Assuntos que me interessam: Política, Meio Ambiente, Economia, Tecnologia, Internet e um pouco de filosofia.
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Senado aprova projeto que cria o Fundo Soberano
Preciso estudar mais o assunto, mas parece que se for bem utilizado, este fundo pode ser uma boa coisa. Na verdade, o medo da oposição e o receio que devemos ter é o uso destes recursos, quase R$ 15 bilhões nas questões eleitoreiras.
Resumidamente este fundo é para gerenciar e aplicar parte de nossas reservas(estão por volta de U$ 208 bilhões, confirmado hoje) em aplicações de maior risco e com maior rentabilidade. A aplicação das reservas em títulos americanos dão prejuízo e o fundo poderia ser mais ousado nas aplicações e otimização dos ganhos. O problema passa pela premissa que haverá um superavit de R$ 15 bilhões nas contas nacionais. Com a crise e queda já anunciada de receitas da união, não sei se isso vai acontecer de fato. Pode ser anacrônico este fundo. Vamos ver. Vou estudar mais o caso, mas a idéia me parece boa, se a essência for a anunciada.
Senado aprova aumento no número de vereadores no país

A PEC estabelece os seguintes percentuais de despesa para os legislativos municipais:
- 7,5% para municípios com população de até 100 mil habitantes;
- 6,5% para municípios com população de mais de 100 mil até 250 mil;
- 5,5% para municípios com população de mais de 250 mil até 500 mil;
- 5% para municípios com população de mais de 500 mil até 1,5 milhão;
- 4,5% para municípios com população de mais de 1,5 milhão até 3 milhões; e
- 4% para municípios com população acima de 3 milhões de habitantes.
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Fed reduz juros nos EUA ao menor nível já registrado!
Não canso de falar que futurologia em economia é chute! Existe até certa lógica, mas a influência de variáveis exógenas e o interligação entre as variáveis endógenas (sempre um caminho em detrimento de outro) podem mudar toda e qualquer previsão.A questão atual é: Quando sairemos da crise?
Veja o que fez o FED americano- Clique e leia
Isso mostra por um lá que a crise está instalada e preocupa e por outro que existe uma ação para atenuar e combater os efeitos da crise. O mundo inteiro está nesta batida. Isso é o lado positivo e alentador de que podemos sair em junho de 2009 para a inflexão positiva. Esta é a "previsão" da maioria dos bancos e dos segmentos de mineração e siderurgia. Concordo com eles. Já defendi as premissas da nova economia: Velocidade, Intangibilidade e Conecctividade! Reforço minha convicção que estas premissas, da mesma forma que derrubam a economia global em 3 meses (outubro a dezembro), vão fazer a recuperação até meados 2009.
Registro aqui fatos nunca antes ocorridos na economia global. Taxas de juros abaixo de qualquer estimativa lógica, recursos públicos em salvamento do setor privado quebrando paradigmas de mercado que depois da queda do muro de Berlim eram inimagináveis.
Isso é a evolução e o aprendizado com a crise, somando-se a isso a tecnologia, a informação, a comunicação!
Não perco meu otimismo! Até porque não adiantaria nada, e além disso, crise pode ser sinônimo de oportunidade!
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Começaram de verdade as pesquisas eleitorais para 2010
a CNT com o instituto Sensus fez uma pesquisa, que considero a primeira, para 2010- Clique e veja.
Fica claro o seguinte na minha visão:
- Ainda é cedo para prognósticos, mas os atores são colocados em cena.
- Serra tem resquícios da eleição de 2002 e 2006, não poderia aparecer de outra forma, além de que São Paulo é o estado mais populoso e ele tem boa aceitação.
- Aécio aparece bem em todos os cenários. Ele vai enfrentar uma batalha dura para ganhar de Serra no PSDB. O partido é paulista e a plutocracia que manda no Brasil também. Ele sair do partido e ir ao PMDB, acho pouco provável. O PMDB não é confiável, lembra-se o que eles fizeram com o Itamar Franco que perdeu na convenção e não saiu candidato?
- Aécio pode junto com outras figuras ilustres e bons políticos fundar um novo partido. Tancredo começou assim com o PP e acabou presidente derrubando os militares. Será que a história se repetirá? Acho que esta é uma tese de boa defesa. No máximo em meados de 2009 este quadro deve ser desenhado pelos políticos.Vamos ver.
- Ainda acho que vão discutir uma prorrogação do mandato de Lula. Ele nega e uma nova eleição fica cada vez mais longe, mas uma coincidência de eleições em 2012 atenderia todos envolvidos. Porque não? Acho que pode ser uma boa tese para defesa também.
- Lula tem a aprovação de 71%, ele bate recorde após recorde. Não acho que os problemas mundiais econômicos em 2009 afetarão o Brasil a ponto de cutucar Lula, ele é sortudo e tem estrela, mas inegavelmente, o céu não será de brigadeiro como foi desde 2003 seu primeiro ano como presidente.
- Ele com toda popularidade não elegerá quem quiser, as eleições últimas mostraram que as premissas são outras. Ele será importante cabo eleitoral, mas o canditado terpa que ter carisma, dinheiro e outras virtudes, além de sorte, claro. Se as pessoas não acreditam em sorte, podem acreditar, na política é um dos componentes, apesar de eu achar o mais importante hoje é o dinheiro e segundo o carisma e a capacidade de comunicação. Digamos: 50% estrutura e grana, 30% aspectos pessoais, 10% apoios, 10% sorte. Ilação minha.
- Heloisa Helena e Ciro aparecem, mas não acredito neles. A Dilma terá batalha dura no PT, mas fica difícil enxergar outro nome, Serra é barbada, mas Aécio não se conformará fácil, mas aceitará numa boa e será o senador mais votado do país, voltando em 2014 no enfrentamento com Lula.
- Claro que o tópico acima fala do fim da reeleição. Isso ai parece certo, mas pode ser a moeda de barganha para prorrogação dos mandatos. Podem anotar ai.
- No cenário de Minas, por onde passará a eleição federal, Pimentel é forte, mas precisa ter mais visibilidade nestes anos seguintes de ostracismo já que larga a prefeitura em Janeiro. Dizem que tem propostas do governo federal e estadual. Acho que ele fica aqui em uma super secretaria para Região Metropolitana que Aécio criará. Vamos esperar para ver.
Isso ai, o ano está quase no fim, ou melhor acabou. A pauta política começa seu aquecimento para 2009 e 2010. Vamos acompanhando.
sexta-feira, dezembro 12, 2008
IBGE: 90% dos municípios têm problemas ambientais
Segundo o IBGE: Os problemas mais citados pelos municípios são queimadas, desmatamento e assoreamento de corpos d'água. Ainda de acordo com o instituto, pouco mais de um terço dos municípios dispõe de recursos disponíveis para ações ambientais menos de um quinto das prefeituras tem estrutura adequada para lidar com esses problemas. E ainda: Os Estados que mais sofrem com esses problemas são Minas Gerais, como 99 municípios, São Paulo, com 97, Paraná, com 59, e Rio Grande do Sul, com 49. Clique e leiaA questão ambiental é mais séria do que imaginamos. No curso de Gestão Ambiental que faço, e breve me tornarei um ambientalista titulado, pude ver e perceber o quanto é importante para a saúde pública a gestão ambiental eficiente. Se os políticos soubessem o quanto a água tratada, o tratamento adequado de resíduos, a gestão de efluentes e poluição, enfim, uma ação mais firme na questão ambiental, poderia reduzir custos e melhorar as condições de vida da população.
A sustentabilidade é por definição: "Suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas “. (Relatório Brundtland -1987) Quem quiser saber mais sobre o relatório,clique aqui.
Não existe chance de prescindirmos do desenvolvimento econômico e crescimento, e ao mesmo tempo precisamos cuidar do meio ambiente. As gerações futuras terão problemas graves se não cuidarmos agora das mazelas que a humanidade aprontou desde seu início até os anos 70, quando incipiente começaram as causas ambientais.
Na minha visão os pilares do desenvolvimento sustentável são projetos que sejam: Ambientalmente sustentáveis, socialmente responsáveis e economicamente viáveis.
Se não seguirmos esta linha, a conta será paga, pela nossa e pelas gerações futuras. Esta matéria e a pesquisa do IBGE mostram que em pelo século XXI o Brasil não deveria estar nesta situação. Uma pena!
quinta-feira, dezembro 11, 2008
A demarcação das terras indígenas na Roraima!
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Notícias boas: PIB bate 6,8% em 2008, mas cuidado com o sofisma do crescimento!
Colhi informações dispersas, mas breve a mídia toda vai comentar e divulgar, inclusive com mais detalhes, mas seguem ai: sexta-feira, dezembro 05, 2008
Agora é saber quando vamos sair da crise!
Vamos ter que rezar mesmo. A futurologia não existe nas previsões econômicas, qualquer coisa é especulação midiática. Alguém pode acertar, mas no chute e na sorte.Uma coisa é clara, em recessão já estamos, depressão é o perigo, mas remoto por hora. Tecnicamente recessão é redução da atividade econômica por 2 trimestres consecutivos (existem outras, mas esta é a mais lógica). As últimas recessões duraram em média 8 meses, esta pode durar mais, sinaliza para isso, mas não tanto como esperam alguns analistas. O mundo é outro e isso contará.
Em 2001 tivemos uma recessão por conta do estouro das ponto com (o Brasil vivia o reacionamento de energia e a recessão acabou ajudando, Deus é brasileiro dizem). Nos EUA a última foi em 1990 e 1991 com os reflexos da crise de 1987. Em ambos os casos a duração não foi tão longa. Na verdade, pela teoria dos ciclos econômicos, a coisa até demorou se considerarmos algumas teorias, se puxarmos pela de Kondrantieff, e ele estiver certo, a coisa é pior do pensamos.
Mas continuo otimista, agora com mais reservas,se por um lado vemos o fenomenal esforço dos governos na luta contra a recessão, do outro só notícias ruins. O emprego nos EUA despencou- Clique e veja BBC Brasil.
Alguns segmentos sofrem mais, mas matéria do Bom Dia Brasil hoje mostrou a Rua 25 de Março em São Paulo a todo vapor, é comércio popular que independe de crédito, menos mal.
Na verdade os mercados estão em uma grande confusão. A volatilidade dos preços em geral, das bolsas, enfim, parece, como dizem aqui, um cachorro que caiu do caminhão de mudança e não sabe o que fazer.
Acho prematuro qualquer previsão, mas faço minhas ilações: o mercado volta a crescer em 2009, o sangue novo de Obama e o plano econômico americano vai ajudar muito. Os BRICs(Brasil, Russia, India e China) estão mais imunes, sofrerão em alguns segmentos, mas menos que a histórica Europa e o pujante Estados Unidos da América.
Não podemos negar que a recessão bateu a porta de todo mundo, o porblema é o tempo que vai durar e o estrago que vai causar.
Natal é outra ponta de esperança para o consumo sempre, vamos ver como será este. Será um sinal da possível retomada?
Vamos acompanhando! Insisto na teoria do ciclo e nas lições que a crise trará e mais, não será a última.
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Sintoma da doença e do remédio na crise!
Isso é sinal que os países estão agindo porque a coisa ainda está pegando. O Banco Central europeu também abaixa, o FED não tem saída e deve mergulhar as taxas, as projeções lá que davam um crescimento negatiuvo de -0,7% agora projeta -1,3%. A saída é juros baixos, incentivo ao consumo e pouca preocupação com inflação.
Aqui no Brasil já existem sinais de problemas sérios em alguns segmentos, mas o BC não dá sinal de abaixar os juros, vamos esperar.
Na verdade a interligação mundial está colocando todo mundo no mesmo barco e as medidas, quando surtirem efeito e reorganizar o mercado em geral, acaba alavancando todo mundo.
A surpresa fica por conta das revisões de metas de crescimento para o mundo e dioversos países a cada momento. A China cai de 9% para 7%, o Brasil de 4,5% para 3%.
As projeções não duram uma semana, mas em contrapartida os BCs e governos agem firmemente.
Não vem ao caso dicutir se estamos pessimistas ou realistas, a questão está ai e od esfecho ainda na relação de quando ocorrerá é um mistério, para todo nós.
terça-feira, dezembro 02, 2008
As promessas ambientais para cobrarmos depois!
Enquanto o mundo é sacudido pela crise econômica, os governos devem se preocupar também com as mudanças climáticas provocadas pelo efeito estufa, ou melhor, aumento do efeito estufa.
No mundo ontem ocorreram várias iniciativas de discussão do problema e aqui não foi diferente.
Com a presença do presidente e do ministro Minc traçaram metas para reduzir devastação.
Vamos deixar registrado para cobrar mais tarde, aplaudir ou apupar:
1- Reduzir até 2009 reduzir 40% do desmatamento em relação a média histórica de 1999 a 2005 que é de 19 mil kilometros quadrados de florestas devastadas, ou seja, reduzir para 11 mil km2.
2- Entre 2010 e 2013 queda de 30% em relação ao quadriênio anterior.
3- Entre 2014 e 2017 queda de mais 30%.
4- Em 2017 desmatamento de 5 mil km2.
5- Melhorar a eficiência energética com redução do consumo em 10% por meio de políticas públicas até 2030.
6- Aumento da geração lima, biomassa e co-geração.
7- Aumento em 11% médio do consumo de Etanol.
Vamos cobrar depois. A crise econômica que pode arrefecer alguns problemas ambientais não pode ser motivo de esquecimento e sa sustentabilidade das gerações futuras.
As relações entre os países está mudando e a pauta ambiental deve estar sempre presente.
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Mais notícias preocupantes!
Soube que em Vitória ocorreu uma queda de 12% em importante indicador que mede o ânimo das empresas. É sério e vou acompanhar.
Mais notícias ruins:
1-Indústria dos EUA atinge nível de recessão dos anos 80
2-ONU alerta para recessão mundial
3-Bernanke diz que política dos EUA precisa atuar com vigor
Bernanke está preocupado, os organismos refazem as projeções e parece que muitas medidas não surtem efeito.
Ainda coloco fé na ação dos BCs e no novo presidente americano com a esperança. As novas premissas podem ser a salvação e o ciclo econômico que teve a inflexão para baixo vai chegar a hora da reversão para cima.
Vamos esperando! Ainda vou apostar em meados de 2009 para a retomada!
PIB do Brasil pode crescer só 0,5% em 2009, diz ONU!
Isso é no caso de um cenário pessimista, as projeções dão conta de um número pior que o de 2008 e menos que as projeções antes da crise.
0,5% é mortal no país, chamaria até de recessão. Nossa característica sócio-econômica não nos permite crescer menos de 3% ao ano, 2,5% seria o limite inferior para atender a inclusão da mão de obra entrante.
Na verdade toda semana o FMI e outros organismos internacionais estão refazendo as contas e diminuindo as projeções! Espero que eles errem.
Vamos lá, não há muito o que fazer como cidadão e os governos administram com sintonia e coordenação, inclusive o Banco Central do Brasil com o craque Henrique Meirelles.
A projeção hoje é na verdade de 3% de crescimento. Como sempre alguns setores vão sofrer mais que outros. A mineração e siderurgia passam por maus momentos, mas já tive informação que começam a soprar ventos bons.
Vamos ver e esperar, torcer e rezar!
A retomada da prosperidade
FONTE UBS
A questão agora é enfrentar a recessão e pouca preocupação com a inflação. Concordo também. Agora é entregar os anéis para não perder o dedo. Inflação descontrolada é ruim, mas pior é uma depressão. Estagflação( inflação com retração econômica) é pouco provável, muito pouco.
Ainda acho que diversos papéis da bolsa estão com preços bons e quem comprar certo agora até o meio ou final do ano de 2009, vai arrebentar. A volatilidade e a jogatina continua por algum tempo, mas é assim o mercado.
Obama e sua equipe terão papel fundamental na retomada, pelo aspecto psicológico e de esperança e pela força da economia americana.
Se em 2006 falei em crise, agora falo da retomada. As lições, diversas, foram aprendidas, mas como sempre digo, não foi a primeira e nem será a última. Entre mortos e feridos a maioria se recupera e muitas vezes surgem nichos. A crise pode ser sinônimo de oportunidade.
sexta-feira, novembro 28, 2008
A crise ainda
Tenho dois gráficos do UBS que publicarei aqui na segunda. Mostram dados e projeções que considerei importantes para avaliação da crise e seu final. Deixei no escritório e não tenho mais tempo de passar lá hoje.
Na verdade ouvimos só notícias de demissões, paralização e redução de atividades e produção, realmente alguns setores sofrem mais que outros. A velocidade com que isso acontece é outro dado interessante, mas corrobora minha premissa da nova economia com a velocidade nos acontecimentos.
Nos EUA, falo com amigos e converso com gente que chegou de lá. O tratamento é outro, a mídia parece se comportar de maneira diferente. Muita gente nem fala em crise.
É fato, o mundo arrefece a prosperidade dos últimos anos, a própria China já tem revisto novamente seu crecimento, agora em 7% para 2009. Bom, mas sinalizando queda frente aos 9 previstos duas semanas atrás. O governo chinês baixou os juros lá. As projeções do FMI estão revistas sempre e com forte viés de baixa.
A ação dos governos ainda é firme, isso é gestão do problema.
Segunda publico os gráficos e uma análise de crises recentes e das projeções que fazem para a retomada desta crise atual, que antecipando aos gráficos, já é a segunda mais grave, perde só para a de 1929.
Ainda não me manifesto tão pessimista e reitero: CRISE É SINÔNIMO DE OPORTUNIDADE!
sábado, novembro 22, 2008
A esperança de sair da crise? Até onde vai?
Robert W. Service - (clique e veja) - Poeta inglês do início do século passado(1900).
A estrada não percorrida!
As trilhas do mundo são muitas, quase todas percorridas;
Seguimos atrás dos outros, até que a estrada se divide:
E uma trilha segue ao sol, segura; a outra é arida e sem luz!
Porém, olhamos a trilha deserta, é ela que nos seduz!
A esperança: Clique e veja - Obama lança plano para criar 2,5 milhões de empregos.
Sempre disse que a resiliência da economia americana somada ao sangue novo do político jovem e polêmico irão mudar o rumo da crise.
É inegável, mesmo sendo otimista, não posso negar. As coisas não estão bem. Demissões sabidas, outras em curos. Dados de "cocheira" como dizem no mercado. Fico assustado.
Vivemos um péssimo momento, com variáveis conhecidas e outras nem tanto. O mundo mudou.
Se é para apostar, vamos lá. Obama e seu governo. A locomotiva não pode parar e eles farão isso junto com as outras.
Um registro: Estou começando a ficar cabreiro!
quinta-feira, novembro 13, 2008
Tráfego aéreo em 24 Horas!
Este vídeo simula o tráfego aéreo mundial em 24 horas! Inacreditável.
Além do CO2 emitido e outros poluentes mais, imagina o controle e o cuidado com a segurança que deve ser tomado.
O mundo está cada vez pequeno e nós todos respiramos o mesmo oxigênio.
A crise na visão de Pedro Malan!
Esquece que Pedro Malan foi ministro de FHC, diga-se de passagem um bom ministro. Ele analisa a crise mundial com muita serenidade e experiência. Por acaso concordo com ele plenamente, pois isso é o que postado aqui sempre. Desde 2006 quando falo no excesso de liquidez e nos ciclos econômicos a visão minha é clara. As previsões são arriscadas, mas uma lógica existe.
Vale a pena ver a entrevista.
As bolsas andam nervosas e a volatilidade extremamente perigosa, mas ainda acho que tem papel bom para comprar. Só profissional tem operado e tem gente ganahndo muito dinheiro. Os volumes estão quase restabelecidos para valores antes da crise, mas ainda acho que o "pano verde" da jogatina é que está mandando no mercado acionário.
A recessão técnica na Alemanha com o segundo trimestre com queda da atividade econômica é um ponto ruim na confiança para saída da crise. A Alemenha é a país maior exportador do mundo e este sinal não é nada bom. A ação de Angela Merkel será implacável. Confio na competência deles, principalmente depois de tudo que passaram na economia desde a primeira guerra.
Vamos acompanhando por aqui.
segunda-feira, novembro 10, 2008
Bons ventos nesta semana!
As bolsas asiáticas sobem, dizem, devido ao pacote chinês de ajuda- Clique e veja. Governo preocupado em não deixar o mercado crescer abaixo dos 9% previstos para 2009. Certo, já disse aqui que a China ainda terá muito o que fazer para atender seus bilhões de consumidores, muitos ainda excluídos sociais. A Índia segue a mesma lógica.
O G-20 reunido em São Paulo mostrou a coordenação e ação conjunta dos países mais importantes do globo. Clique e veja.
As bolsas mundiais ainda apresentam alta volatilidade e não podem ser neste momento o termômetro da economia. Estes movimentos são chamariz para o jogo da especulação e só profissional está atuando. Ainda falta confiança do mercado investidor e geral, mas muita ação está barata e já deve estar em momento de compra. Empresas perderam muito valor com a queda, muitas empresas estão abaixo do valor de ativos reais. Todo cuidado é pouco entretanto. O momento é para os profissionais, mas por isso mesmo quem conseguir identificar estes papéis bons, vai rachar de ganhar dinheiro no longo e médio prazo. Sempre falei, dinheiro de investir em bolsa é reserva que não precisamos, que pode esperar no minimo 2 anos. Se alguém quer comparar ações e precisará vender rápido,pode entrar, mas está no pano verde do fabuloso mercado acionário da bolsa. A especulação e o jogo dão a liquidez que as bolsas precisam e sõa parte do jogo, mas só participa quem quer.
sexta-feira, novembro 07, 2008
Obama, o futuro e a equipe!
Basicamente membros do Partido Democrata e muitos de sua base Illinois. Como já tinha dito aqui, ele não tem experiência nenhuma no executivo, mas pode ter uma ótima equipe.
Já sinalizam com o retorno de Robert Rubim, ex-secretario do tesouro de Clinton e admnistrador de uma crise séria em 1994 com a insolvência do México. O cara parece competente e trabalhou anos junto com Alan Greenspan, enfrentou várias crises.
A sociedade americana é quem manda. Esta coisa de aproximação com Coréia do Norte, Cuba e solução para Afganistão e Iraque não vão passar pela vontade própria dele, mas pelos interesses estratégicos e políticos dos EUA. Já disse e repito, de boa intenção o inferno está cheio e não basta isso para governar bem.
Ele tem a vantagem de ser jovem e talentoso politicamente, mostras disso estão ai. É articulado e retórico como convém a um bom político, mas as esperanças e cobranças em torno dele serão muitas e a frustração pode ser na mesma proporção.
Não acho que possamos temer problemas com Obama, ao contrário, ele é a esperança de ajudar a tirar os EUA do problema financeiro e ameaça de recessão.
Clinton foi um dos melhores presidentes americanos em diversos indicadores, claro que ajudado pela conjuntura, a exemplo de outros políticos e países que não precisam de citação. OBama é ao contrário, herança maldita e problemas e uma dose grande de esperança. A competência e o desempenho vão depender da equipe, da responsabilidade e equilíbrio do presidente eleito.
Vamos torcer para ele.
quarta-feira, novembro 05, 2008
Obama o vencedor!
Ele é o vencedor da eleição com folga. A democracia americana é isso. Obama é articulado, estudou nas melhores universidades americanas e está cercado de bons quadros democratas e até republicanos. Os desafios dele são muitos, especialmente a expectativa criada em torno do que ele chamou de mudança. Busch deve entrar para história como o pior presidente americano em diversos indicadores, de certa forma Obama tem uma vantagem comparativa, apesar da herança maldita que recebe.
Ele será cobrado por promessas feitas, isso pode ser complicado para ele. Ele terá que enfrentar a crise financeira e focar na economia.
Não devemos temer Obama, ele será vigiado pela sociedade americana. Temo pelos radicais que podem aprontar. Assassinato de presidente lá não é coisa anormal.
Obama pode escrever um último capitulo da história abominável do racismo americano, vamos ver e torcer para isso! A eleição fez história por ter um negro na presidência, afinal a sociedade americana tem parte de sua história escrita por afro-americanos, como eles se intitulam. Já era tempo de acontecer.
Desejo sorte e sucesso ao Presidente Obama. Ele terá importante papel neste mundo que muda rápido e enfrenta problemas sérios.
Uma coisa ele mostrou, com 47 anos e 4 anos de política nacional conseguiu chegar a Casa Branca, predestinado ele mostrou que é, estrela, sorte e competência veremos em breve.
terça-feira, novembro 04, 2008
A Eleição americana é hoje!
Este site faz uma compilação de várias pesquisas nos vários estados, quem quiser ver clique aqui.
Na verdade eleição e mineração só após a apuração e mesmo com o favoritismo de Obama, pelo momento, pelo dinheiro e pela própria alternância de poder, ainda pode haver surpresa.
Para se eleger o candidato precisa de 270 votos no colégio eleitoral, Obama tem certo 220. McCain já andou pior e nas últimas pesquisas melhorou sua posição, por que? As urnas dirão.
Quando forem abertas o resultado começa a aparecer. Um detalhe, quem ganha nos votos não necessariamente pode ganhar no colégio, mas quase sempre os delegados dos estados seguem a vontade de seus eleitores.
Meu palpite, repito, por toda lógica que cito aqui, dá Obama, mas temos que esperar o resultado das eleições.
Outra coisa, não é preciso temer Obama. Ele tem defeitos, mas tem qualidades também, deve estar cercado de gente boa e a sociedade americana consertará algum eventual erro, se Obama meter os pés pelas mãos.
Meu palpite: Eleição equilibrada com diferença á favor de Obama em 2% nos votos e no colégio, de 538 votos, placa OBama 330 x McCain 208. Palpite meu!
quinta-feira, outubro 30, 2008
A eleição americana e notícias da crise!
quarta-feira, outubro 29, 2008
O futuro da crise!
O FED reune-se hoje e deve abaixar a taxa de juros. O medo de recessão. Aqui o COPOM deve manter ou subir, mas até o final do ano as previsões são de alta.
O medo da inflação ainda é real por aqui, mesmo com o equilíbrio que pode haver entre a alta do dólar (causa de inflação) e a baixa do petróleo (que alivia a inflação).
Juro alto aqui segura a inflação e deve ter influência no câmbio atraindo moeda estrangeira e forçando o lado comprador. Sou a favor da alta de juros pela primeira vez na minha vida talvez.
Na verdade ainda estamos no nevoeiro e a confiança não está totalmente restabelecida, mas insisto, as premissas são outras, o mundo mudou e os emergentes vão segurar aonda e dar a volta por cima.
terça-feira, outubro 28, 2008
A crise hoje e uma previsão, mas política!
Após o noticiário da crise hoje e a fala do ministro Mantega resolvi postar o seguinte:Todos sabemos que a economia é tocada por Meireles e, digamos informalmente por Palloci que dá copnselhos ao Lula, o ministro pelo qual o presidente teve que abrir mão por conta de escândalos políticos passados. O Guido Mantega foi assessor econômico na época da campanha, mas sempre achei que ele é figurativo. Não tenho nada contra ele, não digo que é bom ou ruim, mas me parece midiático e recentemente tem falado mais do que deve um ministro da fazenda, pelo menos em plena crise. Clique e veja.
Os fundamentos da economia foram plantados há muito tempo, antes de Lula, e a prosperidade mundial, da qual agora pagamos a conta, foi outra responsável pelo céu de brigadeiro até setembro de 2008 quando estourou a bolha. Sempre falei, assim como Milton Friedman, não existe almoço grátis.
Reafirmo que é a inflexão de um ciclo,mais um ao longo da história da humanidade onde a economia esteve presente. As bolsas têm comportamento atípico, os ativos de depreciam para ajuste a valores racionais. A crise foi causada pela alavancagem, desregulamentação no sistema financeiro americano, a riqueza gerada nos últimos anos e a criatividade do mercado com seus "hedges" e derivativos. É isso.
Peter Druker já havia preconizado, e agora revendo o livro de Alan Greenspan, A Era da Turbulência, novamente confirmei que o mundo não é o mesmo. A informática, telecomunicação e internet mudaram as premissas, continuo afirmando tudo que postei e escrevi recentemente.
Existe uma nova ordem mundial na economia, alguns pilares e fundamentos mudaram.
Vamos sair breve do problema, citarei só alguns pontos novamente:
1- O próximo presidente americano e a resiliência da economia americana
2- O coração do sistema financeiro mundial é em Londres e os EUA não são a força motriz da economia mundial como no passado.
3-Os emergentes capitaneados pela China que vão garantir que a coisa não ficará pior, podemos dizer, foi nosso seguro contra uma catastrófe mundial econômica.
4- Ações de diversos atores, governos e BCs com sincronização e eficácia.
5-Haverá ajustes de segmentos que cresceram muito, que especularam muito, enfim, a conjuntura sempre pega alguns, mas em contrapartida pode criar uma série de oportunidades para outros. A economia sempre é via de mão dupla.
6-A teoria do descolamento das economia (emergente x desenvolvida) não pegou totalmente, mas mostrará sua força. A crise ainda é de insegurança, breve ela voltará ao mercado e as operações continuarão, inclusive no mercado de "hedges" e derivativos, estes cruciais para a economia capitalista e gestão dos riscos.
Só uma questão para reflexão: Estes problemas que estouram agora em diversos segmentos e países aconteceram por causa da crise mundial do sistema financeiro americano? Claro que não, são processos que estavam em curso, parte do ciclo de alta que agora se corrige. Alguns efeitos da crise podem estar por vir, mas nada que possa tirar o sono, pelo menos dos otimistas como eu. São raras as situações imediatas na economia, sempre existem sinais dados. A gestão nesta hora pode significar a ida para o céu ou para o inferno, ainda mais quando se está no purgatório de crise mundial.
A minha previsão: Como disse, não julgo o ministro Mantega, mas ele está boquirroto e figurativo. Lula precisa dar visibilidade a um grande político mineiro, competente e lúcido. Vencedor de uma eleição e patrono de um modelo político moderno e inovador. O quase ex-prefeito Fernando Pimentel, economista de mão cheia, com experiência de executivo e muito competente. Ele substituirá Mantega no MF. Quando? Até meados do ano que vem. Quando a crise arrefecer, quando tivermos um fato político relevante, sei lá. Lula é esperto e já está pensando nisso.
Podem escrever ai, Pimentel deve assumir o MF, se não , será algo importante na área econômica antes do final do mandato de Lula. Podem escrever ai.
quinta-feira, outubro 23, 2008
A canseira do caso Eloá!
Acabo de assistir o Bom Dia Brasil, ficaram minutos discutindo se houve ou não um tiro antes da invasão. O que importa? Na sucessão de erros, da polícia e da imprensa, uma menina de 15 anos perdeu a vida e dstroçaram famílias com trumas que podem jamais serem sanados.
Minha opinião: O assassino foi transformado em celebridade pela impresa, quando restabeleceram a luz, a imprensa não poderia ter feito a cobertura do caso como fez. Colocaram adolescentes da periféria como heróis nacionais, de que, me pergunto? Celebridades por cinco dias? A troco de que?
A entrevista de jornalistas com o sequestrador foi patética. Seria cômico se não fosse trágico o desfecho desta história. Falta assunto na mídia ou aproveitam o sensacionalismo para colocar em audiência o povão analfabeto e incauto deste país?
O enterro da menina passou edição nacional ao vivo, milhares de pessoas como um rebanho de ovelhas foi ao cemitério, inebriadas, sei lá por que. O que é isso? Quantas Eloás em casos similares ou mais chocantes não morrem anônimas sem a cobertura da imprensa? Não se respeitou a dor da família dos envolvidos. Um menino "pau de arara" da Paraíba é transformado em celebridade cometendo um crime imbécil. As meninas, vítimas, ganham centenas de luzes da ribalta nas suas vizinhanças e parentes dão entrevistas a todo momento, fazendo do fato triste e perigoso, um evento festeiro, ao vivo, com a chamada de plantão! Reflitam: Se a imprensa não desse a importância que deu, não transformasse o fato em sensacionalismo nacional, qual seria o desfecho? O jovem não teria outra atitude?
A polícia demorou para invadir. Se o tiro ocorreu antes ou depois, o que importa?
A sucessão de erros da polícia, da imprensa e da sociedade em geral que deu a cancha a mídia acabou na tragédia que assistimos, e o pior, a mídia continua com a cobertura irreal. O caso não poderia ser relevado, mas a overdose foi o maior dos erros.
Falta assunto com certeza, ou será que existem outras motivações? Gostaria de entender.
quarta-feira, outubro 22, 2008
A nova ordem econômica mundial e as conseqüências da crise!
Gráfico da crise de 1929.As crises não são de todo mal, diz Allan Greenspan, Concordo com ele. Esta além de esperada vai dar muitas licções na humanidade, para os outros ciclos virtuosos que virão.
1-) Existe uma nova ordem econômica mundial, a internet, a velocidade e intangibilidade são premissas.Não podemos comparar a crise atual a de 1929. Hoje se sabe que a depressão que se seguiu a crise da bolsa de 1929 poderia ter sido evitada por ação do governo americano que na verdade agiu na seqüência com o “New Deal” onde aparece Jonh Maynard Keynes e escreve um capítulo a mais na economia.
2-) Bretton Wood foi convocada em função da experiência de 29 e dos estragos que a II guerra estava causando, no final já, mas o mundo precisanso limpar os escombros.
3-) Tivemos chamado “Baby Boom” da década de 50 e 60, conseqüência direta das mudanças pós guerra, inclusive tecnológica e o advento da comunicação. Prosperidade total, logo veio a crise do petróleo na década de 70 e os movimentos inflacionários em quase todos os países, causados pela mesma prosperidade basicamente. Aqui no Brasil foi um pouco diferente, pois experimentamos na década de 70, crescimento econômico médio de mais de 9%, como é a China hoje, o chamado milagre econômico. Depois os períodos de inflação crítica experimentados na década de 80. Em 1973 o primeiro choque do petróleo e início da inflexão mundial na riqueza gerada em 50 e 60.
4-) É difícil comparar a era “Baby Boom” com a virtuosidade econômica iniciada na década de 90, sustos em 97 e 2001 com problemas mundiais que afetaram a tranqüilidade dos mercados. A crise asiática e o atentado ao “World Trade Center”. Estava na hora da correção.
5-) O G-20 e o G 7 são analogamente neste momento uma nova Bretton Woods. Os países discutem mecanismos de combate ao problema sistêmico, característico da globalização e do mundo conectado e veloz. Podem até nomear uma nova conferência para discutir a economia mundial, mas isso já ocorre de maneira coordenada e competente até aqui.
6-) A tendência de uma aumento da regulamentação e mudanças nas regras de bolsas, fundos, derivativos, sistema financeiro e bancário é grande, mas demora algum tempo. Não digo aqui anos, nem meses, mas muitos dias. Lembre-se uma das premissas é a velocidade. A movimentação e a liquidez de suporte que os BCs dão ao mercado são ágeis e rápidas, ainda bem. 7-) O Capitalismo não acabou nem está sendo revisto. O lucro ainda é a melhor forma de gerar riqueza, emprego e renda. O sistema de mercado ainda é o mais democrático e livre. Intervenções de governos? Sempre que necessário. Em 1929 ficou provado que o capitalismo não pode prescindir de regulamentação e fiscalização, em nome até de sua própria liberdade.
8-) As bolsas estão voláteis não por causa das notícias de potencial recessão mundial. O mundo ainda crescerá 2,5% médio ao ano segundo diversas previsões. A China ainda crescerá 9% e os emergentes outros tantos. O Brasil deve ficar com 3,5% ou mais. As bolsas ainda se ressentem de falta de confiança, de ajuste de preços irreais e do momento de instabilidade, natural no meio da confusão.
9-) A confiança da população não poderia seguir caminho diferente neste momento. O mundo não parou, não foi a primeira e nem será a última crise da economia, seja local ou mundial. A diferença é que hoje, tudo ligado sistemicamente, as informações circulam rápido e acabam colocando freios em diversas atividades, mais por receio, acredito eu.
10-) Vão fechar mais fábricas como ocorre com as de brinquedo chinesas, é parte do processo, da inflexão pós prosperidade absoluta. Da competitividade global, da evolução do preço dos insumos, enfim, não é por conta desta crise com certeza. Quebrou uma empresa espanhola de aviação foi a crise?, Espera ai, o setor de aviação está em crise há muito tempo, simplesmente foi neste momento que deu a sua bancarrota, nada mais.
11-) O ajuste iniciado no sistema financeiro vai atingir outros segmentos, é natural na economia globalizada, conectada e veloz, mas é parte de um processo, não conseqüência da crise que assistimos em si. Ciclo econômico insisto, Nikolai Kondratiev mostrou modelo de ciclo com 40, 60 anos. Lembre-se novamente, a velocidade é um dos pilares da nova ordem, as variáveis são outras.
Conclusão: Não adianta ficarmos a luz das previsões de pessimistas ou otimistas. As coisas aconteceram com uma lógica previsível, as ações estão sendo tomadas. As crises não são de todo mal, elas serviram para reordenar e organizar muitos parâmetros. Bretton Woods jamais poderá ser repetida, algo como o que ocorreu lá já está acontecendo, o efeito até lá será o que vemos agora, ainda desconfiança e acomodação nos negócios. Recessão e inflação devem acontecer, mas serão movementos rápidos, repito sempre, as ferramentas de gestão são outras, mais modernas, mais eficazes, a experiência aliada a tecnologia e aos novos pilares da economia global vão fazer muita gente se surpreender.
Fica aqui registrado mais uma vez.
terça-feira, outubro 21, 2008
A eleição nos EUA, o papel da mídia, a crise.
Existe um fator que alguns analistas observam chamado “Efeito Bradley”- clique e leia. Diz de um efeito de mudança no voto pela questão racista, onde o eleitor declara o voto, mas não vota. Além disso o recadastramento eleitoral pode atrapalhar Obama e o voto não obrigatório que o eleitor diz que vota, mas não comparece na urna. A história muitas vezes se repete.
Meu candidato? Não tenho preferência, o mundo precisa de sangue novo e "the next" deve olhar para a questão econômica global, e olhará.
Favorito? Claro que é Obama. Os republicanos já vivem 8 anos de poder, a crise tem a cara de Busch e o americano está ainda assustado. Isso atrapalha McCain. No fundo eles são parecidos, a sociedade americana comanda as ações dos governantes, a democracia lá é plena, a liberdade total. Lembre-se de Nixon, Clinton, lá errou, problema com a opinião pública é certo e risco de "impechment" grande.
2-) A mídia é simpatica a Obama, claro, mas a eleição ainda não se decidiu, pela mídia parece que acabou e Obama está eleito. Outra crítica a exposição midiática. O sequestro da jovem Eloá que terminou na morte dela. Pensem comigo: Será que o adolescente não ficou empolgado com as luzes da ribalta da mídia cobrindo o caso? Erros foram cometidos segundo entendidos de ações de resgate, um deles é a questão da cobertura da mídia. Diga-se de passagem, assisti o Bom Dia Brasil hoje e me pareceu uma overdose do caso, será que falta outro assunto? A população participa inebriada do velório da jovem, como se ela fosse uma popstar com 5 dias de fama. E a família dela? E se não houvesse esta exposição, o sequestrador não poderia ter ficado mais humilde, ou no seu ódio apaixonado se sentiu um herói que aparece em cadeia nacional, com chamadas diversas do plantaão na Globo, SBT, Record e toda impensa? Fica minha crítica, falta assunto ou eles querem explorar o sentimentalismo com sensacionalismo de uma caso triste de uma jovem desprezado que tenta se vingar da amada?
A mídia poderia ter ajudado e não atrapalhado, que ocorreu na minha opinião.
3-) Ben Bernanke anuncia uma idéia de novo pacote nos moldes do "New Deal" inventado por Keynes pós crise de 29. Foi um sucesso na época e lá ficou provado que o estado deve conviver com o capitalismo. Vamos ver detalhes e comentamos, mas a idéia, em tese, parece boa e oportuna pelo momento.
sexta-feira, outubro 17, 2008
As postagens desde 2006 prevendo a crise atual!
Desde outubro de 2006 até agosto de 2008 postei comentários e informações sinalisando sobre o que está ocorrendo agora. Astrológo, vidente? Claro que não. Já disse que em 2006 fui alertado por um amigo americano que administra bilhões de dólares sobre os riscos da bolha que era originada pela prosperidade e acelerava com o boom imobiliário americano. Era completamente previsível.
Vejam ai as postagens e seus títulos:
2007 pode ser decisivo para a economia - outubro de 2006
Vamos deixar registrado a crise mundial se avizinha - novembro de 2006 - Esta postagem foi logo após a minha conversa com amigos americanos que operam com muita competência no mercado financeiro.
Alívio no mercado - Agosto de 2007 - Sinal da crise
Rescaldo da crise - Agosto de 2007
Em três meses 744 bilhões viram pó - Janeiro de 2008 - Outro sinal
O mago e maestro da economia mundial - Janeiro de 2008
Inflexão para nova ordem mundial - Fevereiro de 2008 - Olha esta então!
Crise americana analisada hoje - Março de 2008 - Esta aqui parece que falamos de hoje!
Velocidade - Agosto de 2008
Hoje comentaram comigo. Alan Greenspan administrou várias crises, inclusive o september 11 famoso atentado. Ben Bernanke substimou a crise do Leman Brothers e não anteviu o problema que agora acontece.
Fácil apontar culpados, mas ainda acho que durou muito, aconteceria de qualquer jeito.
Agora tudo é crise. Quebra companhia espanhola de aviação, é crise! Espera ai, o setor está em crise há muito tempo, quebrou agora durante a crise, não pela crise. Vários segmentos expadiram demais e agora arrefecem, naturalmente, ciclo da produção. Outro dado, indicadores americanos medidos agora só podem estar negativos, alguém acha o contrário?
A Bovespa opera sem muito capital estrangeiro, basta ver os volumes: normal de 6 bilhões, hoje de 4 bilhões.
Acho que existe muita chance de voltarem recursos para cá, com aprendizado óbvio. Nossa taxa de juros ainda permanecerá alta, o risco país é bom e se o câmbio voltar, tudo indica, teremos a volta do fluxo positivo, inclusive na bolsa. Vamos deixar registrado.
quinta-feira, outubro 16, 2008
Fevereiro de 2008 - A nova ordem mundial
Mantenho o que disse, o ponto de inflexão e nova ordem mundial. Previa alguma coisa sem saber extamente o que aconteceria, ou seja, para onde seria a migração dos ativos. Falei em movimentação especulativa. Vou achar mais postagens e artigos onde sempre antevi um problema. Agora sabemos aonde e porque ocorreu. As medidas estão sendo tomadas, a volatilidade da bolsa é normal, ainda deve ter papel caro, como deve ter barato. Os jogadores estão se divertindo, gente ganhando e gente perdendo.
Repito quantas vezes forem necessárias, temos novas premissas na economia global e muita gente que está fazendo previsões não considera estas variáveis.
A crise e o debate de ontem entre Obama e McCain
A futurologia das consequências da crise ainda são especulação. A economia tem novas ferramentas de gestão e premissas que breve aliviarão o problema. Como já disse, não foi a primeira e não será a última.
2-)O debate de ontem foi morno. Achei Obama melhor. McCain deve ter se ressentido com a pesquisa que mostra 2/3 dos americanos contra os ataques pessoais em campanhas políticas.
Insisti na sua experiência contra a de Obama. Já Obama parece que fala o que o povo quer ouvir. É retórico ao extremo e muito articulado. As pesquisas de opinião mostram sua vantagem de 14 pontos sobre McCain, mas também não diz muito. As eleições americanas sempre foram duras, o voto não é obrigatório, houve recenseamento eleitoral em vários estados e um endurecimento nas regras que permitem o cidadão votar, isso ajuda McCain. Em contrapartida, a crise, o temor da recessão e a fraqueza de Busch ajudam Obama.
Não arrisco prognóstico apesar de reconhecer que Obama tem vantagem, até pela alternância de poder, os republicanos estão há 8 anos no poder.
Vamos aguardar, mas tenho fé na resiliência da economia americana e no sangue novo do próximo presidente como coisas que ajudaram a debelar esta crise inédita na economia mundial.
quarta-feira, outubro 15, 2008
Acho que a crise se resolveu e volta rápido ao normal!
Em 2000 li um livro chamado "BLUR - A Velocidade da Mudança na Economia Integrada", como viver e vencer nessa nova realidade de Stan Davis & Christopher Meyer, editora Campus.
Este livro fala nas premissas da nova economia, velocidade, intangibilidade e conectividade, ou seja, as coisas na economia integrada, na inexorável globalização, têm como pilares a velocidade nas mudanças, a interligação em rede, pelas nets e internet e a intangibilidade. O livro conta passagens onde os autores defendem sua tese, concordei plenamente como acho que de 2000 até aqui, estes pilares só se fortaleceram, vide a crise que vivemos no momento.
Quem quiser ler- Clique e leia
Diz Sêneca, filósofo romano, "qualquer um prefere crer a julgar por si mesmo", cito isso para dizer que a crise econômica é mais midiática do que real. No meu artigo cito a velocidade na economia integrada e esta mesma velocidade fará as coisas se normalizarem antes do previsto por diversos economistas e jornalistas. Alguns dizem em 24 meses de recessão, outros em crise grave de crédito, etc.
Não estou estudando a fundo, nem academicamente o que ocorre no mundo, mas tenho um embasamento bom, além de acompanhar as notícias de diversos países (diga-se de passagem, muito parecidas). Só coloco na questão as premissas da velocidade da mudança, na importância dos atores econômicos e mais ainda, a continuidade, mesmo que menor, do ciclo virtuoso.Parece que muitos não estão considerando isso.
OK, não discordo que a coisa foi séria, mas a ação conjunta dos governos europeus e seguido pelos EUA arrumaram a casa, agora é reorganização natural.
O chinês que continua trabalhando nem sequer ouviu dizer de crise financeira de bancos americanos, o indiano também, o brasileiro, enfim, os países ditos emergentes ainda vão continuar crescendo, a previsão é quase a mesma de 2008, ou seja, China 8%, India, 6%, Brasil 3%. Deve haver uma retração, mas eles vão segurar a economia real. Países desenvolvidos, inclusive os EUA podem ter problemas ai nos próximos meses, dois trimestres estimo, mas lembre-se, a ordem econômica mundial mudou. O Comércio americano não representa mais 50% da economia mundial, mas por volta de 35%, o sangue novo de Obama ou McCain vai dar fôlego novo e outras variáveis que ajudaram a ruptura deste pessimismo e falta de confiança.
As novas premissas reinantes na economia mundial vão agir. Sem querer ser vidente, sempre falei na bolha irreal da prosperidade de quase 17 anos, era uma questão de tempo. Agora posso dizer, A RECUPERAÇÃO SERÀ RÁPIDA. Lógico que as bolsas ainda manterão volatilidade, assim como os mercados de derivativos em geral vão demorar um pouco a retomar seu ritmo. Não acho que demorará 2 anos ou 3 como alguns dizem e outros confirmam.
Vários economistas já dizeram bobagens, Rudiger Dornbusch já previu bobagens, Noriel Rubini acertou em cheio algumas, Jeffrey Sachs já errou feio em outras coisas, Paul Krugman, ganhador do Nobel de Economia este ano, acertou em cheio o estouro desta bolha e previu há 10 anos atrás o que está ocorrendo agora.
O que quero dizer é o seguinte, não existe futurologia, mas uma certa lógica. Contrariando várias previsões, e inveterado otimista, vou pela solução rápida da crise pela ação das forças naturais da economia atual e pelo aprendizado com as crises passadas e evolução das ferramentas de gestão. Vamos ver!
segunda-feira, outubro 13, 2008
Estamos no final da crise?
Cuidado que ainda existem preços de ativos superavaliados e ações apreciadas, mas já existem muita coisa boa no mercado.
Confesso que estava tranquilo, depois um pouco assustado, quando sexta em Brasília, vi o Busch na TV e as ações pareciam não fazer efeito.
Podem escrever ai, na economia atual a conectividade, intangibilidade e velocidade são pilares, a velocidade vai fazer a normalização ser mais rápida contrariando gente que diz que teremos dois ou mais anos de recuperação.
Acho que até o final deste ano ou em meados de 2009 com o próximo presidente americano as coisas voltam.
Ainda existem preços de comodities altos e ações supervalorizados, a volatilidade continua e todo cuidado é pouco. Ainda existem rajadas do vento gasoso dos ativos junk bond rondando por ai.
Tenho escrito sempre, sem pânico nos piores momentos é o melhor remédio, a hora de comprar está´próxima, até o final do ano, vamos ter muitas alegrias ainda. Escrevam ai.
sexta-feira, outubro 10, 2008
A crise, os boatos e o pavor continua.
Busch foi a TV tentar tranquilizar os americanos e o mundo, G-7 e G-20 marcaram reuniões para discutir a crise.
Boatos de feriado bancário mundial e até uma nova Breton Woods (reorganização que ocorreu pós crise de 29) são circulados na internet.
Na verdade as medidas que os BCs e países estão tomando não surtem o efeito. O pavor é enorme e o mercado continua travado. Ninguém se entende em explicar a volatilidade maluca e a falta de liquidez e crédito para alguns segmentos. O problema da apreciação do dólar frente ao R$ não é só isolado, ele se fortalece frente a outras moedas de diversos países. A recessão é anunciada retroalimenta o pessimismo.
Está ficando complicado, e a coodenação dos países em ação conjunta pode estancar a hemorragia da crise. Para onde vai, ninguém pode precisar, mas pode ter fugido do controle e as ferramentas convencionais de gestão podem não fazer mais efeito. Será que surgirão outras medidas?
Tudo bem que a maior supervalorização de ativos foi nas bolsas, mas elas são os termômetros da economia.
Vamos acompanhando, mas o nevoeiro é grande. Otimista inveterado ainda acredito que a confiança será restabelecida e como a velocidade é uma das premissas da economia moderna, acho que voltará tudo ao normal em pouc tempo.
O pavor ainda continua
Parece que o esforço conjunto dos países, a queda de juros e outras medidas não acalmaram o investidor das bolsas. Acho que acontece algo ainda sério, a queda da Bovespa ontem foi alta e com volume de dinheiro alto, isso é complicado.
Alguém me perguntou, a bolsa chega a 25.000? Ninguém pode dizer nada. Acho que está chegando ao ponto de inflexão para alta, existem papeis que estão com preço desvalorizado demais, ou seja, valem mais que seus ativos reais. Antes estavam supervalorizados, inchados, agora subvalorizados. Isso é o mercado.
Ainda não acho que acabou o mundo e o capitalismo está ferrado como querem alguns. O processo ainda é de temor e medo, mas o esforço e as forças naturais farão sua parte. Nem todo mundo está ilíquido, nem todo mundo está com problemas. O trabalhado chinês, indiano, russo e brasileiro continua trabalhando, comendo, andando de carro e ônibus, etc. Ele nm sonha o que está acontecendo. Ainda acho que a crise está restrita ao mercado financeiro, gasoso e superavalido ainda. A irresponsabilidade de alguns e a liberdade em excesso causou isso. A economia real é afetada fortemente neste momento, mas se recupera, alguns resquícios ficaram, mas poucos e localizados aqui e acolá. A mídia sempre encontra algo para justificar a constante queda das bolsas, acho que ainda é ajuste de preço real x virtual e algumas corretoras e bancos fazendo liquidez para honrar posições.
Vamos acompanhando.
quinta-feira, outubro 09, 2008
A tempestade americana começa a desanuviar?
A notícia do dia que já mencionei aqui: Clique e leia - O Secretário do Tesouro dizendo que mais bancos ainda vão quebrar.
Na verdade a crise começa a desassombrar-se, BCs de vários países baixam juros, mas a insegurança presente ainda não deu o ponto de inflexão para retomada de alta e tranquilidadeno mercado, está próximo na minha visão.
Os bilionários salários de executivos bancários definitivamente serão regulados. Os Yuppies do século XXI vão mudar hábitos, ocorreu isso na década de 80 após o crash.
A paralização dos negócios começa a diminuir, mas ainda ficaremos um pouco andando de lado, como dizem no mercado. As bolsas de valores, maiores ativos "gasosos" e liquidações financeiras interbancárias ainda têm problemas que que passarão com a calma voltando ao mercado.
FMI revê projeções de crescimento de alguns países, mas nada que assuste, especialmente o Brasil que ainda deve crescer 3,5% em 2009, segundo o FMI. Os EUA 0,1%, ruim, mas nada que não se recupere, principalmente com o sangue novo do próximo presidente, seja quem for.
O tamanho da desaceleração é ainda indeterminada, como dizem os economistas, a crise "virtual" atinge a economia real de formas diferentes, até pelo temor. A queda de atividade e redução de ritmo existe, mas nada também que assuste, é parte do processo e força natural pós ciclo de quase 20 anos de prosperidade e nos ventos do vendaval de estouro da bolha dos ativos financeiros supervalorizados.
Vamos acompanhando. Uma coisa estranha, vários bancos estão sendo estatizados, caminho inverso ao capitalismo e liberdade, mas necessária. Aprendemos mais lições, uma talvez mais importante, a intervenção do estado no mercado pode ser necessária e importante, isso fere brios de liberais mais radicais, não devendo porém exaltar ânimos dos esquerdistas pregando o fim do capitalismo.
Uma coisa muito positiva desta crise: O esforço conjunto dos países na luta para restabelecer a confiança no mercado e debelar a crise e outro, a importância da atenção das autoridades na questão fiscalização e regulamentação a abusos.
Um negativo: a concentração do sistema financeiro na mão de governos e poucos banqueiros, inclusive aqui no Brasil.
quarta-feira, outubro 08, 2008
Mais notícias do debate e da crise
Obama enfrenta no YouTube uma campanha sórdida, acusado de várias coisas, inclusive sendo processado por um sujeito esquisito. McCain sofre agora com suas ligações a Jonh Keating, protagonista do escândalo de 80 nas "savings&Loans", sendo até advertido pelo senado americano.
Isso não aparece escancaradamente, mas nas entrelinhas, internet sim, vamos ver mais na frente o que acontecerá.
A crise continua por lá, disse no post abaixo que a Ásia resistia, mas agora Tóquio caiu, não poderia ser diferente. A Bovespa deve acompanhar o ritmo. Enquanto não abaixar a poeira e o mercado "destravar" a volatilidade será alta e os preços estarão sendo ajustado para seu valor real. Vale ler o artigo de Antônio Machado.
Tema de muitas postagens minhas, a riqueza criada por dívidas e alavancagem do mercado é irreal e agora tende a voltar ao números razoáveis.
Acho que não demorará muito tempo para as coisas voltarem ao normal, a confiança será restabelecida com a ação dos bancos centrais, isso já está em curso.
Os juros devem abaixar em todo mundo pelo medo da recessão e agora dane-se a inflação.
Isso vai ajudar o Brasil e a Bovespa. Com juros baixos por lá e a usura por aqui, o fluxo será retomado, o "carry trade" (dinheiro tomado em outros países e aplicados aqui com ganhos em juros e câmbio também) voltará silenciosamente.
Como inveterado otimista e testemunha de outras crises, não estou vendo ainda este temor absurdo que a mídia coloca, até em plantões jornalísticos. Afinal não adianta espernear, a vida continua e muitas atividades seguem seu curso. A liquidação de papéis de curto prazo, operações em vencimento e posições nas bolsas ddevem estar tirando o sono dos BCs e dos atores, mas tudo volta ao normal, inclusive com os preços sendo corrigidos para seu valor real, ou digamos, palpável e não gasoso!
terça-feira, outubro 07, 2008
O debate Obama x McCain de agora a noite
Minhas impressões, inclusive sobre as eleições americana.
1- Haverá mais um debate
2- As pesquisas mostram empate técnico, mas com ligeira vantagem de Obama, pode ser devido a crise bancária atual, mas esta mesma crise pode atrapalhar a performance de Obama, veremos mais abaixo.
3- As pesquisas de intenção não são fontes muito confiáveis, não porque podem fraudar ou a metodologia estaistica é ruim, mas por dois motivos básicos, primeiro, o voto não é obrigatório, as pessoas podem declarar intenção de voto e não ir votar, perfil mais do eleitor de Obama, segundo, o presidente é eleito por um colégio eleitoral e não pelo voto direto, lembra de Al Gore que ganhou na eleição e perdeu no colégio?
4- A crise muda o perfil da eleição, a experiência de McCain pode sobressair, assim como a vontade de mudança de Obama.
O debate de hoje, com um detalhe, lá o país para para ver, a audiência é grande:
Sempre tive sempatias pelos democratas, até por ligações pessoais com políticos que conheço lá, mas Obama, articulado, me parece retórico demais, um pouco boquirroto e demagogo.
McCain é menos articulado, é experiente e veterano de guerra, isso tem grande pesso junto ao nacionalista americano.
A minha avaliação do debate é que Obama se enrolou em questões de política externa, mas brilhou na questão do "medcare" quendo disse da morte prematura de sua mãe aos 53 anos. Nos assuntos ambientais, efeito estufa, ambos concordaram. Nas questões militares McCain humilhou Obama. McCain se mostra mais preparado na minha visão, não sei se o eleitor americano terá a minha visão.
Opiniões de jornalistas divergem, todos têm uma ligeira preferência pessoal, a maioria acredito que gosta do mais de Obama. Alguns que já ouvi dizem que houve boa performance dos dois, sem vencedores.
Uma coisa impressionante foi o tema energia, tanto nas questões do Oriente Médio, como da crise do Caúcaso.
Obama insiste que a mudança da matriz energética do petróleo para fontes alternativas diminui o poder dos inimigos americanos. Concordo com o argumento, mas demoraremos gerações para isso ocorrer. Na questão Al Queada ambos foram unânimes, mas quando falou-se em Paquistão e Afeganistão, Obama se enrolou.
Não assisti 100% do debate, mas peguei 90%. Gostei, isso é democracia e liberdade. O americano sempre faz um show e vou pesquisar a audiência, deve ter arrebentado.
Outro dado: a crise atual foi mencionada "an passant" mostrando que as coisas lá vão se normalizar breve, apesar dos dois concordarem em tempos mais difíceis e sacrifícios.
Gostei muito da pergunta se a saúde poderia ser tratada como comodity, McCain é mais liberal neste ponto invocando a iniciativa privada, Obama falou mais em responsabilidade de governo, divergiram feio.
Obama atacou a desregulamentação do mercado financeiro, opinião que concordo, como uma das responsáveis pela crise atual, McCain desconversou.
A demagogia de Obama na questão corte de imposto foi desmascarada com o histórico das votações dele como senador, McCain mandou muito bem, inclusive aludindo ao despreparo dele.
Enfim, foi bacana. Gostei, tive meu vencedor, sem preconceito ou preferido. McCain.