A Bovespa caiu hoje- Clique e veja- A Volatilidade será grande, a queda de hoje foi sem volume, menos mal.
Os EUA vivem uma crise, sim, mas será administrada, como foi no passado. Veja o POST abaixo.
Veja opinião de Denise Toledo sobre a oscilação, a volatilidade - Clique e veja
Minha opinião: Enquanto não houver calma nos EUA a bolsa brasileira vai ficar volátil, só para profissional, mas não me parece que tem força para subir. Deve ocorrer o que aconteceu em agosto de 2007, para talvez voltar no segundo semestre de 2008, quando a dimensão do problema americano estiver dimensionado e/ou sob controle.
Existe o risco de inflação com recessão, a pior combinação, econômica. Do jeito que estiver a situação lá, agravada pelo enorme déficit público de quase 6% do PIB, eles vão sair, como sempre sairam. Meu sentimento é que vai haver uma recessão, administrada pelo FED para domar o leão inflacionário. O déficit público será administrado separado e pode ser o mais grave problema que ainda não subiu a tona da crise.
Bolsa: Eu realizaria lucros e manteria uma posição, para talvez começar a comprar daqui a dois meses. FUTUROLOGIA: a bolsa volta a 45.000 pontos, para retomar e chegar aos 60.000. A festa na floresta será a mesma de 2007. O que pode mudar? A economia é regida por forças naturais, mas sempre seguem uma lógica. A China é pilar do equilíbrio mundial, se acontecer algos esquisito por lá, ai podemos ter uma situação gravíssima. Vamos torcer que não.
A economia nacional segue com bons fundamentos, a energia, depois da chuva de fevereiro pode estar próxima da normalidade, mas com perigos ainda em 2009, 2010 ou 2011 dependendo do crescimento. Acho que viveremos uma tempestade por aqui, mas nada que assuste ou seja bicho de sete cabeças. I HOPE.
Assuntos que me interessam: Política, Meio Ambiente, Economia, Tecnologia, Internet e um pouco de filosofia.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Uma análise da crise americana a partir do livro de Greenspan!
Parece que a crise americana é novidade, mas não é. Não é por causa do “sub prime” ou do prejuízo de bancos e financeiras. È oi final de um ciclo, mais um, e todos estes fatores influem, mas não só estes.
O livro Era da Turbulência de Allan Greenspan mostra claramente que a economia vive de ciclos, sua força de subida reside na queda e ajuste.
Greenspan teve como um dos mentores Arthur Burns, grande estudioso dos ciclos econômicos e ele próprio, Allan, acredita piamente que a economia pela “invisible hand” do mercado de Adam Smith é assim, não tenho dúvidas.
De 1980 até os dias de hoje, várias crises econômicas foram presenciadas por nós, sempre após períodos de inflação e/ou recessão por motivos diversos, mas quase sempre com a administração pela mão de ferro poderosa do FED.
Os ciclos ficam nítidos, na crise de 1987 quando Wall Street caiu 22% no mesmo dia, segundo especialistas, pelo enfraquecimento do dólar, mas na verdade, a motivação era a imensa liquidez gerada por investimentos especulativos. O FED administrou, assim como em 1990, as S&L (saving and Loans), empresas que tomavam recursos a 3% e emprestavam a 6%, e acabou na farra especulativa com a quebra de várias empresas e fraude em algumas, como o caso famoso de Charles Keating, amigo do senador Mac Cain, provável candidato republicano na eleição deste ano.
Esta crise de 92, muito semelhante a atual, quebrou várias empresas, colocou bancos em dificuldade e o FED deu liquidez ao sistema. Na verdade contribuinte pagando parte da conta, ou toda.
Quero dizer, que nos anos 80 e 90, a economia americana enfrentou crises, causadas pela liquidez especulativa ou movimentos a partir de crises localizadas que forçavam a intervenção do governo. Segundo alguns este fato custou a eleição de Bush pai na reeleição.
Bill Clinton ganhou a eleição e viveu a fenomenal época do capitalismo da informação, mas ainda assim enfrentou crises, com a bolha da internet e crises de pagamento na Ásia e México que afetaram os Estados Unidos.
Em 11 de Setembro de 2001, o ataque aos Estados Unidos quase leva o país a bancarrota e o mundo a reboque, o FED com Allan Greenspan administrou a crise.
Allan chama de resiliência (capacidade de adaptação) da economia a saída das crises, mas acho que vai, além disso.
A experiência do passado e das crises recentes da década de 80 até aqui e a administração séria de pessoas nos bancos centrais que salvam os Estados Unidos e parte do mundo que anda a reboque da locomotiva.
Bem Bernanke, atual “chairman” do FED é estudioso da crise de 29 e sabe, tanto quanto muito economistas, que aquela crise poderia ser evitada.
Enquanto vivermos a liquidez, especulativa ou não, onde a oferta de papeis fica menor que a demanda, os ciclos estarão se configurando no seu ajuste. Assistimos mais um.
O final não poderá ser feliz para todos, com certeza para os mais cautelosos e bem informados, mas muitos incautos perderão dinheiro grosso. As bolsas de valores aplicam certo “darwinnismo” nos seus atores.
O que esta ocorrendo agora já aconteceu no passado e quem quiser saber o final é só olhar a história recente. Para saber se vai perder ou ganhar? Olha se está no lado comprador ou vendedor. Nas crises os vendedores costumam ganhar mais.
Depois volto com mais coisas de Greenspan e do FED, verdadeiras pérolas.
O livro Era da Turbulência de Allan Greenspan mostra claramente que a economia vive de ciclos, sua força de subida reside na queda e ajuste.
Greenspan teve como um dos mentores Arthur Burns, grande estudioso dos ciclos econômicos e ele próprio, Allan, acredita piamente que a economia pela “invisible hand” do mercado de Adam Smith é assim, não tenho dúvidas.
De 1980 até os dias de hoje, várias crises econômicas foram presenciadas por nós, sempre após períodos de inflação e/ou recessão por motivos diversos, mas quase sempre com a administração pela mão de ferro poderosa do FED.
Os ciclos ficam nítidos, na crise de 1987 quando Wall Street caiu 22% no mesmo dia, segundo especialistas, pelo enfraquecimento do dólar, mas na verdade, a motivação era a imensa liquidez gerada por investimentos especulativos. O FED administrou, assim como em 1990, as S&L (saving and Loans), empresas que tomavam recursos a 3% e emprestavam a 6%, e acabou na farra especulativa com a quebra de várias empresas e fraude em algumas, como o caso famoso de Charles Keating, amigo do senador Mac Cain, provável candidato republicano na eleição deste ano.
Esta crise de 92, muito semelhante a atual, quebrou várias empresas, colocou bancos em dificuldade e o FED deu liquidez ao sistema. Na verdade contribuinte pagando parte da conta, ou toda.
Quero dizer, que nos anos 80 e 90, a economia americana enfrentou crises, causadas pela liquidez especulativa ou movimentos a partir de crises localizadas que forçavam a intervenção do governo. Segundo alguns este fato custou a eleição de Bush pai na reeleição.
Bill Clinton ganhou a eleição e viveu a fenomenal época do capitalismo da informação, mas ainda assim enfrentou crises, com a bolha da internet e crises de pagamento na Ásia e México que afetaram os Estados Unidos.
Em 11 de Setembro de 2001, o ataque aos Estados Unidos quase leva o país a bancarrota e o mundo a reboque, o FED com Allan Greenspan administrou a crise.
Allan chama de resiliência (capacidade de adaptação) da economia a saída das crises, mas acho que vai, além disso.
A experiência do passado e das crises recentes da década de 80 até aqui e a administração séria de pessoas nos bancos centrais que salvam os Estados Unidos e parte do mundo que anda a reboque da locomotiva.
Bem Bernanke, atual “chairman” do FED é estudioso da crise de 29 e sabe, tanto quanto muito economistas, que aquela crise poderia ser evitada.
Enquanto vivermos a liquidez, especulativa ou não, onde a oferta de papeis fica menor que a demanda, os ciclos estarão se configurando no seu ajuste. Assistimos mais um.
O final não poderá ser feliz para todos, com certeza para os mais cautelosos e bem informados, mas muitos incautos perderão dinheiro grosso. As bolsas de valores aplicam certo “darwinnismo” nos seus atores.
O que esta ocorrendo agora já aconteceu no passado e quem quiser saber o final é só olhar a história recente. Para saber se vai perder ou ganhar? Olha se está no lado comprador ou vendedor. Nas crises os vendedores costumam ganhar mais.
Depois volto com mais coisas de Greenspan e do FED, verdadeiras pérolas.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
O pacto de São Pedro, Lula e Lobão!
A chuva aqui em BH, neste janeiro é coisa impressionante.
Parece que São pedro olha para as autoridades do setor elétrico e o Ministro Lobão chega com estrela, mesmo assim ainda parece que as médias históricas não foram recompostas. Clique e veja matéria da Folha Online.
Em dezembro e no começo de janeiro as chuvas foram muito abaixo das médias e acenderam a luz vermelha, a amarela já estava acessa há muito tempo.
Neste últimos dias podemos ter melhorado ainda mais, mas com certeza parece não normalizado ainda.
As conclusões desta situação são as seguintes: Não podemos depender de São Pedro para ter garantia de energia elétrica. Nossa matriz precisa ser diversificada e dependermos menos das chuvas. A crise ainda não foi debelada e é questão de tempo.
As usinas da Amazônia terão problemas ainda não sonhados e o gás é gargalo sério.
O governo deve retomar Angra urgente, é nossa saída imediata. As fontes alternativas e renováveis devem ser incentivadas de maneira que o mundo inteiro faz, menos o Brasil que desdenha a situação.
Continuo torcendo, mas é péssimo depender das chuvas em pleno carnaval, criando trasntôrnos para a maioria dos folões.
Parece que São pedro olha para as autoridades do setor elétrico e o Ministro Lobão chega com estrela, mesmo assim ainda parece que as médias históricas não foram recompostas. Clique e veja matéria da Folha Online.
Em dezembro e no começo de janeiro as chuvas foram muito abaixo das médias e acenderam a luz vermelha, a amarela já estava acessa há muito tempo.
Neste últimos dias podemos ter melhorado ainda mais, mas com certeza parece não normalizado ainda.
As conclusões desta situação são as seguintes: Não podemos depender de São Pedro para ter garantia de energia elétrica. Nossa matriz precisa ser diversificada e dependermos menos das chuvas. A crise ainda não foi debelada e é questão de tempo.
As usinas da Amazônia terão problemas ainda não sonhados e o gás é gargalo sério.
O governo deve retomar Angra urgente, é nossa saída imediata. As fontes alternativas e renováveis devem ser incentivadas de maneira que o mundo inteiro faz, menos o Brasil que desdenha a situação.
Continuo torcendo, mas é péssimo depender das chuvas em pleno carnaval, criando trasntôrnos para a maioria dos folões.
quarta-feira, janeiro 30, 2008
O maestro e mago da economia mundial ensinando um pouco!
Allan Greenspan - Clique e veja artigo
Dispensando comentários, vou direto ao ponto : O livro A Era da Turbulência de Allan Greenspan, que degusto com prazer, tem passagens incríveis. Corroboram muitas postagens minhas anteriores e explica muito das ocorrências mundiais recentes. Estou no início e o livro pode não agradar a todos pelo conteúdo técnico, apesar de ser fácil e agradável, mas eu estou adorando, tentarei puxar sempre alguns ensinamentos ou conclusões:
Nas páginas 12 e 13, ele disserta sobre as mudanças na economia mundial e em especial, palavras dele: " As taxas de crescimento dos tigres asiáticos, em especial a China, e outros emergentes em desenvolvimento ultrapassaram de longe as taxas de crescimento das demais economias. O resultado é a transferência do PIB dos desenvolvidos para estes países desencadeando ondas de efeito." Continua, " As taxas de poupança nos países em desenvolvimento são muito altas, e este deslocamento dos PIBs dos países desenvolvidos para os emergentes desde 2001 aumentou de tal forma a poupança mundial que ultrapassou em muito os investimentos planejados. Isso reduziu drasticamente as taxas de juros nominais, a oferta de dinheiro em busca de retorno cresceu mais rápido que a demanda por investimento".
Ele nesta passagem começa explicando a atual liquidez mundial que estamos vendo desde 2001, mas continua para abordagem a inflação: " Combinada com a globalização, com a tecnologia e os ganhos de produtividade, o deslocamento da força de trabalho das economia planejadas para as forças de mercado competitivos reduziram as taxas de inflação em quase todos países".
OU SEJA, a taxa de juros baixas e inflação de um dígito é coisa natural, da conjuntura, o fenomeno é mundial e governos que tentam se apoderar do feito alegando gestão, estão errados. BATO NISSO AQUI HÁ MUITO TEMPO.
A serendipidade ( atração de coisas boas) que ele diz, acontecem ao mesmo tempo, começo do século XXI e força os bancos centrais a se ajustarem as mudanças. Uma ilação para as forças naturais novamente, mais que gestão de qualquer banco central.
Conjuctura minha: Os fatores da nova economia, velocidade, intangibilidade e conectividade são responsáveis por muitas mudanças e quebra de paradigmas na economia e relações sociais. Muito deverá ser revisto frente as novas premissas e pilares da economia mundial, tanto na economia, quanto na administração e nas ciências sociais em geral. No fundo a sociedade do conhecimento e a era da informação preconizada por Peter Drucker é a realidade mutante da sociedade.
Greenspan alerta para o ciclo econômico com as seguintes palavras: " No entanto nenhuma destas forças (juros e inflação baixas) são permanentes. É díficil eliminar inflação num mundo de moedas fiduciárias (baseada na confiança, pós década de 30, quando as moedas perderam o lastro ouro)".
A explicação da bolha causada pela liquidez: " O declínio das taxas de juros se associa ao aumento dos índices de preço/lucro das ações, dos imóveis, na verdade de todos ativos geradores de renda. O Valor de mercado dos ativos de 1985 a 2006 subiu mais rápido que o PIB mundial e gerou grande aumento da liquidez mundial". Na verdade tenho dito há muito tempo isso aqui.
Greenspan acredita no mercado, assim como eu, critica a intervenção como ocorreu na década de 30 e em outros governos, mas aceitou aquele momento. Coloca a educação como pilar do desenvolvimento e aposta nela para saída de problemas futuros, isso parece consenso entre os grandes pensadores. Suas projeções vão até 2030 e prevêem problemas, mas ele sempre otimista acredita na superação destes problemas. A reliliência do ser humano é sua maior força segundo Greenspan. Ele aborda também a resiliência americana como seu pilar de superação das crises.
As mudanças mundiais arrancaram da pobreza muitos cidadãos e países, mas a rapidez das mudanças geraram apreensão, isso ele chama de turbulência. Defende a lei, o direito de propriedade e a liberdade, como não poderia ser diferente, para crescimento da riqueza material da humanidade.
Fecha a introdução de seu livro da seguinte maneira: " Os cidadãos do mundo se encontram com uma escolha árdua, de um lado, abraçar os benefícios do mercado global e das sociedades abertas que arrancam as pessoas da pobreza e lançam na busca de melhor qualificação. Do outro, rejeitar esta oportunidade e aferrar-se nos ISMOS, nativismo, populismo, tribalismo que algumas comunidades querem se refugiar quando sitiadas na própria identidade não conseguem perceber as melhores escolhas".
Estou extremamente identificado com o livro e como imaginava, será uma fonte de conhecimento enorme. Quem gosta de economia, entende um pouco, quer conhecer a história recente mundial e suas mudanças ou tem pretensões de ver um possível quadro futuro, pode ler o livro. Vou sempre que achar interessante, postar coisas, comentários e palavras do maestro da economia mundial.
Dispensando comentários, vou direto ao ponto : O livro A Era da Turbulência de Allan Greenspan, que degusto com prazer, tem passagens incríveis. Corroboram muitas postagens minhas anteriores e explica muito das ocorrências mundiais recentes. Estou no início e o livro pode não agradar a todos pelo conteúdo técnico, apesar de ser fácil e agradável, mas eu estou adorando, tentarei puxar sempre alguns ensinamentos ou conclusões:
Nas páginas 12 e 13, ele disserta sobre as mudanças na economia mundial e em especial, palavras dele: " As taxas de crescimento dos tigres asiáticos, em especial a China, e outros emergentes em desenvolvimento ultrapassaram de longe as taxas de crescimento das demais economias. O resultado é a transferência do PIB dos desenvolvidos para estes países desencadeando ondas de efeito." Continua, " As taxas de poupança nos países em desenvolvimento são muito altas, e este deslocamento dos PIBs dos países desenvolvidos para os emergentes desde 2001 aumentou de tal forma a poupança mundial que ultrapassou em muito os investimentos planejados. Isso reduziu drasticamente as taxas de juros nominais, a oferta de dinheiro em busca de retorno cresceu mais rápido que a demanda por investimento".
Ele nesta passagem começa explicando a atual liquidez mundial que estamos vendo desde 2001, mas continua para abordagem a inflação: " Combinada com a globalização, com a tecnologia e os ganhos de produtividade, o deslocamento da força de trabalho das economia planejadas para as forças de mercado competitivos reduziram as taxas de inflação em quase todos países".
OU SEJA, a taxa de juros baixas e inflação de um dígito é coisa natural, da conjuntura, o fenomeno é mundial e governos que tentam se apoderar do feito alegando gestão, estão errados. BATO NISSO AQUI HÁ MUITO TEMPO.
A serendipidade ( atração de coisas boas) que ele diz, acontecem ao mesmo tempo, começo do século XXI e força os bancos centrais a se ajustarem as mudanças. Uma ilação para as forças naturais novamente, mais que gestão de qualquer banco central.
Conjuctura minha: Os fatores da nova economia, velocidade, intangibilidade e conectividade são responsáveis por muitas mudanças e quebra de paradigmas na economia e relações sociais. Muito deverá ser revisto frente as novas premissas e pilares da economia mundial, tanto na economia, quanto na administração e nas ciências sociais em geral. No fundo a sociedade do conhecimento e a era da informação preconizada por Peter Drucker é a realidade mutante da sociedade.
Greenspan alerta para o ciclo econômico com as seguintes palavras: " No entanto nenhuma destas forças (juros e inflação baixas) são permanentes. É díficil eliminar inflação num mundo de moedas fiduciárias (baseada na confiança, pós década de 30, quando as moedas perderam o lastro ouro)".
A explicação da bolha causada pela liquidez: " O declínio das taxas de juros se associa ao aumento dos índices de preço/lucro das ações, dos imóveis, na verdade de todos ativos geradores de renda. O Valor de mercado dos ativos de 1985 a 2006 subiu mais rápido que o PIB mundial e gerou grande aumento da liquidez mundial". Na verdade tenho dito há muito tempo isso aqui.
Greenspan acredita no mercado, assim como eu, critica a intervenção como ocorreu na década de 30 e em outros governos, mas aceitou aquele momento. Coloca a educação como pilar do desenvolvimento e aposta nela para saída de problemas futuros, isso parece consenso entre os grandes pensadores. Suas projeções vão até 2030 e prevêem problemas, mas ele sempre otimista acredita na superação destes problemas. A reliliência do ser humano é sua maior força segundo Greenspan. Ele aborda também a resiliência americana como seu pilar de superação das crises.
As mudanças mundiais arrancaram da pobreza muitos cidadãos e países, mas a rapidez das mudanças geraram apreensão, isso ele chama de turbulência. Defende a lei, o direito de propriedade e a liberdade, como não poderia ser diferente, para crescimento da riqueza material da humanidade.
Fecha a introdução de seu livro da seguinte maneira: " Os cidadãos do mundo se encontram com uma escolha árdua, de um lado, abraçar os benefícios do mercado global e das sociedades abertas que arrancam as pessoas da pobreza e lançam na busca de melhor qualificação. Do outro, rejeitar esta oportunidade e aferrar-se nos ISMOS, nativismo, populismo, tribalismo que algumas comunidades querem se refugiar quando sitiadas na própria identidade não conseguem perceber as melhores escolhas".
Estou extremamente identificado com o livro e como imaginava, será uma fonte de conhecimento enorme. Quem gosta de economia, entende um pouco, quer conhecer a história recente mundial e suas mudanças ou tem pretensões de ver um possível quadro futuro, pode ler o livro. Vou sempre que achar interessante, postar coisas, comentários e palavras do maestro da economia mundial.
domingo, janeiro 27, 2008
Em três meses US$ 7,74 trilhões viram pó.
Clique e leia a matéria do Globo On line.
Na verdade este valor é irreal e virtual. Com a geração de riqueza e aumento da liquidez mundial, pessoas, em quase todos os países compram ações nas bolsas. A pressão compradora faz os preços subirem. Muitas empresas, a maioria talvez, não valem o que o preço das ações em bolsa dizem.
Uma empresa tem que valer por seus ativos, pelo fluxo de caixa que gera, pela marca e se compararmos os preços de ações com toda a avaliação possível o preço é virtual quando medido pelo valor da ação na bolsa.
Na verdade pessoas que compraram no final perderam dinheiro, estes US$ 7,74 trilhões não foi prejuízo de empresas, mas de incautos que pagaram mais que o valor real.
Esta é a lógica do mercado, ainda bem.
Na verdade este valor é irreal e virtual. Com a geração de riqueza e aumento da liquidez mundial, pessoas, em quase todos os países compram ações nas bolsas. A pressão compradora faz os preços subirem. Muitas empresas, a maioria talvez, não valem o que o preço das ações em bolsa dizem.
Uma empresa tem que valer por seus ativos, pelo fluxo de caixa que gera, pela marca e se compararmos os preços de ações com toda a avaliação possível o preço é virtual quando medido pelo valor da ação na bolsa.
Na verdade pessoas que compraram no final perderam dinheiro, estes US$ 7,74 trilhões não foi prejuízo de empresas, mas de incautos que pagaram mais que o valor real.
Esta é a lógica do mercado, ainda bem.
terça-feira, janeiro 22, 2008
2008 começa com nervos a flor da pele
Não adianta quebrar a cabeça. (clique na figura)Agora os amadores devem ficar quietos, chegou a hora dos profissionais do mercado, profissionais e jogadores, a volatilidade será impresssionante. Clique e veja.
Já postei aqui, a ecopnomia americana é 50% da economia mundial, a China "bomba" pelo seu mercado interno, mas muito pelo seu mercado externo, americano especialmente. A teoria do "descolamento", na qual os países emergentes sustentariam a economia mundial substituindo a locomotiva americana, não tem muita sustentação. Verdade que os parametros são outros, as ferramentas de gestrão dos bancos centrais também, mas ainda levará tempo para ocorrer um descolamento, talvez em 2015, quando a projeção coloca a China no primeiro posto da economia mundial.
O FED já agiu, a baixa extraordinária de juros de 0,75% hoje, extraordinária no sentido de ser fora da época, mas mesmo assim de grande impacto, ajuda a consertar as coisas. As bolsas mundiais reagiram, mas ainda nada está no devido lugar.
É o seguinte, vou repetir: Quando se cria muita riqueza, ativos, recursos, papeis mobiliários, de riscos, investimentos em países emergentes, "trade carry" (aquilo de tomar dinheiro em um país e aplicar em outro de melhor taxa), enfim, uma série de coisas vai crescendo o mercado, mas chega um ponto, que nem mesmo os magos de Wall Street ou de bancos centrais sabem, e o mercado vai sofrer ajustes e correção. Eu esperava que isso ocorresse antes, e nem sei se ainda é o ajuste definitivo. O sinal vem sendo dado há algum tempo. O excesso de liquidez é a causa.
Começou no "sub prime" (títulos podres do mercado imobiliário americano, vendidos e revendidos diversas vezes quando micaram na mão de alguns, grandes bancos diga-se de passagem), agora é a recessão, mas no fundo, uma coisa acaba sendo consequência da outra. O ciclo vai perdendo força e começa a mudar o curso.
A volatilidade dos mercados, das bolsas fica inimaginável e perigosa. Muitos ganham dinheiro, muitos recursos viram pó. O efeito da bolha que desaparece corrige valores de empresas superavaliadas em bolsa com valores muitas vezes a realidade de seus ativos, seu "brend", ou seu fluxo de caixa descontado.
Já assistimos antes este filme, sempre muitos perdem e muitos ganham, a experiência de crises passadas e a ação do FED americano suaviza o problema. Resolve? Não sei ainda, vamos ver, mas como previ há algums tempo, não creio que esta crise será pior que as outras, com certeza diferente. CONSOLO: O Brasil está mais preparado como dizem as autoridades monetárias, mas é ilusão achar que dependendo do tamanho da crise, o Brasil está imune. Acho que os EUA já tomou pancada forte, e continua tomando, no preço do petróleo por exemplo a US$ 100. Uma recessão lá pode até ajudar no ajuste do ciclo virtuoso desde a década de 90.
São as forças invisíveis da natureza econômica agindo e o homem tentando administrar e impedir os estragos.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
A herança maldita e a oportunidade perdida II
Com base nas assertivas acima, vamos especular algumas situações interessantes:
Segundo Laurentino Gomes em 1808, no cerco de Napoleão a Portugal em 1807, D. João VI, o príncipe regente, teria três opções, a saber:
1. Enfrentar Napoleão, hoje quase constatado que teria grandes chances de sucesso. O flagelo de Napoleão começa por ali. O perfil do príncipe, medroso e indeciso, não deixou esta alternativa vingar
2. Aderir a Napoleão onde então seria bombardeado pela poderosa Inglaterra, assim como foi a Dinamarca por ter sido cooptada por Napoleão sem resistência. Neste caso, alem do bombardeio, haveria chance de invasão do Brasil pelos ingleses, já pensaram o Brasil colonizado pelos ingleses de 1800 até hoje, a maravilha que seria?
3. A opção então foi a fuga ao Brasil que acabou escrevendo a história dos dois países
Sem pensar duas vezes afirmo que o Brasil seria outro caso fossemos colonizados pelos ingleses.
D. João VI é citado pelos seus defeitos, inclusive físicos, mas é consenso a sua importância na integração e preservação da união nacional e na formação da brasilidade. D. Pedro I, fanfarrão, licencioso e depravado teve seu papel na independência e no final da vida surpreendeu a Europa com a tomada do reino de Portugal, ocupado pelo Rei D. Miguel, seu irmão, déspota apoiado pela mãe Carlota Joaquina, uma verdadeira cobra. Com 6.000 soldados tomou Portugal que tinha 80.000 mil. Especula-se que toda estratégia foi inspirada no gênio militar de Napoleão que era seu contra parente.
A Figuraça, culto, estudioso, preparado e homem público fica com D. Pedro II, preparado desde os 8 anos, foi um exemplo para este país. Abolicionista e liberal, com uma simpatia pela república, D. Pedro II era o mais peculiar dos Branganças.
Segundo o historiador Roderick Barman, citado no livro 1808, o Brasil sem a integração seria dividido em três outros países:
1. Um país chamado República do Brasil com as atuais regiões Sudeste e Sul, projetado hoje seria os estados de Minas, Rio, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso.
2. Um segundo, República do Equador com os estados do Nordeste, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
3. Ainda um terceiro na região Norte com Maranhão, Pará e Amazonas.
O Piauí poderia ficar aqui ou no segundo “país”. Barman faz uma análise baseada no comportamento político, revoltas e tentativas de revolução e posição nos episódios históricos da época.
Imagine o “país” Brasil o que seria atualmente, e ainda se fosse sob a colonização inglesa? Não precisa nem comentar nada.
Uma reflexão fria e racional: muitas diferenças entre países estão nestas heranças dos primórdios da colonização.
Tudo bem que a história foi do jeito que estamos agora, temos uma grande nação, mas é inegável nossa herança maldita, com todo respeito aos portugueses.
Quando vejo o último levantamento do TSE, Tribunal Superior Eleitoral sobre o perfil do eleitor e constatamos que mais de 50% são analfabetos ou quase analfabetos, podemos concluir que ainda levaremos trezentos anos para tentar ser um dia um país de primeiro mundo.
Triste constatação e arrependimento. O destino da nação foi este, mas o futuro pode ser modificado e só a consciência do povo com educação, cultura, tecnologia pode mudar o quadro. A ética e a moral são fatores vitais para que o processo avance.
Segundo Laurentino Gomes em 1808, no cerco de Napoleão a Portugal em 1807, D. João VI, o príncipe regente, teria três opções, a saber:
1. Enfrentar Napoleão, hoje quase constatado que teria grandes chances de sucesso. O flagelo de Napoleão começa por ali. O perfil do príncipe, medroso e indeciso, não deixou esta alternativa vingar
2. Aderir a Napoleão onde então seria bombardeado pela poderosa Inglaterra, assim como foi a Dinamarca por ter sido cooptada por Napoleão sem resistência. Neste caso, alem do bombardeio, haveria chance de invasão do Brasil pelos ingleses, já pensaram o Brasil colonizado pelos ingleses de 1800 até hoje, a maravilha que seria?
3. A opção então foi a fuga ao Brasil que acabou escrevendo a história dos dois países
Sem pensar duas vezes afirmo que o Brasil seria outro caso fossemos colonizados pelos ingleses.
D. João VI é citado pelos seus defeitos, inclusive físicos, mas é consenso a sua importância na integração e preservação da união nacional e na formação da brasilidade. D. Pedro I, fanfarrão, licencioso e depravado teve seu papel na independência e no final da vida surpreendeu a Europa com a tomada do reino de Portugal, ocupado pelo Rei D. Miguel, seu irmão, déspota apoiado pela mãe Carlota Joaquina, uma verdadeira cobra. Com 6.000 soldados tomou Portugal que tinha 80.000 mil. Especula-se que toda estratégia foi inspirada no gênio militar de Napoleão que era seu contra parente.
A Figuraça, culto, estudioso, preparado e homem público fica com D. Pedro II, preparado desde os 8 anos, foi um exemplo para este país. Abolicionista e liberal, com uma simpatia pela república, D. Pedro II era o mais peculiar dos Branganças.
Segundo o historiador Roderick Barman, citado no livro 1808, o Brasil sem a integração seria dividido em três outros países:
1. Um país chamado República do Brasil com as atuais regiões Sudeste e Sul, projetado hoje seria os estados de Minas, Rio, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso.
2. Um segundo, República do Equador com os estados do Nordeste, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
3. Ainda um terceiro na região Norte com Maranhão, Pará e Amazonas.
O Piauí poderia ficar aqui ou no segundo “país”. Barman faz uma análise baseada no comportamento político, revoltas e tentativas de revolução e posição nos episódios históricos da época.
Imagine o “país” Brasil o que seria atualmente, e ainda se fosse sob a colonização inglesa? Não precisa nem comentar nada.
Uma reflexão fria e racional: muitas diferenças entre países estão nestas heranças dos primórdios da colonização.
Tudo bem que a história foi do jeito que estamos agora, temos uma grande nação, mas é inegável nossa herança maldita, com todo respeito aos portugueses.
Quando vejo o último levantamento do TSE, Tribunal Superior Eleitoral sobre o perfil do eleitor e constatamos que mais de 50% são analfabetos ou quase analfabetos, podemos concluir que ainda levaremos trezentos anos para tentar ser um dia um país de primeiro mundo.
Triste constatação e arrependimento. O destino da nação foi este, mas o futuro pode ser modificado e só a consciência do povo com educação, cultura, tecnologia pode mudar o quadro. A ética e a moral são fatores vitais para que o processo avance.
A herança maldita e a oportunidade perdida I
Fica fácil olhar para trás e consertar fatos passados. No caso brasileiro, após a leitura de pelo menos sete livros: A odisséia histórica de Eduardo Bueno nos seus quatro livros, 1808 de Laurentino Gomes e as biografias de Pedro II, de José Murilo Carvalho e Pedro I de Isabel Lustosa, todos excelentes, recomendo a leitura, agradável e enriquecedora.
Portugal com o D. Henrique, o rei de meados do século XV, foi a grande potência mundial. A Escola de Sagres pode ser comparada a NASA atual em termos de tecnologia e pesquisas.
A era dos descobrimentos, onde o mundo desconhecido da Europa foi desvirginado pelos navegadores, o Brasil era descoberto no embalo dessa prosperidade portuguesa, do espírito empreendedor e força do país mais poderoso da época. Ai começa nosso calvário quando considero a herança maldita.
Com todo respeito aos portugueses e a Portugal, vamos aos fatos colhidos por mim nestes livros tão interessantes:
· Portugal no princípio de 1600, século XVII, perdia sua posição de líder para Espanha e a emergente Inglaterra, a futura rainha dos mares;
· A colonização feita sob a égide da exploração e tutela da poderosa igreja saindo da inquisição colocaria muitas coisas ruins nos costumes e hábitos do brasileiro e do português;
· Todo renascentismo e iluminismo da Europa nos séculos XVII e XVIII não teve reverberação em Portugal que continuou um reino, atrasado, corrupto e carola;
· Um fato inusitado, fruto do liberalismo e do iluminismo europeu, ergueu Napoleão Bonaparte após a revolução francesa no final de 1700, para organizar a população em frangalhos pela miséria e desordem da revolução;
· Napoleão reformou a Europa com a destituição de reinos e invasão de províncias, a vinda da corte, em 1808 foi graças a Napoleão Bonaparte;
· É inegável que a mudança do Brasil com a vinda da família real mudou radicalmente o país, então com 300 anos de atraso pela colonização exploratória e predadora, com os degredados, criminosos e prostitutas, povoando o Brasil desde o descobrimento;
· Para se ter uma idéia, em moeda de hoje, entre 1700 e 1800 foram expropriados do Brasil R$ 30 bilhões, só de Minas Gerais R$ 12 bilhões, sem contar o contrabando que segundo alguns este valor seria em dobro;
· Outro fato do atraso, o Brasil era o país com maior número de escravos no mundo e um dos últimos a abolir a famigerada escravidão, no século XIX, início de 1800, era temida uma revolta dado ao número elevado de escravos, segundo historiadores com os hábitos selvagens, sujos e odiosos;
· Estrangeiros em viagem pelo Brasil relatam a indolência e sujeira dos hábitos brasileiros nesta época, a exemplo de Portugal que sempre foi o reino mais atrasado da Europa, nos livros são descritas cenas enojadas;
· Relatos de crimes e corrupção acompanham o Brasil por todos os anos, desde o descobrimento, colonização, até a proclamação da república em 1889, a prática da caixinha iniciada na instalação do primeiro governo, sempre deixou funcionários públicos milionários. Nos idos de 1800, a cobrança de 17% de “caixinha” era praxe escancarada;
· Uma das grandes fontes dos historiadores, Luiz Joaquim dos Santos Marrocos escreveu em 1812: “ Em cinco dias contaram me 22 assassinatos, e numa noite defronte a minha porta fez um ladrão duas mortes e feriu um terceiro gravemente”, qualquer semelhança com o Rio de 200 anos depois não será mera coincidência.
Esta é uma pequena síntese de episódios que comprovam tristes constatações de nossa herança histórica.
Portugal com o D. Henrique, o rei de meados do século XV, foi a grande potência mundial. A Escola de Sagres pode ser comparada a NASA atual em termos de tecnologia e pesquisas.
A era dos descobrimentos, onde o mundo desconhecido da Europa foi desvirginado pelos navegadores, o Brasil era descoberto no embalo dessa prosperidade portuguesa, do espírito empreendedor e força do país mais poderoso da época. Ai começa nosso calvário quando considero a herança maldita.
Com todo respeito aos portugueses e a Portugal, vamos aos fatos colhidos por mim nestes livros tão interessantes:
· Portugal no princípio de 1600, século XVII, perdia sua posição de líder para Espanha e a emergente Inglaterra, a futura rainha dos mares;
· A colonização feita sob a égide da exploração e tutela da poderosa igreja saindo da inquisição colocaria muitas coisas ruins nos costumes e hábitos do brasileiro e do português;
· Todo renascentismo e iluminismo da Europa nos séculos XVII e XVIII não teve reverberação em Portugal que continuou um reino, atrasado, corrupto e carola;
· Um fato inusitado, fruto do liberalismo e do iluminismo europeu, ergueu Napoleão Bonaparte após a revolução francesa no final de 1700, para organizar a população em frangalhos pela miséria e desordem da revolução;
· Napoleão reformou a Europa com a destituição de reinos e invasão de províncias, a vinda da corte, em 1808 foi graças a Napoleão Bonaparte;
· É inegável que a mudança do Brasil com a vinda da família real mudou radicalmente o país, então com 300 anos de atraso pela colonização exploratória e predadora, com os degredados, criminosos e prostitutas, povoando o Brasil desde o descobrimento;
· Para se ter uma idéia, em moeda de hoje, entre 1700 e 1800 foram expropriados do Brasil R$ 30 bilhões, só de Minas Gerais R$ 12 bilhões, sem contar o contrabando que segundo alguns este valor seria em dobro;
· Outro fato do atraso, o Brasil era o país com maior número de escravos no mundo e um dos últimos a abolir a famigerada escravidão, no século XIX, início de 1800, era temida uma revolta dado ao número elevado de escravos, segundo historiadores com os hábitos selvagens, sujos e odiosos;
· Estrangeiros em viagem pelo Brasil relatam a indolência e sujeira dos hábitos brasileiros nesta época, a exemplo de Portugal que sempre foi o reino mais atrasado da Europa, nos livros são descritas cenas enojadas;
· Relatos de crimes e corrupção acompanham o Brasil por todos os anos, desde o descobrimento, colonização, até a proclamação da república em 1889, a prática da caixinha iniciada na instalação do primeiro governo, sempre deixou funcionários públicos milionários. Nos idos de 1800, a cobrança de 17% de “caixinha” era praxe escancarada;
· Uma das grandes fontes dos historiadores, Luiz Joaquim dos Santos Marrocos escreveu em 1812: “ Em cinco dias contaram me 22 assassinatos, e numa noite defronte a minha porta fez um ladrão duas mortes e feriu um terceiro gravemente”, qualquer semelhança com o Rio de 200 anos depois não será mera coincidência.
Esta é uma pequena síntese de episódios que comprovam tristes constatações de nossa herança histórica.
Está explicado, olhem o perfil do eleitor brasileiro
Deus do céu, é inacreditável. Tinha minhas suspeitas, mas agora levantamento do TSE comprova, em 2007 a situação era esta:- Baixa escolaridade atinge mais da metade dos eleitores e chega a 70% no Nordeste
- A média do sudeste somando eleitores analfabetos e os que apena lêem e escrevem e não completaram o segundo grau é de 49,55%
- Em Minas Gerais, 37,5% têm o primeiro grau incompleto, 17,99% o segundo grau incompleto
- A maior fatia concentra-se entre as idades de 25 a 59 anos com 65% do eleitorado
Clique e leia matéria do Estado de Minas sobre os dados de Minas
Leia no TSE os dados e neste link para ver os arquivos. O link de divulgação do TSE com mais dados é este aqui.
Acho que isso explica o nível da classe política a suscetibilidade aos potentados do dinheiro e o grau de participação cívica da população. Pobre do país.
Sem educação não iremos em frente, o ciclo vicioso é comprovado pelo nível dos eleitores e consequentemente da classe política que é eleita.
O Brasil e a crise nos EUA
A crise americana será administrada pelo FED e pelo governo, as ferramentas atualmente são outras, as experiências com problemas passados um grande aprendizado. Claro que ainda não podemos dizer o tamanho e o desafecho da crise, preocupa, mas nada que possa tirar o sono, pelo menos por enquanto.
As bolsas, principalmente pelo excesso de liquidez mundial dos últimos anos, somado a crise americana atual e do "sub-prime" imobiliário, terão fortes emoções, com alta volatilidade, coisa para profissional, muitos perderão dinheiro, principalmente os novatos e incautos.
Crise dos EUA é brisa no país, diz The Economist - Clique e leia
O Brasil é outro país. Com a estabilidade da moeda e fundamentos macroeconômicos plantados há muito tempo, antes talvez do PT e FHC, o Brasil está mais tranquilo do que em outras crises.
As reservas em quase US$ 200 bilhões são importante arma de defesa contra uma crise mundial e um eventual ataque a moeda ou efeito manada no capital especulativo que inunda as bolsas e investimentos de riscos.
Uma coisa deve ser considerada: Os EUA são 50% da economia mundial, a locomotiva, dependendo da crise lá, haverá efeito aqui, isso é inegável. A CHINA poderá sentir também, mas a força e a inércia de seu movimento virtuoso de crescimento econômico deve superar este momento. O grande problema, ainda sem previsão, é quando a China enfrentar seu ciclo reverso.
A economia mundial deverá arrefecer, são todas as previsões, mas ainda nada que possa mudar o cenário positivo. Pelo menos assim esperamos.
As bolsas de valores é que vão ficar inquietas neste momento de crise, independente do tamanho dela. Tenho por mim que a chance da Bovespa voltar para uns 45 mil pontos, ou menos não é descartada, mas como já disse, se soubesse estaria operando em Wall Street.
As bolsas, principalmente pelo excesso de liquidez mundial dos últimos anos, somado a crise americana atual e do "sub-prime" imobiliário, terão fortes emoções, com alta volatilidade, coisa para profissional, muitos perderão dinheiro, principalmente os novatos e incautos.
Crise dos EUA é brisa no país, diz The Economist - Clique e leia
O Brasil é outro país. Com a estabilidade da moeda e fundamentos macroeconômicos plantados há muito tempo, antes talvez do PT e FHC, o Brasil está mais tranquilo do que em outras crises.
As reservas em quase US$ 200 bilhões são importante arma de defesa contra uma crise mundial e um eventual ataque a moeda ou efeito manada no capital especulativo que inunda as bolsas e investimentos de riscos.
Uma coisa deve ser considerada: Os EUA são 50% da economia mundial, a locomotiva, dependendo da crise lá, haverá efeito aqui, isso é inegável. A CHINA poderá sentir também, mas a força e a inércia de seu movimento virtuoso de crescimento econômico deve superar este momento. O grande problema, ainda sem previsão, é quando a China enfrentar seu ciclo reverso.
A economia mundial deverá arrefecer, são todas as previsões, mas ainda nada que possa mudar o cenário positivo. Pelo menos assim esperamos.
As bolsas de valores é que vão ficar inquietas neste momento de crise, independente do tamanho dela. Tenho por mim que a chance da Bovespa voltar para uns 45 mil pontos, ou menos não é descartada, mas como já disse, se soubesse estaria operando em Wall Street.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Bolsas sinalizam forte queda e problema americano pode ser grave.
Postei em setembro de 2007 as previsões de Alan Greenspan, o mago do FED já fala há muito tempo nos problemas da locomotiva mundial - Clique e veja.
Em diversas ocasiões falamos aqui sobre a prosperidade mundial e as chances de ajustes pela ciclotimia natural do processo econômico, será que chegou a hora?
As bolsas americanas perderam todo o ganho de 2007 - Clique e veja.
Os EUA enfrentam a pior taxa inflacionária dos últimos 17 anos, veja matéria e com uma ameaça de recessão devido ao baixo desempenho industrial, o menor desde 2003, veja a matéria.
Mistura explosiva de queda da atividade com inflação. O governo abaixando juros para minimizar a possível recessão pode comprometer o combate a inflação.
Uma coisa é certa, os mecanismos hoje do FED são outros e eles saberão enfrentar a crise. A inflação não é tão preocupante, pelo menos ainda e mesmo uma redução de consumo nos EUA, ainda o mundo será sustentado na prosperidade pela China e Índia, mas um alerta deve ser dado. O mercado se antecipa e há muito ele está para corrigir rumos e fazer ajustes, pode ter chegado a hora. O tal efeito manada nas bolsas sempre fazem os incautos perderem,os profissionais já realizaram os lucros.
Não podemos precisar se este é o ajuste que inevitavelmente será feito nas bolsas, mas pode ser.
Se eu soubesse ou adivinhasse, estaria operando em Wall Street, mas está com jeito de coisa feia.
Em diversas ocasiões falamos aqui sobre a prosperidade mundial e as chances de ajustes pela ciclotimia natural do processo econômico, será que chegou a hora?
As bolsas americanas perderam todo o ganho de 2007 - Clique e veja.
Os EUA enfrentam a pior taxa inflacionária dos últimos 17 anos, veja matéria e com uma ameaça de recessão devido ao baixo desempenho industrial, o menor desde 2003, veja a matéria.
Mistura explosiva de queda da atividade com inflação. O governo abaixando juros para minimizar a possível recessão pode comprometer o combate a inflação.
Uma coisa é certa, os mecanismos hoje do FED são outros e eles saberão enfrentar a crise. A inflação não é tão preocupante, pelo menos ainda e mesmo uma redução de consumo nos EUA, ainda o mundo será sustentado na prosperidade pela China e Índia, mas um alerta deve ser dado. O mercado se antecipa e há muito ele está para corrigir rumos e fazer ajustes, pode ter chegado a hora. O tal efeito manada nas bolsas sempre fazem os incautos perderem,os profissionais já realizaram os lucros.
Não podemos precisar se este é o ajuste que inevitavelmente será feito nas bolsas, mas pode ser.
Se eu soubesse ou adivinhasse, estaria operando em Wall Street, mas está com jeito de coisa feia.
terça-feira, janeiro 15, 2008
Evolução da Energia no mundo!
Clique nas Figuras para aumentar.
Esta é a evolução da energia ao longo da evolução da humanidade. O trabalho braçal prevaleceu durante anos, a biomassa teve seu momento, depois migrou para o carvão e finalmente chega o petróleo no século XIX. A tendência são as novas fontes, inclusive tecnologias ainda em estudos que ocuparão seu lugar. Faria uma projeção minha pessoal para o uso nuclear como fonte geradora de energia elétrica, não tem volta. O Brasil tem uma matriz energética muito boa, mas não podemos depender em quase 85% das hidrelétricas para gerar energia. Veja dados da matriz nacional e mundial.
Esta é a evolução da energia ao longo da evolução da humanidade. O trabalho braçal prevaleceu durante anos, a biomassa teve seu momento, depois migrou para o carvão e finalmente chega o petróleo no século XIX. A tendência são as novas fontes, inclusive tecnologias ainda em estudos que ocuparão seu lugar. Faria uma projeção minha pessoal para o uso nuclear como fonte geradora de energia elétrica, não tem volta. O Brasil tem uma matriz energética muito boa, mas não podemos depender em quase 85% das hidrelétricas para gerar energia. Veja dados da matriz nacional e mundial.
O segredo será a diversificação das fontes, todas terão seu espaço e seu lugar.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Risco ou Perigo?
Incrível - Raio atravessa avião - Esta situação mostra bem que muitas coisas são fortuitas, alguns explicam como eventos do destino. Na maioria das vezes existem razões técnicas e lógicas, muitas vezes não e isso se constitue em mistério.
Risco é por definição igual a probabilidade x severidade do evento, assim: R= Prob. x Sever.
Perigo é igual ao risco dividido pelo controle do risco: P = Risco/Controle do risco
Será que os passageiros do avião ficaram expostos a riscos? Correram perigo? Vamos pesquisar sobre o assunto.
Falando em risco, existe o perigo de acontecer o recionamento de energia? Claro que sim. Os reservatórios estão vazios, falta gás e vários aproveitamentos não cumpriram cronograma. Os controles destes riscos desde 2005 foram ineficientes, resultado: Perigo com risco alto: A probabildiade é grande, a severidade é enorme com prejuízo para todos, comprometimento do crescimento e pior: A imagem do país que em 7 anos pode ter dois problemas energéticos.
Risco é por definição igual a probabilidade x severidade do evento, assim: R= Prob. x Sever.
Perigo é igual ao risco dividido pelo controle do risco: P = Risco/Controle do risco
Será que os passageiros do avião ficaram expostos a riscos? Correram perigo? Vamos pesquisar sobre o assunto.
Falando em risco, existe o perigo de acontecer o recionamento de energia? Claro que sim. Os reservatórios estão vazios, falta gás e vários aproveitamentos não cumpriram cronograma. Os controles destes riscos desde 2005 foram ineficientes, resultado: Perigo com risco alto: A probabildiade é grande, a severidade é enorme com prejuízo para todos, comprometimento do crescimento e pior: A imagem do país que em 7 anos pode ter dois problemas energéticos.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
O problema energético em 2008.
Agência prevê complicação do cenário energético no Brasil em 2008 - Clique e veja
Não existe mais volta, a questão é quando a bomba vai estourar. Antes prevista para 2011, com a estiagem, segundo dizem, provocada pela "La Niña" traz o problema para 2008.
O crescimento econômico deve cair em 2008 por conta de um arrefecimento mundial, mas ainda assim será bom e pode ser superior a 4%. Com os dois últimos anos na faixa de 4%, o país não aguentou na oferta energética. A falta de gás para rodar as térmicas é gasolina na fogueira.
Segundo as fontes do setor, estamos gastando mais água dos reservatórios castigados pela estiagem, o preço no mercado spot bateu R$ 600 reais e 40% da oferta está sendo feita com térmicas a gás e a óleo. Poucos sabem que o custo desta energia térmica a óleo é absurdamente alto, detalhe: nós pagamos a conta subsidiada.
Solução: Acelerar obras, tentar reduzir consumo e cortar gorduras. Ponto crítico: Em 2001 as gorduras foram quase todas queimadas, hoje existe pouco, mas ainda pode ser trabalhada. Outro ponto de ataque: iluminação pública, mas ainda com efeitos pequenos.
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Mesmo que chova muito neste final de janeiro, fevereiro e março quando as águas de março fecham o verão, ainda assim a média histórica dos índices pluviométricos estão comprometidos por conta de dezembro.
Ainda podemos torcer pelas chuvas, mas segundo o competente Jerson Kelman, presidente da Aneel, é preciso urgente um plano B.
Não existe mais volta, a questão é quando a bomba vai estourar. Antes prevista para 2011, com a estiagem, segundo dizem, provocada pela "La Niña" traz o problema para 2008.
O crescimento econômico deve cair em 2008 por conta de um arrefecimento mundial, mas ainda assim será bom e pode ser superior a 4%. Com os dois últimos anos na faixa de 4%, o país não aguentou na oferta energética. A falta de gás para rodar as térmicas é gasolina na fogueira.
Segundo as fontes do setor, estamos gastando mais água dos reservatórios castigados pela estiagem, o preço no mercado spot bateu R$ 600 reais e 40% da oferta está sendo feita com térmicas a gás e a óleo. Poucos sabem que o custo desta energia térmica a óleo é absurdamente alto, detalhe: nós pagamos a conta subsidiada.
Solução: Acelerar obras, tentar reduzir consumo e cortar gorduras. Ponto crítico: Em 2001 as gorduras foram quase todas queimadas, hoje existe pouco, mas ainda pode ser trabalhada. Outro ponto de ataque: iluminação pública, mas ainda com efeitos pequenos.
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Mesmo que chova muito neste final de janeiro, fevereiro e março quando as águas de março fecham o verão, ainda assim a média histórica dos índices pluviométricos estão comprometidos por conta de dezembro.
Ainda podemos torcer pelas chuvas, mas segundo o competente Jerson Kelman, presidente da Aneel, é preciso urgente um plano B.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Brasil é 7º em desempenho do PIB na América do Sul
País superou apenas Suriname, Guiana, Bolívia e Equador. Incluindo-se toda a América Latina e Caribe, Brasil é 17º. Clique e leia.
Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), entidade vinculada à ONU que divulga estes dados vincula o crescimento de 2008 ao custo e oferta de energia. D´´a para imaginar a encrenca que teremos?
Contra fatos não existem argumentos. Se estamos bem, fica sempre a certeza que poderiamos estar melhores, isso é indiscutível e só não ver quem não quer.
Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), entidade vinculada à ONU que divulga estes dados vincula o crescimento de 2008 ao custo e oferta de energia. D´´a para imaginar a encrenca que teremos?
Contra fatos não existem argumentos. Se estamos bem, fica sempre a certeza que poderiamos estar melhores, isso é indiscutível e só não ver quem não quer.
Apagão já? O mercado se antecipa.
Olha a notícia - Clique e veja - Com temor de apagão, preço de energia no mercado quase dobra.
O setor está assustado há muito tempo, a estiagem só agrava o problema. As previsões eram para 2011, sem chance de errar, mas sempre com uma suspeita de antecipação. Veja postagem antiga de 2007, outra de 2006.
Existem outros gargalos sérios, como a falta de gás, atraso em obras previstas e furos no Proinfa, Saiba mais.
O mercado sábio, se antecipa sempre. Podemos ter problemas já em 2008? Chances grandes, ainda mais que o país continua no ritmo de crescimento alavancado pela prosperidade mundial e aumento do consumo via crédito. Diga-se de passagem, este aumento do crediário com as taxas de usura pode virar um "sub-prime" nacional ao sinal de qualquer crise que afete o crescimento com aumento de desemprego ou diminuição da atividade.
Sabe de uma coisa, o racionamento, se vier, pode ser bom para o país que está com a infraestrutura combalida, não suportaria mesmo taxas de crescimentos maiores paradoxalmente.
Não deve faltar energia, mas como já postei aqui várias vezes o custo será enorme e sabe quem pagará a conta? Nós, os mortais contribuintes.
Se faltar a energia o custo será maior ainda. Estudos indicam que o custo da falta de energia pode levar a R$ 3.000,00 o mWh. Vamos rezar e torcer que não aconteça.
O setor está assustado há muito tempo, a estiagem só agrava o problema. As previsões eram para 2011, sem chance de errar, mas sempre com uma suspeita de antecipação. Veja postagem antiga de 2007, outra de 2006.
Existem outros gargalos sérios, como a falta de gás, atraso em obras previstas e furos no Proinfa, Saiba mais.
O mercado sábio, se antecipa sempre. Podemos ter problemas já em 2008? Chances grandes, ainda mais que o país continua no ritmo de crescimento alavancado pela prosperidade mundial e aumento do consumo via crédito. Diga-se de passagem, este aumento do crediário com as taxas de usura pode virar um "sub-prime" nacional ao sinal de qualquer crise que afete o crescimento com aumento de desemprego ou diminuição da atividade.
Sabe de uma coisa, o racionamento, se vier, pode ser bom para o país que está com a infraestrutura combalida, não suportaria mesmo taxas de crescimentos maiores paradoxalmente.
Não deve faltar energia, mas como já postei aqui várias vezes o custo será enorme e sabe quem pagará a conta? Nós, os mortais contribuintes.
Se faltar a energia o custo será maior ainda. Estudos indicam que o custo da falta de energia pode levar a R$ 3.000,00 o mWh. Vamos rezar e torcer que não aconteça.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Pacote de janeiro, projeções de 2008.
Após uns dez dias de sol e praia, estou de volta. Gosto do Blog, me faz bem.O Pacote de janeiro- Não sei se para compensar a perda da CPMF, o governo lançou este pacote, estranho e polêmico. Aumento de IOF e da CSSLL dos bancos, a única coisa justa na minha opinião.
Peculiaridades do pacote: O governo falou o que queria fazer e não publicou nada, todo o mercado ficou confuso. Existem falhas jurídicas nas medidas e o STF já foi acionado. Lula parece que não sabia de nada, não avisou aos aliados nem respeitou o pacto com a oposição que esperava negociar um aumento de carga tributária. Lula desagrada amigos e inimigos, fica a suspeita se sabia de alguma coisa. Lula empenhou sua palavra com a oposição na votação da DRU. O governo perde mais credibilidade junto ao legislativo e isso não é nada bom, mais confronto a vista. Vamos esperar para ver o que acontece.
As projeções de 2008 - Vamos as de 2007 primeiramente: Link da minha postagem antiga.
Em dezembro de 2006 foram previstos os indicadores:
IPCA- 4,6% - Real 4,6%
IGP-4,30% - Próximo de 9,44 %
Juros- 12,00% - Real 11,5%
US$ -2,25 - Real 1,76
PIB-3,5% - Real 5,3%
Saldo Comercial- US$ 38,0 bilhões - Real US$ 32 bilhões
Erro em quase tudo, como sempre. Veja mais informações sobre a inflação.
Alguns números ainda não foram confirmados, mas a ordem de grandeza é esta.
Vamos aos dados previstos para 2008.
IPCA- 4,0%
IGP-4,0%
Juros- 10,00 %
US$ -1,90
PIB-4%
Saldo Comercial- US$ 28 bilhões
Vamos esperar 2009. A dúvida ainda permanece com relação a recessão na economia americana e sua influência na economia mundial. A China e Índia continuam a puxar o trem mundial, mas a locomotiva pode causar problemas. A liquidez e um correção de rumos é esperada há muito tempo. Ainda não dá para precisar nada, mas a chance de queda é grande pelo próprio ritmo ciclotímico da economia, mesmo com a quebra de vários paradigmas.
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Brasil sexta economia mundial?
Clique e veja a matéria - JB ONline.
O Brasil pela metodologia apresentada fica em sexto, empatado com Reino Unido, França, Rússia e Itália.
O detalhe: Apesar de o Banco Mundial colocar o Brasil em sexto, empatado com Reino Unido, França, Rússia e Itália, ao se verificar os números absolutos de participação no PIB mundial, sem arredondamento para 3%, o Brasil ficaria apenas em décimo. De acordo com o relatório, enquanto o Brasil respondeu por 2,88% do PIB, o Reino Unido teve 3,46%; a França, 3,39%; a Rússia, 3,09%; e a Itália, 2,96%.
Mas o que significa isso? Tudo ocorre em função do ESTADO brasileiro e não do GOVERNO brasileiro. Temos problemas estruturais graves e a prosperidade mundial somada a várias medidas que estão sendo plantadas desde a década de 90 são responsáveis pelo indicador. Não podemos confundir o ESTADO com o GOVERNO. Nosso mercado potencial e a riqueza da nação extrapolam regimes, partidos e políticos, ainda bem.
A estabilização da moeda é talvez a maior responsável pelos resultados obtidos, mas não só ela.
O governo está eufórico e loas pela responsabilidade, mas o que aconteceria se não tivessemos este ciclo virtuoso mundial desde 2.000?
Ainda insisto que deveriamos estar melhores, mas erros e desmandos que também nada têm com o governo do PT são causas de nosso, digamos, desempenho aquém do potencial.
O que adianta ser a sexta economia mundial com tantos problemas de infra-estrutura? Saúde e educação precárias? Gastos públicos e corrupção nas nuvens?
Tomará que continue assim, com bons indicadores, mas estou sempre alertando que a liquidez mundial aproxima a economia global do precipício. Quando será a queda? Está próxima e isso afetará nossa economia. Neste momento as mazelas e desmandos, insisto, não só do PT, aflorarão.
A euforia da comemoração de uma posição na sexta colocação global, poderá nos cegar para questões graves e profundas no ESTADO e GOVERNO. Muito ainda precisa ser feito.
O Brasil pela metodologia apresentada fica em sexto, empatado com Reino Unido, França, Rússia e Itália.
O detalhe: Apesar de o Banco Mundial colocar o Brasil em sexto, empatado com Reino Unido, França, Rússia e Itália, ao se verificar os números absolutos de participação no PIB mundial, sem arredondamento para 3%, o Brasil ficaria apenas em décimo. De acordo com o relatório, enquanto o Brasil respondeu por 2,88% do PIB, o Reino Unido teve 3,46%; a França, 3,39%; a Rússia, 3,09%; e a Itália, 2,96%.
Mas o que significa isso? Tudo ocorre em função do ESTADO brasileiro e não do GOVERNO brasileiro. Temos problemas estruturais graves e a prosperidade mundial somada a várias medidas que estão sendo plantadas desde a década de 90 são responsáveis pelo indicador. Não podemos confundir o ESTADO com o GOVERNO. Nosso mercado potencial e a riqueza da nação extrapolam regimes, partidos e políticos, ainda bem.
A estabilização da moeda é talvez a maior responsável pelos resultados obtidos, mas não só ela.
O governo está eufórico e loas pela responsabilidade, mas o que aconteceria se não tivessemos este ciclo virtuoso mundial desde 2.000?
Ainda insisto que deveriamos estar melhores, mas erros e desmandos que também nada têm com o governo do PT são causas de nosso, digamos, desempenho aquém do potencial.
O que adianta ser a sexta economia mundial com tantos problemas de infra-estrutura? Saúde e educação precárias? Gastos públicos e corrupção nas nuvens?
Tomará que continue assim, com bons indicadores, mas estou sempre alertando que a liquidez mundial aproxima a economia global do precipício. Quando será a queda? Está próxima e isso afetará nossa economia. Neste momento as mazelas e desmandos, insisto, não só do PT, aflorarão.
A euforia da comemoração de uma posição na sexta colocação global, poderá nos cegar para questões graves e profundas no ESTADO e GOVERNO. Muito ainda precisa ser feito.
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Pena de morte e humanos direitos!
Diogo Mainardi comenta em seu artigo semanal na revista Veja um artigo do New York Times sobre a eficácia da pena de morte na redução da criminalidade. Clique e veja comentário de Steven Levitt sobre o caso. Este é o mesmo que disse que o aborto liberado reduziria a criminalidade e até o Sérgio Cabral pegou carona na tese.
Mas a verdade é a seguinte: Existem evidências, segundo o artigo e alguns comentários, que a pena de morte tem impacto sobre a redução da criminalidade. Sempre teremos mil motivos para ver alguma coisa e outros mil para não ver. Alguns acadêmicos até aceitam as evidência da pesquisa para permanecer contra a pena capital, mas por motivos religiosos, éticos, etc.
Eu acho que a pena de morte lava a alma da sociedade. A redução se dará com a justiça mais eficiente e trabalho. Olhem o exemplo do que vem ocorrendo em São paulo. Inteligência, informatização e trabalho duro da polícia. A criminalidade cai a olhos vistos em São Paulo, boa escola para o Brasil. Na sexta dia, 07/12 não ocorreu um crime sequer na cidade, coisa que não ocorria desde a década de 50. Esta semana devemos ter mais informações sobre a queda e o trabalho.
Ao mesmo tempo, a Band mostra a mordomia do tal Champinha, na prisão corretiva, aquele que matou e estrupou um casal de namorados quando era menor e discutiu-se a redução da maioridade penal. É revoltante e indignante. As ONGs e os intelectuais dos direitos humanos são responsáveis em parte pela distorção de valores quando um marginal é "recompensado" pelo brutal crime hediondo, nos EUA seria a pena de morte fácil.
Acho que devemos repensar a questão da pena de morte sim, e mais, acabar ou mudar o tal Estatuto do adolescente e da criança, uma das aberrações da constituinte de 1988. Se menor pode votar porque não pode ser punido? As crianças e adolescentes amadurecem mais rápido em plena era da sociedade da informação, alguém tem duvida? Até quando a sociedade vai ver a impunidade reinante e os absurdos cometidos pela grita de uma minoria barulhenta que usa causas legítimas para defender aberrações? O problema sempre são os vigilantes atentos dos direitos humanos, mas pergunto:
E os HUMANOS DIREITOS, ficam como nesta história?
sábado, dezembro 15, 2007
EUA aceitam o consenso mundial pela salvação do planeta
Na reunião de Bali sobre o aquecimento global, os EUA mudam posição na última hora evitando o fracasso e ajudando a Terra, já que são os maiores poluidores.
Clique e veja a matéria.
O custo ainda é relativamente pequeno para tentar salvar o planeta, 1,6% do PIB mundial estimam especialistas, quanto mais protelarmos, mais caro sairá para os países e para a raça humana.
A coisa é mais séria que parece e finalmente os EUA aceitam que algo precisa ser feito.
Antes tarde so que nunca.
Clique e veja a matéria.
O custo ainda é relativamente pequeno para tentar salvar o planeta, 1,6% do PIB mundial estimam especialistas, quanto mais protelarmos, mais caro sairá para os países e para a raça humana.
A coisa é mais séria que parece e finalmente os EUA aceitam que algo precisa ser feito.
Antes tarde so que nunca.
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Brasil atinge 100 mil MW em capacidade de energia
Uma notícia muito boa - Clique e veja
Para os leigos é importante frisar: Isso é capacidade instalada. Para funcionar precisa de água nos reservatórios e gás natural no caso das térmicas. Muitas destas plantas são de autoprodutores e grandes grupos econômicos como a Vale. O "boom" do etanol colabora também com a produção de térmicas a biomassa. O aproveitamento de Tucurui e Campos Novos (SC) foi destaque com aumento da capacidade.
No caso brasileiro 90% deste potencial é hidrelétrico e termoelétrico com gás. Neste momento faltam gás e água. No nordeste os reservatórios estão em 27% e o sistema precisa manobrar mandando energia do sudeste para lá.
Ainda é quase certa uma crise energética, provavelmente em 2011, podendo ocorrer antes se a economia continuar crescendo e as chuvas decepcionando.
quinta-feira, dezembro 13, 2007
CPMF: Ganha a democracia, quem perde?
O governo perdeu a batalha da CPMF- Clique e veja
Perder R$ 40 bilhões não é brincadeira, mas a oposição do Brasil cumpriu seu papel. Não existe democracia sem uma oposição aguerrida e coerente. A tese e antítese são pilares da democracia.
A CPMF é um imposto cruel, incide na cadeia produtiva toda. Sofisma do governo dizer que 5% da população paga, todo pagamos e cumulativamente.
Nossa carga tributária é de primeiro mundo, com serviço e infra-estrutura de terceiro. Seria de boa serventia aproveitarmos este momento para mudarmos a questão tributária.
O governo não perde, o país crescendo aumenta a arrecadação, mas reorganização será necessária. Uma coisa boa no ganho político: Lula deve ficar esperto. Isso é democracia, com estrela ou sem estrela, com virtuosidade ou sem. Ele dá sorte, mas deve exercer seu fado, no lado bom e no lado ruim.
Um detalhe: Sem os ventos do progresso, a situação seria bem pior, para Lula, para o governo e para o Brasil.
Perder R$ 40 bilhões não é brincadeira, mas a oposição do Brasil cumpriu seu papel. Não existe democracia sem uma oposição aguerrida e coerente. A tese e antítese são pilares da democracia.
A CPMF é um imposto cruel, incide na cadeia produtiva toda. Sofisma do governo dizer que 5% da população paga, todo pagamos e cumulativamente.
Nossa carga tributária é de primeiro mundo, com serviço e infra-estrutura de terceiro. Seria de boa serventia aproveitarmos este momento para mudarmos a questão tributária.
O governo não perde, o país crescendo aumenta a arrecadação, mas reorganização será necessária. Uma coisa boa no ganho político: Lula deve ficar esperto. Isso é democracia, com estrela ou sem estrela, com virtuosidade ou sem. Ele dá sorte, mas deve exercer seu fado, no lado bom e no lado ruim.
Um detalhe: Sem os ventos do progresso, a situação seria bem pior, para Lula, para o governo e para o Brasil.
quarta-feira, dezembro 12, 2007
PIB bom em 2007
PIB cresce 5,2% em 12 meses, a maior alta desde 2004 - Clique e veja
Na verdade isso deve-se a propsperidade mundial principalmente. Nossas condições de infra-estrutura não permitiriam crescimento maior. Do BRIC somos ainda o menor crescimento.
Está bom, a prova da prosperidade é a nova classe média surgindo e o consumo explodindo, alimentando o ciclo virtuoso do mercado interno. O externo alavancado pela China e Índia fecha o espetáculo do crescimento.
Na contramão deste crescimento a questão energética fica mais crítica. A previsão era de 3,5% e estouramos nossa "projeção". Isso é bom, mas pode ser ruim.
De toda forma ainda prefiro esta condição a de distribuir renda via a indolência.
Na verdade isso deve-se a propsperidade mundial principalmente. Nossas condições de infra-estrutura não permitiriam crescimento maior. Do BRIC somos ainda o menor crescimento.
Está bom, a prova da prosperidade é a nova classe média surgindo e o consumo explodindo, alimentando o ciclo virtuoso do mercado interno. O externo alavancado pela China e Índia fecha o espetáculo do crescimento.
Na contramão deste crescimento a questão energética fica mais crítica. A previsão era de 3,5% e estouramos nossa "projeção". Isso é bom, mas pode ser ruim.
De toda forma ainda prefiro esta condição a de distribuir renda via a indolência.
terça-feira, dezembro 11, 2007
Led Zeppelin 10/12/2007
Aconteceu. Quem quiser ver Starway to heaven é só clicar. Gostaria de ter estado lá, mas quem sabe não temos chances deles virem ao Brasil?
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Saiu o resultado do leilão no Madeira
Clique e veja e veja mais matérias sobre o caso na Folha Online.
O deságio de R$ 122,00 para R$ 78,87 é intrigante. Os custos são só da geração e quando entrar a trasmissão vão para o espaço, conforme já postei aqui.
Furnas está no meio do consórcio vencedor, pode ser fácil resolver o problema, mas o custo para a sociedade será enorme.
Vamos ver os próximos passos, existe ainda o problema com a Bolívia.
A batalha ecológica terá atores mundiais e locais. Segundo técnicos o EIA-Rima é frágil e contestável, mas a ânsia do PAC e do marketing é mais forte. Planejamento é fácil, execução mais complicado e como repito sempre, intenção sem ação é ilusão.
Não consigo enxergar esta obra saindo até 2012 e operando em 2016.
Tomara que eu esteja errado.
O deságio de R$ 122,00 para R$ 78,87 é intrigante. Os custos são só da geração e quando entrar a trasmissão vão para o espaço, conforme já postei aqui.
Furnas está no meio do consórcio vencedor, pode ser fácil resolver o problema, mas o custo para a sociedade será enorme.
Vamos ver os próximos passos, existe ainda o problema com a Bolívia.
A batalha ecológica terá atores mundiais e locais. Segundo técnicos o EIA-Rima é frágil e contestável, mas a ânsia do PAC e do marketing é mais forte. Planejamento é fácil, execução mais complicado e como repito sempre, intenção sem ação é ilusão.
Não consigo enxergar esta obra saindo até 2012 e operando em 2016.
Tomara que eu esteja errado.
Leilão da energia amazônica
Hoje começa a guerra- Clique e veja
Estamos no momento do leilão da usina de Santo Antônio no Rio Madeira com 3.150 MW. Este é um dos grandes empreendimentos de geração hidrelétrica na região Amazônica idealizado pelo setor elétrico. O total de energia potencial para os rios na região são de 42.260 MW, sendo que 13.650 estão em inventário e 28.610 já em previsão para leilão até 2.010, a usina de Santo Antônio é a primeira, digamos, será um teste. Trata-se de senhor volume de energia, entretanto algumas considerações são necessárias:
(1-) Todos estes projetos foram planejados há muito tempo, quando o rigor ambiental já era incipiente, mas não com as exigências atuais.
(2-) Belo Monte, no Rio Xingu com 11.000 MW arrasta-se desde a década de 80 e as barreiras vão ficando intransponíveis, poucas pessoas no setor acreditam que esta usina sairá do papel.
(3-) A extensão das linhas de transmissão até o centro de carga no Sudeste vão esbarrar em problemas ambientais sérios, cortar estados e florestas, além do custo ser a principio proibitivo. A previsão de custos para trazer a energia de Santo Antônio é quase o preço de outra usina. Alguém consegue imaginar 2.500 km de linha de transmissão da Rondônia a São Paulo, sem problemas ambientais?
(4-) A visão atual do mundo sobre a Amazônia com as questões do aquecimento global e o agravamento dos impactos ambientais são crescentes. A oposição ambiental será aguerrida não se limitando as fronteiras nacionais.
(5-) Os grandes empreendimentos hidrelétricos estão cada vez mais complicados, por questões dos custos da mitigação dos impactos ambientais.
(6-) Quando maior for a necessidade de alagamento de áreas, maior é a complicação de licença ambiental, é exatamente o caso deste belo potencial energético. No caso de Santo Antônio existe suspeita da invasão de terras bolivianas. Isso ainda vai dar o que falar. Aguardem o cocaleiro Evo Morales.
(7-) A logística para execução destas obras com as questões ambientais crescentes são outro complicador que pouco deve aparecer neste momento de planejamento, mas surgirá como vendaval no decorrer das obras.
Se dependermos destas obras para sanar o problema que se avizinha, estamos perdidos.
O cerne da questão não é ser contra os a favor do aproveitamento do potencial energético da Amazônia, mas as alternativas que temos a esta situação que ambientalmente parece anacrônica.
A exploração do potencial energético na Amazônia deveria ser pautada por pequenos aproveitamentos, buscando atender a carga local, sem necessidade de alagamento de área com florestas, a fio dágua como é definido tecnicamente.
Um empreendimento deve ser sempre comercialmente viável, ambientalmente sustentável e socialmente responsável. Não consigo enxergar estas premissas no aproveitamento energético da Amazônia como está descrito.
Espero estar errado, mas meu lado ambientalista tem falado mais forte que o de economista. Tenho certeza que existem alternativas.
Estamos no momento do leilão da usina de Santo Antônio no Rio Madeira com 3.150 MW. Este é um dos grandes empreendimentos de geração hidrelétrica na região Amazônica idealizado pelo setor elétrico. O total de energia potencial para os rios na região são de 42.260 MW, sendo que 13.650 estão em inventário e 28.610 já em previsão para leilão até 2.010, a usina de Santo Antônio é a primeira, digamos, será um teste. Trata-se de senhor volume de energia, entretanto algumas considerações são necessárias:
(1-) Todos estes projetos foram planejados há muito tempo, quando o rigor ambiental já era incipiente, mas não com as exigências atuais.
(2-) Belo Monte, no Rio Xingu com 11.000 MW arrasta-se desde a década de 80 e as barreiras vão ficando intransponíveis, poucas pessoas no setor acreditam que esta usina sairá do papel.
(3-) A extensão das linhas de transmissão até o centro de carga no Sudeste vão esbarrar em problemas ambientais sérios, cortar estados e florestas, além do custo ser a principio proibitivo. A previsão de custos para trazer a energia de Santo Antônio é quase o preço de outra usina. Alguém consegue imaginar 2.500 km de linha de transmissão da Rondônia a São Paulo, sem problemas ambientais?
(4-) A visão atual do mundo sobre a Amazônia com as questões do aquecimento global e o agravamento dos impactos ambientais são crescentes. A oposição ambiental será aguerrida não se limitando as fronteiras nacionais.
(5-) Os grandes empreendimentos hidrelétricos estão cada vez mais complicados, por questões dos custos da mitigação dos impactos ambientais.
(6-) Quando maior for a necessidade de alagamento de áreas, maior é a complicação de licença ambiental, é exatamente o caso deste belo potencial energético. No caso de Santo Antônio existe suspeita da invasão de terras bolivianas. Isso ainda vai dar o que falar. Aguardem o cocaleiro Evo Morales.
(7-) A logística para execução destas obras com as questões ambientais crescentes são outro complicador que pouco deve aparecer neste momento de planejamento, mas surgirá como vendaval no decorrer das obras.
Se dependermos destas obras para sanar o problema que se avizinha, estamos perdidos.
O cerne da questão não é ser contra os a favor do aproveitamento do potencial energético da Amazônia, mas as alternativas que temos a esta situação que ambientalmente parece anacrônica.
A exploração do potencial energético na Amazônia deveria ser pautada por pequenos aproveitamentos, buscando atender a carga local, sem necessidade de alagamento de área com florestas, a fio dágua como é definido tecnicamente.
Um empreendimento deve ser sempre comercialmente viável, ambientalmente sustentável e socialmente responsável. Não consigo enxergar estas premissas no aproveitamento energético da Amazônia como está descrito.
Espero estar errado, mas meu lado ambientalista tem falado mais forte que o de economista. Tenho certeza que existem alternativas.
sábado, dezembro 08, 2007
Resolveram mexer com a tarifa da Banca?

Clique e veja- Antes tarde do que nunca, parece que a CVM resolveu mexer na tarifa da súcia bancária do Brasil. Eles metem a mão há muitos anos, mas parece que agora alguém acorda e mexe no bolso deles. As tarifas são responsáveis pelo pagamento dos custos e parte do lucro absurso e irreal da banca no Brasil. Pagar R$ 8,00 reais por uma TED pela internet não é brincadeira de mau gosto? Pois é, existe tarifa de todo jeito, por cheque de valor alto, de valor baixo, excesso de limite, etc. Não bastasse o "spread" e os juros de agiota, os prestamistas ainda abusam das tarifas.
Vamos ver o resultado, eu não acredito e nós ainda vamos encher a burra dos banqueiros por muito tempo, o poder deles é incalculável.
Reparem, eles ficaram quietinhos com a ação do governo, também pudera, ficaria chato se reclamassem com os lucros anunciados em 2007. Quem ou qual segmento aceita uma ingerência sem chiar? Eles aceitaram, está ai a prova que a situação de lucro exagerado e irreal quando comparado a outros segmentos, constrange os próprios banqueiros.
Sabe de uma coisa? Acho que a CVM deveria agir mais, taxar os lucros em IR diferenciado, por exemplo, ou uma intervenção branca no abuso da usura. Por enquanto há uma esperança, alguém vai tentar regular o roubo via tarifa. Vamos ver o desenrolar do caso.
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Previsões de 2006 para 2007- Vamos conferir breve!
Previsões para 2007, síntese do mercado. Clique e veja postagem de 12/2006
Apuramos melhor, podem alterar um pouco ainda, mas ficam estas mesmo, no fundo serão todas muito parecidas:
IPCA- 4,6%
IGP-4,30%
Juros- 12,00%
US$ -2,25
PIB-3,5%
Saldo Comercial- US$ 38,0 bilhões
Previsões do Governo - Clique e veja
Crescimento da economia a 4,75%;
Inflação projetada para o ano pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a 4,5%;
Produto Interno Bruto (PIB) para 2007, R$ 2,29 trilhões;
Dólar médio projetado para o ano, US$ 2,23;
Preço do barril de petróleo (média do ano projetada), US$ 67,05;
Dívida pública líquida, 49,7% do PIB;
Juros (taxa Selic projetada para o final de 2007), 12,25%.
BC ainda só ameaça a ordenar a farra da banca, mas nada!
Clique e veja uma série de matérias relacionadas ao abuso e a ameaças e intenções do BC de organizar a festa na floresta da banca prestamista e farrista do Brasil.
O lucro de 2007 é absurdo e as tarifas rasgam os bolsos e a paciência , de nós otários.
Daqui a pouco começam as previsões para 2008, já tenho algumas, mais para o final vamos comparar as de 2007 e colocar as de 2008.
O lucro de 2007 é absurdo e as tarifas rasgam os bolsos e a paciência , de nós otários.
Daqui a pouco começam as previsões para 2008, já tenho algumas, mais para o final vamos comparar as de 2007 e colocar as de 2008.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
A Derrota de Chávez e boas notícias no Brasil.
1- Investimento estrangeiro bate recorde- Clique e leia Desde 1947 não temos um volume tão grande de recursos externos investidos no Brasil. R$ 31,2 bilhões em 2007. Detalhe: Isso nada tem de competência do governo, tem sim, da conjuntura mundial. O Governo só tem um mérito de não atrapalhar, mérito não, deve ser obrigação de todo governante, independente de partido e posição política.
2- IDH do Brasil melhora e estamos na eleite? Clique e leia Mentira. Não podemos sofismar com números médios. O Brasil tem indicadores de primeiro mundo e de país africano. A injustiça social é clara e erros estruturais nas políticas diversas. Não deixa de ser boa notícia, mas cuidado com sofismas, sempre teremos bons motivos para ver notícias assim, o cuidado deve ser tomado sempre para conter a emplogação.
3- Chávez derrotado no referendo- Clique e leia - Acaba de sair nas TVs e jornais. O maluco foi derrotado e a Venezuela se salva, mas podem esperar que ele irá aprontar. É o estilo do caudilho.
Esta derrota coloca a Venezuela no divisor de águas. O surgimento da oposição com a força esmagada por Chávez. O respeito ou não do ditador que utiliza meios democráticos para usurpar as instituições.
A Venezuela mingua com a irresponsabilidade do coronel, despreparado e alucinado. Vamos ver a repercussão deste resultado.
2- IDH do Brasil melhora e estamos na eleite? Clique e leia Mentira. Não podemos sofismar com números médios. O Brasil tem indicadores de primeiro mundo e de país africano. A injustiça social é clara e erros estruturais nas políticas diversas. Não deixa de ser boa notícia, mas cuidado com sofismas, sempre teremos bons motivos para ver notícias assim, o cuidado deve ser tomado sempre para conter a emplogação.
3- Chávez derrotado no referendo- Clique e leia - Acaba de sair nas TVs e jornais. O maluco foi derrotado e a Venezuela se salva, mas podem esperar que ele irá aprontar. É o estilo do caudilho.
Esta derrota coloca a Venezuela no divisor de águas. O surgimento da oposição com a força esmagada por Chávez. O respeito ou não do ditador que utiliza meios democráticos para usurpar as instituições.
A Venezuela mingua com a irresponsabilidade do coronel, despreparado e alucinado. Vamos ver a repercussão deste resultado.
quarta-feira, novembro 21, 2007
Bancos brasileiros detonam nos lucros!
Clique na figura e veja!
Bancos brasileiros estão entre mais rentáveis da América- Clique e veja

Bancos brasileiros estão entre mais rentáveis da América- Clique e veja
Não poderia ser de outra forma. Ser banqueiro é bom negócio em qualquer parte do mundo, no Brasil é o melhor negócio do mundo, com trocadilho por favor.
Os "spreads" cobrados e os juros são de agiota, o pobrezinho incauto é iludido e paga caro, enchendo a burra da banca. Se temos, por um lado, o Bolsa Família, que alega-se tranferidor de renda ao mais necessitado, temos o Bolsa "Festa na Floresta dos banqueiros", também transferindo renda do setor produtivo e classe média aos bolso da banca. Juros de cartão de crédito e cheque especial, de 10 a 15% ao mês, jurinhos aos aposentados, de 2,5% a 4,5% por mês, sem risco. Eles alegam que os juros são absurdos por conta do risco e inadimplência. Bacana esta lógica não? A febre é responsável pela infecção na cabeça deles. Acho que eles até ficam constrangidos com a situação, alguns devem ficar.Quero saber quando vai acabar isso. Não tenho nem mais como me indignar.
terça-feira, novembro 20, 2007
Antes tarde do que nunca! PAC da tecnologia!

Pacote para Ciência e Tecnologia - Clique e leia - Finalmente alguma coisa que parece relevante para a tecnologia.
O Brasil na década de 80 era muito mais desenvolvido do que Chile, Coréia do Sul, Taiwan, China e outros mais. Eles nos passaram graças a investimento e preocupação com educação, ciência e tecnologia.
A velocidade das mudanças hoje faz os países terem obrigação de cuidar de sua ciência e tecnologia.
É questão de competitividade e produtividade.
Vamos aguardar o PAC que será lançado hoje, comentamos depois, mas de cara digo já: Tomara que não seja mais uma jogada de politicagem marketeira.
segunda-feira, novembro 19, 2007
Bomba na questão do aquecimento global vem ai.
A ONU solta um sumário das conclusões do IPCC - Painel das mudanças climáticas. Clique e veja.Existe a corrente dos céticos, clique e veja, combatendo o excesso e a propaganda do aquecimento, mas é inegável o problema e o alerta que a natureza vem dando. As evidências científicas estão calando os céticos e o problema´deve ser mais sério que imaginamos.
Assisti o filme A Verdade Inconveniente de Al Gore, nobel da paz junto com o IPCC e ex-presidente dos Estados Unidos. É chocante o filme e mostra a seriedade do assunto.
Clique e veja um pedaço no Youtube, mas vale assistir o filme todo.
Pontos inquestionáveis:
- Al Gore começa a sua batalha em 1976, nada de oportunista portanto, naquela época nem se falava em meio ambiente direito.
- Ele lutou como congressisa o tempo todo alertando para o problema.
- Na Rioeco 92 não era ainda vice-presidente, poderia ter mudado a história nestes 15 anos que já se foram.
- É sabido que os EUA não aceitam a idéia, os custos são proibitivos para o maior poluidor global, mas a situação está ficando insustentável e os riscos do planeta são reais.
- Em 650 milhões de anos da terra, a maior quantidade de CO2 foi de 300 partes do milhão, agora ultrapassamos este patamar e caminhamos em exponencial para maior concentração.
- Cientificamente é provado que na história da terra, mais CO2 na atmosfera é maior aquecimento.
Mais algumas informações:
- Os maiores emissores de CO2: Geração de Energia 61%, 19,4% indústria, 17,4% desmatamentos e queimadas de florestas, 13,5% agricultura e 13,1 transporte.
- Muito pode ser feito até 2030 com consciência e mudança de hábitosA tecnologia é aliada, mas a velocidade do aumento populacional, mercados emergentes e propsperidade mundial são agravantes.
- A substituição do combustível fóssil pelos alternativos deve ser a ação prioritária e primordial.
- O mundo sofrerá consequências graves, principalmente os países mais pobres.
Vamos esperar a conclusão e o sumário da ONU, mas já sabemos que uma bomba virá por ai, mais uma vez.
quarta-feira, novembro 14, 2007
Ainda D. Pedro II e um teste para o terceiro mandato de Lula?
Quando se discute a CPMF, imposto perverso na maior carga tributária do planeta, vejo mais exemplos de D. Pedro II: Ele não era perdulário com os gastos públicos e nem consigo mesmo ou o séquito. Toda estrutura imperial vivia com 3% do orçamento e sempre recomendado a aumentar os gastos, não aceitava. Os palácios eram simples comparados com os europeus e algumas residências da corte.Dizia: Não quero guardar dinheiro. Não gastava em festas e futilidades das cortes, sempre criticado por isso. Ajudou várias pessoas com recursos próprios.Grande exemplo que não foi seguido pela classe política nacional e com toda certeza, estes preceitos éticos foram aprendidos na formação intelectual e humanista, alguns deveriam seguir o exemplo.
O governo passa o trator na câmara e aprova tudo que quer, no senado é, ou melhor, pode ser o problema.
A CPMF passou fácil na câmara, na CCJ do senado foi aprovada, mas o grande teste ser´´a no plenário- Clique e veja.
Uma percepção: Vamos ver como será o plenário, mas se o governo ganhar bem, podemos ter ai um teste para uma tentativa de prorrogação de mandato, ou quem sabe até o terceiro mandato. A pausa na agenda deve-se mais a discussão da CPMF. Quando passar isso e a eleição do ano que vem, não há como segurar o debate na questão. Esta votação pode ser um alento para a oposição ou um combustível para os defensores do terceiro/prorrogação do mandato.
Vamos esperar e ver. Minha aposta? Acho que o governo aprova a CPMF.
terça-feira, novembro 13, 2007
Um estadista brasileiro
A Veja desta semana publica matéria sobre D. Pedro II, coincidentemente leio o livro biográfico escrito por José Murilo de Carvalho sobre o monarca.
Me impressiona o preparo e a dedicação de D. Pedro II, amante da filosofia, das artes, da história, geografia, matemática, estudou e se preparou para assumir com 15 anos o trono brasileiro. Nada de apedeuta como diriam alguns.
D. Pedro II talvez pelo seu preparo filosófico e estudos a vida toda, teve profundo sentimento ético com as coisas públicas, foi estatista de coração e vocação. Mesmo sendo rei era republicano como disse algumas vezes. Seu maior objetivo era servir ao país.
Olhem que curioso o pensamento dele: " A falta de zelo, a falta do dever, é nosso primeiro defeito moral", outra " É preciso trabalhar e vejo que não se fala senão em política que é a mais das vezes guerra entre interesses individuais".
D. Pedro II era a favor da meritocracia na escolha dos funcionários públicos e contra o apadrinhamento político, reinante desde aquela época, idos de 1850. Achava que os interesses individuais dos políticos se sobrepunham aos da sociedade. Nada atual esta situação?
A imprensa era livre, pois achava que os melhores ouvidos e olhos do governante era a imprensa e a tribuna. Tentava governar com justiça e preceitos éticos, a sua formação foi o pilar de sua personalidade e das suas atitudes.
A imprensa acabava com ele. Não foi mulherengo como o pai, Pedro I, mas teve lá seus enroscos.
Está ai, um exemplo de estatista, deposto na república em 1889.
Poderia ser exemplo a ser seguido, mas ao contrário, constato que nosso problema com a classe política é histórico e estrutural. Coitado deste país.
Me impressiona o preparo e a dedicação de D. Pedro II, amante da filosofia, das artes, da história, geografia, matemática, estudou e se preparou para assumir com 15 anos o trono brasileiro. Nada de apedeuta como diriam alguns.
D. Pedro II talvez pelo seu preparo filosófico e estudos a vida toda, teve profundo sentimento ético com as coisas públicas, foi estatista de coração e vocação. Mesmo sendo rei era republicano como disse algumas vezes. Seu maior objetivo era servir ao país.
Olhem que curioso o pensamento dele: " A falta de zelo, a falta do dever, é nosso primeiro defeito moral", outra " É preciso trabalhar e vejo que não se fala senão em política que é a mais das vezes guerra entre interesses individuais".
D. Pedro II era a favor da meritocracia na escolha dos funcionários públicos e contra o apadrinhamento político, reinante desde aquela época, idos de 1850. Achava que os interesses individuais dos políticos se sobrepunham aos da sociedade. Nada atual esta situação?
A imprensa era livre, pois achava que os melhores ouvidos e olhos do governante era a imprensa e a tribuna. Tentava governar com justiça e preceitos éticos, a sua formação foi o pilar de sua personalidade e das suas atitudes.
A imprensa acabava com ele. Não foi mulherengo como o pai, Pedro I, mas teve lá seus enroscos.
Está ai, um exemplo de estatista, deposto na república em 1889.
Poderia ser exemplo a ser seguido, mas ao contrário, constato que nosso problema com a classe política é histórico e estrutural. Coitado deste país.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Terceiro Choque do Petróleo!
Dependência mundial do combustível fóssil: 80% - Brasil 45%
Jad Mouawad escreveu no New York Times de 09/11 - Clique e leia
Farei aqui um resumo e uma interpretação do pontos principais:
O Barril de petróleo de aproxima de US$ 100,00 diferentemente das crises passadas. O barril sobe pela demanda na China e Índia. Imaginem quantos carros e veículos nãoe stão sendo vendidos no espetacular crescimento mundial dos últimos 10 anos com pilar neste dois países!
A demanda deve dobrar na próxima década e as chances do preço voltar aos patamares normais de US$ 20,00 é remota. Analistas dão como US$ 75,00 a 120,00 o balizamento do preço.
Antes erma as questões políticas e regionais, agora é a demanda. O marco de preço a US$ 100,00 é emblemático e romperá as barreiras, mas não é de todo bom para a prosperidade mundial e muitos países terão problemas. Alguns já imaginam a terceira grande crise e os mais otimistas achavam que esta chegaria quando o preço atingisse os US$ 100,00. Está ai.
Não são todos que se lembram do que representa um choque n0 conforto e no bolso do cidadão.
A oportunidade é grande para poços como o nosso anunciado Tupi, ainda inviável, mas promissor. Os biocombustíveis que já eram c ada vez mais viáveis, ficam mais atrativos, fimam-se no mercado criando grande oportunidades para o Brasil. Alguns dizem que a barreira para a viabilidade do Etanol era US$ 20,00 e para o Biodiesel US$ 60,00.
A matriz mundial, diferente na nossa ainda depende muito do petróleo. Olha só acima.
E aqui dizemos que não temos problemas?
Igual a minha luta contra a banca, fico redundante falando de problema energético, mas está aqui registrado.
domingo, novembro 11, 2007
Crise energética!

Escrevo desde 2005 aqui e falo sobre o problema energético que o Brasil vai enfrentar breve, ou melhor, já enfrenta. Pessoas do próprio governo admitem em "off" a situação.
Clique e leia sobre o gás que só deverá ser normalizado em 2011. Isso significa custos para o Brasil e sua sociedade, além de travar o desempenho da economia.
O anúncio da reserva monstruosa foi mais marketing, como já postamos aqui. Não deixa de ser bom , mas é pouco para equacionar os problemas no curto e médio prazo. A tentativa de minimizar a crise com o gás suscita esta estratégia, não pode ser outra coisa.
A questão da energia elétrica é mais complicada. As projeções do setor eram da crise em 2011, já foi antecipada. Dependemos do regime de águas e fica instável e imprevisível o risco.
Uma coisa é certa: Aposto que as usinas Jirau e Santo Antônio do Madeira e Belo Monte no Xingu estão nos planos do governo, mas as barreiras ainda são grandes, se sairem não atendem o cronograma proposto e necessário, além disso, o problema de trazer a carga do Norte ao Sudeste onde é de fato consumida será batalha sem fim contra impactos ambientais e custos elevadissímos.
As PCHs e o Proinfra estão atrasados e pelo menos 50% furou, a chance de outros 20% furar é grande, ou seja, ficamos com 30% da meta de 3.000 MW. Quando vejo autoridades dizendo que está tudo normal porque foi vendida energia nos leilões, me pergunto: Qual a garantia da entrega se as obras ainda terão problemas diversos e muitas encontram-se fora do prazo?
OK, nos resta a opção de combustível para termoelétrica, menos o gás óbvio. Não temos opção para o carvão além de ser a exemplo do óleo combustível, péssimo para o meio ambiente e com pesadas restrições de licenciamento ambiental. Os custos nesta situação serão proibitivos para o país e o povão que acaba pagando a conta.
Energia nuclear é a alternativa, mas ainda assim não atenderá os prazos da eclosão de uma crise.
O Brasil crescendo mais do que os 3,2% (confirmados) de 2006 será problema, é problema. Se ainda não tivemos um apagão a exemplo de 2001, foi dado ao pífio crescimento econômico que penaliza o Brasil.
Paradoxalmente e dada as condições de nossa infra-estrutura (estradas, portos, aeroportos) foi até bom para o governo este baixo desempenho econômico.
Pesquisa da CNI - clique e veja, aponta falta de mão de obra qualificada, mais um "pepino" para o setor produtivo que se esforça para competir no cenário global e paga conta salgada de incompetência e despreparo de alguns.
Concluindo: Esta reserva é marketing puro, com sérios problemas de viabilidade técnica e econômica, não atenderá a demanda nacional antes de 2013.
Faremos o quê até lá?
Cada vez mais admito que parte do governo quer levar as coisas na conversa, acham que o planejamento e o otimismo resolvem problemas de uma nação. Enganam-se eles. Falta muito pragmatismo e competência em alguns segmentos do governo. Uma pena e uma conta que pagamos e deixamos para nossos filhos e netos.
Clique e leia sobre o gás que só deverá ser normalizado em 2011. Isso significa custos para o Brasil e sua sociedade, além de travar o desempenho da economia.
O anúncio da reserva monstruosa foi mais marketing, como já postamos aqui. Não deixa de ser bom , mas é pouco para equacionar os problemas no curto e médio prazo. A tentativa de minimizar a crise com o gás suscita esta estratégia, não pode ser outra coisa.
A questão da energia elétrica é mais complicada. As projeções do setor eram da crise em 2011, já foi antecipada. Dependemos do regime de águas e fica instável e imprevisível o risco.
Uma coisa é certa: Aposto que as usinas Jirau e Santo Antônio do Madeira e Belo Monte no Xingu estão nos planos do governo, mas as barreiras ainda são grandes, se sairem não atendem o cronograma proposto e necessário, além disso, o problema de trazer a carga do Norte ao Sudeste onde é de fato consumida será batalha sem fim contra impactos ambientais e custos elevadissímos.
As PCHs e o Proinfra estão atrasados e pelo menos 50% furou, a chance de outros 20% furar é grande, ou seja, ficamos com 30% da meta de 3.000 MW. Quando vejo autoridades dizendo que está tudo normal porque foi vendida energia nos leilões, me pergunto: Qual a garantia da entrega se as obras ainda terão problemas diversos e muitas encontram-se fora do prazo?
OK, nos resta a opção de combustível para termoelétrica, menos o gás óbvio. Não temos opção para o carvão além de ser a exemplo do óleo combustível, péssimo para o meio ambiente e com pesadas restrições de licenciamento ambiental. Os custos nesta situação serão proibitivos para o país e o povão que acaba pagando a conta.
Energia nuclear é a alternativa, mas ainda assim não atenderá os prazos da eclosão de uma crise.
O Brasil crescendo mais do que os 3,2% (confirmados) de 2006 será problema, é problema. Se ainda não tivemos um apagão a exemplo de 2001, foi dado ao pífio crescimento econômico que penaliza o Brasil.
Paradoxalmente e dada as condições de nossa infra-estrutura (estradas, portos, aeroportos) foi até bom para o governo este baixo desempenho econômico.
Pesquisa da CNI - clique e veja, aponta falta de mão de obra qualificada, mais um "pepino" para o setor produtivo que se esforça para competir no cenário global e paga conta salgada de incompetência e despreparo de alguns.
Concluindo: Esta reserva é marketing puro, com sérios problemas de viabilidade técnica e econômica, não atenderá a demanda nacional antes de 2013.
Faremos o quê até lá?
Cada vez mais admito que parte do governo quer levar as coisas na conversa, acham que o planejamento e o otimismo resolvem problemas de uma nação. Enganam-se eles. Falta muito pragmatismo e competência em alguns segmentos do governo. Uma pena e uma conta que pagamos e deixamos para nossos filhos e netos.
sábado, novembro 10, 2007
Ainda sobre o poço da Patrobrás
Clique e veja- que a produção só será iniciada em 2013. Pelo que andei vendo o poço é promissor, mas tem uma complexidade técnica e geológica sem igual. O poço está a 6.000 m de profundidade onde as condições de pressão, temperatura, etc, são outras e diferentes das técnicas atuais. Segundo especialistas para se chegar ao poço tem que romper uma substância rochosa complicada tornando mais díficil e cara a exploração.
Vamos lá aos fatos: Não existe hoje tecnologia para explorar este poço e nem teria atratividade econômica, não seria viável.
Isso não quer dizer que nunca será, mas ainda vai demorar. Continuo achando que a conversa é maior que benefício, mas indiscutivelmente, é melhor ter é não precisar, que precisar e não ter.
Tomara que seja tudo verdade e dê tudo certo. Não podemos confundir governo com estado e muitos continuam ainda insistindo nisso.
Vamos lá aos fatos: Não existe hoje tecnologia para explorar este poço e nem teria atratividade econômica, não seria viável.
Isso não quer dizer que nunca será, mas ainda vai demorar. Continuo achando que a conversa é maior que benefício, mas indiscutivelmente, é melhor ter é não precisar, que precisar e não ter.
Tomara que seja tudo verdade e dê tudo certo. Não podemos confundir governo com estado e muitos continuam ainda insistindo nisso.
quinta-feira, novembro 08, 2007
Boas notícias sobre energia?
Olhem o anúncio - Clique e veja - Petrobras anuncia reserva de até 8 bilhões de barris na bacia de Santos - Clique mais. Estamos salvos, ou ficaremos na conversa?
A questão será pragmática. E o tempo para que todas as perspectivas se realizem? Nãos erá uma contra reação aos problemas recentes?
Tomara que eles estejam certos. Olhem o debate do Estadão em vídeo - Clique e veja- mas precisa de tempo.
Alguma coisa está errada. É pirotecnia? Grande chance.
Vamos ter problemas energéticos, breve....fica aqui registrado.
A questão será pragmática. E o tempo para que todas as perspectivas se realizem? Nãos erá uma contra reação aos problemas recentes?
Tomara que eles estejam certos. Olhem o debate do Estadão em vídeo - Clique e veja- mas precisa de tempo.
Alguma coisa está errada. É pirotecnia? Grande chance.
Vamos ter problemas energéticos, breve....fica aqui registrado.
quarta-feira, novembro 07, 2007
Farra dos bancos continua! É roubo!

Fiquei rouco de tanto gritar... Escrevi diversas vezes em artigos para jornais, para sites e postei diversos aqui. Clique e veja e mais uma.
É roubo. Nenhuma atividade no mundo, em qualquer país dá este lucro e este crescimento igual ao setor bancário nacional.
Em 2007 Bradesco e Itáu batem recordes. Itaú, clique e veja. Bradesco, clique e veja.
Eles tiveram o maior lucro em 20 anos, bilhões. O Lucro do Bradesco cresceu 73% de uma ano para outro, O Itaús, pasmem, 112% com uma rentabilidade de 33%, alguém pode acreditar nisso se contado em país sério? Vão achar que é piada, da mesma forma que riam quando falamos de inflação de 89% ao mês no final do governo Sarney, não por acaso que começa de fato a festa na floresta dos banqueiros. Eles só perdem para Petrobrás e Vale do Rio doce, empresas produtivas, geradoras de riqueza, emprego e investimentos no país e exterior.
Pergunto: Quanto eles, os bancos, investem? Quanto geram de emprego e renda?
É roubo. Enquanto a taxa Selic caiu para 11,5% os spread deles aumentaram. A cobrança de tarifa é absurda e oligopolizada. O tal empréstimo consignado é risco quase zero, mas taxa de usura, os aposentados, coitados e incautos, pagam a farra bancária. Os empresários são obrigados e serem sócios da agiotagem institucionalizada.
O silêncio da maioria é constrangedor. Por que não taxar estes "FDP" ao invés de tomar do povo e das empresas? A CPMF poderia ter um peso no setor bancário maior, não acham? Porque não criar um Imposto de Renda diferenciado? Quem sabe pela rentabilidade (lucro/patrimônio)?
Desde 1989 eles mandam e desmandam, o lobby é poderoso e indestrutível. A conta é paga por todos nós. Absurdo. Contem nos EUA ou na França que um segmento vem crescendo 40%, 70% a cada ano, que a rentabilidade é de 20% , 27%, digam que isso acontece no país de uma das maiores cargas tributárias do planeta e esperem pelo interlocutor: Eles vão achar que é tráfico de droga, que não são pagos impostos, que é mentira.
REPITO: SOU A FAVOR DO LUCRO. SOU CONTRA ROUBO.Não posso me calar com este disparate entre o setor produtivo, as pequenas e médias empresas, os profissionais liberais que pagam esta conta salgada aos potentados banqueiros.O BB e a CEF são cúmplice do processo, o governo tem culpa, deveria fazer algo. Chega, basta, é indignante, revoltante, sem palavras para expressar o que tem acontecido neste país neste segmento.
terça-feira, novembro 06, 2007
Gás vai dar dor de cabeça a Lula, e muita!
Problema com energia - Clique e veja o que postei em 2006.
Lula vai a Bolívia negociar gás com Evo Morales - Clique e leia.
Hugo Chávez está por trás do triste episódio ocorido entre a Petrobrás e o governo boliviano. O governo agiu mal, com leniência e subserviência. Morales, inspirado em Hugo Chávez vituperou e tripudiou o Brasil.
Detalhe: Eles precisam mais de nós do que nós deles, mas agora eles sabem nossa dependência energética do gás boliviano. Repito: Os militares brasileiros nunca gostaram da idéia de depender do gás boliviano por medo de um maluco assumir o poder na instabilidade política da Bolívia. O resultado está ai.
Além de subirem o preço o fornecimento é precário. O Governo incentivou o uso do gás e hoje 50% do nosso mercado é proveniente da Bolívia. Não tem como mudar a matriz energética de uma hora para outra.
Estamos crescendo, na verdade poderiamos estar melhores, mas vá lá. O mercado de energia com a crise boliviana, o petróleo a US$ 100 o barril e a falta de entrada de usinas no Brasil é assustador. São Pedro tem que colaborar com o regime pluvial, caso contrário a antecipação da crise é inevitável. 2011 pode chegar em 2008, o gás sinaliza o problema.
Isso é falta de planejamento e pragmatismo. Tem muita gente boa no setor, mas existem os acadêmicos e incompetentes. Sempre é assim, o que assistimos é a corrente da uncompetência ganhando a batalha, infelizmente.
Lula tem tido sorte, a estrela dele é grande, mas está acostumado a levar as coisas na conversa, lembrando talvez de seu tempo de sindicalista. Lá onde está a coisa é diferente, as consequências vão aparecer em breve, podem apostar.
Lula vai a Bolívia negociar gás com Evo Morales - Clique e leia.
Hugo Chávez está por trás do triste episódio ocorido entre a Petrobrás e o governo boliviano. O governo agiu mal, com leniência e subserviência. Morales, inspirado em Hugo Chávez vituperou e tripudiou o Brasil.
Detalhe: Eles precisam mais de nós do que nós deles, mas agora eles sabem nossa dependência energética do gás boliviano. Repito: Os militares brasileiros nunca gostaram da idéia de depender do gás boliviano por medo de um maluco assumir o poder na instabilidade política da Bolívia. O resultado está ai.
Além de subirem o preço o fornecimento é precário. O Governo incentivou o uso do gás e hoje 50% do nosso mercado é proveniente da Bolívia. Não tem como mudar a matriz energética de uma hora para outra.
Estamos crescendo, na verdade poderiamos estar melhores, mas vá lá. O mercado de energia com a crise boliviana, o petróleo a US$ 100 o barril e a falta de entrada de usinas no Brasil é assustador. São Pedro tem que colaborar com o regime pluvial, caso contrário a antecipação da crise é inevitável. 2011 pode chegar em 2008, o gás sinaliza o problema.
Isso é falta de planejamento e pragmatismo. Tem muita gente boa no setor, mas existem os acadêmicos e incompetentes. Sempre é assim, o que assistimos é a corrente da uncompetência ganhando a batalha, infelizmente.
Lula tem tido sorte, a estrela dele é grande, mas está acostumado a levar as coisas na conversa, lembrando talvez de seu tempo de sindicalista. Lá onde está a coisa é diferente, as consequências vão aparecer em breve, podem apostar.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Conflito militar Venezuela e alguém, quem será?

Clique e veja o que o maluco do Hugo Chávez está fazendo - Até 2010 estará militarmente mais forte que todos países sulamericanos, inclusive o Brasil.
Veja o mapa: A Venezuela gastará US$ 60 bilhões nesta alucinação militarista de Chávez. Ele vai atacar a Guiana, Colômbia ou Brasil.
Esta semana ele aprovou pacote ditatorial e definitivamente a democracia é coisa do passado e relativa. Hitler, Mussolini e outros líderes sanguinário e populistas usaram as "ferramentas" da democracia para implantar regimes ditatoriais e assassinos.
Especialistas no assunto já apostam que conflito Brasil e Venezuela é possível. Salvador Raza e Eliezer Oliveira ouvidos pelo Estadão acham que o risco é grande e o Brasil deve temer sim, não é atoa que Lula já dá sinais de aumento nos gastos militares do Brasil.
Uma coisa garanto, a história mostrou várias vezes: Um país, normalmente governado por um psicopata vai acumulando armas e estratégias militares até que uma hora terá de usá-las.
Filhote e aprendiz de ditador, Chávez não se contenta só em ferrar a Venezuela, quer expandir o tal socialismo bolivariano para nós. Tem ainda muita gente que aplaude as estripulias do maluco.
O caso dele é patogênico, pode apostar.
O que fará o Brasil se ele invadir a Colômbia ou a Guiana? E se o alvo for o Brasil?
Pode ser, em um raciocínio otimista, que ele queira se proteger do próprio povo que já começa ir as ruas protestanto contra a exceção, mesmo assim é muita arma para enfrentar o pobre e desarmado povo venezuelano. O caso cheira mesmo a insanidade mental com cheiro de sangue, o pior é que podemos entrar nesta história. Deus me livre.
quinta-feira, novembro 01, 2007
Câmara desarquiva proposta sobre reeleição infinita
Câmara desarquiva proposta sobre reeleição infinita - Clique e leia
Não adianta mais. O debate está na mesa, na pauta política. Começa timidamente, mas passando a questão da CPMF e das eleições municipais de 2008, este assunto tomará conta da agenda política, infelizmente. Este assunto agora prejudica Lula em prioridades como a votação da CPMF e uma possível crise energética anunciada e já dando sinais de vida.
Lula é caracterizado pela apostasia. Ele diz que não quer e não poderia dizer outra coisa neste momento.
O desfecho disso será imprevisível, existem sim riscos de desordem institucional e tumultos. A oposição, e parte do povão com a classe média principalmente, tentarão se mobilizar contra. Eles não têm o poder de movimentação dos movimentos sociais e populares, aliados do PT e dos sindicatos (pelo menos a maioria), mas a causa é justa e perigosa para instituições. A imagem do país no mundo globalizado deverá ser o grande inimigo das pretensões de alguns petistas. Aqui não é a Venezuela com toda certeza, mas ainda assim estamos sujeitos aos desmandos da classe política e sempre, o povão pagando a fatura.
As entidades de classe ficaram inerte observando, poucos se movimentarão contra, quer apostar? A mídia baterá forte e o judiciário gritará nas vozes de alguns, mas ainda digo: será imprevisível.
Quem ainda não realizou que este assunto será debatido e podemos ter mudanças no front de batalha eleitoral de 2010, aguardem. Para mim está claro como a luz do sol.
Não adianta mais. O debate está na mesa, na pauta política. Começa timidamente, mas passando a questão da CPMF e das eleições municipais de 2008, este assunto tomará conta da agenda política, infelizmente. Este assunto agora prejudica Lula em prioridades como a votação da CPMF e uma possível crise energética anunciada e já dando sinais de vida.
Lula é caracterizado pela apostasia. Ele diz que não quer e não poderia dizer outra coisa neste momento.
O desfecho disso será imprevisível, existem sim riscos de desordem institucional e tumultos. A oposição, e parte do povão com a classe média principalmente, tentarão se mobilizar contra. Eles não têm o poder de movimentação dos movimentos sociais e populares, aliados do PT e dos sindicatos (pelo menos a maioria), mas a causa é justa e perigosa para instituições. A imagem do país no mundo globalizado deverá ser o grande inimigo das pretensões de alguns petistas. Aqui não é a Venezuela com toda certeza, mas ainda assim estamos sujeitos aos desmandos da classe política e sempre, o povão pagando a fatura.
As entidades de classe ficaram inerte observando, poucos se movimentarão contra, quer apostar? A mídia baterá forte e o judiciário gritará nas vozes de alguns, mas ainda digo: será imprevisível.
Quem ainda não realizou que este assunto será debatido e podemos ter mudanças no front de batalha eleitoral de 2010, aguardem. Para mim está claro como a luz do sol.
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