sexta-feira, setembro 21, 2018

A eleição de 2018 virou um plebiscito


Está chegando a hora, agora será o PT e Anti PT.
Há muito disse que o segundo turno seria Bolsonaro contra o posto do Lula. Estava claro que Bolsonaro se cristalizava e que o PT, por conta principalmente do NE colocaria seu candidato no segundo turno. As últimas pesquisas mostraram isso. Haddad, o poste, atropelou Ciro Gomes. A sentença está dada.
Bolsonaro capitalizou a indignação da população com a política e o poste vende ilusão de um país das maravilhas do PT que nunca existiu.
O impeachment acabou ressuscitando a narrativa do PT que o Brasil foi bom e no imaginário das pessoas. Foi bom sim, por vários motivos, menos por causa do PT. No primeiro governo petista as coisas andaram bem e elogiei diversas vezes. A partir de 2006 começaram as lambanças e o famoso ciclo virtuoso mundial das commodities foi desvirtuado, culminando com a tragédia do governo Dilma que causou a maior crise de nossa história. Vejam o quadro.


Pois bem, sem entrar no mérito de economia, dois pilares estão guidando o voto dos eleitores na minha opinião: A ilusão de que o Brasil estava bem e a revolta com os políticos e o desejo de mudar.
São muitas mazelas, segurança, saúde, educação, finanças públicas despedaçadas, desemprego, enfim, não dá para enumerar tanto coisa ruim e errada. A corrupção comparada com o estrago causado pela incompetência foi até pequena.

A eleição pode ser decidida no primeiro turno? É improvável, mas não impossível, as próximas pesquisas vão dizer.

Bolsonaro perde para qualquer um no segundo turno? Não acho que esta premissa seja mais válida. O segundo turno já está estabelecido.

Bolsonaro tem rejeição alta? Sim é verdade, mas esta ilação de que candidato com 40% de rejeição não ganha eleição é falácia. Aliás muitos paradigmas estão sendo quebrados neste eleição, mas o mito da rejeição alta morreu em 2014. Vejam a rejeição dos candidatos em 2014.

Dilma com 42%.

Na minha opinião o PT tem mais rejeição. Em 2014 foi assim, em 2016 quase foram dizimados nas urnas. O impeachment ressuscitou a narrativa, mas não acredito que seja suficiente para dar a vitória ao PT. O NE sim, ele terá, como foi em 2014 e apanhou menos em 2016.
Veja a rejeição em uma pesquisa divulgada pelo Antagonista.

Sem contar que Lula está preso e condenado, a corrupção e os erros serão explicitados nesta campanha de segundo turno (se tiver) e refrescar a memória do eleitor.

O tempo de TV, a experiência dos candidatos como Alckmin e Alvaro Dias ficaram para o segundo plano na cabeça do eleito. O dinheiro curto e as redes sociais com sua tremenda influência serão objetos de estudos por sociólogos e cientistas políticos.
Para mim a pauta corrupção e segurança mandaram nesta eleição, Bolsonaro explica um pouco esta minha afirmação.
O Haddad pode e deve ser mais preparado do que Dilma, mas é fraco na minha opinião, e com certeza tomando instruções na cadeia vai espantar muita gente.
A maioria sabe que as instituições funcionam, apesar de atacadas e desmoralizadas pelo PT e Lula. Não há complô de elite e nem perseguição a Lula e ao PT, pena que ainda temos muitos incautos que embarcam nas mentiras e sofismas do PT. Triste.
Pode mudar  os resultados até aqui sinalizados? Pode, mas não acredito. Duas semanas para a eleição as tendências mostram claramente o que vai acontecer.
Se Ciro disputasse a eleição contra Bolsonaro, provavelmente ganharia a eleição, mas não acredito mais nesta hipótese.
Bolsonaro ganha, não porque é melhor candidato, mas pela rejeição ao PT.
Eu fico assustado com uma possível volta do PT ao governo, nossa  crise não aguentaria mais um governo populista. Vamos aguardar e conferir depois.

sexta-feira, setembro 14, 2018

O Brasil nos últimos anos e a crise que vivemos




Aqui podemos confirmar que enquanto nossos pares e o mundo avançam, nos regredimos.


Comparativo de crescimento em governos brasileiros.

A justiça social só existe com prosperidade. Geração de emprego e renda e dignidade ao povo que precisa de emprego Esta é a verdadeira cidadania.
Combater as desigualdades e injustiças vai muito além de um bom discurso e vontade, normalmente o discurso é usado por oportunistas como assistimos aqui no Brasil.
A conta para o futuro sempre é enorme e os efémeros resultados não passam de ilusão. A prova está aqui.
Comparar governos em épocas e contextos diferentes é complicado, seria preciso criar referências, excluir fatores exógenos globais, sejam positivos ou negativos e ver o resultado.
A referência crescimento do PIB denota muita coisa porque a população efetivamente tem resultados.
Vejam ai e tirem as conclusões.
Passou da hora do Brasil consertar seu rumo, perdido nas ilusões da CF de 88, a chamada "Constituição Cidadã", que acabou criando um monte de armadilhas, pioradas nos governos populistas e irresponsáveis.
Chega. Nesta eleição temos a chance de começar um novo rumo.
Quem qusier ver um excelente diagnóstico e informações sobre economia mineira e nacional clique nesta publicação da Revista Mercado Comum. Clique e leia

O site: http://www.mercadocomum.com/site/ Clique

domingo, setembro 09, 2018

A facada em Bolsonaro, e ai? Como fica a eleição?

Abominável o ato, não há como justificar apesar de muitos acharem que foi armação. Como o líder das pesquisas faria uma burrice deste tamanho? Este tipo de pensamento é de gente que tem antipatia por ele e se expressa desta forma.
O agressor, desempregado, é militante da esquerda, confesso, não existem dúvidas. Louco? Com certeza ele é desequilibrado.
Os fatos vão se esclarecendo:
  1. Houve premeditação, isso é fato confirmado. O cara estava há 10 dias em JF. Pagou a pensão adiantado em dinheiro, e pegou o melhor quarto, de R$ 400, (tinha opção por um de R$ 290).
  2. O cara tinha 4 celulares e um notebook, para um desempregado, está bem o sujeito.
  3. Um amigo da PF me disse que foram encontradas passagens de avião e dinheiro na conta que serão ainda apuradas.
  4. Ele esteve rastreando o Bolsonaro.
  5. Alguns vídeos circulando mostram uma possível ajuda de uma mulher e de um homem. Eu vi a filmagem várias vezes e é muito plausível que tenha ocorrido isso mesmo, a PF já investiga.
Quero dizer com isso  que existe um complô e tem mais gente envolvida? Muito provável que tenha e se tiver serão pegos porque a PF é competente e a tecnologia hoje não deixa escapar nada.

E agora, como ficará a eleição? Ele ganha ou perde?

Acho que ganhará, e muito. A rejeição dele que é alta tende a diminuir e muito indecisos irão para sua conta, podem escrever. A conferir na próxima pesquisa.
Os ataques dos adversários terão trégua e ele estará fora do campo de batalha, mas com tremenda exposição a mídia e muita comoção na população.
Dois fatos que me lembro e mostram o que este tipo de atentado causaram:


  1. Berlusconi na Itália em 2008 foi agredido covardemente com um soco. Subiu 7 pontos nas pesquisas.
  2. Mariana, em 2014, com a morte de Eduardo Campos chegou a 34%, contra 7% de Eduardo Campos. Ela subiu para 21% e depois foi a 34% empatando com Dilma que a atacou sem perdão, como é típico do PT. Claro que ela tinha "recall" da eleição de 2010, mas a comoção ajudou nesta subida.
Vi o diretor do Data Folha ontem dizendo algumas coisas que foram refletidas nas pesquisas e me chamaram a atenção com pontos que podem ajudar Bolsonaro:
  1. 80% está pessimista com o Brasil e com muita indignação. Isso ajuda o Bolsonaro e para mim é a razão dele estar liderando. Ele ataca o sistema com força.
  2. 70% da população vive com até 3 salários mínimos. Este povo mais humilde é mais sensível a comoção. A exposição de Bolsonaro vai torná-lo conhecido e esclarecer muitas dúvidas deste extrato da sociedade em que ele não tem muita aceitação.
  3. O mesmo ocorre com as mulheres, onde ele tem maior rejeição, mas com a exposição, pode arrefecer ou mesmo buscar votos.
  4. A pauta segurança, o pilar dele, é a preocupação da maioria da população. Todos temem a bandidagem e 50% não sai a noite por medo. Retrato do Brasil com 63 mil mortes violentas por ano, números de guerra civil. Outro ponto a favor dele.
As próximas pesquisas vão mostrar um cenário que dificilmente vai mudar. Estamos a 28 dias da eleição.
Ainda haverá disputa pelo segundo turno, já disse, Bolsonaro já estava com um pé lá, agora coloca os dois pés. Quem será seu adversário?
A briga na verdade se dá entre Haddad, Marina e Ciro. Haddad continua o favorito, na minha opinião. Pelos votos da seita (20%) mais a transferência de Lula. A conferir.
Segundo turno será outra eleição. O melhor adversário para Bolsonaro é Haddad. Com Ciro ou Marina ele corre riscos.
Pode ser decidida a eleição no primeiro turno? Muito pouco provável, com muitos candidatos é certo que haverá segundo turno.
Um fato, que não é mais exógeno porque já aconteceu e está na eleição, o atentado e possível ligação do agressor com partidos políticos e/ou facção criminosa. Se comprovada esta ligação, pode acontecer mudanças e estas serão todas ainda mais favoráveis a Bolsonaro.
Já disse, não tenho bola de cristal. Minhas postagem são para deixar registradas algumas impressões, baseadas nas minhas informações e sentimento que tenho como escritor e historiador amador e fanático por política, já que a história é a política que já aconteceu.
A conferir as previsões.

terça-feira, setembro 04, 2018

Eleição 2018, como andam as pesquisas? Quem vai ao segundo turno?


Faltam 29 dias para eleição, muitas regras e tempo curto marcarão esta eleição, além claro de uma grande indefinição como a eleição de 1989.
O fundo eleitoral será testado, em um país com tantas carências, vale a pena ter mesmo estes tipos de fundos?
As urnas eletrônicas ainda exalam desconfianças.
Vamos fazer algumas ilações, reiterando que são "chutes", baseados em informações que tenho e sentimento, porque é importante na política. Já disse que se fosse pitonisa, estaria operando na Bolsa de Wall Street, mas vamos lá:
  1. A CD não deve ser renovada como a população queria e imaginava, deve ficar com os percentuais históricos em torno de 30 a 35%, pode ser até menos. 
  2. No SF vai haver novidade, mas nem tanto.
  3. Nos governos, também velhos políticos vão se manter, não acontecendo a tal renovação ansiada.
  4. Para presidência, temos 13 candidatos, mas uns 4 podem se considerar competitivos.
  5. Bolsonaro lidera, apesar de muitos imaginarem que ele seria "desidratado". Não foi, e não deve ser, e parece ser o único com um pé no segundo turno. Ele representa ou capitaliza a indignação da população com a classe política. Sabe aproveitar isso e tem explorado temas caros a população. O Brasil é conservador, não adianta se iludirem os que promovem outros discursos mais ditos "progressistas", mas que na verdade são radicais e de confronto com a sociedade.
  6. Eu acho que o PT, que insiste e aposta tudo em Lula, ou na sua imagem porque ele está fora do jogo, deve ir ao segundo turno contra Bolsonaro.
  7. Haddad tem o desafio do curto tempo, mas tem a fidelidade de 15% a 20% do eleitorado do PT, é preciso saber se conseguirá capitalizar este eleitorado, A conferir, mas há muito é minha aposta para enfrentar Bolsonaro.
  8. Marina, Ciro e Alckmim completam o quadro de um possível adversário de Bolsonaro no segundo turno.
  9. Alckmim não deve ir, pela alta rejeição, não obstante ser um bom candidato e ter a capilaridade e estrutura que os outros não têm.
  10. Ciro parece que foi o real desidratado. Porque? Coisas da política, eu acho.
  11. Marina corre por fora, pelos seus atributos pessoas e história de vida, que se identifica com grande parte do eleitor, negra, de origem humilde, etc. Não tem a capilaridade que poderia ajudar, mas pode estar se transformando no "voto útil" contra Bolsonaro.
  12. Alvaro Dias e Amoedo parece que não decolaram. Amoedo era esperado, mas Alvaro Dias foi um pouco decepcionante, eu esperava e ainda espero mais dele.
  13. Os outros são figurantes e não precisam de análise.
  14. Segundo turno é outra eleição, será tudo zerado e começa novamente, tempos iguais na TV e visibilidade total dos dois.
  15. Bolsonaro, ao contrário do que dizem, não perde para qualquer um, para mim ganha de Haddad e tem maiores riscos de for a Marina. Palpite somente.
  16. As projeções das pesquisas para segundo turno mostram que estão completamente emboladas as disputas, portanto não dá ainda para "chutar" nada.
  17. Aqui em MG, vou dar meu palpite também. Anastasia tem chance de levar no primeiro turno, pela rejeição do PT, mas ainda não é certa esta situação, aliás está por um fio. A soma da intenção de todos está em empate técnico com Anastasia, precisamos aguardar pesquisas mais adiante.
  18.  Dilma deve levar uma vaga para o SF, a outra está em ferrenha disputa, mas aposto no Rodrigo Pacheco, por várias razões, principalmente porque é uma excelente candidato. Dilma pode perder? Tudo indica que não, pelas pesquisas, mas o mandato dela pode ser questionado adiante, isso pode.
O PT enfrenta as instituições e insiste na narrativa da perseguição ao Lula. Não sei se seria diferente, mas o que andam fazendo é um desserviço a democracia a ao país. Como já disse mil vezes: A democracia pode tudo? Isso no fundo mostra a verdadeira face deles.
Aliás, pelo lado econômico, não temo Bolsonaro ou Marina, mas afirmo que o PT acabará de destruir nossa combalida economia. Anotem isso aqui também
Vamos acompanhar as pesquisas, mas  o quadro está ficando claro, como sempre é quando se aproxima da data da eleição. Na política tudo pode acontecer, mas a reacionalidade existe sempre, e fica mais clara quando se aproxima o dia D. Vamos acompanhar.

sexta-feira, agosto 24, 2018

O que o governo novo precisa atacar rápido?

Dinheiro não dá em árvore. Governo precisa de grana e consegue via arrecadação de impostos e endividamento. Ambos os casos precisam de controle e gestão. Impostos altos tira a competitividade e travam o setor produtivo. Para se endividar precisa de credibilidade e gestão das finanças públicas, saber como gasta e dar o retorno o capital social básico a sociedade. Segurança, saúde, educação e infraestrutura são o que a população precisa, de qualidade e eficiência.
Há muito não temos nada disso e a desorganização acaba por privilegiar grupos de interesses, como os Bancos que sugam esta país há muito tempo e tem aqui em mim um dos seus críticos.
As desigualdades sociais só serão sanadas se a população pobre tiver o mínimo, porque o rico já tem e paga por isso.
A primeira coisa é saber gastar e gastar bem. Hoje gastamos muito mal, desde a CF de 88 e muita demagogia e populismo que não se sustentam. Precisamos corrigir isso.
Para gastar , como não há arrecadação que baste, apesar de termos altíssima carga tributária, o governo vai ao mercado e toma dinheiro. Mesmo assim nosso déficit é crescente e perigoso.
Sem entrar em números, o maior problema do Brasil hoje, onde sai dinheiro pelo ralo, é a previdência social, com graves distorções e privilégios, mas com problemas atuariais graves que estão presente no mundo todo, por uma única razão: O ser humano vive mais e nasce menos. Aqui não é diferente e em alguns países isso é mais grave ainda. Ou seja, terá em um momento, mais gente a ser paga do que gente entrando para suportar estes pagamentos. Isso é matemática e estatística. Precisamos consertar isso, sem tirar direitos, mas pensando no futuro, onde a bomba vai explodir.
Outro grave problema, decorrente do "mal uso" do gastos, sem contar aqui a corrupção, é o endividamento. O Brasil toma dinheiro, paga caro. Nosso dinheiro arrecadado tem quase 50% (ou mais) sangrado para bancos que compram títulos públicos para financiar a gastança, a festa na floresta.
O Estado brasileiro é gigante, no sentido físico e figurado. Precisamos diminuir o tamanho dele, URGENTE.
O modelo que muitos chamam de "Nacionalismo Estatista" já deu o que tinha que dar. Desde o Estado Novo como indutor do progresso e desenvolvimento, passando por JK e pelo regime militar, este modelo fez muitas coisas, mas está completamente esgotado, precisamos corrigir o rumo.
De 30 anos para cá entrou na gastança alguns gastos sociais, que têm sua serventia, mas precisam ter sustentabilidade e fonte de arrecadação. Não sou contra os "bolsas" qualquer coisa, mas é preciso usar com responsabilidade e justiça. Hoje, por falta de controle, com certeza há muitas fraudes e injustiças, com gente que precisa sem receber e gente que não precisa usufruindo. Aliás quem quiser ver a origem destes programas, clique aqui: O Bolsa Família.
Pois bem, uma das soluções URGENTES é reduzir o endividamento.
Considerando que temos a grana, aliás chamo de INGANA (sem trocadilho) Impostos da Inglaterra e serviços de Gana, o Brasil precisa deixar sobrar dinheiro para o capital social básico e necessidades da população(Segurança, saúde, educação e infraestrutura) que o governo é OBRIGADO a servir, existe para isso.
Assisti quase todos os economistas dos candidatos (menos o Eduardo Gianetti que irá hoje), tirando o do PT, que não vou nem comentar, pois só ficou louvando os feitos do PT sem reconhecer os erros, todos os outros sabem do problema, estes dois principalmente. Todos, inclusive o do PT, falaram em atacar o problema da previdência e reduzir o endividamento.
Pérsio Arida, O Mauro Benevides e o Paulo Guedes são bons, conhecem a máquina e sabem o que fazer. Difere um pouco, o Mauro Benevides, do Paulo Guedes e Pérsio Arida, na questão da maior enfase na privatização. FUNDAMENTAL e necessária para atacar o endividamento.
Usar as reservas, até poderia ser para uma ação mais rápida, sou a favor, mas com cautela e responsabilidade. O ataque eficiente será via privatização com certeza.
O Paulo Guedes foi o que mais cristalino e sincero abordou o tema.
Privatizar a Petrobras`? Porque não? Todos temem e tremem falar nisso.
Fico tranquilo com os economistas que assisti, excluindo o PT que mais uma vez , se ganhar nos colocará no fundo ainda maior. Mesmo o Ciro Gomes, que se diz esquerda, me deu confiança através do Mauro Benevides e e a Marina Silva com um discurso bem menos estatizante e de esquerda, com Gianetti nos dará confiança.
O que mais me convenceu foi o Paulo Guedes.
Quem vai ganhar a eleição? Não dá para dizer ainda, mas hoje iriam ao segundo turno, Bolsonaro e o poste do Lula( meu sentimento).
Vamos esperar e ver, mas só tem um, pelo discurso dos economistas, que fará mal ao Brasil. O PT.
Vamos acompanhar.


segunda-feira, agosto 20, 2018

A hiperinflação na Venezuela - 1.000.000%




Muita gente ouvindo que a inflação na Venezuela chegou a 1.000.000 %, isso mesmo, e agora Maduro, lança um plano cortando zeros da sua moeda (na verdade criando uma nova moeda) e aumentando o salário mínimo.
Soube hoje que um salário mínimo de lá, mal dá para 1 kg de carne. Este é o resultado final do Socialismo do Século XXI como chamou o maluco Hugo Chavez.
Na economia sempre se toma um caminho em detrimento de outro. Não existe mágica e mesmo não sendo tão exata como a matemática, a economia tem muita mais racionalidade do que podemos imaginar. Desde o século XIX já experimentamos erros cometidos por governos, como o caso da Inglaterra em 1815, que tomou dinheiro no mercado (os bancos começavam) e gerou déficit público e inflação.
Na economia heterodoxa, ainda há quem defenda que a inflação pode ser controlada e gera expansão da economia. Controlada, ela pode com certeza, assistimos muitos casos de sucesso, inclusive nosso plano Real de 1994.
A verdade que durante um período, a inflação pode até gerar expansão, mas quando explode os efeitos são terríveis. Os mais pobres que não têm defesa para sua renda, o salário principalmente, são os que mais pagam o preço, aí depois vem o desabastecimento, a quebra de confiança nas autoridades, queda da produção, desinvestimentos e por fim o desemprego, sem contar que inflação descontrolada a perda da renda e a desvalorização da moeda são pilares da tragédia.
Aprendemos muito com processos inflacionários na nossa história. Academicamente, os piores casos são: Hungria – em julho de 1946 aquele que é considerado o pior caso de hiperinflação da história, os preços aumentavam a uma taxa de 195% ao dia.  Zimbábue - novembro de 2008 a segunda pior hiperinflação da história, caso recente, novembro de 2008 a taxa de aumento de preços chegou a ter 11 dígitos (79,6 bilhões por cento). A inflação diária era de 98%, e os preços dobravam a cada 24 horas.   A Iugoslávia - janeiro de 1994 o aumento de preços chegou a uma taxa de 313 milhões por cento ao mês, ou 64,6% ao dia. Alemanha, em 1923, o país havia acabado de sair da Primeira Guerra Mundial, e na ingrata posição de derrotado. Fragilizado economicamente e para se financiar, o governo recorreu à impressão de moeda em várias ocasiões, contribuindo para o aumento da inflação. Em outubro de 1923 o aumento de preços chegou ao ápice, atingindo a taxa de 29,5 mil por cento ao mês, ou 20,9% ao dia. A inflação fazia com que as mercadorias dobrassem de valor a cada 3,7 dias. Grécia - novembro de 1944 com sua capacidade produtiva bastante prejudicada, a Grécia começou a apresentar problemas de inflação. O cenário se tornou ainda mais grave quando em novembro de 1944 o país chegou a ter 11,3 mil por cento de inflação ao mês, aproximadamente 17% ao dia. Durante este período, os gregos sofreram com rápidos reajustes de preços. Em média, o valor das mercadorias dobrava a cada 4,5 dias. China - maio de 1949, resultando uma situação complexa foi uma inflação de 4,2 mil por cento ao mês, o equivalente a 13,4% ao dia. Durante os piores meses da crise, os preços dobravam a cada 5,6 dias.
Não podemos nos esquecer do nosso caso, onde em 1989, final do governo Sarney, a inflação chegou a 88% a.m.. Um absurdo, consertado pelo Plano Real em 1994.
A rigor, e sem entrar muito em detalhes, a inflação decorre de excesso de produção, da escassez de produção, do excesso e falta de confiança na moeda. Em todos estes casos temos uma ou mais destas causas envolvidas.
Sempre existem mecanismos de política monetária que os governos podem abrir mão e agir para administrar o problema, mesmo criar uma moeda nova, aumentar ou diminuir a liquidez no mercado, aumentar e diminuir juros, incentivar ou restringir crédito, enfim, são ferramentas que estão disponíveis e depende de cada situação e da capacidade (competência) dos governos.
O caso da Venezuela, na pauta atual e com certeza entrará nos estudos acadêmicos é o mote deste artigo.
Maduro cortar zeros e aumentar salários é como achar que a cura de uma pessoa atropelada no sentido norte/sul, possa ser por outro atropelamento no sentido sul/norte.
A desvalorização da moeda e a hiperinflação é decorrente dos erros constantes do governo, sendo os principais: falta de confiança do mercado, desinvestimento e fuga das empresas, queda na produção, crescimento do mercado negro e da corrupção, estatização em excesso, populismo e gastos públicos nas nuvens para sustentar o regime. A democracia vilipendiada e usada para uma ditadura disfarçada e incompetente.
Como consequência, desvalorização da moeda e o desabastecimento com a queda da produção. Muito fácil entender: Não há produtos, (escassez na oferta), preços tendem ao infinito: Lei básica da Oferta e da Procura e o dinheiro não compra nada, como nos clássicos casos históricos, carrinhos de mão com dinheiro para compras na padaria da esquina.
Não será simples administrar o problema, como um doente que vai piorando, mas o remédio ministrado é o analgésico e antitérmico, sem a preocupação com a causa real da infecção, ou inflação, sem trocadilho.
Infelizmente, como em todos os casos de insucesso no ataque e redução da inflação, as consequências são terríveis, como golpes, e mesmo ascensão de ditadores como Hitler na Alemanha e Mao Tse Tung na revolução comunista na China.
O que poderia ser feito? Não conheço o caso da Venezuela em detalhes, mas é previsível o caos em que se encontram as contas públicas.
A primeira medida seria a queda do regime chavista, o que deve acontecer em breve, dada a questão insustentável. A fome, a falta de medicamentos são os efeitos mais perversos do desabastecimento e hiperinflação. Sem a derrubada de Maduro não haverá solução e o ciclo vicioso da crise vai acabar derrubando o ditador, aliás, Maduro até demais para a queda, com trocadilho.
Depois o restabelecimento da confiança, para busca de investidores retomada da produção e da moeda.
Não, os ainda defensores do regime socialista, como todos fracassados, não foi o capitalismo e nem a queda do petróleo, pois antes da queda do óleo o país enfrentava graves problemas. Aliás, a única sustentação que resta a Maduro é exatamente o repique no preço do Petróleo. O regime dele agoniza e o povo, passa fome e foge para os países vizinhos.
Triste final do esperado socialismo, que mais uma vez confirma que não funciona.

terça-feira, agosto 14, 2018

A falácia do fim do emprego. O homem não será substituído por máquinas.



Existem uma falácia circulando hoje nas redes sociais. A de que o futuro de nossos netos e bisnetos será nebuloso, não haverá empregos e o homem será substituído por máquinas e robôs.
Sofisma que não se sustenta se olharmos a história da evolução da humanidade. Não vou voltar nos primórdios das primeiras organizações sociais quando o homem sempre gregário deixou de ser nômade e se fixou na terra, plantando e criando animais. Dá-se como há 5 mil anos atrás a primeira civilização com a formação das cidades e organização social.
Vamos adiante, muito adiante, quando o iluminismo do século XVIII abriu as portas da humanidade para a criatividade e quebra de paradigmas e dogmas.
A evolução e inovação sempre foram travadas pelo obscurantismo e receios de alguns por medo ou ansiedade. Para corroborar minhas considerações vamos ver alguns pontos importantes.
Os gregos sempre foram pioneiros no pensamento e descobrimento de maravilhas da ciência, mas não conseguiram evoluir na prática, não obstante a grande contribuição que deram a ciência e a filosofia que depois guiaram a humanidade.
Os gregos tinham profundo conhecimento, mas tinham algumas grandes barreiras: a ideia do “desemprego tecnológico”, da produtividade gera desemprego e que a transação comercial era algo unilateral: o vendedor lucra e o comprador perde.  Uma superstição que ainda prevalece em algumas cabeças, de que o comércio exterior, as relações internacionais, criam desemprego e só exportadores lucram.  
Eles deixaram de considerar que a economia e sua dinâmica produzem muito mais benefícios, gera emprego, aumenta renda e consequentemente promove a verdadeira justiça social, com sustentabilidade e vigor.
O sofisma de que a produtividade e a inovação destroem empregos atrasou muito a humanidade, vejamos o contraditório.
Há 250 anos atrás a vida na terra, principalmente comparando hoje o oriente e o ocidente eram iguais. As relações sociais e econômicas pouco se diferenciavam por regiões. Sempre havia ameaça de crises, fome e miséria e grande desigualdade social sendo na idade média o mundo dividido entre nobres e vassalos.
No século XVIII, como o iluminismo principalmente e a liberdade de pensamento, a ciência em todos seus segmentos ganhou força. Os pensadores da ordem social, filosofia, engenharia, economia e tantos ramos da ciência começaram a dialética dos benefícios do progresso e não do atraso.
A economia com Adam Smith, na Riqueza das Nações, mostrou que o mercado era o palco da evolução e paradigmas quebrados deram origem a revolução industrial na Inglaterra. Os avanços tecnológicos foram acompanhados de avanços sociais, como a redução do trabalho infantil. A mudança radical no mundo ocidental multiplicou as populações e mudaram a face da terra.
Sim, muito empregos foram destruídos quando as primeiras máquinas foram surgindo. A máquina vapor criada por Newcomen para desobstruir minas de ouro começaram a ganhar novos usos. As tecelagens ganharam teares mecânicos e artesãos quebravam as máquinas com a desculpa da extinção de empregos. Errado. Alguns empregos foram extintos, mas outros foram criados, mais nobres, demandavam instrução e especialização. A humanidade entrava em um ciclo virtuoso que originou avanços em todos os sentidos, nas relações sociais, o conhecimento das teorias econômicas e na ciência pura e simples em seus vários segmentos.
O mercado e a ciência foram responsáveis por tudo isso, mas sempre demandou a evolução das relações sociais em paralelo, muitas injustiças foram abolidas, mas ainda existem muitas a serem combatidas. Para o mercado e a dinâmica capitalista a justiça social é pilar importante porque a geração permanente de emprego e aumento de renda fazem a sua sustentação.
Portanto a evolução permanente da sociedade e da humanidade extinguem empregos, mas criam outros, novos e diferentes.
A mão de obra humana nunca será substituída, ela vai migrar para muitos ramos, alguns ainda inexistentes.
A velocidade dos avanços tecnológicos faz milagres, da revolução industrial a nanotecnologia, passando pela internet e atualmente a biotecnologia e genética fazem com que o futuro seja imprevisível, mas sempre em benefício da humanidade.
Sim, existirão sempre rumos a serem corrigidos e cuidado com as relações sociais e antropológicas e a dialética sociológica sempre vai se contrastar ao mercado para tentar um mundo mais justo, o mercado precisa disso.
A dinâmica capitalista na economia de mercado não é projeto, é um processo inerente ao ser humano e não pode ser freado. Precisa ser vigiado para que injustiças não sobressaiam aos benefícios gerados.
Quem quiser ver mais sobre os avanços tecnológicos é só clicar:
  1. Avanços tecnológicos: https://www.webartigos.com/artigos/os-avancos-tecnologicos/6028
  2. Aumenta a velocidade dos avanços: https://www.webartigos.com/artigos/aumenta-a-velocidade-dos-avancos/6029

quinta-feira, agosto 09, 2018

Pesquisa e informações relevantes para eleição deste ano. Agosto de 2018

Algumas informações relevantes extraídas de um relatório de uma grande instituição. Vale deixar registrado. Não vou mencionar o nome da empresa, mas é séria e o relatório é muito bem feito.
Aqui são algumas ilações minhas, observações somente e deixarei registrado.

As expectativas do eleitor mostram bem o porque  Bolsonaro lidera as intenções.
Fora o enfrentamento ao sistema ele se encaixa nas primeiras "virtudes" buscadas pelo eleitor.
Marina se encaixa também.
Quase todos os outros não atendem as "demandas" do eleitor, segundo a pesquisa.


Bolsonaro com a maior rejeição terá problema com qualquer um no segundo turno, só deve ganhar se o poste de lula for com ele, segundo as simulações desta pesquisa. Outros embates são imprevisíveis e estão milimetricamente equilibrados.



A TV terá sua importância mas não como no passado. As mídias sociais serão mais fortes, principalmente nas grandes cidades, mas não menosprezem a importância no interior. 
Óbvio que candidatos com mais recursos e logística como Alckmim levarão vantagem.

Tinha mais informações, mas por hora resolvi registrar estas. Vamos acompanhando e esperar mais pesquisas, lembrando que duas variáveis sempre devem ser lembradas antes das campanhas: o grau de conhecimento do candidato pelo eleitor e a rejeição.
Pesquisa é retrato de momento.
Quando se aproximar do pleito a intenção passa a valer de verdade.
Primeiro turno será confuso como 1989, e segundo turno é outra eleição a parte, por isso vamos passo a passo.
Minhas aposta no primeiro turno? Já disse, mas vamos esperar começar a guerra valer e o eleitor se tocar com a eleição.
A desilusão com os políticos hoje leva q 50% a querer anular o voto ou votar em branco. Isso pode ter influências no resultado com certeza. 
Acho que lá pelo dia  20 ou 25 de agosto teremos mais visibilidade.
Vamos acompanhar,

A eleição começa pra valer, a corrida eleitoral vai ganhar a atenção do eleitor, o que temos hoje?


A corrida começa e este simbolismo com os policias atrás de Chaplin não é mera coincidência com o que vemos no Brasil atual.
Agora cada vez mais as pessoas comem a notar que teremos no dia 07/10/2018 uma das mais importantes eleições de nossa história. A situação do Brasil é crítica. Estamos na UTI institucional, econômica e política. Infelizmente.
Não pensei que existirá um salvador da pátria, mas precisamos de uma liderança encare os problemas e tome as medidas necessárias. A liderança que emerge das urnas aliada a garra e ao pulso deste líder pode mudar e melhorar nosso rumo. Se tivermos um lista e demagogo que acha que a "viúva" é seu baluarte de manutenção no , vejo nuvens negras no horizonte e ameaça grave a democracia e chances de uma ruptura institucional.
Algumas considerações, hoje dia 09/08, reiterando que não tenho bola de cristal  tivesse estaria operando na bolsa de Wall Street). Aqui são considerações baseadas no meu sentimento e informações que tenho de uma privilegiada network, a qual agradeço muito pode ter:

  1. Aqui em MG Rodrigo Pacheco foi levado a desistir por pressões externas. Era competitivo e agora joga seu patrimônio conquistado como liderança emergente na dúvida. Atos políticos sempre têm consequências futuras, isso é fato.
  2. Rodrigo é um jovem, bom orador, guerreiro, mas a batalha ao SF será feroz, principalmente que uma vaga deve ser de Dilma (inacreditável, mas será) se ela não for impugnada, com chance remota disso acontecer. Carlos Viana e Diniz Pinheiro são os adversários de Rodrigo Pacheco. Tomara que vença.
  3. Uma dúvida é se a candidatura de Márcio Lacerda permanece de fato. Se ele consegue a legenda e dia 15 saberemos pois é o prazo final do registro das chapas.
  4. Há opiniões nas duas direções, mas uma coisa eu posso dizer aqui: Se ele for confirmado candidato, será competitivo e  indo ao segundo turno com Anastasia ou Pimentel tem muita chance de vitória. Eu diria que será o vencedor, "ceteris paribus".
  5. Sem Márcio Lacerda, tudo indica que Anastasia leva e poderá ganhar no primeiro turno. Pimentel tem 68% de rejeição. Queimado com os prefeitos (que não recebem os repasses constitucionais) e com o funcionário público (atraso e parcelamento de salários), lembro Tancredo Neves que dizia: Funcionário Público não ganha eleição, mas pode derrotar.
  6. O candidato Romeu Zema, com a saída de Rodrigo, pode ter uma votação expressiva. Terceira via é o desejo do eleitor que quer votar, porque ainda 50% deseja anular ou votar em branco, um erro, mas a realidade.
  7. A TV não terá a importância das eleições anteriores. As inserções sim. Marqueteiros com quem conversei estimam em somente 30% a importância da TV, 48% para mídias digital 22% a corpo a corpo, comícios, debates e outros. 
  8. Óbvio que candidato com logística e recurso sempre levará vantagem, mas nesta eleição a regra não será esta necessariamente, anotem ai.
  9. Temos 13 candidatos a presidente, em 1989 tios 22. A eleição guarda semelhanças com 89 e ainda é imprevisível, mas algumas premissas podem ser colocadas.
  10. Lula não será candidato. Presidiário não pode ser, isso é fato. Ele estica a corda para tentar transferir votos. Ele tem potencial de transferência e pode colocar o Haddad, o verdadeiro candidato, no segundo turno.
  11. Quem irá ao segundo turno perguntariam? Hoje, "ceteris paribus", considerando as pesquisas que vi, seria o Candidato do PT (Poste do Lula) x Bolsonaro. Já disse, isso é minha modesta opinião, mas ainda é tudo muito nebuloso.
  12. Alckmin ou Ciro , com mais chances para Alckmin podem encarnar o voto útil contra o PT e Bolsonaro. Ambos com alta rejeição, mas lembrando o fato de que Alckmin e Ciro têm também alta rejeição. Se um destes dois conseguir capitalizar esta rejeição tem chance de derrubar o PT ou Bolsonaro e ir ao segundo turno.
  13. Este papo da imprensa que será um da esquerda e outro da direita é conversa fiada. Eleitor não sabe o que é isso, a classe média sabe pouco e não ganha eleição, pode até decidir, mas não ganha. Jogo é jogado e lambari é pescado, eleição e mineração só depois da apuração, assim é a realidade. Podemos especular com base em sentimento, informação ou até torcida por um ou outro, mas o fato é que pode sim ter estes rotulados da direita ou da esquerda. Só peço que Deus nos livre de dois da esquerda. O Brasil não aguentará mais populismo, incompetência e irresponsabilidade.
  14. O desafio de todos é a falta de interesse do eleitor em votar. Desgaste da classe política grande, imensurável e esta é ainda uma questão que pode alterar muitas coisas na eleição: O número de votos válidos. O papo de que 51% de votos não válidos anula a eleição é fake. A eleição não é anulada por esta razão.
  15. Vamos acompanhar, hoje começa o debate na BAND. Tarde da noite, audiência pequena, mas qualitativa, os formadores de opinião começam a entrar no jogo e observar os candidatos.
  16. O debate em si pode até não mudar votos, mas os marqueteiros podem aproveitar embates, falhas e erros dos candidatos para explorar depois na mídia digital, hoje a ferramenta ideal e na minha visão, principal.
  17. Falando em mídia, acho que elas terão papel ponderante, podem construir virtudes e qualidades dos candidatos, mas o verdadeiro poder desta mídias será a de destruir, desconstruir candidatos. Não com fake news que estão sendo vigiadas, mas com estratégias de mkt explorando erros e acertos, virtudes e defeitos dos candidatos.
Alea jact est....vamos acompanhando.

segunda-feira, agosto 06, 2018

A bagunça política no Brasil, triste


É para chorar mesmo.
Além de 60 mil mortes por ano, impunidade e criminalidade crescentes, uma grande insegurança jurídica, o STF legislando, a política judicializada sempre, desemprego, governo impopular, indignação com a classe política em geral, enfim, são muitas mazelas, mas me atentei para mais uma que coloca em risco a democracia e torna nosso quadro político mais desprezível.
O sistema político nacional apodreceu, na verdade isso vem de mais tempo. Precisamos urgente rever muitas coisas, mas temos que começar a mudar a política. Cada vez mais me convenço que sem uma constituinte exclusiva não teremos futuro e cada vez mais estaremos em mãos de aventureiros, sejam eles de esquerda ou de direita. A ruptura institucional é fato hoje, sem previsibilidade, mas factível de acontecer.
Vamos fazer algumas considerações:
  1. A lei da ficha limpa não vale nada. Um presidiário insiste em peitar a justiça e ser candidato. Na verdade é guru de uma seita e dono de 2 partidos que rastejam nas suas utopias e sonhos pessoais.
  2. Partidos não existem, não obstante os bilhões que rolam, R$ 900 milhões de fundo partidário + R$ 1,7 bilhão de fundo eleitoral. Muito dinheiro.
  3. Os partidos são comandados por poucas pessoas em comissões provisórias. Caneta na mão de alguns sem direito ao contraditório ou contestação nos foros adequados. Todos eles, sem exceção. Para quem não sabe, vou explicar: Um partido precisa ter diretórios e comissões executivas eleitas pelos diretórios, que por sua vez indicam delegados para instâncias maiores, por exemplo: No município deveria existir um diretório e uma executiva que elegeriam delegados e membros do diretório estadual que da mesma forma e na mesma configuração elegeriam para a comissão nacional, tendo como órgão máximo o diretório nacional, eleito pelos delegados regionais. Isso não existe hoje. Já foi assim.
  4. Todos os partido têm comissões provisórias e decidem tudo na canetada de cima para baixo, destituem e constituem as comissões provisórias estaduais e municipais e dão os mesmos poderes aos membros nestas esferas. 
  5. Temos muitos caciques,  poucos índios na verdade, na verdade poucos caciques porque eles manipulam como querem a estrutura partidaria, inclusive distribuindo os bilhões disponíveis.
  6. A judicialização é parte disso, desta bagunça que coloca em risco a democracia e a insegurança do eleitor.
  7. Candidatos legítimos são destituídos pela vontade de caciques, mas não têm chances de fazer nada, não há diretórios para disputa de candidatos, não há como argumentar.
  8. Não sobra um partido, todos são assim, e pior, eles têm donos que fazem o que querem. 
  9. As consequências disto são o aumento do desgaste da classe política e o risco institucional reinante e agravado por todas as outras mazelas.
O dinheiro público, muito dinheiro aliás usado é até legítimo por não ter dinheiro privado nas campanhas, mas em um país com tantos problemas isso é questionável. Sem saúde digna para a população gastos de R$ 2 bilhões na politica é de doer e o povo está vendo isso, não se iludam.
Algumas medidas foram e estão sendo tentadas para melhorar o sistema, cláusulas de barreira para frear a proliferação de partidos ( se não me engano tem 35 em atividade e mais 73 na espera), um absurdo.
Vamos ver se estas eleições melhoram ou nos dão perspectivas de melhoras, mas ando desanimado.
Vamos esperar esta eleição, o tempo é curto e o desgaste será exponencial se nada for feito.
A conferir.

sexta-feira, julho 20, 2018

Bolsonaro está ficando isolado, mas segue lider, aqui em MG vamos ter um impasse.

A política segue caminhando, e novidades vão surgindo.
A notícia de que o tal " Centrão" DEM, PP , SD e alguns mais fecharam com Alckmin vai deixando  quadro mais claro Vamos fazer algumas considerações:

  1. Não sei se o PSDB com todo desgaste vai ficar competitivo com este apoio. Vai ganhar tempo de TV e logística, mas como Garrinha perguntou ao seu treinador: Já combinaram com os zaqueiros russos?
  2. Sinceramente acho Alckmin excelente candidato, mas tem rejeição altíssima e desgaste do PSDB ele carrega junto. Não creio que seja viável eleitoralmente.
  3. O povo está descontente e revoltado com a classe política, isso é fato expresso em todas as pesquisas. Será que arranjos de cúpulas partidárias vão determinar os rumos da eleição? Tenho minhas dúvidas.
  4. Bolsonaro pode até se beneficiar deste "isolamento", ele peita o sistema e é esta a razão porque muitos votarão nele. 
  5. Ele eleito teria problemas graves no congresso, mas seria um problema para depois da eleição e se ele ganhar.
  6. Acho que ele continuará competitivo, está com um pé no segundo turno. Muitos políticos não acreditam nele, mas acho que estão enganados. Ele segue líder.
  7. Verdade que tem rejeição alta, mas todos têm. Segundo turno será outra eleição. Um candidato da esquerda , o "poste" do PT ou Ciro contra Bolsonaro ou Alckmin. Aposto no Bolsonaro. A conferir.
  8. Aqui em MG o excelente candidato Rodrigo Pacheco ficará em uma sai justa. Como fará o Democratas, que o lançou candidato tendo um candidato forte do PSDB? Outra encrenca.
  9. Acho que ele vai peitar e não cederá a pressão que deve ser forte para retirar sua candidatura. Sou filiado ao Democratas e apoio a resistência e a manutenção de sua candidatura. Chega de candidatos de bolso de colete de cúpulas partidárias.
  10. A adesão do " centrão" a Alckmin deve jogar o PSB no colo de Ciro. Márcio Lacerda pode ser o vice e isso tornaria o Rodrigo Pacheco mais competitivo.
  11. O PT terá candidato, Haddad provavelmente, e terá votos herdados de Lula, aqui em MG Pimentel tem 6% de rejeição, no Brasil não será muito diferente, exceto o NE.
  12. O MDB de MG deve fechar com o PT, tudo indica depois da intervenção no diretório regional.
  13.  Tenho visto pesquisas qualitativas e parece que Aécio deve mesmo sair para a CD e não para o SF, ele tem juízo.
  14. Vejo pelas pesquisas, e muito provável não mudarão o quadro: O povo rejeita PT, PSDB e MDB, mas o PT tem os seguidores leais, os outros nem tanto. O povo não quer votar. Para o governo de Minas Gerais, anulação de votos está em 40% e Não Sei em 20%. Para o Sf em MG, temos 80% que pretendem anular o voto. amigos deputados tradicionais com base falam das dificuldades desta eleição. Rejeição total a classe política.
  15. Ainda está tudo imprevisível, seja em MG ou no Brasil, mas as coisas começam a clarear, depois das convenções teremos mais visibilidade.
Quero deixar registrado aqui estas considerações. Vamos acompanhar.

domingo, julho 15, 2018

As eleições em Minas Gerais - Julho de 2018- O que temos hoje?


Como já disse antes, quanto mais nos aproximamos da eleição, mais claras ficam as coisas e as tendências, onde o "chute" começa a se transformar em fatos concretos.
Ainda é cedo, muitas coisas podem mudar com certeza, mas hoje temos um cenário que descreverei aqui com informações e previsões.
Tive acesso a uma pesquisa qualitativa de junho, terceira semana. Foram 2200 entrevistas no estado todo, Margem de Erro 2,1% e Intervalo de Confiança: 95%.
Não posso revelar a fonte porque a pesquisa não foi registrada, mas é real e confável.


Algumas considerações:
  1. Para presidente Bolsonaro lidera com 19% e uma coisa impressionante, pasmem, quando apresentado como "candidato do Lula" sem menção de nome, aparece com 18,5% em empate com Bolsonaro. 
  2. 40% querendo anular ou votar branco ajuda quem tem rejeição. Portanto digo, não deixem de votar, se querem mudar as coisas votem. No menos pior, mas votem.
  3. No primeiro turno não os indicadores de Nulo-Branco- Abstenção devem ficar como nas eleições anteriores, ou seja, em torno de 30%, podendo aumentar um pouco mais.
  4. Rejeição ainda é o que pesa, a campanha não começou.
  5. Os mais conhecidos, Anastasia e Pimentel, ambos com rejeição alta terão dificuldades para crescer.
  6. Márcio Lacerda pode crescer, mas deve abandonar a corrida para ser candidato a Vice, na Chapa de Ciro Gomes. Tudo indica.
  7. Rodrigo Pacheco tem grande potencial de crescimento por ser conhecido por somente 20% dos eleitores e ter rejeição baixa de 7%.
  8. Posso apostar que em próxima pesquisa Rodrigo Pacheco apresentará um crescimento expressivo. Anotem ai.
  9. Josué Alencar, que não coloquei ai porque não deve ser candidato tem grande potencial eleitora, para o Senado e o Governo.
  10. Outro que tem baixa rejeição e grande desconhecimento do eleitor é Romeu Zema.
  11. Vou explicar porque coloquei estes ai: Porque serão os protagonistas. Rodrigo Pacheco se analisado pela intenção somente nos que o conhecem, ele bate todos os concorrente. É uma forma de olhar estes números.
  12. Aécio terá problemas se for mesmo candidato ao Senado Federal, a rejeição dele é de 77%. Na eleição para o Senado, por ter duas vagas, fica arrefecida a rejeição, mas o problema dele não é só este. Outros candidatos estão no seu vácuo, entre eles o Carlos Magno, jornalista da Record.
  13. Aécio pode ser um fardo enorme para Anastasia se ele insistir em concorrer, e até ontem a informação é de que será cando ao SF.
  14. Dilma lidera para o SF, mas tem alta rejeição e risco de ter impugnada sua candidatura. O "fatiamento" do impeachment foi ilegal e inconstitucional e haverá demanda jurídica na tese.
  15. As convenções deverão estar finalizadas até dia 05 e dia 15 de agosto começa a campanha. Lá saberemos de fato quem serão as chapas, apesar de que executivas podem mudar isso no caminho até a eleição. O registro dos candidatos deve ser feito até dia 15.
  16. O MDB briga entre si e a destituição do Diretório Estadual coloca em riscos a candidatura até dos deputados. A judicialização desta questão e o prazo curto podem causar um grande problema ao partido que não se define com quem quer coligar. Se não houver a convenção e os procedimentos legais de registros de chapas, etc. O MDB está fora. Esta medida de rebelião da bancada, foi um tiro no pé, na minha visão.
  17. O PT, PSDB e MDB estão marcados e perderão muitos eleitores, as legendas assustam, aliás os políticos estão queimados mas não acho que haverá renovação na Câmara do Deputados maior do que o histórico, em torno de 30%.
  18. Já para o SF e os Governos, teremos muitas surpresas e grande renovação.
  19. O dinheiro diminui, mas ainda será determinante na campanha.
  20. As redes sociais terão papel relevante, principalmente nas grandes cidades, mas mesmo no interior terão papel relevante. Se bem usadas pode ajudar muito, mas na minha visão, serão ferramentas de desconstrução de candidatos. Ou seja, quem tem rabo logo e preso vai sofrer e apanhar muito.
Apostas? Aqui em Minas devem ir ao segundo Turno: Anastasia e Rodrigo Pacheco. Pimentel, apesar da força do PL (Palácio da Liberdade) tem desgaste enorme e rejeição altíssima, mas não podemos menosprezar. Além disso a esquerda tem 20% a 25% sempre, isso seria suficiente para colocá-lo lá, mas o desgaste é enorme, inclusive com parte da esquerda. Se ele for ao segundo turno, quem for com ele ganhará.
no Senado uma vaga será da esquerda, pode ser Dilma se não for impugnada ou mesmo Jô Moraes que até aparece bem nas pesquisas e com rejeição baixa. Acho que o Carlos Magno é quase barbada, com rejeição baixa e grande desconhecimento do eleitor ele aparece muito bem nas pesquisas, colado no Aécio.
Não só porque apoio o Rodrigo Pacheco, mas por ele ser excelente candidato, com a alma de Minas, bem intencionado e muito preparado e articulado, eu acho que ele será o governador. A conferir.
Vamos acompanhando.

segunda-feira, junho 04, 2018

Eleição de 2018 como em MG em 1965 ?




Muita gente pensando e com vontade que possa acontecer em 2018 o que aconteceu em 1965.
Pelo menos no PT.
Vou contar o que foi:
Magalhães Pinto era governador e já em plena revolução de 64 haveria eleições em 65 para govenador.
O candidato do PSD era Sebastião Paes de Almeida, o Tião Medonho como era chamado pela UDN.
Ex-ministro da Fazenda de JK, dizem que era favoritíssimo para ganhar a eleição de 1965 para o governo de Minas Gerais.
Magalhães governador e líder da Revolução, em pleno período que começa as cassações de políticos, pede a cabeça de Tião Medonho. Fato ocorrido há exatos 20 dias da eleição que aconteceria dia 03/10/1965.
O candidato de Magalhães era o médico e ex-secretário de saúde Roberto Resende.
Com a cassação de Tião medonho o PSD faz convenção extraordinária e indica Israel Pinheiro, administrador de Brasília até o governo Jânio Quadros. Israel volta a política e em 20 dias de campanha derrota o candidato udenista.

Candidato
Roberto Resende
Partido
Natural de
Não disponível
Vice
Votos
937.555
793.409
Porcentagem
53,21%
45,03%
















Dizem, que a revolta com a cassação de Tião Medonho fez a eleição virar contra Magalhães.
Uma curiosidade: Meu pai, então deputado estadual, disputou a indicação de vice-governador contra Pio Canedo e perdeu por poucos votos. Isso lhe abriu uma ferida no velho PSD e pagou caro em muitas ocasiões pela sua rebeldia.
Pois bem, onde quero chegar?
Lula como candidato sub-judice, assim querem os petistas, vai esticar a corda até onde puder. Fazer campanha se possível. Na confirmação da nulidade de sua candidatura (porque é ficha suja e criminoso condenado) ele lançará ou apoiará um candidato com a intenção de herdar os seus votos, principalmente no Nordeste onde tem 55% de intenção segundo as pesquisas.

Quem poderia ser o candidato? Vou dizer uma aqui: Nelson Jobim, mas pode ser outro. Já existe um movimento neste sentido. Ele agradaria o centro e poderia faturar muito votos de Lula. A esquerda radical não, mas parte dela sim porque tem bom transito. Ex-ministro de FHC e Lula e ex-presidente do STF, tem currículo de sobra. Se não me engano, ele é filiado ao MDB, que tem Meirelles como pré-candidato, mas seria vice facilmente em uma composição.

Não gosto de citar Marx, mas vai lá: A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa.  Karl Marx

Na Bahia um acidente de helicóptero matou o candidato de ACM há uma semana da eleição de governador em 1982.
Clériston Andrade Morreu em um acidente de helicóptero durante a sua campanha ao governo da Bahia, em 1 de outubro de 1982. O governador Antônio Carlos Magalhães escolheu o nome de João Durval Carneiro para sucedê-lo e ganhou a eleição.
A história se repete pela primeira vez.
Uma coisa é certa, Lula não será candidato, nem poderia ser diplomado se conseguisse atropelar a justiça e empurrar com a barriga. Ele sabe disso.
Quer influenciar com certeza e a promessa de um Indulto deve ser tudo que está pleiteando neste momento. Tem cacife sim, esdruxulamente, ainda tem gente que não vê que ele é condenado e não pode ser candidato ou mesmo diplomado se fosse eleito.

Vou deixar aqui registrado aqui. Sinto no ar este movimento e política as vezes é percepção. Certo ou errado? Não sei dizer, mas percebo isso.
Na democracia pode muita coisa, mas nunca um bandido ser candidato influenciar ele pode.
Vamos aguardar e ver o que se dará pela frente. Ainda faltam 4 meses, mas a cada dia a realidade começa a ficar mais clara.
Ainda totalmente imprevisível esta eleição, como em 1989, tudo pode acontecer. Espero que seja para o bem do Brasil. 

domingo, maio 13, 2018

As eleições de 2018 ainda estão completamente indefinidas.



Um verdadeiro "blur", 'fog", nevoeiro. Ninguém pode prever nada ainda,  apesar de algumas racionalidades existirem.
Quem irá ao segundo turno, quem tem chance real de se eleger presidente?
Já disse e repito que presidência é destino- Leia o artigo dos últimos presidentes desde os anos 30 e tire as conclusões - Clique e leia

Vi ontem o Globo News Painel com 3 cientistas políticos. Notei que eles todos, inclusive a apresentadora desdenham Bolsonaro como "player forte", mas eu discordo. Hoje ele tem maior chance de ir ao segundo turno, se vai ganhar é outra conversa, pois a eleição de segundo turno é uma nova eleição com tempo de TV igual, etc.

O PT insiste candidatura de Lula, que não existe, mas vão esticar a corda o máximo. Não creio que eles sobrevivam como partido se não lançarem um candidato. Hoje se fizerem alguma composição é passar recibo que eles estão próximos do fim, por isso esticam a corda.

Vi que a aposta  grande é em um candidato da esquerda e outro da direita, os vermelhos e os azuis como definiram.
Quem seriam os azuis? Com chance de ir ao segundo turno, Bolsonaro, Alvaro Dias e Alckim, e os vermelhos. Ciro Gomes, Marina e um nome do PT. Os outros de ambas matizes serão figurantes como sempre, afinal, eleição, partido e agora o fundo partidário são grande negócio e meio de vida para muita gente.

Rejeição dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas é muito parecida, pouco a dizer, apesar de alguns acharem que qualquer um bate Bolsonaro no segundo turno. Eu discordo e lembro que Trump, de quem Bolsonaro é fã, derrotou a máquina do partido Republicano, o governo Obama e a mídia que sempre foi frontalmente contra ele, aliás ainda é. Aqui o quadro pode ser parecido com este. Anotem ai. Bolsonaro pode repetir isso na onda conservadora que toma conta do mundo, isso é fato.

Na esquerda, Ciro Gomes é o mais forte e pode aglutinar parte do centro, assim como Alvaro Dias pode ainda crescer se fechar acordos e composições. Meireles? Não creio que tenha viabilidade e nem a legenda do PMDB, assim como vaticinei o caso do Barbosa, este é ainda mais fácil prever. Um vice, poderia ser na composição com algum dos partidos que tenham chance real. PMDB tem máquina partidária e isso vale muito. Afif, Paulo Rabelo de Castro, são bons candidatos, mas não creio que cheguem, infelizmente talvez.

A logística e estrutura partidária estarará presente em vários municípios e favorece o PT, PSDB e PMDB, mas ambos queimados como legenda. Agora, vamos falar sério? O eleitor nem sabe direito o que é legenda ou partido. Aqui eles servem como um cartório eleitoral, hoje com mais poder por conta do fundo partidário, que aliás favorece estes 3 partidos.

Ainda falta muito, mas o jogo começa a ficar mais forte. O fundo partidário vai acabar matando algumas candidaturas menores, porque o dinheiro vai ficar para as eleições proporcionais, como deputado e senador. Estrategicamente os partidos precisam eleger deputados e senadores, mais deputados. Alguns precisam desesperantemente eleger deputados porque a cláusula de barreira começa e quem não tiver 1,5% dos votos perderá muita coisa.

Ainda não dá para fazer prognóstico. Como em 1989 com 22 candidatos o segundo turno se deu entre dois candidatos nunca vistos como favoritos e a disputa foi cabeça a cabeça. Lula e Collor surpreenderam a classe política e todos os caciques tradicionais, podemos ter um repeteco agora.

Nos meios de "analistas" a aposta é em Ciro x Alckmin , pelo menos é o que tenho sentido.
Acho que Bolsonaro estará no segundo, minha visão. A esquerda pode até ficar fora, eventualmente.
Eleição e mineração só depois da apuração, o resto é especulação. Quanto mais se aproxima da data o quadro ficará mais claro e as pesquisas passam a valer mesmo. Por hora é só um retrato que pode ser maquiado.
Vamos acompanhar.