Os principais sites de apostas nos EUA, núemros de agora 01/10/2026 as 9:42. São proibidos aqui, mesmo antes desta última MP.A curva do Polymarket ( e destes tipos de sites) na reta final é bem mais assertiva que pesquisa tradicional, mas não é infalível.
A Polymarket trabalha com dinheiro real na mesa, então a lógica é a "sabedoria das multidões".
Quando tem muita liquidez, o índice de acerto histórico dela é alto:* Em mercados bem liquidados, eventos binários (ganha/perde) superam 85% de acerto e quando a plataforma indica 70% de chance, aquele resultado se confirma em cerca de 7 em cada 10 vezes. • Levantamento da Dune no início de 2025 mostrou que a plataforma acertou mais de 90% dos eventos do mundo real que foram apostados, e em janelas muito curtas - últimas 4 horas antes da resolução - a precisão chegou a 95%.
A própria Polymarket fala isso no site: mercados de previsão têm um histórico forte de acurácia, especialmente à medida que o evento se aproxima da data de resolução.Em eleição, onde ela brilhou O caso mais estudado foi a presidencial dos EUA 2024:
* Foram mais de US48M - ele sozinho moveu a curva. Então, dá pra confiar na reta final?Sim, para usar como termômetro:
* Últimos 7 a 3 dias: é quando ela mais calibra. Se mostra 60%+ consistente, com volume alto (centenas de milhões), historicamente acerta muito mais que pesquisa.
Há sempre erros das pesquisas, alguns maiores do que outros e não são necessariamente manipulação. Pode ser metodologia, mas pode ser sim " ajustes " para atender interesses. Infelizmente.
A TESE DA
RETA FINAL: O QUE PODE ACONTECER NA URNA?
Em
eleições muito apertadas, pequenos erros sistemáticos das pesquisas na reta
final podem mudar completamente a fotografia da eleição e, consequentemente, a
leitura sobre quem está à frente.
Isso já
aconteceu em diferentes graus.
Em 2022,
por exemplo, as pesquisas de reta final subestimaram a votação de Bolsonaro no
1º turno: ele terminou com 43,2% dos votos válidos, enquanto os
principais levantamentos estavam abaixo desse resultado. O próprio UOL,
comparando as pesquisas daquela eleição, registra que todos os institutos
analisados subestimaram Bolsonaro, embora em magnitudes diferentes.
Em 2006,
Alckmin também terminou o 1º turno acima do que indicava a pesquisa final do
Datafolha.
Mas há um
contraponto fundamental: no 2º turno de 2014 e 2022, os erros foram pequenos.
Portanto, não existe um “fator anti-PT” automático.
E é justamente aí que 2026 fica interessante.
Hoje, a
disputa de 2º turno está praticamente no 50% x 50%.
Na
pesquisa Atlas/Bloomberg de 29 de setembro, por exemplo, Flávio apareceu com 47,7%
contra 47,6% de Lula. Outros levantamentos recentes também mostram
diferenças muito pequenas, algumas a favor de Lula e outras a favor de Flávio.
Nesse
cenário, um erro de apenas 2 ou 3 pontos já é suficiente para transformar
uma pequena vantagem de pesquisa em uma vantagem real na urna.
E o 1º turno?
Se Flávio
estiver hoje na faixa de 35%–42%, dependendo do instituto, uma eventual
subestimação de 2, 3 ou até 5 pontos não o levaria automaticamente a 50% dos
votos válidos.
A própria
pesquisa Quaest de 28 de setembro mostra esse processo: Lula tinha 39%, Flávio
34%, enquanto os demais estavam bem abaixo; os indecisos haviam caído de 10%
para 5%.
E onde entra a abstenção?
Aqui está
uma variável que pode reforçar ou
enfraquecer qualquer leitura baseada nas
pesquisas.
Em 2022, 20,95%
dos eleitores não compareceram no 1º turno. No 2º turno, a abstenção foi de
20,59%. Ou seja, estamos falando de dezenas de milhões de eleitores que
não aparecem nas intenções de voto porque simplesmente não votam.
E existe
um detalhe importante: pesquisa mede intenção entre entrevistados; eleição
mede votos efetivamente depositados.
Portanto,
se houver diferenças importantes de mobilização entre os grupos que apoiam cada
candidato, a composição dos votos válidos pode se alterar.
Isso é
especialmente relevante porque a abstenção não é necessariamente neutra entre
os diferentes segmentos do eleitorado. O TSE disponibiliza dados por idade,
escolaridade, sexo e outras características justamente porque o comparecimento
pode ser analisado por esses recortes.
Mas é
preciso cuidado: não há
base para afirmar antecipadamente que uma determinada taxa de abstenção
favorecerá Lula ou Flávio. Isso dependerá de quem faltar e de quem
comparecer.
Portanto, minha hipótese para os quatro dias finais
é esta:
1. Se as
pesquisas continuarem mostrando Lula e Flávio muito próximos no 2º turno, o
erro histórico de 2–3 pontos passa a ter enorme importância.
2. Se
Flávio continuar crescendo no 1º turno e os demais candidatos continuarem
perdendo espaço, a hipótese de concentração do voto útil ganha importância.
3. Se a
abstenção for elevada, a composição efetiva dos votos válidos poderá diferir da
fotografia das pesquisas — mas não é possível determinar antecipadamente em
favor de quem.
4. Para
Flávio vencer no 1º turno, entretanto, seria necessário muito mais do que um
pequeno erro de pesquisa: seria necessária uma concentração extraordinária dos
votos dos demais candidatos.
A questão
central, portanto, não é:
“As
pesquisas vão errar?”
Provavelmente
haverá algum erro, como sempre.
A
pergunta realmente importante é:
“Em que
direção estará o erro — e qual será sua magnitude?”
Porque,
numa eleição em que os dois principais candidatos estão separados por poucos
pontos, 2 ou 3 pontos de erro podem ser suficientes para transformar
completamente a fotografia da reta final.
Pesquisa
é fotografia.
A urna é a revelação da fotografia real.
Tem gente apostando em primeiro turno, ainda tenho esperança, apesar de que estatisticamente não podemos enxergar isso.
A abstenção e os erros sempre substimando os eleitores anti PT podem confirmar a tese. Any way, o segundo turno parace bem definido a favor de Flávio.
18 anos de poder, 40 anos de Lula mentindo e prometendo , os jovens de até 25 anos não conhecem outro regime sem ser o do PT com todos escandâlos de corrupção que serão marcados na história de Lula e do partido.
O fantasma da fraude é permanente, mas eu não acredito que sistemicamente isso aconteça. Improvável, mas não impossível, mas não vamos pensar nesta hipótese.
Alea jacta est