segunda-feira, agosto 01, 2011

EUA chegam ao acordo sobre aumento do endividamento

Clique e entenda o problema americano de forma bem simples. Fonte o Globo, muito bem feito.

Agora leia a notícia do acerto feito. Clique e leia.

Comentário meu: Não tinha a menor chance deles entrarem em "default", ou seja, dar calote na rolagem das dívidas. Se acontece isso a crise mundial seria sem precedentes, pior que a de 1929.
Nunca tive receio que eles chegariam a um acordo. Está ai,

quinta-feira, julho 28, 2011

Volume total de crédito cresce 20% em um ano e atinge R$ 1,834 trilhão

Clique e leia Isso deveria ser bom, mas aqui no Brasil nem tanto.

Países do primeiro mundo têm a relação crédito PIB muito maiores que os nossos, mas lá o perfil da dívida é diferente, os juros menores e os "spread" racionais e não criminosos como aqui.

O risco de estouro da bolha pode ser também, de certa forma, visto aqui. Aumento do crédito sem critério.
Os bancos agradecem e nadam de braçada neste mar de prosperidade a custa da ignorância do incauto cidadão que toma dinheiro sem fazer conta.
Eles alegam riscos altos para meter a mão no pobre tomador de crédito. Risco alto em consignado? Brincadeira.
O crédito se estivesse indo para o setor produtivo aliviaria um pouco um possível problema. Aqui, tirando o que foi para o setor imobiliário, que é saudável, a grande massa de grana cara foi para o consumo, que também tem também papel positivo, mas deve ser visto com atenção para não explodir a demanda e cutucar a inflação, que já nos ronda.
Isso ai, este é o Brasil. Tomara que não entremos em turbulência, no curto prazo, porque isso não temos como evitar, é questão de tempo. Ai, as feridas serão expostas.

quarta-feira, julho 27, 2011

Governo edita medida para conter queda do dólar

Clique e leia -O governo publicou nesta quarta-feira Medida Provisória (MP) no Diário Oficial que permite a taxação em até 25% operações de derivativos feitas por investidores brasileiros e estrangeiros no País. A medida tem como alvo as operações com derivativos cambiais, que tem grande influência na formação de preços da moeda americana no mercado à vista.

Esta pode dar resultado em parte. O preço é muito puxado também pelas operações futuras.

Uma coisa que poderia funcionar,seria aumentar o lastro para operações de derivativos. Hoje não sei quanto está, mas antes as corretoras operavam muito acima da capacidade de honrar, ou seja, compravam ou vendiam 100, quando os limites e lastro eram de 25, por exemplo.

O Mantega disse que teme o desfecho da crise americana, coitado. A chance de os EUA não chegarem a um consenso é zero, até porque, se os EUA entrarem em "default" (calote) a crise mundial seria sem precedentes, principalmente para eles.

O Brasil vive momento complicado, como já disse, os problemas estão todos ocorrendo ao mesmo tempo, o do câmbio e dos juros, ambos interligados, são os maiores e que mais exigem gestão no curto prazo. A medida feita hoje é boa, tira grana dos especuladores e jogadores dos derivativos, podem frear um pouco a fúria da queda, mas a origem desta valorização do real está nas causas que disse no post abaixo.
O Brasil precisa atacar agora é o descontrole dos gastos públicos, eles tentam outras coisas, mas as redes ficam curtas a cada momento, eles terão que atacar esta ferida em breve, querendo ou não.

terça-feira, julho 26, 2011

Dólar cai mais uma vez e fecha a R$ 1,536. Muito problemas a vista

Clique e veja o jornal da Globonews- Veja o vídeo.

Tenho alertado aqui que existem misturas de fatos econômicos explosivos no Brasil. Vamos lá:
  1. O Câmbio está em níveis de 1999, a R$ 1,536. As intervenções do BC não estão conseguindo levantar a moeda verde americana. Hoje o Brasil é o país mais caro e o Real a moeda mais forte do planeta. Em tese isso ajuda no combate a inflação, o sistema é livre e tem o lado positivo, mas em contrapartida, os exportadores e alguns setores perdem competitividade. A balança está indo bem, pelo aumento da demanda e do preço das commodities e isso pode ser temporário. Além de viajar o brasileiro compra fora do Brasil.
  2. Segundo ouvi na Band, o Brasil é o terceiro país em fluxo de recursos externos no setor produtivo. Recebeu em 7 meses de 2011, US$ 38 bilhões, perdendo para os EUA e China.
  3. A entrada de dinheiro de fora e uma ameça de inflação ainda não debelada, fez o Brasil aumentar os juros, e isso traz ainda mais fluxo de capitais para aqui, o especulativo, isso impacta no fortalecimento do Real.
  4. O Brasil arrecada mais, mas gasta mais, gastos públicos em excesso. Isso não dá margem a queda de juros, então ficamos na espiral que pode causar problemas futuros.
  5. A soma de: Ameaça de inflação+ moeda fortíssima+ juros campeões da terra+ gastos públicos descontrolados+ falta de infraestrutura = problemas futuros.
  6. O Brasil ainda vive um ciclo virtuoso, mas isso não será eterno e na primeira crise as feridas serão expostas, já disse e repito.
  7. A soma deste cenário macroeconômico pode nos deixar uma conta cara. Nosso endividamento cresce, nossa infraestrutura definha e quando precisarmos ser competitivos, ai a bomba explode.
  8. Nem falo na bolha do crédito e nos preços irreais de imóveis. As pessoas se esquecem que tudo na economia é cíclico, já estamos no limite do limite e a prosperidade mascara as mazelas.
Conclusão: Não é fácil resolver isso, mas é preciso começar a pensar em alternativas de gestão destes fatores ocorrendo ao mesmo tempo. Mexer na taxa de câmbio? Não sei, já tomaram medidas e nada, eu mesmo cantei a pedra aqui. Juros? Aumentar mais, é suicídio, mas ao mesmo tempo a inflação ameaça, mesmo o ministro da fazenda dizendo que cumpre meta. DUVIDO. Aposto com quem quiser que estoura a meta de 4,5% não será atingida este ano. Ainda temos aquecimento da demanda pelos assistencialismos e crescimento do consumo via crédito, duas coisas terríveis no longo prazo.
Solução na minha visão: Corte de gastos, prioridade de investimentos na infraestrutura (coisa que o PAC acha que faz, mas não faz). Seja o que Deus quiser. Espero estar errado.

domingo, julho 10, 2011

EUA em moratória?

Só acordo político impede que EUA entre em moratória. - Clique e leia

Um trecho: "Desde 16 de maio, quando atingiu o limite do teto de endividamento público, no valor de US$ 14,294 trilhões, o governo manobra para poupar e honrar seus pagamentos. Mas se democratas e republicanos não costurarem um consenso para elevar a capacidade de endividamento até o próximo dia 2, o calote será inevitável e inédito."

Se acontecer isso pode ser um estrago incalculável na economia mundial. A locomotiva dando sinais de quebra. Melhor não pensar nisso, as chances são remotíssimas.

O congresso americano é pragmático e responsável, e o acordo deve sair com certeza. Eles sabem se unir em causa própria, se acontecer esta moratória tanto para eles, quando para o mundo será uma tragédia.

Em todo caso é melhor rezar para que tudo der certo. Não consigo imaginar a crise mundial se acontecer isso. Será pior do que a crise de 1929, muitas vezes pior.

sexta-feira, julho 08, 2011

Crise na economia brasileira a vista?


Já postei aqui várias vezes sobre o tema, não é mau agouro, é pressentimento com base na mídia que acompanho. Claro que interpreto com um viés técnico e não político.

Olhem só o que eu escrevi:
  1. A bolha do crédito fácil pode estourar? - Clique e leia - Julho de 2010
  2. A melhor receita para o Brasil crescer com sustentabilidade - Clique e leia - Setembro de 2010
  3. Inadimplência do consumidor sobe pelo 5º mês seguido - Clique e leia - Outubro de 2010

  4. Inadimplência do consumidor tem pior novembro desde 2005 - Clique e leia - Dezembro de 2010

    Sobre a questão cambial e da inflação, escrevi em abril de 2011- Clique e leia


    Agora vejam as previsões recentes de analistas globais: Clique e leia
    Diz o seguinte a manchete da matéria: Aumenta preocupação no exterior com saúde da economia brasileira
    Uma parte do texto: "Entre os pontos de vulnerabilidade da economia brasileira apontados por analistas em relatórios e artigos recentes estão questões como a expansão do crédito com juros altos, a sobrevalorização do real, os riscos de inflação, o alto preço das commodities e a valorização excessiva no mercado imobiliário nas grandes cidades brasileiras."

    Acho que não preciso escrever muito para concluir. Um alerta só. O mercado se antecipa. Uma hora teremos o arrefecimento a que me refiro. Neste momento as mazelas vão aparecer. Muitas bombas deixadas para a frente. O cenário macroeconômico mundial ainda nos é favorável, mas o interno nem tanto. No passado o quadro era melhor nos dois cenários, mundial e nacional. Hoje temos diversas bolhas e problemas interligados entre juros altos, cambio apreciado e ameaça de inflação.
    Vamos rezar para não acontecer, mas as chances são grandes, fica aqui mais uma previsão, infelizmente.

segunda-feira, julho 04, 2011

Adeus a Itamar e os homens públicos vocacionados

ERRR
Itamar se foi. Morreu aos 81 anos neste último dia 02. Fiz questão de colocar a foto dele do lado do meu pai porque ambos são da mesma geração, de pessoas sérias vocacionadas pela causa pública e íntegros.
Honestidade é pré requisito de político, mas hoje não é assim, infelizmente.
Os homens públicos atuais deveriam seguir o exemplo destes dois e de outros da mesma geração.
Minhas condolências a família dele e meu adeus.
Minas Gerais e o Brasil perdeu um grande homem, que deve ficar marcado não só pela seriedade e honestidade, nem pelas polêmicas e controvérsias que criou.
Itamar deve ser lembrado pela condução do Brasil em 1992, quando em uma séria crise institucional com o impedimento de Collor, tocou o país e ainda fez as bases do Plano Real que tirou o Brasil da espiral inflacionária plantando as bases para uma prosperidade que veio nos anos 2000. Elegeu FHC que deu sequência ao Plano Real, mas deixando os frutos mas o governo Lula que sismou várias vezes em não reconhecer isso, como se fosse o mito que alguns pensam que é e ele sisma no seu messianismo que realmente é. O Brasil foi feitos por vários, Itamar foi um deles. Descansa em paz senador

quarta-feira, junho 29, 2011

A crise grega e uma pitada do Brasil

Quem quiser ver mais detalhes clique aqui - Grécia: entenda a crise e suas implicações para economia global
Mas vamos lá:
  1. A Grécia gastou mal.
  2. Há muito faz parte do tal PIGS - Quem quiser veja aqui Os PIGS são Portugal, Irlanda, Grégia e Espanha (S de Spain). Desde a crise de 2008 andam com problemas, principalmente fiscais.
  3. Estes países crescem pouco, têm atividade baixa e o "well fare state" precisa estar presente, isso só agrava o problema.
  4. Agora cortam gastos e retiram benefícios sociais, que talvez nunca devessem ter sido implementados.
  5. Aumentam impostos, apertam ainda mais a economia e criam desemprego.
  6. Se endividam, mas uma hora a conta deve ser paga.
  7. OS países precisam socorrer para não haver quebra de contratos com moratórias e crise em cadeia.
  8. Muitos bilhões foram gastos em 2008 para evitar uma crise mundial sistêmica, agora vale o esforço.
  9. A crise dos PIGS pode desencadear nova crise sistêmica mundial no mundo globalizado, e 2008 ainda deixou cicatrizes.
  10. O risco de crise global é alto e as consequências imprevisíveis.
O Brasil pode ser analisado, de certa forma análoga a esta situação. Vamos lá: O Brasil se endivida, e muito, gasta mal, muito mal e tem problemas estruturais sérios:
  • Saúde precária com necessidade graves e sérias ( isso só tende a agravar a questão dos gastos públicos) e também indicadores de saneamento comparáveis a África.
  • Educação com falta de mão de obra especializada, gargalo para o crescimento e desenvolvimento
  • Infraestrutura deficiente em portos, estradas e aeroportos com investimentos monumentais que extrapolam a capacidade do governo
  • Cambio livre com taxas de juros campeã do planeta que só agrava o problema cambial.
  • Maior carga tributária do planeta para sustentar a máquina perdulária e corrupta
Isso tudo somado tira competitividade e agrava o problema.
A única virtude é que ainda crescemos na economia, mas a pergunta que não se cala: até quando? E quando vier a volta do ciclo e arrefecimento?

Eu vou dar minha versão do que acontece aqui.
  • Classe política fraca, mentirosa que pensa em projeto de poder ao invés de pensar em projeto de Brasil.
  • O País do futuro nunca chega porque os políticos não deixam.
Escrevam ai: Uma hora esta conta do imediatismo, a falta de projetos e planejamento futuro e o populismo disfarçado de assistencialismos será paga.

quinta-feira, junho 16, 2011

As mulheres no comando, o que esperar.

Comentei sobre as 3 mulheres no núcleo duro do poder do Planalto. Dilma, Gleisy e Ideli.

Acho maravilhoso as mulheres no comando, elas não precisam ser rotuladas, têm luz própria e competência. Isso é indiscutível. O que me referi no meus comentários no FaceBook, meu programa de rádio e em algumas rodas, foi extamente o perfil destas mulheres que nos comandam hoje.

Para estar ali, todas têm méritos e qualidades, mas é preciso mais do que boa vontade e intenções. É preciso mais do que experiência. É preciso "maladrangem", para fazer política é preciso talento, experiência, mas malícia, e porque não sorte.

Dilma é "sargentona", Gleisy parece seguir o estilo Dilma, e Ideli, é guerreira, mas explosiva e emocional. Falo isso pelo pouco que acompanhei as 3 em alguns episódios que observei.

Elas darão conta? Vamos esperar, mas terão muita dificuldade para enfrentar o apetite fisiológico do PT e PMDB. Tomara estar errado, mas sinto cheiro de crise política no ar. Acabou a crise "Palocci", mas outras podem estar vindo ai. Economicamente o Brasil ainda vai bem, mas existem luzes amarelas no ar. Problemas econômicos com crise política será péssimo para nós.
Mais uma vez, espero estar errado, e vamos ver o que acontece.

sexta-feira, junho 10, 2011

O caso do bandido Battisti

Clique e veja, a cara do marginal deixando a cadeia após a decisão do STF.

A insensatez é clara e a reação italiana nos deixará uma conta para pagar, mas vamos refletir só alguns pontos nesta comédia brasileira:
  1. Quanto custou e quem pagou um bando de advogados desta causa?
  2. Porque o Brasil afronta a justiça e a nação italiana, que é um país livre, democrático e em pleno estado de direito?
  3. Porque este marginal valeu tanto esforço e desgaste?
  4. Se ele foi condenado por 4 mortes, mutilação de uma de suas vítimas e estrupo, porque a nação brasileira se meteu na história para inferir que isso foi cometido em nome da ideologia política, diga-se de passagem a pior de todas, o comunismo?
  5. Qual será o futuro deste bandido aqui no Brasil? Vamos lhe dar cidadania?
Seguinte, vamos inferir algumas coisas:
  1. A motivação vai além desta ideologia, onde esquerdistas conhecidos colocaram um bandido como cavalo de batalha.
  2. Esta questão não ficou só na tese jurídica, mas tem viés político grande de cabeças coroadas no Brasil.
  3. Muitos falam na grana alta que existe como saldo remanescentes dos "investimentos" feitos no terrorismo dos anos 70. Dinheiro com cor e cheiro de sangue.
  4. A Itália não deixará isso de graça. Além de manifestações, haverá retaliação, podemos esperar, ou seja, a conta sairá cara para muitos brasileiros.
Minha esperança, pelo bem da justiça, é que a Itália consiga reverter isso no Tribunal de Haia. Eles vão acionar o Brasil por desrespeito a leis internacionais. O Brasil tinha acordo de extradição e o bandido já havia sido condenado a prisão perpétua.

quarta-feira, maio 25, 2011

Veto a MP 512, Código Florestal e Pimenta Neves. 3 Comentários rápidos.

Vamos lá:
  1. Veto a MP 512- Clique e veja - Um absurdo este veto. Vi no senado o Aécio que propos a inclusão de Minas Gerais nesta medida que beneficiaria o nordeste com incentivos fiscais a indústria automobilística. Minas tem uma região igual ao nordeste, tanto que Dilma lavou a égua nos votos lá. O governo não ganhou nada com isso. Esta MP foi editada por Lula para levar uma fábrica da Fiat a Pernambuco, mas Minas poderia ter sido contemplada, pois havia chances de levar indústrias para lá, uma já no prelo para Montes Claros.
  2. O caso Pimenta Neves- Assassino confesso, preso e condenado, ficou 11 anos solto a custas de recursos judiciais, agora foi preso, mas ficará 1,7 anos na cadeia. Como poderíamos explicar que um assassino, fica 11 anos livre, tem o privilégio de cumprir 1/6 da pena e a custas de bons advogados, aproveitando brechas na lei, ri de nossa cara e tripudia a justiça nacional expondo-a ao ridículo que, na verdade é. Isso não é exemplo de cumprimento da justiça, mas uma prova da impunidade. Precisamos rever o código penal e de processo no Brasil já.
  3. A aprovação do código florestal mostra que o governo não tem aquele rolo compressor que imagina. Não conheço em detalhes, mas acredito que foi feito o melhor. Vou estudar as medidas e comentar em breve aqui. Acho que em matéria técnica deve prevalecer o bom senso. Havia sim, na minha visão, um viés ideológico na parada, um embate desnecessário entre ruralista e ambientalistas. Assim como o desenvolvimento econômico, o meio rural, importante atividade geradora de emprego e renda, deve e pode conviver com o meio ambiente. Não existirá conflitos se olharmos com a razão determinadas questões e se prevalecer sempre a máxima que a virtude está no meio, ou seja, nem tanto lá, nem tanto cá. A sustentabilidade e a consciência são as palavras chaves, claro aliadas a responsabilidade do cidadão e a eficiência do governo em fiscalizar e a a justiça de punir quando for o caso.

segunda-feira, maio 23, 2011

A Recuperação da Economia e dos Lucros nos EUA Corre Risco de Sair dos Trilhos?

Quero deixar aqui registrada uma previsão e análise bem interessante sobre a economia americana. Concordo com muito disso ai.

A Recuperação da Economia e dos Lucros nos EUA Corre Risco de Sair dos Trilhos? Foi um artigo que li do Goldman Sachs.
Alguns trechos:
  1. Desde o ponto mais baixo da crise econômico-financeira, o PIB real dos EUA cresceu 4,9% e o PIB global cresceu 7,9%, atribuíveis à expansão acelerada em países como Alemanha, China e Índia. Durante este período, o S&P 5001 gerou um retorno de 100%, o Índice de Dívida Corporativa High Yield do Barclays observou alta de 115% e as ações globais, tomando-se como base o MSCI All Country World Index2, tiveram retorno de 77%.
  2. Assim, a questão fundamental na mente dos investidores é se as recentes quedas nos mercados são uma repetição do final de abril de 2010 (quando o mercado caiu 17%, mas logo depois se recuperou e atingiu novas altas), ou se este é o início de uma desaceleração mais séria, com implicações significativas para suas carteiras. Para endereçar esta pergunta, começaremos com uma rápida atualização sobre o estado da recuperação e um exame dos indicadores antecedentes mais recentes nos EUA e nos países emergentes. Em seguida, revisaremos os principais fatores que podem (mas não devem) prejudicar a recuperação norte-americana: alta no preço do petróleo, inflação, habitação e o fim do QEII.
  3. Apesar disso, nós acreditamos que ainda haja uma série de razões – quatro, mais especificamente – para ficar otimista a respeito da recuperação. Em primeiro lugar, nossos colegas no Goldman Sachs Economics, Commodities, and Strategy Research (GS ECS) chamam a atenção para o fato de que a deterioração nos dados do mercado de trabalho e indicadores antecedentes de atividade em abril foram causados em grande parte por distorções em fatores de ajuste sazonal, sendo alguns resultantes da crise financeira. Mais especificamente, os meses mais fracos da recessão ocorreram durante o inverno, no final de 2008 e início de 2009, enquanto os pontos mais fortes da recuperação foram registrados na primavera de 2009 e 2010. Isto pode ter exagerado o ajuste sazonal realizado em abril de 2011. Vale a pena ressaltar que, aplicando fatores de ajuste sazonal utilizados antes da crise financeira, a deterioração observada teria sido muito menos pronunciada – embora alguma desaceleração em relação aos níveis de março ainda seria evidente.
  4. Em segundo lugar, o setor empresarial, particularmente, tem mostrado crescimento contínuo, mesmo com a expansão menor no primeiro trimestre de 2011 e a escalada dos preços. É importante mencionar que, mesmo após as quedas acentuadas citadas acima, os níveis atuais das principais pesquisas de clima de negócios ainda apontam para um crescimento médio acima de 3% nos próximos 1-2 trimestres. Nós esperamos que os investimentos corporativos, em especial, suportem o crescimento do PIB no futuro próximo, uma vez que o investimento líquido em relação ao PIB está nos mínimos históricos, e o crescimento dos lucros segue forte (veja nossa revisão de resultados mais abaixo).
  5. Em terceiro lugar, o crescimento da contratação no setor privado atingiu uma nova máxima pós-crise em abril, contrapondo-se aos sinais apontados pelas pesquisas de pedidos iniciais de auxílio-desemprego e do setor doméstico. É importante mencionar que o número de contratações privadas leva em conta o fato de que empresas de pequeno e médio portes, consideradas o motor do crescimento do número de vagas de trabalho, aceleraram a contratação no primeiro trimestre deste ano. Nós acreditamos que a melhoria contínua no emprego deva oferecer suporte aos gastos dos consumidores – permitindo que a retomada do consumo observada nos últimos dois trimestres possa continuar.
  6. Por fim, o pano de fundo para o crescimento global permanece resiliente. A zona do euro reportou, no primeiro trimestre de 2011, um crescimento robusto de 3,2% anualizado sobre o último trimestre de 2010, puxado por crescimento acelerado nas economias centrais. A Alemanha apresentou crescimento acima do potencial, de 6,1% ao ano, mas ainda mais estimulante foi a aceleração do crescimento na França, que subiu a 3,9% ao ano após expansão tímida no final de 2010. A situação entre as economias periféricas foi mais mista, porém. O crescimento na Grécia recuperou-se fortemente (alta de 3,4% ao ano), enquanto Portugal aprofundou-se mais na recessão, registrando contração de 2,8% ao ano.
Nossas Conclusões de Investimento: Apesar dos diversos entraves econômicos e políticos citados acima, nós seguimos acreditando que o crescimento econômico continuará positivo. Os lucros das empresas devem continuar a crescer, fornecendo um suporte crescente aos níveis de preços das ações. Vale ressaltar que, para as empresas do S&P 500, a alavancagem operacional ainda alta, a exposição ao crescimento global e a alavancagem no gasto corporativo fornecem algum suporte aos lucros, em nossa visão, mesmo se o PIB dos EUA continuar a desacelerar. Apesar disso, a volatilidade deve continuar alta no curto prazo, conforme o debate sobre o aumento do teto da dívida pública americana e a restruturação da dívida grega ganham as manchetes. Mesmo assim, nós continuamos confortáveis com nosso valor justo para o S&P 500 no final do ano (um intervalo entre 1.300 e 1.375 pontos). Mais importante, “valor justo” não significa “sobrevalorizado”, sugerindo que nossos clientes devam continuar a construir, ou manter, sua alocação estratégica a ações nos Estados Unidos, especialmente dado o potencial para surpresas positivas em nossas projeções para os lucros no ano e a probabilidade de 25% que atribuímos a um cenário em que o S&P 500 encerre o ano em 1.450 pontos.

Vamos acompanhar. Gostei da análise.

quinta-feira, maio 19, 2011

A oposição do Brasil e o caso Palocci

A oposição está em franca desvantagem no congresso, mas precisa atuar firme. Um dos pilares da democracia é uma oposição forte e aguerrida.
Parece mesmo que a oposição está sem foco. Agarra qualquer assunto e toma a pauta.
O caso Palocci precisa ser apurado. SE está tudo certo como ele diz, mostre as provas da boa ação. O homem público não pode ter segredos, sob a pena de ficar sob suspeita. Igual a mulher de César, não é preciso só ser, é preciso parecer também.
Pelo que vi na mídia, são petistas que disparam metralhadoras em seu companheiro Palocci. Pode ser, mas é ruim para o país.
Após a ameaça da inflação, aparentemente mais calma agora, surge esta questão do enriquecimento de Palocci.
Ele nem precisaria ir ao congresso, basta apresentar as faturas emitidas. Não é possível confidencialidade quando são expostas situações que comprometem um poderoso ministro e acaba afetando o andamento do país.
A oposição precisa ter voz, e talvez por conta deste reduzido espaço que tem nas votações, ocupa seu tempo com coisas como esta. Não recrimino não, mas acho que o papel e o foco precisa melhorar um pouco.
A imprensa? Está no seu papel, denunciar, mas sem ser leviana.
Uma coisa é certa, os "negocinhos" com governo ficam cada vez mais dificultados pelos cruzamentos das informações e o papel da imprensa que fiscaliza. O Brasil ganhará com isso.

terça-feira, abril 26, 2011

Entendendo a questão cambial hoje- abril de 2011

Me pediram para dar uma geral, de forma simples, na questão cambial, vamos tentar:
  1. O Real hoje é das moedas mais fortes moeda do planeta.
  2. O dólar americano se desvaloriza perante quase todas as moedas. Isso é bom para os EUA que administra o maior déficit público de sua história. Com a moeda deles desvalorizando, ajuda a baixar este défict que é ameaça a economia e a prosperidade americana, a locomotiva global. O dólar caindo frente a outras moedas, com o beneplácito dos EUA, ainda esta sob controle, mas precisa ser bem administrado.
  3. O dólar caindo, ajuda a combater inflação, pelo aumento teórico dos importados e pelo preço dos combustíveis, isso na grande maioria dos países.
  4. Em compensação, os produtos exportados perdem competitividade. No caso brasileiro, mantemos nossa balança comercial forte por conta das comodities, que aumentam preço e demanda. Em alguns países, o dólar desvalorizado já causa problemas de exportação e mesmo no caso nosso aqui, alguns segmentos sentem.
  5. O Brasil aumentando juros atrai mais dólar que acaba derrubando o preço fortalecendo o real. Isso hoje parece complicado porque nosso real está muito forte. O governo precisa tomar cuidado: ataca a inflação que nos ronda, mas agrava o problema cambial. Outro ponto, atrai dólar, mas aumenta dívida interna, já na faixa acima de R$ 1 trilhão.
  6. A entrada de dólar aumentou nossas reservas como nunca vistas, somos a quinta do mundo (se não me engano). Isso é um fator positivo para nós.
  7. Não adianta pensarmos em ações isoladas. Vivemos na era da informação, na sociedade do conhecimento e as ações de países, influenciam outros. O dólar enfraquecido ajuda os EUA e de certa forma uma parte do mundo, mas já começam a acender luzes amarelas, mesmo nos EUA. Uma hora eles terão que reverter isso, ou seja, administrar o déficit com outras ferramentas.
  8. O Brasil hoje está em severa ameaça da inflação. O cambio e os juros são peças chaves e precisam ser administrados com muito cuidado. Sem intervenção (a pior forma), mas com uma gestão severa e responsável. Na economia sempre um caminho é tomado em detrimento de outro, escrevam ai.
Conclusão: Não existe conclusão. O Brasil e o mundo sairam, ou tentam sair da crise de liquidez de 2008, algumas peças ainda não estão no lugar. O Brasil fez uma opção, precisa agora corrigir rumos.
A maior conclusão que podemos tirar deste movimento global que acaba interligando os países, é que ações isoladas e intervencionismo irresponsável são as piores coisas a serem feitas no momento.

segunda-feira, abril 11, 2011

O Brasil na encruzilhada - O Globo

Artigo: O Brasil na encruzilhada - O Globo

Primoroso este artigo. Uma análise bem objetiva de fatos o0corridos e opções futuras.
Concordo 100% com o que eles disseram.

Consumidores não desanimam com aumento sobre IOF e vão às lojas

Bom Dia Brasil - Consumidores não desanimam com aumento sobre IOF e vão às lojas

Eu quero deixar registrado aqui:

1-) O governo está tentando tudo para atacar a ameça de inflação, o aumento do IOF é prova disto e a ameaça é real.
2-) Os juros que normalmente são usados como ferramenta não poderão ser usado agora, o problema do Real supervalorizado impede isso. Os juros futuros já estão em alta a partir da medida com o IOF.
3-) O aumento de IOF não dará o efeito esperado, eles podem atacar a demanda ainda, mas causarão problemas em outras esferas, como o freio no crescimento, isso deve ser feito com cuidado.
4-) A única forma é atuar nos gastos públicos, o PT e os companheiros não vão gostar, mas Dilma não terá alternativa.

Portanto fica aqui registrado:
Ameaça de inflação é real, o monstro que pune a sociedade e os mais pobres não pode voltar e ele ronda nossas casas.
Se não atacarem os gastos públicos, não temos opções que possam ter resultado sem mexer com outras variáveis, ou seja, este é o caminho.

E vai mais ai, para vermos que a ameaça é real: Clique e leia - Salário mínimo ameaça inflação de 2012



sexta-feira, abril 01, 2011

A revolução de 1964

A revolução de 1964 fez 47 anos ontem. Muitos ainda a criticam e alguns poucos elogiam.
Eu sou um dos que elogiam, e conheço a história para defender meus argumentos e minhas convicções.
Vamos lá. Eu acho que não aceitar os méritos da revolução de 64 é um equívoco assim como não criticar a linha dura e as exceções do regime.

Eu acho que ela teve méritos, e muitos, alguns ainda ecoam hoje como os investimentos na infraestrutura e o milagre econômico de 70.

Outra coisa, a revolução foi um contragolpe. Brizola, cunhado do fraco jango, tentava implantar uma república sindicalista, mas vamos falar certo, comunista mesmo. No auge da guerra fria, com dinheiro russo e cubano, Brizola agitava o país no sonho da igualdade comunista, que na verdade nunca existiu. O Brasil era uma baderna em todos os sentidos, a começar na economia e na política.
O povo apoiou o golpe de 64, ou melhor o contragolpe. Não posso imaginar o que seria do Brasil se fracasse o golpe e a república de Brizola e cia fosse instaurada.

Os ideais da revolução foram nobres, mas a linha dura tomou conta e implantou medidas de exceção. Coincidentemente na América do Sul existiu esta onda, triste por sinal, tolindo a liberdade e a democracia. Quem não ousar criticar isso comete os mesmos erros de quem só critica a revolução.

Eu acho que temos que reverenciar sim o fato histórico, com as críticas necessárias aos erros e loas aos acertos,.
Me parece também muito hipócrita estes personagens que se dizem heróis na luta contra a ditadura. Eles sim queriam a ditadura, o regime sanguinário da esquerda maoista e leninista, agora pousam de democratas. A revolução teve sim vítimas de ambos os lados. Uns são heróis e outros não? O que é isso? Injustiça é o que se fazem com as indenizações milionárias aos ditos heróis que não passavam de guerrilheiros que queriam sim implantar o terror dos regimes importados da China e Rússia naquele momento.
A história ainda julgará todos os acertos dos regimes passados. A onda foi dizer que existiu um Brasil antes e outros depois. Isso é sofisma, enganação, papo de político. O Brasil é maior do que os regimes e os políticos, por sinal com péssima reputação e fama, coisa que não existia no passado, pelo menos da forma que é hoje.
Os partidos e os governos são pequenos comparados com a nação Brasil. Isso sim, nossa riqueza é esta, o povo e as potencialidades. Sou sempre a favor de qualquer revolução que proteja nossos interesses, e mesmo sabendo que qualquer regime terá erros e acertos, uns mais, outros menos, e as pessoas racionais e de bom senso saibam julgá-los.
Já disse e não me canso de repetir: NEM TODO BURRO É RADICAL, MAS TODO RADICAL É BURRO.

domingo, março 13, 2011

Terremoto Japão

Cheguei a Tokio nevando, lindo. Fiquei lá dois dias e sai um dia antes do terremoto.
Na hora estava em Shangay em reunião coincidentemente em uma empresa japonesa que tem joint venture com os chineses. Eles receberam a notícia, ficamos todos em silêncio, o CEO deu umas ligações e após falar com seus compatriotas disse: Não há muito o que fazermos daqui, já temos as primeiras notícias, vamos voltar ao nosso assunto.
A frieza deles é parte da normalidade com que convivem com terremotos, principalmente no Japão.
Este terremoto seguido da Tsunami foi considerado um dos 5 maiores da história.
A cidade devastada foi Shendai, mas todo Japão sentiu os tremores e sentirá os efeitos.
Agora a população passa por problemas sérios, inclusive em Tokio, falta comida nas áreas atingidas e transporte e energia em outras diversas áreas do Japão.
Alguns acham que isso pode abalar a estagnada economia do Japão, eu discordo em parte.
Isso, paradoxalmente, pode ser um alento para a combalida economia do Japão que passa por problemas há 10 anos.
A reconstrução pode ser uma máquina eficiente na engrenagem da geração de emprego e renda.
Ao custos de muitas vidas, 10 mil segundo alguns, o Japão enfrentou a fúria da natureza que mostra o quanto somos frágeis e indefesos frente a mãe natureza, poderosa e generosa alguns momentos e assustadora e temerosa em outros.
A terra não reclama, ela se vinga, apesar de que este desastre nada tem haver com a ação do homem, pelo menos é o que se supõem.
O acidente nas usinas nucleares, com todo aparato de segurança, vai reavivar a equivocada discussão sobre a questão da geração de energia via fonte nuclear. Atualmente a fonte mais limpa que existe é a nuclear e o que será preciso é somente pensar em aumentar a prevenção e segurança, principalmente nestas áreas.
Com relação a economia, ainda acho que pode ser muito bom a economia japonesa, mas evidentemente que isso, dependendo dos estragos e do tempo de recuperação, pode não ocorrer. A paralisação de indústrias, a falta de energia e transporte serão críticos neste momento, mas podem ser recuperados e na reconstrução, o Japão colher frutos, que infelizmente será a custa de muitas vidas, todas de inocentes e pacatos cidadãos japoneses. A nós ocidentais nos resta fazer uma oração de conforto as famílias e desejar que eles se recuperem rápido. O paíse é
maravilhoso e exemplo de determinação e resiliência, que seja mais uma vez assim.

terça-feira, março 08, 2011

Tokio e Changay

Fiquei um dia em Tokio. Primeiro mundo, outra coisa. Cheguei lá nevando. Valeu a pena lá. Agora estou em Changay. São meia noite aqui, mas promete também. Espero voltar com muitas coisas boas, para o meio ambiente.

sábado, março 05, 2011

NY

Adoro NY. Depois de um tempo retorno aqui. A big Apple,capital do planeta. Esta vista ê o George Washington Bridge. Vou atualizando aqui esta minha fantástica viagem que faço no carnaval, obviamente trabalhando. Espero dar notícias aqui breve. Bom carnaval a todos.