domingo, março 03, 2019

Sapiens uma breve história da humanidade alguns dados interessantes


Confesso que este foi um dos livros mais interessantes que li na minha vida, e olha que já li e leio muito.
Ele esclarece conceitos e com uma mistura de fatos e abordagens filosóficas nos dá um choque de realidade encaixando as peças da evolução da humanidade. Por mais que alguém queira contestar algumas passagens e informações polêmicas e controversas, a reflexão fica.
Já tinha lido o Uma Breve História do Mundo de Geoffrey Blainey, muito bacana, mas nada comprado a este. Harari entra em questões filosóficas e sociológicas profundas e mexem com o leitor.
Vou ler os outros dois de Harari. Yuval Noah Harari  professor israelense de História e autor do best-seller internacional Sapiens: Uma breve história da humanidade , Homo Deus – Uma Breve História do Amanhã. e 21 Lições para o Século 21.

Ele aborda muitos temas, como o surgimento do dinheiro e cita muito A ascensão do dinheiro: uma história financeira do mundo livro de 2008 do professor de Harvard, Niall Ferguson que já tinha lido e é muito interessante.

A  Revolução Cognitiva da humanidade que levou o Homo Sapiens a se sobrepor  a todas as espécies era novidade para mim. Outro ponto, as outras espécies de hominídios não vieram em sequencia até chegar ao Homo Sapiens, eles viveram na mesma época e foram exterminados pelo Sapiens.
Origem da linguagem e da escrita, comportamentos sociológicos, família, comunidade, nação, estado, mercado, indivíduo, são abordados de uma maneira muito racional e lúcida com o conhecimento de um historiador e a visão de um filósofo. Interessantíssimo, com ilações que podem chocar alguns. O homem não destrói a natureza, ela se modifica e desde a pré história extingue espécies de animais. Ele aborda a questão super polêmica de em qual período o homem foi mais feliz, se como coletores- caçadores, ou depois a cada revolução surgida (agrícola e industrial e a mais atual, da informática). Pontos a refletir.
Ele afirma que vivemos uma paz atômica e que o Nobel da Paz deveria ser dado a Julius Robert Oppenheimer inventor da bomba atômica, porque graças a ele a paz reina na humanidade, pode fazer sentido.

Alguns dados extraídos do livro, mas tem muitos mais, muito mais:


Nas páginas 361 e 362.

Em 1700 tinha 700 milhões, em 1800,  950 milhões, em 1900, 1,6 bilhão, em 2000, batemos 6 bilhões e beiramos os 7 bilhões atualmente.
Se todos os seres humanos subissem em uma balança seriamos 300 milhões de toneladas.
Todos animais domesticados, vacas, porcos, ovelhas, frangos seria de 700 milhões de toneladas na mesma balança.
Todos os grandes animais selvagens, de porcos espinhos e pinguins a elefantes e baleias é menos de 100 milhões de toneladas.

Nos livros  estão cheios de girafas, lobos e chimpanzés, mas no mundo há poucos. São 80 mil girafas contra 1,5 bilhão de cabeças de gado, 200 mil lobos contra 400 milhões de cachorros e 250 mil chimpanzés em contraste aos bilhões de humanos.

Ano 2000 as guerras mataram  310 mil indivíduos e crimes violentos causaram 520 mil mortes ( só no Brasil 50 mil). Estas 830 mil mortes representam 1,55% das 56 milhões de pessoas mortas em 2000. Naquele mesmo ano, 1,26 milhões de mortes por acidentes de carro (2,25%), 815 mil cometeram suicídio (1,45%). Suicídios andam matando mais do que guerras. No passado será que foi assim?

Página 377 do  World Repot Violence and Health Sumary. Geneva  2000 OMS.

Sinceramente, quem gosta de ler, não pode perder este livro.

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

As maiores bolhas econômicas da História do Mundo



O mais importante é que as lições ficaram, mas muitos não aprenderam com elas.

As maiores bolhas econômicas da História do Mundo


Bolha da Tulipa (1637)

Esta foi a primeira bolha especulativa da história.

A Bolsa de Valores foi criada na Holanda em 1602 com o objetivo de captar recursos e explorar os oceanos que abriam as portas do mundo aos países europeus. A capitalização da Companhia Holandesa das Índias Orientais foi o mote, que visava aumentar o comércio e a exploração dos mares e países ainda desconhecidos e inexplorados. O método usado na Holanda foi usado depois em diversos países que dominaram o mundo no século XVII e XVIII. O lucro dos investidores mostrou que era viável, mas eles não conheciam ainda a especulação (provocada sempre pela ganância) e as bolhas (provocada pelo amadorismo). Foi criado o mercado futuro.

Muitas pessoas começaram a investir no negócio, vendendo suas propriedades para lucrar com a especulação de tulipas. Criaram os mercados futuros na bolsa de valores de Amsterdã, e os investidores compravam tulipas de uma próxima colheita. As pessoas pagavam preços irreais por uma tulipa, porque elas achavam que poderiam vender ainda mais caro no futuro. A tulipa chegou a valer o preço de uma casa em Amsterdã.


Companhia do Mississipi (1720)

O rei Luís XIV teve longo reinado e diversas guerras que levaram à bancarrota a economia e a monarquia francesa. Para sustentar sua ostentação começou a se influenciar pelas teorias monetárias do economista escocês John Law.

O capitalismo incipiente não motivava as monarquias a investimentos visando lucro e crescimento, apesar de Adam Smith já ter lançado a “História da riqueza das nações.

Em 1717, John Law comprou a Companhia do Mississipi e abriu seu capital obtendo o monopólio de comércio com os EUA, garantido pelo rei Luís XV.

Law abusou de um esquema efetivo de marketing, que levou à especulação das ações da companhia em 1719.  Lucros enormes atraíram mais investidores para um preço artificial e o excesso de liberdade do banco sem intervenção e controle monetário do governo francês que passou a emitir moeda. À medida que o banco emitia veio a hiperinflação.

A bolha estourou no final de 1720 aconteceu quando não havia mais investidores para comprar as ações e sustentar a alta, com o excesso de vendedores para não sofrer prejuízo aconteceu a aplicação de velho axioma econômico: a oferta maior do que a demanda, preços caem. Neste caso foram a zero.
A bolha South Sea Bubble, na Inglaterra agravou o problema França. A maioria da população começa a sentir e a viver em pobreza extrema por muitas décadas e acabou culminando na Revolução Francesa.  
O mundo todo foi afetado pela crise na França.




O Pânico de 1873 e a Longa Depressão (1873-1896)

Pânico de 1873 começa nos EUA e acaba afetando o mundo todo após ter experimentado crescimento econômico nos anos anteriores, impulsionado pela Segunda Revolução Industrial.

O fim da Guerra Civil nos EUA  e a exploração do Oeste para amenizar a crise econômica dispara a  construção de estradas de ferro, foram construídos 53.000 km de linhas de trem entre 1868 e 1873 financiada por investidores.

O dinheiro acabou  e os mercados entraram em colapso. A Bolsa de Nova York parou por 10 dias. Nos EUA, mais de 18.000 empresas, incluindo companhias de trem e bancos, foram à falência.

A Bolsa de Viena foi afetada pela crise americana de 1873 e também afetou a Alemanha, Inglaterra e por consequência, o resto da Europa.

As reações  à crise e a necessidade de se recuperarem acabaram levando a Europa a iniciar, anos mais tarde, a Primeira Guerra Mundial. A falência do modelo econômico capitalista ressuscita  modelos econômicos no extremo oposto, como o Comunismo e Karl Marx.


Crash de Wall Street e A Grande Depressão (1929)

O Crash da Bolsa de Valores de Nova York, naquela quinta-feira negra em 1929 (seguida da terça-feira negra, na semana seguinte), iniciou a mais famosa crise, e talvez também a mais devastadora da história.

Após a Primeira Guerra Mundial, os países europeus estavam arruinados. Os Estados Unidos aproveitaram o aumento da demanda para expandirem sua indústria e cresceram sem parar entre 1918 e 1928. Foi um dos períodos mais prósperos da História dos EUA, dando origem ao termo "American way of life".

Americanos passaram a investir pesado em ações na bolsa de valores. Muitos venderam bens ou tomaram dinheiro emprestado para investir. Mais de 8,5 bilhões de dólares foram emprestados, isso era mais da metade de todo o dinheiro em circulação nos EUA. Os preços das ações estavam subindo e incentivando mais pessoas a investirem, criando uma bolha especulativa.

Além dos EUA, países como a Alemanha, Itália, França, Reino Unido, Austrália e Canadá foram duramente atingidos pela Grande Depressão, que acabou afetando o mundo inteiro. Entre 1929 e 1932, o PIB mundial chegou a cair 15%, levando milhões de pessoas ao desemprego e à miséria.

Em alguns países, a Grande Depressão foi um dos fatores que ajudaram a ascensão de regimes ditatoriais radicais, como o Fascismo, comandados por Adolf Hitler na Alemanha, e Benito Mussolini, na Itália.

Nos EUA, em 1933, o New Deal, conjunto de programas de intervenção do Estado ajudaram a minimizar os efeitos da crise. O New Deal consistia basicamente de:

- Investimento maciço em obras públicas (mesmo que isso significasse aumento da dívida pública a curto a prazo), gerando milhões de empregos.
- Destruição de estoques de gêneros agrícolas para conter a queda dos preços (nesta mesma época o Brasil fez o mesmo com o café, queimando milhões de toneladas do produto).
- Controle sobre os preços e a produção.
- Programas de ajuda social, como diminuição da jornada de trabalho (o que ajudou a abrir novos empregos), seguro-desemprego, seguro-aposentadoria e a implementação de um salário mínimo.

A crise de 1929 culmina com a explosão da Segunda Guerra Mundial, que deixou mais de 70 milhões de mortos ao redor do Mundo e deixou a Europa arrasada.


A Grande Recessão (2008 - 2012)


A partir do final dos anos 1990, após o estouro das empresas ponto com e a “exuberância irracional” termo cunhado por Allan Greenspan, os preços dos imóveis nos EUA começaram a disparar baseados em especulação. O preço das casas em algumas regiões chegou a subir de 20% a 30% por ano, enquanto que a renda não crescia na mesma velocidade. Em 2007, existiam casebres nos EUA valendo o preço de uma mansão.

A bolha estourou quando os bancos revelaram ter estendido hipotecas lixo (Subprime) a pessoas sem condições de pagá-las, com a expectativa de que o preço dos imóveis seguisse subindo. As hipotecas foram transformadas em títulos e vendidas nos mercados, o que gerou centenas de bilhões de dólares de prejuízo aos investidores quando as famílias não puderam mais pagar as hipotecas. O Lehman Brothers, maior banco de investimentos dos EUA, com mais de 150 anos de funcionamento, quebrou, arrastando consigo uma série de outros bancos nos EUA e fora dos EUA.

Após uma queda brusca em diversas bolsas de valores nos EUA e ao redor do mundo, a Europa começou a sentir. A Grécia foi obrigada a reconhecer que o déficit do país era muito superior ao revelado anteriormente, o que alterou o interesse nos mercados por seus bônus. União Europeia (UE) e FMI negociaram durante meses um programa de ajuda, enquanto os investidores continuaram castigando o país, retirando cada vez mais dinheiro. O pânico dos investidores contagiou o resto da Europa, e os mercados então começaram a duvidar da capacidade de outros países europeus de pagarem suas dívidas. Países como Portugal, Espanha, Irlanda e Itália, entre outros, entraram de vez na crise.

Vale ressaltar que Ben Bernanke o presidente do FED na época conseguiu com sua sabedoria administrar a crise de 2008. Ele conhecia profundamente a crise mundial de 1929 e seu trabalho acadêmico tinha sido sobre o Crash de 1929.

O Encilhamento no Brasil

O ministro da Fazenda Rui Barbosa emite moeda para tentar aproveitar o boom tecnológico mundial da época. República recém fundada, iluminação, ferrovias, máquinas a vapor, etc, e ainda incipiente a nossa República fizeram as autoridades a emitir moeda para gerar investimento.
Acabamos com uma inflação recorde e uma crise interna de grande repercussão com quebras de empresas e caos econômico.

Outras crises globais


Um resumo encontrado aqui ilustra bem, clique e leia. Crises financeiras de 1991  2011, mas que não tiveram o impacto global tão forte como as primeiras desta postagem.

período de 1991-2011 presenciou as seguintes crises financeiras:

1992-1993: BLACK WEDNESDAY

Ataques especulativos às moedas do Mecanismo de taxas de câmbio europeu. Esta crise iniciou-se a 16 de setembro de 1992 com a decisão do governo conservador britânico de retirar a libra esterlina do sistema anteriormente mencionado, por não conseguir manter a moeda britânica nos limites exigidos. Isto causou um ataque de especulação quanto ao real valor das moedas do continente (naquela época, o Euro ainda não existia, e os países europeus todos possuíam ainda suas moedas nacionais), totalizando perdas de cerca de 3.4 bilhões de libras.

1994-1995: CRISE ECONÔMICA DO MÉXICO DE 1994

Também conhecida em espanhol como "el horror de diciembre", foi ataque especulativo agravado pela inadimplência do México - esta crise se inicia com a inesperada desvalorização do peso mexicano, em dezembro de 1994. Seu efeito reverberou por toda a economia do cone-sul atingindo o Brasil especialmente, naquilo que ficou conhecido pela imprensa mundial como o "Efeito tequila". Teve que ser contornada a partir de um pacote de assistência ao México, que também acalmaria os investidores internacionais, restaurando a confiança no potencial de investimentos no país.

1997-1998: CRISE FINANCEIRA ASIÁTICA

Desvalorizações e crise bancária em vários países da Ásia. Com esta crise financeira, muito da fama dos "Tigres Asiáticos", de possuírem economias progressistas e sólidas desmoronou. Iniciada na Tailândia, com o colapso da moeda local, o baht, ela se alastrou para mais cinco países, praticamente todos os denominados tigres. Na Indonésia, a crise soou mais forte, chegando a causar distúrbios de rua, a queda do ditador Suharto, e em última análise contribuiu até para a independência de Timor, então ocupada militarmente por aquele país.

1998: CRISE FINANCEIRA RUSSA

desvalorização do rublo e inadimplência da Rússia - Cenário bastante parecido com o do México, onde, uma vez demonstrada a fraqueza da economia de um país, logo se inicia a especulação generalizada. O Brasil em especial sofreu com a crise russa, sendo o episódio onde reconhecidamente as conquistas obtidas com o Plano Real de 1994 quase foram destruídas pela especulação em massa que varreu as economias mundiais naquele momento.

2000: BOLHA "PONTO COM"

A bolha da internet, que alcançou seu auge em março de 2000, foi causada pela rápida valorização das ações de empresas ligadas à internet. Com o tempo, muitos investidores perceberam que o retorno não viria e começaram a vender suas ações, em um efeito manada que derrubou a bolsa de valores Nasdaq.

2000-2001: CRISE TURCA

A Turquia sofre com a rápida corrosão de sua moeda, levando a forte especulação e aumento de preços.

2001-2002: CRISE ECONÔMICA DA ARGENTINA

Quebra do sistema bancário, dando origem a uma carestia de proporções imensas, que evolui para o caos nas ruas das principais cidades. O presidente na época, Fernando De La Rua, é forçado a renunciar, e o país entra em virtual falência, da qual só recentemente se recupera, após abandonar tardiamente o receituário de economia neo-liberal.
Bibliografia:
Financial crisis (em inglês) . Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Financial_crisis . Acesso em: 25 ago. 2011

terça-feira, janeiro 29, 2019

O DESASTRE de Brumadinho, porque não pode ser chamado de tragédia.


Imagens do antes e depois do desastre em Brumadinho - Clique e veja

Não há palavras para descrever o que aconteceu. Uma sucessão de erros, depois de Mariana, que também não foi tragédia, foi desastre, explico porque.
Tragédia é algo que não depende e não tem a interferência humana, terremoto, tsunami, erupção de vulcão, enfim, desastres naturais não antrópicos.
Ali, como em Mariana, foi um desastre, acidente, pior em Brumadinho porque era para terem aprendido com os erros. Fora o estrago no meio ambiente, as vidas ceifadas, agora um número que pode chegar a 500. Triste. Abominável.
Existem sim culpados, não uma pessoa talvez, mas algumas. Um acidente assim ( não tragédia) não acontece se não houver uma sucessão de erros. Incompetência, má fé, corrupção, falha involuntária, enfim, a mão do homem estava lá e foi a causadora de tudo.
Não há muito o que falar. A Vale foi multada em bilhões, mas o prejuízo é incalculável, sem falar nas vidas perdidas, estas não têm preço.
Precisamos sim rever alguns protocolos acadêmicos das construções de barragens de rejeito de minério. Hoje quase todo processo é a seco, mas e as barragens existentes? Dizem que existem 790 barragens parecidas com esta no Brasil, em Minas Gerais 450.
Claro que há ainda riscos de rompimento de mais barragens. Algo precisa ser feito, aprendido com os 2 acidentes (tragédia não).
Existe no meio ambiente, na questão de análise de riscos e prevenção de acidentes dois conceitos que podem parecer sinônimos, mas não são: risco e perigo.
Risco é a probabilidade do evento ocorrer, as chances de acontecer um problema, inclusive tragédias (acidentes naturais). Existem modelos matemáticos para prever alguns eventos. Uma idéia básica: Qual a chance de jogar uma moeda e tirar cara ou coroa? 50%. A estatística é usada:
Assim, se num fenômeno aleatório as possibilidades são igualmente prováveis, a probabilidade de ocorrer um evento é medida pela divisão entre o número de eventos favoráveis e o número total de resultados possíveis:
Probabilidade
Sendo:
P: probabilidade
na: número de casos (eventos) favoráveis
n: número de casos (eventos) possíveis

Já o perigo é igual ao tamanho do dano causado se ocorrer o evento.
Para avaliação de riscos é preciso cruzar estas variáveis.
Em exemplo: Uma usina nuclear tem uma probabilidade baixíssima de ter um acidente pois os riscos são mitigados, exatamente porque o perigo é enorme.

O mesmo deveria ter sido aplicado a estas barragens. A probabilidade de acontecer era alta e o perigo era enorme como vimos. Muito mais deveria ter sido feito para mitigar e proteger os sites.

Agora é contar os mortos e aprender com os erros, mas a punição, pecuniária, civil e criminal precisa ser considerada. Não podemos permitir mais isso.

Um detalhe, a mineração é parte da alma de Minas Gerais, não podemos prescindir dela, mas estamos descuidando de nossa joia da coroa. Os custos vão aumentar, com certeza, mas faz parte. Quando um acidente de avião(e não tragédia) acontece, muitos equipamentos e procedimentos de segurança e prevenção são revistos e implantados.
A tecnologia está a nosso favor, precisamos explorar mais as ferramentas de predição e prevenção de acidentes, desastres e porque não, tragédia, como o Japão faz para mitigas não os riscos de acidentes naturais, mas seus perigos.
Não há muito a falar, mas a se indignar e aprender com os erros.

sexta-feira, janeiro 18, 2019

O que aconteceu em 2018 e como ficaremos em 2019.


Como sempre faço, as projeções feitas em 2017 para 2018- Quem quiser ver clique aqui

Talvez nestes anos todos que tenho acompanhado, foi um ano em que as projeções ficaram bem reais.
A decepção aconteceu no PIB, mas a greve de caminhoneiros e a recessão forte dos anos anteriores atrapalharam.
Inflação sob controle, balança comercial bem e investimentos também.

E 2019?

Novo governo, as bolsas começam bombando com projeções altas. Todo cuidado é pouco, porque o mercado é para profissional. Eu acho que sobe mais, mas se tivesse bola de cristal estaria operando em Wall Street.

Vamos ao Boletim Focus: Clique e leia- A novidade é que ele projeta mais dois anos seguintes. Bacana

Vamos lá:

Só 2019


Faria as seguintes considerações:
  1. IPCA continua sob controle
  2. Câmbio estará mais baixo se não houver nenhuma crise internacional (não deve haver)
  3. Crescimento do PIB pode chegar a 3%
  4. Investimento deve superar os 75 bilhões previstos.
A conferir.




sexta-feira, janeiro 11, 2019

Futurologia? 1984, Congresso Nacional de Bancos- Roberto Campos



Revendo aqui algumas coisas na minha biblioteca, encontro esta pérola. Uma palestra de Roberto Campos de 1984. A clareza de suas idéias, algumas quase previsões que ele faz há 35 anos atrás é de surpreender. Vai aqui um resumo.
Antes, quem quiser ver algumas frases e tiradas geniais dele; clique e leia- Roberto Campos 100 anos

Vale lembrar que o Brasil passava por grave crise, com inflação alta, saindo de uma recessão  séria,  problemas cambiais sérios pós crise do Petróleo de 1979 com a Guerra Irã x Iraque.

Um resumo de pontos da palestra com alguns comentários meus:

  1. Escola do radicalismo humanista , que ao invés de reformar a economia, espera reformar o homem, uma versão mais sofisticada da utopia marxista, acusando o capitalismo de subserviência á tirania do consumidor, em descaso da satisfação das necessidades humanas. Comentário: Aqui ele já previa uma corrente que tomou conta do mundo e do Brasil nos anos 90 e dura até hoje, digamos que é o tal "politicamente correto" que disfarça bandeiras esquerdistas e abraça bandeiras ambientalistas e defesa de minorias
  2. Ele fala da inflação inercial causada pelos choques do petróleo de 1974 a 1979, explosão dos juros internacionais. Comentário: Um diagnóstico perfeito que naquele momento não parecia tão claro assim.
  3. Ele define as explicações para a inflação que beirava 200% a.a. A rigidez dos preços criada pela indexação generalizada (ele foi o criador da correção monetária que teve sua serventia em alguns momentos), conflito entre ajustes internos e externos (estávamos naquele momento sob as duras regras de austeridade do FMI) e o efeito aceleracionista das expectativas( sempre o mercado se antecipando e as expectativas podendo ser positivas ou negativas). Comentário: Os parêntesis são meus, mas reitero a clareza do diagnóstico daquele momento.
  4. Soluções equivocadas na visão dele: A desindexação, o congelamento de preços e a nova unidade monetária indexada. Comentário: O que veio a seguir com o Plano Cruzado e o governo Sarney reforça s erros mencionados e leva a inflação  no final do governo Sarney em 1989 a 1972,92% a.a. em dezembro. Clique e leia.
  5. Ele propõem soluções, uma delas cita a criação de uma nova moeda, indexada e cita que está sendo trabalhada por André Lara Resende e Mário Simonsen e elogia alguns aspectos como a correção da inflação inercial. Comentário: Aqui pude descobrir que o Plano Real, que salvou nossa moeda e nossa economia, estava iniciando sua gestação, e não foi propriamente no governo Itamar, que por ter dado certo e ter sido o melhor plano econômico da história, tem vários "pais" e criadores. 
  6. Segundo ele, o problema brasileiro não é só a contenção do gasto público agregado, mas também seu direcionamento, o Estado deve ser menos um investidor industrial e mais investidor social. A simples melhoria da eficiência alocativa, traria rendimentos, quer em termos de desinflação, quer no tocante ao nível de emprego. Comentário: Ele não chegou a ver o estrago petista de explosão dos gastos públicos, com pedaladas e outras "coisitas" mais mas a falta do capital social básico (educação, segurança, saúde e infraestrutura) é o flagelo da nossa população hoje. 
  7. Cita o programa de Regan, "deregulation" chamado por ele de neologismo e elogia os resultados mencionando que a burocracia americana é mais eficiente do que a nossa e aqui sim este programa teria melhor resultado. Comentário. Regan fez muitas coisas que tiraram os EUA dos problemas inflacionários (na época de 11% a.a.para lá muito) e falta de crescimento. Reagan desonerou a economia com renúncia de 3% do PIB, deixando na veia do setor produtivo este dinheiro. A expansão global que veio nos anos 90, com a famosa bolha ponto com e chamada de exuberância irracional por Allan Greenspan, durou ainda nos anos 2000 até a crise de 2008. O mundo agradeceu e  a inflexão positiva do ciclo se deu muito graças a famosa "Reaganomics". Trump tenta seguir um modelo parecido e parece que vem dando certo, pelo menos no crescimento (EUA cresceu 4,0% em 2018).
  8. E os conselhos dele para combate a inflação, corroborando Octávio Gouveia de Bulhões e Simonsen, que são: 1- A necessidade de uma visão globalizada e administração coordenada dos quatros orçamentos, fiscal, monetário, previdenciário e das estatais. 2- Reestruturação do sistema financeiro visando um desquite amigável entre o Banco Central e o Banco do Brasil devotado exclusivamente ao controle monetário e operando este no mercado competitivo, além de tarefas especificas e delegas.3- Continuidade e intensificação do esforço de contenção monetária, abrangendo a base monetária e a quase moeda, tarefa que, segundo Maquiavel, deveria ser gesto inicial e não terminal do governo. Comentário: Os problemas que ele ataca aqui só foram agravados nos governos seguintes, orçamentos estourados, privilégios gerados na CF de 88, o agravamento da crise previdenciária por desajustes atuariais (pessoas vivendo mais, nascendo menos e não repondo o estoque que dá o equilíbrio), fora as pedalas fiscais que se iniciaram. A restruturação do sistema financeiro virou uma festa na floresta para o setor bancário. Pós governo Sarney os bancos viraram um grande monopólio com a ajuda da CEF e BB e sugaram a economia brasileira, juros abusivos, spreads criminosos e uma verdadeira praga contra o crescimento e prosperidade. No caso aqui que ele cita BB e BC, é porque na época o BB tinha papel confuso de ator na política monetária, isso foi corrigido depois. A contenção monetária foi a seguir feita por Collor com o tal Plano Collor que "sequestrou" o dinheiro no mercado. Hoje, segundo consta, foi feito de forma amadora e inconsequente, a inflação abaixou, mas depois explodiu novamente. 
  9. Choque institucional é a solução apontada por ele com as seguintes pérolas: As empresas públicas não são públicas e sim da "nomenklatura" (se ele visse o que veio depois). Para de estatizar, caminho de desestatização. A delegação de parcela previdenciária ao setor  privado para conter o déficit.Comentário: Collor e FHC fizeram muitas privatizações, FHC mais, acertadas na maioria. O Brasil ainda é um dos países com mais estatais do mundo: A Suíça tem 4 estatais, Austrália e Japão 8, Áustria 10, Bélgica 12, EUA e Reino Unido 16, Dinamarca 21, Chile 25 e o Brasil 418. O PT criou estatais e no final acabou privatizando algumas concessões. Roberto Campos não chegou a ver a gestão petista, morreu em 2001, mas uma frase dele, visionária, resume tudo:  “O PT é um partido de trabalhadores que não trabalham, estudantes que não estudam e intelectuais que não pensam”. Ele sempre esteve certo. Sempre foi um gênio.

sexta-feira, dezembro 28, 2018

Ayn Rand visão pragmática do capitalismo no século XIX...a mais pura verdade


O artigo original.
O mundo passava fome, a revolução industrial engatinhava.
Só quem não consegue ver a evolução do processo em detrimento dos "projetos", continua a não aceitar que o capitalismo salvou, e evoluiu a humanidade. Simples assim.
Quem quiser ser o artigo: Clique aqui.  Pode ter problemas, por isso postei o fac-símile do artigo.
Mais informações: Ayn Rand

sábado, novembro 24, 2018

A escola de economia de Chicago e o Brasil atual

Estamos ouvindo muito ultimamente "ele foi da escola de economia de Chicago", o Paulo Guedes estudou lá, fulano estudou lá...etc.
O que é esta escola?
A escola de Chicago ,a grosso modo, é a continuidade da Escola Austríaca de economia que sempre pregou o liberalismo econômico, sobretudo o estado pequeno e pouco ingerente e mais mercado.
Claro que deste Ludwig Von Misses e o pensamento liberal houve muitos avanços no equilíbrio entre o liberalismo total e o estado de bem estar social que sem sombra de dúvida tem sua serventia, desde que mantenha este equilíbrio. A escola Austríaca e a de Chicago entretanto têm algumas diferenças, mas a base é o liberalismo. Quem quiser ver mais sobre estas diferenças, clique aqui.
A escola de Chicago ficou mesmo famosa nos anos 50 e 60 e posteriormente nos anos 70 quando consertou o estrago feito pelo socialista Allende no Chile.
Após o estrago socialista de Salvador Allende que assumiu o poder democraticamente no Chile em novembro de 1970, mas com uma política de nacionalização de indústrias e reforma agrária radical acabou por comprometer a economia (aliás como sempre fazem) chilena e levando ao Golpe dado pelo General Augusto Pinochet.
Vale ressaltar que ainda existia a Guerra Fria e Allende era suportado pela URSS e Cuba, sofrendo grande influência de Fidel Castro.
Obviamente os EUA apoiaram e suportaram o Golpe de Pinochet, que acabou virando uma ditadura com muitas diferenças da nossa aqui de 1964 a 1985. Lá sim houve uma feroz ditadura.
O meu livro em fase de edição, Bastidores de 1964 e os detalhes do Golpe mostram a influencia da URSS e Cuba no Brasil nos anos 60. Assim como aqui, no Chile as motivações do golpe foram a Guerra Fria e o rumo certo para a esquerda, com o flagelo econômico.
Uma observação minha: Não é fácil derrubar governo quando a economia vai bem, não digo impossível, mas improvável. Assim como foi aqui em 64, foi no Chile em setembro de 1973.
Para falar dos Chicagos Boys como ficaram conhecidos 25 jovens economistas chilenos da PUC de lá e pós graduados em Chicago. Clique aqui e saiba mais sobre eles.

Orientados por Milton Friedman, em pouco tempo reverteram as mazelas socialistas e consertaram a economia chilena que acabou virando um dos principais países da América do Sul, até hoje é, com economia forte e indicadores excelentes, mesmo tendo enfrentado alguns governos socialistas depois de Pinochet.
O liberalismo e a escola de Chicago ficou notória ali. Quem quiser saber mais clique aqui.
O Milagre Chileno ficou conhecido- Clique e leia sobre ele.

Antes que alguém fale em "capitalismo selvagem", esclareço que a economia estuda hoje variáveis diversas influenciadas pelo casamento, escravidão, relações sociais, etc. Aquela coisa de mercado puro e simples, morreu há muito tempo. Para confirmar isso e para provar a "preocupação social", o Bolsa Família foi gestado na Escola de Chicago e implantado pela primeira vez no Chile, na ditadura Pinochet. - Clique e leia - Bolsa Família não é invenção de FHC e nem de Lula

A base da economia de Chicago é o liberalismo, mas com responsabilidade social. Eu sou fã desta escola como a da Escola Austríaca do século XIX.

Não tenho a menor dúvida que a verdadeira e sustentável justiça social só existe com prosperidade e crescimento econômico e a verdadeira cidadania com emprego e renda para a população. O resto é discurso oportunista da esquerda.
Dinheiro não nasce em árvore e o dinheiro público é de todos, não de grupos que tomam o poder.

Uma analogia (com muita esperança e confiança) ao Chile de 73, pós estrago socialistas, Bolsonaro se cerca de pessoas com um pensamento homogêneo e premissas definidas para consertar o Brasil do estrago populista e irresponsável do PT (excetuando o primeiro governo de Lula de 2002 a 2006 que andou na cartilha certa).

Não será com certeza a volta do mercado acima de tudo, as injustiças no Brasil precisam ser atacadas, mas antes é preciso consertar o estrago, desinchar o estado, cortar desperdícios e arrumar o rumo certo.
Temos que crescer e gerar emprego e renda, não há outro caminho.

A escola é boa, o momento do Brasil, apesar de tudo é bom. Fora fatores mundiais (os fatores exogêneos) que particularmente não acredito que ocorra negativamente, o caminho será de prosperidade. Podem apostar.
Se quiserem rotular de "governo de direita", até posso concordar, apesar de achar que estes conceitos hoje são anacrônicos. Uma consideração eu faço: Olhem ao longo da história como foram os governos da "direita" e da "esquerda" e tirem a conclusão de quem é mais eficiente para a população e o futuro da nação.
Aliás, a esquerda nunca funcionou e nunca vai funcionar, apesar de que alguns ainda sonham com a utopia e acham que o modelo "certo" de socialismo não aconteceu ainda. Na tentativa e erro, como o Bolivarianismo, o socialismo do século XXI, mostra mais uma vez o que é fracasso. Os venezuelanos que o digam.
A conferir o que vem por ai. Eu tenho esperança e sobretudo confiança que o Brasil tem chance de ir para o seu verdadeiro lugar no planeta, com justiça social para todos, menos corrução e muita prosperidade.
A conferir.



segunda-feira, outubro 29, 2018

Deus ilumine o novo presidente e o Brasil





Agora é pensar no futuro. Deus ilumine o Bolsonaro.
Eu tenho fé, estamos em ponto de inflexão que será positiva e crescente na economia. Isso vai gerar emprego e renda e finalmente conquistaremos a verdadeira justiça social.
O NE vai se livrar de oportunistas que exploram a miséria. Não é de hoje. Trocam-se as moscas, mas agora Bolsonaro tem chance de resgatar isso. Potencial lá tem.

Os mapas mostram claro onde o PT teve e tem voto. Não precisa de comentar muito os mapas e os números mostram isso, claro como a luz do sol.





Agora é unir a nação. PT não fez mea culpa, no discurso do derrotado, atacou as instituições e não fez um gesto de conciliação. Tipico deles. 

Bolsonaro parece mais equilibrado e sereno, deve ter amadurecido com os percalços.
A maior virtude que ele tem para mim, considerando que será o presidente, é a humildade de reconhecer que não sabe muitas coisas. 
Governante precisa de humildade e boa equipe. Gente séria é redundante e pré requisito.

Errei minha projeção, achava que seria de 15 a 20 pontos de diferença, deu 10, mas foi uma vitória retumbante.
Só não foi maior por causa do curral eleitoral petista no NE. Infelizmente, mas tenho fé que o NE será libertado em breve.

Errei no RIO e MG, onde achei que Paes ganhava, mas os ventos da mudança são nacionais. Aqui em MG achava que a eleição seria mais dura. Anastasia levou uma surra, não por sua culpa ou mérito do candidato eleito. A rejeição ao PSDB, ao Aécio (77% já vi em pesquisa) e os ventos na nova onda nacional.
O futuro governador aqui, desejo sorte, o vice dele eu conheço, é muito sério e competente. Deus ilumine os dois, vão precisar porque a situação de MG é das mais críticas do Brasil.

Tenho confiança que sairemos do buraco e retomaremos o desenvolvimento. Deus ilumine o Brasil.



sexta-feira, outubro 26, 2018

A ultima pesquisa de intenção antes da eleição.


Vamos deixar registrado aqui. Ibope e DataFolha vão pagar mais mico. Tentaram criar uma falsa ilusão  que Haddad estaria crescendo. Não acreditei.
Já tinha colocado aqui. A eleição está definida desde o começo. É PT ou Não PT.
O Brasil não quer o PT.

Acredito mais nesta pesquisa do Antagonista com o Instituto Paraná.


Para mim o resultado final será este, ou uma vantagem um pouco maior pró Bolsonaro,
Clique e veja mais.

Os votos do PT se resumirão aos grotões e periferias que dependem do Bolsa Família. Alguns idealistas e as famosas "tribos" votarão no PT, mas são insignificantes perto do voto da explroação da miséria no Nordeste principalmente. Triste.

Qual é a destes institutos de pesquisas? Acho que terão que rever metodologia e diminuir o viés ideológico.
Manipulação? Não gosto de falar isso, mas são possíveis e elas existem sim.
Trabalhar ou contra usando a margem de erro é uma das mais comuns, assim como focar seu universo onde é sabida a preferência por um candidato.
Acredito no Paraná sim, porque ele é o que mais tem acertado.
Eles deram que Haddad ganha na capital. Aposto que não ganha. A conferir. Rio, SP e MG e o Sul darão uma surra no PT, lavada.

Aqui em MG, eu senti que tem um movimento de queda do Zema e subida do Anastasia.
Vai ter inflexão para virar? Pouco provável, mas não impossível.
Aqui os institutos tradicionais vão errar feio, anotem ai. Anastasia terá muito mais votos do que as pesquisas indicam, apesar da rejeição do PSDB e do Aécio, que mesmo não aparecendo atrapalha Anastasia.
A conferir.
Outros estados como Rio, São Paulo e DF, darei meus chutes, DF é certeza: Ibaneis com 80%. Rio acho que Paes vai passar o juiz e SP Dória ganha, porque o opositor é de esquerda e SP vai massacrar a esquerda.
vamos aguardar segunda chegar. Alea jacta est e deus ilumine o Brasil e MG.

segunda-feira, outubro 22, 2018

Thomas Jefferson e a Inconfidência Mineira



Lendo o excelente livro de Lucas Figueiredo, descobri detalhes que não sabia sobre a Inconfidência Mineira. A história pode até ter sido contada desta forma, mas nunca explorada. Eu como leitor inveterado e apreciador da história já constatei isso. No meu primeiro livro explorei muitas coisas pouco exploradas na história, no segundo livro também.
A biografia de Tiradentes, eu adoro biografias, é muito bom. Das páginas 133 a 159 o autor mostra a gestação da Inconfidência Mineira e  a participação de Thomas Jefferson.
Só lembrando, Thomas Jefferson (clique e leia mais sobre ele) foi o principal autor da Declaração de Independência dos EUA.
Nos idos de 1700 , sob a influência do Iluminismo e da Independência Americana, começou a ser gestada a nossa Inconfidência Mineira,na verdade em Coimbra, Portugal.
No Brasil, segundo o livro, prevalecia o analfabetismo e falta da cultura. Isso pode ter sido até motivado pelos portugueses que não queriam a influência do Iluminismo nas terras brasileiras. Era raro livros e pessoas alfabetizadas. A elite mandava seus filhos para estudar nas universidades europeias.
O Brasil sob forte pressão de Portugal na ganância pelo ouro, já em fase de esgotamento do aluvião, começa a motivar a sedição.
O Brasil especialmente Minas Gerais chegou a mandar 11 toneladas de ouro para Portugal anualmente, quase a produção mundial toda.
A importância da exploração do ouro de aluvião (fácil de ser explorado) fez de Vila Rica, nossa Ouro Preto, a principal cidade do Brasil nos anos de 1700 com 79 mil habitantes, enquanto o Rio de Janeiro tinha 29 mil habitantes.
A revolta da elite com o abuso e os estudantes da Universidade de Coimbra começam a conspirar para a independência do Brasil. A inconfidência Mineira tinha esta inspiração, talvez não de todo o país, mas de Minas Gerais, o que atendia a todos interesses locais.
Pois bem, Thomas Jefferson depois da Independência Americana foi embaixador em Paris, a cidade das luzes.
Um estudante e Conspirador brasileiros chamado José Joaquim Maia e Barbalho (Clique e leia sobre ele), sob o pseudônimo de VENDEK, trocou algumas cartas com Jefferson, inclusive se encentraram pessoalmente. Segundo relatos, Jefferson se prontificou a ajudar, como deu orientação ao jovem estudante, precursor da sedição mineira,

Uma das cartas:

Montpellier, França, 21-11-1786.
Segunda carta de Vendek (José Joaquim da Maia) a Thomas Jefferson, resposta à deste de 16 -10 -1768 escrita de Paris. (original em francês)
Senhor:
Acabo de receber a honra da vossa carta de 16 de outubro e muito me penaliza não a ter recebido mais cedo, mas tive de ficar no campo até agora por causa de minha saúde e já que vejo que as minhas informações vos chegam às mãos com segurança vou ter a honra de as comunicar.

Sou brasileiro e sabeis que a minha desgraçada pátria geme em atroz escravidão, que se torna todos os dias mais insuportáveis depois da vossa gloriosa independência, pois que os bárbaros portugueses nada poupam para tornar-nos desgraçados com medo que vos sigamos as pisadas, e como sabemos que estes usurpadores, contra a lei da natureza e da humanidade, não cuidam senão de oprimir-nos, estamos decididos a seguir o admirável exemplo que acabais de dar-nos e, por conseguinte, quebrar as nossas cadeias e fazer reviver a nossa liberdade, que está de todo morta e oprimida pela força, que é o único direito que os europeus tem sobre a América.

Mas cumpre que haja uma potência que dê a mão aos brasileiros, visto que a Espanha não deixará de unir-se a Portugal e, apesar das vantagens que temos para defender-nos, não o poderemos fazer, ou pelo menos não seria prudente aventurar-nos, sem certeza de sermos bem sucedidos.

Isto posto, senhor, é a vossa nação que julgamos mais própria para ajudar-nos, não somente porque foi quem nos deu o exemplo, mas também porque a natureza fez-nos habitantes do mesmo continente e, por conseguinte, de alguma sorte compatriotas; pela nossa parte estamos prontos a dar todo o dinheiro que for necessário e a manifestar a todo tempo a nossa gratidão para com os nossos benfeitores.

Senhor, aqui tendes pouco mais ou menos o resumo das minhas intenções, e é para desempenhar esta comissão que vim à França, visto como eu não podia na América deixar de suscitar suspeitas naqueles que disto soubessem. Cumpre-vos agora ajuizar se elas são realizáveis e, no caso de quererdes consultar a vossa nação, estou habilitado para dar-vos todas as informações que julgardes necessárias.

Tenho a honra de ser com a mais perfeita consideração, senhor, vosso muito humilde e muito obediente servo.

Em Montepellier, 21 de novembro de 1786.

Fonte: Autos de Devassa da Inconfidência Mineira. Vol.8. Câmara dos Deputados. Brasília. 1977. - Clique e leia

O restante da história muitos conhecem e todos estudamos. Fica aqui a curiosidade que descobri neste livro, e tenho certeza poucos sabem.
Podemos inferir que Thomas Jefferson deu apoio a inciativa, clique e leia relatório de Thomas Jefferson ao secretário de Estado dos EUA.
Fico imaginando se a Inconfidência Mineira tivesse sido bem sucedida e tivéssemos tido a influência dos EUA, como seria o Brasil hoje.
Nunca saberemos, é verdade, mas dá para imaginar e sonhar com um Brasil que nunca existiu.

terça-feira, outubro 16, 2018

Segundo turno 2018, a realidade

Fogo morro acima, água morro abaixo e povo querendo votar, não há como segurar diz o ditado popular.

Bolsonaro deu um banho nas urnas, esperado por alguns, mas menos pelos dois principais institutos de pesquisas Ibope e DataFolha. Erraram muito, precisam explicar mais os erros, inclusive nos estados.




Olhem a rejeição de 2014....
A Globo insiste que será embate de rejeição. Sempre foi assim em segundo turno. Os fatos:
Rejeição Hoje: Bolsonaro 35% e Haddad 47%
Comparem com 2014 e vejam que eram parecidas e simplesmente se inverteram.
Detalhe: Dilma teve 52% e Aécio 48%.
Agora deverá ser 60% Bolsonaro x 40% Haddad. 
Tenho pressentimento que Bolsonaro subirá mais para próximo de 65%. A conferir. O Brasil não quer o PT.Isso é Fato.
Este papo de eleitor de direita e esquerda é piada. Bolsonaro não ir a debate não mudará nada. Será que o povo assiste mesmo a debate? Temas ininteligíveis a este horário da noite? Brincadeira.

A agenda conversadora de Bolsonaro ( valores morais da família+ segurança) conquistaram o Brasil. Para quem tem dúvida se a sociedade é conservadora veja esta matéria de 2014 com pesquisas que mostram o quanto somos conservadores - Clique e veja Bolsonaro com esta agenda e encarnando o antipetismo chegou onde está. 

O PT se resumiu ao eleitor beneficiário do Bolsa Família. Os ideológicos de sempre, militantes e beneficiários do programa.
Basta ver os mapas de votação do PT e comparar. mas mesmo assim perdeu muitos eleitores e Bolsonaro avança sobre eles. Bolsonaro ganhou em quase todas as capitais do NE (perdeu em 3).


Quem quiser ver os mapas no detalhe, clique aqui.

                Veja o mapa de apuração de todas as cidades do Brasil



Agora vamos lá esclarecer algumas coisas:
  1. O Bolsa Família tem serventia em um país com tanta desigualdade. Não foi invenção do PT e muito menos do PSDB, já escrevi sobre isso, quem quiser saber a origem do Bolsa Família clique aqui e leia. O verdadeiro criador Milton Friedman, nos anos 60, alertava para isso: O uso político. Foi o que aconteceu e deixou milhares de famílias reféns da política da miséria.
  2. Os beneficiários do Bolsa Família representam mais de um terço da população de 11 Estados brasileiros, todos das regiões Norte e Nordeste. No Brasil, 21% da população vive com os benefícios do programa. Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) a pedido do Valor e evidenciam a importância dos recurso. Clique e leia mais
  3. O PT perdeu parte deste eleitorado em 2018, mas ainda mantem firme sua tutela. Não há como negar isso. A dignidade deste povo deveria vir com emprego e renda, esta é a verdade. 
  4. Quem quiser ver a radiografia do Bolsa Família Clique e veja  Matéria de 2008, mas muito atual, porque isso não mudou, ao contrário, piorou.
  5. O MPF já fez ações para coibir fraudes. Devem ser milhares com certeza. Clique e veja matéria de 2016, mas com certeza retratando bem a realidade.

Não, não podemos acabar com o Bolsa Família, mas precisamos colocar regras, tempo de validade, contrapartida do cidadão e criar mecanismos alternativos para o cidadão: Gerar emprego e renda é a melhor opção, prosperidade com crescimento econômico forte e sustentável.

Aqui em MG, o mapa é assim também.  Infelizmente temos áreas de carência total, onde o cidadão é dependente do estado e do Bolsa Família. A votação no PT corrobora a minha afirmação, como no Brasil todo.



Alguns lugares como DF, SP e até MG, Bolsonaro está com 70% de intenção contra 30% do Haddad. Minas Gerais são várias, como sabemos e um retrato do Brasil.

Sobre Minas Gerais, acertei a derrota de Dilma e a vitória do Rodrigo Pacheco em primeiro, tinha certeza. Dilma aparecia com 27% nas pesquisas porque era a mais conhecida. Era também a mais rejeitada com 65% e para o SF tinha 80% de indecisos, era fácil presumir que ela corria riscos sérios.

A surpresa ficou por conta de Romeu Zema com 42% dos votos. Além de tirar o PT do segundo turno atropelou Anastasia. Foi um pouco de surpresa para mim, mas vendo depois os resultados gerais vimos que o eleitor não queria PT e nem PSDB, em MG e no Brasil eles foram muito rejeitados.
A rejeição de Anastasia é grande, para virar a eleição, na minha visão, só um milagre, mas na política o impossível não pode ser dito e a eleição acaba quando termina.
Vamos aguardar, mas Zema deve ser governador, tem um vice competente e experiente, Paulo Brandt, ele pode fazer a diferença no governo que parece se avizinhar. Tomara.
 No Brasil tenho confiança em Bolsonaro, só a mudança de rumo vai nos dar muito alento.
Brasil precisa de um "cavalo de pau" e isso está acontecendo.
No congresso nunca esperei a renovação de 52%, eu e todos analistas políticos achamos que pelo fundo eleitoral os atuais mandatários seriam reeleitos facilmente. Não foi assim, ao contrário.
Não que o dinheiro perdeu a importância, mas não foi tão determinante, a não ser nas regiões mais pobres e mais suscetíveis a isso.
A TV se mostrou em decadência total e as redes sociais foram as estrelas.
A Janaína em SP teve 2,4 milhões de votos e gastou R$ 60 mil. Ok, ponto fora da curva, mas os candidatos do PSL do Bolsonaro fizeram 52 deputados e 4 senadores, sem dinheiro e em TV, isso não há como negar.
O PT foi a segunda bandada ancorada no seu curral eleitoral.
PSL deve ser a maior bancada muito breve. Partidos menores que não atingiram a cláusula de barreira (a primeira fase) devem se unir a eles.
Existe um forte rumor (e seria estratégico) se o DEM se fundisse ao PSDB. Se tornariam força no congresso com uma das maiores bancadas na CF e no SF a maior. A conferir se vai mesmo acontecer.
O perfil deste congresso é mais conservador, tudo indica, e quem duvidava da governabilidade de Bolsonaro pode tirar o cavalo da chuva, ele já tem uma grande bancada, coisa que o PT (se ganhasse) não teria, ao contrário, teria era muita dificuldade.
PT vai incendiar o Brasil em 2019? Deve fazer barulho, mas seus satélites, CUT, MST e afins estão sem o pitéu governamental, mais difícil, e podem esperar que a lei e a ordem serão mais atingidas.
Não se trata de ferir a democracia, mas respeitar o direito da maioria da população que exige ordem e cumprimento da lei. Chega de baderna e leniência, a democracia não pode tudo. Eu acho.