Assuntos que me interessam: Política, Meio Ambiente, Economia, Tecnologia, Internet e um pouco de filosofia.
segunda-feira, janeiro 04, 2021
Como foi 2020? Como fica 2021?
quarta-feira, dezembro 09, 2020
A falácia do discurso que a pobreza de muitos é criada pela riqueza de alguns.
A falácia do discurso que a pobreza de muitos é criada pela riqueza de alguns.
2. https://ourworldindata.org/ “Our World in Data”, projeto da Universidade de Oxford com muitos indicadores globais.
A preocupação com relação à pobreza costuma ser confundida com a preocupação sobre diferença de renda, como se a riqueza dos ricos originasse a pobreza dos pobres e fosse razão da sua existência. Esta é uma das várias formas da falácia de soma zero.
Na verdade, os avanços tecnológicos, da própria economia e de outras ciências foram sempre combatendo a pobreza e sempre buscando a melhoria de qualidade de vida do ser humano.
O gráfico acima mostra que a população mundial era de 1,08 bilhão de habitantes em 1820, com 1,02 bilhão vivendo na extrema pobreza (representando 94% da população total) e 60,6 milhões vivendo acima da linha da extrema pobreza (representando 6% do total). Em 1970, a população mundial passou para 3,69 bilhões de habitantes, sendo 2,2 bilhões na extrema pobreza (60,2%) e 1,47 bilhão de pessoas acima da linha da extrema pobreza (39,8%). Mas a partir de 1970 a população total cresceu muito, enquanto a parcela populacional vivendo na extrema pobreza caiu rapidamente.
Em 2015, a população mundial chegou a 7,35 bilhões de habitantes, com 6,6 bilhões (89,8%) acima da linha da extrema pobreza e 705,6 milhões de pessoas (10,2%) vivendo na extrema pobreza. Em resumo, a extrema pobreza caiu de 94% do total populacional, em 1820, para 10% em 2015. Fato extraordinário.
Vale destacar que os indicadores demográficos melhoram muito desde então, redução de mortalidade infantil, expectativa de vida e de forma geral a qualidade de vida da população. A pobreza não acabou e talvez nunca acabe, mas foi sendo reduzida e tem que ser sempre combatida, até pela própria sobrevivência do mercado.
Isso se deu pelo avanço tecnológico e das ciências em geral, principalmente a economia.
A pobreza e a injustiça social sempre existiram. A desigualdade e classes privilegiadas datam de 10 mil anos atrás quando o homem começa a se organizar em comunidades, deixa de ser nômade, reforça sua condição de sedentário (fixado a terra na primeira civilização ás margens dos Rios Tigres e Eufrastes).
Os primeiros pensadores da economia (Adam Smith, David Ricardo e Stuart Mill) eram filósofos e alertaram para as injustiças sociais que o livre mercado traria.
O socialismo surge na Revolução Francesa, palco da revolta contra o absolutismo e a miséria herdade da Era Feudal, e segue se intensificando na Revolução Industrial pelos abusos que o capitalismo selvagem da época promovia. Era inegável que correção de rumos e ajustes eram precisos.
Os socialistas utópicos viraram os socialistas científicos e depois as fabianos e a social democracia, mas não se conhece que alguns deles representou a panaceia para solução das desigualdades e injustiças sociais.
O capitalismo não é a antítese do socialismo, eles podem e devem conviver em um regime político com liberdade e democracia, isso sim funciona.
Demonizar o capitalismo já mostra a falácia que estes dados aqui mostram, e dizer que não precisamos olhar para as graves injustiças sociais que existem no mundo é tapar o sol com a peneira.
O capitalismo tem problemas, mas ele se regenera, ele é um processo, tem a resiliência para superar a inclinação negativa de seus ciclos. Hoje nos deparamos com a disrupção tecnológica, rápida e implacável que mudará muitos conceitos, sempre fazendo o bem, mas podendo fazer o mal, pelo menos para menos favorecidos.
Nosso olhar tem que ser na direção de corrigir os rumos. Não acreditar que a panaceia ainda terá sua vez. O Socialismo ainda não existiu de verdade é outro discurso que demanda atenção. A democracia tem sido usada por quadrilhas, verdadeiras camarilhas, em vários cantos do planeta. Isso é muito pior do que as desigualdades que ainda existem e precisam ser combatidas.
Murilo Prado Badaró – Economista e ambientalista
Assim caminha a humanidade
quarta-feira, outubro 07, 2020
Existe legitima intervenção do estado no mercado?
Complexo o tema, polêmico com certeza.
Em tese, nós liberais, não admitimos a intervenção do estado na economia e no mercado. O mercado sempre fará mais, entretanto, o estado precisa ser o guardião de uma coisa chamada justiça, onde todos devem ter os mesmos direitos e deveres, os mais fracos não podem ser subjugados pelos mais fortes, a proteção deve acontecer a quem precisa. O mercado não é a panaceia, não é infalível e neste momento o estado pode ter seu papel.
Qual é o momento? Esta seria a pergunta de um milhão de dólares. Muitas vezes, ´principalmente em regimes socialistas que sempre descambam para as ditaduras, a intervenção falha, e óbvio é invocada em nome da justiça social e da igualdade de direitos.
Pois bem. O estado pequeno é o ideal, mas precisa força para interferir eventualmente.
No início do século XX, o pujante país Estados Unidos da América, no auge da continuidade da Revolução Industrial do século XIX, sem regras e sem conhecimentos da "selvageria" do capitalismo que era então questionado, com toda razão, por muitos. Onde as injustiças iniciadas na Revolução Industrial há 200 anos atrás dava legitimidade para o comunismo crescer em críticas, muitas com a razão e legitimidade no momento.
Não, o comunismo também acabou se mostrando, não é tão pouco a panaceia. Durante quase toda metade do século XX quase todos acreditaram nisso, mas em 1989 o sonho acabou. Era previsível.
Então, qual o ideal? O estado forte, pequeno e atuando na regulação para frear as selvagerias do mercado livre. Lógico que os abusos do mercado livre e selvagem do início do século XX e oriundo da Revolução Industrial foram sendo sanados até os dias de hoje. Não, não está perfeito, precisamos de mais ajustes e atenção, principalmente na Quarta Revolução como está sendo chamado este momento maravilhoso, mas com riscos, principalmente porque temos muitas coisas ainda desconhecidas em seus efeitos sobre a sociedade. Não existe estrada de mão única.
Vamos lá.
No inicio do século XX.
Em 1906, seis grandes sistemas ferroviários controlavam 95% da quilometragem do país. Já em 1904, as 2.000 maiores empresas dos Estados Unidos representavam menos de 1% dos negócios do país. Ainda assim, eles produziram 40% dos bens do país. No início do século 20, muitos setores importantes da economia americana eram dominados por um punhado de empresas, uma condição que os economistas chamam de "oligopólio".
Os Estados Unidos estavam sendo dominados pelo oligopólio dos transportes, do petróleo e do sistema financeiro. Houve a criação da lei Antitrust. Legítima para o momento.
Leia sobre os primeiros oligopólios nos EUA.
O governo interveio e paralisou a selvageria abrindo caminho para a grande prosperidade que viria a transformar os EUA no país mais poderoso do mundo.
Nos anos 80, houve nova intervenção.
O poder e o monopólio da AT&T e Bell fizeram nova intervenção. Na época, eu estudante de economia, conheci uma palavra em inglês que nunca mais esqueci: DIVESTITURE.
A dissolução da Bell para frear o oligopólio.
Quem quiser ler mais veja aqui.
Hoje, em plena revolução da tecnologia, da disrupção, temos que talvez enfrentar este dilema, mais uma vez.
Uma subcomissão da Câmara dos Deputados dos EUA divulgou na terça-feira (6) um relatório que condena as empresas ‘Big Tech’ – Amazon, Apple, Google e Facebook – por terem abusado de seu poder, e recomenda legislação para obrigar as empresas a dividirem suas linhas de negócios. A subcomissão antitruste é parte da Comissão do Judiciário, que fiscaliza o trabalho dos tribunais e das agências federais de aplicação da lei. Clique e leia
Olha que nos anos 80 as empresas envolvidas não tinham o poder que estas têm hoje.
O dilema de Sofia? Pode ser, mas já existem fortes correntes no mundo para que algumas questões da disrupção tecnológica e concentração de poder na mão de alguns players seja estudada cuidadosamente. Tem muita coisa boa vindo ai, mas tem coisa ruim também.
Como liberal convicto fico preocupado, mas como historiador amador e economista vejo que pode fazer sentido, as outras vezes que aconteceu, deram resultados.
A minha previsão: Acho que a chance é grande. O mercado vai se abalar no momento que ocorrer, se ocorrer, mas depois tudo volta ao normal. Espero.
A minha convicção de que o estado deve ser mínimo permanece. Não acredito no estado de bem estar social sem mercado e economia forte, mas o estado precisa ter mecanismos de ação quando o próprio capitalismo e o mercado podem ser seus próprios inimigos. O fim do capitalismo e do mercado é o fim de todos, inclusive do estado com a democracia e liberdade.
sexta-feira, setembro 25, 2020
Tecnologias em teste, disrupção tecnológica e pode apostar, breve você estará usando e usufruindo
Não tem volta, em testes milhões de coisas que vão mudar ainda mais nossa vida.
Dados extraídos do livro: A QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL de Klaus Schwab
Formado em Engenharia e Economia.Doutor em Economia pela Universidade de Friburgo e em Engenharia pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich). Mestre em Administração Pública pela Kennedy School of Government da Universidade de Plarvard. Fundador e Presidente Executivo do Fórum Econômico Mundial.
O livro é de 2016, mas está mais atual do que nunca, e acreditem, de lá para cá isso só aumentou.
Aguardem:
Na quarta revolução industrial, a conectividade digital possibilitada por tecnologias de software está mudando profundamente a sociedade. A escala do impacto e a velocidade das mudanças fazem que a transformação seja diferente de qualquer outra revolução industrial da história da humanidade.
Computação ubíqua: 90% da população com acesso regular à internet. A computação está se tornando mais acessível a cada dia; a capacidade de processamento nunca esteve mais disponível para as pessoas — seja por meio de um computador com conexão à internet, seja por um smartphone com 3G/4G (livro de 2016, esqueceu o 5G) ou serviços na nuvem.
Hoje, 43% da população mundial está conectada à internet.79 1,2 bilhão de smartphones foram vendidos somente em 2014.80 Estima-se que em 2015 as vendas de tablets ultrapassarão as vendas de computadores pessoais (PCs) e que a cada computador vendido, seis telefones celulares terão saído das lojas. Tendo em vista que internet tem superado todos os outros canais de mídia na velocidade de sua adoção, espera-se que, em poucos anos, três quartos da população mundial terão acesso regular à rede.
No futuro, o acesso regular à internet e às informações deixará de ser um benefício de economias desenvolvidas, mas um direito básico, como água limpa. Já que as tecnologias sem fios requerem infraestruturas menores do que muitos outros serviços (eletricidade, estradas e água), elas, muito provavelmente, se tornarão acessíveis muito mais rapidamente do que os outros. Portanto, qualquer pessoa de qualquer país será capaz de acessar e interagir com as informações do canto oposto do mundo. A criação de conteúdo e a disseminação se tornarão mais fáceis do que nunca.
O primeiro telefone celular implantável e disponível comercialmente. Até 2025: 82% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra. As pessoas estão se tornando cada vez mais conectadas a dispositivos, e esses dispositivos estão cada vez mais se tornando conectados aos seus corpos. Os dispositivos não estão apenas sendo usados, mas também implantados nos corpos, servindo a comunicações, localização e monitoramento de comportamento e de funções de saúde.
Tatuagens digitais não são apenas bonitas, mas podem também executar tarefas úteis, como desbloquear um carro, digitar os códigos de um telefone celular ao apontar o dedo ou acompanhar os processos físicos do corpo.
Fonte: https://wtvox.com/3d-printing-in-wearable-tech/top-10-implantable-wea rablessoon-
De acordo com um artigo da WT V0X: “A poeira inteligente — matrizes de computadores completos com antenas, cada uma muito menor que um grão de areia — pode agora se organizar dentro do corpo em redes conforme sejam necessárias para alimentar toda uma gama de processos internos complexos. Imagine enxames disso atacando as primeiras células cancerosas, trazendo alívio para a dor de um ferimento ou mesmo armazenando informações pessoais essenciais de uma forma profundamente criptografada e difícil de serem “hackeada”. Com a poeira inteligente, os médicos poderão agir dentro de seu corpo sem precisar cortá-lo e as informações poderiam ser armazenadas dentro de seu corpo, de maneira profundamente criptografada, até você desbloqueá-las a partir de sua nano rede extremamente pessoal”.
Fonte: <https://wtvox.com/3d-printing-in-wearable-tech/top-10-implantable-wea rablessoon-
A pílula inteligente, desenvolvida pela Proteus Biomedical e Novartis, possui um dispositivo digital biodegradável anexado a ela que transmite dados para o seu telefone sobre como o corpo está interagindo com a medicação.
Fonte: <http://cen.acs.org/articles/90/i7/Odd-Couplings.html>.
Nossa presença digital : 80% das pessoas com presença digital na internet. Até 2025: 84% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra. A presença no mundo digital tem evoluído rapidamente nos últimos 20 anos ou mais. Há apenas 10 anos, isso significava ter um número de celular, um endereço de e-mail e talvez um site pessoal ou página do MySpace.
A Gartner, empresa de pesquisa e consultoria, estima que cerca de 70 milhões de relógios inteligentes e outras pulseiras (bands) serão vendidos em 2015; esse total aumentará para 514 milhões em cinco anos.
A Mimo Baby criou uma babá eletrônica vestível que informa sobre a respiração do bebê, a posição de seu corpo, as atividades de sono etc.; os dados podem ser visualizados em um iPad ou smartphone. (Isso causou certa controvérsia: qual a linha que separa o que é algo que ajuda e a criação de uma solução para um problema que não existe? Neste caso, os adeptos dizem que o dispositivo ajuda o bebê a dormir melhor, enquanto os críticos dizem que os pais estão sendo substituídos pelos sensores.)
Fontes: <http://money.cnn.com/2015/04/16/small business/mimo-wearable-baby-monitor/>.
A Ralph Lauren desenvolveu uma camiseta esportiva que fornece dados dos exercícios em tempo real, medindo o suor, os batimentos cardíacos, a intensidade da respiração etc.
Os Jetsons (lembra do desenho?) já foram ultrapassados pela tecnologia do século XXI.
Sim, temos que ter consciência, estas maravilhas trarão junto desigualdade, isolamento social, e outras coisas que precisam ser administradas para que o aproveitamento da humanidade seja total e sem injustiças.
Antes que os "defensores" do estado como solução para tudo digam alguma coisa, vamos lá:
É preciso sim regulação e atenção, mas o mercado deve ser soberano, o lucro e o comércio que movem a inovação e a evolução. É preciso encontrar um ponto de equilíbrio no papel dos 2 atores, Não tenho a receita, mas confia na racionalidade e bom senso do ser humano, sempre foi assim.
Não será restrito só a pessoas de alta renda. TODOS se beneficiarão.
Além disso, os smartphones e tablets atuais contêm mais capacidade de processamento que muitos dos antigos supercomputadores, que costumavam encher uma sala inteira. Em 1985, o supercomputador Cray-2 era a máquina mais rápida do mundo. A capacidade do iPhone 4, lançado em junho de 2010, era equivalente ao Cray-2; agora, apenas cinco anos mais tarde, o relógio da Apple tem a velocidade equivalente a dois iPhones 4. Tendo em vista a queda contínua do preço de varejo ao consumidor dos smartphones para abaixo dos US$ 50.
Espera-se que o número total de assinantes de telefonia celular (smartphones) seja de 3,5 bilhões em 2019, isto é, taxa de penetração de 59%, superando a taxa de penetração de 50% em 2017 e enfatizando o crescimento
significativo desde a taxa de 2013, isto é, 28%.
No Quênia, a Safaricom, operadora líder de serviços móveis, informou que 67% de suas vendas em 2014
foram de smartphones e a GSMA prevê que a África terá mais de meio bilhão de usuários de smartphones até 2020.
A mudança dos aparelhos já ocorreu em muitos países em continentes diferentes (atualmente, a Ásia lidera essa tendência), pois mais pessoas estão usando seus telefones inteligentes em vez de PCs tradicionais. A adoção de
smartphones tende a acelerar com os avanços da tecnologia para a miniaturização dos aparelhos, aumento da capacidade de processamento e,
especialmente, diminuição do preço dos produtos eletrônicos.
Países como Singapura, Coreia do Sul e os Emirados Árabes Unidos (EAU) são os que estão mais perto de atingir o ponto de inflexão de 90% da população utilizando smartphones.
A sociedade está a caminho de adotar máquinas ainda mais velozes que permitirão aos usuários realizar tarefas complicadas em qualquer lugar.
Provavelmente, o número de dispositivos que cada pessoa usa crescerá bastante, não só por suas novas funções, mas também em razão do surgimento de aparelhos para tarefas especializadas.
Impactos positivos
— Maior participação econômica das populações desfavorecidas, localizadas em regiões remotas ou subdesenvolvidas (“último quilômetro”).
— Acesso aos serviços de educação, saúde e governo.
— Presença.
— Acesso ao conhecimento, maior emprego, mudança nos tipos de trabalhos.
— Expansão do tamanho do mercado/comércio eletrônico.
— Mais informações.
— Maior participação cívica.
— Democratização/mudanças políticas.
— “Ultimo quilômetro”: maior transparência e participação, contra o
aumento da manipulação e câmaras de eco.
Vivemos hoje em um mundo sob demanda; 30 bilhões de mensagens de WhatsApp são enviadas todos os dias32 e 87% dos jovens nos Estados Unidos disseram que nunca deixam de lado seus smartphones, 44% utilizam diariamente a câmera de seus telefones.33 Este é um mundo em que o mais importante é a partilhapeer-to-peer e o conteúdo gerado pelo usuário. E um mundo do agora um mundo em tempo real, com direções de tráfego instantâneas e compras entregues diretamente em sua porta. Este “mundo do agora” exige que as empresas respondam em tempo real, onde quer que elas estejam ou onde quer que seus clientes e fornecedores possam estar.
Seria um erro supor que isso se limita às economias de alta renda.
Vejamos o exemplo das compras on-line na China. No dia 11 de novembro de 2015, chamado de Single Day (Dia único) pelo grupo Alibaba, o serviço de comércio eletrônico lidou com mais de mais de US$ 14 bilhões em transações on-line, 68% das vendas ocorreram por meio de dispositivos móveis.
Outro exemplo ocorre na África subsaariana; esta é a região de maior crescimento em termos de assinaturas de telefones celulares, o que demonstra que a internet móvel está deixando a linha fixa para trás. A GSM Association espera por mais 240 milhões de usuários de internet móvel na África subsaariana nos próximos cinco anos.
E, enquanto as economias avançadas têm as maiores taxas de penetração das mídias sociais, o leste asiático, o sudeste Asiático e a América Central estão acima da média global de 30% e em rápido crescimento. WeChat (Weixin), um serviço chinês de mensagens de texto e de voz para celulares, ganhou cerca de 150 milhões de usuários em apenas 12 meses até o final de 2015, um crescimento anual de, no mínimo, 39%.
quinta-feira, setembro 17, 2020
Bolsa de valores e mercado financeiro, quais são as projeções ?
Vamos lá. Já disse que se fosse pitonisa estaria operando em Wall Street. Não há como prever o futuro com certeza.
No mercado financeiro há como fazer projeções, não sem antes saber que fatores exógenos e comportamentais podem mudar tudo.
O mercado financeiro que movimenta o mundo, são as bolsas de valores, commodities, derivativos, etc.
O Brasil passa por um momento mágico para nosso mercado. Vou explicar porque e deixar aqui registrado.
Nos últimos 30 anos nunca tivemos juros baixos. Sempre vivemos na usura e na armadilha do rentismo.
Hoje com a Selic a 2% e a concorrência á máfia bancária, o mundo será melhor em breve para o setor produtivo, e isso quer dizer, para todo mundo. Gerar emprego e renda é a melhor forma de fazer justiça social. Oportunidades para todos e muito estudo e educação.
As ferramentas disponíveis no mercado, fruto da tecnologia, da inteligencia artificial são fantásticas, estou impressionado quando volto a este mundo agora. Volto porque participei muito nos anos 80. Uma das coisas que me arrependo na vida, foi ter saído do mercado, mas isso é passado e aprendi muito, coisa que vai me ajudar agora no meu retorno.
As reformas em curso no Brasil, administrativa, tributária e política (que ainda precisa ser melhorada, e muito) somadas aos juros baixos e o fim do rentismo, vão abrir uma grande janela pára o mercado financeiro.
Um detalhe: Bolsa não é jogo, não vive só de especuladores. Bolsas são formas de captação de recursos, proteção para os negócios, etc.
Sim, os especuladores são parte dela, eles movimentam os mercados e dão liquidez as bolsas. São pilares do negócio.
Olhem que dado impressionante.
segunda-feira, setembro 14, 2020
A quarta revolução industrial
Acabando de ler este livro, muito bom. Escrito antes da pandemia ele mostra muito que aconteceu na pandemia.
Alguns dados são impressionantes.
Processo inexorável, precisamos ter consciência para administrar as mudanças, rápidas e abrangentes.
A disrupção acelerada na pandemia trará custos e benefícios.
Não haverá nova ordem mundial, precisamos nos adaptar nesta que vem ai. Sempre foi assim,
Para alguém que ainda acredita no "socialismo" e na intervenção do estado se sobrepondo ao mercado, deixo um artigo meu com dados da nossa evolução.
Seria um erro supor que isso se limita às economias de alta
renda. Vejamos o exemplo das compras on-line na China. No dia 11 de novembro de 2015, chamado de Single Day (Dia único) pelo grupo Alibaba, o serviço de comércio eletrônico lidou com mais de mais de US$ 14 bilhões em transações on-line, 68% das vendas ocorreram por meio de dispositivos móveis.
Outro exemplo ocorre na África subsaariana; esta é a região de maior crescimento em termos de
assinaturas de telefones celulares, o que demonstra que a internet móvel está deixando a linha fixa para trás. A GSM Association espera por mais 240 milhões de usuários de internet móvel na África subsaariana nos próximos cinco anos. E, enquanto as economias avançadas têm as maiores taxas de penetração das mídias sociais, o leste asiático, o sudeste Asiático e a América Central estão
acima da média global de 30% e em rápido crescimento.
De acordo com uma estimativa do Oxford Martin Programme on Technology, apenas 0,5% da força de trabalho dos EUA está empregada em indústrias que não existiam na virada do século, umaporcentagem muito menor do que os aproximadamente 8% novos postos de trabalho criados em novas indústrias durante a década de 1980 e os 4,5% de novos postos de trabalho criados durante a década de 1990. O fato é corroborado por um recente censo econômico dos EUA, que esclarece uma interessanterelação entre tecnologia e desemprego. Ele mostra que as inovações em tecnologias da informação e em outras tecnologias descontinuadoras tendem aelevar a produtividade por meio da substituição dos trabalhadores existentes;mas não por intermédio da criação de novos produtos que necessitam de mais trabalho para serem produzidos.
Dois pesquisadores da Oxford Martin School, o economista Cari Benedikt Frey e o especialista em aprendizagem automática Michael Osborne,quantificaram o efeito potencial da inovação tecnológica no desemprego; eles classificaram 702 profissões de acordo com a probabilidade de sua automatização, desde as que correm menor risco de serem automatizadas (“0” -nenhum risco) até aquelas com maior risco (“1” - certo risco de o trabalho ser substituído por algum tipo de computador)..
quarta-feira, setembro 09, 2020
Armadilha para o futuro do Brasil , o défict público
Os arrimos do caixa público
Os arrimos do caixa público representam 36% da população total de 212 milhões. Ou 44% da população em idade de trabalhar (174 milhões acima de 14 anos). Equivale a 79% da população ocupada, ou força de trabalho, de 96 milhões (73% antes da pandemia, quando 105 milhões tinham alguma atividade remunerada). Ou 142% dos empregos formais.
É óbvio que não há economia que aguente tamanho ônus. Quem tentou, ruiu, como a Índia antes da abertura econômica, a finada URSS, e a China, paupérrima, com eventos de canibalismo, até os anos 1970.
Não é que o problema seja o Estado de bem-estar, longe disso. Está no Estado hipertrofiado para tantas demandas; carente do que possa mitigar os ônus, o que requer investimentos, empresas em expansão e o uso maciço da tecnologia da informação; sem foco no crescimento sustentado; sem estratégia para gerar empregos que não colidam com o viés da produtividade; sem foco na educação profissionalizante, contemplada pela novo ensino médio, mas ainda não implantado.
quinta-feira, junho 25, 2020
Escravidão, curiosidades importantes e horripilantes.
O mais crítico e provavelmente o maior número de escravos aconteceu com a raça negra do continente africano.
O comércio de escravos era uma atividade muito rentável nos séculos XV, XVI, XVII, XVIII e XIX, sustentou países e fez grandes fortunas.
Estou lendo o excelente livro de Laurentino Gomes, A Escravidão. Aliás, li todos dele, 1808, 1822 e 1889, todos excelentes, recomendo com força.
Não obstante eu ter visto uma entrevista dele no Roda Viva, em que me pareceu um viés ideológico presente em sua narrativa no programa, eu resolvi ler, até porque eu não descarto livros por ideologias, posso até ter minhas preferências e tenho, mas leio tudo, cada vez mais.
Recomendo.
Uma discussão que se faz presente quando a pauta racismo entra em cena, é a escravidão. Existe uma dívida histórica da sociedade, os africanos foram responsáveis pela escravidão ou não? Perguntas difíceis de serem respondidas, mas acho que existe conexão entre as duas. E como mensurar uma eventual dívida? Este é um problema maior ainda.
Pois vamos lá.
No livro, fruto de pesquisa e estudo do autor, com viagens e trabalho em loco, apura muitas coisas. Uma das mais marcantes é o envolvimento da elite e dos próprios africanos no comércio negreiro. Os números são impressionantes e absurdos. O números de mortos e escravizados, arrancados das suas vidas e vendidos como mercadoria,torturados, é de doer o coração.
Mas vamos a parte que me faz escrever esta postagem. Trecho do livro que mostra que não existiria, pelo menos na dimensão que foi, o tráfico de escravos e a escravidão dos africanos se não fossem as elites e os próprios africanos.
“Eram os africanos, e não os europeus que ditavam as regras do jogo, e o comércio no âmbito da África permaneceu firmemente nas mãos dos governantes e das elites africanas”, escreveu o historiador John Russell-Wood.
“Os participantes africanos do tráfico de escravos incluíam os príncipes e os mercadores mais ricos e poderosos do continente. A elite africana estava profundamente envolvida com a venda de escravos”, acrescentou Paul E. Lovejoy. Página 166 do livro Escravidão.
Ainda citadas as fontes pelo autor:
John Russell-Wood, Histórias do Atlântico português, pág. 43. e Paul E. Lovejoy, Transformations in Slavery, pág. 110.
Acho que fica claro que por guerras, e no caso africano, pela ganância e negócios, os próprios africanos se escravizaram. Conflitos, invasões e guerras foram provocadas em nome e com objetivo na famigerada escravidão.
Sob os olhos da História e no momento atual é fácil julgar e condenar isso. As recentes discussões de voltar ao passado e condenar atos que representam crimes absurdos contra a humanidade, como a escravidão, tem que ter o cuidado de avaliar o contexto histórico. Assim como esta pauta de dívida da sociedade por culpa da escravidão.
Muito mais serventia para a sociedade e para a História, mesmo para com a raça negra, seria cuidar de promover a justiça social com mais oportunidades e liberdade para todos, sem distinção de raça ou cor da pele, não com tentativas de reparar o que a história já determinou como fato, condenável com certeza. mas irreversível.
O fim da escravidão começa pelos iluministas, na Inglaterra por volta do século XVII, depois em outros países, o Brasil foi um dos últimos a abolir a escravidão em 1888.
Se for julgada a Escravidão, terá que ser por mais fatos nefastos e desumanos.
Acho que as lições deste período de nossa História que durou séculos foi aprendida e nunca mais vai se repetir. Ainda bem.
O Brasil foi o campeão do tráfico de escravos. Quem diria.
sábado, junho 06, 2020
A pandemia ainda tem variáveis a serem explicadas. Tem jacaré no lago.
Não vou discutir questões políticas e nem epidemiológicas. Uma tem componentes de paixão e outra tem questão muito técnica com correntes diversas. Não é uma ciência de mão única e só verdadeira quando invocada pelo interlocutor que a defende. A antítese e o contraditório são parte da ciência e dos métodos científicos.
Ando desconfiado há muito tempo. A politização é clara, muito mais aqui no Brasil, Até remédio de 70 anos de uso no mercado virou tema de debates acalorados.
Vazou um relatório na Alemanha que alerta para um grande erro global. Erro acadêmico, sistêmico, precipitação, efeito manada, manipulação, não vem ao caso a razão, mas isso pode ser verdade, cada vez mais a névoa se dissipa e no final do filme veremos a verdade.
O relatório vazado na Alemanha. Clique e leia inclusive quem consegue ler em alemão, tem o link para o original.
Vou reproduzir uma parte que interessa.
- – O risco do Covid-19 foi superestimado: provavelmente em nenhum momento o perigo representado pelo novo vírus foi além do nível normal.
- – As pessoas que morrem de Corona são essencialmente as que estatisticamente morreriam este ano, porque chegaram ao fim de suas vidas e seus organismos debilitados não podem mais lidar com as adversidades cotidianas (incluindo os cerca de 150 vírus atualmente em circulação).
- – Em todo o mundo, em um quarto de ano, não houve mais de 250.000 mortes por Covid-19, em comparação com 1,5 milhão de mortes [25.100 na Alemanha] durante o surto de influenza 2017/18.
- – O perigo obviamente não é maior que o de muitos outros vírus. Não há nenhuma evidência de que isso tenha não sido um alarme falso.
- – Uma acusação poderia seguir esta linha: Durante a crise do Corona, ficou provado que o Estado é um dos maiores produtores de Fake News.
Ando pesquisando o site de registros no Brasil. Oficial dos cartórios, acompanhado pelo CNJ.
https://transparencia.registrocivil.org.br/registros aqui está o link
Fiz uma planilha para tentar entender, com dados do site oficial.
Mortes em maio desde 2015 e a variação. Maio porque pode ser o pico. Isso deve se repetir com abril, março e adiante.
| Ano | Óbitos | Variação |
| 2015 | 67.142 | 0% |
| 2016 | 77.911 | 16% |
| 2017 | 86.169 | 11% |
| 2018 | 90.873 | 5% |
| 2019 | 108.873 | 20% |
| 2020 | 119.885 | 10% |
O gráfico com a projeção.
| Brasil | Obitos | Variação |
| 2015 | 787.300 | 0% |
| 2016 | 906.479 | 15% |
| 2017 | 947.069 | 4% |
| 2018 | 1.075.726 | 14% |
| 2019 | 1.212.326 | 13% |



















