Assuntos que me interessam: Política, Meio Ambiente, Economia, Tecnologia, Internet e um pouco de filosofia.
quinta-feira, maio 01, 2008
Brasil ganha grau de investimento
1-)Algumas das principais agências de classificação de risco -Moody's, Standard & Poor's e Fitch, analisam empresas e governos e classificam dentro de padrões que significam seguraça e solidez com baixo risco para investimentos e crédito. No caso aqui a Standard & Poor's deu a nota máxima ao Brasil. Níveis de riscos :
AAASR
Garantias máximas, risco quase nulo
AA+SR/ AASR/ AA-SR
Garantias muito fortes, risco muito baixo
A+SR/ ASR/ A-SR
Garantias fortes, risco baixo
BBB+SR/ BBBSR/ BBB-SR
Garantias adequadas, risco módico
2-) A Definição do livro texto: "Condição de baixo risco de crédito que denota adequadas garantias e reduzida vulnerabilidade a fatores de perturbação externos a uma emissão ou a um conjunto de obrigações de emissor".
3-) Bancos para fazer empréstimos e fundos para investir, olham este grau de risco, a nota máxima dada pelas agências, ajuda a aplicar seus recursos. A lei americana proíbe fundos de investimentos (como o famoso fundo das professoras da Califórnia) de aplicar em países sem ter o "Investment Grade".
4-) O Brasil tem chance de aumentar, e muito , a sua participação na busca por mais um naco na poupança mundial que só pode pousar em lugares com a nota máxima. Sabe quanto é o valor? 13 trilhões de dólares aproximadamente.
5-) Como dependemos muito de recursos externos, principalmente para infra-estrutura, isso é bom, mas como tudo na vida é via de mão dupla: O já enfraquecido dólar e como consequência o Real forte, terá mais problemas pela perspectiva de entrada de dólares.
6-) Esta medida era esperada, mas a bolsa "bombou" ontem. Ainda é cedo se vai continuar subindo, o mercado mundial é mais mandatário para a volatilidade da Bovespa, e além disso, o mercado se antecipa sempre, ou seja, já sabia que chegariamos neste grau. Pode subir, mas não arriscaria, o recurso externo que pode e deve vir, é de boa qualidade e díficl de precisar quanto irá para o mercado de ações.
7-) O real forte ajuda a segurar a sinalização da inflação, mas arromba mais nossa balança comercial, isso sempre tem consequências.
8-) Em termos mundiais, pouca ou nenhuma repercussão, o Brasil é muito, com todo respeito, insignificante no contexto.
9-) Isso não é mérito do governo Lula, esta cirscunstância vem desde o início de 90, com a estabilização da moeda e a conjuntura mundial. Mérito de ambos, mesmo com todos erros cometidos, Lula e FHC: RESPONSABILIDADE. Eles não entraram no jogo populista e demagógico de outros governantes.
10-) Nosso nível é: "BBB", isso quer dizer, estamos no comecinho da escala de "Investment Grade" e qualquer vacilo podemos voltar, ou cair.
terça-feira, abril 29, 2008
Crédito sobe e atinge 35,9% do PIB em março
O crédito é bom, alimenta o consumo, é combustível na máquina virtuosa da produção, geração de emprego e renda, mas como tudo em descontrole e excesso, tem riscos.
As distorções começam no absurdo dos "spreds" cobrados, exatamente onde a banca alega que mete a mão porque a inadimplência é alta. Como, absurdamente, a febre fosse culpada pela infecção.
O ganho rela dos bancos é irreal, olhem os desempenhos. A transferência de renda é anormal e injusta. O povo é analfabeto matematicamente e não sabe como são extorquidos.
O BC deveria aumentar o compulsório....de que adianta aumento no consumo, se a produção não atende, sinaliza inflação e eles aumentam os juros travando a expansão?
Se fosse pera o bem da expansão do país nos níveis chineses, ainda bem, mas deste jeito, só enche a burra dos banqueiros.
Podem escrever: Vamos ter uma grave crise quando a inadimplência aumentar por problemas macroeconômicos de flata de crescimento, crise internacional, ou qualquer coisa que afete o povão, incauto tomador do crédito abundante. O verdadeiro !subprime" brasileiro. Veja o post abaixo que menciono, isso. Ainda bem que tenho me antecipado a mídia. Um dia me criticaram por ser muito midiático, mas não sou não, vivo a era da informação e a sociedade co conhecimento, mas tenho experiência e discernimento para avaliar as mazelas e distorções do nosso pobre país. REPITO: Não falo de governante, falo de governo e estado.
sábado, abril 26, 2008
O peso do estado e a farra da banca.
Sábado na manhã, depois do tênis, gosto de verificar algumas coisas econômicas relacionando o passado ao presente, sempre com foco nas distorções que o estado brasileiro provoca. O estado e não governantes quero deixar claro. Neste período tivemos vários governos, de 1985 até hoje. O estado é o mesmo, os governantes foram Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula, bem ecléticos na ideologia e na competência, mas deixemos de lado esta questão.Vamos ao cerne da milha ilação: A farra da banca.
Na minha visão, indignada por sinal, a súcia dos banqueiros monta no estado desde a década de 80, no governo Sarney. Não preciso lembrar que no final do governo Sarney, em 1989, a inflação chegou a 80% ao mês, alguém se lembra?
Esqueçamos o lado negro da inflação e dos planos mirabolantes, do Cruzado, Bresser, Collor, etc, e chegamos finalmente ao Plano Real (1994) e a Política de Metas Para a Inflação (1999). Este sim, o Real, o baluarte da estabilização até hoje, muito pela conjuntura mundial e responsabilidade dos governantes.
Fiz uma conta simples: US$ 10.000,00 dólares em março de 1985 valia (Cruzeiro) CR$ 39.510.000,00. Atualizado até abril de 2008 pelos índices oficiais (ORTN, OTN, BTN, INPC, UFIR até 1996 e depois a SELIC) chego ao seguinte número: R$ 61.189,00. Este número convertido pelo câmbio atual (US$ 1 = R$ 1,66) dá exatamente US$ 36.860,84. Ou seja. Quem tinha US$ 10 mil em março de 1985 e aplicou só nos papeis lastreados em títulos oficiais teria agora quase US$ 37 mil. Sabe quanto foi o reajuste? 369%.
Considerando que a década de 90 até aqui foi mundialmente de inflação baixa, imaginem o ganho real em US$.
O PPI Índex (um dos indicadores americanos de inflação) não ficou em 50% no período de 23 anos que analisei.
Quem é o maior emprestador? Adivinhou a banca. Isso mostra como eles ganhavam com a inflação e ganham sem inflação. As razões são várias, mas o estado é o maior tomador de recurso, gasta mal e tem ânsia arrecadadora, cria estes mecanismos e enche a burra dos potentados.
Tudo bem que alguém pode dizer que sofismei pela conversão ao câmbio e hoje nossa moeda, o Real, está forte. Se ainda assim o US$ estivesse mais forte e a paridade fosse R$ 3,00, o ganho real ainda seria o dobro da média dos EUA.
Além de bancar o governo, eles extorquem os incautos com a farra do crédito, sem risco no caso consignado.
Hoje temos 30% do PIB na mão de analfabetos matemáticos que pagam “spreads” absurdos. Podem escrever ai: Teremos na primeira crise mundial que arrastar o Brasil uma crise do “sub prime” do crédito brasileiro.
A minha revolta é antiga, mas a cada momento constato que de boas intenções estamos cheios, mas as coisas não funcionam como deveria, dentro de preceitos democráticos e da justiça social. Montesquieu do “Espírito das Leis” escreveu: “Quando vou a um país, não examino se há boas leis, mas se as que lá existem são executadas, pois boas leis há por toda parte.” Aqui tudo parece funcionar, mas as distorções são enormes. O Banco Central só pode ser refém da banca, a questão das tarifas é caso de polícia.
Meu sábado segue em frente, mas com a triste sensação de que somos um povo abençoado e acomodado, que aceitamos calados as mazelas e nos contentamos com as migalhas que sobram.
O Brasil nunca chegará onde deveria estar. Não com a classe política sempre eleita nos enganos ao povo e do povo eleitor.
terça-feira, abril 22, 2008
O caso Isabela e a teoria dos jogos
O caso é os eguinte: Está mais que evidente a culpa do pai e da madastra, a tecnologia policial e forense vão cuidar do resto, mas a opinião pública pode já ir formando seu julgamento.
Acho que ficamos expostos a uma comoção pela mídia, "over dose" do crime que chocou o Brasil, mas a verdade está próxima e faço minha previsão: Um dos dois prováveis culpados entregará o outro. O dilema do prisioneiro ilustra porque a cooperação entre jogadores difícil de ser mantida. Segundo a teoria dos jogos a colaboração é estratégica, mas irracional sob o ponto de vista individual. Eles (o casal culpado) estão se protegendo, mas quando a culpa apertar e as evidências ficarem claras, eles tentarão reduzir sua participação e jogarão a culpa no outro. Cada um para si. A teoria dos jogos explica parte desta minha ilação, mas a entrevista e a frieza deles confirma minha projeção. Um jogará a culpa no outro, podem apostar. Mesmo que os dois tivessem feito um acordo prévio de silêncio, cada um precisaria confiar que o acordo não seria quebrado. A pressão psicológica e a teoria dos jogos fará o resto. Do ponto de vista de vantagem individual, a cooperação é irracional.
A revolta e indiganção de todos é motivada pela brutalidade do crime, mas a exposição da mídia foi também anormal, sensacionalista e típica de país do terceiro mundo.
Quero ver os dois mofando na cadeia,porém não acredito, aqui com dinheiro e bons advogados é quase certa a impunidade. Vamos ver o desfecho e as justificativas dos monstros que atacaram a princesinha de 5 anos.
domingo, abril 13, 2008
Inflação mundial dos alimentos preocupa
Clique e veja matéria da Reuters falando sobre a questão da alta de preços dos alimentos no mundo na visão do FMI. Clique e veja a preocupação da ONU também.Vamos lá: O mundo vive desde a década de 90 a prosperidade sem inflação. Conjuntura mundial que favoreceu a criação de riqueza e aumento da liquidez. Estamos entrando no ponto de inflexão da curva deste ciclo e todos indícios são claros, agora mais um, a inflação mundial.
O fim de um ciclo sem inflação, aumento da demanda via injeção de milhões de pessoas na melhora da alimentação na ìndia, China e outros países do terceiro mundo, os fundos "hedges" que de certa forma forçam a demanda e preços de maneira, digamos especulativa, e mais a própria dinâmica do mercado agrícola, são os causadores dsta situação.
A injustiça mundial é enorme e nunca deixará de ser, pode ser minimizada quando os países tocarem seus destinos dentro de suas vocações, acabar a corrupção de governos, principalmente nos países miseráveis. A produção mundial não aumentará porque o FMI ou o Banco Mundial quer, mas porque com inflação, os preços sobem e a demanda aquecida promoverá a iniciativa, esta é a "invisible hand" do mercado, na qual Adam Smith definiu o mercado e suas forças.
A inflação é parte da regra natural, a demanda aumenta e a oferta deve acompanhar, aumento de rpeço significa mais gente entrando no mercado produtor. Vamos deixar o mercado agir.
Se existem mais pessoas comendo, é bom para todos, mas a injustiça será atacada por ai, com oportunidades de emprego e renda, a produção de alimentos é uma ótima indústria.
A única coisa que intriga ainda, é a demanda de papel causada pelos fundos de "hedge", mas são parte do jogo, das forças naturais, precisamos conhecer melhor e entender o papel destes fundos no mercado.
quarta-feira, abril 09, 2008
Lula e o terceiro mandato

quarta-feira, abril 02, 2008
Zé Alencar, o vice, flerta com a tese do 3º mandato
Não tenho dúvida que após a eleição o assuntyo entrará na pauta política. Quase todos ex-presidentes tentaram mexer nos mandatos, porque Lula seria diferente?
Ele tem sorte, tem ótimos índices de aprovação e vontade com sagacidade, diga-se de passagem esta é a maior virtuide de Lula. Um Tal Devanir Ribeiro, velho amigo de Lula, lançou a tese, mas esta foi amenizada, pelo anacronismo. Depois da eleição, aposto que entrará na pauta, até o vice começa com a ladainha. Podem pensar em plebiscito, mudança na lei ou mesmo uma prorrogação. Esta conversa da oposição da mídia e da classe esclarecida é conversa, já vimos elas serem atropeladas várias vezes por situações políticas.
Vão tentar mexer, podem apostar.
sábado, março 29, 2008
Aumenta o assistencialismo no Brasil

1-) O Bolsa família é a fusão do Vale Gás e Bolsa Educação da era FHC, portanto, é ilusão achar que o governo Lula é o pai do assistencialismo.
2-) Um país com tantos problemas sociais pode e deve ter assistência de governo, mas todo cuidado é pouco na forma e na opção. Um caminho é sempre em detrimento de outro.
3-) Alguém paga esta conta. Se temos problemas na saúde, educação e infraestrutura, estes bilhões que vão para as famílias beneficiárias são nossa melhor opção?
4-) A inclusão social deveria se dar por meio de trabalho com forte apelo na educação. A sociedade do conhecimento e a era da informação demandam isso. O crescimento econômico é a melhor forma de inclusão social, o emprego e a renda dignificam o cidadão, não pitéus governamentais.
5-) O Brasil cresce devido a favorável situação mundial, poderia estar melhor. Minha pergunta é se não estivessemos vivendo esta conjuntura, como estariamos aqui.
6-) O assistencialismos pode se confundir com o populismo. Isso é bomba de efeito retardado. A nossa carga tributária é uma das maiores do mundo e assistencialismo não terá fim, tende a aumentar e a conta ficar maior. Hoje o maior problema americano é consequência do Medicare e de alguns rompantes populistas do passado.
7-)Lembrem-se da Hierarquia de Moslow. Em países como o nosso, isso pode ser incentivo a indolência e má fé, sem dizer no incentivo a outras coisas como a natalidade.
No fundo, é difícil falar contra programas sociais de assistência, mas ainda acho que merecem muita reflexão. O Brasil estaria melhor se crescessemos mais, mas não podemos extamente por problemas de infraestrutura, que divide recursos com estes programas.
Sou a favor da justiça social, o governo deve fazer a parte dele, mas na minha visão, este programa é mal feito e pode ser utilizado de forma inadequada por políticos oportunistas.
Ainda acho que deveriamos apostar no crescimento, ou melhor, na pavimentação da estrada do futuro, com a melhoria na infraestrutura, educação e saúde. As pessoas ao invés de se contentarem com R$ 100, 00 sem trabalhar, teriam oportunidades de emprego e aumento de renda.
Vamos viver a custa de migalhas de governo para sempre? Quem pagará esta conta?
quinta-feira, março 20, 2008
Energia Alternativa- A próxima Bolha
O grito de liberdade na China
A revolta do Tibet é a semente da liberdade ansiada pelos chineses. Após a mão de ferro e fracasso do comunismo, desde 1986, com Deng Xiaoping, a China experimenta a abertura controlada. Com a interrupção em 1989 no sangrento episódio da Praça da Paz Celestial, há 18 anos a China cresce e tem uma liberdade de mercado. Fui diversas vezes a China e sou testemunha da evolução.
Acontece, sempre falei isso, a abertura, a internet, o turismo e a liberdade de mercado, mesmo que vigiada e controlada, vai mostrar o conceito da democracia ao oprimido cidadão chines, sem vontade política e expressão.
O Tibet não quer a autonomia só, eles já a tem. Ali brota o grito sufocado dos chineses pela democracia, como disse Churchil, é o pior regime, exetuando-se todos os outros.
Acho o modelo chines, liberdade de mercado com governo forte, vencedor e talvez adequado para a cultura local, mas a democracia, ou pelo menos o desejo, é inexorável.
O governo chines vai resistir, mas uma hora não terá como impedir este caminho.
Não acho que será por agora, a China ainda tem muito a colaborar com a prosperidade mundial e muito a fazer pelo miserável povo chines. Pelo menos lá temos uma pirâmide social, coisa que no comunismo não tinha.
quarta-feira, março 19, 2008
Juros negativos nos EUA
A inflação em 2007 foi de 4,1% e projeta algo semelhante em 2008, resultado: Juros negativos nos EUA. Clique e leia sobre a inflação nos EUA. Eles estão sob a ameaça de inflação e recessão e parecem escolher o combate direto a recessão, mesmo enfrentando um aumento de preços vaticinado. Eu acho que faria o mesmo.
As bolsas subiram e o FED atua com força, mas a ameaça da recessão não está debelada, o pior dos mundos poderia ser as duas juntas, inflação e recessão, a chamada estagflação.
Quem ganha e quem perde? Ainda não sabemos os impactos, as medidas podem levar tempo para surtir efeito, mas vamos lá:
O BRASIL perde, aplica as reservas em quase sua totalidade nos títulos dos tesouro, tremenda fria, tirando a liquidez e segurança, mas poderia ter opções.
O dólar deve reverter a pressão e começar a subir.
Barack Obama(tudo indica que deve ganhar da Clinton), vai sentir o baque, em plena crise, o americano pragmático, deve vota em McCain.
O mundo perderá se a locomotica diminuir o ritmo, já li e ouvi comentários que a China começa a sentir os efeitos desta arrefecida.
O mundo pode estar entrando na inflexão da correção da prosperidade dos últimos 15 anos.
A crise pode ser grave, muito grave, mas ainda confio nos mecanismos e nas experiências com crises passadas. O tempo dirá, como sempre, sendo o senhor da razão.
terça-feira, março 18, 2008
A crise americana analisada hoje
O JPMORGAN compra o Bear Stearns , quinto maior banco americano que virou pó. O FED abaixa 0,75% a taxa de juros, ficando em 2,25%, clique e veja matéria, e os resultados dos bancos americanos acalmam o mercado mundial, mas por enquanto.O risco de recessão e arrefecido pelo juros baixos, mas o fantasma da inflação ainda ronda os lares americanos. O papel do FED será crucial no desfecho desta história.
Esta crise anunciada é de liquidez, a prosperidade desde a década de 90, o crédito fácil americano criou um valor inexistente nos ativos, é hota da correção. Alan Greenspan já previa há muito tempo e ele agora diz que a coisa é muito grave, clique e veja.
Não sou muito adepto das idéias de Carlos Lessa, mas ele é um respeitável economista e ele, nesta matéria mostra alguns erros de lá e de cá. Vamos breve ter um "subprime" no Brasil, pela farra do crédito em todos segmentos. Clique e veja.
Uma coisa é certa, os ciclos são uma realidade na economia, na política e muitas vezes na vida das pessoas, como dizem aqui em Minas, não há felicidade que dure para sempre, nem há mal que nunca termine. Vamos contar os mortos e os feridos, mas sempre lembrando, esta crise não será igual a outras, as ferramentas são outras, vide atuação do FED.
quinta-feira, março 13, 2008
O PIB cresce, o dólar começa a ser olhado.
1. acabar com a cobrança de 0,38% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações de câmbio dos exportadores; - Ajuda, mas pode ser pouco. Ouvi algo em torno de R$ 2 bilhões, em US$ 40 bilhões dá algo girando 2,5%. Vamos ver
2. autorizar que os exportadores deixem toda sua receita com vendas externas lá fora; Muito bom, alivia a entrada de dólares e a pressão vendedora, mas ainda não vi os percentuais, será que pode deixar tudo lá? Vamos esperar.
3. cobrar IOF na entrada de capital estrangeiro destinado a aplicações de renda fixa, principalmente títulos públicos. Pelo que ouvi na CBN, é muito pouco, mas precisamos conhecer os percentuais.
O fortalecimento do real tem limites, mas a interferência também. A força do mercado é a melhor, mas é papel do governo interferir com suas armas para corrigir distorções. As medidas são responsáveis, loas a eles.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 5,4% no ano de 2007, ano em que os investimentos tiveram a maior expansão desde 1996 - Clique e veja
Muito bom, já disse várias vezes que precisamos mais de 3% para atender o mercado vegetativo e demandas sociais de emprego. O principal destaque é o consumo das famílias. Isso significa a máquina girando, pessoas comprando, alavancando indústrias e negócios, que contratam pessoas, que melhoram de vida, que compram mais e injetam combustível na economia, é o ciclo virtuoso.
A estabilização e as sementes plantadas em vários fundamentos econômicos e a conjuntura mundial ajudam este quadro, nada de confundir governo com estado, por favor.
Detalhe: Somos campeões dos juros e nínguém fala mais nisso, a prosperidade realmente cega.
quarta-feira, março 12, 2008
Governo vai fazer alguma coisa para conter a queda do dólar
Já li em algumas chamadas que as medidas não terão tanto impacto, mas depois que ver e analisar, postamos algum comentário aqui.
Nova Crise do petróleo?
Em 1979 o DOE (Ministério da Energia dos EUA) previu que o petróleo chegaria a US$ 60, 00 em 1995, o que corresponderia a US$ 150, 00 em preços de 2006. Fato que não ocorreu pelas forças de mercado segundo os analistas. O dólar neste patamar preocupa muita gente especializada.
Na verdade existem alguns efeitos da nova economia e outros geopolíticos influenciando o preço do petróleo, mas mercado tem atuado com suas forças naturais também.
(1-) A força do mercado de hedge, de derivativos e futuro, mudou os estoques de petróleo de mãos. Hoje grandes companhias financeiras operam o mercado futuro e são proprietárias dos estoques, os países que controlam a produção não têm o poder de influenciar preços como nas décadas passadas.
(2-) Os países da OPEP, onde a Venezuela é parte, não conseguem aumentar a oferta de petróleo. A base da infra estrutura e capital social dos países e que atendem as populações locais é financiada pela exploração do petróleo, ou seja, não existem recursos para investir na infra estrutura do país e na exploração ao mesmo tempo, além de que opções rentáveis para investimento no aumento de produção são raras atualmente.
(3-) O petróleo vem perdendo sua influência e importância no PIB global. Mesmo com a forte demanda na China, o petróleo representa hoje menos de dois terços da relevância de duas décadas atrás. Não existe “gordura” entre a demanda e a oferta, mas também todos os indícios são de que o mercado vai atuar para manter este equilíbrio. O consumo do petróleo é muito sensível ao preço, como poucos imaginavam. Chamada elasticidade de preço, quando sobe o preço o consumo cai, mesmo não existindo tantos substitutos.
(4-) A era do milagre tecnológico para aumentar a produtividade na exploração, praticamente acabou, vide ai a reserva de Tupi, considerada uma das maiores e ainda sem previsão de exploração por motivos tecnológicos e de viabilidade econômica. A tecnologia atual já reduziu custos e aumentou a produção, agora só uma nova revolução.
(5-) O mundo experimentou uma década de prosperidade quase nunca vista e mesmo com os solavancos petrolíferos sustentou a bonança.
(6-) Mesmo nos EUA, o maior consumidor, as altas influem no desempenho econômico, mas a influência tem sido menor, além de que a cada susto de alta, novas alternativas e tecnológicas energéticas vão surgindo: vide os bicombustíveis. A matriz mundial está mudando a olhos vistos e o preço do barril do óleo negro influencia este movimento.
(7-) O enfraquecimento do dólar acaba influenciando este preço também e de certa forma é mais problemático para os EUA, o déficit comercial americano aumentou e o preço do petroóleo influenciou este aumento, mas eles já administraram outras crises.
Segundo analistas, o preço do óleo pode até não subir mais, mas dificilmente voltará aos preços baixos, históricos da década de 50 e 60. O mercado futuro com os derivativos e a globalização, a escassez crescente que muitos dão conta que em 2050 o óleo comercial estará praticamente extinto, e pelo menos mais alguns anos de prosperidade global corroboram estas teses de que o preço, se não subir, não irá cair.
As experiências passadas ensinaram muito, o preço batendo US$ 109,00, a economia americana passando por uma fase de turbulência nos faz refletir sobre o que virá por ai.
quinta-feira, março 06, 2008
Somos Campeões mundiais dos juros reais!
Com 11,25% da Selic determinada no COPOM, descontada a inflação, os juros reais são de 6,73% ao ano. Campeões do planeta.
Já fui mais radical com relação a taxa de juros, desdenhava de certa forma a inflação, e achava que podimaos abaixar juros sem muita preocupação, mas vi que juro baixo é combustível na inflação. A estabilidade da moeda é a coisa mais importante na economia atual, a nova economia.
O fenomemo mundial de crescimento, estabilidade e fortalecimento da moeda justifica de certa forma a política monetária severa. Qual é o limite ideal? Não sei, se soubesse poderia estar no BC.
A banca aproveita e ganha dinheiro dobrado, nos juros e nos spreads, vide crescimento absurdo e anormal dos lucros.
Antes seria mais crítico com relação a este título de campão mundial de taxa de juros, hoje aceito, ainda que com restrições, como já disse tudo na vida e também na economia é via de mão dupla.
Dólar perde força a cada momento!
El dólar cerró con su octava baja consecutiva y alcanzó mínimos en más de 10 años frente al peso chileno, debido a expectativas de un posible aumento en el diferencial de tasas con Estados Unidos tras negativos datos de la economía local, dijeron operadores.
Isso é para mostrar que o fortalecimento das moedas em países emergentes, é fenomeno mundial, e não só nacional. Existe uma fuga do dólar americano e parece que a tendência é de dividir a importância como moeda mundial com o Euro.
Vamos ver onde chegamos, mas este fortalecimento tem limite e pode gerar problemas, se tem o lado positivo de segurar inflação e ajudar a importação de bens de capital para aumento da produtividade, por exemplo, também afeta as exportações e custa caro quando se aplica no tesouro americano a taxas de juros reais inferiores as nossas já descontada a paridade.
terça-feira, março 04, 2008
A biotecnologia, nova revolução!
A nova revolução da humanidade é a biotecnologia juntamente com a nanotecnologia. Depois da última que foi a internet iniciada na década de 8o com a explosão em 90, a biotecnologia está sendo a próxima.
Peter Drucker fala que não é possível precisar exatamente quando estoura a revolução, mas estamos no século XXI e já nos primeiros anos, os progressos são enormes.
Estas móleculas vão ainda atura no envelhecimento do homem. Nossa geração pode pegar uma rebarba, mas minha filha de 9 anos, vai viver muito e com qualidade. Com todos estes progressos, avanços da ciência e discussões a respeito de Deus e do que o homem é capaz, ainda não tenho idéia concebida, mas pendo ainda por acreditar em Deus. A vida é muito complexa e bonita para ter aparecido do nada, espontâneamente. Para mim, parece mais uma obra de um gênio, inclusive, sendo corroborada nestes avanços que assistimos.
segunda-feira, março 03, 2008
O maluco Chavéz vai aprontar!
Já tinha postado isso aqui, Clique e veja. Pensei na Guiana, por sua fragilidade apesar da França, mas parece que é mesmo a Colômbia. Clique e veja o envio de tanques para fronteira. A relação dele com as FARC que pode até suscitar mais coisas, sempre pareceu esquisita e inapropriada para um presidente de um país. Tudo pode se esperar do maluco, filhote de Fidel e carrasco do povo Venezuelano. Na minha visão, o conflito militar é questão de tempo.
A farsa que tenta colocar com suas posições pseudo democráticas se contradiz quando vai ao mercado comprar armas e dá declarações alucinadas. Tem um ditado que diz: Quem tem uma arma, uma hora vai usa-la.
Países que se armam acabam em conflitos. Conversei com dois amigos especialistas em militarismo e eles não têm dúvidas: Chávez irá aprontar e infelizmente, será necessário este conflito para eliminar definitivamente o mal e o populismo que ronda nosso continente, liderado pelo anacrônico ditador.
Coitado do povo venezuelano, que além de pagar as sandices do louco, pagará com sangue também.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
O déficit na balança comercial
O dólar baixo tem suas vantagens e tudo indica que está fazendo mais bem do que mal. Clique e veja matéria mostrando que na conjutura atual o déficit mostra um mercado inetrno aquecido e investimentos estrangeiros vindo com força, janeiro de 2008 foi maior do que janeiro de 2007.
O fluxo é dinâmico e entram e saem dólares em diversas transações,o importante é o saldo, a oferta que derruba preços e a demanda que eleva. O regime é de câmbio livre e flutuante, mas nem tanto assim, o BC entra comprando para segurar quedas mais anormais.
Na economia, um caminho é sempre em detrimento de outro, o ponto de equílibrio é importante e o fortalecimento de nossa moeda, ou melhor de todas, pode trazer consequências ruins.
Pode ser que o Dólar esteja cedendo lugar, ou dividindo o lugar, de moeda mundial com o Euro, quem sabe?
Uma coisa é certa, existem fatos complexos e inexplicáveis nos eventos econômicos, mas a lógica sempre prevalece, as forças naturais agem sempre. Mesmo com as mudanças de paradigmas e regras na nova economia, o fenomeno do fortalecimento de várias moedas, entre elas o nosso Real, é coisa para ser analisada com calma e frieza.
O novo salário mínimo, e ai?
Isso tem o lado bom de incrementar o consumo das famílias e jogar lenha na fogueira da produção, mas em contrapartida representa custos para a combalida previdência e para algumas pequenas localidades que terão impacto nas folhas de pagamentos e benefícios.
Me lembro do livro-texto de economia: Salário antes de ser renda, é custos de produção.
De toda forma, um aumento de 8,52%, tem ganho real. O número de empregados com salário mínimo tende a diminuir. A especialização e escolaridade, cada vez mais exigidas, vão minguar os empregados desta faixa. Nos rinções brasileiros e no campo ainda existem, mas nas grandes cidades cada vez mais reduzidos.
Vamos ver os impactos. A lua de mel da economia nacional, nos ventos da prosperidade mundial, nos dá chances de enfrentar qualquer parada. Em outro ambiente, seria choradeira na certa, ainda não li tudo a respeito, vamos aguardar.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Inflexão para nova ordem mundial
A crise nos EUA, que não vai passar de ajustes, e o preço do petróleo a US$ 100,00, atecipando a terceira onda do combustível - Clique e veja matéria.
O fortalecimento das moedas dos países desenvolvidos e um quase equilíbrio das contas de estrangeiros no déficit americano mostram que a ordem financeira mundial vai mesmo mudar.
A migração para quais ativos será o problema quando os países árabes estiverem montados na grana. Dinheiro do mercado financeiro está sob suspeita e sem liquidez, pela ganância e movimentos especulativos, agora eles vão aprender.
Nossa moeda fortalecida já provoca déficit na balança comercial, é a "invisible hand" do mercado com o aumento das importações mesmo quando o preço e a demanda das comodities sobe.
Não teremos crise global, espero e acredito, mas teremos ajustes, correção de rumos e o ponto de inflexão parece claro com o somatório de fatores que aparecem sincronizados.
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
O câmbio e as reservas

terça-feira, fevereiro 12, 2008
Notícias boas e ruins! Comentários econômicos!
2- Lucro do Itaú cresce 96,75% em 2007 e bate R$ 8,5 bilhões - Clique e veja É anormal esta situação. Causa: Aumento do crédito da usura e tarifa. Pasmem, eles cobram R$ 10,00 por um DOC/TED feito pela internet. Os juros, ou melhor os spreads são roubo, sem comentários. Mesmo achando, após a reflexão e o livro de Greenspan, que o BC e o COPOM administram com certa lógica a política monetária, a súcia bancária mete a mão na patuléia. Isso não discuto mais e protesto sempre. Festa na floresta da banca nacional. O estrangeiros HSBC, ABN, UBS devem ter aqui no Brasil sua maior fonte de lucro, aposto com qualquer um.
3- A industria mineira cresceu 8,61% contra 6,02% do Brasil em 2007, bom número. Minas foi alavancada pela indústria automobilística e mineração. O Brasil foi bem pelo ciclo virtuoso mundial e Minas fatura também. Em 2008, podemos ter arrefecimento, mas ainda acho que vamos ter ciclo positivo. Caso a crise americana se agrave, o que não acredito, podemos ter mudanças no quadro, mas as chances são pequenas.
4- As chuvas de fevereiro recompuseram os reservatórios, mas não espantou a crise, até 2011 teremos problemas. Assim como ocorreu em 2001, algumas indústrias mineiras já param a produção para vender energia. Estão comprados a R$ 30 e vendendo a R$ 500, grande negócio. Antecipação do problema? Pode ser.
5- Poupança de Janeiro de 2008 tem o melhor saldo desde 1997- Clique e veja- Poupança capta mais de R$ 1 bi em janeiro e isso é bom. Poupança sempre faz bem a economia, janeiro é mês atípico para poupança, isso é sinal de renda nas mãos das famílias. Ainda não dá para saber exatamente o que está acontecendo, mas é boa coisa com certeza.
6- IBGE projeta safra recorde em 2008 - Clique e veja - O campo agradeçe e a economia também. Após alguns anos de problemas, 2008 parece que será bom. O PIB agrícola já chegou a 35% do PIB geral, perdeu terreno, mas com a pujança no setor, isso é sinal de força na máquina econômica. O Brasil ganha.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
E o Brasil? E bolsa brasileira?
Os EUA vivem uma crise, sim, mas será administrada, como foi no passado. Veja o POST abaixo.
Veja opinião de Denise Toledo sobre a oscilação, a volatilidade - Clique e veja
Minha opinião: Enquanto não houver calma nos EUA a bolsa brasileira vai ficar volátil, só para profissional, mas não me parece que tem força para subir. Deve ocorrer o que aconteceu em agosto de 2007, para talvez voltar no segundo semestre de 2008, quando a dimensão do problema americano estiver dimensionado e/ou sob controle.
Existe o risco de inflação com recessão, a pior combinação, econômica. Do jeito que estiver a situação lá, agravada pelo enorme déficit público de quase 6% do PIB, eles vão sair, como sempre sairam. Meu sentimento é que vai haver uma recessão, administrada pelo FED para domar o leão inflacionário. O déficit público será administrado separado e pode ser o mais grave problema que ainda não subiu a tona da crise.
Bolsa: Eu realizaria lucros e manteria uma posição, para talvez começar a comprar daqui a dois meses. FUTUROLOGIA: a bolsa volta a 45.000 pontos, para retomar e chegar aos 60.000. A festa na floresta será a mesma de 2007. O que pode mudar? A economia é regida por forças naturais, mas sempre seguem uma lógica. A China é pilar do equilíbrio mundial, se acontecer algos esquisito por lá, ai podemos ter uma situação gravíssima. Vamos torcer que não.
A economia nacional segue com bons fundamentos, a energia, depois da chuva de fevereiro pode estar próxima da normalidade, mas com perigos ainda em 2009, 2010 ou 2011 dependendo do crescimento. Acho que viveremos uma tempestade por aqui, mas nada que assuste ou seja bicho de sete cabeças. I HOPE.
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Uma análise da crise americana a partir do livro de Greenspan!
O livro Era da Turbulência de Allan Greenspan mostra claramente que a economia vive de ciclos, sua força de subida reside na queda e ajuste.
Greenspan teve como um dos mentores Arthur Burns, grande estudioso dos ciclos econômicos e ele próprio, Allan, acredita piamente que a economia pela “invisible hand” do mercado de Adam Smith é assim, não tenho dúvidas.
De 1980 até os dias de hoje, várias crises econômicas foram presenciadas por nós, sempre após períodos de inflação e/ou recessão por motivos diversos, mas quase sempre com a administração pela mão de ferro poderosa do FED.
Os ciclos ficam nítidos, na crise de 1987 quando Wall Street caiu 22% no mesmo dia, segundo especialistas, pelo enfraquecimento do dólar, mas na verdade, a motivação era a imensa liquidez gerada por investimentos especulativos. O FED administrou, assim como em 1990, as S&L (saving and Loans), empresas que tomavam recursos a 3% e emprestavam a 6%, e acabou na farra especulativa com a quebra de várias empresas e fraude em algumas, como o caso famoso de Charles Keating, amigo do senador Mac Cain, provável candidato republicano na eleição deste ano.
Esta crise de 92, muito semelhante a atual, quebrou várias empresas, colocou bancos em dificuldade e o FED deu liquidez ao sistema. Na verdade contribuinte pagando parte da conta, ou toda.
Quero dizer, que nos anos 80 e 90, a economia americana enfrentou crises, causadas pela liquidez especulativa ou movimentos a partir de crises localizadas que forçavam a intervenção do governo. Segundo alguns este fato custou a eleição de Bush pai na reeleição.
Bill Clinton ganhou a eleição e viveu a fenomenal época do capitalismo da informação, mas ainda assim enfrentou crises, com a bolha da internet e crises de pagamento na Ásia e México que afetaram os Estados Unidos.
Em 11 de Setembro de 2001, o ataque aos Estados Unidos quase leva o país a bancarrota e o mundo a reboque, o FED com Allan Greenspan administrou a crise.
Allan chama de resiliência (capacidade de adaptação) da economia a saída das crises, mas acho que vai, além disso.
A experiência do passado e das crises recentes da década de 80 até aqui e a administração séria de pessoas nos bancos centrais que salvam os Estados Unidos e parte do mundo que anda a reboque da locomotiva.
Bem Bernanke, atual “chairman” do FED é estudioso da crise de 29 e sabe, tanto quanto muito economistas, que aquela crise poderia ser evitada.
Enquanto vivermos a liquidez, especulativa ou não, onde a oferta de papeis fica menor que a demanda, os ciclos estarão se configurando no seu ajuste. Assistimos mais um.
O final não poderá ser feliz para todos, com certeza para os mais cautelosos e bem informados, mas muitos incautos perderão dinheiro grosso. As bolsas de valores aplicam certo “darwinnismo” nos seus atores.
O que esta ocorrendo agora já aconteceu no passado e quem quiser saber o final é só olhar a história recente. Para saber se vai perder ou ganhar? Olha se está no lado comprador ou vendedor. Nas crises os vendedores costumam ganhar mais.
Depois volto com mais coisas de Greenspan e do FED, verdadeiras pérolas.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
O pacto de São Pedro, Lula e Lobão!
Parece que São pedro olha para as autoridades do setor elétrico e o Ministro Lobão chega com estrela, mesmo assim ainda parece que as médias históricas não foram recompostas. Clique e veja matéria da Folha Online.
Em dezembro e no começo de janeiro as chuvas foram muito abaixo das médias e acenderam a luz vermelha, a amarela já estava acessa há muito tempo.
Neste últimos dias podemos ter melhorado ainda mais, mas com certeza parece não normalizado ainda.
As conclusões desta situação são as seguintes: Não podemos depender de São Pedro para ter garantia de energia elétrica. Nossa matriz precisa ser diversificada e dependermos menos das chuvas. A crise ainda não foi debelada e é questão de tempo.
As usinas da Amazônia terão problemas ainda não sonhados e o gás é gargalo sério.
O governo deve retomar Angra urgente, é nossa saída imediata. As fontes alternativas e renováveis devem ser incentivadas de maneira que o mundo inteiro faz, menos o Brasil que desdenha a situação.
Continuo torcendo, mas é péssimo depender das chuvas em pleno carnaval, criando trasntôrnos para a maioria dos folões.
quarta-feira, janeiro 30, 2008
O maestro e mago da economia mundial ensinando um pouco!
Dispensando comentários, vou direto ao ponto : O livro A Era da Turbulência de Allan Greenspan, que degusto com prazer, tem passagens incríveis. Corroboram muitas postagens minhas anteriores e explica muito das ocorrências mundiais recentes. Estou no início e o livro pode não agradar a todos pelo conteúdo técnico, apesar de ser fácil e agradável, mas eu estou adorando, tentarei puxar sempre alguns ensinamentos ou conclusões:
Nas páginas 12 e 13, ele disserta sobre as mudanças na economia mundial e em especial, palavras dele: " As taxas de crescimento dos tigres asiáticos, em especial a China, e outros emergentes em desenvolvimento ultrapassaram de longe as taxas de crescimento das demais economias. O resultado é a transferência do PIB dos desenvolvidos para estes países desencadeando ondas de efeito." Continua, " As taxas de poupança nos países em desenvolvimento são muito altas, e este deslocamento dos PIBs dos países desenvolvidos para os emergentes desde 2001 aumentou de tal forma a poupança mundial que ultrapassou em muito os investimentos planejados. Isso reduziu drasticamente as taxas de juros nominais, a oferta de dinheiro em busca de retorno cresceu mais rápido que a demanda por investimento".
Ele nesta passagem começa explicando a atual liquidez mundial que estamos vendo desde 2001, mas continua para abordagem a inflação: " Combinada com a globalização, com a tecnologia e os ganhos de produtividade, o deslocamento da força de trabalho das economia planejadas para as forças de mercado competitivos reduziram as taxas de inflação em quase todos países".
OU SEJA, a taxa de juros baixas e inflação de um dígito é coisa natural, da conjuntura, o fenomeno é mundial e governos que tentam se apoderar do feito alegando gestão, estão errados. BATO NISSO AQUI HÁ MUITO TEMPO.
A serendipidade ( atração de coisas boas) que ele diz, acontecem ao mesmo tempo, começo do século XXI e força os bancos centrais a se ajustarem as mudanças. Uma ilação para as forças naturais novamente, mais que gestão de qualquer banco central.
Conjuctura minha: Os fatores da nova economia, velocidade, intangibilidade e conectividade são responsáveis por muitas mudanças e quebra de paradigmas na economia e relações sociais. Muito deverá ser revisto frente as novas premissas e pilares da economia mundial, tanto na economia, quanto na administração e nas ciências sociais em geral. No fundo a sociedade do conhecimento e a era da informação preconizada por Peter Drucker é a realidade mutante da sociedade.
Greenspan alerta para o ciclo econômico com as seguintes palavras: " No entanto nenhuma destas forças (juros e inflação baixas) são permanentes. É díficil eliminar inflação num mundo de moedas fiduciárias (baseada na confiança, pós década de 30, quando as moedas perderam o lastro ouro)".
A explicação da bolha causada pela liquidez: " O declínio das taxas de juros se associa ao aumento dos índices de preço/lucro das ações, dos imóveis, na verdade de todos ativos geradores de renda. O Valor de mercado dos ativos de 1985 a 2006 subiu mais rápido que o PIB mundial e gerou grande aumento da liquidez mundial". Na verdade tenho dito há muito tempo isso aqui.
Greenspan acredita no mercado, assim como eu, critica a intervenção como ocorreu na década de 30 e em outros governos, mas aceitou aquele momento. Coloca a educação como pilar do desenvolvimento e aposta nela para saída de problemas futuros, isso parece consenso entre os grandes pensadores. Suas projeções vão até 2030 e prevêem problemas, mas ele sempre otimista acredita na superação destes problemas. A reliliência do ser humano é sua maior força segundo Greenspan. Ele aborda também a resiliência americana como seu pilar de superação das crises.
As mudanças mundiais arrancaram da pobreza muitos cidadãos e países, mas a rapidez das mudanças geraram apreensão, isso ele chama de turbulência. Defende a lei, o direito de propriedade e a liberdade, como não poderia ser diferente, para crescimento da riqueza material da humanidade.
Fecha a introdução de seu livro da seguinte maneira: " Os cidadãos do mundo se encontram com uma escolha árdua, de um lado, abraçar os benefícios do mercado global e das sociedades abertas que arrancam as pessoas da pobreza e lançam na busca de melhor qualificação. Do outro, rejeitar esta oportunidade e aferrar-se nos ISMOS, nativismo, populismo, tribalismo que algumas comunidades querem se refugiar quando sitiadas na própria identidade não conseguem perceber as melhores escolhas".
Estou extremamente identificado com o livro e como imaginava, será uma fonte de conhecimento enorme. Quem gosta de economia, entende um pouco, quer conhecer a história recente mundial e suas mudanças ou tem pretensões de ver um possível quadro futuro, pode ler o livro. Vou sempre que achar interessante, postar coisas, comentários e palavras do maestro da economia mundial.
domingo, janeiro 27, 2008
Em três meses US$ 7,74 trilhões viram pó.
Na verdade este valor é irreal e virtual. Com a geração de riqueza e aumento da liquidez mundial, pessoas, em quase todos os países compram ações nas bolsas. A pressão compradora faz os preços subirem. Muitas empresas, a maioria talvez, não valem o que o preço das ações em bolsa dizem.
Uma empresa tem que valer por seus ativos, pelo fluxo de caixa que gera, pela marca e se compararmos os preços de ações com toda a avaliação possível o preço é virtual quando medido pelo valor da ação na bolsa.
Na verdade pessoas que compraram no final perderam dinheiro, estes US$ 7,74 trilhões não foi prejuízo de empresas, mas de incautos que pagaram mais que o valor real.
Esta é a lógica do mercado, ainda bem.
terça-feira, janeiro 22, 2008
2008 começa com nervos a flor da pele
Não adianta quebrar a cabeça. (clique na figura)sexta-feira, janeiro 18, 2008
A herança maldita e a oportunidade perdida II
Segundo Laurentino Gomes em 1808, no cerco de Napoleão a Portugal em 1807, D. João VI, o príncipe regente, teria três opções, a saber:
1. Enfrentar Napoleão, hoje quase constatado que teria grandes chances de sucesso. O flagelo de Napoleão começa por ali. O perfil do príncipe, medroso e indeciso, não deixou esta alternativa vingar
2. Aderir a Napoleão onde então seria bombardeado pela poderosa Inglaterra, assim como foi a Dinamarca por ter sido cooptada por Napoleão sem resistência. Neste caso, alem do bombardeio, haveria chance de invasão do Brasil pelos ingleses, já pensaram o Brasil colonizado pelos ingleses de 1800 até hoje, a maravilha que seria?
3. A opção então foi a fuga ao Brasil que acabou escrevendo a história dos dois países
Sem pensar duas vezes afirmo que o Brasil seria outro caso fossemos colonizados pelos ingleses.
D. João VI é citado pelos seus defeitos, inclusive físicos, mas é consenso a sua importância na integração e preservação da união nacional e na formação da brasilidade. D. Pedro I, fanfarrão, licencioso e depravado teve seu papel na independência e no final da vida surpreendeu a Europa com a tomada do reino de Portugal, ocupado pelo Rei D. Miguel, seu irmão, déspota apoiado pela mãe Carlota Joaquina, uma verdadeira cobra. Com 6.000 soldados tomou Portugal que tinha 80.000 mil. Especula-se que toda estratégia foi inspirada no gênio militar de Napoleão que era seu contra parente.
A Figuraça, culto, estudioso, preparado e homem público fica com D. Pedro II, preparado desde os 8 anos, foi um exemplo para este país. Abolicionista e liberal, com uma simpatia pela república, D. Pedro II era o mais peculiar dos Branganças.
Segundo o historiador Roderick Barman, citado no livro 1808, o Brasil sem a integração seria dividido em três outros países:
1. Um país chamado República do Brasil com as atuais regiões Sudeste e Sul, projetado hoje seria os estados de Minas, Rio, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso.
2. Um segundo, República do Equador com os estados do Nordeste, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
3. Ainda um terceiro na região Norte com Maranhão, Pará e Amazonas.
O Piauí poderia ficar aqui ou no segundo “país”. Barman faz uma análise baseada no comportamento político, revoltas e tentativas de revolução e posição nos episódios históricos da época.
Imagine o “país” Brasil o que seria atualmente, e ainda se fosse sob a colonização inglesa? Não precisa nem comentar nada.
Uma reflexão fria e racional: muitas diferenças entre países estão nestas heranças dos primórdios da colonização.
Tudo bem que a história foi do jeito que estamos agora, temos uma grande nação, mas é inegável nossa herança maldita, com todo respeito aos portugueses.
Quando vejo o último levantamento do TSE, Tribunal Superior Eleitoral sobre o perfil do eleitor e constatamos que mais de 50% são analfabetos ou quase analfabetos, podemos concluir que ainda levaremos trezentos anos para tentar ser um dia um país de primeiro mundo.
Triste constatação e arrependimento. O destino da nação foi este, mas o futuro pode ser modificado e só a consciência do povo com educação, cultura, tecnologia pode mudar o quadro. A ética e a moral são fatores vitais para que o processo avance.
A herança maldita e a oportunidade perdida I
Portugal com o D. Henrique, o rei de meados do século XV, foi a grande potência mundial. A Escola de Sagres pode ser comparada a NASA atual em termos de tecnologia e pesquisas.
A era dos descobrimentos, onde o mundo desconhecido da Europa foi desvirginado pelos navegadores, o Brasil era descoberto no embalo dessa prosperidade portuguesa, do espírito empreendedor e força do país mais poderoso da época. Ai começa nosso calvário quando considero a herança maldita.
Com todo respeito aos portugueses e a Portugal, vamos aos fatos colhidos por mim nestes livros tão interessantes:
· Portugal no princípio de 1600, século XVII, perdia sua posição de líder para Espanha e a emergente Inglaterra, a futura rainha dos mares;
· A colonização feita sob a égide da exploração e tutela da poderosa igreja saindo da inquisição colocaria muitas coisas ruins nos costumes e hábitos do brasileiro e do português;
· Todo renascentismo e iluminismo da Europa nos séculos XVII e XVIII não teve reverberação em Portugal que continuou um reino, atrasado, corrupto e carola;
· Um fato inusitado, fruto do liberalismo e do iluminismo europeu, ergueu Napoleão Bonaparte após a revolução francesa no final de 1700, para organizar a população em frangalhos pela miséria e desordem da revolução;
· Napoleão reformou a Europa com a destituição de reinos e invasão de províncias, a vinda da corte, em 1808 foi graças a Napoleão Bonaparte;
· É inegável que a mudança do Brasil com a vinda da família real mudou radicalmente o país, então com 300 anos de atraso pela colonização exploratória e predadora, com os degredados, criminosos e prostitutas, povoando o Brasil desde o descobrimento;
· Para se ter uma idéia, em moeda de hoje, entre 1700 e 1800 foram expropriados do Brasil R$ 30 bilhões, só de Minas Gerais R$ 12 bilhões, sem contar o contrabando que segundo alguns este valor seria em dobro;
· Outro fato do atraso, o Brasil era o país com maior número de escravos no mundo e um dos últimos a abolir a famigerada escravidão, no século XIX, início de 1800, era temida uma revolta dado ao número elevado de escravos, segundo historiadores com os hábitos selvagens, sujos e odiosos;
· Estrangeiros em viagem pelo Brasil relatam a indolência e sujeira dos hábitos brasileiros nesta época, a exemplo de Portugal que sempre foi o reino mais atrasado da Europa, nos livros são descritas cenas enojadas;
· Relatos de crimes e corrupção acompanham o Brasil por todos os anos, desde o descobrimento, colonização, até a proclamação da república em 1889, a prática da caixinha iniciada na instalação do primeiro governo, sempre deixou funcionários públicos milionários. Nos idos de 1800, a cobrança de 17% de “caixinha” era praxe escancarada;
· Uma das grandes fontes dos historiadores, Luiz Joaquim dos Santos Marrocos escreveu em 1812: “ Em cinco dias contaram me 22 assassinatos, e numa noite defronte a minha porta fez um ladrão duas mortes e feriu um terceiro gravemente”, qualquer semelhança com o Rio de 200 anos depois não será mera coincidência.
Esta é uma pequena síntese de episódios que comprovam tristes constatações de nossa herança histórica.
Está explicado, olhem o perfil do eleitor brasileiro
Deus do céu, é inacreditável. Tinha minhas suspeitas, mas agora levantamento do TSE comprova, em 2007 a situação era esta:- Baixa escolaridade atinge mais da metade dos eleitores e chega a 70% no Nordeste
- A média do sudeste somando eleitores analfabetos e os que apena lêem e escrevem e não completaram o segundo grau é de 49,55%
- Em Minas Gerais, 37,5% têm o primeiro grau incompleto, 17,99% o segundo grau incompleto
- A maior fatia concentra-se entre as idades de 25 a 59 anos com 65% do eleitorado
Clique e leia matéria do Estado de Minas sobre os dados de Minas
Leia no TSE os dados e neste link para ver os arquivos. O link de divulgação do TSE com mais dados é este aqui.
Acho que isso explica o nível da classe política a suscetibilidade aos potentados do dinheiro e o grau de participação cívica da população. Pobre do país.
Sem educação não iremos em frente, o ciclo vicioso é comprovado pelo nível dos eleitores e consequentemente da classe política que é eleita.
O Brasil e a crise nos EUA
As bolsas, principalmente pelo excesso de liquidez mundial dos últimos anos, somado a crise americana atual e do "sub-prime" imobiliário, terão fortes emoções, com alta volatilidade, coisa para profissional, muitos perderão dinheiro, principalmente os novatos e incautos.
Crise dos EUA é brisa no país, diz The Economist - Clique e leia
O Brasil é outro país. Com a estabilidade da moeda e fundamentos macroeconômicos plantados há muito tempo, antes talvez do PT e FHC, o Brasil está mais tranquilo do que em outras crises.
As reservas em quase US$ 200 bilhões são importante arma de defesa contra uma crise mundial e um eventual ataque a moeda ou efeito manada no capital especulativo que inunda as bolsas e investimentos de riscos.
Uma coisa deve ser considerada: Os EUA são 50% da economia mundial, a locomotiva, dependendo da crise lá, haverá efeito aqui, isso é inegável. A CHINA poderá sentir também, mas a força e a inércia de seu movimento virtuoso de crescimento econômico deve superar este momento. O grande problema, ainda sem previsão, é quando a China enfrentar seu ciclo reverso.
A economia mundial deverá arrefecer, são todas as previsões, mas ainda nada que possa mudar o cenário positivo. Pelo menos assim esperamos.
As bolsas de valores é que vão ficar inquietas neste momento de crise, independente do tamanho dela. Tenho por mim que a chance da Bovespa voltar para uns 45 mil pontos, ou menos não é descartada, mas como já disse, se soubesse estaria operando em Wall Street.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Bolsas sinalizam forte queda e problema americano pode ser grave.
Em diversas ocasiões falamos aqui sobre a prosperidade mundial e as chances de ajustes pela ciclotimia natural do processo econômico, será que chegou a hora?
As bolsas americanas perderam todo o ganho de 2007 - Clique e veja.
Os EUA enfrentam a pior taxa inflacionária dos últimos 17 anos, veja matéria e com uma ameaça de recessão devido ao baixo desempenho industrial, o menor desde 2003, veja a matéria.
Mistura explosiva de queda da atividade com inflação. O governo abaixando juros para minimizar a possível recessão pode comprometer o combate a inflação.
Uma coisa é certa, os mecanismos hoje do FED são outros e eles saberão enfrentar a crise. A inflação não é tão preocupante, pelo menos ainda e mesmo uma redução de consumo nos EUA, ainda o mundo será sustentado na prosperidade pela China e Índia, mas um alerta deve ser dado. O mercado se antecipa e há muito ele está para corrigir rumos e fazer ajustes, pode ter chegado a hora. O tal efeito manada nas bolsas sempre fazem os incautos perderem,os profissionais já realizaram os lucros.
Não podemos precisar se este é o ajuste que inevitavelmente será feito nas bolsas, mas pode ser.
Se eu soubesse ou adivinhasse, estaria operando em Wall Street, mas está com jeito de coisa feia.
terça-feira, janeiro 15, 2008
Evolução da Energia no mundo!
Esta é a evolução da energia ao longo da evolução da humanidade. O trabalho braçal prevaleceu durante anos, a biomassa teve seu momento, depois migrou para o carvão e finalmente chega o petróleo no século XIX. A tendência são as novas fontes, inclusive tecnologias ainda em estudos que ocuparão seu lugar. Faria uma projeção minha pessoal para o uso nuclear como fonte geradora de energia elétrica, não tem volta. O Brasil tem uma matriz energética muito boa, mas não podemos depender em quase 85% das hidrelétricas para gerar energia. Veja dados da matriz nacional e mundial.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Risco ou Perigo?
Risco é por definição igual a probabilidade x severidade do evento, assim: R= Prob. x Sever.
Perigo é igual ao risco dividido pelo controle do risco: P = Risco/Controle do risco
Será que os passageiros do avião ficaram expostos a riscos? Correram perigo? Vamos pesquisar sobre o assunto.
Falando em risco, existe o perigo de acontecer o recionamento de energia? Claro que sim. Os reservatórios estão vazios, falta gás e vários aproveitamentos não cumpriram cronograma. Os controles destes riscos desde 2005 foram ineficientes, resultado: Perigo com risco alto: A probabildiade é grande, a severidade é enorme com prejuízo para todos, comprometimento do crescimento e pior: A imagem do país que em 7 anos pode ter dois problemas energéticos.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
O problema energético em 2008.
Não existe mais volta, a questão é quando a bomba vai estourar. Antes prevista para 2011, com a estiagem, segundo dizem, provocada pela "La Niña" traz o problema para 2008.
O crescimento econômico deve cair em 2008 por conta de um arrefecimento mundial, mas ainda assim será bom e pode ser superior a 4%. Com os dois últimos anos na faixa de 4%, o país não aguentou na oferta energética. A falta de gás para rodar as térmicas é gasolina na fogueira.
Segundo as fontes do setor, estamos gastando mais água dos reservatórios castigados pela estiagem, o preço no mercado spot bateu R$ 600 reais e 40% da oferta está sendo feita com térmicas a gás e a óleo. Poucos sabem que o custo desta energia térmica a óleo é absurdamente alto, detalhe: nós pagamos a conta subsidiada.
Solução: Acelerar obras, tentar reduzir consumo e cortar gorduras. Ponto crítico: Em 2001 as gorduras foram quase todas queimadas, hoje existe pouco, mas ainda pode ser trabalhada. Outro ponto de ataque: iluminação pública, mas ainda com efeitos pequenos.
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Mesmo que chova muito neste final de janeiro, fevereiro e março quando as águas de março fecham o verão, ainda assim a média histórica dos índices pluviométricos estão comprometidos por conta de dezembro.
Ainda podemos torcer pelas chuvas, mas segundo o competente Jerson Kelman, presidente da Aneel, é preciso urgente um plano B.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Brasil é 7º em desempenho do PIB na América do Sul
Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), entidade vinculada à ONU que divulga estes dados vincula o crescimento de 2008 ao custo e oferta de energia. D´´a para imaginar a encrenca que teremos?
Contra fatos não existem argumentos. Se estamos bem, fica sempre a certeza que poderiamos estar melhores, isso é indiscutível e só não ver quem não quer.
Apagão já? O mercado se antecipa.
O setor está assustado há muito tempo, a estiagem só agrava o problema. As previsões eram para 2011, sem chance de errar, mas sempre com uma suspeita de antecipação. Veja postagem antiga de 2007, outra de 2006.
Existem outros gargalos sérios, como a falta de gás, atraso em obras previstas e furos no Proinfa, Saiba mais.
O mercado sábio, se antecipa sempre. Podemos ter problemas já em 2008? Chances grandes, ainda mais que o país continua no ritmo de crescimento alavancado pela prosperidade mundial e aumento do consumo via crédito. Diga-se de passagem, este aumento do crediário com as taxas de usura pode virar um "sub-prime" nacional ao sinal de qualquer crise que afete o crescimento com aumento de desemprego ou diminuição da atividade.
Sabe de uma coisa, o racionamento, se vier, pode ser bom para o país que está com a infraestrutura combalida, não suportaria mesmo taxas de crescimentos maiores paradoxalmente.
Não deve faltar energia, mas como já postei aqui várias vezes o custo será enorme e sabe quem pagará a conta? Nós, os mortais contribuintes.
Se faltar a energia o custo será maior ainda. Estudos indicam que o custo da falta de energia pode levar a R$ 3.000,00 o mWh. Vamos rezar e torcer que não aconteça.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Pacote de janeiro, projeções de 2008.
Após uns dez dias de sol e praia, estou de volta. Gosto do Blog, me faz bem.O Pacote de janeiro- Não sei se para compensar a perda da CPMF, o governo lançou este pacote, estranho e polêmico. Aumento de IOF e da CSSLL dos bancos, a única coisa justa na minha opinião.
Peculiaridades do pacote: O governo falou o que queria fazer e não publicou nada, todo o mercado ficou confuso. Existem falhas jurídicas nas medidas e o STF já foi acionado. Lula parece que não sabia de nada, não avisou aos aliados nem respeitou o pacto com a oposição que esperava negociar um aumento de carga tributária. Lula desagrada amigos e inimigos, fica a suspeita se sabia de alguma coisa. Lula empenhou sua palavra com a oposição na votação da DRU. O governo perde mais credibilidade junto ao legislativo e isso não é nada bom, mais confronto a vista. Vamos esperar para ver o que acontece.
As projeções de 2008 - Vamos as de 2007 primeiramente: Link da minha postagem antiga.
Em dezembro de 2006 foram previstos os indicadores:
IPCA- 4,6% - Real 4,6%
IGP-4,30% - Próximo de 9,44 %
Juros- 12,00% - Real 11,5%
US$ -2,25 - Real 1,76
PIB-3,5% - Real 5,3%
Saldo Comercial- US$ 38,0 bilhões - Real US$ 32 bilhões
Erro em quase tudo, como sempre. Veja mais informações sobre a inflação.
Alguns números ainda não foram confirmados, mas a ordem de grandeza é esta.
Vamos aos dados previstos para 2008.
IPCA- 4,0%
IGP-4,0%
Juros- 10,00 %
US$ -1,90
PIB-4%
Saldo Comercial- US$ 28 bilhões
Vamos esperar 2009. A dúvida ainda permanece com relação a recessão na economia americana e sua influência na economia mundial. A China e Índia continuam a puxar o trem mundial, mas a locomotiva pode causar problemas. A liquidez e um correção de rumos é esperada há muito tempo. Ainda não dá para precisar nada, mas a chance de queda é grande pelo próprio ritmo ciclotímico da economia, mesmo com a quebra de vários paradigmas.
