quarta-feira, outubro 09, 2013

O cenário político nacional e mineiro em outubro de 2013 - Nr. 01- um ano antes da eleição.

Claro que o cenário eleitoral muda, como as nuvens dizia a velha raposa mineira Magalhães Pinto.
Outra dizia que a eleição começava mesmo depois do dia 07 de setembro. Hélio Garcia. Neste caso acho que já foi assim, os fenômenos das mídias sociais e da comunicação instantânea muda estes conceito.

Vamos lá inferir algumas coisas:

Brasil:

  1. Marina se filia ao PSB e deve fazer dobrada com Eduardo Campos. Ele domina o partido e o espaço dela é de vice, aliás agrega valor a chapa e infla a candidatura dele. Tenho gostado de suas movimentações na TV, articulado e bem feita a mídia de inserção na TV. É player forte.
  2. Aécio tenta ser conhecido nacionalmente e explora a mídia, inclusive a social.Ele esta se saindo bem, mas ainda tem long caminho a percorrer.
  3. Dilma e o PT saem com uma "bandeirada" de 25 milhões de votos. Bolsas diversas e simpatizantes. É favorita, mas tem um desgaste grande dentro dos partidos aliados e do próprio PT.
  4. Lula nunca se sacrificará pelo PT. Ele não correrá este risco de perder pelo desgaste existente, e aliás, campanha é estressante e uma pessoa que passou pelos problemas dele estaria arriscando muito mais do que sua posição na história, a sua saúde entra na pauta.
  5. O PMDB deve ficar com o PT e muito provavelmente Temer será o candidato. Algumas dissidências já foram abertas, mas sempre foi assim.
  6. A economia ainda se sustenta nos indicadores, principalmente nas taxas de desemprego baixas. Ela será o maior cabo eleitoral do PT, contra ou a favor da oposição se sair do rumo.
  7. Os sinais não são bons, INFELIZMENTE...reitero que sou a favor do Brasil sempre e não gosto de ver a economia indo mal, mas esta indo. A inflação ronda e ameaça, o baixo crescimento econômico é visível e já aparece em previsões e indicadores.
  8. Escrevam ai: Baixo crescimento + Inflação é mortal para político no poder. Além disso, baixo crescimento significa desemprego adiante...ai o povão sentirá no bolso e o governo na urna.
  9. A guerra começa para valer, mas a atenção de todos deverá ser na premissa de que os problemas econômicos que vivemos (Isso é inegável e indiscutível) terão efeito já na eleição de 2014...senão em 2015 o próximo presidente vai penar.
  10. Risco sério é o pensamento único na eleição e contra medidas antipopulares que se fazem já necessárias. Isso agrava o problema na frente, mas pode amenizar o clima em 2014. Eu não apostaria nessa a partir do que tenho lido e escutado.
Minas Gerais
  1. Pimenta da Veiga será o candidato do PSDB e o Vice deverá ser Dinis Pinheiro, querido na ALMG e dos deputados estaduais, mas este quadro pode mudar em função da densidade eleitoral do estado geograficamente falando.
  2. Anastasia sairá para o senado, forte candidato. Ainda não se sabe quem serão os adversários.
  3. Pimentel não terá alternativas, é sua missão como soldado do PT e para dar palanque a Dilma. É forte, tem hoje 38% das intenções de votos, disparado na frente, mas ainda é cedo e muito trabalho o espera.
  4. Josué, filho do José de Alencar entra no jogo como coringa, mas é neófito e precisa avaliar bem seus riscos. Bem lembrado por um amigo, muitos empresários poderosos entram e se dão mal, exceção do José Alencar que foi senador e vice presidente. Ele tem postura, grana e herança, mas isso será que é suficiente?
  5. O PMDB deve se dividir e na tese de candidato próprio pode até vingar para talvez levar a eleição para um segundo turno. Lembrem-se com 2 candidatos somente, a chance da eleição ser decidida em um turno é total. Tem acontecido aqui em MG nas últimas eleições.
Previsões: 
  1. Economia deve piorar, mas sem ainda diagnóstico de que afetará ou influenciará a eleição do ano que vem, mas escrevam ai...o baixo crescimento e o consequente desemprego vai machucar o PT.
  2. A eleição hoje tem favoritos, Dilma no cenário nacional e Pimentel aqui, mas tudo pode mudar, aliás deve mudar.
  3. Hoje todos eleitores  têm acesso a informação. O desgaste da classe política e algumas mudanças nas leis freiam um pouco o poder econômico, mas não ainda o suficiente para termos eleições decentes.
  4. O dinheiro ainda correrá solto, mas mais fiscalizados e vigiados pelas mídias sociais, que aliás, vão bater forte em político ficha suja.
  5. As manifestações podem voltar forte na copa do mundo, assim como foi em julho, mesmo com os baderneiros atrapalhando. A economia pautará  este movimento também.

Vamos acompanhando, principalmente se houver mudanças fortes que possamos inferir mais prognósticos.





sexta-feira, setembro 13, 2013

Murilo Badaró faria 82 anos hoje, 13/09/2013.




A saudade é algo que não se explica.Muitas vezes podemos arrefecê-la, mas no caso da morte ela será uma dor eterna. Dor por não se ter mais a pessoa entre nós, mas com uma sensação boa de sentirmos esta ausência, sensação causada pelo amor, admiração, respeito, amizade, enfim, só as coisas boas permanecem. Isso é a vida.

"SAUDADE nada mais é do que a ausência de quem amamos."
  • Não posso pedir para que todos gostem dele, mas posso pedir que tenham respeito e reconhecimento por tudo que fez por Minas Gerais, pelo Brasil, por sua terra natal Minas Novas e pelo Vale do Jequitinhonha.
  • Sei que se não fez mais, foi porque não pôde fazer.
  • Honestidade, altruísmo, vocação pública, abnegação, seriedade e cultura seriam minhas palavras para defini-lo, principalmente no momento em que o prestígio da classe política sangra.

  • Escrevi este texto logo após a morte dele.

    Foi publicado na Revista da AML - Academia Mineira de Letras.

    A ALMA DE MINAS
    Murilo Prado Badaró*
    Não se trata de bairrismo: alguns mineiros são privilegiados com a 
    alma de Minas Gerais. Poucos sabem o real significado da Alma de Minas.
    Os designados com a alma de Minas estão nos segmentos da política e da cultura, das artes, seria difícil nominar todos; nos esportes podemos  destacar alguns também.
    Existem centenas de mineiros que se ressaltam na mídia, perante seus pares, seus setores específicos, mas nem todos necessariamente têm a alma de Minas.
    A alma de Minas tem o altruísmo, a abnegação e a vocação pública como pilares, outros valores, todos positivos estão impregnados também na Alma de Minas.
    Ouvi o ex-governador Aécio falar no velório do meu pai: Murilo tinha a alma de Minas.
    Ele está certo, sou testemunha e posso contar.
    Murilo Badaró é um dos escolhidos para ter a alma de Minas, levou parte dela junto consigo, outros tantos ainda a levarão, mas infelizmente estão diminuindo os homens dignos desta essência.
    Conversávamos muito ultimamente, aproveitei “meu velho” até o último instante. Ele me contou muitas histórias, debatíamos sobre a década de 50 e 60, sobre Vargas, a revolução de 64, os anos 70 e 80, 
    enfim, tínhamos muitas conversas que uniam a minha curiosidade com a sua sabedoria. 
    Ele me contou a sua decepção e desconforto quando a linha dura, que implantou a ditadura, desvirtuou os ideais da legítima revolução de 64.
    A sua postura conjuntural de opção política quando seus ideais desviavam para outra direção. O homem idealista e democrata se incomoda  com isso, quem o conheceu sabe do que falo.
    Nossas conversas eram muitas. Quando, com muito prazer de minha parte, levava um vinho para degustarmos no domingo, as histórias surgiam.
    Murilo Badaró me contava de sua atuação como oposição a Magalhães Pinto, então governador nos idos de 60: – Murilo, a política precisa de uma oposição combatente, legítima. Estamos perdendo isso. 
    Os interesses, muitas vezes econômicos se sobressaem sobre a essência política do embate e do confronto, educado e necessário. Exclamava ele na sua serenidade.
    Nunca vi meu pai alterar seu tom de voz, nem em momentos que fizessem qualquer pessoa normal mudar seu comportamento. Isso é parte  da alma de Minas.
    Ele me contou o episódio da convenção que disputou no PSD, então com 26 anos, para ser candidato a Vice-Governador na chapa de Israel Pinheiro, perdendo por muito pouco. Derrotado pelos caciques do partido, muitas mágoas para frente podem ter selado seu destino. Pela alma de Minas, ele sempre relevou tudo. 
    Ele nunca teve inimigos políticos, nem adversários, no estrito senso da palavra. A Alma de Minas dá a estes escolhidos esta prerrogativa, eles conseguem conversar com adversários, conviver, conciliar, negociar, 
    enfim, esta é a essência da política mineira para os que têm a alma de Minas.
    Nunca testemunhei uma expressão de ódio, desamor ou sentimento de vingança no meu pai, por mais que tivesse motivos ou razão. 
    Isso é parte da Alma de Minas.
    – Murilo, na política muitas vezes, a ousadia é a estratégia, perder ou ganhar é parte de uma eleição, disse-me quando contou episódios de sua vida em que disputou eleição, mesmo sabendo da derrota iminente e da luta inglória. Nas suas candidaturas a bandeira sempre foi a vocação pública, o sentido de servir a Minas Gerais – nada, além disso. 
    A coragem é parte da Alma de Minas, derrotas podem ser vitórias perante os preferidos pelo destino para possuírem esta alma de Minas Gerais. Os escolhidos para terem a alma de Minas relativizam a vitória, 
    ela é parte do contexto político, ou não. A luta e a estratégia podem ser mais importantes do que a vitória ou a derrota. Isso muitas vezes faz a diferença do político mineiro. 
    Contou-me seu voto contra a cassação de Márcio Moreira Alves e o discurso de protesto contra a anulação de JK; estes quase lhe custaram o mandato, mas ele triunfou com as suas convicções. Ele assumiu os  riscos, conseguiu conciliar e contemporizar evitando o pior, mas nunca transigiu dos seus ideais de liberdade e democracia.
    Murilo Badaró estava incomodado com a destruição das instituições, com o excesso do dinheiro na vida pública e a deterioração da classe política. Ele como testemunha ocular e presencial de vários episódios 
    deste país, deve ser levado em consideração, os fatos falam mais do que suas ilações.
    Meu pai teve a morte dos justos: ele morreu em 5 minutos. Todos têm defeitos e qualidades, mas os que representam a alma de Minas têm seus desígnios.
    Não me conformo com a morte dele. A morte não pode ser discutida, nem entendida, ela só pode ser aceita, nada mais. Ele poderia ficar mais alguns anos com a gente, fazendo o bem, ajudando conhecidos e 
    desconhecidos, como sempre fez. A alma de Minas faz as pessoas não pensarem em si, mas nos outros; ele sempre foi assim.A morte e o dito destino têm seus mistérios, assim como a vida, 
    mas isso não pode ser motivo de resignação.
    Minhas lágrimas podem estar secando, minha dor se arrefecendo, mas a saudade tomará conta destes espaços e será eterna, pública e reconhecida por alguns que tiveram este privilégio de ter convivido com 
    ele.
    Não estou lamentando, nem me confortando aqui, só quero que muitos saibam que perdemos mais um personagem com a alma de Minas, e como ele mesmo me disse, a classe política está se degenerando, 
    infelizmente. Espero que ele, na sua sabedoria, estivesse errado, mas os fatos nos mostram isso.
    Não se trata de troca de gerações, alguns valores são imutáveis, inegociáveis.
    A alma de Minas não possui genéricos.
    O exemplo dele pode ser resumido pela alma de Minas, para quem o conheceu é fácil entender o que escrevo aqui com a dor da perda, quem não o conheceu ouvirá seu nome ecoando nas montanhas das alterosas, nas homenagens que ainda virão, nos livros que escreveu ou nas histórias 
    de Minas e do Brasil. 
    Nunca será difícil um filho escrever ou falar sobre um pai em momento como este. No meu caso pode ser mais complicado falar sobre o político, o homem da cultura, o pai, o “detentor” da alma de Minas? 
    Não importa, afinal, a dor é pessoal e intransferível, que fiquem os seus bons exemplos. São vários!

    Presto aqui minha homenagem a ele.

    A revista integral com diversos outros artigos sobre ele esta aqui.

    http://www.academiamineiradeletras.org.br/download/Revista_AML_n_LVI.pdf



    quinta-feira, agosto 15, 2013

    PIB 2013 não chegará a 2%



    Infelizmente. Eles teriam que tirar muito coelho da cartola, mas a escolha entre a inflação ainda sem controle e o crescimento, optaram por rifar o segundo. Não sei se faria o mesmo.

    Eu trocaria a equipe econômica para dar confiança ao mercado.

    Do FB....uma projeção. Anotem ai.


    1. O PIB no segundo trimestre melhorou um pouco..deve ficar em torno de 1% ou um pouco abaixo. 
    2. Nos terceiro e quarto trimestres deve reduzir o ritmo, ou seja, a projeção final para 2013 deve ficar abaixo de 2%.
    3. O consumo que alavancou estes anos passado, definitivamente parou.
    4. A inflação arrefeceu, mas ainda ameaça.


    Uma boa fonte de consulta, de séries e dados. FGV Dados


    Clique e Veja - IBRE - Instituto Brasileiro de Economia da 

    FGV

    terça-feira, agosto 13, 2013

    Bolivarianos pagam a conta? Mas não seria só deles...pagaremos também.

    Cristina Kirchner sofre derrota eleitoral na Argentina

    Segundo contagem parcial, a oposição reuniria 75% dos votos nas eleições primárias


    25% dos votos...lembram-se do efeito Orloff? Quando os 

    erros argentinos eram reverberados aqui?


    Aqui sera da mesma forma...populismos, erros, maquiagem

    dos dados, povo na rua...muito parecido...eles pensaram 

    no projeto de poder acima da nação.

    escrevam ai...os bolivarianos começam a cair, o problema 

    eh a conta que estão deixando.

    Vejam a performance econômica de Chile e Colômbia e 

    entendam o caminho errado que os bolivarianos seguiram 

    e o Brasil foi na onda, pelo menos em parte.

    A conta chegou la e chegara aqui. Triste.

    Desemprego? Brasil cria empregos nos setores menos produtivos. Estamos descendo a ladeira.

    Além da ameaça inflacionária (ainda na faixa de 6%) e o baixo crescimento do PIB (projeção de 2,2% em 2013, mas acho que pode cair mais), temos agora uma situação que mostra que estamos andando de lado, ou quem sabe até recuando na economia.
    Enquanto falamos de produtividade, tecnologia e educação como premissas de desenvolvimento e prosperidade o Brasil caminha em lado contrário.
    A MELHOR FORMA DE JUSTIÇA SOCIAL É COM CRESCIMENTO E PROSPERIDADE, O RESTO É CONVERSA.

    Saiu na revista EXAME e foi postado neste site. Clique e leia - Os dados de emprego são os poucos ainda positivos na economia. Mas nem tanto assim: agora criamos mais empregos nos setores menos produtivos do país.

    Um trecho: OS DADOS OFICIAIS SOBRE O DESEMPREGO divulgados em julho mostram que o mercado de trabalho ainda é um setor de boas notícias na economia brasileira. É verdade que o país não gera mais tantas vagas quanto no passado. O saldo de 658 000 postos do primeiro semestre representou metade da média do período nos melhores anos, como 2008 e 2010. Mas ainda é um dado positivo, sobretudo tendo em conta que o país assinala o terceiro ano consecutivo de crescimento econômico minguado é difícil achar quem creia em expansão acima de 2,5% em 2013. A taxa de desemprego subiu levemente, para 6% em junho. Mas, por ora, os analistas não estimam que o indicador dispare. Ao contrário, deve até recuar um pouco no fim do ano. Continuamos longe do cenário de europeus como a Espanha, onde o desemprego é de 26%, e melhor que os vizinhos Chile, com taxa de 6,4%, e Colômbia, com 9,4%. Apesar das boas notícias, por trás dessa situação invejável há uma realidade preocupante: o que tem segurado a robustez do mercado de trabalho é a nossa atávica baixa produtividade.

    E ainda para piorar temos a geração NEM, NEM, NEM- Nem trabalha, Nem estuda e Nem busca emprego. Será alguma consequência do Bolsa Família?

    Esta ai mais um a prova que estamos ladeira abaixo

    quarta-feira, agosto 07, 2013

    Marina Silva é forte candidata,esta bem assessora e muito lúcida.


    Marina Silva em São Paulo


    Confesso que já tinha votado nela, por exclusão dos outros candidatos. Tinha receio da sua falta de experiência, mas isso se resolve com boas companhias, assessoria e bom senso.
    Pois bem, li esta entrevista na Exame: Exame entrevista Marina Silva clique e leia.

    Confesso que fiquei muito impressionado pela lucidez e conhecimento dela de algumas questões. Não foi uma entrevista longa e profunda, mas suficiente para estancar meu temor.

    Escrevam ai: Se ela contornar os problemas partidários e legais, seja com seu partido em formação REDE ou mesmo a filiação a outro, será forte candidata.

    Se não for candidata, será forte cabo eleitoral.

    O time econômico dela tranquiliza: 
    1. Eduardo Gianetti da Fonseca (gosto dele), 
    2. Paulo Sandroni (não conheço),
    3.  Ricardo Abramovay ( Não conheço, mas me parece bom e voltado a nova economia e meio ambiente) 
    4. André Lara Resende (este é craque).


    quarta-feira, julho 17, 2013

    Muita gente sabe já, mas vamos lá.

    Existe rumor que o Pimenta da Veiga será o candidato do PSDB em MG. Ele ê militante histórico e amigo do Aecio.
    Pode ser verdade. Me antecipo aqui e digo que ele mudou de BSB para BH depois de muitos anos morando na capital federal... Isso ê sintomático. Vamos antecipar mais uma aqui.

    sábado, julho 13, 2013

    Estagflação ronda novamente o Brasil...

    Eu disse que iria parar de fazer as minhas previsões, porque estava acertando muito. Olha ai mais uma...ESPERO ESTAR ERRADO.

    Falei em Estagflação em 2008-  Clique e leia  A retomada da prosperidade

    Falei novamente em janeiro deste ano- Clique e Leia  Caminhamos para Estagflação?

    Em abril deste ano novamente- Clique e leia -  Inflação ou crescimento? Dilema do governo? Vamos deixar registrado

    Pois bem, estamos ai com o fantasma mais vivo do que nunca.

    Vários cenários, inclusive o oficial do BC com a recente alta dos juros e as projeções de crescimento no Focus sinalizam isso: Baixo crescimento com pressão inflacionária.

    Se vários viram esta ameaça, inclusive eu, prevendo aqui, porque será que as autoridades de BSB não fizeram nada? Ou não deram conta?

    Já disse várias vezes aqui. Dilma precisa mudar a área econômica para restabelecer a confiança do mercado.

    Triste ficar postando isso aqui, mas com o quadro atual, não tenho outra opção.

    quinta-feira, julho 04, 2013

    A crise no Brasil, plebiscito e outras coisitas mais.


    Estou aqui em SFO. Fuso de 4 horas a menos do que ai no Brasil. Dia da independência americana. Parabéns ao gigante da economia, liberdade e democracia. Sou fá deste pais.

    Antes de sair para comemorar o feriado, não poderia deixar de postar algumas coisas relativas ao Brasil e a este momento que vivemos.

    Escrevi alguns posts prevendo estes problemas que enfrentamos, não na dimensão, jamais imaginei e duvido que alguém possa ter pensado nas manifestações populares, como aconteceram.

    1. Escrevi em 2012- Julho- Clique e leia
    2. Este foi em novembro de 2010, apos a eleição- Clique e leia
    Vamos fazer algumas considerações e previsões:
    1. O PT, ou alguns petistas ainda acham que os protestos são coisa de classe media e mídia golpista. Eles estão fora da real, Os problemas começam na economia, vão para o social e terminam na politica.
    2. O Brasil vive um mal momento econômico (baixo crescimento, inflação e inicio de aumento de desemprego), ao contrario do que também alegam alguns, o mundo esta bem, ou digamos, levando, nos estamos mal...simples assim e basta comparar com México e Chile, só para mencionar dois países.
    3. Não existe chance de impeachment (mas pode haver clima se continuar esta confusão), a eleição acontecerá  daqui ha 16 meses. Juridicamente não seria viável pelo tempo (recursos, etc.), mas motivos devem haver, ate porque impeachment não eh só jurídico, mas politico.
    4. Dilma não faz politica, não sabe fazer e isso agrava a crise. Alem disso parece ter péssimos conselheiros, menos um, o Pimentel, mas ele não deve estar sendo ouvido pelo visto. Alias dizem que ela só escuta a si mesma e isso também agrava o problema.
    5. Inventaram uma constituinte e misturaram com plebiscito, dizem inspirada nos desastrados bolivarianos Evo Morales e Hugo Chavez. Meteram os pês pelas mãos, ilegalidade e falta de discussão previa derrubaram a constituinte, mas ela insiste no plebiscito.
    6. NÃO vai sair nada. 
    7. Os partidos não querem fazer, não haverá tempo como eles querem (para valer na eleição de 2014).
    8. O congresso parece avido para dar um troco as grosserias e arrogância do planalto...a articulação politica foi fracasso total e combustível em todos problemas, inclusive os econômicos pelo visto.
    9. O congresso e os partidos vão matar a ideia no congresso. Alias, poderia ser uma boa iniciativa,  algumas consultas a população, mas não sobre voto distrital, voto em lista e outros temas que são ininteligíveis para uma grande maioria, imagina para o povão.
    10. Eleitoralmente Dilma esta acabada. Não sei que ainda se beneficia deste momento politico. Marina me parece ser a que mais capitalizou os protestos.
    11. Lula pode voltar? Dizem que ele tem recidiva do câncer e parece serio, mas mesmo Lula não aguentaria na TV e campanha as bobagens que fizeram, foi muita lambança e o povo sente no bolso e na pele. A estrategia do pão e circo e Maslow furou. Se deram mal, e todo Brasil também.
    12. Tenho receio de aparecer um IDIOTA com discurso populista e demagogia, carinha bonitinha e articulado e ganhar a eleição. Espero estar errado, mas apostaria no novo. A presidência pode cair no colo do Joaquim Barbosa, mas não será fácil porque existem questões partidárias no caminho e não são simples.
    13. O Brasil precisa voltar a normalidade, o prejuízo esta sendo grande para todos.
    O que eu faria de imediato? Mudaria a equipe econômica para restabelecer a confiança do mercado e tentaria mexer na articulação politica para acalmar o congresso. Neste clima atual as coisas só irão piorar. INFELIZMENTE.




    segunda-feira, junho 17, 2013

    Os problemas econômicos do Brasil hoje

    Este ai é Adam Smith considerado o pai da economia.
    Quando se toma um caminho econômico é sempre em detrimento de outro. A percepção de quem é autoridade econômica precisa fazer diagnósticos e olhar na frente, se antecipar a algumas coisas e eventualmente correr riscos.
    O Brasil viveu crises e crises econômicas, medidas populistas e eleitoreiras do governo Sarney na época do plano Cruzado, aliás o Brasil teve muitos planos deste os anos 80, quase todos fracassaram, menos um, o Plano Real. FHC ministro da fazenda de Itamar Franco instituiu junto com economistas feras,  Edmar Bacha, Pérsio Arida, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Winston Fritsch e Francisco Pinto, entre alguns outros. Se quiser ver mais- Plano Real
    A base para a estabilização da moeda, essência do plano, tinha como pilares:

    1. Superavit primário - Receitas menos despesas, excluídos os juros da dívida. Definido em 3% do PIB
    2. Câmbio flutuante- sem intervenções do BC
    3. Metas de Inflação - definidas de acordo com os diagnósticos e cenários.
    Tudo isso exigia disciplina e rigor fiscal, ou seja, gastar menos do que se arrecada.

    O Plano deu certo quando a inércia inflacionária foi quebrada com a URV e finalmente tínhamos um plano que estava dando certo.
    Sem entrar em detalhes, o governo FHC que veio da sequência de Itamar, pegou crises sérias, mas sem comprometer totalmente a essência do Plano Real.

    Em 2001 tivemos a crise da energia, o apagão elétrico  custou caríssimo ao Brasil e custou a eleição de Serra em 2002. O maior erro de FHC foi ter desprezado o planejamento do setor elétrico e acabou no terrível apagão.

    Lula ganha a eleição e por algum tempo, talvez pela competência, conhecimento e pragmatismo de Henrique Meirelles no BC, manteve as bases e pilares do Plano Real.
    Isso duraria pouco e uma mudança de rumo começa, o incentivo do consumo e crédito, que tem seu lado bom, mas é insustentável sem outras medidas paralelas, a redução do gasto público.
    Lula privilegiou estas medidas de aumento de consumo que geraram endividamento e expansão do consumo das  famílias, mas precisava incentivar os investimentos e cortar gastos, fizeram exatamente o contrário.

    No final do governo Lula, o viés dele foi totalmente voltado para a eleição de seu sucessor que acabou sendo sucessora. Para isso ele mexeu em coisas importantes da base do plano e algumas bombas começam a ser plantadas.

    Dilma começa bem, austera, tentando organizar os fundamentos macroeconômicos, mas logo se perde.
    Não consegue alavancar o investimento, o PAC poderia ser uma forma, mas a realização é muito aquém da necessidade e nunca bate o realizado e planejado (talvez nem 30% foram atingidos). A infraestrutura sofre, gargalos sérios começam a aparecer. Veio o Pibinho de 0,9% em 2012, com 2,7% em 2011 (menos mal, mas aquém do que precisamos).


    E agora, o que acontece
    1. EUA bombando na economia e nosso cambio sofre ameaça.
    2. Inflação forçando a barra de alta, mesmo com desoneração e redução de energia.
    3. Superavit primário cheio de "mágicas" contábeis e fora do prumo.
    4. Precisam ganhar a eleição ano que vem
    5. Ministro Mantega fala que não mexerá no IOF sobre dinheiro de fora e no dia seguinte mexem
    6. Dizem que farão rigor fiscal e soltam programa Minha Casa Melhor com subsídio de governo
    7. Presidente fala que não sobe juros e o BC precisa mexer pela ameaça inflacionária.
    8. Viés político total quebrando a confiança do investidor e do mercado
    2013 indo embora e eleição ano que vem, e agora José?

    Vários interlocutores e muita dicotomia, medidas paradoxianas , algumas "stop and go".
    Saída? A questão é complexa, quando mexemos em um lugar, outra peça se desloca. Humildemente não consigo opinar, mas uma que é clamor do mercado e há muito é calcanhar de aquiles do governo é gastos públicos em expansão.
    A melhor medida agora seria cortar gastos públicos, mas como fazer isso em ano pré eleitoral?
    Outra é restabelecer a confiança do mercado, mas também como se não existe interlocutor confiável?

    Complicada a situação.

    quarta-feira, junho 12, 2013

    Oposição passa a ter chances reais em 2014


    Sempre disse que Dilma seria barbada, mas que a eleição muda a cada momento. Também afirmei que os rumos da economia seriam decisivos para as chances da oposição.
    Pois bem, parece que o coelho esta saindo da cartola e Aécio passa a ter chances reais de disputar um seguindo turno e até ganhar a eleição.
    O cenário hoje é de crise política, olhem meu último post. Veja mais uma confirmação- Clique e leia -

    Aliados olham para Dilma com olhos de revide

    Dilma é forte com a máquina de governo, mas precisa de tempo de TV e aliados para ter a capilaridade que as campanhas demandam. Com crise ela pode perder apoios importantes e atrapalhar ainda mais seus planos.
    Vamos mais a frente. Os cenários econômicos parecem estar indo nos ventos que favorecem a oposição. Crescimento baixo e inflação serão nitroglicerina pura para o governo, apesar de achar que eles ainda podem reverter muitas coisas.

    Vejam pesquisa recente: Foram simulados dois cenários no levantamento, um dos quais o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), não foi contemplado na disputa para a Presidência. Nesse, Dilma tem 54,2% das intenções de voto; o senador Aécio Neves (PSDB), 18%; e a ex-ministra Marina Silva, 13,3%. Com o socialista no páreo, Dilma aparece com 52,8%, seguida de Aécio, com 17%; Marina, com 12,5%; e Campos, com 3,7%.

    Aécio precisa de um discurso para completar a receita e se tornar um "player" real.
    Se considerarmos quem nem Lula no auge de sua popularidade conseguiu ganhar a eleição no primeiro turno, as chances de dois turnos é real com este cenário de deterioração do governo.
    Eduardo Campos será irmão xipofágo de Aécio para levar a eleição para o segundo turno, assim como Marina Silva. Dos 3, hoje com chances mais para Aécio, um deles pode derrotar Dilma e o PT se a economia continuar neste rumo.
    Vamos acompanhando.

    quinta-feira, maio 30, 2013

    Existe uma crise política em Brasília, acho que ninguém pode negar.

    Vejam o que escrevi ano passado: Teste político para Dilma

    Uma pitada: " Desde o começo de seu governo muitas pessoas alertaram, entre elas eu, que ela tinha fama de boa gestora, mas que não era política e isso poderia ser muito ruim. Presidente da república precisa ser político e atuar assim.
    Pois bem, Dilma enfrenta percalços diversos, na economia e nas relações com o legislativo. Seu temperamento explosivo relatado pela mídia, broncas e gritos com auxiliares e ministros e o tratamento aos deputados e senadores podem estar criando mais problemas a Dilma."

    Poi é, o tema voltou a pauta e o congresso está mandando mensagens diversas. A MP do Portos e outras que venceram ou estão para vencer que correm riscos de problemas diversos.
    Tudo isso é reflexo da atuação da presidente? Parece que sim. O que tenho visto na mídia é que independente do esforço das ministras Ideli e Gleisi, Dilma barra tudo que se negocia e sempre quer dar a palavra final, e todos dizem, daquele jeito que lhe é peculiar.

    O clima de campanha eleitoral  2014 começa a esquentar neste segundo semestre. O fechamento de acordos começa agora, principalmente buscando tempo de TV e capilaridade nos partidos.
    Sinais de descontentamento e a constatação de esfacelamento de sua base mostram que Dilma esta cavando mais problemas. Lula seria o plano B? Pode ser.
    A inflação e o baixo crescimento são fantasmas que rondam o PT e Planalto, não há como negar.
    Dilma continua favorita, mas resultado de eleição e mineração só após a apuração. Os passos dados politicamente até aqui parecem estar atrapalhados, pode ser até culpa dela, mas os sinais são claros. Crise no congresso, atraso e problemas em votações de temas que interessam ao país são quase certos. O pior é neste clima começar as alianças para 2014.
    Tem um ditado aqui em Minas que diz: Na política nunca se aproxime demais a ponto de não poder mais recuar e nem se afaste demais a ponto de não poder se aproximar. 
    Se ela se afasta muito de sua base pode ter problemas sérios. Eleitorais ano que vem e políticos este ano, o que acaba sendo ruim ao Brasil também.
    Vamos acompanhar.

    sábado, maio 25, 2013

    A mobilidade Urbana com dados.

    Hoje o JN da Globo tocou na ferida. Estudo da Fundação Dom  Cabral, que breve publicarei aqui, toca na questão do trânsito. O prejuízo é enorme.
    Já escrevi aqui várias vezes sobre o tema desde 2010:
    Vejam:





    Hoje ouvi de um especialista o diagnóstico:  " a maior prova de ineficiência de gestão pública do Brasil".

    Nos anos 80 se planejavam as coisas, pensando no futuro, hoje são só interesses eleitoreiros e partidários, dane-se o futuro. Simples assim.
    Triste Brasil


    Será mesmo o Bolsa Família uma boa solução?


    A imagem acima fala mais do que mil palavras. Por que trabalhar se existe o pitéu do governo?
    Pois é, precisamos ir na ferida do Bolsa Família. Existem suas vantagens, mas também muitas desvantagens e ai está a questão. Vamos fazer uma reflexão.
    Primeiro é melhor que se esclareça um pouco a verdade e a história deste tal Bolsa Família.
    Veja este link: História Bolsa Família:
    Resumindo, o Bolsa Família foi a unificação do Auxilio Gás, Bolsa Escola, Cartão Alimentação e Bolsa Alimentação, todos programas criados no governo de FHC. O PT simplesmente unificou estes programas e criou o Bolsa Família.
    O programa exige a contrapartida dos participantes, óbvio, filhos na escola é a principal. No passado foi mais rigorosa a fiscalização. Hoje acho que existem grandes falhas de cadastro, fraudes e outras coisas típicas do Brasil. Basta ver o "nível" das pessoas sacando nas loterias o seu Bolsa Família para entender o que digo.
    São quase 14 milhões de famílias, que devem abranger quase 50 milhões de pessoas (considerando 4 membros por família).
    Não podemos negar que programas assistenciais têm sua serventia. Quando foi idealizado, ele visava dar apoio ao sustento de tantos miseráveis que viviam e ainda vivem no Brasil, mas jamais poderia ser  vista como a salvação da pátria e a extinção da miséria.
    Pior ainda quando é instrumento eleitoreiro, sem tirar da pauta o interesse de FHC que teve com certeza o mesmo viés.
    Na relação econômica, é impulso no consumo que ajuda a indústria e o crescimento, mas sem sustentabilidade e temporariamente. O Bolsa Família já cumpriu seu papel no tocante a máquina econômica e os ganhos agora devem ser marginais.
    Pois bem, se listarmos os benefícios do Bolsa Família e as desvantagens ao país pode ser difícil chegar a uma conclusão e com certeza haverá sempre a polêmica, entretanto a algumas conclusões podemos chegar:
    1. Este programa jamais será extinto por ser forte instrumento eleitoral. Meu receio é quando tivermos uma crise econômica, cíclica ou não. E ai? Alguém vai pagar esta conta, aliás já pagamos com os crescente aumento dos gastos públicos e nossa absurda carga tributária.
    2. Nem os mais ardorosos defensores poderão negar que é um grande estímulo a indolência. Convenhamos que muitos vão preferir o Bolsa Família do que a enxada ou o sol a sol do trabalho. Isso é péssimo.
    3. Deveria haver mais contrapartida e fiscalização do governo. Filhos na escola principalmente. Se temos o programa vamos usá-los para incentivar a educação além das benesses pecuniárias. Não acredito que esta fiscalização exista com o rigor necessário. Ao contrário, acho que existe muita corrupção e erros cadastrais com muitos espertalhões se aproveitando. Vira e mexe temos estes casos na mídia.
    Recentemente foi  lançado boato da extinção do Bolsa Família com corrida aos bancos para saque. Isso mostrou a dependência de milhões de pessoas. Acusaram a oposição de usar este boato como ferramenta política, mas há controvérsias e a mídia fala que a CEF se preparou para estes saques , em tese, fora da hora. Não será o governo usando sua ferramenta e uma forma de reforça-la?
    Posso garantir e debater com quem quiser. Justiça social não se alcança dando o peixe, mas a vara de pescar, os ensinamentos e as condições para a pesca.
    Oportunidades para os jovens, crescimento econômico com sustentabilidade e pensamento no futuro do país seriam a verdadeira justiça social.
    Quando um país cresce firme e sustentável as oportunidades de emprego e geração de renda fazem a justiça social de forma muito mais eficiente do que o pitéu do governo depositado no final do mês.
    No coração e considerando a situação de tanta gente não é fácil ser contra ou crítico do Bolsa Família, mas na razão e no pensamento de futuro não temos outra alternativa. O Bolsa Família deveria ser transitório, mas ele veio para ficar e o meu medo é quando a festa acabar e a conta chegar para todos nós pagarmos.


    quarta-feira, maio 01, 2013

    Eleição de 2014! Começam para valer as movimentações


    Agora na virada do semestre as coisas esquentam mais. Algumas coisas que andei sabendo e valem registro e ilações.
    Eduardo Campos parece que esta firme na estrada, não acreditava que iria até o fim, mas parece decidido mesmo. Além de convidar o secretário de segurança do Rio Beltrame (será grande puxador de voto) para seu partido e a legenda para disputar o governo, ele articula seus palanques. Em Minas Gerais, segundo soube, ele deu um ultimato ao Mário Lacerda prefeito de BH, que vive a dicotomia com o PSDB, aliás vivem relação de amor e ódio pelo que sei. Se Márcio vacilar ele irá de Leonardo Quintão, deputado que está deixando o PMDB e tem um grande potencial de votos em BH e em MG. Campos subu o tom de críticas e se posiciona definitivamente. Chances dele? Ele precisa achar o discurso que será muito na linha do governo do PT que sempre apoiou, a mágica que quero ver e transmitir esta mensagem ao povão: Farei o que eles fazem e melhor. Não é simples.
    Aécio parece mudo, mas a candidatura dele não tem volta. SE ele recuar estará morto. Política envolve riscos e ousadia. Ele já se lançou, agora seu grupo e eleitores esperam sua ação.
    Ainda não tem discurso, oposição branda que espertamente melhor que seja assim. Lembrem-se que o Brasil está bem e não existe cenário, pelo menos até agora, que mostre que os problemas econômicos (muitos e grandes) vão desaguar antes do pleito e influenciando a eleição de 2014.
    Cla´r e óbvio que ele e Campos conversam, ams não acho que ele está conduzindo as articulações. Minha impressão é que a candidatura de Eduardo Campos ganha cada vez mais corpo e a de Aécio pode ficar a reboque dele.
    Chances de um acordo PSB/PSDB? Claro, política é como as nuvens, como dizia Magalhães Pinto, raposa mineira.
    Chances de um acordo factível? Mário se compõem aqui para valer, Aécio define o quadro complicado de MG e coloca seu escudeiro Anastasia de vice de Campos. Já ouvi isso.
    Pelo andar da carruagem, Aécio pode ser vice de Campos? Acho que poderia e existem conversas nesta linha, mas acho difícil, a vaidade de ambos vai bater de frente para definir o cabeça da chapa.
    e Dilma e o PT? Seguem lépidos e fagueiros, favoritos e focados na eleição de 2014, farão tudo e mais um pouco para não perder. Este é meu receio de mais bombas de efeito retardado na economia já com sinais claros de desgastes e problemas como a inflação e o baixo crescimento como comentei no post abaixo.
    vamos acompanhando, mas por hoje diria que Aécio não tem volta, Campos se consolida, mas Dilma é favorita, pelo menos ainda, e com poucas chances de mudança, pelo menos nos aspectos que envolvem a economia.
    Quanto mais candidatos melhor para os opositores, mas é bom lembrar que nem Lula no auge de sua popularidade ganhou em um turno a eleição.
    Marina tenta emplacar sua REDE, mas não será fácil, pelo tempo, pela logística e complexidade. Ainda existem esperanças, mas remotas. Se ela sentir que não tem chance de criar a REDE, pode ir a um outro partido e tem "recall" para embolar o quadro.
    Vamos acompanhar por enquanto e comentar quando for necessário e firmarmos ilações.

    quarta-feira, abril 10, 2013

    Inflação ou crescimento? Dilema do governo? Vamos deixar registrado

    Tenho batido nesta tecla, inclusive falando sobre o risco de uma estagflação, que é o pior cenário de uma economia, especialmente a economia moderna, dos tempos atuais.
    Vou deixar aqui registrado dois artigos:

    1-) Do Terra Notícias: Inflação oficial em 12 meses chega a 6,59% e supera teto do governo - Clique e veja
     O texto completo: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou inflação de 0,47% em março deste ano, taxa inferior ao 0,6% de fevereiro. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 6,59% e superou o teto da meta de inflação estipulada pelo governo, que é 6,5%. O dado foi divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
    É a primeira vez que o teto da meta é ultrapassado desde novembro de 2011, quando havia sido observada uma taxa de 6,64%. No ano, a inflação acumulada chega a 1,94%. Em março do ano passado, a taxa havia sido 0,21%. Segundo o governo, o limite inferior previsto para a inflação é 2,5% e o centro, 4,5%. A inflação de março foi fortemente influenciada pelos alimentos, que tiveram aumento de preços de 1,47% no mês. Por outro lado, os transportes, com uma deflação (queda de preços) de 0,09%, ante uma inflação de 0,81%, contribuíram para frear a taxa do IPCA em março.
    Período - IPCA
    março de 2013 - 0,47%
    fevereiro de 2013 - 0,60%
    março de 2012 - 0,21%
    em 12 meses - 6,59%
    acumulado do ano - 1,94%

    2-) Coluna do Antonio Machado falando do dilema juros altos x inflação, aliás escrevi no post anterior. 
     A questão é se há convicção para dizer: “Presidente, segura os juros que a inflação vai ceder”. Ou: “Presidente, se os juros subirem, há risco de recessão” - Clique e veja

    O dilema é sério, pode mudar a política de 2014, apesar de eu acreditar que não há tempo do flagelo inflacionário se mostrar. Crescimento baixo sim, isso pode repercutir na eleição, a inflação será mais nefasta para o Brasil, a conta será alta e o povão pagará, como já vai pagar outras que Lula plantou para o futuro.

    Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come? Vamos ver, mas a racionalidade e a competência terão que entrar em campo, caso contrário vamos ser mais penalizados. Os pilares da estabilização do plano Real foram para o espaço, mas sem dúvida a inflação é o pior deles se cair. 

    terça-feira, abril 09, 2013

    O risco da inflação ronda o Brasil e assusta o governo.

    Vejam o que escrevi: Estagflação ?  Só para explicar, Estagflação é recessão com inflação.

    Além do caso famoso do tomate, o governo se mexe para avaliar o risco da inflação. A meta parece ter ido para o espaço este ano, como nos dois anos anteriores de Dilma. Isso é ruim.
    Além disso a mídia fala que Dilma se reúne com economistas celebres, nem sempre da mesma linha de pensamento, Delfim Netto é um deles. Ela esta preocupada.

    O que esta ruim?
    O cambio deveria estar ajudando a conter a inflação, a gasolina sem ajuste sacrifica a Petrobrás, mas ajuda o governo. E os juros? Ai parece que o governo relaxou e abaixou muito mais do que devia. Todos queremos juros baixos, mas eles são importantes no combate a inflação.
    O governo não quer reduzir gastos públicos e não quer mexer nos juros, por isso as metas foram para o espaço. O risco existe e o custo é alto, principalmente para os mais pobres que não se defendem.
    A eleição do ano que vem é prioridade para Dilma e o PT, mas ela deve pensar no Brasil, por isso mesmo alguns já  estimam que os juros devem subir para segurar a fera inflacionária.
    Agora vamos lá, se existe o risco de crescimento baixo, projeções de 3% para este ano, o juros altos comprometem ainda mais o nosso PIB.
    O que fazer? Risco de Estagflação existe se o governo não tomar atitudes e agir racionalmente. Se pensar só na eleição pode ter o tiro pela culatra, eu se fosse ela pensaria nos riscos que vivemos e são graves: Baixo crescimento e volta da inflação.
    Se já temos contas a serem pagas no futuro, se fizerem mais bobagem a conta só vai aumentar.
    Vamos acompanhar.

    O setor elétrico ainda preocupa e pode ser o calcanhar de Aquiles de Dilma.

    Não gostaria de estar postando isso aqui, mas estou estudando a conjuntura do setor elétrico, tarifas, comercialização, etc...e hoje vi coisas que me assustaram. Ontem vi uma coletiva das autoridades, achei estranho, mas agora acho que entendi.
    Não quero racionamento e nem problemas no setor, isso faz com que todos nós perdemos.
    Existe sim risco de racionamento. Se as UTEs (Térmicas) não derem conta da demanda, vamos ter problemas.Paradoxalmente, se a economia não crescer ajuda o setor, mas traz outras consequências ao Brasil. Enfim, este cenário pode influenciar na eleição? Sem dúvida. Vamos acompanhar.
    Dados da CCEE- Câmara de Comercialização de Energia Elétrica
    Imagens e dados oficiais dizem mais que palavras neste caso.

    Neste primeiro, relatório de Abril do Sudeste, 70% mercado a variação do preço do PLD. Complexo explicar aqui, mas a referência e sinalização dos preços de energia. Olhem ai.



    Neste segundo, ainda dados de abril, notamos que os reservatórios estão muito abaixo da média, principalmente no Sudeste, a maior bacia e onde se encontram os principais reservatórios.



    Podemos afirmar que haverá racionamento? NÃO. Claro que não. Em 2001 a situação era outra como já expliquei aqui. Existem riscos de problemas se as térmicas não atenderem a demanda, se houver ainda atrasos em obras e se o país crescer mais do que os 3% previstos e esperados por todos.
    Com certeza os custos serão maiores para nós consumidores, as UTEs vão rodar direto e os custos deles são muito altos e repassados para a tarifa. O governo já fez algumas mexidas, mas ainda assim será repassado. Isso é fato consumado.
    Fica aqui registrado.

    terça-feira, março 26, 2013

    Começa para valer o jogo para eleição de 2014

    Vejam esta matéria: Aécio será candidato pelo PSDB - Clique e leia Alguns especulam que ele desiste e vem para MG. Acho quase impossível, ele não tem mais como desistir.

    Agora leia esta: Dilma esta muito bem posicionada- Clique e leia e esta que é a prova que será difícil derrotá-la, pelo menos hoje:  Clique e leia

    Se a eleição fosse hoje, Dilma ganharia fácil no primeiro turno. Acontece que haverá muita coisa ainda, mas ela é franca favorita.

    Acho que Marina não consegue montar sua base partidária, infelizmente, e Eduardo Campos, ainda incógnita  mas tenho um "felling " que ele se comporá com Dilma.

    Se Campos concorrer pode levar a eleição ao segundo turno e ajudará Aécio, mas eu acho pouco provável, mesmo com a movimentação que ele esta fazendo.

    Os nanicos de sempre sem chance devem compor o quadro, e não vejo chance de aparecer um fenômeno como foi o caso de Collor em 1990.

    Vamos lá:

    1. Isso é retrato momentâneo, não existe eleição ganha de véspera.
    2. Os sinais da economia levam a crer que não haverá "terremoto" que influenciará em 2014. A chance da oposição seria uma piora no quadro de emprego e renda, o que ainda parece pouco provável.
    3. Acho que os quadros estaduais se comporão a partir deste quadro, mas terá pouco influência para virar o resultado.
    4. Uma crise mundial poderia abalar o Brasil e mudar o quadro, economicamente, mas os sinais são poucos, aliás com o fortalecimento da economia americana para 2013 e 2014 e a China no seu ritmo só diminui esta chance.
    O jogo começou. Claro que estou deixando aqui minhas impressões, são retrato deste momento e em eleição as coisas mudam, fatos exógenos podem acontecer. O quadro vai ficando mais lógico e racional com o andar da campanha e principalmente pela propaganda na TV.
    Aécio terá qual discurso? Isso será estratégico se ele quer avançar e ter chances reais.
    Vamos acompanhar e comentando aqui.

    sábado, fevereiro 23, 2013

    Lula x FHC, a verdade.

    Olhem este artigo.

    O outro lado, por Merval Pereira

    Merval Pereira, O Globo
    E, se em vez de insistirmos na comparação entre os governos petistas e os do PSDB dos últimos 20 anos, fizéssemos uma análise mais abrangente, com as comparações da performance brasileira nos últimos dez anos com a própria performance dos governos ao longo da nossa História e, além disso, com as demais economias do mundo, inclusive dos países emergentes?
    O professor titular de Economia Internacional da UFRJ Reinaldo Gonçalves se propôs a se distanciar da polarização PT-PSDB para analisar a economia brasileira e os avanços sociais nos dez anos de governos petistas, e encontrou quadro bastante desolador, distante da propaganda oficial, a que deu o título “Brasil negativado, Brasil invertebrado: legado de dois governos do PT”.
    A “negatividade” é informada por inúmeros indicadores de desempenho da economia brasileira que abarcam o país, o governo, as empresas e as famílias. O “invertebramento” envolve a estrutura econômica, o processo social, as relações políticas e os arranjos institucionais.
    Essa trajetória é marcada, segundo Gonçalves, na dimensão econômica, por fraco desempenho; crescente vulnerabilidade externa estrutural; transformações estruturais que fragilizam e implicam volta ao passado; e ausência de mudanças ou de reformas que sejam eixos estruturantes do desenvolvimento de longo prazo.
    Na avaliação do crescimento da renda durante os governos do PT, o professor classifica de “fraco desempenho pelo padrão histórico brasileiro e pelo atual padrão internacional”. A taxa secular de crescimento médio real do PIB brasileiro no período republicano é 4,5%, e a taxa mediana é 4,7%. No governo Lula, a taxa obtida é 4%, enquanto as estimativas e projeções do FMI para o governo Dilma informam taxa de 2,8%.
    O resultado é claramente negativo: no ranking dos presidentes do país, Lula está na 19ª posição, e Dilma tem desempenho ainda pior (24ª), em um conjunto de 30 presidentes com mandatos superiores a um ano. Resultados que não são compensados pelo fato de o governo Fernando Henrique estar em 27ª posição, com o crescimento médio de 2,3%.
    O Brasil negativado dos governos do PT também é evidente quando se observam os padrões atuais de desempenho da economia mundial, ressalta Gonçalves. Durante os governos petistas, a taxa média anual de crescimento do PIB (considerando as estimativas e projeções do FMI para os dois últimos anos do governo Dilma) é 3,6%.
    No período 2003-2014, a estimativa é que a economia mundial cresça à taxa média anual de 3,8%; no caso dos países em desenvolvimento, essa taxa deverá ser de 6,4%.
    Portanto, salienta Gonçalves, o Brasil negativado é evidente quando se constatam não somente essas diferenças como dois outros fatos: em seis dos 12 anos do período 2003-14, a taxa de crescimento da economia brasileira é menor do que a taxa média mundial; e, em todos os anos, a taxa de crescimento do PIB brasileiro é menor do que a média dos países em desenvolvimento.
    O Brasil negativado também é evidente quando se compara o crescimento do PIB brasileiro durante os governos petistas com a média simples e a mediana das taxas de crescimento dos 186 países que são membros do FMI e que representam um painel muito representativo da economia mundial.
    A taxa média durante os governos Lula e Dilma (3,6%) é menor que a média simples (4,6%) e a mediana (4,4%) das taxas de crescimento dos 186 países. A taxa de crescimento brasileiro é menor que a média simples e a mediana da economia mundial em dez e sete anos dos 12 anos, respectivamente.
    O fraco crescimento da economia brasileira durante os governos petistas está diretamente associado às baixas taxas de investimento, ressalta Gonçalves. A taxa média de investimento do Brasil no período 2003-14 é 18,8% enquanto a média e a mediana mundial (painel do FMI) são 23,9% e 22,5%, respectivamente.
    Em todos os anos de governo petista, a taxa de investimento é menor que a média e a mediana do mundo. No painel de 170 países o Brasil ocupa a 126ª posição, média para o período 2003-14. (Amanhã, o social)

    Comparações entre governos?


    Escrevi este artigo em 2006. Olhem ai.

    Segunda-feira, 17 de Julho de 2006

    A penalização de várias gerações A diferença entre o remédio e o veneno é o tamanho da dose ministrada! Axioma popular.
    Vamos fazer um protesto bem pragmático. Alguns números serão colocados até por serem bem interessantes e demonstrarem as assertivas e ilações desse texto.
    Defendo há muito a tese que minha geração e as que me sucederam foram perdidas no contexto econômico e das oportunidades. Isto acaba desaguando em outras tragédias sociais como desemprego, aumento da violência, etc. Quem viveu o “milagre econômico” de 70 sabe do que se trata.
    A análise baseia-se em dados do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que nada mais é que a soma de todas as riquezas do país.Se estivermos produzindo e gerando riqueza é fácil enxergar os atores e seus papeis. Quando o país cresce, as dificuldades da população quase sempre desaparecem ou são reduzidas. Claro que governar não é só fazer crescer um país, pois existem fatores exógenos, crises mundiais, fragilidade do estado, inflação e outras variáveis que determinam a qualidade e competência de um governante e sua equipe.
    Existe estudo do Professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, muito interessante. Ele mede um índice denominado IDP (Índice de Desempenho Presidencial) e leva em consideração parâmetros para avaliação e julgamento dentro do critério estabelecido.Sem entrar em questões muito acadêmicas e técnicas, busquei somente o PIB, assumindo a premissa que ele por si só é alicerce para grandes benefícios a população, principalmente tratando-se de oportunidade, perspectivas de futuro, emprego e renda. Levantei o PIB médio dos governos passados de 1930 para cá. Por que? Pessoas nascidas antes de 1930 estão em sua maioria aposentadas ou fora do mercado. Queria demonstrar que pessoas nascidas na geração conhecida como “Baby Boom” (década de 50 e 60) foram penalizadas com crises econômicas e no caso do Brasil por desmandos e incompetência de governos.Quem nasceu em 70 e 80 ainda não enxergou o que é prosperidade apesar de sua plenitude para o trabalho. È clara como a luz do sol a questão que demonstra que de 1980 até 2005 tivemos pífios indicadores do PIB, excetuando 3 anos do governo Itamar em 92, 93 e 94.O que por si só não representa nada como geração de emprego e renda. Olha o quadro abaixo que fica clara a afirmação supra.
    Presidente
    Período de governo
    PIB Médio nos anos governados
    Getúlio
    30/34-34/45-51/54
    4,8%
    Gaspar Dutra
    46/51
    7,6%
    Nereu Ramos/Café Filho
    54/55
    8,8%
    JK
    56/61
    8,2%
    Jânio
    61
    8,6%
    Jango
    61/64
    3,5%
    Castelo Branco
    65/67
    4,2%
    Costa e Silva
    67/69
    7,8%
    Médici
    69/74
    10,88%
    Geisel
    74/79
    6,69%
    Figueiredo *
    79/85
    2,51%
    Sarney
    85/90
    3,28%
    Collor
    90/92
    -1,3%
    Itamar **
    92/95
    5,3%
    FHC
    95/2002
    2,4%
    Lula***
    2003/2007
    2,5%
    * - Aqui começa o calvário das gerações nascidas em 50, 60, 70 e 80. Pois quem nasceu em 80 e hoje se encontra com 25 anos não viu o país crescer, perdendo suas oportunidades em plena capacidade de trabalho.
    ** - Aqui tivemos três anos de prosperidade com a estabilização da moeda e o Plano Real. É muito pouco para um país continental como o nosso com índices demográficos e vegetativos altos. O Brasil precisaria crescer no mínimo 3,5% ao ano para atender suas demandas de justiça social, geração de emprego e renda atendendo a população entrante.
    *** - A Projeção para o Governo Lula é nebulosa. Com índices projetados para o ano que vem, o máximo que atingiria seria um crescimento médio de 2,5%. Isso se o Brasil crescer 3,5 % ano que vem. Se acontecer problemas como os verificados agora, podemos ter a média ainda mais baixa.
    Os números falam por si só. Quem viveu momentos de prosperidade no Brasil sabe do que estamos falando e das potencialidades perdidas desde 1980 até os dias atuais.A recente queda do PIB em contrafluxo da economia mundial e a potencialidade perdida são estarrecedores. Exemplos fulgentes como China e Korea do Sul e recuperação de vários paises sul-americanos que poderiam ser comparados a nós no contexto analisado são a prova que andamos na contramão.
    Podemos afirmar que pelo PIB médio, os piores presidentes do Brasil de 1930 para cá foram: Collor, Figueiredo, FHC, Lula (tudo projeta assim) e Sarney. Nota-se que tudo isso aconteceu de 1980 para cá. Por estudos do Professor Reinaldo Gonçalves, de 1900 até 2005, poucos fariam parte desta tenebrosa lista dos campeões do flagelo econômico do Brasil.
    Neste momento temos ventos favoráveis na economia mundial e aqui no Brasil queda e decepção com nossos indicadores. É um momento de refletirmos se não estamos vivendo algo de errado há muito tempo, precisamente 20 anos. O que mais dói é nossa capacidade de assistir tudo isso, com a sensação de ter o tempo perdido sem mais ser alcançado.
    Se até nossos filhos foram penalizados por crises políticas e desmando dos dirigentes, só nos resta torcer que nossos netos possam buscar e viver um país melhor.
    Não podemos ter ilusão que estados assistencialistas recursos abundantes para investimentos voltarão a existir, mas a esperança que alguma saída seja encontrada é grande. O maior imposto e juros que existem são os colocados para o jovem brasileiro, com a desesperança e falta de perspectivas. As oportunidades, a geração de emprego e renda são peças fundamentais no combate a pobreza. O que assistimos há muitos tempos são discursos e programas assistencialistas que funcionam nas lousas dos ministérios em Brasília e nas estatísticas que convêm aos pares que as divulgam.Se não crescemos pelo menos 3,5% ao ano, estamos cometendo a injustiça social com nossos jovens e entrantes no mercado de trabalho e não podemos permitir mais. Afinal somos vítimas desta arma.

    sábado, fevereiro 02, 2013

    NY abaixo de zero

    Hoje 02/02/2013.

    USA

    Saindo de NY. Muito frio, mas NY ê sempre NY.
    Os EUA devem bombar este ano, tudo muito positivo, Down Jones bate recorde corroborando o otimismo. O mundo agradece.
    No Brasil vi uns dados de taxa de desemprego em BH e Porto Alegre que suscitam bons ventos, mas controvérsias. 3,5% ê histórico e bom, mas não acho que seja sustentável. A industria caiu 2,7% em 2012 e este indicador de desemprego deve ser o serviço. Alerta: pode ser temporário.
    O Brasil ainda não esta mostrando consistência para ir bem em 2013, no ritmo global que deve ser puxado pelos EUA.
    Espero estar errado. Vamos acompanhando, mas saio daqui com a sensação de que o vento será bom e a favor. Vi muitas empresas contratando, e o Down Jones se antecipa ao crescimento.
    Vou postar a temperatura daqui para ficar registrado.
    Há muito não vejo NY tão fria, nem sei se já peguei frio aqui assim.

    Murilo Prado Badaró
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