quarta-feira, outubro 14, 2026

18 anos de PT e o estrago no Brasil. É hora de mudar. Chega.

 





Brasil: 2002–2025 — perda de posição econômica e deterioração social

A imagem apresenta um dado importante para discutir a evolução da economia brasileira: países que tinham renda por habitante inferior à brasileira em 2002 passaram a apresentar renda superior em 2025. O indicador utilizado é o PIB per capita ajustado pela Paridade do Poder de Compra (PPC), em dólares internacionais constantes de 2021.

A análise permite discutir perda de dinamismo econômico, produtividade, renda e consequências sociais. Mas é importante separar os números comprovados da interpretação política: a imagem não demonstra, sozinha, que um partido destruiu o país, nem que todos os indicadores sociais pioraram durante todo o período.

1. O dado central da imagem

Brasil em 2002

US$ 14.266

PPC, dólares internacionais de 2021

Brasil em 2025

US$ 20.025

PPC, dólares internacionais de 2021

Variação acumulada entre os dois anos

+40,4%

O PIB per capita brasileiro aumentou em termos reais nesse intervalo, mas a renda de outros países cresceu mais rapidamente.

Fonte primária: Banco Mundial, indicador GDP per capita, PPP (constant 2021 international $), código NY.GDP.PCAP.PP.KD. A base apresenta dados para o Brasil e outros países até 2025.

O ponto principal não é que o Brasil ficou necessariamente mais pobre em termos absolutos, mas que cresceu menos do que países que partiam de níveis de renda inferiores, em diferentes casos.

2. Quais países ultrapassaram o Brasil?

Segundo os números apresentados na imagem, 14 países que estavam abaixo do Brasil em 2002 aparecem acima dele em 2025.

País

PIB per capita em 2025 (PPC)

Guiana

US$ 83.659

Belarus

US$ 29.666

Maurício

US$ 28.770

Sérvia

US$ 27.603

Geórgia

US$ 25.136

Macedônia do Norte

US$ 25.095

China

US$ 25.067

República Dominicana

US$ 24.543

Maldivas

US$ 24.401

Albânia

US$ 22.724

Tailândia

US$ 22.432

Azerbaijão

US$ 22.314

Bósnia e Herzegovina

US$ 21.178

Armênia

US$ 21.153

Brasil

US$ 20.025

Fonte dos valores: Banco Mundial, indicador de PIB per capita PPC constante de 2021. Os números acima reproduzem a imagem enviada.

Um destaque é a China: passou de US$ 4.744 em 2002 para US$ 25.067 em 2025, segundo a imagem. O Brasil, por sua vez, passou de US$ 14.266 para US$ 20.025.

Isso representa uma diferença importante de trajetória econômica. A China combinou industrialização, exportações, investimento e ganhos de produtividade em escala muito superior à brasileira.

Uma ressalva: a lista da imagem não é um ranking de todos os países que ultrapassaram o Brasil. Ela mostra uma seleção de países que estavam abaixo dele em 2002. Portanto, não se deve usar o número 14 como total mundial sem consultar a série completa.

3. A recessão de Dilma foi pior que a pandemia?

Aqui existe um dado forte, mas é preciso distinguir a duração da crise da intensidade da queda anual.

Queda do PIB brasileiro

2015

−3,5%

PIB real

2016

−3,3%

PIB real

2020

−3,3%

PIB real, série revisada

Entre 2014 e 2016, o PIB brasileiro acumulou queda de aproximadamente 6,7%, conforme a divulgação do IBGE sobre as contas regionais.

O Banco Mundial também comparou as duas crises: o PIB real per capita caiu 4,4% em 2015 e 4,7% em 2020, segundo seu relatório sobre pobreza e desigualdade no Brasil.

Mirando o futuro após duas crises

  • Crise de 2014–2016: recessão prolongada, com dois anos consecutivos de forte contração, queda do investimento e deterioração do mercado de trabalho.
  • Pandemia de 2020: choque sanitário e econômico excepcional, com restrições de mobilidade, perda de ocupação e forte impacto sobre os serviços.
  • Conclusão técnica: a crise de 2014–2016 foi mais longa e produziu uma queda acumulada expressiva. Entretanto, não é correto afirmar, sem especificar o indicador, que foi pior do que a pandemia em todos os aspectos.

Fontes: IBGE — PIB de 2015 e Banco Mundial — Relatório de Pobreza e Equidade.

4. Os indicadores sociais pioraram?

O quadro histórico é misto. Há evidências de deterioração social durante a recessão de 2014–2016, mas também de avanços em determinados indicadores antes e depois desse período.

Indicador

Evidência documentada

O que significa

Desemprego

A taxa de desemprego estimada pelo Banco Mundial passou de 6,8% em 2014 para 11,6% em 2016.

World Development Indicators

Forte deterioração do mercado de trabalho.

Desigualdade

O índice de Gini do Banco Mundial passou de 52,1 em 2014 para 53,4 em 2016.

World Development Indicators

A distribuição de renda ficou mais desigual nesse intervalo.

Pobreza

O Banco Mundial documentou que a crise de 2014–2016 interrompeu o avanço na redução da pobreza.

World Bank

O crescimento econômico insuficiente prejudicou os ganhos sociais.

Pandemia

Em 2020, o nível de ocupação caiu para 51%, o menor da série citada pelo IBGE naquele levantamento.

Agência de Notícias

A pandemia provocou um choque severo no emprego.

Recuperação social

Em 2023, a pobreza caiu de 31,6% para 27,4%, e a extrema pobreza, de 5,9% para 4,4%, segundo o IBGE.

Jovens - IBGE

Houve melhora recente, que precisa ser reconhecida na comparação histórica.

A fonte para aprofundar a análise é a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, que reúne dados sobre renda, educação, trabalho, desigualdade e condições de vida.

Na eleição vale tudo? O pacote de perdão de dívida e pix de R$ 5 mil é tentativa de compra de votos. Vai funcionar?

 


O PT está há 18 anos no poder - 2002 até 2026 tirando 6 anos de Temmer (2) e Bolsonaro (4). Fizeram um estrago e a conta será salgada no futuro, seja quem for o próximo presidente. 

Vamos falar do que está acontecendo agora. O desgaste de material do PT e de Lula, há 40 anos enganando e mentindo para o povo humilde e, inacreditável, para uns mais esclarecidos que não conseguem enxergar o mal que este sujeito fez ao Brasil.

A compra escancarada de votos, proibida pela justiça eleitoral e um absurdo passou de todos os limites.

O caso do Bolsa família já fiz uma tese. E quem não recebe o Bolsa Família? Ficará satisfeito? O rsico de tiro no pé é grande.

E este pacote agora? Pode seguir a mesma toada, vamos ver.

 Fiz do mesmo jeito da análise do Bolsa Família. E a conta aqui é ainda mais gritante.

Vamos aos números oficiais de hoje:

O tamanho do Brasil MEI:

* 17,163 milhões de MEIs no Brasil em junho de 2026   • Outra contagem oficial fala em 17,6 milhões cadastrados  

Quem deve e vai ser perdoado:

* 3,6 milhões de MEIs com dívida na Dívida Ativa da União - são os que o PLP quer perdoar, total de R$ 12,6 bilhões  

Então:

* Beneficiados diretos pelo perdão: 3,6 mi / 17,16 mi = ∼21% de todos os MEIs •

Quem pagou em dia e NÃO ganha nada com o perdão: ∼13,5 milhões, ou 79%

Se contar só quem está ativo de verdade (o Sebrae sempre fala que dos 16-17 mi cadastrados, uns 12 mi estão realmente ativos), a proporção piora: 3,6 mi devedores em 12 mi ativos = 30% de caloteiros sendo premiados.

E tem mais dois benefícios que só quem deve pega:

1. Desenrola 3.0 privado: mais ∼3 milhões de MEIs endividados com bancos vão poder ter desconto de 90%   2. Pix MEI de R$ 5 mil: vai para quem está dentro do programa - de novo, o foco é no endividado  Quem vai ficar indignado?

O MEI correto. Porque:

1. Ele já paga muito e o valor não é reajustado: o DAS é fixo, mas o teto de R$ 81 mil está congelado desde 2018. Quem fatura R$ 82 mil já tem que virar ME e pagar muito mais imposto. Ele se segurou para não estourar o teto, pagou tudo em dia, e vê o vizinho que estourou, não pagou, e vai ter perdão.

2. A taxa de adimplência do MEI é baixíssima historicamente. O Simples Nacional já mostrava que só 58,39% dos MEIs estavam adimplentes em 2024, em algumas cidades chega a 69,92%. Ou seja, quase metade do Brasil MEI já não paga. Agora a mensagem é: se você ficou nesses 50-60% que pagaram, você foi trouxa. 

3. É diferente do Bolsa Família. No Bolsa, o aumento beneficia quem está dentro do critério de pobreza - quem ganha mais não tem direito mesmo. No MEI, é o contrário: o benefício vai exatamente para quem DESCUMPRIU a regra (não pagou o DAS). Quem cumpriu a regra fica de fora.

É por isso que a indignação que você previu é real. Na lógica do empreendedor certinho:

"Eu deixei de comprar material, deixei de investir, para pagar R$ 75 de DAS todo mês. O cara que não pagou deve R$ 3 mil em média e agora vai ter tudo zerado e ainda ganhar R$ 5 mil de Pix?" 

Economicamente, é o que a gente chama de risco moral. Você cria incentivo para não pagar na próxima vez, porque o governo já perdoou em 2023, 2024 com o Desenrola e agora de novo em 2026

Tradução da indignação:

De cada 5 MEIs, 1 deve e vai ser premiado e 4 pagaram certinho e não ganham nada do perdão.

O correto pagou R$ 4.500 nos últimos 5 anos para ter direito a aposentadoria e CNPJ limpo. O devedor não pagou esses R$ 4.500, ficou com o nome sujo, e agora o governo vai limpar os R$ 3.500 de dívida dele e ainda dar mais R$ 5 mil.

É por isso que o sentimento é de injustiça - diferente do Bolsa Família, onde quem está fora não tinha direito por ter renda maior. Aqui quem está fora é justamente quem cumpriu a obrigação

É por isso que a indignação que você previu é real. Na lógica do empreendedor certinho:

"Eu deixei de comprar material, deixei de investir, para pagar R$ 75 de DAS todo mês. O cara que não pagou deve R$ 3 mil em média e agora vai ter tudo zerado e ainda ganhar R$ 5 mil de Pix?" 

Economicamente, é o que a gente chama de risco moral. Você cria incentivo para não pagar na próxima vez, porque o governo já perdoou em 2023, 2024 com o Desenrola e agora de novo em 2026

O pacote alcança quantas pessoas de fato?

A distinção importante é entre o universo potencial de MEIs e quem recebe uma vantagem concreta.


Fonte: Ministério do Empreendedorismo, FAQ do Prospera MEI.

O ponto de equilíbrio eleitoral

Vamos reproduzir o cálculo que utilizamos para o Bolsa Família.

Para simplificar, adotamos o cenário de 17 milhões de MEIs e 158,7 milhões de eleitores. Nesse exercício, consideramos todos os MEIs como eleitores distintos, hipótese favorável ao alcance do programa.

Se Lula conquistar três pontos percentuais adicionais entre os 17 milhões de MEIs, o ganho teórico será de 510 mil votos. O ganho real poderá ser menor, pois nem todos receberão benefícios e nem todos mudarão seu voto.

Simulação eleitoral , hipótese, não previsão

Ganho entre MEIs  +510 mil  +3 pontos percentuais

Eleitores fora do MEI  141,7 mi  Base aproximada

Perda necessária para neutralizar o ganho  −0,36 p.p.

Uma perda média de aproximadamente 0,36 ponto percentual entre os eleitores fora do universo MEI seria suficiente para neutralizar o ganho teórico de 510 mil votos.

A tabela abaixo mostra como esse equilíbrio muda conforme o ganho de Lula entre os MEIs.

VCalculados com 17 milhões de MEIs e 141,7 milhões de eleitores fora desse universo.

O resultado é politicamente interessante: um ganho relativamente pequeno entre os MEIs pode ser neutralizado por uma variação muito pequena entre os demais eleitores.

O pacote pode provocar uma reação negativa?

Existem quatro mecanismos possíveis.

1. Ganho direto entre os beneficiados

O perdão de dívidas e o dinheiro não reembolsável do PixMEI são benefícios concretos. Podem melhorar a percepção do governo entre quem efetivamente conseguir resolver um problema financeiro.

2. Trabalhadores semelhantes ficam de fora

Um autônomo informal ou pequeno comerciante que não se enquadra no MEI pode perguntar por que seu endividamento não recebe tratamento semelhante. Esse é o principal canal de possível reação negativa.

3. Percepção de justiça e responsabilidade fiscal

O cancelamento de dívidas pode ser recebido positivamente por quem está endividado, mas também pode gerar críticas de quem pagou seus tributos em dia. A dimensão eleitoral dependerá de como os custos, os critérios e a justificativa do programa forem percebidos.

4. Anúncio versus benefício efetivamente recebido

Se a população perceber o anúncio como uma promessa sem implementação rápida, o efeito eleitoral poderá ser inferior ao esperado. Isso é particularmente relevante para o PixMEI, cuja previsão é atender até 1 milhão de pessoas ao longo de quatro anos.

 A conferir


segunda-feira, outubro 12, 2026

Agregador de pesquisa segundo turno - 12/10/2026

 


Para ver mais -  Do site UOL com nítido "house effect".

 Mesmo assim a diferença prevê 5 milhões de votos a favor de Flávio. A conferir.

Acho que pode ser até maior a diferença. A chance de virada de Lula é muito improvável. O cara que engana há 40 anos com mentiras e falácias a população brasileira e o partido que governa há 18 anos vai sair da política pela porta dos fundos. Espero.


Nobel de Economia de 2025 e 2026

  


Interessante, queria ver e entender o modelo deles. A micro economia, que é a essência de tudo na econmia, e a Destruição Criativa de Shumpter voltando a pauta.

Nobel de Economia 2026: por que olhar para as decisões das famílias e das empresas mudou a economia?

A ideia central do texto é simples, mas importante: para entender o que acontece com a economia de um país, não basta observar inflação, produção, consumo e desemprego. É preciso entender as decisões que milhões de pessoas e empresas tomam todos os dias.

 Os pesquisadores desenvolveram modelos teóricos que explicam como as decisões individuais de consumo e investimento de famílias e empresas afetam a inflação, os ciclos econômicos e as taxas de juros, ajudando bancos centrais e governos a lidar com crises e recessões. 

Vou explicar com exemplos práticos e depois resumir as duas ideias: a estabilidade econômica e o crescimento pela inovação.

1. A mudança de visão: da economia como um todo para as decisões individuais

Imagine que a inflação no Brasil esteja subindo. Um modelo econômico tradicional pode relacionar a inflação com juros, consumo, salários e produção para estimar o que acontecerá nos próximos meses.

Mas por que a inflação subiu? Para responder melhor, precisamos olhar também para o comportamento de cada agente econômico.

As famílias

Quando os juros sobem, algumas famílias adiam a compra de um carro ou de um imóvel, reduzem o consumo e poupam mais. Outras, endividadas, passam a gastar uma parcela maior da renda com prestações.

As empresas

Com o crédito mais caro, algumas adiam investimentos, contratam menos e ampliam menos sua capacidade produtiva. Outras tentam compensar os custos aumentando os preços ou buscando mais eficiência.

A economia como um todo

A soma dessas decisões influencia o consumo, o investimento, o emprego, a produção e a inflação. É esse resultado agregado que os modelos macroeconômicos procuram explicar.

Essa é a lógica dos fundamentos microeconômicos da macroeconomia: compreender os fenômenos da economia como um todo a partir das decisões de famílias, empresas e outros agentes.

Uma ressalva importante: os modelos macroeconômicos anteriores não ignoravam necessariamente as pessoas e as empresas. A mudança foi construir modelos mais rigorosos, nos quais as decisões individuais, os incentivos e as expectativas explicam os resultados agregados.

2. O que significa o paradigma neokeynesiano?

O pensamento keynesiano tradicional destacou a importância da demanda agregada — o consumo, os investimentos e os gastos do governo — para explicar crises e desemprego.

A abordagem neokeynesiana procurou combinar essa preocupação com modelos mais fundamentados no comportamento dos agentes econômicos, incorporando elementos como expectativas, concorrência imperfeita e preços e salários que não se ajustam imediatamente.

Um exemplo ajuda a entender.

Imagine que o Banco Central aumente a taxa de juros para combater a inflação.

  1. O crédito fica mais caro.
  2. Famílias e empresas reavaliam suas decisões de consumo e investimento.
  3. A demanda por produtos e serviços tende a desacelerar.
  4. Com menor pressão sobre a demanda, a inflação pode diminuir.
  5. A atividade econômica e o emprego também podem ser afetados.

O resultado depende de como as pessoas e empresas reagem, de suas expectativas e de fatores como a origem da inflação. Por isso, não basta saber que os juros subiram: é necessário entender os mecanismos pelos quais essa mudança se transmite à economia.

A contribuição desses modelos é ajudar a prever os efeitos das políticas econômicas e comparar alternativas, em vez de apenas identificar relações estatísticas entre variáveis.

3. E como isso ajuda o Banco Central e o governo?

A grande utilidade é avaliar como a economia reage a diferentes choques.

Pense em três situações:


Eles não oferecem previsões infalíveis. Seus resultados dependem das hipóteses utilizadas, dos dados e da capacidade de representar o comportamento dos agentes. Mas ajudam a organizar o raciocínio e a avaliar os possíveis efeitos de cada política.

4. E o Nobel de 2025? A inovação como motor do crescimento

O texto também menciona o Nobel de 2025, concedido a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt.

A contribuição deles trata de outra questão: por que algumas economias conseguem crescer continuamente durante décadas, enquanto outras ficam para trás?

A resposta passa pela inovação tecnológica, pelo conhecimento e pelos incentivos para criar novos produtos e métodos de produção.

Mokyr estudou as condições históricas e intelectuais que permitiram o avanço tecnológico sustentado. Aghion e Howitt desenvolveram uma teoria do crescimento baseada na chamada destruição criativa.

O conceito é fácil de entender.



A tecnologia antiga perde espaço

A máquina a vapor substituiu parte do trabalho e das técnicas anteriores, alterando profundamente a produção industrial.



Uma nova tecnologia transforma o mercado

A automação e a inteligência artificial podem elevar a produtividade, criar novas atividades e tornar outras menos necessárias.

Esse processo recebe o nome de destruição criativa: a inovação cria oportunidades e riqueza, mas também torna obsoletas empresas, profissões e tecnologias.

O crescimento não depende apenas de acumular máquinas, trabalhadores ou capital. Depende também da capacidade de produzir mais e melhor com os recursos disponíveis.

Há, entretanto, uma condição importante: a inovação precisa encontrar um ambiente que favoreça o conhecimento, o empreendedorismo, o investimento e a difusão das novas tecnologias.

5. Qual é a diferença entre as duas contribuições?

Estudos sobre estabilidade econômica

Pergunta central: como evitar que choques provoquem inflação persistente, recessões e desemprego?

Foco: decisões de famílias e empresas, expectativas e efeitos das políticas monetárias e fiscais.

Nobel de 2025 — inovação e crescimento

O Estudo Premiado
  • Destruição Criativa: Formulada em 1992, demonstra como novas tecnologias substituem as antigas, impulsionando a produtividade.
  • Conhecimento e Sociedade: Mokyr destacou que a prosperidade depende de sociedades abertas que acumulam conhecimento científico.

Pergunta central: como uma economia aumenta sua produtividade e sua riqueza ao longo do tempo?

Foco: progresso tecnológico, incentivos à inovação e substituição de tecnologias e empresas antigas por novas.

Em outras palavras, são duas questões complementares: uma procura entender como manter a economia relativamente estável; a outra, como ampliar sua capacidade de produzir e gerar riqueza.

Resumo final

  • Microeconomia: estuda as decisões de famílias e empresas.
  • Macroeconomia: estuda os resultados agregados dessas decisões, como inflação, produção e emprego.
  • Paradigma neokeynesiano: procura explicar os fenômenos macroeconômicos com modelos fundamentados também nas decisões individuais, nas expectativas e nas imperfeições dos mercados.
  • Estabilidade econômica: esses modelos ajudam governos e bancos centrais a avaliar como a economia reage a juros, crises e outras mudanças.
  • Nobel de 2025: destacou como a inovação e a destruição criativa sustentam o crescimento econômico de longo prazo.

A grande lição é que estabilidade e crescimento são problemas diferentes, mas interligados. Para controlar a inflação, precisamos compreender como os agentes reagem às políticas econômicas. Para elevar a prosperidade, precisamos compreender como conhecimento, inovação e produtividade transformam a economia.

Joseph Schumpeter (1883–1950)

Foi ele quem popularizou o conceito de destruição criativa, segundo o qual o capitalismo se transforma continuamente pela introdução de novas tecnologias, produtos, empresas e formas de organização.

Qual é a relação com o Nobel de 2025?

A distinção é importante:

·         Schumpeter: formulou, décadas antes, a ideia de que o empreendedor e a inovação são forças centrais do desenvolvimento capitalista.

·         Philippe Aghion e Peter Howitt: desenvolveram uma formulação matemática moderna do crescimento econômico baseada na destruição criativa.

·         Joel Mokyr: investigou as condições históricas e intelectuais que permitiram o progresso tecnológico sustentado.

Portanto, o Nobel de 2025 não foi concedido a Schumpeter, que morreu em 1950, mas reconheceu trabalhos que aprofundaram teorias relacionadas a uma de suas ideias fundamentais.

A essência do pensamento de Schumpeter

Uma inovação não apenas aumenta a produção: ela pode transformar todo um setor econômico.

Pense na fotografia digital, que praticamente eliminou o mercado tradicional de filmes fotográficos; ou nos aplicativos de transporte, que modificaram o setor de táxis.

O processo cria empresas e oportunidades, mas também destrói negócios e empregos associados às tecnologias antigas.

A ideia central de Schumpeter é que o capitalismo não cresce apenas acumulando riqueza: ele se transforma por meio da inovação.

Para A Viagem de Pedro, eu faria uma conexão entre Keynes e Schumpeter: Keynes ajuda a explicar as flutuações da economia no curto prazo; Schumpeter, sua transformação estrutural e seu desenvolvimento no longo prazo. É uma síntese didática, embora as contribuições de ambos sejam mais amplas do que essa distinção.