboque, se conseguissemos atingir as mudanças almejadas. Estas mudanças podem não representar todo o povo brasileiro, cada vez mais acostumado a pitéu, mas 50% da população, os mais esclarecidos talvez, ansiam por mudanças estruturais.
Será que estou enganado?
O Brasil vem perdendo posição em diversos indicadores econômicos e sociais ao longos destes últimos anos. O Mundo cresceu nos 7 últimos e perdemos o "boom", ou melhor, não aproveitamos como deveríamos. Alguns avanços foram conseguidos, mas nada além da mínima obrigação dos agentes, governo e sociedade, dado o potencial do Brasil. Alías, defendo a tese das gerações e décadas perdidas muito parecida com este período estudado, será coincidência? Clique e veja artigo "Décadas perdidas, gerações sofridas" de 2005.
Na sociedade do conhecimento e na era da informação muitos ganhos devem e podem ser obtidos pela produtividade com a dignificação do emprego e oportunidades.
Precisamos rever este país em muitas coisas, começaria pela justiça para acabar a impunidade e depois pela reforma política visando melhorar os próceres. A educação, tecnologia e crescimento viriam a reboque, se conseguissemos atingir as mudanças almejadas. Estas mudanças podem não representar todo o povo brasileiro, cada vez mais acostumado a pitéu, mas 50% da população, os mais esclarecidos talvez, ansiam por mudanças estruturais.
Será que estou enganado?
Luz no fim do túnel?
A VEJA desta semana, clique e leia, louva um héroi, o ministro do STF Joaquim Barbosa, que acatou a deúncia contra os 40 envolvidos no famoso mensalão. O julgamento deve ser histórico e levar 5 anos, ainda pago para ver a condenação e prisão dos acusados. Julgo apriori? Não, mas a chance deles serem criminosos é enorme. A VEJA acha que isso pode mudar os rumos da impunidade neste país, tomara.
Mais assunto de Lula III - Clique e veja - O assunto está na mídia, factóide como diz José Dirceu?Pode ser, Lula parece negar veementemente a idéia. Pesquisa apontam que 58% não se importariam com esta tentaiva. Vamos ver, a alternância de poder é vital para o fortalecimento das instituições democráticas.
O assunto Lula ainda dará discussões e muitos vão defender a tese, absurda e golpista. A atitude do SFT pode representar uma contra força em espertalhões de plantão, mas eu gostaria mesmo de ver o início do fim da impunidade com figurões indo para a cadeia.
Renan Calheiros se afunda com mais denúncias. Como diz um ditado americano, você pode enganar poucos por muito tempo, enganar muitos por pouco tempo, mas não enganará todos por todo tempo.
Mais assunto de Lula III - Clique e veja - O assunto está na mídia, factóide como diz José Dirceu?Pode ser, Lula parece negar veementemente a idéia. Pesquisa apontam que 58% não se importariam com esta tentaiva. Vamos ver, a alternância de poder é vital para o fortalecimento das instituições democráticas.
O assunto Lula ainda dará discussões e muitos vão defender a tese, absurda e golpista. A atitude do SFT pode representar uma contra força em espertalhões de plantão, mas eu gostaria mesmo de ver o início do fim da impunidade com figurões indo para a cadeia.
Renan Calheiros se afunda com mais denúncias. Como diz um ditado americano, você pode enganar poucos por muito tempo, enganar muitos por pouco tempo, mas não enganará todos por todo tempo.
sábado, setembro 01, 2007
Uma lei inteligente e mais boatos de terceiro mandato
Governador sanciona Lei que institui o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal e cria a Nota Fiscal Paulista – Clique e leia
Uma lei inteligente que vai acabar aumentando a arrecadação e a fiscalização, além de outros benefícios ao estado e ao cidadão.
Arthus Lafer é um economista americano que demonstra na teoria chamada de CURVA DE LAFER a relação entre nível de tributação e arrecadação. A partir de um determinado ponto da curva (nível de tributação), a elevação das alíquotas dos tributos produz efeito inverso, ou seja, a arrecadação tende a cair de forma proporcional. A ânsia arrecadadora de governo acaba funcionando ao inverso com aumento da sonegação e a falta de disposição do cidadão para pagar tributos.
O orçamento de 2008, ainda voltarei ao tema, prevê aumento de 12% na arrecadação atual. A estimativa é ficar em 28% do PIB, altíssima. Hoje está em 35%, recorde mundial, tributação de primeiro mundo com serviço de terceiro.
Outro dado ouvido neste sábado: É forte a questão de um terceiro mandato de Lula. O congresso do PT vai debater este tema, estou apostando grana. Lula pode até não querer, mas se o cavalo passar arriado, ele sobe.
Ainda está difícil de a sociedade consciente pensar neste tema de terceiro mandato e outras ações consideradas "golpistas" e oportunistas, mas não descartem não.
Em congresso de partido “rola” de tudo, idéias esdrúxulas e absurdas, mas algumas até colam. Definitivamente, pode até não vingar, mas será discutida tese de prorrogação de mandato e outras “coisitas” mais nesta linha.
A performance da economia vai determinar este rumo.
Uma lei inteligente que vai acabar aumentando a arrecadação e a fiscalização, além de outros benefícios ao estado e ao cidadão.
Arthus Lafer é um economista americano que demonstra na teoria chamada de CURVA DE LAFER a relação entre nível de tributação e arrecadação. A partir de um determinado ponto da curva (nível de tributação), a elevação das alíquotas dos tributos produz efeito inverso, ou seja, a arrecadação tende a cair de forma proporcional. A ânsia arrecadadora de governo acaba funcionando ao inverso com aumento da sonegação e a falta de disposição do cidadão para pagar tributos.
O orçamento de 2008, ainda voltarei ao tema, prevê aumento de 12% na arrecadação atual. A estimativa é ficar em 28% do PIB, altíssima. Hoje está em 35%, recorde mundial, tributação de primeiro mundo com serviço de terceiro.
Outro dado ouvido neste sábado: É forte a questão de um terceiro mandato de Lula. O congresso do PT vai debater este tema, estou apostando grana. Lula pode até não querer, mas se o cavalo passar arriado, ele sobe.
Ainda está difícil de a sociedade consciente pensar neste tema de terceiro mandato e outras ações consideradas "golpistas" e oportunistas, mas não descartem não.
Em congresso de partido “rola” de tudo, idéias esdrúxulas e absurdas, mas algumas até colam. Definitivamente, pode até não vingar, mas será discutida tese de prorrogação de mandato e outras “coisitas” mais nesta linha.
A performance da economia vai determinar este rumo.
quarta-feira, agosto 29, 2007
Diminuiu número de miseráveis em 15 anos!
Relatório: 4,7 mi deixaram a pobreza em 15 anos - Terra Notícias - Clique e veja mais
Ainda precisamos melhorar muito, 7,5 milhões ainda vivem com renda abaixo de US$ 1,00 dia, mas o avanço é inegável, ainda considero migalha, mas tem seu lado bom.
Porque aconteceu isso? É muito claro que a nação diferencia de governo, o Brasil é mais poderoso que sua classe política. Desde a época de Itamar, onde tivemos um "boom" na economia nacional e o início da estabilização da moeda, este quadro se configura. Passou por FHC e Lula com seus erros e equívocos, ambos. Não adianta partidos ou políticos assumirem os louros deste dado estatístico, todos erraram e acertaram e o "filho" tem vários pais.
Poderíamos e deveríamos estar melhores, sem sombra de dúvida.
A inflação é o pior imposto que existe penalizando os mais pobres em relação proporcional exponencial, a morte do "dragão inflacionário" deu "up grade" a muitos pobres, indiscutivelmente.
A estabilidade da moeda tem ai todos os méritos, mas pagou-se um preço alto por isso.
As políticas sociais menos influência, mas tiveram também seu papel.
O maior fator, na minha opinião, foi a prosperidade mundial destes anos, principalmente os 7 últimos. Mesmo o Brasil não aproveitando todo potencial atingimos bons indicadores.
Já repararam um número cabalístico: US$ 1,00 dia, é mais ou menos US$ 30,00 mês, que na paridade atual dá em torno de R$ 60,00, o número médio do bolsa família.
Grande coincidência ou uma referência?
Na verdade, dos mortos e feridos ainda salvaram-se alguns. Não voltamos no passado para consertar erros, mas devemos aprender com eles. Na minha cabeça era para ter tirado mais gente da miséria, diga-se de passagem, este indicador é mero dado estatístico e não pode ser levado a risca, sempre teremos muitos motivos para ver e outros tantos para não ver.
Não devemos aceitar pessoas vivendo com pouco mais de US$ 30,00 mensais.
A renda deveria crescer sempre, e só acontece isso com geração de emprego, com vigor econômico do crescimento e oportunidades para todos.
Fora isso é ilusão e enganação, mesmo com este dado que a princípio é bom, mas esconde mazelas e erros, mascarando uma situação que teria sido diferente.
Ainda precisamos melhorar muito, 7,5 milhões ainda vivem com renda abaixo de US$ 1,00 dia, mas o avanço é inegável, ainda considero migalha, mas tem seu lado bom.
Porque aconteceu isso? É muito claro que a nação diferencia de governo, o Brasil é mais poderoso que sua classe política. Desde a época de Itamar, onde tivemos um "boom" na economia nacional e o início da estabilização da moeda, este quadro se configura. Passou por FHC e Lula com seus erros e equívocos, ambos. Não adianta partidos ou políticos assumirem os louros deste dado estatístico, todos erraram e acertaram e o "filho" tem vários pais.
Poderíamos e deveríamos estar melhores, sem sombra de dúvida.
A inflação é o pior imposto que existe penalizando os mais pobres em relação proporcional exponencial, a morte do "dragão inflacionário" deu "up grade" a muitos pobres, indiscutivelmente.
A estabilidade da moeda tem ai todos os méritos, mas pagou-se um preço alto por isso.
As políticas sociais menos influência, mas tiveram também seu papel.
O maior fator, na minha opinião, foi a prosperidade mundial destes anos, principalmente os 7 últimos. Mesmo o Brasil não aproveitando todo potencial atingimos bons indicadores.
Já repararam um número cabalístico: US$ 1,00 dia, é mais ou menos US$ 30,00 mês, que na paridade atual dá em torno de R$ 60,00, o número médio do bolsa família.
Grande coincidência ou uma referência?
Na verdade, dos mortos e feridos ainda salvaram-se alguns. Não voltamos no passado para consertar erros, mas devemos aprender com eles. Na minha cabeça era para ter tirado mais gente da miséria, diga-se de passagem, este indicador é mero dado estatístico e não pode ser levado a risca, sempre teremos muitos motivos para ver e outros tantos para não ver.
Não devemos aceitar pessoas vivendo com pouco mais de US$ 30,00 mensais.
A renda deveria crescer sempre, e só acontece isso com geração de emprego, com vigor econômico do crescimento e oportunidades para todos.
Fora isso é ilusão e enganação, mesmo com este dado que a princípio é bom, mas esconde mazelas e erros, mascarando uma situação que teria sido diferente.
segunda-feira, agosto 27, 2007
Brasil Credor dos Estados Unidos e outra notícia boa.
Somos credores dos EUA. Nossas reservas atuais, em torno de US$ 160 bilhões dão tranqüilidade quanto a ataque a nossa moeda e pasmem: Temos US$ 94 bilhões investidos em títulos do tesouro americano. Isso mesmo! Somos credores dos americanos! Dos US 2,2 trilhões em papeis americanos no mundo, o Japão é o primeiro com US$ 600 bilhões, segundo a China US$ 400 bilhões, a Inglaterra US$ 190 bilhões em terceiro e o Brasil o quarto colocado no ranking. Com um detalhe, com muito mais recursos que os investidos pelas empresas ianques no país. Clique e leia matéria completa Agronegócio vive seu melhor momento- Clique e veja - Folhaonline
Depois de penarmos desde 2003 o Agrobusiness parece tomar força. Importante gerador de renda e emprego, a força do campo amarga prejuízos e problemas há muito tempo. Agora as perspectivas são de melhoria. Evidentemente que não são todos os setores que vão "bombar", café ainda tem problemas, o leite também, mas as coisas parecem melhorar no geral, inclusive nestes segmentos.
A cana de açucar puxando o carro do biocombustível com outros insumos devem continuar crescendo exponencialmente.
Perdemos também a prosperidade mundial nas comodities. Erros do governos e dos produtores, correção do rumo da fartura de anos passados, antes de 2003. O PIB agrícola foi responsável por 35% do PIB brasileiro na era FHC e segurou a onda da recessão.
O Brasil parece iluminado, Lula tem estrela. A crise mundial passa batida com pouca interferência aqui e ainda somos promovidos a quase "investment grade".
O ano que vem tem eleição municipal, mas a promessa de bons ventos continua. Dependendo do que acontecer podemos ter umas investidas de alguns no quadro institucional. Por exemplo? Um terceiro mandato de Lula. Ele não quer? Agora diz isso, e na frente? Já mudou de opinião tantas vezes.
Vamos ver, mas a sinergia da política com a economia determina rumos de ações ousadas de políticos. A economia e a prosperidade podem determinar o resultado de eleição, candidatos e oportunismo de alguns. Todo cuidado e atenção, mas ainda torço e espero que o Brasil siga em frente com crescimento e oportunidade para todos.
Os erros são notórios e sabidos, mas o ajuste e correção podem ser feitas. Não imagino como mexer no Bolsa Família, mas ainda acredito que algo será feito para corrigir um dos maiores equívocos deste governo.
sexta-feira, agosto 24, 2007
Brasil pode "bombar" em 2008

O Brasil chegando, na escala da Moody's, ao chamado "investment grade" (grau de investimento). Na classificação das outras duas agências -a Standard & Poor's e a Fitch Ratings-, o país já tinha a nota dada ontem pela Moody's. As três têm sede nos EUA. Clique e veja
Grandes fundos americanos têm estatutariamente obrigação de só investir no estrangeiro em países com a classificação de "investment grade". E ai vai ter enxurrada de dinheiro?
A príncipio não, o mercado se antecipa sempre, mas vai aumentar o volume de ingresso com certeza. Clique e veja matéria do The Economist sobre a posição do Brasil.
Hoje na economia globalizada este fluxo de recursos externos é importante, no nosso caso então nem se fala.
A virada deve se dar em 2008 se continuarem as coisas como estão, no cenário mundial e local.
O governo tem mérito da responsabilidade, e só. Perdemos um grande momento e esta conta será paga uma hora.
A crise mundial ainda conta mortos e feridos, mas o Brasil saiu ileso considerando outros países. O BC ficou quieto, maturidade, e as coisas se ajeitaram naturalmente.
Vamos continuar torcendo, para o mundo e para o país. Em 2008 teremos grandes chances de notícias boas, inclusive, porque é ano eleitoral americano e sempre acontecem coisas boas. Crise econômica em ano eleitoral americano? Zero de chance.
quinta-feira, agosto 23, 2007
25% dos brasileiros recebem bolsa família!

Agora que a crise mundial parece controlada, vamos aos temas do Brasil que podem confundir e iludir pessoas.
Veja matéria do Estadão:Um em cada quatro brasileiros recebe o Bolsa-Família - Clique e leia
Com nossa carga tributária a 35% do PIB e juros campeões do planeta podemos até achar que existe justiça social ai. MENTIRA! O bolsa família não é distribuição de renda como pregam alguns. O Bolsa- Família é sim um confinamento da pobreza nos bolsões da miséria. É migalha paliativa com forte conotação demagógica e política. É o que parece ser.
Pitéu ao miserável que perdeu as oportunidades dadas pela economia global nestes último anos. Inventada no governo FHC com o nome de Bolsa Escola, teve seu momento, virou instrumento político com justificativa ideológica.
Se ele tivesse emprego, ele não precisaria destes R$ 60,00, mal dando para uma parca alimentação. Se ele produzisse e estivesse empregado, teria mais dignidade e oportunidade. Dar o peixe ou ensinar a pescar?
A indolência é estimulada pelo recebimento fácil de recursos mal utilizados e que deveriam ter o fluxo em outros sentidos. Investimento em infraestrutura, obras que colocassem o Brasil no ritmo do crescimento mundial, por exemplo.
É sabido o desestímulo das pessoas que acomodadas nesta migalha preferem não buscar oportunidade de trabalho. Vários relatos de pessoas que desdenham empregos e a ociosidade nos pacatos ricões é evidência clara de que este Bolsa-Familia vem gerando problemas também.
O povão está feliz? Parece, mas não sabe o quanto poderia estar melhor.
O programa tem lá seu apelo e suas vantagens, entretanto não poderia ser a locomotiva social e econômica do governo que deixou nossa infraestrutura estraçalhada e travou a expansão econômica de vários segmentos com a política de juros altos e elevada carga tributária.
Não posso concordar ou aplaudir esta notícia. É justo e legítimo o Programa Bolsa-Família, mas com critérios, pré-requisitos e depois de tomadas outras medidas. Não se trata de crescer o bolo para dividir como pensariam alguns, mas sim operar com competência e gestão, atacando os problemas e não dissimulando como temos visto. Não se iludam, como esta ampulheta acima, no tempo devido a conta será paga. Minha geração, com as décadas perdidas, assiste mais uma, esperando o pagamento da "Festa de Babete".
De boas intenções o inferno está cheio e a diferença entre a intenção e a ação pode ser a ilusão.
quarta-feira, agosto 22, 2007
Rescaldo da Crise

Não sei ao certo se ainda é cedo para falarmos no rescaldo da crise, parece que sim, vamos lá:
Segundo últimos levantamentos os bancos centrais europeu, americano, japonês, australianos e outros mais colocaram US$ 200 bilhões no mercado para garantir a liquidez, o BCE (Banco Central Europeu) colocou quase US$ 140 bilhões.
As perdas de valores de empresas se convertidas pelo valor das ações cotadas nas bolsas de valores podem chegar a US$ 4 trilhões, só aqui no Brasil estima-se US$ 270 bilhões.
O dinheiro que circula nas bolsas hoje é estimado em US$ 50 trilhões em ações e outros US$ 50 trilhões em derivativos. Óbvio que não existe o valor correspondente em ouro, dólar, ou marca e ativos ditos intangíveis que possam justificar este valor. Parte dele, já disse aqui, é criado pela pressão compradora.
Quem conhece a teoria de Nicolau Kondratief sabe dos ciclos econômicos, economista russo da década de 30 tem teoria interessante sobre estes ciclos, mesmo com as novas premissas da economia, entre elas a informação e a velocidade dos acontecimentos, a teoria dele explica em parte estes movimentos.
Dizem alguns economistas que o ápice do ciclo positivo e virtuoso do capitalismo, lei natural da economia, é a crise para o ajuste, parece que estamos vendo isso no mundo. Se não o apogeu, estamos pertos de corrigir rumos da prosperidade que reboca a economia global a crescimento médio de 5% há 7 anos praticamente. Há muito tempo não víamos ciclos como este e com a força e vigor observada.
Alguns analistas dão o arrefecimento a partir de 2009 quando a China perderá o ímpeto “obrista” para preparação do país a Olimpíada.
Desde 1993 vou à China, praticamente todos os anos, e sou testemunha que eles crescem e existem obras para todo lado, uma hora este ritmo deve diminuir.
Tenho para mim que estas novas premissas que regem as leis naturais da economia como velocidade, intangibilidade e conectividade e informação vão mudar paradigmas antigos da teoria econômica, mas os futuros “Prêmio Nobel” de economia vão se encarregar de mostrar, como vem sendo feito, estas novas teses e teorias.
Na verdade, salvo engano com novos fatos da economia global em velocidade da informação, a economia mundial pode ser comparada a um avião com duas turbinas, China e EUA. A turbina EUA rateia por conta da crise anunciada do mercado imobiliário, mas a turbina China continua forte e pujante e levará o avião ao pouso seguro. Isso todos nós esperamos. O Brasil dentro do contexto da economia global é importante pelo seu potencial de mercado e perspectivas futuras. Estamos bem consolidados em alguns fundamentos, em outros não.
As perdas de valores de empresas se convertidas pelo valor das ações cotadas nas bolsas de valores podem chegar a US$ 4 trilhões, só aqui no Brasil estima-se US$ 270 bilhões.
O dinheiro que circula nas bolsas hoje é estimado em US$ 50 trilhões em ações e outros US$ 50 trilhões em derivativos. Óbvio que não existe o valor correspondente em ouro, dólar, ou marca e ativos ditos intangíveis que possam justificar este valor. Parte dele, já disse aqui, é criado pela pressão compradora.
Quem conhece a teoria de Nicolau Kondratief sabe dos ciclos econômicos, economista russo da década de 30 tem teoria interessante sobre estes ciclos, mesmo com as novas premissas da economia, entre elas a informação e a velocidade dos acontecimentos, a teoria dele explica em parte estes movimentos.
Dizem alguns economistas que o ápice do ciclo positivo e virtuoso do capitalismo, lei natural da economia, é a crise para o ajuste, parece que estamos vendo isso no mundo. Se não o apogeu, estamos pertos de corrigir rumos da prosperidade que reboca a economia global a crescimento médio de 5% há 7 anos praticamente. Há muito tempo não víamos ciclos como este e com a força e vigor observada.
Alguns analistas dão o arrefecimento a partir de 2009 quando a China perderá o ímpeto “obrista” para preparação do país a Olimpíada.
Desde 1993 vou à China, praticamente todos os anos, e sou testemunha que eles crescem e existem obras para todo lado, uma hora este ritmo deve diminuir.
Tenho para mim que estas novas premissas que regem as leis naturais da economia como velocidade, intangibilidade e conectividade e informação vão mudar paradigmas antigos da teoria econômica, mas os futuros “Prêmio Nobel” de economia vão se encarregar de mostrar, como vem sendo feito, estas novas teses e teorias.
Na verdade, salvo engano com novos fatos da economia global em velocidade da informação, a economia mundial pode ser comparada a um avião com duas turbinas, China e EUA. A turbina EUA rateia por conta da crise anunciada do mercado imobiliário, mas a turbina China continua forte e pujante e levará o avião ao pouso seguro. Isso todos nós esperamos. O Brasil dentro do contexto da economia global é importante pelo seu potencial de mercado e perspectivas futuras. Estamos bem consolidados em alguns fundamentos, em outros não.
A verdade vai aparecer uma hora e saberemos julgar os erros cometidos, pena, como sempre, analisar a fechadura depois da porta arrombada é fácil, esta é a mania do brasileiro em geral.
segunda-feira, agosto 20, 2007
Entendendo a Bolsa de Valores

A mídia ainda fala na crise, arrefecida, mas sem ainda desfecho e qual foi a contaminação da economia real. A Bolsa de Valores, vilã e protagonista do pânico pode gerar oportunidades. Clique e veja matéria - Crise cria cenário para investimento na bolsa - Terra Notícias.
Fiz um histórico da bolsa e algumas considerações, meu próximo artigo. Para quem não sabe, atuei como operador e fui sócio de uma distribuidora com muitas horas de operação, ganhos e perdas.
A bolsa de valores: nervo do capitalismo?
O investidor profissional tem coração de passarinho, pernas de lebre e memória de elefante. Axioma popular
O investidor profissional tem coração de passarinho, pernas de lebre e memória de elefante. Axioma popular
Um histórico da bolsa: O exercício da compra e venda de ações, ou o seu equivalente, é conhecido e foi praticado na Roma antiga, mas foi somente no século XV, nos tempos do Renascimento, que o movimento bursátil tomou a sociedade. Surgida, segundo alguns historiadores, na cidade de Bruges, na atual Bélgica, o comércio com papéis tomava rumo a partir do ano de 1487. A Meca da bolsa se deu na “New York Stock Exchange” em 1792, a hoje mundialmente famosa Wall Street. Max Weber, sociólogo, economista escreveu Die Börsen, (A bolsa, 1896). Ele se preocupou em acalmar a sociedade quanto à realidade e legitimidade da bolsa de valores, afinal, buscar recursos para expansão via mercado é melhor do que tomar empréstimo ou ter apadrinhamento de governos, sempre sujeitos a corrupção e burocracia.
Qual é a essência da bolsa de valores, o mercado de capitais? A capitalização de empresas, negócios. Empresas estabelecidas vendiam a promessa de ganhos a quem “apostasse” no negócio deles. Os compradores eram investidores que iriam auferir lucros no dinheiro aplicado. A aposta, no que vai dar certo ou errado, sempre será um jogo, e como tal, o jogo com ações sempre foi restrito a pessoas abonadas e muitas vezes visto como algo pouco confiável. Hoje é democrático e transparente. Empresas sérias, a grande maioria, lançam papeis e ações buscando capitalização através do mercado. Os investidores buscam lucros, resultado via dividendo. Esta é a lógica da bolsa e do mercado de capitais.
A bolsa de valores não é filantropia, nem é o pilar do capitalismo, mas uma das suas ferramentas. Sempre existirão os ganhadores e os perdedores. O primeiro grande trauma foi o “crash” de 1929 nos Estados Unidos. No caso brasileiro, tivemos períodos de euforia, ganhos e perdas na década de 70, ou em 1987 com os problemas da bolsa americana repercutidos aqui. Nos anos 80 tivemos no Brasil o ápice dos derivativos, das opções de compra e venda e o caso famoso do Nagi Nahas que tomava dinheiro em banco para “alavancar” suas posições. Hoje a história se repete, desavisados e incautos serão sempre parte do “jogo”. O mercado está maduro e lições foram aprendidas? Com certeza. Precisa melhorar? Continuamente, mas crises sempre irão existir, pelos ciclos ou por desmandos, é parte do processo. A tecnologia e crises evoluíram mecanismos de controle e fiscalização.
O maior problema das bolsas é o ciclo, especialmente causado pela liquidez, excesso ou falta. Uma hora vai existir um ajuste, correção da curva, é inerente do processo. Os especuladores, normalmente, jogadores, dispostos a perder ou ganhar muito, vão atuar sempre em cima deste movimento. Com toda certeza eles dão liquidez ao mercado, são importantes e vitais peças no processo.
Qual a diferença entre o especulador e o acionista? As bolsas, em tese, são para pessoas que investem em empresas e negócios que darão lucro. Não se deve pensar na bolsa com mentalidade de curto prazo. A rentabilidade vai remunerar o dinheiro investido e a empresa vai crescer gerando um ciclo virtuoso. O especulador joga com as mudanças de trajetos no processo, a chamada volatilidade dos títulos, mas dá liquidez a este mercado. Jogar ou investir? Isso distingue o acionista do especulador. O mercado cíclico em seu processo natural respeitará a lei da oferta e da procura, quando mais pessoas dispostas a comprar, o preço tenderá a subir, quando a pressão é vendedora, os preços cairão. O investidor em boas empresas nunca deverá perder, pelo menos em tese, ele não vende o “papel”, compra para ganhar com os dividendos. Tecnicamente existem variações de investimento, “Hedges”, financiamento com opções de compra e venda etc., mas fica para outro artigo.
As bolsas são mecanismos sérios de capitalização para as empresas, de remuneração do capital para os investidores. Sempre devem ser reguladas, assistidas e fiscalizadas pela sociedade e pelo governo. O processo do capitalismo tende a proteger os poderosos, potentados, a má fé pode estar presente e a suspeita gera a eterna vigilância. Perdedores e ganhadores? Naturalmente os dois. Especuladores ou investidores? Ambos. Este é o fascinante mercado de capitais.
A virtude sempre estará no meio e o equilíbrio tenderá para forças naturais. Crises em bolsas significam o fim do capitalismo? Nunca, mas devemos aprender com os erros, sempre tentando melhorar. Ainda existem pessoas que afirmam que esta é a última crise do capitalismo e agora ele chegará ao final. Absurdo e irreal. Não deixo de repetir, capitalismo é processo, qualquer outra coisa será projeto. Processo se ajusta e tende ao equilíbrio, sempre, são as leis naturais, projeto pode falhar, tem a mão do ser humano falível. A grande virtude do capitalismo é a liberdade, vende e compra quem quer, e o que quiser.
sexta-feira, agosto 17, 2007
Sofisma ou verdade?
Vejam só: As empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo perderam mais de R$ 200 bilhões em valor de mercado em um mês, de acordo com dados da bolsa paulista.
Reuter- 17/08- Clique e veja.
A pergunta que faço é uma só, alguém pagaria o valor "inchado" destas empresas antes da crise? Claro que não, empresa vale pelo pelo patrimônio líquido, pela marca e talvez pela fundo de comércio e perspectiva futura, intangível, mas não irracional.
Um exemplo: uma empresa vendeu há um mês 25% de suas ações via bolsa. Imagine o que aconteceria agora. Como sempre digo, os incautos pagam o preço na euforia. Não quero dizer que a empresa não valha e não retornará o investimento do acionista, mas quanto tempo vai demorar? Valeu comprar na euforia do mercado? Para os lançadores foi ótimo, para os compradores terrível. Isso é o mercado!
Soube de gente que vendeu coisas e/ou tomou dinheiro para jogar na bolsa. Tinha gente se vangloriando de estar vivendo da bolsa. O que vocês acham? Merece resposta?
Eu prefiro fazer um jogo combinado na MegaSena sabendo minhas reais chances estastísticas de ganhar ou perder. Não que seja loucura total fazer isso, mas só com profissionalismo, orientação e nunca na euforia.
Reuter- 17/08- Clique e veja.
A pergunta que faço é uma só, alguém pagaria o valor "inchado" destas empresas antes da crise? Claro que não, empresa vale pelo pelo patrimônio líquido, pela marca e talvez pela fundo de comércio e perspectiva futura, intangível, mas não irracional.
Um exemplo: uma empresa vendeu há um mês 25% de suas ações via bolsa. Imagine o que aconteceria agora. Como sempre digo, os incautos pagam o preço na euforia. Não quero dizer que a empresa não valha e não retornará o investimento do acionista, mas quanto tempo vai demorar? Valeu comprar na euforia do mercado? Para os lançadores foi ótimo, para os compradores terrível. Isso é o mercado!
Soube de gente que vendeu coisas e/ou tomou dinheiro para jogar na bolsa. Tinha gente se vangloriando de estar vivendo da bolsa. O que vocês acham? Merece resposta?
Eu prefiro fazer um jogo combinado na MegaSena sabendo minhas reais chances estastísticas de ganhar ou perder. Não que seja loucura total fazer isso, mas só com profissionalismo, orientação e nunca na euforia.
Alívio no mercado?

Ainda é cedo, mas como previsto, os bancos centrais atuam forte em todo mundo, ninguém tem interesse na crise, muito menos os Estados Unidos.
O FED (Federal Reserve) baixou a taxa de juros do interbancário americano e injetou US% 6 bilhões para manter a liquidez. Bom sinal. Veja matéria da BBC Houve uma reação positiva.
Outro ponto: Para não ser afetada a economia real existem duas premissas básicas, a economia americana e chinesa não podem entrar em queda, recessão. Os Estados Unidos tende a superar a crise imobiliária e eles continuam trabalhando no déficit de 6% de seu PIB, a questão será como lidarão com o consumo vis crédito que sustenta a economia ianque, mas eles são competentes e fortes.
A China deve continuar crescendo a reboque das obras das Olimpíadas de 2008, depois pode reduzir o ritmo. Se as bolsas chinesas fossem afetadas, poderia haver pânico e contaminação da economia real. A CHANCE É MíNIMA. Sabe por quê?
A bolsa chinesa é dividida em dois tipos de papeis, tipo A cotado em Yuan(moeda deles) e só para chineses, e tipo B, cotada em moedas estrangeiras, para investidores externos. Somente 5% dos chineses estão atuando na bolsa, mesmo sendo um número imenso e com altas taxas de crescimento o abalo passa batido pelo mercado da China, ainda bem.
Ou seja, a crise ainda não acabou, segunda vem ai, mas os sinais são bons e ainda vamos depender dos Estados Unidos. Vejam como em Novembro de 2006 postei sobre a economia americana e a tal Bolha Imobiliária já era falada e sabida. Clique e Veja. Será que eles não estão administrando esta situação desde os primeiros sinais de fumaça?
Eu não compraria dólar agora, parece estabilizado, mas ainda acredito na queda. Ações? Quem sabe? Pode ser um bom momento de repor carteiras de ações boas, "blueships" que estão perdendo valor pela alta volatilidade atual do mercado. Esta volatilidade deve continuar por mais tempo, nesta hora, lembro meus tempos de operador, é muita adrenalina, mas hora de rachar de ganhar dinheiro, ou perder!
quinta-feira, agosto 16, 2007
A mudança rápida do cenário cambial no Brasil
Clique e veja previsões do dólar de acordo com os bancos americanos e especialistas, e constatem como este mercado é volátil - Clique
Agora veja análise de Denise Toledo - Dólar passa R$ 2 e "ignora" cenário brasileiro -
O que parecia totalmente improvável há poucas semanas aconteceu: o dólar acima dos R$ 2. As condições da economia brasileira ficaram em segundo plano, diante do agravamento da instabilidade dos mercados e das incertezas quanto aos desdobramentos da crise do setor imobiliário americano. -
Terra Notícias - Clique e leia a matéria.
Realmente era improvável este cenário. O movimento nervoso atual do mercado mudou a tendência completamente. A crise americana e o ajuste da liquidez sempre foram esperados, mas o dólar chegar a R$ 1,86 e voltar em 15 dias a R$ 2,10 era completamente irracional, ambas as posições diga-se de passagem. Quem comprou dólar ou derivativos relacionados a câmbio rachou de ganhar dinheiro, só jogadores talvez, profissionais nunca.
O dólar cai porque existem mais vendedores, investidores estrangeiros e mesmo nacionais vendem ações e títulos para repor perdas ou se protegerem indo ao mercado do dólar, neste momento em tese, mais seguro.
Não podemos apostar se esta tendência vai continuar, temos ainda que esperar um pouco. Talvez, o dólar não devesse ter chegado aonde chegou. Estes valores atuais são mais racionais e talvez a moeda esteja chegando no equilíbrio da paridade com o R$.
O governo deve queimar reservas? Até agora não, mas dependendo do susto cambial com a alta desproporcional, deve sim. Nossas reservas são altas, mas sou contra intervenção a príncipio.
O aumento do câmbio tem reflexos na inflação, custos e outras variáveis econômicas. Estamos bem de reservas e nossa balança comercial está bem. Com um aumento do dólar pode melhorar nossas exportações, mas será que o espetáculo do crescimento mundial não será afetado?
Vamos acompanhando.
Agora veja análise de Denise Toledo - Dólar passa R$ 2 e "ignora" cenário brasileiro -
O que parecia totalmente improvável há poucas semanas aconteceu: o dólar acima dos R$ 2. As condições da economia brasileira ficaram em segundo plano, diante do agravamento da instabilidade dos mercados e das incertezas quanto aos desdobramentos da crise do setor imobiliário americano. -
Terra Notícias - Clique e leia a matéria.
Realmente era improvável este cenário. O movimento nervoso atual do mercado mudou a tendência completamente. A crise americana e o ajuste da liquidez sempre foram esperados, mas o dólar chegar a R$ 1,86 e voltar em 15 dias a R$ 2,10 era completamente irracional, ambas as posições diga-se de passagem. Quem comprou dólar ou derivativos relacionados a câmbio rachou de ganhar dinheiro, só jogadores talvez, profissionais nunca.
O dólar cai porque existem mais vendedores, investidores estrangeiros e mesmo nacionais vendem ações e títulos para repor perdas ou se protegerem indo ao mercado do dólar, neste momento em tese, mais seguro.
Não podemos apostar se esta tendência vai continuar, temos ainda que esperar um pouco. Talvez, o dólar não devesse ter chegado aonde chegou. Estes valores atuais são mais racionais e talvez a moeda esteja chegando no equilíbrio da paridade com o R$.
O governo deve queimar reservas? Até agora não, mas dependendo do susto cambial com a alta desproporcional, deve sim. Nossas reservas são altas, mas sou contra intervenção a príncipio.
O aumento do câmbio tem reflexos na inflação, custos e outras variáveis econômicas. Estamos bem de reservas e nossa balança comercial está bem. Com um aumento do dólar pode melhorar nossas exportações, mas será que o espetáculo do crescimento mundial não será afetado?
Vamos acompanhando.
O mercado ainda no centro do furacão

Ainda é uma aposta se esta crise nas bolsas, bancos e corretoras afetará a economia real.
A força da queda é o mais preocupante. Não tive como analisar dados mais profundos como queda x volume de movimentação. Quero dizer mais ou menos o seguinte: quando as bolsas caem forte com volume grande o efeito manada pode estar se confirmando. Neste caso entram em ciclo perverso e caem cada vez mais. A perda grande de valor em empresas e companhias boas podem afetar a performance comercial e então a contaminação do mercado real existe. Parece que mineradoras já sofrem perdas elevadas. O certo é: O prejuízo contábil existe, se o valor é real ou fruto da bolha compradora é que determinará o tamanho do abalo.Se uma ação "blueship" vale 100, começa o movimento de venda, e ela cai a 80, a companhia "perde" o valor da empresa. Perde entre aspas porque este valor pode ter sido criado pela pressão compradora. A rigor, uma empresa deve valer por seus ativos e pelo patrimônio líquido, além disso é especulação dos mercados e da exuberância irracional, como chegou um dia a dizer Alan Greenspan, lembram-se da NASDAQ nos anos 90 com as empresas ponto com?
Na crise os melhores papeis são mais vendidos pela liquidez e confiabilidade. Para cobrir rombos estes são os papeis mais vendidos e que normalmente fazem parte da cesta de ações que compõem os índices.
A China, atual locomotiva junto com os EUA da economia mundial, se entrar no ritmo pessimista atual pode agravar a coisa, vamos esperar. Nos EUA Wall Street segura o tranco com a ajuda do FED que não tem interesse no caos. Agora a prioridade deles deve ser estancar a crise, o deficit ficará para depois, até porque se a crise aumentar o dólar se fortalecerá e poderá jogar mais lenha na fogueira americana.
Ainda acho que a crise está restrita ao problema imobiliário americano e a exuberância irracional das bolsas. O excesso de liquidez criou a bolha e especuladores ainda são os perdedores.
Pode chegar a economia real? Pode, mas ainda não chegou e não acredito que chegará. Podemos ter só o ajuste ciclotímico que a economia tem para se confirmar como um processo.
E se chegar?
Ai veremos outras ferramentas e a competência das pessoas, dos gestores e até de governos serão determinantes, afinal gerenciar prosperidade é fácil, o duro são as crises, especialmente as de liquidez. Mais uma vez aprenderemos com erros, sempre as melhores lições estarão ai, mas não sem mortos, feridos e quebrados.
quarta-feira, agosto 15, 2007
O problema ainda preocupa
Bolsas asiáticas voltam a cair; Europa abre em baixa - Terra Notícias - Clique e leia
Veja o que diz o Globo sobre a queda das bolsas no dia 15/08- Clique e leia
Parece que as coisas ainda não estão acertadas no cenário global. O dólar sobe e as bolsas caem , mesmo com a injeção de recursos dos bancos centrais de vários países.
A situação divide especialistas, alguns acreditam que o pior já passou, outros que ainda nem começou. Quem tem razão? Ainda é cedo, mas uma certeza eu tenho, especuladores e profissionais de mercado, operadores arrojados e até jogadores aproveitam estas ondas para ganhar ou perder muito dinheiro.
Uma coisa é clara na minha visão. O problema atual começou com a crise da bolha imobiliária americana, mas o excesso de liquidez mundial desde 2000 e a alavancagem de títulos e papeis com preços irreais são as verdadeiras causas.
Uma coisa que notei hoje: As bolsas estão tendo perdas expressivas. Os indicadores de queda, na verdade médios, são grandes em bolsas asiáticas e européias e mesmo americana. O Dow Jones recuar 1,57% é anormal e preocupante, por exemplo. Tokio, Hong Kong com perdas de 2,4% é algo estranho. Na Europa as quedas são de 1% médio nas principais.
Como estes índices são medidos por uma cesta de ações, normalmente as chamadas "blueShips", é sinal que deve ter papel despencando em queda livre.
Esta queda média causa prejuízo, mas a queda brusca de papéis com grande volatilidade é que causam a corrida, o chamado efeito manada como é conhecido o jargão no mercado.
Vamos esperar, ainda tenho bom sentimento, mas fratura exposta em alguns será inevitável.
Outro ponto: A crise levará a recuperação do dólar, nada bom para os EUA que quere reduzir défict, mas considerando que a perda de liquidez implica em queda no crédito as coisas vão sempre se ajustando e tentando encontrar o equilíbrio.
Aqui mesmo no Brasil, uma subida do dólar aumentará a competividade de nossos produtos exportáveis e terá efeito positivo.
A economia é muito bacana quando assistimos os processos se estabelecendo sem a interferência do homem impondo sua razão e lógica, muitas vezes alucinada.
Ainda bem que temos ferramentas de administração destas crises, mas toda responsabilidade e cuidado será pouco. Eu particularmente ainda acredito mais em processos!
Veja o que diz o Globo sobre a queda das bolsas no dia 15/08- Clique e leia
Parece que as coisas ainda não estão acertadas no cenário global. O dólar sobe e as bolsas caem , mesmo com a injeção de recursos dos bancos centrais de vários países.
A situação divide especialistas, alguns acreditam que o pior já passou, outros que ainda nem começou. Quem tem razão? Ainda é cedo, mas uma certeza eu tenho, especuladores e profissionais de mercado, operadores arrojados e até jogadores aproveitam estas ondas para ganhar ou perder muito dinheiro.
Uma coisa é clara na minha visão. O problema atual começou com a crise da bolha imobiliária americana, mas o excesso de liquidez mundial desde 2000 e a alavancagem de títulos e papeis com preços irreais são as verdadeiras causas.
Uma coisa que notei hoje: As bolsas estão tendo perdas expressivas. Os indicadores de queda, na verdade médios, são grandes em bolsas asiáticas e européias e mesmo americana. O Dow Jones recuar 1,57% é anormal e preocupante, por exemplo. Tokio, Hong Kong com perdas de 2,4% é algo estranho. Na Europa as quedas são de 1% médio nas principais.
Como estes índices são medidos por uma cesta de ações, normalmente as chamadas "blueShips", é sinal que deve ter papel despencando em queda livre.
Esta queda média causa prejuízo, mas a queda brusca de papéis com grande volatilidade é que causam a corrida, o chamado efeito manada como é conhecido o jargão no mercado.
Vamos esperar, ainda tenho bom sentimento, mas fratura exposta em alguns será inevitável.
Outro ponto: A crise levará a recuperação do dólar, nada bom para os EUA que quere reduzir défict, mas considerando que a perda de liquidez implica em queda no crédito as coisas vão sempre se ajustando e tentando encontrar o equilíbrio.
Aqui mesmo no Brasil, uma subida do dólar aumentará a competividade de nossos produtos exportáveis e terá efeito positivo.
A economia é muito bacana quando assistimos os processos se estabelecendo sem a interferência do homem impondo sua razão e lógica, muitas vezes alucinada.
Ainda bem que temos ferramentas de administração destas crises, mas toda responsabilidade e cuidado será pouco. Eu particularmente ainda acredito mais em processos!
Assinar:
Postagens (Atom)