Projeção para o segundo turno
|
Cenário
|
Flávio Bolsonaro
|
Lula
|
|
Lula favorecido pelo erro
|
47,94% — 57,0 milhões
|
52,06% — 61,9 milhões
|
|
Modelo central
|
51,74% — 61,6 milhões
|
48,26% — 57,4 milhões
|
|
Flávio favorecido pelo erro
|
55,54% — 66,1 milhões
|
44,46% — 52,9 milhões
|
Estimativas sobre aproximadamente 119 milhões de votos válidos nas cinco
regiões, sem o exterior (muda nada). Os extremos são cenários alternativos, não resultados
simultâneos. A faixa é um teste de sensibilidade, não um intervalo de confiança
estatístico.
A aplicação do nosso modelo regional de transferência de votos aponta Flávio
Bolsonaro com 51,7% dos votos válidos, contra 48,3% de Lula, uma vantagem
estimada de 3,5 pontos percentuais. Nesse cenário central, Flávio teria cerca
de 61,6 milhões de votos, ante 57,4 milhões de Lula.
Entretanto, a vantagem não é imune aos erros das pesquisas. Se os
levantamentos subestimarem o desempenho de Lula e superestimarem o de Flávio, o
resultado poderá se inverter. Nos testes de sensibilidade do modelo, o cenário
desfavorável a Flávio chega a 52,1% para Lula contra 47,9% para o adversário.
No extremo oposto, Flávio poderia alcançar 55,5%, contra 44,5% de Lula.
Nossa projeção, portanto, trabalha com uma faixa de 47,9% a 55,5% para
Flávio Bolsonaro e de 44,5% a 52,1% para Lula. O cenário central
favorece Flávio, mas a amplitude dos resultados possíveis impede tratar essa
vantagem como definitiva.
Esses números não representam probabilidades de vitória. São cenários
construídos a partir das transferências regionais estimadas e de possíveis
desvios na margem das pesquisas. A conclusão mais prudente é que Flávio começa
à frente no modelo, mas Lula ainda pode reverter o quadro se o erro das
pesquisas atuar suficientemente a seu favor.
Resultado estimado — corte em 16/10/2026
PROJEÇÃO CENTRAL DO MODELO
Flávio
Bolsonaro 51,2%
Lula 48,8%
Diferença
central
2,4 pontos
Simulações
10.000
Chance
simulada de Flávio superar 50%
68,5%
Faixa
central de 90% das simulações
47,1%–55,3%
A faixa
se refere à participação simulada de Flávio nos votos válidos. A probabilidade
e o intervalo usam uma distribuição normal simplificada, com desvio-padrão de
2,5 pontos percentuais.
Como chegamos ao resultado
|
Componente
|
Flávio
|
Lula
|
|
Pesquisas
ponderadas
|
51,0%
|
49,0%
|
|
Cenário
regional
|
51,6%
|
48,4%
|
|
Modelo
composto (70% + 30%)
|
51,2%
|
48,8%
|
O
componente regional utiliza as hipóteses inseridas na planilha, não uma
estimativa definitiva dos votos por região. Isso limita bastante a
interpretação do resultado.
Quantos votos isso representaria?
Se
aplicarmos a hipótese de comparecimento de 79,5% e de 95% de votos válidos aos
158,7 milhões de eleitores:
|
Projeção
|
Votos
|
|
Flávio
|
61,4
milhões
|
|
Lula
|
58,5
milhões
|
|
Diferença
|
2,9
milhões
|
Esses
totais são uma ilustração matemática condicionada às premissas, e não uma
estimativa independente do eleitorado que comparecerá no segundo turno.
O modelo
inicial (fui corrigindo e melhorando) apontava uma vantagem central de aproximadamente 2,4 pontos percentuais
para Flávio, mas a faixa de incerteza inclui resultados para os dois lados.
O número
de 68,5% não deve ser interpretado como uma probabilidade confiável de vitória:
a simulação ainda não incorpora integralmente os erros correlacionados entre
pesquisas, as transferências individuais de votos e os efeitos do
comparecimento. Além disso, o erro histórico de 2,72 pontos está cadastrado na
planilha, mas não entra separadamente no cálculo atual somá-lo sem considerar
sua sobreposição com os 2,5 pontos poderia contar a mesma incerteza duas vezes.
ponto de partida é a simulação regional que acabamos de fazer:
·
Flávio: 51,74%
·
Lula: 48,26%
·
Vantagem de Flávio: 3,48 pontos percentuais
·
Base: aproximadamente 119 milhões de votos válidos
nas cinco regiões, sem o exterior.
Testei erros em sentidos opostos por exemplo, uma pesquisa
superestimar Flávio e subestimar Lula porque esse é o tipo de desvio que mais
pode alterar a conclusão sobre quem venceria. O erro é a única possibilidade de mudar a projeção.
Uma ressalva importante: os erros históricos que discuti, de 5,8 e 7,6
pontos na margem, vêm de poucos casos e não devem ser tratados como uma
distribuição estatística já calibrada para a eleição de 2026. Vou usá-los como
testes de estresse, não como previsão de que o erro será desse tamanho.
1. Tabela de sensibilidade: modelo + erros das pesquisas
A tabela abaixo aplica desvios à margem entre Flávio e Lula, mantendo
constante o total de votos válidos do modelo.
|
Cenário
|
Ajuste da margem
|
Flávio (%)
|
Lula (%)
|
Flávio (milhões)
|
Lula (milhões)
|
|
Erro alto contra Flávio
|
−7,6 p.p.
|
47,94%
|
52,06%
|
57,03
|
61,94
|
|
Erro intermediário contra Flávio
|
−6,7 p.p.
|
48,39%
|
51,61%
|
57,57
|
61,40
|
|
Erro menor contra Flávio
|
−5,8 p.p.
|
48,84%
|
51,16%
|
58,10
|
60,87
|
|
Modelo sem ajuste
|
0,0 p.p.
|
51,74%
|
48,26%
|
61,55
|
57,42
|
|
Erro menor a favor de Flávio
|
+5,8 p.p.
|
54,64%
|
45,36%
|
65,00
|
53,97
|
|
Erro intermediário a favor de Flávio
|
+6,7 p.p.
|
55,09%
|
44,91%
|
65,54
|
53,43
|
|
Erro alto a favor de Flávio
|
+7,6 p.p.
|
55,54%
|
44,46%
|
66,07
|
52,90
|
Votos arredondados. Base
de 118,97 milhões de votos válidos nas cinco regiões, sem o exterior. Os
cenários são testes de sensibilidade, não previsões probabilísticas.
2. Qual é o intervalo resultante?
Intervalo de sensibilidade do modelo
Flávio Bolsonaro
47,94%–55,54%
Lula
44,46%–52,06%
Há ainda uma limitação metodológica: o intervalo de 47,94% a
55,54% é um teste de sensibilidade, não um intervalo de confiança estatístico.
Para estimar quem está realmente mais bem posicionado, precisamos ponderar os
erros históricos por instituto, verificar se há viés sistemático e estimar a
probabilidade de cada candidato vencer.
Para finalizar
Nosso modelo: probabilidades sob diferentes hipóteses de dispersão
Horizonte da simulação: até 25 de outubro de 2026
1. Parâmetros adotados
Centro fixo: Flávio 51,74%; Lula 48,26%.
Vantagem inicial de Flávio: 3,48 pontos percentuais.
Incerteza de referência na véspera: desvio-padrão de 2,86 pontos na margem, mantido fixo como parâmetro exploratório.
Dispersão adicional: varia de 0 a 6 pontos percentuais para representar diferentes magnitudes de movimento eleitoral até a data considerada.
A probabilidade é calculada supondo uma distribuição normal para a margem final, com centro em +3,48 pontos para Flávio e desvio-padrão combinado dado pela raiz da soma dos quadrados das duas incertezas.
Probabilidade estimada de vitória de Flávio - O que mostra que a chance de virada (pelo menos estatisticamente0 é muito improvável.
Dispersão adicional do movimento | Desvio-padrão total | Flávio vence | Lula vence |
|---|
0 p.p. | 2,86 p.p. | 88,8% | 11,2% |
1 p.p. | 3,03 p.p. | 87,5% | 12,5% |
2 p.p. | 3,49 p.p. | 84,1% | 15,9% |
3 p.p. | 4,02 p.p. | 80,7% | 19,3% |
4 p.p. | 4,92 p.p. | 76,0% | 24,0% |
5 p.p. | 5,76 p.p. | 72,7% | 27,3% |
6 p.p. | 6,65 p.p. | 69,9% | 30,1% |
Probabilidades matemáticas ilustrativas, condicionadas às hipóteses acima. Não são probabilidades empiricamente calibradas nem incorporam uma estimativa validada da distribuição dos erros eleitorais de 2026.