O Nordeste é a base do Petismo há muito tempo. A coincidência entre analfabetismo e pobreza está relacionada nos estados do Nordeste, infelizmente. Não podemos afirmar que o PT recebe só votos de analbabetos e miséraveis, mas dá para desconfiar. O PT tem excelente performance em bairros ricos e de classe média alta em SP e Rio. Ele navega bem no Leblon e Ipanema.
Antes de tudo, as Fontes utilizadas: IBGE/PNAD Contínua para renda e analfabetismo, e resultados estaduais do primeiro turno divulgados com referência ao TSE.
Análise: a relação entre
analfabetismo e votação do PT nas eleições de 2026
Aponta
uma associação estatística forte entre a taxa de analfabetismo dos estados
brasileiros e a votação de Lula no primeiro turno de 2026. A conclusão central
é que o PT obteve percentuais de votos mais elevados nos estados com maiores
taxas de analfabetismo, enquanto Flávio Bolsonaro teve melhor desempenho em
vários estados com taxas menores..
Os principais números do relatório
Lula ×
analfabetismo +0,81 Correlação positiva forte
Flávio ×
analfabetismo −0,76 Correlação negativa forte
Estados
onde Lula venceu
9,5% Analfabetismo médio informado
3,7% Estados/DF
onde Flávio venceu
Analfabetismo
médio informado
Fonte:
relatório enviado, páginas 1 e 2. Correlações e médias reproduzidas do
documento, ainda não auditadas independentemente.
A
diferença entre as médias de analfabetismo dos dois grupos é de 5,8 pontos
percentuais. É um contraste expressivo e merece investigação eleitoral,
socioeconômica e regional.
O que o gráfico de dispersão revela
Reprodução
conceitual da relação apresentada na página 2 do relatório.
O gráfico
original do relatório apresenta uma linha de tendência ascendente: conforme
aumenta a taxa estadual de analfabetismo, tende a aumentar também o percentual
de votos de Lula.
Os
exemplos mais ilustrativos da tabela do documento são:
- Piauí: 13,1% de
analfabetismo e 71,0% dos votos válidos para Lula.
- Bahia: 9,5% de analfabetismo
e 66,2% para Lula.
- Santa Catarina: 1,5% de
analfabetismo e 25,0% para Lula.
- São Paulo: 1,9% de
analfabetismo e 38,2% para Lula.
Esses
casos são compatíveis com a correlação descrita no relatório. Entretanto, há
exceções importantes: Alagoas, por exemplo, apresenta 13,1% de analfabetismo e
54,7% para Lula, bem abaixo dos 71% registrados no Piauí. Isso mostra que a
escolaridade não explica sozinha as diferenças eleitorais.
Figura comparativa: a diferença entre os grupos
O
relatório também apresenta uma diferença importante entre os estados em que
cada candidato venceu.
Taxa
média de analfabetismo
Estados
onde Lula venceu 9,5%
Estados/DF
onde Flávio venceu 3,7%
Diferença:
5,8 pontos percentuais, segundo os dados do relatório original.
Interpretação política
A hipótese
que os dados ajudam a sustentar é a seguinte:
A votação
do PT apresenta uma associação territorial relevante com regiões de menor
escolaridade, especialmente no Nordeste. Isso pode ajudar a compreender a
distribuição regional do eleitorado petista.
E sobre a renda?
A combinação de renda domiciliar per capita, analfabetismo e votação do PT permite avançar bastante: podemos verificar se a votação de Lula está mais associada à renda, à escolaridade ou à combinação das duas.
Já temos duas bases importantes:
Renda: o IBGE informa rendimento domiciliar per capita de 2025 de R$ 1.484 no Nordeste, contra R$ 2.669 no Sudeste, em valores reais apresentados na série regional.
Votação: os resultados publicados para o primeiro turno de 2026 registram 63,8% dos votos válidos de Lula no Nordeste, contra 30,9% de Flávio Bolsonaro.- Isso sugere uma associação regional relevante, mas ainda não permite separar o efeito da renda daquele da escolaridade, nem concluir que a renda mais baixa cause determinada preferência eleitoral.
1. Comparação preliminar por região
Região | Renda per capita mensal em 2025 | Votação de Lula no 1º turno |
|---|---|---|
Norte | R$ 1.558 | A apurar na base eleitoral completa |
Nordeste | R$ 1.470 | 63,8% |
Sudeste | R$ 2.669 | A apurar na base eleitoral completa |
Sul | R$ 2.734 | A apurar na base eleitoral completa |
Centro-Oeste | R$ 2.712 | A apurar na base eleitoral completa |
Brasil | R$ 2.264 | 45,16% |
Fontes: IBGE/PNAD Contínua 2025 e resultados eleitorais divulgados para 2026. Os valores de renda são reais, a preços médios de 2025.
1. Resultados estatísticos
Correlação entre renda e votação de Lula
r = −0,54
A associação simples é negativa: estados de renda mais elevada tendem a apresentar percentuais menores de votos para Lula.
Correlação entre analfabetismo e votação de Lula
r = +0,81
A associação simples é positiva e forte: estados com maiores taxas de analfabetismo tendem a apresentar percentuais maiores de votos para Lula.
Modelo com as duas variáveis
R² = 0,66
Na amostra estadual, o modelo linear com renda e analfabetismo explica aproximadamente 66% da variação observada na votação de Lula. Isso não demonstra causalidade.
Conclusão: Miséria, baixa escolaridade e voto no PT: o que revelam os números?
Os dados analisados revelam uma associação expressiva entre as condições socioeconômicas e a votação do PT no Brasil. Nos estados com maiores taxas de analfabetismo, Lula tende a obter percentuais mais elevados de votos; nos estados com menor analfabetismo e maior renda média, seu desempenho tende a ser menor.
Na amostra estadual analisada, a correlação entre analfabetismo e votação de Lula foi de +0,81, enquanto a correlação entre renda per capita e votação foi de −0,54. São evidências de uma concentração geográfica do voto petista em regiões historicamente mais pobres e com menor escolaridade.
A questão que esses números colocam é relevante: até que ponto a pobreza, a baixa escolaridade, a dependência de políticas sociais e as desigualdades regionais ajudam a explicar a permanência da força eleitoral do PT? Aqui está a razão de tudo.
Os dados, por si sós, não provam que pessoas pobres ou com pouca instrução votem no PT por ignorância, nem demonstram que a miséria seja a causa dessa preferência, mas dá para enxergar claramente esta anomalia social e localizada no Nordeste. Coitado deles.
O que a análise permite afirmar é que existe uma associação territorial importante entre vulnerabilidade socioeconômica e votação petista uma relação que merece ser examinada com rigor, sem confundir correlação estatística com julgamento sobre a capacidade de escolha dos eleitores. Isso aqui é uma pista que pode nos levar em várias direções, inclusive que interessa mais ao PT a miséria e ignorância do que a evolução social e cultural desta regiões.
Como ensinava Ronald Reagan, em uma ideia que marcou seu pensamento sobre a assistência social, o sucesso de um programa social não deve ser medido pelo número de pessoas que passam a depender dele, mas pelo número de pessoas que conseguem deixar de precisar dele.
Programas sociais são necessários e fundamentais para combater a fome, reduzir desigualdades e garantir dignidade, mas seu objetivo maior deve ser criar oportunidades para que seus beneficiários conquistem autonomia, educação, emprego e renda. A verdadeira medida do sucesso de uma política social não é a perpetuação da dependência do Estado, mas a emancipação de quem dela precisa , transformando assistência em oportunidade e pobreza em independência.
Os programs sociais foram criados pela Escola de Chicago e implementados no Chile nos anos 70. Ou seja, não foi a esquerda que criou ou inventou isso, mas utiliza muito bem, principalmente como narrativa.
Já escrevi muito sobre o Bolsa Familia Quem diria, o bolsa família não foi invenção de FHC e nem de Lula.
Olhem este 25% dos brasileiros recebem bolsa família!
E este : Será mesmo o Bolsa Família uma boa solução?









