Escrevi um artigo que começa assim:
Em 2000 li um livro chamado "BLUR - A Velocidade da Mudança na Economia Integrada", como viver e vencer nessa nova realidade de Stan Davis & Christopher Meyer, editora Campus.
Este livro fala nas premissas da nova economia, velocidade, intangibilidade e conectividade, ou seja, as coisas na economia integrada, na inexorável globalização, têm como pilares a velocidade nas mudanças, a interligação em rede, pelas nets e internet e a intangibilidade. O livro conta passagens onde os autores defendem sua tese, concordei plenamente como acho que de 2000 até aqui, estes pilares só se fortaleceram, vide a crise que vivemos no momento.
Quem quiser ler- Clique e leia
Diz Sêneca, filósofo romano, "qualquer um prefere crer a julgar por si mesmo", cito isso para dizer que a crise econômica é mais midiática do que real. No meu artigo cito a velocidade na economia integrada e esta mesma velocidade fará as coisas se normalizarem antes do previsto por diversos economistas e jornalistas. Alguns dizem em 24 meses de recessão, outros em crise grave de crédito, etc.
Não estou estudando a fundo, nem academicamente o que ocorre no mundo, mas tenho um embasamento bom, além de acompanhar as notícias de diversos países (diga-se de passagem, muito parecidas). Só coloco na questão as premissas da velocidade da mudança, na importância dos atores econômicos e mais ainda, a continuidade, mesmo que menor, do ciclo virtuoso.Parece que muitos não estão considerando isso.
OK, não discordo que a coisa foi séria, mas a ação conjunta dos governos europeus e seguido pelos EUA arrumaram a casa, agora é reorganização natural.
O chinês que continua trabalhando nem sequer ouviu dizer de crise financeira de bancos americanos, o indiano também, o brasileiro, enfim, os países ditos emergentes ainda vão continuar crescendo, a previsão é quase a mesma de 2008, ou seja, China 8%, India, 6%, Brasil 3%. Deve haver uma retração, mas eles vão segurar a economia real. Países desenvolvidos, inclusive os EUA podem ter problemas ai nos próximos meses, dois trimestres estimo, mas lembre-se, a ordem econômica mundial mudou. O Comércio americano não representa mais 50% da economia mundial, mas por volta de 35%, o sangue novo de Obama ou McCain vai dar fôlego novo e outras variáveis que ajudaram a ruptura deste pessimismo e falta de confiança.
As novas premissas reinantes na economia mundial vão agir. Sem querer ser vidente, sempre falei na bolha irreal da prosperidade de quase 17 anos, era uma questão de tempo. Agora posso dizer, A RECUPERAÇÃO SERÀ RÁPIDA. Lógico que as bolsas ainda manterão volatilidade, assim como os mercados de derivativos em geral vão demorar um pouco a retomar seu ritmo. Não acho que demorará 2 anos ou 3 como alguns dizem e outros confirmam.
Vários economistas já dizeram bobagens, Rudiger Dornbusch já previu bobagens, Noriel Rubini acertou em cheio algumas, Jeffrey Sachs já errou feio em outras coisas, Paul Krugman, ganhador do Nobel de Economia este ano, acertou em cheio o estouro desta bolha e previu há 10 anos atrás o que está ocorrendo agora.
O que quero dizer é o seguinte, não existe futurologia, mas uma certa lógica. Contrariando várias previsões, e inveterado otimista, vou pela solução rápida da crise pela ação das forças naturais da economia atual e pelo aprendizado com as crises passadas e evolução das ferramentas de gestão. Vamos ver!
Assuntos que me interessam: Política, Meio Ambiente, Economia, Tecnologia, Internet e um pouco de filosofia.
quarta-feira, outubro 15, 2008
segunda-feira, outubro 13, 2008
Estamos no final da crise?
Se não ainda, estamos próximos. A crise de confiança parece que começa a ser debelada. Ação conjunta dos governos e a experiência passada de outras crises vão fazendo as medidas surtirem efeito, as bolsas européias sobem com força hoje, clique e leia, ainda pode não ter chegado ao fundo do poço, mas está próximo.
Cuidado que ainda existem preços de ativos superavaliados e ações apreciadas, mas já existem muita coisa boa no mercado.
Confesso que estava tranquilo, depois um pouco assustado, quando sexta em Brasília, vi o Busch na TV e as ações pareciam não fazer efeito.
Podem escrever ai, na economia atual a conectividade, intangibilidade e velocidade são pilares, a velocidade vai fazer a normalização ser mais rápida contrariando gente que diz que teremos dois ou mais anos de recuperação.
Acho que até o final deste ano ou em meados de 2009 com o próximo presidente americano as coisas voltam.
Ainda existem preços de comodities altos e ações supervalorizados, a volatilidade continua e todo cuidado é pouco. Ainda existem rajadas do vento gasoso dos ativos junk bond rondando por ai.
Tenho escrito sempre, sem pânico nos piores momentos é o melhor remédio, a hora de comprar está´próxima, até o final do ano, vamos ter muitas alegrias ainda. Escrevam ai.
Cuidado que ainda existem preços de ativos superavaliados e ações apreciadas, mas já existem muita coisa boa no mercado.
Confesso que estava tranquilo, depois um pouco assustado, quando sexta em Brasília, vi o Busch na TV e as ações pareciam não fazer efeito.
Podem escrever ai, na economia atual a conectividade, intangibilidade e velocidade são pilares, a velocidade vai fazer a normalização ser mais rápida contrariando gente que diz que teremos dois ou mais anos de recuperação.
Acho que até o final deste ano ou em meados de 2009 com o próximo presidente americano as coisas voltam.
Ainda existem preços de comodities altos e ações supervalorizados, a volatilidade continua e todo cuidado é pouco. Ainda existem rajadas do vento gasoso dos ativos junk bond rondando por ai.
Tenho escrito sempre, sem pânico nos piores momentos é o melhor remédio, a hora de comprar está´próxima, até o final do ano, vamos ter muitas alegrias ainda. Escrevam ai.
sexta-feira, outubro 10, 2008
A crise, os boatos e o pavor continua.
As bolsas despencaram hoje na Europa (clique e leia) e Ásia e nos EUA a coisa também está feia. A Bovespa acionou o circuit breaker novamente, o terceiro esta semana.
Busch foi a TV tentar tranquilizar os americanos e o mundo, G-7 e G-20 marcaram reuniões para discutir a crise.
Boatos de feriado bancário mundial e até uma nova Breton Woods (reorganização que ocorreu pós crise de 29) são circulados na internet.
Na verdade as medidas que os BCs e países estão tomando não surtem o efeito. O pavor é enorme e o mercado continua travado. Ninguém se entende em explicar a volatilidade maluca e a falta de liquidez e crédito para alguns segmentos. O problema da apreciação do dólar frente ao R$ não é só isolado, ele se fortalece frente a outras moedas de diversos países. A recessão é anunciada retroalimenta o pessimismo.
Está ficando complicado, e a coodenação dos países em ação conjunta pode estancar a hemorragia da crise. Para onde vai, ninguém pode precisar, mas pode ter fugido do controle e as ferramentas convencionais de gestão podem não fazer mais efeito. Será que surgirão outras medidas?
Tudo bem que a maior supervalorização de ativos foi nas bolsas, mas elas são os termômetros da economia.
Vamos acompanhando, mas o nevoeiro é grande. Otimista inveterado ainda acredito que a confiança será restabelecida e como a velocidade é uma das premissas da economia moderna, acho que voltará tudo ao normal em pouc tempo.
Busch foi a TV tentar tranquilizar os americanos e o mundo, G-7 e G-20 marcaram reuniões para discutir a crise.
Boatos de feriado bancário mundial e até uma nova Breton Woods (reorganização que ocorreu pós crise de 29) são circulados na internet.
Na verdade as medidas que os BCs e países estão tomando não surtem o efeito. O pavor é enorme e o mercado continua travado. Ninguém se entende em explicar a volatilidade maluca e a falta de liquidez e crédito para alguns segmentos. O problema da apreciação do dólar frente ao R$ não é só isolado, ele se fortalece frente a outras moedas de diversos países. A recessão é anunciada retroalimenta o pessimismo.
Está ficando complicado, e a coodenação dos países em ação conjunta pode estancar a hemorragia da crise. Para onde vai, ninguém pode precisar, mas pode ter fugido do controle e as ferramentas convencionais de gestão podem não fazer mais efeito. Será que surgirão outras medidas?
Tudo bem que a maior supervalorização de ativos foi nas bolsas, mas elas são os termômetros da economia.
Vamos acompanhando, mas o nevoeiro é grande. Otimista inveterado ainda acredito que a confiança será restabelecida e como a velocidade é uma das premissas da economia moderna, acho que voltará tudo ao normal em pouc tempo.
O pavor ainda continua
Clique e veja Pânico ainda continua nas bolsas de valores asiáticas e européias.
Parece que o esforço conjunto dos países, a queda de juros e outras medidas não acalmaram o investidor das bolsas. Acho que acontece algo ainda sério, a queda da Bovespa ontem foi alta e com volume de dinheiro alto, isso é complicado.
Alguém me perguntou, a bolsa chega a 25.000? Ninguém pode dizer nada. Acho que está chegando ao ponto de inflexão para alta, existem papeis que estão com preço desvalorizado demais, ou seja, valem mais que seus ativos reais. Antes estavam supervalorizados, inchados, agora subvalorizados. Isso é o mercado.
Ainda não acho que acabou o mundo e o capitalismo está ferrado como querem alguns. O processo ainda é de temor e medo, mas o esforço e as forças naturais farão sua parte. Nem todo mundo está ilíquido, nem todo mundo está com problemas. O trabalhado chinês, indiano, russo e brasileiro continua trabalhando, comendo, andando de carro e ônibus, etc. Ele nm sonha o que está acontecendo. Ainda acho que a crise está restrita ao mercado financeiro, gasoso e superavalido ainda. A irresponsabilidade de alguns e a liberdade em excesso causou isso. A economia real é afetada fortemente neste momento, mas se recupera, alguns resquícios ficaram, mas poucos e localizados aqui e acolá. A mídia sempre encontra algo para justificar a constante queda das bolsas, acho que ainda é ajuste de preço real x virtual e algumas corretoras e bancos fazendo liquidez para honrar posições.
Vamos acompanhando.
Parece que o esforço conjunto dos países, a queda de juros e outras medidas não acalmaram o investidor das bolsas. Acho que acontece algo ainda sério, a queda da Bovespa ontem foi alta e com volume de dinheiro alto, isso é complicado.
Alguém me perguntou, a bolsa chega a 25.000? Ninguém pode dizer nada. Acho que está chegando ao ponto de inflexão para alta, existem papeis que estão com preço desvalorizado demais, ou seja, valem mais que seus ativos reais. Antes estavam supervalorizados, inchados, agora subvalorizados. Isso é o mercado.
Ainda não acho que acabou o mundo e o capitalismo está ferrado como querem alguns. O processo ainda é de temor e medo, mas o esforço e as forças naturais farão sua parte. Nem todo mundo está ilíquido, nem todo mundo está com problemas. O trabalhado chinês, indiano, russo e brasileiro continua trabalhando, comendo, andando de carro e ônibus, etc. Ele nm sonha o que está acontecendo. Ainda acho que a crise está restrita ao mercado financeiro, gasoso e superavalido ainda. A irresponsabilidade de alguns e a liberdade em excesso causou isso. A economia real é afetada fortemente neste momento, mas se recupera, alguns resquícios ficaram, mas poucos e localizados aqui e acolá. A mídia sempre encontra algo para justificar a constante queda das bolsas, acho que ainda é ajuste de preço real x virtual e algumas corretoras e bancos fazendo liquidez para honrar posições.
Vamos acompanhando.
quinta-feira, outubro 09, 2008
A tempestade americana começa a desanuviar?
As bolsas asiáticas hoje começam bem. Gordon Brown diz que banqueiros inescrupulosos deveriam ir presos. Concordo!
A notícia do dia que já mencionei aqui: Clique e leia - O Secretário do Tesouro dizendo que mais bancos ainda vão quebrar.
Na verdade a crise começa a desassombrar-se, BCs de vários países baixam juros, mas a insegurança presente ainda não deu o ponto de inflexão para retomada de alta e tranquilidadeno mercado, está próximo na minha visão.
Os bilionários salários de executivos bancários definitivamente serão regulados. Os Yuppies do século XXI vão mudar hábitos, ocorreu isso na década de 80 após o crash.
A paralização dos negócios começa a diminuir, mas ainda ficaremos um pouco andando de lado, como dizem no mercado. As bolsas de valores, maiores ativos "gasosos" e liquidações financeiras interbancárias ainda têm problemas que que passarão com a calma voltando ao mercado.
FMI revê projeções de crescimento de alguns países, mas nada que assuste, especialmente o Brasil que ainda deve crescer 3,5% em 2009, segundo o FMI. Os EUA 0,1%, ruim, mas nada que não se recupere, principalmente com o sangue novo do próximo presidente, seja quem for.
O tamanho da desaceleração é ainda indeterminada, como dizem os economistas, a crise "virtual" atinge a economia real de formas diferentes, até pelo temor. A queda de atividade e redução de ritmo existe, mas nada também que assuste, é parte do processo e força natural pós ciclo de quase 20 anos de prosperidade e nos ventos do vendaval de estouro da bolha dos ativos financeiros supervalorizados.
Vamos acompanhando. Uma coisa estranha, vários bancos estão sendo estatizados, caminho inverso ao capitalismo e liberdade, mas necessária. Aprendemos mais lições, uma talvez mais importante, a intervenção do estado no mercado pode ser necessária e importante, isso fere brios de liberais mais radicais, não devendo porém exaltar ânimos dos esquerdistas pregando o fim do capitalismo.
Uma coisa muito positiva desta crise: O esforço conjunto dos países na luta para restabelecer a confiança no mercado e debelar a crise e outro, a importância da atenção das autoridades na questão fiscalização e regulamentação a abusos.
Um negativo: a concentração do sistema financeiro na mão de governos e poucos banqueiros, inclusive aqui no Brasil.
A notícia do dia que já mencionei aqui: Clique e leia - O Secretário do Tesouro dizendo que mais bancos ainda vão quebrar.
Na verdade a crise começa a desassombrar-se, BCs de vários países baixam juros, mas a insegurança presente ainda não deu o ponto de inflexão para retomada de alta e tranquilidadeno mercado, está próximo na minha visão.
Os bilionários salários de executivos bancários definitivamente serão regulados. Os Yuppies do século XXI vão mudar hábitos, ocorreu isso na década de 80 após o crash.
A paralização dos negócios começa a diminuir, mas ainda ficaremos um pouco andando de lado, como dizem no mercado. As bolsas de valores, maiores ativos "gasosos" e liquidações financeiras interbancárias ainda têm problemas que que passarão com a calma voltando ao mercado.
FMI revê projeções de crescimento de alguns países, mas nada que assuste, especialmente o Brasil que ainda deve crescer 3,5% em 2009, segundo o FMI. Os EUA 0,1%, ruim, mas nada que não se recupere, principalmente com o sangue novo do próximo presidente, seja quem for.
O tamanho da desaceleração é ainda indeterminada, como dizem os economistas, a crise "virtual" atinge a economia real de formas diferentes, até pelo temor. A queda de atividade e redução de ritmo existe, mas nada também que assuste, é parte do processo e força natural pós ciclo de quase 20 anos de prosperidade e nos ventos do vendaval de estouro da bolha dos ativos financeiros supervalorizados.
Vamos acompanhando. Uma coisa estranha, vários bancos estão sendo estatizados, caminho inverso ao capitalismo e liberdade, mas necessária. Aprendemos mais lições, uma talvez mais importante, a intervenção do estado no mercado pode ser necessária e importante, isso fere brios de liberais mais radicais, não devendo porém exaltar ânimos dos esquerdistas pregando o fim do capitalismo.
Uma coisa muito positiva desta crise: O esforço conjunto dos países na luta para restabelecer a confiança no mercado e debelar a crise e outro, a importância da atenção das autoridades na questão fiscalização e regulamentação a abusos.
Um negativo: a concentração do sistema financeiro na mão de governos e poucos banqueiros, inclusive aqui no Brasil.
quarta-feira, outubro 08, 2008
Mais notícias do debate e da crise
Acabo de rodar alguns jornais e segundo pesquisas, Obama ganhou de McCain. Pode ser,mas é bom lembrar que em 2004, Jonh Keer ganhou, pelas pesquisas o debate com Busch, na eleição foi outra conversa. As pesquisas de opinião, algumas pelo menos, dão larga margem a Obama, 8 pontos, 9 pontos, outras pequena, 3, 4 pontos. Já disse que é também relativo isso.
Obama enfrenta no YouTube uma campanha sórdida, acusado de várias coisas, inclusive sendo processado por um sujeito esquisito. McCain sofre agora com suas ligações a Jonh Keating, protagonista do escândalo de 80 nas "savings&Loans", sendo até advertido pelo senado americano.
Isso não aparece escancaradamente, mas nas entrelinhas, internet sim, vamos ver mais na frente o que acontecerá.
A crise continua por lá, disse no post abaixo que a Ásia resistia, mas agora Tóquio caiu, não poderia ser diferente. A Bovespa deve acompanhar o ritmo. Enquanto não abaixar a poeira e o mercado "destravar" a volatilidade será alta e os preços estarão sendo ajustado para seu valor real. Vale ler o artigo de Antônio Machado.
Tema de muitas postagens minhas, a riqueza criada por dívidas e alavancagem do mercado é irreal e agora tende a voltar ao números razoáveis.
Acho que não demorará muito tempo para as coisas voltarem ao normal, a confiança será restabelecida com a ação dos bancos centrais, isso já está em curso.
Os juros devem abaixar em todo mundo pelo medo da recessão e agora dane-se a inflação.
Isso vai ajudar o Brasil e a Bovespa. Com juros baixos por lá e a usura por aqui, o fluxo será retomado, o "carry trade" (dinheiro tomado em outros países e aplicados aqui com ganhos em juros e câmbio também) voltará silenciosamente.
Como inveterado otimista e testemunha de outras crises, não estou vendo ainda este temor absurdo que a mídia coloca, até em plantões jornalísticos. Afinal não adianta espernear, a vida continua e muitas atividades seguem seu curso. A liquidação de papéis de curto prazo, operações em vencimento e posições nas bolsas ddevem estar tirando o sono dos BCs e dos atores, mas tudo volta ao normal, inclusive com os preços sendo corrigidos para seu valor real, ou digamos, palpável e não gasoso!
Obama enfrenta no YouTube uma campanha sórdida, acusado de várias coisas, inclusive sendo processado por um sujeito esquisito. McCain sofre agora com suas ligações a Jonh Keating, protagonista do escândalo de 80 nas "savings&Loans", sendo até advertido pelo senado americano.
Isso não aparece escancaradamente, mas nas entrelinhas, internet sim, vamos ver mais na frente o que acontecerá.
A crise continua por lá, disse no post abaixo que a Ásia resistia, mas agora Tóquio caiu, não poderia ser diferente. A Bovespa deve acompanhar o ritmo. Enquanto não abaixar a poeira e o mercado "destravar" a volatilidade será alta e os preços estarão sendo ajustado para seu valor real. Vale ler o artigo de Antônio Machado.
Tema de muitas postagens minhas, a riqueza criada por dívidas e alavancagem do mercado é irreal e agora tende a voltar ao números razoáveis.
Acho que não demorará muito tempo para as coisas voltarem ao normal, a confiança será restabelecida com a ação dos bancos centrais, isso já está em curso.
Os juros devem abaixar em todo mundo pelo medo da recessão e agora dane-se a inflação.
Isso vai ajudar o Brasil e a Bovespa. Com juros baixos por lá e a usura por aqui, o fluxo será retomado, o "carry trade" (dinheiro tomado em outros países e aplicados aqui com ganhos em juros e câmbio também) voltará silenciosamente.
Como inveterado otimista e testemunha de outras crises, não estou vendo ainda este temor absurdo que a mídia coloca, até em plantões jornalísticos. Afinal não adianta espernear, a vida continua e muitas atividades seguem seu curso. A liquidação de papéis de curto prazo, operações em vencimento e posições nas bolsas ddevem estar tirando o sono dos BCs e dos atores, mas tudo volta ao normal, inclusive com os preços sendo corrigidos para seu valor real, ou digamos, palpável e não gasoso!
terça-feira, outubro 07, 2008
O debate Obama x McCain de agora a noite
Assisti na CNN o debate, clique e veja um brief do Terra.
Minhas impressões, inclusive sobre as eleições americana.
1- Haverá mais um debate
2- As pesquisas mostram empate técnico, mas com ligeira vantagem de Obama, pode ser devido a crise bancária atual, mas esta mesma crise pode atrapalhar a performance de Obama, veremos mais abaixo.
3- As pesquisas de intenção não são fontes muito confiáveis, não porque podem fraudar ou a metodologia estaistica é ruim, mas por dois motivos básicos, primeiro, o voto não é obrigatório, as pessoas podem declarar intenção de voto e não ir votar, perfil mais do eleitor de Obama, segundo, o presidente é eleito por um colégio eleitoral e não pelo voto direto, lembra de Al Gore que ganhou na eleição e perdeu no colégio?
4- A crise muda o perfil da eleição, a experiência de McCain pode sobressair, assim como a vontade de mudança de Obama.
O debate de hoje, com um detalhe, lá o país para para ver, a audiência é grande:
Sempre tive sempatias pelos democratas, até por ligações pessoais com políticos que conheço lá, mas Obama, articulado, me parece retórico demais, um pouco boquirroto e demagogo.
McCain é menos articulado, é experiente e veterano de guerra, isso tem grande pesso junto ao nacionalista americano.
A minha avaliação do debate é que Obama se enrolou em questões de política externa, mas brilhou na questão do "medcare" quendo disse da morte prematura de sua mãe aos 53 anos. Nos assuntos ambientais, efeito estufa, ambos concordaram. Nas questões militares McCain humilhou Obama. McCain se mostra mais preparado na minha visão, não sei se o eleitor americano terá a minha visão.
Opiniões de jornalistas divergem, todos têm uma ligeira preferência pessoal, a maioria acredito que gosta do mais de Obama. Alguns que já ouvi dizem que houve boa performance dos dois, sem vencedores.
Uma coisa impressionante foi o tema energia, tanto nas questões do Oriente Médio, como da crise do Caúcaso.
Obama insiste que a mudança da matriz energética do petróleo para fontes alternativas diminui o poder dos inimigos americanos. Concordo com o argumento, mas demoraremos gerações para isso ocorrer. Na questão Al Queada ambos foram unânimes, mas quando falou-se em Paquistão e Afeganistão, Obama se enrolou.
Não assisti 100% do debate, mas peguei 90%. Gostei, isso é democracia e liberdade. O americano sempre faz um show e vou pesquisar a audiência, deve ter arrebentado.
Outro dado: a crise atual foi mencionada "an passant" mostrando que as coisas lá vão se normalizar breve, apesar dos dois concordarem em tempos mais difíceis e sacrifícios.
Gostei muito da pergunta se a saúde poderia ser tratada como comodity, McCain é mais liberal neste ponto invocando a iniciativa privada, Obama falou mais em responsabilidade de governo, divergiram feio.
Obama atacou a desregulamentação do mercado financeiro, opinião que concordo, como uma das responsáveis pela crise atual, McCain desconversou.
A demagogia de Obama na questão corte de imposto foi desmascarada com o histórico das votações dele como senador, McCain mandou muito bem, inclusive aludindo ao despreparo dele.
Enfim, foi bacana. Gostei, tive meu vencedor, sem preconceito ou preferido. McCain.
Minhas impressões, inclusive sobre as eleições americana.
1- Haverá mais um debate
2- As pesquisas mostram empate técnico, mas com ligeira vantagem de Obama, pode ser devido a crise bancária atual, mas esta mesma crise pode atrapalhar a performance de Obama, veremos mais abaixo.
3- As pesquisas de intenção não são fontes muito confiáveis, não porque podem fraudar ou a metodologia estaistica é ruim, mas por dois motivos básicos, primeiro, o voto não é obrigatório, as pessoas podem declarar intenção de voto e não ir votar, perfil mais do eleitor de Obama, segundo, o presidente é eleito por um colégio eleitoral e não pelo voto direto, lembra de Al Gore que ganhou na eleição e perdeu no colégio?
4- A crise muda o perfil da eleição, a experiência de McCain pode sobressair, assim como a vontade de mudança de Obama.
O debate de hoje, com um detalhe, lá o país para para ver, a audiência é grande:
Sempre tive sempatias pelos democratas, até por ligações pessoais com políticos que conheço lá, mas Obama, articulado, me parece retórico demais, um pouco boquirroto e demagogo.
McCain é menos articulado, é experiente e veterano de guerra, isso tem grande pesso junto ao nacionalista americano.
A minha avaliação do debate é que Obama se enrolou em questões de política externa, mas brilhou na questão do "medcare" quendo disse da morte prematura de sua mãe aos 53 anos. Nos assuntos ambientais, efeito estufa, ambos concordaram. Nas questões militares McCain humilhou Obama. McCain se mostra mais preparado na minha visão, não sei se o eleitor americano terá a minha visão.
Opiniões de jornalistas divergem, todos têm uma ligeira preferência pessoal, a maioria acredito que gosta do mais de Obama. Alguns que já ouvi dizem que houve boa performance dos dois, sem vencedores.
Uma coisa impressionante foi o tema energia, tanto nas questões do Oriente Médio, como da crise do Caúcaso.
Obama insiste que a mudança da matriz energética do petróleo para fontes alternativas diminui o poder dos inimigos americanos. Concordo com o argumento, mas demoraremos gerações para isso ocorrer. Na questão Al Queada ambos foram unânimes, mas quando falou-se em Paquistão e Afeganistão, Obama se enrolou.
Não assisti 100% do debate, mas peguei 90%. Gostei, isso é democracia e liberdade. O americano sempre faz um show e vou pesquisar a audiência, deve ter arrebentado.
Outro dado: a crise atual foi mencionada "an passant" mostrando que as coisas lá vão se normalizar breve, apesar dos dois concordarem em tempos mais difíceis e sacrifícios.
Gostei muito da pergunta se a saúde poderia ser tratada como comodity, McCain é mais liberal neste ponto invocando a iniciativa privada, Obama falou mais em responsabilidade de governo, divergiram feio.
Obama atacou a desregulamentação do mercado financeiro, opinião que concordo, como uma das responsáveis pela crise atual, McCain desconversou.
A demagogia de Obama na questão corte de imposto foi desmascarada com o histórico das votações dele como senador, McCain mandou muito bem, inclusive aludindo ao despreparo dele.
Enfim, foi bacana. Gostei, tive meu vencedor, sem preconceito ou preferido. McCain.
Mais coisas sobre a crise!
Ontem foi um caos, hoje o rescaldo será feito. Já disse, não foi a primeira e não será a última crise. Comparar esta crise ao passado, como 1929, é falácia.
O problema é que o mercado está travado. Tem um ditado que diz: O mercado tem pernas de lebre, coração de passarinho e memória de elefante. A crise é portante de confiança. Os agentes nãos e movem, as bolsas despencam com o estabelecimento do pânico, efeito manada como dizem no jargão das bolsas, mas a hemorragia deve ser estancada. A Ásia já começa a se acalmar, clique e veja.
Os ativos começam a voltar no preço real, em tese, um ativo deve ter um valor correspondente ao preço que alguém estiver disposto a pagar e não alavancado como foram estes derivativos malucos. A VEJA desta semana mostra entrevista com um economista brasileiro, José Alexandre Scheinkman, íntimo de Ben Bernanke e especialista em "bolhas econômicas". Ele diz que ideológicamente, por aversão a regulamentação, Allan Greenspan deixou correr frouxo a questão dos derivativos e foi laxista na ação preventiva. O mercado derivativo alavancado em qualquer papel, "junk bond" criou a bolha. Todos sabiam da existência da bolha dos derivativos. A política de juros foi criticada por ele, juros baixos por muito tempo, inclusive vários economistas batem na mesma questão. Não posso concordar com isso integralmente, Greenspan foi competente nesta administração das taxas e segurou a temida e perigosa inflação. A prosperidade e alavancagem dos ativos via derivativos conseguiu muita riqueza em diversos lugares e ai tem méritos. Prejuízos também e principalmente a lição que será aprendida. Como diz o economista brasileiro dos EUA, os generais lutam as guerras passadas, os economistas também. O mercado financeiro está concentrado, vários bancos continuam sólidos e líquidos. O crédito terá restrições momentâneas, mas voltará breve, principalmente mais seletivo. O mercado está travado porque a falta de confiança tomou conta de todos atores, os governos têm papel importante, e têm feito isso, para debelar esta desconfiança.
Tudo indica que estamos no final da crise, vão quebrar bancos e empresas menos desavisadas, especuladores vão ganhar rios de dinheiros, outros perderão, governos vão gastar recursos do contribuinte, mas entre mortos e feridos, vão se salvar a maioria. Desde 2003 é óbvia a situaçõa, eu mesmo escrevi diversas vezes sobre isso.
Sem futurologia afirmo, em três meses estaremos todos voltando ao normal e a chuva mídiatica da crise vai buscar "outras explicações" para a volatilidade e oscilações do mercado.
O fim do capitalismo é sofisma, não foi a primeira e não será a última crise, as lições ficarão. Uma coisa é certa, elas nunca serão iguais às passadas, devastadoras em muitos casos, mas sempre diferentes.
O problema é que o mercado está travado. Tem um ditado que diz: O mercado tem pernas de lebre, coração de passarinho e memória de elefante. A crise é portante de confiança. Os agentes nãos e movem, as bolsas despencam com o estabelecimento do pânico, efeito manada como dizem no jargão das bolsas, mas a hemorragia deve ser estancada. A Ásia já começa a se acalmar, clique e veja.
Os ativos começam a voltar no preço real, em tese, um ativo deve ter um valor correspondente ao preço que alguém estiver disposto a pagar e não alavancado como foram estes derivativos malucos. A VEJA desta semana mostra entrevista com um economista brasileiro, José Alexandre Scheinkman, íntimo de Ben Bernanke e especialista em "bolhas econômicas". Ele diz que ideológicamente, por aversão a regulamentação, Allan Greenspan deixou correr frouxo a questão dos derivativos e foi laxista na ação preventiva. O mercado derivativo alavancado em qualquer papel, "junk bond" criou a bolha. Todos sabiam da existência da bolha dos derivativos. A política de juros foi criticada por ele, juros baixos por muito tempo, inclusive vários economistas batem na mesma questão. Não posso concordar com isso integralmente, Greenspan foi competente nesta administração das taxas e segurou a temida e perigosa inflação. A prosperidade e alavancagem dos ativos via derivativos conseguiu muita riqueza em diversos lugares e ai tem méritos. Prejuízos também e principalmente a lição que será aprendida. Como diz o economista brasileiro dos EUA, os generais lutam as guerras passadas, os economistas também. O mercado financeiro está concentrado, vários bancos continuam sólidos e líquidos. O crédito terá restrições momentâneas, mas voltará breve, principalmente mais seletivo. O mercado está travado porque a falta de confiança tomou conta de todos atores, os governos têm papel importante, e têm feito isso, para debelar esta desconfiança.
Tudo indica que estamos no final da crise, vão quebrar bancos e empresas menos desavisadas, especuladores vão ganhar rios de dinheiros, outros perderão, governos vão gastar recursos do contribuinte, mas entre mortos e feridos, vão se salvar a maioria. Desde 2003 é óbvia a situaçõa, eu mesmo escrevi diversas vezes sobre isso.
Sem futurologia afirmo, em três meses estaremos todos voltando ao normal e a chuva mídiatica da crise vai buscar "outras explicações" para a volatilidade e oscilações do mercado.
O fim do capitalismo é sofisma, não foi a primeira e não será a última crise, as lições ficarão. Uma coisa é certa, elas nunca serão iguais às passadas, devastadoras em muitos casos, mas sempre diferentes.
segunda-feira, outubro 06, 2008
Pânico no mercado?
As bolsas mundiais desabam hoje, clique e leia. Aqui após queda de 10%, foi acionado o "circuit breaker", mecanismo que suspende os negócios para o mercado se acalmar. Voltaram os negócios e a bolsa de valores caiu mais 15%, agora está em 37.000 pontos. Lembre-se, estava em 70.000 mes passado.
A crise é de confiança, a bolha da liquidez gera agora uma incerteza nos operadores, a maioria tenta minimizar o prejuízo e a pressão vendedora faz o mercado despencar alimentando o pavor e o medo.
Os preços ds ações estão chegando no lugar, a crise do crédito será temporária, mas seletivo.
Não acho que seja motivo de pânico, como já disse e readirmo, não será a primeira e nem foi a última, as forças naturais da economia fazem isso, a ciclotimia. A confiança é o problema agora, mas breve será restabelecida, quanto tempo? Díficil dizer, mas creio que um ou dois trimestre no máximo.
As lições ficam e o prejuízo para alguns também. Pode saber, que mesmo nesta volatilidade maluca como o caso de hoje, os profissionais e jogadores ganham rios de dinheiro.
A mídia insiste no fim do neoliberalismo, Delfim Netto em entrevista disse que nem sabe o que é isso, é um neologismo criado pela esquerda para atacar a liberdade de mercados livres.
Ainda com todas as crises que vivemos e ainda vamos enfrentar, sou mais o mercado livre de intervenções. Não deixo de repetir: As forças naturais se ajustam, as humanas são falíveis e distorcidas. Os sistemas de bancos centrais foram muito relaxados com o mercado criativo dos derivativos, agora a conta está sendo paga.
A mesma força natural que cria os movimentos de alta e baixa pela pressão compradora e vendedora vai arrumar o mercado, podem anotar ai.
A crise é de confiança, a bolha da liquidez gera agora uma incerteza nos operadores, a maioria tenta minimizar o prejuízo e a pressão vendedora faz o mercado despencar alimentando o pavor e o medo.
Os preços ds ações estão chegando no lugar, a crise do crédito será temporária, mas seletivo.
Não acho que seja motivo de pânico, como já disse e readirmo, não será a primeira e nem foi a última, as forças naturais da economia fazem isso, a ciclotimia. A confiança é o problema agora, mas breve será restabelecida, quanto tempo? Díficil dizer, mas creio que um ou dois trimestre no máximo.
As lições ficam e o prejuízo para alguns também. Pode saber, que mesmo nesta volatilidade maluca como o caso de hoje, os profissionais e jogadores ganham rios de dinheiro.
A mídia insiste no fim do neoliberalismo, Delfim Netto em entrevista disse que nem sabe o que é isso, é um neologismo criado pela esquerda para atacar a liberdade de mercados livres.
Ainda com todas as crises que vivemos e ainda vamos enfrentar, sou mais o mercado livre de intervenções. Não deixo de repetir: As forças naturais se ajustam, as humanas são falíveis e distorcidas. Os sistemas de bancos centrais foram muito relaxados com o mercado criativo dos derivativos, agora a conta está sendo paga.
A mesma força natural que cria os movimentos de alta e baixa pela pressão compradora e vendedora vai arrumar o mercado, podem anotar ai.
domingo, setembro 28, 2008
Novo partido, mas com força para mudar o quadro e a pauta de 2009!
Já tinha escrito sobre o tema da pauta em abril, clique e veja.
Sobre o surgimento de um partido, tenho refletido e discutido com alguns amigos, mas vou deixar registrado aqui.
A história vai se repetir. O Tancredo, avô do Aécio, do velho PSD mineiro de qual fazemos parte, fundou o PP (Partido Popular), no início dos anos 80. Isso acabou derrubando a revolução, surgiu então o PFL e a história conta o restante.
Vamos atualizar os dados: Partidos no Brasil são cartórios eleitorais, não tem identidade, ideologia ou homogeinidade. Existem ainda os "nanicos", mercadores de horários e apoios, pode ser um grande negócio. Isso acontece porque temos a lei defassada e anacrônica. Costumo dizer que a revolução de 64 tem vários acertos, erros também, mas o maior, na minha opinião foi s extinção dos partidos com o AI2, se não me engano.
Aécio, Pimentel e cia. , diga-se de passagem, políticos modernos e competentes, não estão tendo espaços em seus partidos de origem, PT e PSDB. O PSBD é tomado por São Paulo e o PT também. Nada contra paulistas, mas sou mais os mineiros fazendo política.
Lula joga a Dilma como candidata, mas é conversa, ela não passa no PT. Eleição sem estrutura partidária é complicada, ele precisará de mais que isso. Acho que ele será um árbitro, pensa em 2014 para todos os efeitos. Ele não apoiará ninguém, mas terá sua preferência. quem é o mais viável, e confiável? Aécio, claro. Mas sem espaço no PSDB, Lula será o mentor deste novo partido.
Vamos pensar bem, se não rolar o que é quase certo, pelo menos na pauta política a partir do fim destas eleições, o terceiro ou prorrogação de mandatos, o que irá acontecer?
Lula não entrará de cabeça em nenhuma fria, vai querer voltar em 2014. Alguém aposta contra?
Aécio, Pimental e outros bons e grandes políticos, sem espeço, devem fundar um novo partido. Fica aqui registrado. Posso até me filiar nele, pois hoje com toda franqueza, não me agrada nem o PT, nem o PSDB.
Este novo partido terá gente do PT, PSDB e outros, mas será forte o suficiente para mudar o quadro, se não rolar, prorrogação ou terceiro mandato.
Está registrado. A história se repete. O quadro da eleição municipal de SP mostra isso, Alckmim vai ser um dos protagonistas da nova ordem partidária nacional. E Escrevam ai, Martha não ganha no segundo turno, as pesquisas mostram isso.
Aqui em BH, Pimentel e Aécio são show de bola e podem ganhar no primeiro turno. Mineiro é forte na política, podem apostar. Um resultado adverso da dupla dinâmica mineira não vai inviabilizar minha tese, sem espaços nos seus partidos, vários políticos não terão outra alternativa. O berço da minha tese está e será aqui nas Minas Gerais.
Ficou registrado aqui, antes da eleição.
Sobre o surgimento de um partido, tenho refletido e discutido com alguns amigos, mas vou deixar registrado aqui.
A história vai se repetir. O Tancredo, avô do Aécio, do velho PSD mineiro de qual fazemos parte, fundou o PP (Partido Popular), no início dos anos 80. Isso acabou derrubando a revolução, surgiu então o PFL e a história conta o restante.
Vamos atualizar os dados: Partidos no Brasil são cartórios eleitorais, não tem identidade, ideologia ou homogeinidade. Existem ainda os "nanicos", mercadores de horários e apoios, pode ser um grande negócio. Isso acontece porque temos a lei defassada e anacrônica. Costumo dizer que a revolução de 64 tem vários acertos, erros também, mas o maior, na minha opinião foi s extinção dos partidos com o AI2, se não me engano.
Aécio, Pimentel e cia. , diga-se de passagem, políticos modernos e competentes, não estão tendo espaços em seus partidos de origem, PT e PSDB. O PSBD é tomado por São Paulo e o PT também. Nada contra paulistas, mas sou mais os mineiros fazendo política.
Lula joga a Dilma como candidata, mas é conversa, ela não passa no PT. Eleição sem estrutura partidária é complicada, ele precisará de mais que isso. Acho que ele será um árbitro, pensa em 2014 para todos os efeitos. Ele não apoiará ninguém, mas terá sua preferência. quem é o mais viável, e confiável? Aécio, claro. Mas sem espaço no PSDB, Lula será o mentor deste novo partido.
Vamos pensar bem, se não rolar o que é quase certo, pelo menos na pauta política a partir do fim destas eleições, o terceiro ou prorrogação de mandatos, o que irá acontecer?
Lula não entrará de cabeça em nenhuma fria, vai querer voltar em 2014. Alguém aposta contra?
Aécio, Pimental e outros bons e grandes políticos, sem espeço, devem fundar um novo partido. Fica aqui registrado. Posso até me filiar nele, pois hoje com toda franqueza, não me agrada nem o PT, nem o PSDB.
Este novo partido terá gente do PT, PSDB e outros, mas será forte o suficiente para mudar o quadro, se não rolar, prorrogação ou terceiro mandato.
Está registrado. A história se repete. O quadro da eleição municipal de SP mostra isso, Alckmim vai ser um dos protagonistas da nova ordem partidária nacional. E Escrevam ai, Martha não ganha no segundo turno, as pesquisas mostram isso.
Aqui em BH, Pimentel e Aécio são show de bola e podem ganhar no primeiro turno. Mineiro é forte na política, podem apostar. Um resultado adverso da dupla dinâmica mineira não vai inviabilizar minha tese, sem espaços nos seus partidos, vários políticos não terão outra alternativa. O berço da minha tese está e será aqui nas Minas Gerais.
Ficou registrado aqui, antes da eleição.
quinta-feira, setembro 25, 2008
Socialização do prejuízo?
Vai sair o pacote americano de ajuda ao sistema financeiro apesar de algumas dificuldades e ajustes necessários- Clique e veja
Falaram em US$ 700 bilhões, agora já pensam em mais de US$ 1 trilhão, isso mesmo. Um PIB nacional de ajuda ao ganancioso sistema bancário americano.
Esquerdistas estão eufóricos: Acabou a era neoliberal, o mercado recorre ao governo para sua salvação! Os neoliberais clamam: Socializaram o prejuízo! Existem verdades em ambas afirmações, mas não podem ser vistas isoladamente.
Eu acho um absurdo socorrerem bancas incompetentes, inescrupulosas e gananciosas que lavaram a égua, como dizem aqui em Minas, e agora, depois de acionistas e executivos enfiarem uma grana preta no bolso, botarem a mão no dinheiro das viúvas americanas.
Óbvio, alguma coisa precisa ser feita, mas acho que a medida emergencial é sempre pior. Qual é mesmo o tamanho do rombo dos papéis alavancados uns nos outros, verdadeiros micos? Quem precisa e merece ajuda de fato?
Os democratas pisaram no freio, com razão!
Aqui, o jogo não acabou, postei abaixo que ainda tinha água para correr debaixo da ponte, as bolsas, com extrema volatilidade não deram ponto de compra, estão próximas entretanto.
A banca sorridente com a usura e seus lucros ganha um presente do governo brasileiro. Presente? Acho que sim. A redução do depósito compulsório dos bancos no Banco central.
Explicação básica: de cada depósito bancário, o BC retém parte como compulsório, não sei bem os valores, mas já giraram na faixa de 45%. Isso regula a liquidezdo mercado, é instrumento de política monetária.
Com a alegação do estouro da bolha e uma eventual crise de liquidez, a banca pede mais dinheiro sob o pretetxto de nãoreduzir o crédito, alavanca do consumo e combustível do crescimento de 2007 e 2008. A usura vai continuar, brasileiro não faz conta e toma grana mesmo, sem saber quanto paga. Esta conversa de aperto de liquidez mundial do sistema americano chegar aqui com impactos sérios me cheira a um sofisma dos bravos!
Não vi ainda o valor, nem sei se farei as contas, mas já disse e reafirmo. A´crise é no mundo virtual do sistema financeiro, a economia real sai chamuscada, mas sobrevive por algum tempo.
A bolha estourou, os ativos foram superdimensionados e alavancados em "micos", mas alguém botou grana no bolso e agora pagamos a conta, nós nem tanto, mas as velhinhas e velhinhos americanos sim.
A banca nunca perde, nem aqui nem lá, nem acolá! Em Mobaça a banca nada de braçada.
Sou contra a ajuda? Claro que não. Ben Bernanke é especialista na crise de 29 e várias teorias provam que poderia ter sido evitada. O custo social de uma crise desta é enorme.
Acho que deve ter critério e a lição, quebrar quem não tem competência para ficar no jogo.
Um consolo para todos nós, especialmente quem gosta de bolsa: Crise é sempre sinônimo de oportunidade. O mercado vai voltar, forte e mais maduro, a lição fará muitos, dos mesmos a ganhar dinheiro, mas dará oportunidade a tantos outros, nós emergentes estamos na fila.
Falaram em US$ 700 bilhões, agora já pensam em mais de US$ 1 trilhão, isso mesmo. Um PIB nacional de ajuda ao ganancioso sistema bancário americano.
Esquerdistas estão eufóricos: Acabou a era neoliberal, o mercado recorre ao governo para sua salvação! Os neoliberais clamam: Socializaram o prejuízo! Existem verdades em ambas afirmações, mas não podem ser vistas isoladamente.
Eu acho um absurdo socorrerem bancas incompetentes, inescrupulosas e gananciosas que lavaram a égua, como dizem aqui em Minas, e agora, depois de acionistas e executivos enfiarem uma grana preta no bolso, botarem a mão no dinheiro das viúvas americanas.
Óbvio, alguma coisa precisa ser feita, mas acho que a medida emergencial é sempre pior. Qual é mesmo o tamanho do rombo dos papéis alavancados uns nos outros, verdadeiros micos? Quem precisa e merece ajuda de fato?
Os democratas pisaram no freio, com razão!
Aqui, o jogo não acabou, postei abaixo que ainda tinha água para correr debaixo da ponte, as bolsas, com extrema volatilidade não deram ponto de compra, estão próximas entretanto.
A banca sorridente com a usura e seus lucros ganha um presente do governo brasileiro. Presente? Acho que sim. A redução do depósito compulsório dos bancos no Banco central.
Explicação básica: de cada depósito bancário, o BC retém parte como compulsório, não sei bem os valores, mas já giraram na faixa de 45%. Isso regula a liquidezdo mercado, é instrumento de política monetária.
Com a alegação do estouro da bolha e uma eventual crise de liquidez, a banca pede mais dinheiro sob o pretetxto de nãoreduzir o crédito, alavanca do consumo e combustível do crescimento de 2007 e 2008. A usura vai continuar, brasileiro não faz conta e toma grana mesmo, sem saber quanto paga. Esta conversa de aperto de liquidez mundial do sistema americano chegar aqui com impactos sérios me cheira a um sofisma dos bravos!
Não vi ainda o valor, nem sei se farei as contas, mas já disse e reafirmo. A´crise é no mundo virtual do sistema financeiro, a economia real sai chamuscada, mas sobrevive por algum tempo.
A bolha estourou, os ativos foram superdimensionados e alavancados em "micos", mas alguém botou grana no bolso e agora pagamos a conta, nós nem tanto, mas as velhinhas e velhinhos americanos sim.
A banca nunca perde, nem aqui nem lá, nem acolá! Em Mobaça a banca nada de braçada.
Sou contra a ajuda? Claro que não. Ben Bernanke é especialista na crise de 29 e várias teorias provam que poderia ter sido evitada. O custo social de uma crise desta é enorme.
Acho que deve ter critério e a lição, quebrar quem não tem competência para ficar no jogo.
Um consolo para todos nós, especialmente quem gosta de bolsa: Crise é sempre sinônimo de oportunidade. O mercado vai voltar, forte e mais maduro, a lição fará muitos, dos mesmos a ganhar dinheiro, mas dará oportunidade a tantos outros, nós emergentes estamos na fila.
terça-feira, setembro 23, 2008
A verdade da crise americana que assusta o mundo!
Escrevi diversas vezes aqui sobre a questão da liquidez mundial desde a década de 90.
Clique e veja - Agosto de 2007 onde explico o valor virtual de ações e seu valor real.
Em outras duas postagens, no começo de 2008, escrevo sobre considerações de Alan Greenspan e sua análise sobre o memso ponto: O excesso de liquidez mundial. Clique e veja uma e outra postagem. Na segunda já analisavamos a crise antes da eclosão.
Vamos lá: A Veja (páginas 128 e 129) desta semana publica o seguinte:
O Planeta finanças, gigante, mas gasoso. E segue afimando sobre ativos financeiros:
1-Em menos de três décadas o planeta inchou de 12 trilhões para 170 trilhões de dólares.
2-Em 1980 o PIB mundial era de 10 trilhões de dólares e os ativos financeiros de 12 trilhões de dólares
3-Em 2006 o PIB era de 48 trilhões de dólares os ativos de 170 trilhões, crescimento de 1.300%.
4- A maior composição destes ativos é a bolsa de valores e ações com 55 trilhões.
5-No Brasil a relação PIB/Ativos é de 200%, nos outros emergentes e desenvolvidos varia de 446% no Japão a 162% na Rússia.
6- Em 1990 eram 33 países com ativos, em 2006 eram 72 países.
Ou seja: Existem mais recursos para comprar os bens e serviços produzidos do que a produção real. O valor é irreal, virtual. No caso ainda existe um risco de inflação que já se configura em alguns países ou/e uma bolha como assistimos agora. O mercado perde a força compradora e a pressão vendedora faz os mercados desabarem, os preços tendem a se ajustar para a real situação. A ciclotimia, que tanto gosto de dizer, é real, existe com ou sem a interferência do homem ou de governos.
O que causa isso? A liquidez, a geração de riqueza soma-se a ganãncia e a criatividade do segmento financeiro e vão securitizando e criando papeis mirabolantes. Para quem não entende direito é o seguinte: De cada 1 dólar conseguidos nos fianciamentos imobiliários, este mesmo dólar foi sendo securitizado, passado para frente para outras instituições e virou 44 dólares, isso mesmo a alavancagem foi de 1 para 44, está ai a explicação para este valor virtual.
Nas ações acontece o mesmo, o mercado compra forte, derivativos vão sendo criados e de uma hora para outra, geralmente na mão de amadores o mercado desaba.
Alan Greenspan diz que estas crises não são de todo mal, é parte do jogo da economia livre. O ruim é que como assistimos, bancos centrais colocam dinheiro de contribuintes, que nada têm como o caso, para salvar o sistema. Certo ou errado? Díficil responder, a crise de 29 poderia ser evitada se o governo interviesse, mas isso é passado e sempre bom aprender com os erros.
A crise será debelada, a economia real ainda é forte, mas todo cuidado é pouco. A infra-estrutura (portos, estradas, aeroportos, energia, etc.) dá sinais de esgotamento no mundo todo e a inflação ronda os países em expansão. Natural: existem mais compradores do que vendedores e os preços tendem a subir.
Não acho que ainda é motivo de preocupação extrema, crise já acontece desde o ponto de inflexão apareceu, provavelmente em 2006 com a bolha imobiliária americana, mas a atenção deve ser grande. Depois do estouro da bolha poderemos estar diante da temida inflação, que não será igual aos anos 80, mas ainda sim fará estragos.
Quanto a bolsa de valores, ainda não acho que deu ponto de compra, mas breve será festa na floresta para quem entrar. Podem anotar ai. Assim que arrumada a confusão a Bovespa sobe forte e pode voltar a 72.000 pontos. Pitonisa? Não "feeling".
Clique e veja - Agosto de 2007 onde explico o valor virtual de ações e seu valor real.
Em outras duas postagens, no começo de 2008, escrevo sobre considerações de Alan Greenspan e sua análise sobre o memso ponto: O excesso de liquidez mundial. Clique e veja uma e outra postagem. Na segunda já analisavamos a crise antes da eclosão.
Vamos lá: A Veja (páginas 128 e 129) desta semana publica o seguinte:
O Planeta finanças, gigante, mas gasoso. E segue afimando sobre ativos financeiros:
1-Em menos de três décadas o planeta inchou de 12 trilhões para 170 trilhões de dólares.
2-Em 1980 o PIB mundial era de 10 trilhões de dólares e os ativos financeiros de 12 trilhões de dólares
3-Em 2006 o PIB era de 48 trilhões de dólares os ativos de 170 trilhões, crescimento de 1.300%.
4- A maior composição destes ativos é a bolsa de valores e ações com 55 trilhões.
5-No Brasil a relação PIB/Ativos é de 200%, nos outros emergentes e desenvolvidos varia de 446% no Japão a 162% na Rússia.
6- Em 1990 eram 33 países com ativos, em 2006 eram 72 países.
Ou seja: Existem mais recursos para comprar os bens e serviços produzidos do que a produção real. O valor é irreal, virtual. No caso ainda existe um risco de inflação que já se configura em alguns países ou/e uma bolha como assistimos agora. O mercado perde a força compradora e a pressão vendedora faz os mercados desabarem, os preços tendem a se ajustar para a real situação. A ciclotimia, que tanto gosto de dizer, é real, existe com ou sem a interferência do homem ou de governos.
O que causa isso? A liquidez, a geração de riqueza soma-se a ganãncia e a criatividade do segmento financeiro e vão securitizando e criando papeis mirabolantes. Para quem não entende direito é o seguinte: De cada 1 dólar conseguidos nos fianciamentos imobiliários, este mesmo dólar foi sendo securitizado, passado para frente para outras instituições e virou 44 dólares, isso mesmo a alavancagem foi de 1 para 44, está ai a explicação para este valor virtual.
Nas ações acontece o mesmo, o mercado compra forte, derivativos vão sendo criados e de uma hora para outra, geralmente na mão de amadores o mercado desaba.
Alan Greenspan diz que estas crises não são de todo mal, é parte do jogo da economia livre. O ruim é que como assistimos, bancos centrais colocam dinheiro de contribuintes, que nada têm como o caso, para salvar o sistema. Certo ou errado? Díficil responder, a crise de 29 poderia ser evitada se o governo interviesse, mas isso é passado e sempre bom aprender com os erros.
A crise será debelada, a economia real ainda é forte, mas todo cuidado é pouco. A infra-estrutura (portos, estradas, aeroportos, energia, etc.) dá sinais de esgotamento no mundo todo e a inflação ronda os países em expansão. Natural: existem mais compradores do que vendedores e os preços tendem a subir.
Não acho que ainda é motivo de preocupação extrema, crise já acontece desde o ponto de inflexão apareceu, provavelmente em 2006 com a bolha imobiliária americana, mas a atenção deve ser grande. Depois do estouro da bolha poderemos estar diante da temida inflação, que não será igual aos anos 80, mas ainda sim fará estragos.
Quanto a bolsa de valores, ainda não acho que deu ponto de compra, mas breve será festa na floresta para quem entrar. Podem anotar ai. Assim que arrumada a confusão a Bovespa sobe forte e pode voltar a 72.000 pontos. Pitonisa? Não "feeling".
terça-feira, setembro 16, 2008
Lehman Brothers foi mesmo para o Chapter 11.
Clique e veja - Fiz uma pesquisa e vi que o Lehman Brothers foi mesmo para o Chapter 11, a concordata americana. Quem quiser ver mais sobre o 11, clique aqui.
Na verdade o capítulo 11 é uma forma de concordata para que os concordatários possam reorganizar o negócio. O chapter 7 seria bem pior. Neste caso eles devem ainda tentar vender o banco, ativos, etc. Vamos aguardar o desfecho dessa história, não estou tão procupado assim, como já disse, é ajuste e acerto do mercado com os que podem ter passado além dos limites ou erraram a mão.
A "invisible hand" do mercado protege algumas situações, mas é cruel com determinados erros particados pelos atores econômicos.
Na verdade o capítulo 11 é uma forma de concordata para que os concordatários possam reorganizar o negócio. O chapter 7 seria bem pior. Neste caso eles devem ainda tentar vender o banco, ativos, etc. Vamos aguardar o desfecho dessa história, não estou tão procupado assim, como já disse, é ajuste e acerto do mercado com os que podem ter passado além dos limites ou erraram a mão.
A "invisible hand" do mercado protege algumas situações, mas é cruel com determinados erros particados pelos atores econômicos.
A quebra do Lehman Brothers e a comparação com 1929.
A quebra do Lehman Brothers- Clique e leia, precisa ser melhor entendida. O FED (Banco Central americano) já havia ajudado com recursos públicos dois grandes bancos, exauridos pela crise imobiliária americana, o Freddie Mac e a Fannie Mae - Clique e leia. Foram us$ 200 bilhões, isso mesmo 200 bilhões de dólares, injetados para dar liquidez e evitar a crise maior no sistema financeiro americano, o efeito cascata. Lembrem-se que o sistema é interligado e todos transacionam com todos praticamente.
O Lehman Brothers, banco de 158 anos, enfrentava dificuldades, os controladores tentaram vender por preço de banana, mas acredito que os problemas eram tantos que não conseguiram comprador. O FED optou pela não ajuda porque a situação deles deve ser irremediada. Não sei ainda se eles estão no Chapter eleven (Concordata americana), nem sei se aplica-se a liquidação de instituições financeira, ou quebraram, mas deve ser insustentável a situação.
O FED, discricionário e competente, tem feito seu papel de administrar esta crise originada na bolha imobiliária iniciada na verdade em 2006. Estamos no final da crise com a quebra destes bancos. A bolha estoura e alguns sentem seus efeitos, neste caso, o sistema financeiro americano que deverá levar alguns incautos banqueiros europeus e asiáticos, mas é só. Lembrem-se que na espiral do mercado comprador e no seu final as taxas e os "spreads" são tentadores e a ganho é proporcional ao risco. Quem nunca viveu momentos de oferta de papeis miraculosos, a taxas inacreditáveis, mas que na verdade são um "mico" fabuloso e estão na verdade saindo da mãos dos profissionais especuladores?
A crise tem uma dicotomia, está no mundo virtual do mercado financeiro, não na economia real. A liquidez gerada cria um monte de papeis que são repassados e repassados aumentando esta liquidez e gerando quando surge o ponto de inflexão, o famoso "mico", alguém fica com a bomba na mão. A crise que arrasta bancos, mas não todos, veja o caso do Bank of América que comprou a Merril Lynch, é causada pelo efeito ganância misturada com criatividade do segmento na criação de "papeis" e a liquidez que cria o mercado comprador até o estouro da bolha.
Alguns comparam esta crise a de 1929. Vejo opiniões diversas, mas o consenso é que não existe comparação. Podemos até dizer que é uma das mais graves crises financeiras, mas lembrem-se de 1987, de 1997, de 2001 e outras menores. Crise financeira sempre é grave, mas serve para livrar o mercado de especuladores imcompetentes que apostam tudo na liquidez do mercado, ganham rios de dinheiro e depois entregam tudo. Pena que sempre sobra para alguns pobres cidadãos, jogadores com certeza, mas que não podem assumir estes prejuízos.
Em 1929 não existiam as ferramentas atuais, a comunicação e a internet, a infomática e a experiência dos banqueiros, por exemplo, Ben Bernanke, atual presidente do FED, é especialista na crise de 1929.
Falar que vivemos momentos iguais aos de 29 me parece errado, mas vivemos um momento sério. Falar em crise mundial também me parece equivocado. Passamos por ajuste na economia virtual, a economia real está segura pela força dos emergentes e China e Índia que manterão o ciclo ainda por bom tempo.
Óbvio, haverá ajuste, correção de rumos, alguns pagaram esta conta, mas o mundo sobreviverá e aprenderá mais uma vez com a experiência vivida.
O Lehman Brothers, banco de 158 anos, enfrentava dificuldades, os controladores tentaram vender por preço de banana, mas acredito que os problemas eram tantos que não conseguiram comprador. O FED optou pela não ajuda porque a situação deles deve ser irremediada. Não sei ainda se eles estão no Chapter eleven (Concordata americana), nem sei se aplica-se a liquidação de instituições financeira, ou quebraram, mas deve ser insustentável a situação.
O FED, discricionário e competente, tem feito seu papel de administrar esta crise originada na bolha imobiliária iniciada na verdade em 2006. Estamos no final da crise com a quebra destes bancos. A bolha estoura e alguns sentem seus efeitos, neste caso, o sistema financeiro americano que deverá levar alguns incautos banqueiros europeus e asiáticos, mas é só. Lembrem-se que na espiral do mercado comprador e no seu final as taxas e os "spreads" são tentadores e a ganho é proporcional ao risco. Quem nunca viveu momentos de oferta de papeis miraculosos, a taxas inacreditáveis, mas que na verdade são um "mico" fabuloso e estão na verdade saindo da mãos dos profissionais especuladores?
A crise tem uma dicotomia, está no mundo virtual do mercado financeiro, não na economia real. A liquidez gerada cria um monte de papeis que são repassados e repassados aumentando esta liquidez e gerando quando surge o ponto de inflexão, o famoso "mico", alguém fica com a bomba na mão. A crise que arrasta bancos, mas não todos, veja o caso do Bank of América que comprou a Merril Lynch, é causada pelo efeito ganância misturada com criatividade do segmento na criação de "papeis" e a liquidez que cria o mercado comprador até o estouro da bolha.
Alguns comparam esta crise a de 1929. Vejo opiniões diversas, mas o consenso é que não existe comparação. Podemos até dizer que é uma das mais graves crises financeiras, mas lembrem-se de 1987, de 1997, de 2001 e outras menores. Crise financeira sempre é grave, mas serve para livrar o mercado de especuladores imcompetentes que apostam tudo na liquidez do mercado, ganham rios de dinheiro e depois entregam tudo. Pena que sempre sobra para alguns pobres cidadãos, jogadores com certeza, mas que não podem assumir estes prejuízos.
Em 1929 não existiam as ferramentas atuais, a comunicação e a internet, a infomática e a experiência dos banqueiros, por exemplo, Ben Bernanke, atual presidente do FED, é especialista na crise de 1929.
Falar que vivemos momentos iguais aos de 29 me parece errado, mas vivemos um momento sério. Falar em crise mundial também me parece equivocado. Passamos por ajuste na economia virtual, a economia real está segura pela força dos emergentes e China e Índia que manterão o ciclo ainda por bom tempo.
Óbvio, haverá ajuste, correção de rumos, alguns pagaram esta conta, mas o mundo sobreviverá e aprenderá mais uma vez com a experiência vivida.
sexta-feira, setembro 12, 2008
A Bolívia a seus problemas! O que virá por ai?
As manchetes da mídia são todas relacionadas aos problemas atuais da Bolívia. Sabemos que a América do Sul tem instabilidade política em diversos lugares, mas a Bolívia é o pior deles.
Elegeram um índio, Evo Morales, até ai nada demais. Acontece que sob influência de Hugo "maluco" Chavéz ele começou a implantar medidas ditas socialistas, mas com forte viés ditatorial.
São bonitas as palavras e os argumentos do socialismo, da guerra contra o lucro e o imperialismo, mas o mundo real é cruel. A responsabilidade e sabedoria dos governantes são as coisas mais importantes, não as intenções.
O Conflito na Bolívia, este agora, iniciou-se de fato quando Morales, trancado em um quartel, expediu decretos com cunho pouco democrático e sem respaldo da população, atropelando a oposição. Com argumento de mudança socialista, ele mandou ver, tudo indica com a "invible hand" do coronel Chavéz.
Resultado: Revolta da oposição, plebiscito para tornar as provìncias independentes e a confusão estabelecida. Morales reage , quer colocar medidas mais complicadas e o conflito recrusdece.
Chavéz cresce, acusa os EUA de patrocinador e expulsa o embaixador americano, a Bolívia faz o mesmo, os EUA não poderia fazer senão, a mesma coisa. Incidente democrático.
Chavéz chama os "ianques de merda, vão para o caralho 100 vezez" e ameaça intervir em eventual golpe político na Bolívia. Os ataques prejudicam o fornecimento de gás ao Brasil e causam preocupação no setor energético. Já escrevi várias vezes sobre este assunto.
Resultado e conclusão: Existe uma onda dita "socialista" rondando a América do Sul, vide problemas no Chile- Clique e leia. Óbvio que existem patrocinadores desta causa anacrônica.
A Bolívia, à beira de um golpe, pode ter uma intervenção de Chavéz- clique e leia- que suscitará reações diversas, especialmente americana, os nervos estão a flor da pele entre os dois.
Já postei aqui um texto que dizia ser questão de tempo um conflito militar promovido por Chavéz, pode ser este. Falei em Amazônia e Guiana, mas pode ser agora. Um governo que investe em armas e força militar, afronta a democracia em nome do anacrônico socialismo não poderia terminar em outra coisa.
O dedo de Chavéz já está por lá, provavelmente atmbém no conflito do estável Chile e ainda arrumará muita confusão em nome da tal Revolução Bolivariana do século XXI. Coisa de aloprado. O caso é internação em hospício.
Todos pagamos a conta das sandices de governantes populistas e autoritários. O alto preço do petróleo fez deste louco uma bomba explosiva que pode estourar em nosso colo.
Sabe que pode até ser uma boa esta confusão se agravar e ter a intromissão de Chavéz, pelo menos a chance dele ser derrubado existe e será grande. Ao invés de vivermos esperando o próximo passo de Chavéz, veremos sua deposição e seu fim, com chances de ser trágico quando poderia ser cômico. Pobre dos venezuelanos e agora dos bolivianos, acabando sobrando para nós brasileiros.
Elegeram um índio, Evo Morales, até ai nada demais. Acontece que sob influência de Hugo "maluco" Chavéz ele começou a implantar medidas ditas socialistas, mas com forte viés ditatorial.
São bonitas as palavras e os argumentos do socialismo, da guerra contra o lucro e o imperialismo, mas o mundo real é cruel. A responsabilidade e sabedoria dos governantes são as coisas mais importantes, não as intenções.
O Conflito na Bolívia, este agora, iniciou-se de fato quando Morales, trancado em um quartel, expediu decretos com cunho pouco democrático e sem respaldo da população, atropelando a oposição. Com argumento de mudança socialista, ele mandou ver, tudo indica com a "invible hand" do coronel Chavéz.
Resultado: Revolta da oposição, plebiscito para tornar as provìncias independentes e a confusão estabelecida. Morales reage , quer colocar medidas mais complicadas e o conflito recrusdece.
Chavéz cresce, acusa os EUA de patrocinador e expulsa o embaixador americano, a Bolívia faz o mesmo, os EUA não poderia fazer senão, a mesma coisa. Incidente democrático.
Chavéz chama os "ianques de merda, vão para o caralho 100 vezez" e ameaça intervir em eventual golpe político na Bolívia. Os ataques prejudicam o fornecimento de gás ao Brasil e causam preocupação no setor energético. Já escrevi várias vezes sobre este assunto.
Resultado e conclusão: Existe uma onda dita "socialista" rondando a América do Sul, vide problemas no Chile- Clique e leia. Óbvio que existem patrocinadores desta causa anacrônica.
A Bolívia, à beira de um golpe, pode ter uma intervenção de Chavéz- clique e leia- que suscitará reações diversas, especialmente americana, os nervos estão a flor da pele entre os dois.
Já postei aqui um texto que dizia ser questão de tempo um conflito militar promovido por Chavéz, pode ser este. Falei em Amazônia e Guiana, mas pode ser agora. Um governo que investe em armas e força militar, afronta a democracia em nome do anacrônico socialismo não poderia terminar em outra coisa.
O dedo de Chavéz já está por lá, provavelmente atmbém no conflito do estável Chile e ainda arrumará muita confusão em nome da tal Revolução Bolivariana do século XXI. Coisa de aloprado. O caso é internação em hospício.
Todos pagamos a conta das sandices de governantes populistas e autoritários. O alto preço do petróleo fez deste louco uma bomba explosiva que pode estourar em nosso colo.
Sabe que pode até ser uma boa esta confusão se agravar e ter a intromissão de Chavéz, pelo menos a chance dele ser derrubado existe e será grande. Ao invés de vivermos esperando o próximo passo de Chavéz, veremos sua deposição e seu fim, com chances de ser trágico quando poderia ser cômico. Pobre dos venezuelanos e agora dos bolivianos, acabando sobrando para nós brasileiros.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Duas notícias importantes hoje!
1-) PIB brasileiro cresceu 6% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2007 - Clique e leia
Enquanto passamos anos atrás da média mundial de crescimento, agora temos chance de passar a dianteira. O Brasil precisa de 2,5%, mais é lucro, é ciclo virtuoso, estamos nessa. Falta ainda muito, como investimentos em infra-estrutura, mas muito dizem que o Brasil não suporta crescimento muito maior que este, extamente pela sua fragilidade em infra-estrutura(portos, estradas, aeroportos, energia, etc.).
Ouvi que o FMI prevê uma arrefecimento na economia mundial em 2008, as previsões de 4% agora estão em 3%. Em 2009 haverá retomada. Falei diversas vezes neste esperado ajuste, inclusive das bolsas. Está ai. Este crescimento é boa notícia, ainda mais quando a inflação, que assustou alguns, deu sinal de desaceleração.
2-)Recriação do Big Bang trará maior conhecimento sobre matéria - Clique e leia
A experiência que inicia-se hoje na Suiça, investimento de US$ 6 bilhões, está sendo considerada um marco na história da matéria e busca pela oprigem do universo. "A idéia é gerar um choque de partículas semelhante ao ocorrido um milésimo de segundo depois de ocorrida a grande explosão, conhecida como Big-Bang, e ver o que nos poderia dizer sobre o Modelo Standard da matéria" disse o físico Carlos Montúfar.
Alguns chamam da criação da "Molécula de Deus", outros de primeiro miléssimo. Acho que vamos descobrir muito, mas independente da posição, deísta,atéia ou agnóstica, estamos no começo e este experimento vai suscitar milhões de outras dúvidas. As correntes da divindade, contra ou a favor, terão milhões de outros argumentos, podem apostar.
Isso é a ciência e a tecnologia a serviço do homem. Vamos esperar, estou louco para ver o resultado dos primeiros testes.
Enquanto passamos anos atrás da média mundial de crescimento, agora temos chance de passar a dianteira. O Brasil precisa de 2,5%, mais é lucro, é ciclo virtuoso, estamos nessa. Falta ainda muito, como investimentos em infra-estrutura, mas muito dizem que o Brasil não suporta crescimento muito maior que este, extamente pela sua fragilidade em infra-estrutura(portos, estradas, aeroportos, energia, etc.).
Ouvi que o FMI prevê uma arrefecimento na economia mundial em 2008, as previsões de 4% agora estão em 3%. Em 2009 haverá retomada. Falei diversas vezes neste esperado ajuste, inclusive das bolsas. Está ai. Este crescimento é boa notícia, ainda mais quando a inflação, que assustou alguns, deu sinal de desaceleração.
2-)Recriação do Big Bang trará maior conhecimento sobre matéria - Clique e leia
A experiência que inicia-se hoje na Suiça, investimento de US$ 6 bilhões, está sendo considerada um marco na história da matéria e busca pela oprigem do universo. "A idéia é gerar um choque de partículas semelhante ao ocorrido um milésimo de segundo depois de ocorrida a grande explosão, conhecida como Big-Bang, e ver o que nos poderia dizer sobre o Modelo Standard da matéria" disse o físico Carlos Montúfar.
Alguns chamam da criação da "Molécula de Deus", outros de primeiro miléssimo. Acho que vamos descobrir muito, mas independente da posição, deísta,atéia ou agnóstica, estamos no começo e este experimento vai suscitar milhões de outras dúvidas. As correntes da divindade, contra ou a favor, terão milhões de outros argumentos, podem apostar.
Isso é a ciência e a tecnologia a serviço do homem. Vamos esperar, estou louco para ver o resultado dos primeiros testes.
quinta-feira, agosto 28, 2008
A velocidade
Artigo na REUTERS de hoje fala da menor taxa de desemprego na Alemanha nos últimos 16 anos, clique e leia.
Na minha última postagem cito o caso da desaceleração da Alemanha, mas reitero que este impacto é relativo devido a outros "combustíveis" na máquina econômica mundial.
Pela ciclotimia a crise é esperada, mas a reação tem sido imediata. Uma coisa importante, dentro das premissas presentes na economia global. A velocidade de reação. Veja o caso dos EUA e as anunciadas crises. Os EUA ainda mantêm crescimento de 1%, mesmo sobre a ameaça da recessão. 1% em US$ 14 bilhões é muita coisa. Só para registro (dados de 2007) o PIB da União Européia é de US$ 15 trilhões e o da China pulou de US$ 2,8 trilhões em 2005 para quase US$ 10 trilhões com crescimento de quase 10% ao ano médio no período. No Brasil em 2007 o PIB atingiu US$ 1,4 trilhões (R$ 2,3 trilhões convertidos a taxa de R$ 1,6=1US$).
O eixo da economia mundial mudou, os EUA já representaram 40%, hoje não chegam a 25%, uma coisa é certa, qualquer abalo na locomotiva leva junto todo mundo, hoje temos mais locomotivas que da mesma forma têm que ficar firmes.
O caso da Alemanha é o sinal de tranquilidade que o mundo precisa, haverá desaceleração e arrefecimento econômico, mas ainda a prosperidade vai continuar.
Imaginem o que ainda precisa ser feito na China e Índia (30% da população mundial)?
O grande desafio da humanidade no momento não é problema econômico, mas a sustentabilidade que o crescimento deve ter. Os impactos ambientais e irresponsabilidade na China e Índia podem levar o mundo todo junto, mas para o fim da raça humana ou desastres inimagináveis.
Os pilares são, com cada vez mais força:
Na minha última postagem cito o caso da desaceleração da Alemanha, mas reitero que este impacto é relativo devido a outros "combustíveis" na máquina econômica mundial.
Pela ciclotimia a crise é esperada, mas a reação tem sido imediata. Uma coisa importante, dentro das premissas presentes na economia global. A velocidade de reação. Veja o caso dos EUA e as anunciadas crises. Os EUA ainda mantêm crescimento de 1%, mesmo sobre a ameaça da recessão. 1% em US$ 14 bilhões é muita coisa. Só para registro (dados de 2007) o PIB da União Européia é de US$ 15 trilhões e o da China pulou de US$ 2,8 trilhões em 2005 para quase US$ 10 trilhões com crescimento de quase 10% ao ano médio no período. No Brasil em 2007 o PIB atingiu US$ 1,4 trilhões (R$ 2,3 trilhões convertidos a taxa de R$ 1,6=1US$).
O eixo da economia mundial mudou, os EUA já representaram 40%, hoje não chegam a 25%, uma coisa é certa, qualquer abalo na locomotiva leva junto todo mundo, hoje temos mais locomotivas que da mesma forma têm que ficar firmes.
O caso da Alemanha é o sinal de tranquilidade que o mundo precisa, haverá desaceleração e arrefecimento econômico, mas ainda a prosperidade vai continuar.
Imaginem o que ainda precisa ser feito na China e Índia (30% da população mundial)?
O grande desafio da humanidade no momento não é problema econômico, mas a sustentabilidade que o crescimento deve ter. Os impactos ambientais e irresponsabilidade na China e Índia podem levar o mundo todo junto, mas para o fim da raça humana ou desastres inimagináveis.
Os pilares são, com cada vez mais força:
Sustentabilidade ambiental
Viabilidade econômica
Responsabilidade social
Fora disso estaremos todos perdidos.
terça-feira, agosto 26, 2008
Acontecimentos recentes!
Preciso comentar alguns episódios que assisti e ouvi na mídia hoje. Sou midiático assumido, vivemos na era do conhecimento e na sociedade da informação.
1-)Gorbatchev adverte para 'nova divisão' no mundo - Clique e leia. É grave o conflito no Cáucaso. A região é estratégica na geopolítica do petróleo da região e existem conflitos raciais diversos. A Rússia peita a Otan e o ocidente. Será que vem nova guerra fria por ai? A questão dos mísseis na Polônia foi outro ponto de atrito. Vamos esperar que nada ocorra, mas o alerta de Gobbatchev é sério.
2-) Crédito bate 37% do PIB e endividamento cresce muito. Clique e leia - É ilusão achar que isso é bom para o consumo das famílias e da economia. Como tudo na economia, é caminho de duas vias. As taxas de juros são absurdas e os spreads bancários criminosos. Comparar nosso volume de crédito com outros países sem ver as taxas reais é má fé. Aqui a banca enche a burra e qualquer hora teremos o "subprime" nacional, escrevam ai. O crédito é saudável para economia, alimenta o consumo e a produção, mas tem seus problemas.
3-)Ouvi de relance que um promotos de Rondônia quer anular o leilão da usina hidrelétrica do Rio Madeira. Razão alegada: houve mudança do eixo da obra. Vamos voltar ao assunbto, mas soube que esta mudança reduziu os impactos ambientais e o custo da obra. Parece que eles querem complicar uma encrenca daquele tamanho. Precisamos daquela obra, mesmo com todos problemas, não existe volta para o futuro deste país.
4-) Na CBN ouvi que a Alemanha dá sinais de desaceleração econômica, o Japão já deu e os EUA vive altos e baixos. Uma crise mundial é esperada, a ciclotimia da economia mostra isso.
A questão é que estas economias, a primeira, segunda e terceira do mundo não representam mais o que eram no passado. O cerne está ai, mas a Chiuna, Índia e outros emergentes seguram a onda, ou seja, é certo que teremos crise, mas não será como no passado. Vamos ver.
1-)Gorbatchev adverte para 'nova divisão' no mundo - Clique e leia. É grave o conflito no Cáucaso. A região é estratégica na geopolítica do petróleo da região e existem conflitos raciais diversos. A Rússia peita a Otan e o ocidente. Será que vem nova guerra fria por ai? A questão dos mísseis na Polônia foi outro ponto de atrito. Vamos esperar que nada ocorra, mas o alerta de Gobbatchev é sério.
2-) Crédito bate 37% do PIB e endividamento cresce muito. Clique e leia - É ilusão achar que isso é bom para o consumo das famílias e da economia. Como tudo na economia, é caminho de duas vias. As taxas de juros são absurdas e os spreads bancários criminosos. Comparar nosso volume de crédito com outros países sem ver as taxas reais é má fé. Aqui a banca enche a burra e qualquer hora teremos o "subprime" nacional, escrevam ai. O crédito é saudável para economia, alimenta o consumo e a produção, mas tem seus problemas.
3-)Ouvi de relance que um promotos de Rondônia quer anular o leilão da usina hidrelétrica do Rio Madeira. Razão alegada: houve mudança do eixo da obra. Vamos voltar ao assunbto, mas soube que esta mudança reduziu os impactos ambientais e o custo da obra. Parece que eles querem complicar uma encrenca daquele tamanho. Precisamos daquela obra, mesmo com todos problemas, não existe volta para o futuro deste país.
4-) Na CBN ouvi que a Alemanha dá sinais de desaceleração econômica, o Japão já deu e os EUA vive altos e baixos. Uma crise mundial é esperada, a ciclotimia da economia mostra isso.
A questão é que estas economias, a primeira, segunda e terceira do mundo não representam mais o que eram no passado. O cerne está ai, mas a Chiuna, Índia e outros emergentes seguram a onda, ou seja, é certo que teremos crise, mas não será como no passado. Vamos ver.
quinta-feira, agosto 21, 2008
Meio Ambiente
Estou com saudades de escreve aqui, mas o tempo está curto, muito trabalho! Ainda bem!
Algumas pessoas perguntam sobre meus artigos e sobre a falta de atualização do blog.
Vou retomar breve, enquanto isso: Escrevi este artigo sobre a Amazônia: Clique e leia
Vou entrar fundo em temas relacionados ao meio ambiente, me aguardem!
Algumas pessoas perguntam sobre meus artigos e sobre a falta de atualização do blog.
Vou retomar breve, enquanto isso: Escrevi este artigo sobre a Amazônia: Clique e leia
Vou entrar fundo em temas relacionados ao meio ambiente, me aguardem!
terça-feira, julho 01, 2008
A questão da inflação é real e perigosa!
Não tem mais volta! Estamos entrando em processo inflacionário, fenômeno mundial e com diversas causas na origem.
Escrevi estes artigos recentes sobre a inflação:
1-) Inflação dos alimentos - Clique e leia
2-) A volta da inflação - Clique e leia
O problema é real e preocupa todos países, ações e planos são traçados para enfrentar a fera que faz estragos no mais pobre sempre.
A demanda continua forte e isso é lenha na fogueira, mas ainda acredito que vamos administrar bem esta crise mundial, a experiência passada é crucial nesta luta.
Toquei em um dos artigos, crise pode ser sinônimo de oportunidade e o Brasil, se souber conduzir bem as coisas na economia e na política pode lucrar muito com isso, tanto na questão energia, leia-se petróleo pela descoberta da camada pré-sal, como nos alimentos, pela nossa vocação, tecnologia e experiência. Dizem que Deus é brasileiro. Pode ser!
Escrevi estes artigos recentes sobre a inflação:
1-) Inflação dos alimentos - Clique e leia
2-) A volta da inflação - Clique e leia
O problema é real e preocupa todos países, ações e planos são traçados para enfrentar a fera que faz estragos no mais pobre sempre.
A demanda continua forte e isso é lenha na fogueira, mas ainda acredito que vamos administrar bem esta crise mundial, a experiência passada é crucial nesta luta.
Toquei em um dos artigos, crise pode ser sinônimo de oportunidade e o Brasil, se souber conduzir bem as coisas na economia e na política pode lucrar muito com isso, tanto na questão energia, leia-se petróleo pela descoberta da camada pré-sal, como nos alimentos, pela nossa vocação, tecnologia e experiência. Dizem que Deus é brasileiro. Pode ser!
segunda-feira, junho 23, 2008
Total de endividados no país cresce 47%
Total de endividados no país cresce 47% - Clique e veja matéria na Folhaonline de 22/06
Segundo dados do BC 15,6 milhões de pessoas têm dívidas acima de R$ 5.000,00, e os devedores de alguma dívida somam 80 milhões. Em final de 2006 o Brasil tinha 77 milhões de contas poupança e 60 milhões de conta corrente. Deve ter aumentado junto com a farra do crédito.
O aumento do crédito é bom para economia quase sempre. No nosso caso a dívida de incautos é que será o problema. Qualquer crise estoura o problema, "sub-prime" nacional breve, pode escrever ai.
Os juros são extorsivos, as pessoas não fazem conta e o marketing agressivo é lenha na fogueira. A banca enche a burra e os muitos otários quebram por falta de cabeça.
A relação dívida/PIB é pequena comparada a outros países, mas neste países os juros são outros e as regras também. Aqui somos reféns da banca.
Os juros devem subir até o final do ano por conta do combate a inflação, os "spreads" devem aumentar e a patuléia (como diz o Elio Gaspari) vai sentir na pele.
A poupança é melhor que o consumo em termos econômicos para o Brasil, mas aqui as coisas são sempre trocadas. Vamos ver até onde a prosperidade mundial segura esta onda.
Segundo dados do BC 15,6 milhões de pessoas têm dívidas acima de R$ 5.000,00, e os devedores de alguma dívida somam 80 milhões. Em final de 2006 o Brasil tinha 77 milhões de contas poupança e 60 milhões de conta corrente. Deve ter aumentado junto com a farra do crédito.
O aumento do crédito é bom para economia quase sempre. No nosso caso a dívida de incautos é que será o problema. Qualquer crise estoura o problema, "sub-prime" nacional breve, pode escrever ai.
Os juros são extorsivos, as pessoas não fazem conta e o marketing agressivo é lenha na fogueira. A banca enche a burra e os muitos otários quebram por falta de cabeça.
A relação dívida/PIB é pequena comparada a outros países, mas neste países os juros são outros e as regras também. Aqui somos reféns da banca.
Os juros devem subir até o final do ano por conta do combate a inflação, os "spreads" devem aumentar e a patuléia (como diz o Elio Gaspari) vai sentir na pele.
A poupança é melhor que o consumo em termos econômicos para o Brasil, mas aqui as coisas são sempre trocadas. Vamos ver até onde a prosperidade mundial segura esta onda.
quinta-feira, junho 12, 2008
Novidades! Inflação, Crescimento e Obama!
Há algum tempo não escrevo aqui. Sinto falta.
1-) O perigo da inflação: Temos visto uma subida de preços em escala mundial. Petróleo, alimentos e como consequência, toda cadeia produtiva. Várias causas estão presentes, vamos lá: Aumento da demanda mundial, mercado especulativo e uma curiosidade da economia, a expectativa que gera ansiedade e que acaba confirmando as expectativas.
O fenômeno é mundial e o BC do Brasil está atento, clique e veja.
Estou admitindo que a alat dos juros é o remédio mais lógico, mas a redução de gastos dos governos principalmente aqui é condição básica de combate a inflação.
Quem paga a conta da inflação é o pobre.
2-) O Brasil cresce 5,8% no primeiro trimestre de 2008. Motivo: consumo das famílias principalmente. Consequências disso: lenha na fogueira da inflação. Uma mistura explosiva será a inflação iniciante seu galope e o consumo aumentando. O crescimento é bom, ciclo virtuoso que um país em desenvolvimento precisa, mas tem que ser sustentável. Nosso problema de infra-estrutura é crítico e barra qualquer coisa acima disso. Nesta ameaça inflacionária, acho melhor ficarmos neste patamar.
3-) Obama é confirmado candidato democrata. Olha conheço os Estados Unidos muito bem, não será uma vitória fácil como apontam pesquisa de opinião para Obama.
Mc Cain tem problemas no passado e é encarnação de Busch em período de crise e problemas americanos, mas ainda acho que ganha. O americano é muito conservador para eleger uma pessoa inexperiente, que suscita questões racistas e religiosas.
Qualidades Barack Obama tem, é esperto, mas acho que tem sua força na retórica, na hora H o americano vai perceber, não é preferência minha. Até gostava da Hilary e sempre gostei dos democratas, não tenho simpatias por Busch nem pelo seu governo, mas meu "felling" é que ganha Mc Cain, apesar de tudo. Vamos ver, 04 de Novembro saberemos.
Obama pode escolher um bom vice e neutralizar muitos preconceitos, ele é esperto, vamos esperar e ver. Hoje o Jornal Nacional especulou Al Gore como vice. Novamente? Pode ser, e seria um grande vice fortalecendo a chapa de Obama.
1-) O perigo da inflação: Temos visto uma subida de preços em escala mundial. Petróleo, alimentos e como consequência, toda cadeia produtiva. Várias causas estão presentes, vamos lá: Aumento da demanda mundial, mercado especulativo e uma curiosidade da economia, a expectativa que gera ansiedade e que acaba confirmando as expectativas.
O fenômeno é mundial e o BC do Brasil está atento, clique e veja.
Estou admitindo que a alat dos juros é o remédio mais lógico, mas a redução de gastos dos governos principalmente aqui é condição básica de combate a inflação.
Quem paga a conta da inflação é o pobre.
2-) O Brasil cresce 5,8% no primeiro trimestre de 2008. Motivo: consumo das famílias principalmente. Consequências disso: lenha na fogueira da inflação. Uma mistura explosiva será a inflação iniciante seu galope e o consumo aumentando. O crescimento é bom, ciclo virtuoso que um país em desenvolvimento precisa, mas tem que ser sustentável. Nosso problema de infra-estrutura é crítico e barra qualquer coisa acima disso. Nesta ameaça inflacionária, acho melhor ficarmos neste patamar.
3-) Obama é confirmado candidato democrata. Olha conheço os Estados Unidos muito bem, não será uma vitória fácil como apontam pesquisa de opinião para Obama.
Mc Cain tem problemas no passado e é encarnação de Busch em período de crise e problemas americanos, mas ainda acho que ganha. O americano é muito conservador para eleger uma pessoa inexperiente, que suscita questões racistas e religiosas.
Qualidades Barack Obama tem, é esperto, mas acho que tem sua força na retórica, na hora H o americano vai perceber, não é preferência minha. Até gostava da Hilary e sempre gostei dos democratas, não tenho simpatias por Busch nem pelo seu governo, mas meu "felling" é que ganha Mc Cain, apesar de tudo. Vamos ver, 04 de Novembro saberemos.
Obama pode escolher um bom vice e neutralizar muitos preconceitos, ele é esperto, vamos esperar e ver. Hoje o Jornal Nacional especulou Al Gore como vice. Novamente? Pode ser, e seria um grande vice fortalecendo a chapa de Obama.
segunda-feira, maio 26, 2008
O preço da comida - Fundos negociam até 8 vezes mesma safra
Mauro Zafalon, na Folha:- Clique e leia
Risco maior e irracionalidade. Esses são os novos "perigos" para as negociações no mercado agrícola internacional. Essa inflação agrícola (já batizada de "agflação") vem gerando distúrbios sociais em países consumidores e ganhos em produtores, como o Brasil.O ritmo acelerado de negociações no mercado futuro chega a girar 22 safras anuais de soja. Só os fundos são responsáveis por 8 dessas safras. Em 2007, o mercado futuro agrícola da Chicago Board of Trade negociou 7,3 bilhões de toneladas de milho, 4,3 bilhões de soja e 2,7 bilhões de trigo. A produção física desses produtos, em 2007, foi de 780 milhões, 220 milhões e 606 milhões de toneladas, respectivamente.Volumes maiores de negociações esquentaram os preços, que passaram a ter variações bruscas, chamadas pelo mercado de "volatilidade".
Os fundos de “Hedges” que dão proteção a produtores e comercializadores estão sendo usados na especulação. O preço do petróleo atual é atribuído aos fundos e ao mercado futuro. Os fundos são necessários, mas estão causando problemas. Solução? Talvez regras mais duras para atacar a especulação pura e simples, a famosa jogatina. Uma observação, difícil os preços voltarem. O equilíbrio entre a oferta e a demanda que devem regular preços é coisa do passado. Na era da informação e na sociedade co conhecimento, não poderíamos esperar coisas muito diferentes disso. Existe solução, é preciso aprender para consertar.
Risco maior e irracionalidade. Esses são os novos "perigos" para as negociações no mercado agrícola internacional. Essa inflação agrícola (já batizada de "agflação") vem gerando distúrbios sociais em países consumidores e ganhos em produtores, como o Brasil.O ritmo acelerado de negociações no mercado futuro chega a girar 22 safras anuais de soja. Só os fundos são responsáveis por 8 dessas safras. Em 2007, o mercado futuro agrícola da Chicago Board of Trade negociou 7,3 bilhões de toneladas de milho, 4,3 bilhões de soja e 2,7 bilhões de trigo. A produção física desses produtos, em 2007, foi de 780 milhões, 220 milhões e 606 milhões de toneladas, respectivamente.Volumes maiores de negociações esquentaram os preços, que passaram a ter variações bruscas, chamadas pelo mercado de "volatilidade".
Os fundos de “Hedges” que dão proteção a produtores e comercializadores estão sendo usados na especulação. O preço do petróleo atual é atribuído aos fundos e ao mercado futuro. Os fundos são necessários, mas estão causando problemas. Solução? Talvez regras mais duras para atacar a especulação pura e simples, a famosa jogatina. Uma observação, difícil os preços voltarem. O equilíbrio entre a oferta e a demanda que devem regular preços é coisa do passado. Na era da informação e na sociedade co conhecimento, não poderíamos esperar coisas muito diferentes disso. Existe solução, é preciso aprender para consertar.
quinta-feira, maio 15, 2008
Novidades e a queda da ministra
Tem algum tempo que não venho aqui. Estou escrevendo no Webartigos. Quem quiser ver é só clicar- WEB ARTIGOS. Escrevi um artigo lá sobre a evolução tecnológica do homem, desde a era primitiva.
O comentário da semana é a queda da ministra Marina Silva, de empregada doméstica a senadora, ela tem méritos, mas tinha gente mais preparada para o cargo.
O Alexandre Garcia da Globo que parafraseou bem a saída dela: Disse ele: A ministra caiu por causa do desmatamento, mas quem perdeu mesmo foi o machado( em alusão ao suplente Sibá Machado, outra figura).
O carlos Minc, parece que será o ministro, começou falando do governador Maggi, aliado do Lula e plantador de soja, o maior do mundo.
Vamos ver o que acontece.
O comentário da semana é a queda da ministra Marina Silva, de empregada doméstica a senadora, ela tem méritos, mas tinha gente mais preparada para o cargo.
O Alexandre Garcia da Globo que parafraseou bem a saída dela: Disse ele: A ministra caiu por causa do desmatamento, mas quem perdeu mesmo foi o machado( em alusão ao suplente Sibá Machado, outra figura).
O carlos Minc, parece que será o ministro, começou falando do governador Maggi, aliado do Lula e plantador de soja, o maior do mundo.
Vamos ver o que acontece.
quinta-feira, maio 01, 2008
Brasil ganha grau de investimento
Clique e veja a matéria no Terra Notícias. Resumidamente, vamos explicar um pouco este negócio em 10 tópicos:
1-)Algumas das principais agências de classificação de risco -Moody's, Standard & Poor's e Fitch, analisam empresas e governos e classificam dentro de padrões que significam seguraça e solidez com baixo risco para investimentos e crédito. No caso aqui a Standard & Poor's deu a nota máxima ao Brasil. Níveis de riscos :
AAASR
Garantias máximas, risco quase nulo
AA+SR/ AASR/ AA-SR
Garantias muito fortes, risco muito baixo
A+SR/ ASR/ A-SR
Garantias fortes, risco baixo
BBB+SR/ BBBSR/ BBB-SR
Garantias adequadas, risco módico
2-) A Definição do livro texto: "Condição de baixo risco de crédito que denota adequadas garantias e reduzida vulnerabilidade a fatores de perturbação externos a uma emissão ou a um conjunto de obrigações de emissor".
3-) Bancos para fazer empréstimos e fundos para investir, olham este grau de risco, a nota máxima dada pelas agências, ajuda a aplicar seus recursos. A lei americana proíbe fundos de investimentos (como o famoso fundo das professoras da Califórnia) de aplicar em países sem ter o "Investment Grade".
4-) O Brasil tem chance de aumentar, e muito , a sua participação na busca por mais um naco na poupança mundial que só pode pousar em lugares com a nota máxima. Sabe quanto é o valor? 13 trilhões de dólares aproximadamente.
5-) Como dependemos muito de recursos externos, principalmente para infra-estrutura, isso é bom, mas como tudo na vida é via de mão dupla: O já enfraquecido dólar e como consequência o Real forte, terá mais problemas pela perspectiva de entrada de dólares.
6-) Esta medida era esperada, mas a bolsa "bombou" ontem. Ainda é cedo se vai continuar subindo, o mercado mundial é mais mandatário para a volatilidade da Bovespa, e além disso, o mercado se antecipa sempre, ou seja, já sabia que chegariamos neste grau. Pode subir, mas não arriscaria, o recurso externo que pode e deve vir, é de boa qualidade e díficl de precisar quanto irá para o mercado de ações.
7-) O real forte ajuda a segurar a sinalização da inflação, mas arromba mais nossa balança comercial, isso sempre tem consequências.
8-) Em termos mundiais, pouca ou nenhuma repercussão, o Brasil é muito, com todo respeito, insignificante no contexto.
9-) Isso não é mérito do governo Lula, esta cirscunstância vem desde o início de 90, com a estabilização da moeda e a conjuntura mundial. Mérito de ambos, mesmo com todos erros cometidos, Lula e FHC: RESPONSABILIDADE. Eles não entraram no jogo populista e demagógico de outros governantes.
10-) Nosso nível é: "BBB", isso quer dizer, estamos no comecinho da escala de "Investment Grade" e qualquer vacilo podemos voltar, ou cair.
1-)Algumas das principais agências de classificação de risco -Moody's, Standard & Poor's e Fitch, analisam empresas e governos e classificam dentro de padrões que significam seguraça e solidez com baixo risco para investimentos e crédito. No caso aqui a Standard & Poor's deu a nota máxima ao Brasil. Níveis de riscos :
AAASR
Garantias máximas, risco quase nulo
AA+SR/ AASR/ AA-SR
Garantias muito fortes, risco muito baixo
A+SR/ ASR/ A-SR
Garantias fortes, risco baixo
BBB+SR/ BBBSR/ BBB-SR
Garantias adequadas, risco módico
2-) A Definição do livro texto: "Condição de baixo risco de crédito que denota adequadas garantias e reduzida vulnerabilidade a fatores de perturbação externos a uma emissão ou a um conjunto de obrigações de emissor".
3-) Bancos para fazer empréstimos e fundos para investir, olham este grau de risco, a nota máxima dada pelas agências, ajuda a aplicar seus recursos. A lei americana proíbe fundos de investimentos (como o famoso fundo das professoras da Califórnia) de aplicar em países sem ter o "Investment Grade".
4-) O Brasil tem chance de aumentar, e muito , a sua participação na busca por mais um naco na poupança mundial que só pode pousar em lugares com a nota máxima. Sabe quanto é o valor? 13 trilhões de dólares aproximadamente.
5-) Como dependemos muito de recursos externos, principalmente para infra-estrutura, isso é bom, mas como tudo na vida é via de mão dupla: O já enfraquecido dólar e como consequência o Real forte, terá mais problemas pela perspectiva de entrada de dólares.
6-) Esta medida era esperada, mas a bolsa "bombou" ontem. Ainda é cedo se vai continuar subindo, o mercado mundial é mais mandatário para a volatilidade da Bovespa, e além disso, o mercado se antecipa sempre, ou seja, já sabia que chegariamos neste grau. Pode subir, mas não arriscaria, o recurso externo que pode e deve vir, é de boa qualidade e díficl de precisar quanto irá para o mercado de ações.
7-) O real forte ajuda a segurar a sinalização da inflação, mas arromba mais nossa balança comercial, isso sempre tem consequências.
8-) Em termos mundiais, pouca ou nenhuma repercussão, o Brasil é muito, com todo respeito, insignificante no contexto.
9-) Isso não é mérito do governo Lula, esta cirscunstância vem desde o início de 90, com a estabilização da moeda e a conjuntura mundial. Mérito de ambos, mesmo com todos erros cometidos, Lula e FHC: RESPONSABILIDADE. Eles não entraram no jogo populista e demagógico de outros governantes.
10-) Nosso nível é: "BBB", isso quer dizer, estamos no comecinho da escala de "Investment Grade" e qualquer vacilo podemos voltar, ou cair.
terça-feira, abril 29, 2008
Crédito sobe e atinge 35,9% do PIB em março
Clique e leia no Terra Notícias - Invertia
O crédito é bom, alimenta o consumo, é combustível na máquina virtuosa da produção, geração de emprego e renda, mas como tudo em descontrole e excesso, tem riscos.
As distorções começam no absurdo dos "spreds" cobrados, exatamente onde a banca alega que mete a mão porque a inadimplência é alta. Como, absurdamente, a febre fosse culpada pela infecção.
O ganho rela dos bancos é irreal, olhem os desempenhos. A transferência de renda é anormal e injusta. O povo é analfabeto matematicamente e não sabe como são extorquidos.
O BC deveria aumentar o compulsório....de que adianta aumento no consumo, se a produção não atende, sinaliza inflação e eles aumentam os juros travando a expansão?
Se fosse pera o bem da expansão do país nos níveis chineses, ainda bem, mas deste jeito, só enche a burra dos banqueiros.
Podem escrever: Vamos ter uma grave crise quando a inadimplência aumentar por problemas macroeconômicos de flata de crescimento, crise internacional, ou qualquer coisa que afete o povão, incauto tomador do crédito abundante. O verdadeiro !subprime" brasileiro. Veja o post abaixo que menciono, isso. Ainda bem que tenho me antecipado a mídia. Um dia me criticaram por ser muito midiático, mas não sou não, vivo a era da informação e a sociedade co conhecimento, mas tenho experiência e discernimento para avaliar as mazelas e distorções do nosso pobre país. REPITO: Não falo de governante, falo de governo e estado.
O crédito é bom, alimenta o consumo, é combustível na máquina virtuosa da produção, geração de emprego e renda, mas como tudo em descontrole e excesso, tem riscos.
As distorções começam no absurdo dos "spreds" cobrados, exatamente onde a banca alega que mete a mão porque a inadimplência é alta. Como, absurdamente, a febre fosse culpada pela infecção.
O ganho rela dos bancos é irreal, olhem os desempenhos. A transferência de renda é anormal e injusta. O povo é analfabeto matematicamente e não sabe como são extorquidos.
O BC deveria aumentar o compulsório....de que adianta aumento no consumo, se a produção não atende, sinaliza inflação e eles aumentam os juros travando a expansão?
Se fosse pera o bem da expansão do país nos níveis chineses, ainda bem, mas deste jeito, só enche a burra dos banqueiros.
Podem escrever: Vamos ter uma grave crise quando a inadimplência aumentar por problemas macroeconômicos de flata de crescimento, crise internacional, ou qualquer coisa que afete o povão, incauto tomador do crédito abundante. O verdadeiro !subprime" brasileiro. Veja o post abaixo que menciono, isso. Ainda bem que tenho me antecipado a mídia. Um dia me criticaram por ser muito midiático, mas não sou não, vivo a era da informação e a sociedade co conhecimento, mas tenho experiência e discernimento para avaliar as mazelas e distorções do nosso pobre país. REPITO: Não falo de governante, falo de governo e estado.
sábado, abril 26, 2008
O peso do estado e a farra da banca.
Sábado na manhã, depois do tênis, gosto de verificar algumas coisas econômicas relacionando o passado ao presente, sempre com foco nas distorções que o estado brasileiro provoca. O estado e não governantes quero deixar claro. Neste período tivemos vários governos, de 1985 até hoje. O estado é o mesmo, os governantes foram Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula, bem ecléticos na ideologia e na competência, mas deixemos de lado esta questão.Vamos ao cerne da milha ilação: A farra da banca.
Na minha visão, indignada por sinal, a súcia dos banqueiros monta no estado desde a década de 80, no governo Sarney. Não preciso lembrar que no final do governo Sarney, em 1989, a inflação chegou a 80% ao mês, alguém se lembra?
Esqueçamos o lado negro da inflação e dos planos mirabolantes, do Cruzado, Bresser, Collor, etc, e chegamos finalmente ao Plano Real (1994) e a Política de Metas Para a Inflação (1999). Este sim, o Real, o baluarte da estabilização até hoje, muito pela conjuntura mundial e responsabilidade dos governantes.
Fiz uma conta simples: US$ 10.000,00 dólares em março de 1985 valia (Cruzeiro) CR$ 39.510.000,00. Atualizado até abril de 2008 pelos índices oficiais (ORTN, OTN, BTN, INPC, UFIR até 1996 e depois a SELIC) chego ao seguinte número: R$ 61.189,00. Este número convertido pelo câmbio atual (US$ 1 = R$ 1,66) dá exatamente US$ 36.860,84. Ou seja. Quem tinha US$ 10 mil em março de 1985 e aplicou só nos papeis lastreados em títulos oficiais teria agora quase US$ 37 mil. Sabe quanto foi o reajuste? 369%.
Considerando que a década de 90 até aqui foi mundialmente de inflação baixa, imaginem o ganho real em US$.
O PPI Índex (um dos indicadores americanos de inflação) não ficou em 50% no período de 23 anos que analisei.
Quem é o maior emprestador? Adivinhou a banca. Isso mostra como eles ganhavam com a inflação e ganham sem inflação. As razões são várias, mas o estado é o maior tomador de recurso, gasta mal e tem ânsia arrecadadora, cria estes mecanismos e enche a burra dos potentados.
Tudo bem que alguém pode dizer que sofismei pela conversão ao câmbio e hoje nossa moeda, o Real, está forte. Se ainda assim o US$ estivesse mais forte e a paridade fosse R$ 3,00, o ganho real ainda seria o dobro da média dos EUA.
Além de bancar o governo, eles extorquem os incautos com a farra do crédito, sem risco no caso consignado.
Hoje temos 30% do PIB na mão de analfabetos matemáticos que pagam “spreads” absurdos. Podem escrever ai: Teremos na primeira crise mundial que arrastar o Brasil uma crise do “sub prime” do crédito brasileiro.
A minha revolta é antiga, mas a cada momento constato que de boas intenções estamos cheios, mas as coisas não funcionam como deveria, dentro de preceitos democráticos e da justiça social. Montesquieu do “Espírito das Leis” escreveu: “Quando vou a um país, não examino se há boas leis, mas se as que lá existem são executadas, pois boas leis há por toda parte.” Aqui tudo parece funcionar, mas as distorções são enormes. O Banco Central só pode ser refém da banca, a questão das tarifas é caso de polícia.
Meu sábado segue em frente, mas com a triste sensação de que somos um povo abençoado e acomodado, que aceitamos calados as mazelas e nos contentamos com as migalhas que sobram.
O Brasil nunca chegará onde deveria estar. Não com a classe política sempre eleita nos enganos ao povo e do povo eleitor.
terça-feira, abril 22, 2008
O caso Isabela e a teoria dos jogos
Existe uma figura na Economia que disserta sobre oligopólios, a famosa Teoria dos Jogos , e nela o Dilema do Prisioneiro. Quem quer ver mais, clique e veja aqui. Acho que podemos aplicá-lo no caso que comoveu o Brasil.
O caso é os eguinte: Está mais que evidente a culpa do pai e da madastra, a tecnologia policial e forense vão cuidar do resto, mas a opinião pública pode já ir formando seu julgamento.
Acho que ficamos expostos a uma comoção pela mídia, "over dose" do crime que chocou o Brasil, mas a verdade está próxima e faço minha previsão: Um dos dois prováveis culpados entregará o outro. O dilema do prisioneiro ilustra porque a cooperação entre jogadores difícil de ser mantida. Segundo a teoria dos jogos a colaboração é estratégica, mas irracional sob o ponto de vista individual. Eles (o casal culpado) estão se protegendo, mas quando a culpa apertar e as evidências ficarem claras, eles tentarão reduzir sua participação e jogarão a culpa no outro. Cada um para si. A teoria dos jogos explica parte desta minha ilação, mas a entrevista e a frieza deles confirma minha projeção. Um jogará a culpa no outro, podem apostar. Mesmo que os dois tivessem feito um acordo prévio de silêncio, cada um precisaria confiar que o acordo não seria quebrado. A pressão psicológica e a teoria dos jogos fará o resto. Do ponto de vista de vantagem individual, a cooperação é irracional.
A revolta e indiganção de todos é motivada pela brutalidade do crime, mas a exposição da mídia foi também anormal, sensacionalista e típica de país do terceiro mundo.
Quero ver os dois mofando na cadeia,porém não acredito, aqui com dinheiro e bons advogados é quase certa a impunidade. Vamos ver o desfecho e as justificativas dos monstros que atacaram a princesinha de 5 anos.
O caso é os eguinte: Está mais que evidente a culpa do pai e da madastra, a tecnologia policial e forense vão cuidar do resto, mas a opinião pública pode já ir formando seu julgamento.
Acho que ficamos expostos a uma comoção pela mídia, "over dose" do crime que chocou o Brasil, mas a verdade está próxima e faço minha previsão: Um dos dois prováveis culpados entregará o outro. O dilema do prisioneiro ilustra porque a cooperação entre jogadores difícil de ser mantida. Segundo a teoria dos jogos a colaboração é estratégica, mas irracional sob o ponto de vista individual. Eles (o casal culpado) estão se protegendo, mas quando a culpa apertar e as evidências ficarem claras, eles tentarão reduzir sua participação e jogarão a culpa no outro. Cada um para si. A teoria dos jogos explica parte desta minha ilação, mas a entrevista e a frieza deles confirma minha projeção. Um jogará a culpa no outro, podem apostar. Mesmo que os dois tivessem feito um acordo prévio de silêncio, cada um precisaria confiar que o acordo não seria quebrado. A pressão psicológica e a teoria dos jogos fará o resto. Do ponto de vista de vantagem individual, a cooperação é irracional.
A revolta e indiganção de todos é motivada pela brutalidade do crime, mas a exposição da mídia foi também anormal, sensacionalista e típica de país do terceiro mundo.
Quero ver os dois mofando na cadeia,porém não acredito, aqui com dinheiro e bons advogados é quase certa a impunidade. Vamos ver o desfecho e as justificativas dos monstros que atacaram a princesinha de 5 anos.
domingo, abril 13, 2008
Inflação mundial dos alimentos preocupa
Clique e veja matéria da Reuters falando sobre a questão da alta de preços dos alimentos no mundo na visão do FMI. Clique e veja a preocupação da ONU também.Vamos lá: O mundo vive desde a década de 90 a prosperidade sem inflação. Conjuntura mundial que favoreceu a criação de riqueza e aumento da liquidez. Estamos entrando no ponto de inflexão da curva deste ciclo e todos indícios são claros, agora mais um, a inflação mundial.
O fim de um ciclo sem inflação, aumento da demanda via injeção de milhões de pessoas na melhora da alimentação na ìndia, China e outros países do terceiro mundo, os fundos "hedges" que de certa forma forçam a demanda e preços de maneira, digamos especulativa, e mais a própria dinâmica do mercado agrícola, são os causadores dsta situação.
A injustiça mundial é enorme e nunca deixará de ser, pode ser minimizada quando os países tocarem seus destinos dentro de suas vocações, acabar a corrupção de governos, principalmente nos países miseráveis. A produção mundial não aumentará porque o FMI ou o Banco Mundial quer, mas porque com inflação, os preços sobem e a demanda aquecida promoverá a iniciativa, esta é a "invisible hand" do mercado, na qual Adam Smith definiu o mercado e suas forças.
A inflação é parte da regra natural, a demanda aumenta e a oferta deve acompanhar, aumento de rpeço significa mais gente entrando no mercado produtor. Vamos deixar o mercado agir.
Se existem mais pessoas comendo, é bom para todos, mas a injustiça será atacada por ai, com oportunidades de emprego e renda, a produção de alimentos é uma ótima indústria.
A única coisa que intriga ainda, é a demanda de papel causada pelos fundos de "hedge", mas são parte do jogo, das forças naturais, precisamos conhecer melhor e entender o papel destes fundos no mercado.
quarta-feira, abril 09, 2008
Lula e o terceiro mandato

Já disse no post abaixo que a pauta do ano que vem será terceiro mandato, reeleição ou prorrogação de mandato.Lula esperneia quando falam do terceiro, a parada será dura, mas não impossível. Na minha opinião a prorrogação de mais um ano para todos, governadores, senadores e deputados é a mais plausível. Podem até tentar dois anos para coincidência das eleições, tese antiga e pertinente dado os custos atuais das eleições.Uma coisa é certa, vai haver debate. Alguns desconfiam que no projeto do deputado amigo de Lula pode estar uma dissimulação para o objetivo final. O congresso deve ficar atento, a sociedade também, mas que eles vão tentar vão e nosso Lula, se o cavalo arriar ele monta, aposto com qualquer um.
quarta-feira, abril 02, 2008
Zé Alencar, o vice, flerta com a tese do 3º mandato
Clique e leia o texto no Blog do Josias.
Não tenho dúvida que após a eleição o assuntyo entrará na pauta política. Quase todos ex-presidentes tentaram mexer nos mandatos, porque Lula seria diferente?
Ele tem sorte, tem ótimos índices de aprovação e vontade com sagacidade, diga-se de passagem esta é a maior virtuide de Lula. Um Tal Devanir Ribeiro, velho amigo de Lula, lançou a tese, mas esta foi amenizada, pelo anacronismo. Depois da eleição, aposto que entrará na pauta, até o vice começa com a ladainha. Podem pensar em plebiscito, mudança na lei ou mesmo uma prorrogação. Esta conversa da oposição da mídia e da classe esclarecida é conversa, já vimos elas serem atropeladas várias vezes por situações políticas.
Vão tentar mexer, podem apostar.
Não tenho dúvida que após a eleição o assuntyo entrará na pauta política. Quase todos ex-presidentes tentaram mexer nos mandatos, porque Lula seria diferente?
Ele tem sorte, tem ótimos índices de aprovação e vontade com sagacidade, diga-se de passagem esta é a maior virtuide de Lula. Um Tal Devanir Ribeiro, velho amigo de Lula, lançou a tese, mas esta foi amenizada, pelo anacronismo. Depois da eleição, aposto que entrará na pauta, até o vice começa com a ladainha. Podem pensar em plebiscito, mudança na lei ou mesmo uma prorrogação. Esta conversa da oposição da mídia e da classe esclarecida é conversa, já vimos elas serem atropeladas várias vezes por situações políticas.
Vão tentar mexer, podem apostar.
sábado, março 29, 2008
Aumenta o assistencialismo no Brasil

Brasileiros ajudados por programas sociais somam 18,3% - Clique e leia
De 54,7 milhões de domicílios no País, cerca de 10 milhões recebem auxílio do governo, revela Pnad, isso é bom ou ruim? Vamos fazer umas reflexões:
1-) O Bolsa família é a fusão do Vale Gás e Bolsa Educação da era FHC, portanto, é ilusão achar que o governo Lula é o pai do assistencialismo.
2-) Um país com tantos problemas sociais pode e deve ter assistência de governo, mas todo cuidado é pouco na forma e na opção. Um caminho é sempre em detrimento de outro.
3-) Alguém paga esta conta. Se temos problemas na saúde, educação e infraestrutura, estes bilhões que vão para as famílias beneficiárias são nossa melhor opção?
4-) A inclusão social deveria se dar por meio de trabalho com forte apelo na educação. A sociedade do conhecimento e a era da informação demandam isso. O crescimento econômico é a melhor forma de inclusão social, o emprego e a renda dignificam o cidadão, não pitéus governamentais.
5-) O Brasil cresce devido a favorável situação mundial, poderia estar melhor. Minha pergunta é se não estivessemos vivendo esta conjuntura, como estariamos aqui.
6-) O assistencialismos pode se confundir com o populismo. Isso é bomba de efeito retardado. A nossa carga tributária é uma das maiores do mundo e assistencialismo não terá fim, tende a aumentar e a conta ficar maior. Hoje o maior problema americano é consequência do Medicare e de alguns rompantes populistas do passado.
7-)Lembrem-se da Hierarquia de Moslow. Em países como o nosso, isso pode ser incentivo a indolência e má fé, sem dizer no incentivo a outras coisas como a natalidade.
No fundo, é difícil falar contra programas sociais de assistência, mas ainda acho que merecem muita reflexão. O Brasil estaria melhor se crescessemos mais, mas não podemos extamente por problemas de infraestrutura, que divide recursos com estes programas.
Sou a favor da justiça social, o governo deve fazer a parte dele, mas na minha visão, este programa é mal feito e pode ser utilizado de forma inadequada por políticos oportunistas.
Ainda acho que deveriamos apostar no crescimento, ou melhor, na pavimentação da estrada do futuro, com a melhoria na infraestrutura, educação e saúde. As pessoas ao invés de se contentarem com R$ 100, 00 sem trabalhar, teriam oportunidades de emprego e aumento de renda.
Vamos viver a custa de migalhas de governo para sempre? Quem pagará esta conta?
quinta-feira, março 20, 2008
Energia Alternativa- A próxima Bolha
Eric Janszen, CEO da iTulip, um site de projeções e previsões de mercado com bom número de acertos, escreveu este artigo e previu a próxima bolha.Ele analisa as bolhas passadas e diz que a próxima, em formação já, é a Energia Alternativa.
Faz sentido. Olhem o gráfico acima.
O grito de liberdade na China
Clique e leia - China admite que protestos se espalharam para fora do Tibete
A revolta do Tibet é a semente da liberdade ansiada pelos chineses. Após a mão de ferro e fracasso do comunismo, desde 1986, com Deng Xiaoping, a China experimenta a abertura controlada. Com a interrupção em 1989 no sangrento episódio da Praça da Paz Celestial, há 18 anos a China cresce e tem uma liberdade de mercado. Fui diversas vezes a China e sou testemunha da evolução.
Acontece, sempre falei isso, a abertura, a internet, o turismo e a liberdade de mercado, mesmo que vigiada e controlada, vai mostrar o conceito da democracia ao oprimido cidadão chines, sem vontade política e expressão.
O Tibet não quer a autonomia só, eles já a tem. Ali brota o grito sufocado dos chineses pela democracia, como disse Churchil, é o pior regime, exetuando-se todos os outros.
Acho o modelo chines, liberdade de mercado com governo forte, vencedor e talvez adequado para a cultura local, mas a democracia, ou pelo menos o desejo, é inexorável.
O governo chines vai resistir, mas uma hora não terá como impedir este caminho.
Não acho que será por agora, a China ainda tem muito a colaborar com a prosperidade mundial e muito a fazer pelo miserável povo chines. Pelo menos lá temos uma pirâmide social, coisa que no comunismo não tinha.
A revolta do Tibet é a semente da liberdade ansiada pelos chineses. Após a mão de ferro e fracasso do comunismo, desde 1986, com Deng Xiaoping, a China experimenta a abertura controlada. Com a interrupção em 1989 no sangrento episódio da Praça da Paz Celestial, há 18 anos a China cresce e tem uma liberdade de mercado. Fui diversas vezes a China e sou testemunha da evolução.
Acontece, sempre falei isso, a abertura, a internet, o turismo e a liberdade de mercado, mesmo que vigiada e controlada, vai mostrar o conceito da democracia ao oprimido cidadão chines, sem vontade política e expressão.
O Tibet não quer a autonomia só, eles já a tem. Ali brota o grito sufocado dos chineses pela democracia, como disse Churchil, é o pior regime, exetuando-se todos os outros.
Acho o modelo chines, liberdade de mercado com governo forte, vencedor e talvez adequado para a cultura local, mas a democracia, ou pelo menos o desejo, é inexorável.
O governo chines vai resistir, mas uma hora não terá como impedir este caminho.
Não acho que será por agora, a China ainda tem muito a colaborar com a prosperidade mundial e muito a fazer pelo miserável povo chines. Pelo menos lá temos uma pirâmide social, coisa que no comunismo não tinha.
quarta-feira, março 19, 2008
Juros negativos nos EUA
O FED abaixou 0,75% e os juros ficaram em 2,25%, ao ano, diga-se de passagem, aqui é ao mês. Clique e leia.
A inflação em 2007 foi de 4,1% e projeta algo semelhante em 2008, resultado: Juros negativos nos EUA. Clique e leia sobre a inflação nos EUA. Eles estão sob a ameaça de inflação e recessão e parecem escolher o combate direto a recessão, mesmo enfrentando um aumento de preços vaticinado. Eu acho que faria o mesmo.
As bolsas subiram e o FED atua com força, mas a ameaça da recessão não está debelada, o pior dos mundos poderia ser as duas juntas, inflação e recessão, a chamada estagflação.
Quem ganha e quem perde? Ainda não sabemos os impactos, as medidas podem levar tempo para surtir efeito, mas vamos lá:
O BRASIL perde, aplica as reservas em quase sua totalidade nos títulos dos tesouro, tremenda fria, tirando a liquidez e segurança, mas poderia ter opções.
O dólar deve reverter a pressão e começar a subir.
Barack Obama(tudo indica que deve ganhar da Clinton), vai sentir o baque, em plena crise, o americano pragmático, deve vota em McCain.
O mundo perderá se a locomotica diminuir o ritmo, já li e ouvi comentários que a China começa a sentir os efeitos desta arrefecida.
O mundo pode estar entrando na inflexão da correção da prosperidade dos últimos 15 anos.
A crise pode ser grave, muito grave, mas ainda confio nos mecanismos e nas experiências com crises passadas. O tempo dirá, como sempre, sendo o senhor da razão.
A inflação em 2007 foi de 4,1% e projeta algo semelhante em 2008, resultado: Juros negativos nos EUA. Clique e leia sobre a inflação nos EUA. Eles estão sob a ameaça de inflação e recessão e parecem escolher o combate direto a recessão, mesmo enfrentando um aumento de preços vaticinado. Eu acho que faria o mesmo.
As bolsas subiram e o FED atua com força, mas a ameaça da recessão não está debelada, o pior dos mundos poderia ser as duas juntas, inflação e recessão, a chamada estagflação.
Quem ganha e quem perde? Ainda não sabemos os impactos, as medidas podem levar tempo para surtir efeito, mas vamos lá:
O BRASIL perde, aplica as reservas em quase sua totalidade nos títulos dos tesouro, tremenda fria, tirando a liquidez e segurança, mas poderia ter opções.
O dólar deve reverter a pressão e começar a subir.
Barack Obama(tudo indica que deve ganhar da Clinton), vai sentir o baque, em plena crise, o americano pragmático, deve vota em McCain.
O mundo perderá se a locomotica diminuir o ritmo, já li e ouvi comentários que a China começa a sentir os efeitos desta arrefecida.
O mundo pode estar entrando na inflexão da correção da prosperidade dos últimos 15 anos.
A crise pode ser grave, muito grave, mas ainda confio nos mecanismos e nas experiências com crises passadas. O tempo dirá, como sempre, sendo o senhor da razão.
terça-feira, março 18, 2008
A crise americana analisada hoje
O JPMORGAN compra o Bear Stearns , quinto maior banco americano que virou pó. O FED abaixa 0,75% a taxa de juros, ficando em 2,25%, clique e veja matéria, e os resultados dos bancos americanos acalmam o mercado mundial, mas por enquanto.O risco de recessão e arrefecido pelo juros baixos, mas o fantasma da inflação ainda ronda os lares americanos. O papel do FED será crucial no desfecho desta história.
Esta crise anunciada é de liquidez, a prosperidade desde a década de 90, o crédito fácil americano criou um valor inexistente nos ativos, é hota da correção. Alan Greenspan já previa há muito tempo e ele agora diz que a coisa é muito grave, clique e veja.
Não sou muito adepto das idéias de Carlos Lessa, mas ele é um respeitável economista e ele, nesta matéria mostra alguns erros de lá e de cá. Vamos breve ter um "subprime" no Brasil, pela farra do crédito em todos segmentos. Clique e veja.
Uma coisa é certa, os ciclos são uma realidade na economia, na política e muitas vezes na vida das pessoas, como dizem aqui em Minas, não há felicidade que dure para sempre, nem há mal que nunca termine. Vamos contar os mortos e os feridos, mas sempre lembrando, esta crise não será igual a outras, as ferramentas são outras, vide atuação do FED.
quinta-feira, março 13, 2008
O PIB cresce, o dólar começa a ser olhado.
As medidas para conter o dólar são as seguintes, dizem que têm digitais de Delfim Neto e Gonzaga Beluzzo, pode ser.
1. acabar com a cobrança de 0,38% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações de câmbio dos exportadores; - Ajuda, mas pode ser pouco. Ouvi algo em torno de R$ 2 bilhões, em US$ 40 bilhões dá algo girando 2,5%. Vamos ver
2. autorizar que os exportadores deixem toda sua receita com vendas externas lá fora; Muito bom, alivia a entrada de dólares e a pressão vendedora, mas ainda não vi os percentuais, será que pode deixar tudo lá? Vamos esperar.
3. cobrar IOF na entrada de capital estrangeiro destinado a aplicações de renda fixa, principalmente títulos públicos. Pelo que ouvi na CBN, é muito pouco, mas precisamos conhecer os percentuais.
O fortalecimento do real tem limites, mas a interferência também. A força do mercado é a melhor, mas é papel do governo interferir com suas armas para corrigir distorções. As medidas são responsáveis, loas a eles.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 5,4% no ano de 2007, ano em que os investimentos tiveram a maior expansão desde 1996 - Clique e veja
Muito bom, já disse várias vezes que precisamos mais de 3% para atender o mercado vegetativo e demandas sociais de emprego. O principal destaque é o consumo das famílias. Isso significa a máquina girando, pessoas comprando, alavancando indústrias e negócios, que contratam pessoas, que melhoram de vida, que compram mais e injetam combustível na economia, é o ciclo virtuoso.
A estabilização e as sementes plantadas em vários fundamentos econômicos e a conjuntura mundial ajudam este quadro, nada de confundir governo com estado, por favor.
Detalhe: Somos campeões dos juros e nínguém fala mais nisso, a prosperidade realmente cega.
1. acabar com a cobrança de 0,38% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações de câmbio dos exportadores; - Ajuda, mas pode ser pouco. Ouvi algo em torno de R$ 2 bilhões, em US$ 40 bilhões dá algo girando 2,5%. Vamos ver
2. autorizar que os exportadores deixem toda sua receita com vendas externas lá fora; Muito bom, alivia a entrada de dólares e a pressão vendedora, mas ainda não vi os percentuais, será que pode deixar tudo lá? Vamos esperar.
3. cobrar IOF na entrada de capital estrangeiro destinado a aplicações de renda fixa, principalmente títulos públicos. Pelo que ouvi na CBN, é muito pouco, mas precisamos conhecer os percentuais.
O fortalecimento do real tem limites, mas a interferência também. A força do mercado é a melhor, mas é papel do governo interferir com suas armas para corrigir distorções. As medidas são responsáveis, loas a eles.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 5,4% no ano de 2007, ano em que os investimentos tiveram a maior expansão desde 1996 - Clique e veja
Muito bom, já disse várias vezes que precisamos mais de 3% para atender o mercado vegetativo e demandas sociais de emprego. O principal destaque é o consumo das famílias. Isso significa a máquina girando, pessoas comprando, alavancando indústrias e negócios, que contratam pessoas, que melhoram de vida, que compram mais e injetam combustível na economia, é o ciclo virtuoso.
A estabilização e as sementes plantadas em vários fundamentos econômicos e a conjuntura mundial ajudam este quadro, nada de confundir governo com estado, por favor.
Detalhe: Somos campeões dos juros e nínguém fala mais nisso, a prosperidade realmente cega.
quarta-feira, março 12, 2008
Governo vai fazer alguma coisa para conter a queda do dólar
Existem sinais que o dólar em queda livre preocupa, já tinha postado aqui que existe um ponto de equilíbrio para o fortalecimento da nossa moeda, o Real. Clique e veja - Mais um post- Dólar baixo ajuda a segurar inflação, ajuda na importação de bens de capital, mas também faz o alguns segmentos perderem competividade e custa caro ao país.
Já li em algumas chamadas que as medidas não terão tanto impacto, mas depois que ver e analisar, postamos algum comentário aqui.
Já li em algumas chamadas que as medidas não terão tanto impacto, mas depois que ver e analisar, postamos algum comentário aqui.
Nova Crise do petróleo?
O petróleo bateu a casa de US$ 109,00 por barril (clique e veja), em abril de 1980, na correnteza da segunda crise, que o petróleo atingiu sua maior até então cotação, hoje equivalente a US$ 101,70 por barril.
Em 1979 o DOE (Ministério da Energia dos EUA) previu que o petróleo chegaria a US$ 60, 00 em 1995, o que corresponderia a US$ 150, 00 em preços de 2006. Fato que não ocorreu pelas forças de mercado segundo os analistas. O dólar neste patamar preocupa muita gente especializada.
Na verdade existem alguns efeitos da nova economia e outros geopolíticos influenciando o preço do petróleo, mas mercado tem atuado com suas forças naturais também.
(1-) A força do mercado de hedge, de derivativos e futuro, mudou os estoques de petróleo de mãos. Hoje grandes companhias financeiras operam o mercado futuro e são proprietárias dos estoques, os países que controlam a produção não têm o poder de influenciar preços como nas décadas passadas.
(2-) Os países da OPEP, onde a Venezuela é parte, não conseguem aumentar a oferta de petróleo. A base da infra estrutura e capital social dos países e que atendem as populações locais é financiada pela exploração do petróleo, ou seja, não existem recursos para investir na infra estrutura do país e na exploração ao mesmo tempo, além de que opções rentáveis para investimento no aumento de produção são raras atualmente.
(3-) O petróleo vem perdendo sua influência e importância no PIB global. Mesmo com a forte demanda na China, o petróleo representa hoje menos de dois terços da relevância de duas décadas atrás. Não existe “gordura” entre a demanda e a oferta, mas também todos os indícios são de que o mercado vai atuar para manter este equilíbrio. O consumo do petróleo é muito sensível ao preço, como poucos imaginavam. Chamada elasticidade de preço, quando sobe o preço o consumo cai, mesmo não existindo tantos substitutos.
(4-) A era do milagre tecnológico para aumentar a produtividade na exploração, praticamente acabou, vide ai a reserva de Tupi, considerada uma das maiores e ainda sem previsão de exploração por motivos tecnológicos e de viabilidade econômica. A tecnologia atual já reduziu custos e aumentou a produção, agora só uma nova revolução.
(5-) O mundo experimentou uma década de prosperidade quase nunca vista e mesmo com os solavancos petrolíferos sustentou a bonança.
(6-) Mesmo nos EUA, o maior consumidor, as altas influem no desempenho econômico, mas a influência tem sido menor, além de que a cada susto de alta, novas alternativas e tecnológicas energéticas vão surgindo: vide os bicombustíveis. A matriz mundial está mudando a olhos vistos e o preço do barril do óleo negro influencia este movimento.
(7-) O enfraquecimento do dólar acaba influenciando este preço também e de certa forma é mais problemático para os EUA, o déficit comercial americano aumentou e o preço do petroóleo influenciou este aumento, mas eles já administraram outras crises.
Segundo analistas, o preço do óleo pode até não subir mais, mas dificilmente voltará aos preços baixos, históricos da década de 50 e 60. O mercado futuro com os derivativos e a globalização, a escassez crescente que muitos dão conta que em 2050 o óleo comercial estará praticamente extinto, e pelo menos mais alguns anos de prosperidade global corroboram estas teses de que o preço, se não subir, não irá cair.
As experiências passadas ensinaram muito, o preço batendo US$ 109,00, a economia americana passando por uma fase de turbulência nos faz refletir sobre o que virá por ai.
Em 1979 o DOE (Ministério da Energia dos EUA) previu que o petróleo chegaria a US$ 60, 00 em 1995, o que corresponderia a US$ 150, 00 em preços de 2006. Fato que não ocorreu pelas forças de mercado segundo os analistas. O dólar neste patamar preocupa muita gente especializada.
Na verdade existem alguns efeitos da nova economia e outros geopolíticos influenciando o preço do petróleo, mas mercado tem atuado com suas forças naturais também.
(1-) A força do mercado de hedge, de derivativos e futuro, mudou os estoques de petróleo de mãos. Hoje grandes companhias financeiras operam o mercado futuro e são proprietárias dos estoques, os países que controlam a produção não têm o poder de influenciar preços como nas décadas passadas.
(2-) Os países da OPEP, onde a Venezuela é parte, não conseguem aumentar a oferta de petróleo. A base da infra estrutura e capital social dos países e que atendem as populações locais é financiada pela exploração do petróleo, ou seja, não existem recursos para investir na infra estrutura do país e na exploração ao mesmo tempo, além de que opções rentáveis para investimento no aumento de produção são raras atualmente.
(3-) O petróleo vem perdendo sua influência e importância no PIB global. Mesmo com a forte demanda na China, o petróleo representa hoje menos de dois terços da relevância de duas décadas atrás. Não existe “gordura” entre a demanda e a oferta, mas também todos os indícios são de que o mercado vai atuar para manter este equilíbrio. O consumo do petróleo é muito sensível ao preço, como poucos imaginavam. Chamada elasticidade de preço, quando sobe o preço o consumo cai, mesmo não existindo tantos substitutos.
(4-) A era do milagre tecnológico para aumentar a produtividade na exploração, praticamente acabou, vide ai a reserva de Tupi, considerada uma das maiores e ainda sem previsão de exploração por motivos tecnológicos e de viabilidade econômica. A tecnologia atual já reduziu custos e aumentou a produção, agora só uma nova revolução.
(5-) O mundo experimentou uma década de prosperidade quase nunca vista e mesmo com os solavancos petrolíferos sustentou a bonança.
(6-) Mesmo nos EUA, o maior consumidor, as altas influem no desempenho econômico, mas a influência tem sido menor, além de que a cada susto de alta, novas alternativas e tecnológicas energéticas vão surgindo: vide os bicombustíveis. A matriz mundial está mudando a olhos vistos e o preço do barril do óleo negro influencia este movimento.
(7-) O enfraquecimento do dólar acaba influenciando este preço também e de certa forma é mais problemático para os EUA, o déficit comercial americano aumentou e o preço do petroóleo influenciou este aumento, mas eles já administraram outras crises.
Segundo analistas, o preço do óleo pode até não subir mais, mas dificilmente voltará aos preços baixos, históricos da década de 50 e 60. O mercado futuro com os derivativos e a globalização, a escassez crescente que muitos dão conta que em 2050 o óleo comercial estará praticamente extinto, e pelo menos mais alguns anos de prosperidade global corroboram estas teses de que o preço, se não subir, não irá cair.
As experiências passadas ensinaram muito, o preço batendo US$ 109,00, a economia americana passando por uma fase de turbulência nos faz refletir sobre o que virá por ai.
quinta-feira, março 06, 2008
Somos Campeões mundiais dos juros reais!
Brasil retorna ao topo do ranking das taxas de juros reais - Clique e leia
Com 11,25% da Selic determinada no COPOM, descontada a inflação, os juros reais são de 6,73% ao ano. Campeões do planeta.
Já fui mais radical com relação a taxa de juros, desdenhava de certa forma a inflação, e achava que podimaos abaixar juros sem muita preocupação, mas vi que juro baixo é combustível na inflação. A estabilidade da moeda é a coisa mais importante na economia atual, a nova economia.
O fenomemo mundial de crescimento, estabilidade e fortalecimento da moeda justifica de certa forma a política monetária severa. Qual é o limite ideal? Não sei, se soubesse poderia estar no BC.
A banca aproveita e ganha dinheiro dobrado, nos juros e nos spreads, vide crescimento absurdo e anormal dos lucros.
Antes seria mais crítico com relação a este título de campão mundial de taxa de juros, hoje aceito, ainda que com restrições, como já disse tudo na vida e também na economia é via de mão dupla.
Com 11,25% da Selic determinada no COPOM, descontada a inflação, os juros reais são de 6,73% ao ano. Campeões do planeta.
Já fui mais radical com relação a taxa de juros, desdenhava de certa forma a inflação, e achava que podimaos abaixar juros sem muita preocupação, mas vi que juro baixo é combustível na inflação. A estabilidade da moeda é a coisa mais importante na economia atual, a nova economia.
O fenomemo mundial de crescimento, estabilidade e fortalecimento da moeda justifica de certa forma a política monetária severa. Qual é o limite ideal? Não sei, se soubesse poderia estar no BC.
A banca aproveita e ganha dinheiro dobrado, nos juros e nos spreads, vide crescimento absurdo e anormal dos lucros.
Antes seria mais crítico com relação a este título de campão mundial de taxa de juros, hoje aceito, ainda que com restrições, como já disse tudo na vida e também na economia é via de mão dupla.
Dólar perde força a cada momento!
Dólar cierra en mínimos de 10 años - Clique e veja a matéria completa.
El dólar cerró con su octava baja consecutiva y alcanzó mínimos en más de 10 años frente al peso chileno, debido a expectativas de un posible aumento en el diferencial de tasas con Estados Unidos tras negativos datos de la economía local, dijeron operadores.
Isso é para mostrar que o fortalecimento das moedas em países emergentes, é fenomeno mundial, e não só nacional. Existe uma fuga do dólar americano e parece que a tendência é de dividir a importância como moeda mundial com o Euro.
Vamos ver onde chegamos, mas este fortalecimento tem limite e pode gerar problemas, se tem o lado positivo de segurar inflação e ajudar a importação de bens de capital para aumento da produtividade, por exemplo, também afeta as exportações e custa caro quando se aplica no tesouro americano a taxas de juros reais inferiores as nossas já descontada a paridade.
El dólar cerró con su octava baja consecutiva y alcanzó mínimos en más de 10 años frente al peso chileno, debido a expectativas de un posible aumento en el diferencial de tasas con Estados Unidos tras negativos datos de la economía local, dijeron operadores.
Isso é para mostrar que o fortalecimento das moedas em países emergentes, é fenomeno mundial, e não só nacional. Existe uma fuga do dólar americano e parece que a tendência é de dividir a importância como moeda mundial com o Euro.
Vamos ver onde chegamos, mas este fortalecimento tem limite e pode gerar problemas, se tem o lado positivo de segurar inflação e ajudar a importação de bens de capital para aumento da produtividade, por exemplo, também afeta as exportações e custa caro quando se aplica no tesouro americano a taxas de juros reais inferiores as nossas já descontada a paridade.
terça-feira, março 04, 2008
A biotecnologia, nova revolução!
Clique e leia -Descoberta molécula que controla DNA ligado a câncer.
A nova revolução da humanidade é a biotecnologia juntamente com a nanotecnologia. Depois da última que foi a internet iniciada na década de 8o com a explosão em 90, a biotecnologia está sendo a próxima.
Peter Drucker fala que não é possível precisar exatamente quando estoura a revolução, mas estamos no século XXI e já nos primeiros anos, os progressos são enormes.
Estas móleculas vão ainda atura no envelhecimento do homem. Nossa geração pode pegar uma rebarba, mas minha filha de 9 anos, vai viver muito e com qualidade. Com todos estes progressos, avanços da ciência e discussões a respeito de Deus e do que o homem é capaz, ainda não tenho idéia concebida, mas pendo ainda por acreditar em Deus. A vida é muito complexa e bonita para ter aparecido do nada, espontâneamente. Para mim, parece mais uma obra de um gênio, inclusive, sendo corroborada nestes avanços que assistimos.
A nova revolução da humanidade é a biotecnologia juntamente com a nanotecnologia. Depois da última que foi a internet iniciada na década de 8o com a explosão em 90, a biotecnologia está sendo a próxima.
Peter Drucker fala que não é possível precisar exatamente quando estoura a revolução, mas estamos no século XXI e já nos primeiros anos, os progressos são enormes.
Estas móleculas vão ainda atura no envelhecimento do homem. Nossa geração pode pegar uma rebarba, mas minha filha de 9 anos, vai viver muito e com qualidade. Com todos estes progressos, avanços da ciência e discussões a respeito de Deus e do que o homem é capaz, ainda não tenho idéia concebida, mas pendo ainda por acreditar em Deus. A vida é muito complexa e bonita para ter aparecido do nada, espontâneamente. Para mim, parece mais uma obra de um gênio, inclusive, sendo corroborada nestes avanços que assistimos.
segunda-feira, março 03, 2008
O maluco Chavéz vai aprontar!
Já tinha postado isso aqui, Clique e veja. Pensei na Guiana, por sua fragilidade apesar da França, mas parece que é mesmo a Colômbia. Clique e veja o envio de tanques para fronteira. A relação dele com as FARC que pode até suscitar mais coisas, sempre pareceu esquisita e inapropriada para um presidente de um país. Tudo pode se esperar do maluco, filhote de Fidel e carrasco do povo Venezuelano. Na minha visão, o conflito militar é questão de tempo.
A farsa que tenta colocar com suas posições pseudo democráticas se contradiz quando vai ao mercado comprar armas e dá declarações alucinadas. Tem um ditado que diz: Quem tem uma arma, uma hora vai usa-la.
Países que se armam acabam em conflitos. Conversei com dois amigos especialistas em militarismo e eles não têm dúvidas: Chávez irá aprontar e infelizmente, será necessário este conflito para eliminar definitivamente o mal e o populismo que ronda nosso continente, liderado pelo anacrônico ditador.
Coitado do povo venezuelano, que além de pagar as sandices do louco, pagará com sangue também.
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