quinta-feira, outubro 01, 2026

Agora é a realidades das pesquisas, sem ajuste ou "house effect"...amanhã não tem mais divulgação.

 






 Os principais sites de apostas nos EUA, núemros de agora 01/10/2026 as 9:42. São proibidos aqui, mesmo antes desta última MP.

A curva do Polymarket ( e destes tipos de sites)  na reta final é bem mais assertiva que pesquisa tradicional, mas não é infalível.

A Polymarket trabalha com dinheiro real na mesa, então a lógica é a "sabedoria das multidões".
Quando tem muita liquidez, o índice de acerto histórico dela é alto:
* Em mercados bem liquidados, eventos binários (ganha/perde) superam 85% de acerto e quando a plataforma indica 70% de chance, aquele resultado se confirma em cerca de 7 em cada 10 vezes. • Levantamento da Dune no início de 2025 mostrou que a plataforma acertou mais de 90% dos eventos do mundo real que foram apostados, e em janelas muito curtas - últimas 4 horas antes da resolução - a precisão chegou a 95%.

 

A própria Polymarket fala isso no site: mercados de previsão têm um histórico forte de acurácia, especialmente à medida que o evento se aproxima da data de resolução.
 Em eleição, onde ela brilhou O caso mais estudado foi a presidencial dos EUA 2024: 

 

* Foram mais de US48M - ele sozinho moveu a curva. Então, dá pra confiar na reta final?
Sim, para usar como termômetro:

 

 * Últimos 7 a 3 dias: é quando ela mais calibra. Se mostra 60%+ consistente, com volume alto (centenas de milhões), historicamente acerta muito mais que pesquisa. 

Há sempre erros das pesquisas, alguns maiores do que outros e não são necessariamente manipulação. Pode ser metodologia, mas pode ser sim " ajustes " para atender interesses. Infelizmente.

A TESE DA RETA FINAL: O QUE PODE ACONTECER NA URNA?

Em eleições muito apertadas, pequenos erros sistemáticos das pesquisas na reta final podem mudar completamente a fotografia da eleição e, consequentemente, a leitura sobre quem está à frente.

Isso já aconteceu em diferentes graus.

Em 2022, por exemplo, as pesquisas de reta final subestimaram a votação de Bolsonaro no 1º turno: ele terminou com 43,2% dos votos válidos, enquanto os principais levantamentos estavam abaixo desse resultado. O próprio UOL, comparando as pesquisas daquela eleição, registra que todos os institutos analisados subestimaram Bolsonaro, embora em magnitudes diferentes.

Em 2006, Alckmin também terminou o 1º turno acima do que indicava a pesquisa final do Datafolha.

Mas há um contraponto fundamental: no 2º turno de 2014 e 2022, os erros foram pequenos. Portanto, não existe um “fator anti-PT” automático.

E é justamente aí que 2026 fica interessante.

Hoje, a disputa de 2º turno está praticamente no 50% x 50%.

Na pesquisa Atlas/Bloomberg de 29 de setembro, por exemplo, Flávio apareceu com 47,7% contra 47,6% de Lula. Outros levantamentos recentes também mostram diferenças muito pequenas, algumas a favor de Lula e outras a favor de Flávio.

Nesse cenário, um erro de apenas 2 ou 3 pontos já é suficiente para transformar uma pequena vantagem de pesquisa em uma vantagem real na urna.

E o 1º turno?

Se Flávio estiver hoje na faixa de 35%–42%, dependendo do instituto, uma eventual subestimação de 2, 3 ou até 5 pontos não o levaria automaticamente a 50% dos votos válidos.

A própria pesquisa Quaest de 28 de setembro mostra esse processo: Lula tinha 39%, Flávio 34%, enquanto os demais estavam bem abaixo; os indecisos haviam caído de 10% para 5%.

E onde entra a abstenção?

Aqui está uma variável que pode reforçar  ou enfraquecer  qualquer leitura baseada nas pesquisas.

Em 2022, 20,95% dos eleitores não compareceram no 1º turno. No 2º turno, a abstenção foi de 20,59%. Ou seja, estamos falando de dezenas de milhões de eleitores que não aparecem nas intenções de voto porque simplesmente não votam.

E existe um detalhe importante: pesquisa mede intenção entre entrevistados; eleição mede votos efetivamente depositados.

Portanto, se houver diferenças importantes de mobilização entre os grupos que apoiam cada candidato, a composição dos votos válidos pode se alterar.

Isso é especialmente relevante porque a abstenção não é necessariamente neutra entre os diferentes segmentos do eleitorado. O TSE disponibiliza dados por idade, escolaridade, sexo e outras características justamente porque o comparecimento pode ser analisado por esses recortes.

Mas é preciso cuidado: não há base para afirmar antecipadamente que uma determinada taxa de abstenção favorecerá Lula ou Flávio. Isso dependerá de quem faltar e de quem comparecer.

Portanto, minha hipótese para os quatro dias finais é esta:

1. Se as pesquisas continuarem mostrando Lula e Flávio muito próximos no 2º turno, o erro histórico de 2–3 pontos passa a ter enorme importância.

2. Se Flávio continuar crescendo no 1º turno e os demais candidatos continuarem perdendo espaço, a hipótese de concentração do voto útil ganha importância.

3. Se a abstenção for elevada, a composição efetiva dos votos válidos poderá diferir da fotografia das pesquisas — mas não é possível determinar antecipadamente em favor de quem.

4. Para Flávio vencer no 1º turno, entretanto, seria necessário muito mais do que um pequeno erro de pesquisa: seria necessária uma concentração extraordinária dos votos dos demais candidatos.

A questão central, portanto, não é:

“As pesquisas vão errar?”

Provavelmente haverá algum erro, como sempre.

A pergunta realmente importante é:

“Em que direção estará o erro — e qual será sua magnitude?”

Porque, numa eleição em que os dois principais candidatos estão separados por poucos pontos, 2 ou 3 pontos de erro podem ser suficientes para transformar completamente a fotografia da reta final.

Pesquisa é fotografia.
A urna é a revelação da fotografia real.

Tem gente apostando em primeiro turno, ainda tenho esperança, apesar de que estatisticamente não podemos enxergar isso. 

A abstenção e os erros sempre substimando os eleitores anti PT podem confirmar a tese. Any way, o segundo turno parace bem definido a favor de Flávio.

18 anos de poder, 40 anos de Lula mentindo e prometendo , os jovens de até 25 anos não conhecem outro regime sem ser o do PT com todos escandâlos de corrupção que serão marcados na história de Lula e do partido.

O fantasma da fraude é permanente, mas eu não acredito que sistemicamente isso aconteça. Improvável, mas não impossível, mas não vamos pensar nesta hipótese.

Alea jacta est