Gsoto de analisar as pesquisas na reta final, agora sim a estatística funciona bem e a margem de erros é pequena, mas ainda pode existir.
Eu acabei brincando aqui e desenvolvendo um modelo que combina os resultados oficiais do primeiro turno por região com uma matriz de hipóteses sobre a transferência dos votos dos candidatos eliminados para Lula e Flávio Bolsonaro, mantendo constantes o comparecimento e o total de votos válidos. Em seguida, aplica cenários de possíveis erros das pesquisas para avaliar quanto a vantagem projetada pode variar. , o modelo aponta Flávio à frente no cenário central, com 51,7% contra 48,3% de Lula, mas deve ser interpretado como uma simulação de cenários, e não como uma previsão estatística definitiva. Se fosse pitonisa era operador em Wall Street, mas agora a esatística é bem real e assertiva. Ela foi feita para isso.
Confio na estatística, sobretudo porque farei a minha previsão.
Flávio de vencer com uma margem de 4 milhões a 5 milhões , mas pode ser até maior assumindo os erros das pesquisas em favor de Flávio. Se os erros foram a favor de Lula, ele pode vencer, mas será por muito pequena margem e espero que não aconteça, para o bem do Brasil.
No modelo não considerei a rejeição, acho que mudaria pouco os cenários, mas considerando que a rejeição de Lula é maior , o fato dele aparecer atrás nas pesquisas deve ser pelo teto atingido.
“Modelo matemático-estatístico de projeção eleitoral para o segundo turno de 2026.” que é modelo matemático-estatístico que combina os resultados regionais do primeiro turno, hipóteses de transferência de votos dos candidatos eliminados e cenários de erro das pesquisas eleitorais. O objetivo é projetar faixas possíveis de votação para os dois candidatos e avaliar a robustez da vantagem estimada, sem atribuir probabilidades de vitória que ainda não foram estatisticamente calibradas.”
O que pode eliminar a vantagem projetada de Flávio é um erro das pesquisas
favorável a Lula, isto é, as pesquisas subestimarem Lula, superestimarem
Flávio, ou ocorrerem as duas coisas simultaneamente. No nosso modelo, um desvio
de aproximadamente 3,5 pontos na margem já seria suficiente para eliminar a
vantagem central de Flávio, o que acho pouco provável esta situação.
Projeção para o segundo turno
|
Cenário |
Flávio Bolsonaro |
Lula |
|
Lula favorecido pelo erro |
47,94% — 57,0 milhões |
52,06% — 61,9 milhões |
|
Modelo central |
51,74% — 61,6 milhões |
48,26% — 57,4 milhões |
|
Flávio favorecido pelo erro |
55,54% — 66,1 milhões |
44,46% — 52,9 milhões |
Estimativas sobre aproximadamente 119 milhões de votos válidos nas cinco
regiões, sem o exterior (muda nada). Os extremos são cenários alternativos, não resultados
simultâneos. A faixa é um teste de sensibilidade, não um intervalo de confiança
estatístico.
A aplicação do nosso modelo regional de transferência de votos aponta Flávio
Bolsonaro com 51,7% dos votos válidos, contra 48,3% de Lula, uma vantagem
estimada de 3,5 pontos percentuais. Nesse cenário central, Flávio teria cerca
de 61,6 milhões de votos, ante 57,4 milhões de Lula.
Entretanto, a vantagem não é imune aos erros das pesquisas. Se os
levantamentos subestimarem o desempenho de Lula e superestimarem o de Flávio, o
resultado poderá se inverter. Nos testes de sensibilidade do modelo, o cenário
desfavorável a Flávio chega a 52,1% para Lula contra 47,9% para o adversário.
No extremo oposto, Flávio poderia alcançar 55,5%, contra 44,5% de Lula.
Nossa projeção, portanto, trabalha com uma faixa de 47,9% a 55,5% para
Flávio Bolsonaro e de 44,5% a 52,1% para Lula. O cenário central
favorece Flávio, mas a amplitude dos resultados possíveis impede tratar essa
vantagem como definitiva.
Esses números não representam probabilidades de vitória. São cenários
construídos a partir das transferências regionais estimadas e de possíveis
desvios na margem das pesquisas. A conclusão mais prudente é que Flávio começa
à frente no modelo, mas Lula ainda pode reverter o quadro se o erro das
pesquisas atuar suficientemente a seu favor.
Resultado estimado — corte em 16/10/2026
PROJEÇÃO CENTRAL DO MODELO
Flávio
Bolsonaro 51,2%
Lula 48,8%
Diferença
central
2,4 pontos
Simulações
10.000
Chance
simulada de Flávio superar 50%
68,5%
Faixa
central de 90% das simulações
47,1%–55,3%
A faixa
se refere à participação simulada de Flávio nos votos válidos. A probabilidade
e o intervalo usam uma distribuição normal simplificada, com desvio-padrão de
2,5 pontos percentuais.
Como chegamos ao resultado
|
Componente |
Flávio |
Lula |
|
Pesquisas
ponderadas |
51,0% |
49,0% |
|
Cenário
regional |
51,6% |
48,4% |
|
Modelo
composto (70% + 30%) |
51,2% |
48,8% |
O
componente regional utiliza as hipóteses inseridas na planilha, não uma
estimativa definitiva dos votos por região. Isso limita bastante a
interpretação do resultado.
Quantos votos isso representaria?
Se
aplicarmos a hipótese de comparecimento de 79,5% e de 95% de votos válidos aos
158,7 milhões de eleitores:
|
Projeção |
Votos |
|
Flávio |
61,4
milhões |
|
Lula |
58,5
milhões |
|
Diferença |
2,9
milhões |
Esses
totais são uma ilustração matemática condicionada às premissas, e não uma
estimativa independente do eleitorado que comparecerá no segundo turno.
O modelo inicial (fui corrigindo e melhorando) apontava uma vantagem central de aproximadamente 2,4 pontos percentuais para Flávio, mas a faixa de incerteza inclui resultados para os dois lados.
O número
de 68,5% não deve ser interpretado como uma probabilidade confiável de vitória:
a simulação ainda não incorpora integralmente os erros correlacionados entre
pesquisas, as transferências individuais de votos e os efeitos do
comparecimento. Além disso, o erro histórico de 2,72 pontos está cadastrado na
planilha, mas não entra separadamente no cálculo atual somá-lo sem considerar
sua sobreposição com os 2,5 pontos poderia contar a mesma incerteza duas vezes.
ponto de partida é a simulação regional que acabamos de fazer:
·
Flávio: 51,74%
·
Lula: 48,26%
·
Vantagem de Flávio: 3,48 pontos percentuais
·
Base: aproximadamente 119 milhões de votos válidos
nas cinco regiões, sem o exterior.
Testei erros em sentidos opostos por exemplo, uma pesquisa
superestimar Flávio e subestimar Lula porque esse é o tipo de desvio que mais
pode alterar a conclusão sobre quem venceria. O erro é a única possibilidade de mudar a projeção.
Uma ressalva importante: os erros históricos que discuti, de 5,8 e 7,6
pontos na margem, vêm de poucos casos e não devem ser tratados como uma
distribuição estatística já calibrada para a eleição de 2026. Vou usá-los como
testes de estresse, não como previsão de que o erro será desse tamanho.
1. Tabela de sensibilidade: modelo + erros das pesquisas
A tabela abaixo aplica desvios à margem entre Flávio e Lula, mantendo
constante o total de votos válidos do modelo.
|
Cenário |
Ajuste da margem |
Flávio (%) |
Lula (%) |
Flávio (milhões) |
Lula (milhões) |
|
Erro alto contra Flávio |
−7,6 p.p. |
47,94% |
52,06% |
57,03 |
61,94 |
|
Erro intermediário contra Flávio |
−6,7 p.p. |
48,39% |
51,61% |
57,57 |
61,40 |
|
Erro menor contra Flávio |
−5,8 p.p. |
48,84% |
51,16% |
58,10 |
60,87 |
|
Modelo sem ajuste |
0,0 p.p. |
51,74% |
48,26% |
61,55 |
57,42 |
|
Erro menor a favor de Flávio |
+5,8 p.p. |
54,64% |
45,36% |
65,00 |
53,97 |
|
Erro intermediário a favor de Flávio |
+6,7 p.p. |
55,09% |
44,91% |
65,54 |
53,43 |
|
Erro alto a favor de Flávio |
+7,6 p.p. |
55,54% |
44,46% |
66,07 |
52,90 |
Votos arredondados. Base
de 118,97 milhões de votos válidos nas cinco regiões, sem o exterior. Os
cenários são testes de sensibilidade, não previsões probabilísticas.
2. Qual é o intervalo resultante?
Intervalo de sensibilidade do modelo
Flávio Bolsonaro
47,94%–55,54%
Lula
44,46%–52,06%
Há ainda uma limitação metodológica: o intervalo de 47,94% a
55,54% é um teste de sensibilidade, não um intervalo de confiança estatístico.
Para estimar quem está realmente mais bem posicionado, precisamos ponderar os
erros históricos por instituto, verificar se há viés sistemático e estimar a
probabilidade de cada candidato vencer.
Para finalizar
Nosso modelo: probabilidades sob diferentes hipóteses de dispersão
Horizonte da simulação: até 25 de outubro de 2026
1. Parâmetros adotados
Centro fixo: Flávio 51,74%; Lula 48,26%.
Vantagem inicial de Flávio: 3,48 pontos percentuais.
Incerteza de referência na véspera: desvio-padrão de 2,86 pontos na margem, mantido fixo como parâmetro exploratório.
Dispersão adicional: varia de 0 a 6 pontos percentuais para representar diferentes magnitudes de movimento eleitoral até a data considerada.
A probabilidade é calculada supondo uma distribuição normal para a margem final, com centro em +3,48 pontos para Flávio e desvio-padrão combinado dado pela raiz da soma dos quadrados das duas incertezas.
Probabilidade estimada de vitória de Flávio - O que mostra que a chance de virada (pelo menos estatisticamente0 é muito improvável.
Dispersão adicional do movimento | Desvio-padrão total | Flávio vence | Lula vence |
|---|---|---|---|
0 p.p. | 2,86 p.p. | 88,8% | 11,2% |
1 p.p. | 3,03 p.p. | 87,5% | 12,5% |
2 p.p. | 3,49 p.p. | 84,1% | 15,9% |
3 p.p. | 4,02 p.p. | 80,7% | 19,3% |
4 p.p. | 4,92 p.p. | 76,0% | 24,0% |
5 p.p. | 5,76 p.p. | 72,7% | 27,3% |
6 p.p. | 6,65 p.p. | 69,9% | 30,1% |
Probabilidades matemáticas ilustrativas, condicionadas às hipóteses acima. Não são probabilidades empiricamente calibradas nem incorporam uma estimativa validada da distribuição dos erros eleitorais de 2026.








