terça-feira, junho 30, 2009

Medidas positivas do governo

Prorrogado a redução de IPI- Clique e veja

Isso é muito bom para a indústria. As medidas de desoneração fiscais tomadas pela crise permanecem mesmo o quadro já sendo bem melhor. LOAS ao governo.
As vendas de veículos bateram recordes e devem continuar assim. A desoneração pode não representar renúncia fiscal, sabe porque? Eles arrecadam um pouco menos sobre muito mais, ous eja, cai a alíquota, mas aumenta o volume das vendas, em algumas situações pode representar aumento de arrecadação. Vamos esperar os números finais.

O governo abaixa a TJLP e aumenta crédito. Outra medida boa e positiva. Bate forte na concorrência com ação do BB. Palmas a eles. Tenho dito que estes bancos oficiais CEF e BB deveriam ser usados para mergulhar os spreads bancários, criminosos ainda.

Redução de impostos, aumento de crédito e baixa de juros é música na sintonia do crescimento econômico, seja em época de crise ou não. Quem sabe o governo não aproveita os bons resultados destas medidas e expanda para outros segmentos e mantenha-as permanente?

domingo, junho 28, 2009

A morte de Michael Jackson

Não tem como não escrever e prestar uma homenagem ao Michael Jackson.
Pessoas da minha geração conhecem sua história e suas músicas todas. Duvido que alguém que tenha 40, 50 ou 60 anos não tenha dançado o balanço gostoso do soul americano que Michael Jackson soube como ninguém incorporar ao rock. As músicas românticas como Ben,nos anos 70, embalaram muitos romances e danças. Sabe de uma coisa? As pessoas não dançam mais juntas como há 20 anos atrás.
Bit it, Thriller, Bean, e tantas outras são marcas na discografia mundial. Thriller vendeu 100 milhões de cópias, eu mesmo fui um dos compradores. A guitarra de Van Halen em algumas de suas músicas e outros celebridades da música que fizeram dueto com ele são outras de suas marcas.
Michael pode ser chamado de exótico, esquisito, louco, mas como celebridade da música, da dança é um mito comparável a poucos. Ele não morreu, é eterno, sua passagem está eternizada, com críticas de alguns, mas com o louvor de todos que curtiram sua música e sua arte.
Vai com Deus Michael Jackson. Sempre vou me lembrar dos momentos que suas músicas me proporcionaram com enorme saudade e carinho. A arte e a música servem para isso, por isso os gênios são eternizados, você é um deles.

quinta-feira, junho 25, 2009

O petróleo de baixo custo acabou, e ai?

Clique na figura para ampliar.


Petróleo de baixo custo acabou- Clique e veja

O petróleo é o maior poluidor do planeta. Reconheço que sem ele não teriamos chegado no progresso que temos hoje. Um dia a oferta seria menor que a demanda e quem sabe, poderia até acabar. Mesmo sabendo que existe a formação de petróleo em curso no mundo, o processo demora milhões de anos. Existe uma tese (acho furada) que o petróleo acaba em 2050.
A verdade está chegando: O petróleo fica cada vez mais caro, seja na exploração, nos processo produtivos que demandam mais mitigação ambiental.
Ainda dependemos dele, 50% da matriz mundial é dependente do petróleo.
Quando sobe o preço e o custo, fontes alternativas são repensadas, investimentos em P&D aumentam, novas idéias surgem. Isso é parte do ciclo de mudança do combustível, veja figura acima.
Um problema será a demanda pelo crescimento do mercado veicular na China e Índia. A China retoma seu vigor e o crescimento de 6,5% previsto para 2009, foi revisto para 7,5%. Bom para o mundo, ruim para o meio ambiente.
O problema da inflação com o decorrente aumento de preço de combustível é outra pedra no caminho.
Quer saber? Não existe caminho de mão única, mas ainda acho que os malefícios desta alta e do fim do petroleo barato são menores que os ganhos que teremos, ambientais, tecnológicos e energéticos.


sábado, junho 20, 2009

Declínio da economia global está desacelerando diz FMI

Declínio da economia global está desacelerando-FMI- Clique e leia


Já vinha escrevendo isso há muito tempo, minhas previsões estão se confirmando. Como venho dizendo aqui, muitos indicadores pararam de piorar e começam dar sinal paara inflexão de alta.
Alguns países, inclusive o Brasil, vão sair já em 2009 da crise mundial do final de 2008. Todas as ações empreendidas começam a mostrar resultados. Os esperados? Não é ainda conclusiva esta questão, mas os resultados estão ai. Todos os sinais são positivos, alguns países podem demorar mais a se recuperar, mas vão sair. A última boa notícia foi que os EUA, locomotiva mundial, e a China, a outra motriz da economia global, surpreendem com bons indicadores, inesperados por todos. Exemplo: A China teve seu crescimento aumentado de 6,5% para 7,5% para este ano.Outro, os bancos americanos mostram que a capitalização foi positiva e começam a dar frutos. O pacote de Obama lançado esta semana dá confiança ao mercado.


sexta-feira, junho 19, 2009

Juros e terceiro mandato.


Bato palmas para duas notícias, porém.......vamos ver.

1-) Relator recomenda o arquivamento- Clique e leia - José Genoino, relator da emenda do terceiro mandato recomenda o arquivamento. PARABÉNS. O terceiro mandato ainda não morreu, mas caminha seleremente para o fim. Vão parar as manobras? Pode ser. Lula está por trás desta ação de Genoino? Não acredito. Ele deve deixar o barco correr frouxo nesta matéria. Já disse aqui que as consequências da medida poderiam ser muito ruins para o país, para a imagem e as instituições, mas a coincidência das eleições tem muitas vantagens, ainda devemos pensar nisso, pelo menos em uma ansiada reforma política que não sai. De toda forma, as regras seguem como devem, mudar durante o jogo sempre é ruim. Pelos prazos, em setembro deve ser finalizado o trâmite, deve ficar tudo como agora está.

2-) Os nossos juros oficiais estão em 9,25%. MARAVILHA. Os spreads da súcia bancária continuam nas alturas. O efeito desejado pela política monetária de queda dos juros só será sentido se os juros cairem na ponta final do mercado. Isso ainda não ocorreu e dificilmente ocorrerá.
Vi projeções de juros a 8,25%, será ótimo, mas a banca vai ficar furiosa. Os spreads deverão cair um pouco mais, é psicológico. Os fundos sofrerão saques(como já vem ocorrendo) com migração do dinheiro para a poupança. Mexer na poupança pode ser muito complicado politicamente, e afinal, porque? A súcia não gosta de remunerar a grana na poupança. Primeiro porque parte da grana deve ir para financiamento imobiliário, com spreads menores,e sem as taxas de administração que chegam a 4% em muitos deles. Ou seja, inimigos poderosos vão lutar pela manutenção deste status quo dos juros. O mundo caminha na direção de abaixar juros, em alguns países chegam a ser quase negativos, aqui, mesmo com 8,25% disputaremos a ponta dos maiores juros mundiais. E continuo afirmando, se não chegar na ponta final, não adianta nada. Quem pode começar a sofrer com esta queda também, é o próprio governo, sabe porque? Ele terá dificuldade de rolar e financiar seu déficit. Vamos acompanhando, mas esta medida fortalece as bolsas, que mesmo com a queda desta semana, na minha opinião continua com boas perspectiva.

quinta-feira, junho 18, 2009

O pacote americano

Obama lança maior plano de regulação financeira desde Grande Depressão- Clique e leia - Ainda não vi detalhes, mas a aceitação foi muito boa. Ele ataca uma grande desregulamentação que permitiu abusos e desmandos do mercado financeiro e, segundo muitos, foi uma das grandes responsáveis pela crise e alavancagem artificial dos ativos de 2008.

Pode ser, o mercado tem que atuar sem amarras, livre, mas uma fiscalização e regulamentação em certos segmentos, em certas ocasiões são necessárias. Vamos ver com detalhes e comentar aqui.


quarta-feira, junho 17, 2009

Diversas: Iran, Terceiro mandato, Brics, etc.

Vamos lá:
  1. A eleição do Iran é uma farsa. A democracia é relativa e o povo é iludido com uma eleição que só disputa quem os líderes !espirituais permitem". Não duvido que este embate e acusação de fraude é parte da fraude. Pelo visto na mídia, até a alta cúpula está dividida entre os dois candidatos. Vai continuar tudo como antes.
  2. O terceiro mandato de Lula vai virando pó. Sempre disse que um grupo tentaria, mas a briga não seria fácil. Agora corre contra eles o tempo. Em 3 meses e meio tudo deve transitar em julgado para disfarçar um "golpe". Ainda tem chance, mas o tempo correndo contra vai destruindo este sonho maluco que pode acabar com a imagem do país, que por sinal está muito bem.
  3. Falando em Brasil bem, os BRICs mostram a força no encontro de cúpula realizado esta semana. Os BRICs alçam sua volta a prosperidade antes de todos. Vamos considerar dados de 2005, com a metodoligia convencional de medição do PIB, a cambial: PIB mundial foi de US$ 55 trilhões. China vale 6%, o Brasil, Rússia e Índia com 3% cada aproximadamente. Os EUA valem 28% neste critério. Japão, Alemanha. França, México, etc. completam o top 10. Depois vem o resto. Estes dados de 2005 projetam uma grande melhoria para 2008, ano da crise. A China ocupa o segundo lugar atualmente. A questão ai não é tão quantitativa, qualitativa. De potencial de crescimento, de fundamentos econômicos e da população que corrobora este potencial. Os Brics tem 40% da população mundial. A minha conclusão: Acabaou o G-6, 0 G-8, agora é o G-21 que está na moda, a crise criou esta situação, ainda bem, não poderia ser diferente.

quarta-feira, junho 10, 2009

Como anda a economia mundial?O Voo AF447 e o fator ambiental!


1-) Como anda a economia global? Paul Krugman, colunista de economia e premio nobel disse que os EUA começam a sair da recessão ainda em setembro de 2009. A opinião é de respeito, primeiro porque ele acertou quase todas, segundo porque é formador de opinião e a mídia se encarrega de transbordar este otimismo que acaba cor retroalimentar o fator positivo, terceiro porque a surpresa é geral, poucos acreditavam nisso, eu era um deles. Vamos ver, mas acho que os efeitos das medidas dos governos e as premissas na nova economia global continuarão a nos surpreender, positivamente, claro. No mesmo compasso, o Mantega, nosso impagável ministro, confirma recessão técnica, mas bem inferior a prevista. Repito, o mundo vai reagir, nós estamos sendo um dos primeiros a sair da turbulência econômica, e falando em turbulência........

2-) O Voo AF 447- É chocante qualquer acidente aeronáutico. Quando 228 pessoas morrem na mesma hora é de se questionar o papel do destino. Porque todas estavam juntas naquele momento, naquele avião? Mas duas coisas que me fazem refletir: Uma é a exposição e sensacionalismo da mídia. Como na gripe suína, ficam batendo seguidamente no assunto, especulando, masssacrando a audiência, muitas vezes com matérias repetidas e retundantes. Não sou crontra a divulgação, sou contra o excesso e o sensacionalismo que muitas vezes estes episódios provocam.
Outro ponto: Existem já teorias que estas turbulências violentas, como esta que aparentemente desencadeou o problema, a de um voo da Tam de Miami para cá que machucou pessoas e até uma que li hoje sobre uma avião da Lufthansa que enfrentou no mesmo dia, na mesma área da queda do AF 447 uma turbulência violenta- Clique e leia.

A parada é a seguinte: O aquecimento global e as mudanças climáticas estão colaborando com este aumento das turbulências nos céus globais? Alguns dizem que sim, nada conclusivo, mas com grandes evidências. Os céticos que não acreditam na interferência humana no clima dizem que isso é ciclo natural e normal. Eu, que já fui cético, tenho plena convicção que o assunto é grave, não sei se chegamos a este ponto, mas vale a pena a reflexão e estudos para evitarmos outros acidentes se houver de fato esta interferência da mudança de clima com a ferocidade de turbulênciaa aéreas. Vamos acompanhar com carinho este assunto, até porque breve, como gestor ambientalista, quero navegar no fato.

sexta-feira, junho 05, 2009

As bolsas no mundo e aqui. O que vem por ai?

A questão da subida de 40% da Bovespa em real e quase 70% em dólar pela valorização do real é ainda polêmica. Vai subir mais? Como fica?
Ouvi hoje um comentário na CBN, seguinte: As bolsas sobem no mundo todo. Na China 50%, na Russia 80%, na Índia 60%, só para falar nos BRICs.

A economia mundial parou de piorar e em alguns países já mostra a inflexão para retomada. A Europa e o Japãp ainda patinam, mas vão reagir. As medidas coordenadas pelos governos,a injeção dos bilhões começam a dar resultados. Uns segmentos regaem melhor que outros, naturalmente.

Os juros baixos no mundo favorecem as bolsas. Aqui o COPOM deve manter a taxa em 10,25%, isso quer dizer que continuamos os campeões do planeta. A economia está reagindo bem e os ventos da crise começam a arrefecer.
Resultado de tudo isso: A bolsa aqui deve continuar firme. Acompanhando as bolsas mundiais, captando recursos externos e subindo. ATENÇÃO: A volatilidade e realização de lucros é parte do processo. Cuidado com especulação e vontade de ganhar dinheiro rápido. Bolsa é investimento de médio para longo prazo. Especulação e jogo são para profissionais, acabam dando a liquidez que o mercado precisa, mas não é para qualquer um.

Pode ir até quanto? Se eu soubesse estaria em Wall Street operando. Já disse que projeções em economia é complicado, têm alguma lógica, mas acaba sendo mais chute e confirmação das outras previsões que se retroalimentam na mídia. Acho que ainda tem papeis atraentes e com cuidado as pessoas podem entrar sim. Diria que entre 30% a 40% do dinheiro disponível para aplicação deveriam ir para bolsa ou fundo de ações. Escrevam ai. Porque não mais? Primeiro porque já subiu muito. Segundo porque como dizem os americanos: do not put all your eggs in same basket. Terceiro porque ainda estamos em um nevoeiro, dissipando já, mas ainda sujeitos a fatores exógenos que podem mudar tudo da noite para o dia. Acho que as coisas se acalamram de maneira geral, mas ainda tudo é possível.

quinta-feira, junho 04, 2009

O bom momento do câmbio e da bolsa

Clique e veja a ótima coluna do Antonio Machado falando sobre um alerta de problema com a apreciação do real.

Há muito ele fala da alavancagem do câmbio via as especulações na BM&F. Ele sustenta que a entrada líquida de dólares é insuficiente para a pressão vendedora e queda. Saimos de 2,40 e hoje estamos batendo os 2,00.
O juros ainda altos é motivador de entrada de dólares, as bolsas retomam movimento e o investidor externo volta. Anote ai: Desde setembro o Brasil teve uma saída de US$ 22 bilhões da Bovespa. Este ano até aqui, a bolsa já valorizou 40% e recuperou US$ 11 bilhões externos.
Acho que ainda teremos fluxo de dinheiro de fora. Isso faz a bolsa subir, os volumes mostram isso, mas segundo Anotonio Machado, insuficientes para derrubar o câmbio.
O BC atua comprando, isso quer dizer que se não estivesse fazendo, o dólar poderia estar mais baixo.
O regime de câmbio no Brasil está bom, livre e com pouca ingerência. Para manter isso o governo não pode atropelar, mas o alerta dele para as armadilhas da especulação podem fazer sentido. O saldo líquido (entrada - saída) foi de US$ 330 milhões, isso é suficiente para derrubar a moeda do tio Sam com pressão vendedora?
Na verdade as operações Carry Trade (toma emprestado fora e aplica aqui) continuam, mas com a tendência de queda da Selic, tendem a diminuir, não acabar, ainda ficaremos campeões das taxas de juros mundiais e a banca nadando de braçada nos spreads criminosos deste país.
A bolsa deve continuar recebendo dinheiro. Os volumes de negociação diários estão altos, mostram fluxo forte, mas ela está perigosa, já subiu muito e rápido.
A soma de fatores: juros baixos no mundo+ juros altos aqui + apreciação da nossa moeda+ bons indicadores na economia, apesar da crise = tendência de entrada de recursos externos.
O cuidado que alerta Antonio Machado é a especulação e flexibildiade da BM&F com derivativos cambiais e a artificialidade da apreciação do real. Ai pode morar o perigo e qualquer movimento no sentido de estourar uma eventual bolha pode derrubar todo o mercado, inclusive de crédito.


segunda-feira, junho 01, 2009

Dilma empata tecnicamente com Serra indica pesquisa espontânea.

Enviado por mim por e-mail

Clique no link abaixo para ler o texto completo:

Dilma empata tecnicamente com Serra na disputa pela sucessão de Lula, diz pesquisa
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u574767.shtml

Comentário: O Serra deve ficar esperto. Será díficil ganhar do candidato de Lula. Dilma ainda terá muita luta para se confirmar como candidata, mas confirmada, será parada dura.
A minha opinião: Aécio é o único que tem chance de derrotar o PT, menos Lula, claro.

Serra pode acabar ficando em Sampa, com a reeleição garantida. Aécio vai despontando ai como um provável e forte candidato. Ele tem a vocação e será seu destino.


domingo, maio 31, 2009

A nova pesquisa- por e-mail

Distância entre Serra e Dilma cai 8 pontos

deu na folha de s.paulo : Distância entre Serra e Dilma cai 8 pontos (http://www.oglobo.com.br//pais/noblat/post.asp?cod_post=191321)

Data: 31/4/2009

Meu comentário:
Tenho dito aqui que ainda vão lutar para mexer com o mandato de Lula, não será fácil. Mesmo que não vingue esta situação, qualquer que seja o candidato de Lula, será forte e favorito.A pesquisa mostra também que a doença de Dilma pode atrapalhá-la.

O único que pode derrotar o candidato de Lula é Aécio. O melhor que Serra tem a fazer é se reeleger em Sampa ajudando Aécio. Minas e São Paulo com votação maciça em um candidato pode derrotar o resto do país. Vamos lá, a aceitação de Lula é Norte e Nordeste. No Sul perde feio e Sudeste divide.

sábado, maio 30, 2009

Economia global vive um oximoro: em recessão e com bolsas e commodities bombando


Tenho falado sempre. Olhem a ótima coluna do Antonio Machado. Enviado por mim por e-mail.
Estou gostando desta nova forma de postagem.

Antonio Machado
Economia global vive um oximoro: em recessão e com bolsas e commodities bombando

A crise acabou? Acabar não acabou, mudou de patamar, já que o ambiente de bancos em ruínas está contido

29.05.2009 - 18:19

Antonio Machado

A economia vive tempos estranhos. Nos EUA, onde a crise começou, as pessoas querem acreditar que o pior é página virada, e isso é o que indicou um dos índices de confiança mais acompanhados no país. A Bolsa de Nova York reflete este sentimento bombando, assim como o preço de várias commodities, com destaque para o petróleo.

Irmã siamesa da bolsa americana, a Bovespa vem atrás, ao ritmo de um miniboom - ou vai à frente, considerada a situação relativa da economia mais confortável que a dos EUA, refletida pela volta do fluxo de capitais de curto prazo e sua sequela: o real forte, que também repercute a melhora do superávit da balança comercial e a continuidade, embora em nível menor, dos investimentos externos.

Afinal, a crise acabou? Acabar não acabou, mas mudou de patamar. O ambiente de bancos em ruínas parece contido, graças aos maciços programas de injeção de liquidez pelos bancos centrais e a crença assegurada pelos governos dos EUA e da Europa de que quebra igual à do Lehman Brothers, que rachou o sistema financeiro, está fora de cogitação dentro do ciclo da atual recessão. Já é alguma coisa.

Mas o desemprego não parou nos EUA - nem na Europa e na Ásia -, o consumo recuou em abril depois de dois meses em alta, o preço dos imóveis ainda desaba, a banca não descongelou o crédito, a curva do dólar embicou para baixo, razão a mais para a engorda do real.

A lista de horrores é do tamanho das dívidas dos EUA, que devem, segundo projeção governo de Barack Obama, crescer US$ 1,85 trilhão (13% do PIB) este ano e mais US$ 1,4 trilhão em 2010, estando hoje em US$ 11,3 trilhões, dos quais pouco menos da metade sob a forma de títulos em circulação no mercado. Nestes dois anos, o déficit fiscal será de pouco mais que 20% do PIB, elevando a relação entre a dívida pública e o PIB para cerca de 80% (é metade no Brasil).

Não dá para projetar um cenário de normalidade plena da economia frente a tais números. Levará vários anos para que os pepinos da crise financeira sejam digeridos pela economia americana.

Mas não é ainda crível um cenário de default dos EUA - especulação do dia pela insinuação da agência de rating Standard & Poors de tirar da Inglaterra seu tríplice A, a nota máxima, também aplicada à dívida pública dos EUA.

A dívida inglesa se acerca de 100% do PIB, menos que a tendência da dos EUA. Dívida soberana obesa é o mal deste início de século.

Indigestão de dívida

Pelos dados do FMI, a relação dívida sobre PIB do Japão ao fim de 2008 chegava a 200%. Na Itália, 104%; Alemanha, 76%; França, 65%. A expectativa é que aumente em todos eles até 2010, pelo menos.

O risco não é a insolvência seriada dos Tesouros nacionais, pois não falta no mundo liquidez virtual para financiá-los, mas de aumento da taxa de juros - a condição para o carrossel continuar girando - e à custa de desfalcar as disponibilidades para produção e consumo.

Não só de menor suprimento ao crédito a economia global padece, e seguirá reclamando por bom tempo – como no Brasil, onde o giro da dívida pública compete pelos recursos que poderiam estar dirigidos ao investimento e ao consumo -, mas também do cogitado aumento das regras prudenciais e de maior controle da atividade bancária.

Inferno ou paraíso?

O cenário coerente é de menos lucros e renda em todo o mundo nos próximos anos, o que não é compatível com a euforia dos mercados, em especial o acionário e de commodities. Ambos, porém, também são alternativas de proteção como ativos reais ao receio de corrosão a médio prazo do valor das moedas do mundo rico, sobretudo o dólar.

É o que leva os sinais vitais da economia a estarem confusos em toda parte, não só nos EUA, mas no Brasil, na China. Esperança do mundo rico, lá as notícias de aumento do consumo interno movido a crédito se embaralham com outras dando conta de queda da indústria e do consumo de eletricidade. Um informe do Banco da China fala em "grandes incertezas" e que a recessão mundial vai piorar.

A 3ª fase da crise

A terceira fase da grande crise, iniciada com o estouro da bolha das hipotecas nos EUA, seguida do crunch do crédito após a quebra do Lehman Brothers, chegou à economia real, mas livrou a cara dos capitais financeiros. Vem daí o oximoro do momento: a recessão e a euforia, tudo junto.

Falta dinheiro para o crédito nos EUA, onde o consumo representa 70% do PIB, e é farto para o cassino financeiro lá e onde haja chance, como aqui, suprido pelos planos de resgate. Mais que nunca o momento exige cabeça fria. Voltaremos ao tema.

Normalidade induzida

A última cogitação a se considerar é que o movimento de alta dos ativos financeiros seja espontâneo, representando a idéia ensinada em orelha de livros básicos de economia de que o mercado antecipa a recuperação econômica.

Isso é fato quando os capitais operam em regime de liberdade no caixa dos bancos. Hoje, porém, nos EUA e na Europa o dirigismo financeiro é quase total, com o mercado financeiro tratado como criança de colo pelos bancos centrais.

A questão a refletir é se a valorização dos ativos reflete impulsos de sobrevivência do sistema financeiro ou é parte de uma construção maior que leve ao cenário de normalidade "construída". Sequelas indesejadas, como a alta do petróleo, ficam para tratar depois pela geopolítica do poder.




Dólar tem maior queda mensal!

Clique e leia na Reuters - Já venho dizendo há tempo que estamos em caminho de retomada mundial da economia. Em alguns países como o Japão e alguns Europeus a recuperação será mais lenta, no Brasil a entrada de dólares e a bolsa subindo são sinais claros.
Quem acompanhou aqui viu que desde janeiro falo que 2009 iria surpreender, o segundo semestre vai calar a boca de muito pessimista. Ainda bem.
Vamos acompanhando por aqui.
A Bovespa está perigosa, mas ainda acho que pode ir mais, bem mais. CUIDADO entretanto, ainda é coisa de profissional.

sexta-feira, maio 29, 2009

Deu no Claudio Humberto - enviado por mim por e-mail!

Ainda bem. Mas a luta deles vai continuar.

29/05/2009 | 01:12
Retirada de assinaturas suspende a tramitação da PEC do terceiro mandato

A retirada de treze assinaturas de deputados do DEM (oito) e do PSDB (cinco) suspendeu a tramitação da proposta de emenda constitucional que propõe o terceiro mandato para governantes, apresentada pelo deputado Jackson Barreto PMDB-SE). Para tramitar, a PEC precisa de no mínimo 171 assinaturas, mas, com a retirada dessas assinaturas e também pelo fato de somente terem sido reconhecidas como autênticas 183 das 194 assinaturas de parlamentares, segundo avaliação da Secretaria Geral da Câmara, restaram 170 – uma a menos que o necessário.

http://www.claudiohumberto.com.br/

Terceiro mandato perde um round e recuperação econômica parece que anda animada!


1-) Parece que a emenda do sergipano que queria o terceiro mandato já teve problemas na apresentação ao tramite da Câmara dos Deputados. A batalha ainda não terminou, este é só um fantasma que se vai. Ainda haverá embate e como escrevi várias vezes, minha tese é outra: coincidência das eleições, que diga-se de passagem tem coisas positivas.

2-) Parece que o ânimo do mercado é melhor que esperado. Que as coisas pararam de piorar é sabido, mas que parecem melhorar, surpreende muitos pessimistas. Entramos no segundo semestre com notícias alentadoras para recuperação e volta a tempos bons de prosperidade.
As bolsas normalmente se antecipam, a Bovespa "bomba", clique e veja. Atinge 53 mil pontos e sobe com volume de negociação bom. O dólar não sustenta a alta, clique e veja. Isso quer dizer que dólares entram no país, uma das motivações do bom movimento acionário. Pode acontecer algo?
Claro, mas a cada momento me convenço que as coisas se normalizam.Podemos, ao contrário de diversas previsões, já retomar a inflexão positiva no segundo semestre de 2009.Tomara!

quinta-feira, maio 28, 2009

Dólar em queda livre?

Meirelles disse que queda é consequência do movimento mundial - clique e veja

Pode ser, mas a entrada de dólares é sentida pelo movimento na bolsa, pelos investimentos realizados e pela manutenção da balança, tudo isso apesar da crise.

Acho que o BC atua certo, deixa o mercado correr e vez ou outra intervém sempre com bons resultados, para o mercado ou ele próprio.

Podem ocorrer mudanças bruscas na economia mundial decorrente de algum fato ainda desconhecido que pode submergir, mas tudo indica que o pior passou, que as coisas pararam de piorar. As ações começam a dar os resultados e a inflexão para alta pode estar próxima.
Ainda afirmo que 2009 vai surpreender os mais pessimistas.

segunda-feira, maio 25, 2009

Terceiro mandato, quente ou frio?

Assistindo um programa de TV neste fim de semana, ouvi de experientes e bem informados jornalistas que o terceiro mandato é sonho. Ok, pode ser, a batalha será feroz, mas antes todos falavam que não haveria esta conversa, agora o tema pauta diversos foruns políticos de Brasília.
A questão tempo de tramitaçção foi uma alegação deles: A enenda da CPMF cumpriu todo rito em 120 dias. Quando as máquinas congressista e política querem, as coisas andam rapidamente.
A batalha será feroz, com a opinião pública, parte da mídia e a oposição, mas o assunto não está morto, e nem é sonho de noite de verão.
Ainda assistiremos bons embates. A vontade de alguns ficará dissimulada, outros defenderão com unhas e dentes. A estratégia pode determinar a mudança. Neste meio tempo corre a reforma política. Esta sim, com pontos polêmicos como a votação por listas e financiamento público das campanhas, ai sim vai ter discussões e debates. Terceiro mandato, mexida no mandato de Lula, prorrogação e coincidência das eleições são únicos e podem agradar a todos, inclusive a oposição (caso da coincidência das eleições).
Vamos acompanhando. Acho díficil, as instituições democráticas sofrerão o golpe, mas já vimos muitas coisas neste país. Um político muito experiente me disse uma coisa outro dia. Os tempos são outros, a NET é arma poderosa, não descerão goela abaixo coisas que não fiquem muito claras e transparentes.
Vamos acompanhar.

domingo, maio 24, 2009

Para 'Economist', emergentes podem sair da crise antes que EUA

Clique e leia - BBC Brasil-

A China deve crescer 8% em 2009, vai segurar a onda mundial. Não serão os 11% anteriores, mas está bom. A China fotalc o mercado interno, muito bom para se futuro próspero.

A Índia deve crescer bem, Brasil empatará segundo as previsões e o problema é a Rússia. Fechamos assim os BRICs.

Acho que o mundo se recupera, alguns países mais que outros, uns sairão primeiro e entrarão na inflexão do crescimento. Ainda acho que 2009 surpreenderá muita gente, positivamente,claro.

sexta-feira, maio 22, 2009

Uma nova pesquisa e mais ações do bolsa família.

1- Clique e veja o Blog do Josias de Souza comentando e apresentando dados de nova pesquisa eleitoral.
Comento:
  • Era de se esperar o crescimento de Dilma, mas acho que a doença vai atrapalhar seus planos e diem, ela é a peça de Lula no tabuleiro, abre mão se o presidente precisar.
  • Serra tem saldo da eleição que perdeu de Lula, não é de se estranhar que apareça na frente, além disso é governador de São Paulo, maior e mais influente estado do país.
  • Aécio aparece bem, claro que seu indice é por conta de Minas que tem quase 20 milhões de eleitores e ele deve abocanhar 80%, fácil. Na minha opinião é o melhor para enfrentar um candidato de Lula, melhor que Serra.
  • Se vingar uma, digamos, "mexida" no mandato, tudo mudará. Disse que haveria o movimento pela mexida, não será fácil, mas vão para a arena todos atores, aliados e inimigos.
  • A CPI da Petrobrás vai acabar ofuscando a mídia e a opinião pública (consciente), pode ajudar o pleito questionável.

2- Vão aumentar a atuação do bolsa família. Agora moradores de rua, assentados e quilombols vão ter direito a rceber também. O gasto já ronda R$ 1 bilhões se não me engano. Fraudes isem foram constatadas e basta ver o "shape" das pessoas nas loterias sacando seu benefícios para ficarmos com a pulga atrás da orelha.

Olhem o que disse Adam Smith : "Onde quer que predomine o capital, prevalece o trabalho; onde quer que predomine a renda, prevalece a ociosidade."

  • Assistencialimos é fria, pode ser um paleativo, mas o melhor é gerar emprego.
  • O beneficiário se acomoda, tenta a fraude e a indolência será seu mote.
  • A dficuldade de reverter um programa assim é complicado. Acho que este dinheiro seria melhor aproveitado em outras áreas: saúde po exemplo.
  • Acaba virando programa eleitoreiro, do PT ou de qualquer outro que vier, lembre-se que a origem disso foi na era FHC.
  • Não tenho nada contra assistencialismo, desde que não corrobore a pirãmide de Moslow, e seja temporário. Ahhhh e não tenha outras proridades para se gastar recusos públicos.
  • Isso é despesa, custeio e não investimento.

Pensem bem: É melhor dar o peixe, ou a vara de pescar e as condições de se buscar o peixe?