sábado, março 29, 2008

Aumenta o assistencialismo no Brasil


Brasileiros ajudados por programas sociais somam 18,3% - Clique e leia

De 54,7 milhões de domicílios no País, cerca de 10 milhões recebem auxílio do governo, revela Pnad, isso é bom ou ruim? Vamos fazer umas reflexões:


1-) O Bolsa família é a fusão do Vale Gás e Bolsa Educação da era FHC, portanto, é ilusão achar que o governo Lula é o pai do assistencialismo.
2-) Um país com tantos problemas sociais pode e deve ter assistência de governo, mas todo cuidado é pouco na forma e na opção. Um caminho é sempre em detrimento de outro.
3-) Alguém paga esta conta. Se temos problemas na saúde, educação e infraestrutura, estes bilhões que vão para as famílias beneficiárias são nossa melhor opção?
4-) A inclusão social deveria se dar por meio de trabalho com forte apelo na educação. A sociedade do conhecimento e a era da informação demandam isso. O crescimento econômico é a melhor forma de inclusão social, o emprego e a renda dignificam o cidadão, não pitéus governamentais.
5-) O Brasil cresce devido a favorável situação mundial, poderia estar melhor. Minha pergunta é se não estivessemos vivendo esta conjuntura, como estariamos aqui.
6-) O assistencialismos pode se confundir com o populismo. Isso é bomba de efeito retardado. A nossa carga tributária é uma das maiores do mundo e assistencialismo não terá fim, tende a aumentar e a conta ficar maior. Hoje o maior problema americano é consequência do Medicare e de alguns rompantes populistas do passado.
7-)Lembrem-se da Hierarquia de Moslow. Em países como o nosso, isso pode ser incentivo a indolência e má fé, sem dizer no incentivo a outras coisas como a natalidade.

No fundo, é difícil falar contra programas sociais de assistência, mas ainda acho que merecem muita reflexão. O Brasil estaria melhor se crescessemos mais, mas não podemos extamente por problemas de infraestrutura, que divide recursos com estes programas.

Sou a favor da justiça social, o governo deve fazer a parte dele, mas na minha visão, este programa é mal feito e pode ser utilizado de forma inadequada por políticos oportunistas.
Ainda acho que deveriamos apostar no crescimento, ou melhor, na pavimentação da estrada do futuro, com a melhoria na infraestrutura, educação e saúde. As pessoas ao invés de se contentarem com R$ 100, 00 sem trabalhar, teriam oportunidades de emprego e aumento de renda.
Vamos viver a custa de migalhas de governo para sempre? Quem pagará esta conta?

quinta-feira, março 20, 2008

Energia Alternativa- A próxima Bolha


Eric Janszen, CEO da iTulip, um site de projeções e previsões de mercado com bom número de acertos, escreveu este artigo e previu a próxima bolha.Ele analisa as bolhas passadas e diz que a próxima, em formação já, é a Energia Alternativa.
Faz sentido. Olhem o gráfico acima.

O grito de liberdade na China

Clique e leia - China admite que protestos se espalharam para fora do Tibete

A revolta do Tibet é a semente da liberdade ansiada pelos chineses. Após a mão de ferro e fracasso do comunismo, desde 1986, com Deng Xiaoping, a China experimenta a abertura controlada. Com a interrupção em 1989 no sangrento episódio da Praça da Paz Celestial, há 18 anos a China cresce e tem uma liberdade de mercado. Fui diversas vezes a China e sou testemunha da evolução.
Acontece, sempre falei isso, a abertura, a internet, o turismo e a liberdade de mercado, mesmo que vigiada e controlada, vai mostrar o conceito da democracia ao oprimido cidadão chines, sem vontade política e expressão.
O Tibet não quer a autonomia só, eles já a tem. Ali brota o grito sufocado dos chineses pela democracia, como disse Churchil, é o pior regime, exetuando-se todos os outros.
Acho o modelo chines, liberdade de mercado com governo forte, vencedor e talvez adequado para a cultura local, mas a democracia, ou pelo menos o desejo, é inexorável.
O governo chines vai resistir, mas uma hora não terá como impedir este caminho.
Não acho que será por agora, a China ainda tem muito a colaborar com a prosperidade mundial e muito a fazer pelo miserável povo chines. Pelo menos lá temos uma pirâmide social, coisa que no comunismo não tinha.

quarta-feira, março 19, 2008

Juros negativos nos EUA

O FED abaixou 0,75% e os juros ficaram em 2,25%, ao ano, diga-se de passagem, aqui é ao mês. Clique e leia.

A inflação em 2007 foi de 4,1% e projeta algo semelhante em 2008, resultado: Juros negativos nos EUA. Clique e leia sobre a inflação nos EUA. Eles estão sob a ameaça de inflação e recessão e parecem escolher o combate direto a recessão, mesmo enfrentando um aumento de preços vaticinado. Eu acho que faria o mesmo.
As bolsas subiram e o FED atua com força, mas a ameaça da recessão não está debelada, o pior dos mundos poderia ser as duas juntas, inflação e recessão, a chamada estagflação.

Quem ganha e quem perde? Ainda não sabemos os impactos, as medidas podem levar tempo para surtir efeito, mas vamos lá:
O BRASIL perde, aplica as reservas em quase sua totalidade nos títulos dos tesouro, tremenda fria, tirando a liquidez e segurança, mas poderia ter opções.
O dólar deve reverter a pressão e começar a subir.
Barack Obama(tudo indica que deve ganhar da Clinton), vai sentir o baque, em plena crise, o americano pragmático, deve vota em McCain.
O mundo perderá se a locomotica diminuir o ritmo, já li e ouvi comentários que a China começa a sentir os efeitos desta arrefecida.
O mundo pode estar entrando na inflexão da correção da prosperidade dos últimos 15 anos.
A crise pode ser grave, muito grave, mas ainda confio nos mecanismos e nas experiências com crises passadas. O tempo dirá, como sempre, sendo o senhor da razão.

terça-feira, março 18, 2008

A crise americana analisada hoje

O JPMORGAN compra o Bear Stearns , quinto maior banco americano que virou pó. O FED abaixa 0,75% a taxa de juros, ficando em 2,25%, clique e veja matéria, e os resultados dos bancos americanos acalmam o mercado mundial, mas por enquanto.
O risco de recessão e arrefecido pelo juros baixos, mas o fantasma da inflação ainda ronda os lares americanos. O papel do FED será crucial no desfecho desta história.
Esta crise anunciada é de liquidez, a prosperidade desde a década de 90, o crédito fácil americano criou um valor inexistente nos ativos, é hota da correção. Alan Greenspan já previa há muito tempo e ele agora diz que a coisa é muito grave, clique e veja.

Não sou muito adepto das idéias de Carlos Lessa, mas ele é um respeitável economista e ele, nesta matéria mostra alguns erros de lá e de cá. Vamos breve ter um "subprime" no Brasil, pela farra do crédito em todos segmentos. Clique e veja.

Uma coisa é certa, os ciclos são uma realidade na economia, na política e muitas vezes na vida das pessoas, como dizem aqui em Minas, não há felicidade que dure para sempre, nem há mal que nunca termine. Vamos contar os mortos e os feridos, mas sempre lembrando, esta crise não será igual a outras, as ferramentas são outras, vide atuação do FED.

quinta-feira, março 13, 2008

O PIB cresce, o dólar começa a ser olhado.

As medidas para conter o dólar são as seguintes, dizem que têm digitais de Delfim Neto e Gonzaga Beluzzo, pode ser.

1. acabar com a cobrança de 0,38% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações de câmbio dos exportadores; - Ajuda, mas pode ser pouco. Ouvi algo em torno de R$ 2 bilhões, em US$ 40 bilhões dá algo girando 2,5%. Vamos ver

2. autorizar que os exportadores deixem toda sua receita com vendas externas lá fora;
Muito bom, alivia a entrada de dólares e a pressão vendedora, mas ainda não vi os percentuais, será que pode deixar tudo lá? Vamos esperar.

3. cobrar IOF na entrada de capital estrangeiro destinado a aplicações de renda fixa, principalmente títulos públicos. Pelo que ouvi na CBN, é muito pouco, mas precisamos conhecer os percentuais.


O fortalecimento do real tem limites, mas a interferência também. A força do mercado é a melhor, mas é papel do governo interferir com suas armas para corrigir distorções. As medidas são responsáveis, loas a eles.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 5,4% no ano de 2007, ano em que os investimentos tiveram a maior expansão desde 1996 - Clique e veja

Muito bom, já disse várias vezes que precisamos mais de 3% para atender o mercado vegetativo e demandas sociais de emprego. O principal destaque é o consumo das famílias. Isso significa a máquina girando, pessoas comprando, alavancando indústrias e negócios, que contratam pessoas, que melhoram de vida, que compram mais e injetam combustível na economia, é o ciclo virtuoso.
A estabilização e as sementes plantadas em vários fundamentos econômicos e a conjuntura mundial ajudam este quadro, nada de confundir governo com estado, por favor.
Detalhe: Somos campeões dos juros e nínguém fala mais nisso, a prosperidade realmente cega.

quarta-feira, março 12, 2008

Governo vai fazer alguma coisa para conter a queda do dólar

Existem sinais que o dólar em queda livre preocupa, já tinha postado aqui que existe um ponto de equilíbrio para o fortalecimento da nossa moeda, o Real. Clique e veja - Mais um post- Dólar baixo ajuda a segurar inflação, ajuda na importação de bens de capital, mas também faz o alguns segmentos perderem competividade e custa caro ao país.
Já li em algumas chamadas que as medidas não terão tanto impacto, mas depois que ver e analisar, postamos algum comentário aqui.

Nova Crise do petróleo?

O petróleo bateu a casa de US$ 109,00 por barril (clique e veja), em abril de 1980, na correnteza da segunda crise, que o petróleo atingiu sua maior até então cotação, hoje equivalente a US$ 101,70 por barril.
Em 1979 o DOE (Ministério da Energia dos EUA) previu que o petróleo chegaria a US$ 60, 00 em 1995, o que corresponderia a US$ 150, 00 em preços de 2006. Fato que não ocorreu pelas forças de mercado segundo os analistas. O dólar neste patamar preocupa muita gente especializada.
Na verdade existem alguns efeitos da nova economia e outros geopolíticos influenciando o preço do petróleo, mas mercado tem atuado com suas forças naturais também.
(1-) A força do mercado de hedge, de derivativos e futuro, mudou os estoques de petróleo de mãos. Hoje grandes companhias financeiras operam o mercado futuro e são proprietárias dos estoques, os países que controlam a produção não têm o poder de influenciar preços como nas décadas passadas.
(2-) Os países da OPEP, onde a Venezuela é parte, não conseguem aumentar a oferta de petróleo. A base da infra estrutura e capital social dos países e que atendem as populações locais é financiada pela exploração do petróleo, ou seja, não existem recursos para investir na infra estrutura do país e na exploração ao mesmo tempo, além de que opções rentáveis para investimento no aumento de produção são raras atualmente.
(3-) O petróleo vem perdendo sua influência e importância no PIB global. Mesmo com a forte demanda na China, o petróleo representa hoje menos de dois terços da relevância de duas décadas atrás. Não existe “gordura” entre a demanda e a oferta, mas também todos os indícios são de que o mercado vai atuar para manter este equilíbrio. O consumo do petróleo é muito sensível ao preço, como poucos imaginavam. Chamada elasticidade de preço, quando sobe o preço o consumo cai, mesmo não existindo tantos substitutos.
(4-) A era do milagre tecnológico para aumentar a produtividade na exploração, praticamente acabou, vide ai a reserva de Tupi, considerada uma das maiores e ainda sem previsão de exploração por motivos tecnológicos e de viabilidade econômica. A tecnologia atual já reduziu custos e aumentou a produção, agora só uma nova revolução.
(5-) O mundo experimentou uma década de prosperidade quase nunca vista e mesmo com os solavancos petrolíferos sustentou a bonança.
(6-) Mesmo nos EUA, o maior consumidor, as altas influem no desempenho econômico, mas a influência tem sido menor, além de que a cada susto de alta, novas alternativas e tecnológicas energéticas vão surgindo: vide os bicombustíveis. A matriz mundial está mudando a olhos vistos e o preço do barril do óleo negro influencia este movimento.
(7-) O enfraquecimento do dólar acaba influenciando este preço também e de certa forma é mais problemático para os EUA, o déficit comercial americano aumentou e o preço do petroóleo influenciou este aumento, mas eles já administraram outras crises.
Segundo analistas, o preço do óleo pode até não subir mais, mas dificilmente voltará aos preços baixos, históricos da década de 50 e 60. O mercado futuro com os derivativos e a globalização, a escassez crescente que muitos dão conta que em 2050 o óleo comercial estará praticamente extinto, e pelo menos mais alguns anos de prosperidade global corroboram estas teses de que o preço, se não subir, não irá cair.
As experiências passadas ensinaram muito, o preço batendo US$ 109,00, a economia americana passando por uma fase de turbulência nos faz refletir sobre o que virá por ai.

quinta-feira, março 06, 2008

Somos Campeões mundiais dos juros reais!

Brasil retorna ao topo do ranking das taxas de juros reais - Clique e leia

Com 11,25% da Selic determinada no COPOM, descontada a inflação, os juros reais são de 6,73% ao ano. Campeões do planeta.

Já fui mais radical com relação a taxa de juros, desdenhava de certa forma a inflação, e achava que podimaos abaixar juros sem muita preocupação, mas vi que juro baixo é combustível na inflação. A estabilidade da moeda é a coisa mais importante na economia atual, a nova economia.
O fenomemo mundial de crescimento, estabilidade e fortalecimento da moeda justifica de certa forma a política monetária severa. Qual é o limite ideal? Não sei, se soubesse poderia estar no BC.

A banca aproveita e ganha dinheiro dobrado, nos juros e nos spreads, vide crescimento absurdo e anormal dos lucros.
Antes seria mais crítico com relação a este título de campão mundial de taxa de juros, hoje aceito, ainda que com restrições, como já disse tudo na vida e também na economia é via de mão dupla.

Dólar perde força a cada momento!

Dólar cierra en mínimos de 10 años - Clique e veja a matéria completa.
El dólar cerró con su octava baja consecutiva y alcanzó mínimos en más de 10 años frente al peso chileno, debido a expectativas de un posible aumento en el diferencial de tasas con Estados Unidos tras negativos datos de la economía local, dijeron operadores.

Isso é para mostrar que o fortalecimento das moedas em países emergentes, é fenomeno mundial, e não só nacional. Existe uma fuga do dólar americano e parece que a tendência é de dividir a importância como moeda mundial com o Euro.
Vamos ver onde chegamos, mas este fortalecimento tem limite e pode gerar problemas, se tem o lado positivo de segurar inflação e ajudar a importação de bens de capital para aumento da produtividade, por exemplo, também afeta as exportações e custa caro quando se aplica no tesouro americano a taxas de juros reais inferiores as nossas já descontada a paridade.

terça-feira, março 04, 2008

A biotecnologia, nova revolução!

Clique e leia -Descoberta molécula que controla DNA ligado a câncer.

A nova revolução da humanidade é a biotecnologia juntamente com a nanotecnologia. Depois da última que foi a internet iniciada na década de 8o com a explosão em 90, a biotecnologia está sendo a próxima.
Peter Drucker fala que não é possível precisar exatamente quando estoura a revolução, mas estamos no século XXI e já nos primeiros anos, os progressos são enormes.

Estas móleculas vão ainda atura no envelhecimento do homem. Nossa geração pode pegar uma rebarba, mas minha filha de 9 anos, vai viver muito e com qualidade. Com todos estes progressos, avanços da ciência e discussões a respeito de Deus e do que o homem é capaz, ainda não tenho idéia concebida, mas pendo ainda por acreditar em Deus. A vida é muito complexa e bonita para ter aparecido do nada, espontâneamente. Para mim, parece mais uma obra de um gênio, inclusive, sendo corroborada nestes avanços que assistimos.

segunda-feira, março 03, 2008

O maluco Chavéz vai aprontar!

Chávez não foi ao mercado de armas a passeio! Veja as declarações do ditador venezuelano.

Já tinha postado isso aqui, Clique e veja. Pensei na Guiana, por sua fragilidade apesar da França, mas parece que é mesmo a Colômbia. Clique e veja o envio de tanques para fronteira. A relação dele com as FARC que pode até suscitar mais coisas, sempre pareceu esquisita e inapropriada para um presidente de um país. Tudo pode se esperar do maluco, filhote de Fidel e carrasco do povo Venezuelano. Na minha visão, o conflito militar é questão de tempo.

A farsa que tenta colocar com suas posições pseudo democráticas se contradiz quando vai ao mercado comprar armas e dá declarações alucinadas. Tem um ditado que diz: Quem tem uma arma, uma hora vai usa-la.

Países que se armam acabam em conflitos. Conversei com dois amigos especialistas em militarismo e eles não têm dúvidas: Chávez irá aprontar e infelizmente, será necessário este conflito para eliminar definitivamente o mal e o populismo que ronda nosso continente, liderado pelo anacrônico ditador.

Coitado do povo venezuelano, que além de pagar as sandices do louco, pagará com sangue também.




quinta-feira, fevereiro 28, 2008

O déficit na balança comercial

Escrevi sobre isso - Clique e veja

O dólar baixo tem suas vantagens e tudo indica que está fazendo mais bem do que mal. Clique e veja matéria mostrando que na conjutura atual o déficit mostra um mercado inetrno aquecido e investimentos estrangeiros vindo com força, janeiro de 2008 foi maior do que janeiro de 2007.
O fluxo é dinâmico e entram e saem dólares em diversas transações,o importante é o saldo, a oferta que derruba preços e a demanda que eleva. O regime é de câmbio livre e flutuante, mas nem tanto assim, o BC entra comprando para segurar quedas mais anormais.
Na economia, um caminho é sempre em detrimento de outro, o ponto de equílibrio é importante e o fortalecimento de nossa moeda, ou melhor de todas, pode trazer consequências ruins.
Pode ser que o Dólar esteja cedendo lugar, ou dividindo o lugar, de moeda mundial com o Euro, quem sabe?
Uma coisa é certa, existem fatos complexos e inexplicáveis nos eventos econômicos, mas a lógica sempre prevalece, as forças naturais agem sempre. Mesmo com as mudanças de paradigmas e regras na nova economia, o fenomeno do fortalecimento de várias moedas, entre elas o nosso Real, é coisa para ser analisada com calma e frieza.

O novo salário mínimo, e ai?

Clique e veja - Novo salário de R$ 412,40 injeta R$ 21 bilhões na economia segundo o Dieese.

Isso tem o lado bom de incrementar o consumo das famílias e jogar lenha na fogueira da produção, mas em contrapartida representa custos para a combalida previdência e para algumas pequenas localidades que terão impacto nas folhas de pagamentos e benefícios.
Me lembro do livro-texto de economia: Salário antes de ser renda, é custos de produção.

De toda forma, um aumento de 8,52%, tem ganho real. O número de empregados com salário mínimo tende a diminuir. A especialização e escolaridade, cada vez mais exigidas, vão minguar os empregados desta faixa. Nos rinções brasileiros e no campo ainda existem, mas nas grandes cidades cada vez mais reduzidos.

Vamos ver os impactos. A lua de mel da economia nacional, nos ventos da prosperidade mundial, nos dá chances de enfrentar qualquer parada. Em outro ambiente, seria choradeira na certa, ainda não li tudo a respeito, vamos aguardar.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Inflexão para nova ordem mundial

Após vivermos desde a década de 90 o "boom" da comunicação, informática e tecnologia em geral, com ganhos de produtividade e alta produtividade, finalmente parece que entramos definitivamente no ponto de inflexão.
A crise nos EUA, que não vai passar de ajustes, e o preço do petróleo a US$ 100,00, atecipando a terceira onda do combustível - Clique e veja matéria.

O fortalecimento das moedas dos países desenvolvidos e um quase equilíbrio das contas de estrangeiros no déficit americano mostram que a ordem financeira mundial vai mesmo mudar.
A migração para quais ativos será o problema quando os países árabes estiverem montados na grana. Dinheiro do mercado financeiro está sob suspeita e sem liquidez, pela ganância e movimentos especulativos, agora eles vão aprender.
Nossa moeda fortalecida já provoca déficit na balança comercial, é a "invisible hand" do mercado com o aumento das importações mesmo quando o preço e a demanda das comodities sobe.
Não teremos crise global, espero e acredito, mas teremos ajustes, correção de rumos e o ponto de inflexão parece claro com o somatório de fatores que aparecem sincronizados.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

O câmbio e as reservas


Reservas superam dívida - Clique e leia

O Brasil é o quarto aplicador de dinheiro no tesouro americano as reservas são garantia contra crises globais. Isso deve-se principalmente a responsabilidade do governo e conjuntura internacional.
Dólar cai aos níveis de 1999 - Clique e veja
O Dólar está em R$ 1,70. Isso é bom porque ajuda no controle da inflação e favorece as importações, mas existe um conceito chamado doença holandesa -clique e veja, que tenta explicar uma valorização cambial da moeda de um país atrelada a exploração de recursos naturais e afetando a economia doméstica manufatureira. Quero dizer que a moeda tem um limite razoável para sua valorização, se for em excesso faz mal.
A conjuntura mundial favorece o dólar baixo, as exportações, principalmente de comodities estão arrebentando. O BC compra dólar e isso ajuda a segurar a queda, mas podemos estar chegando a limites críticos da taxa. O BC tenta não interferir, isso é bom, mas pode estar chegando a hora de comprar mais para levantar o preço.


terça-feira, fevereiro 12, 2008

Notícias boas e ruins! Comentários econômicos!

1- Existem ainda dúvidas com relação ao problema americano, o tamanho do problema. Alguns grandes economistas desdenham da possível recessão. Eu tenho lido A Era da Turbulência de Allan Greenspan e estes fatos ocorreram antes, muito semelhantes e o FED administrou com muita competência e transparência. Busch solta um pacote para atacar a potencial recessão e tenho certeza dará resultado, pelo menos em parte. Continuo achando que terá problema por lá, mas não tão grave , muito provavelmente pelo ajuste do ciclo de liquidez da década de 90 e problemas agravados pelo déficit público na gestão Busch Jr. Volto breve com pérola de Greenspan que aborda o tema. Muitas vezes me passa pela cabeça que pode até não acontecer a temida recessão, até porque a definição de recessão é polêmica e acadêmica, mas na verdade e no axioma popular é a seguinte: Crise é quando meu vizinho perde o emprego, recessão é quando eu perco o meu. Ou seja a redução da atividade econômica chega na nossa porta.

2- Lucro do Itaú cresce 96,75% em 2007 e bate R$ 8,5 bilhões - Clique e veja É anormal esta situação. Causa: Aumento do crédito da usura e tarifa. Pasmem, eles cobram R$ 10,00 por um DOC/TED feito pela internet. Os juros, ou melhor os spreads são roubo, sem comentários. Mesmo achando, após a reflexão e o livro de Greenspan, que o BC e o COPOM administram com certa lógica a política monetária, a súcia bancária mete a mão na patuléia. Isso não discuto mais e protesto sempre. Festa na floresta da banca nacional. O estrangeiros HSBC, ABN, UBS devem ter aqui no Brasil sua maior fonte de lucro, aposto com qualquer um.

3- A industria mineira cresceu 8,61% contra 6,02% do Brasil em 2007, bom número. Minas foi alavancada pela indústria automobilística e mineração. O Brasil foi bem pelo ciclo virtuoso mundial e Minas fatura também. Em 2008, podemos ter arrefecimento, mas ainda acho que vamos ter ciclo positivo. Caso a crise americana se agrave, o que não acredito, podemos ter mudanças no quadro, mas as chances são pequenas.

4- As chuvas de fevereiro recompuseram os reservatórios, mas não espantou a crise, até 2011 teremos problemas. Assim como ocorreu em 2001, algumas indústrias mineiras já param a produção para vender energia. Estão comprados a R$ 30 e vendendo a R$ 500, grande negócio. Antecipação do problema? Pode ser.

5- Poupança de Janeiro de 2008 tem o melhor saldo desde 1997- Clique e veja- Poupança capta mais de R$ 1 bi em janeiro e isso é bom. Poupança sempre faz bem a economia, janeiro é mês atípico para poupança, isso é sinal de renda nas mãos das famílias. Ainda não dá para saber exatamente o que está acontecendo, mas é boa coisa com certeza.

6- IBGE projeta safra recorde em 2008 - Clique e veja - O campo agradeçe e a economia também. Após alguns anos de problemas, 2008 parece que será bom. O PIB agrícola já chegou a 35% do PIB geral, perdeu terreno, mas com a pujança no setor, isso é sinal de força na máquina econômica. O Brasil ganha.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

E o Brasil? E bolsa brasileira?

A Bovespa caiu hoje- Clique e veja- A Volatilidade será grande, a queda de hoje foi sem volume, menos mal.
Os EUA vivem uma crise, sim, mas será administrada, como foi no passado. Veja o POST abaixo.

Veja opinião de Denise Toledo sobre a oscilação, a volatilidade - Clique e veja

Minha opinião: Enquanto não houver calma nos EUA a bolsa brasileira vai ficar volátil, só para profissional, mas não me parece que tem força para subir. Deve ocorrer o que aconteceu em agosto de 2007, para talvez voltar no segundo semestre de 2008, quando a dimensão do problema americano estiver dimensionado e/ou sob controle.

Existe o risco de inflação com recessão, a pior combinação, econômica. Do jeito que estiver a situação lá, agravada pelo enorme déficit público de quase 6% do PIB, eles vão sair, como sempre sairam. Meu sentimento é que vai haver uma recessão, administrada pelo FED para domar o leão inflacionário. O déficit público será administrado separado e pode ser o mais grave problema que ainda não subiu a tona da crise.

Bolsa: Eu realizaria lucros e manteria uma posição, para talvez começar a comprar daqui a dois meses. FUTUROLOGIA: a bolsa volta a 45.000 pontos, para retomar e chegar aos 60.000. A festa na floresta será a mesma de 2007. O que pode mudar? A economia é regida por forças naturais, mas sempre seguem uma lógica. A China é pilar do equilíbrio mundial, se acontecer algos esquisito por lá, ai podemos ter uma situação gravíssima. Vamos torcer que não.

A economia nacional segue com bons fundamentos, a energia, depois da chuva de fevereiro pode estar próxima da normalidade, mas com perigos ainda em 2009, 2010 ou 2011 dependendo do crescimento. Acho que viveremos uma tempestade por aqui, mas nada que assuste ou seja bicho de sete cabeças. I HOPE.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Uma análise da crise americana a partir do livro de Greenspan!

Parece que a crise americana é novidade, mas não é. Não é por causa do “sub prime” ou do prejuízo de bancos e financeiras. È oi final de um ciclo, mais um, e todos estes fatores influem, mas não só estes.
O livro Era da Turbulência de Allan Greenspan mostra claramente que a economia vive de ciclos, sua força de subida reside na queda e ajuste.
Greenspan teve como um dos mentores Arthur Burns, grande estudioso dos ciclos econômicos e ele próprio, Allan, acredita piamente que a economia pela “invisible hand” do mercado de Adam Smith é assim, não tenho dúvidas.
De 1980 até os dias de hoje, várias crises econômicas foram presenciadas por nós, sempre após períodos de inflação e/ou recessão por motivos diversos, mas quase sempre com a administração pela mão de ferro poderosa do FED.
Os ciclos ficam nítidos, na crise de 1987 quando Wall Street caiu 22% no mesmo dia, segundo especialistas, pelo enfraquecimento do dólar, mas na verdade, a motivação era a imensa liquidez gerada por investimentos especulativos. O FED administrou, assim como em 1990, as S&L (saving and Loans), empresas que tomavam recursos a 3% e emprestavam a 6%, e acabou na farra especulativa com a quebra de várias empresas e fraude em algumas, como o caso famoso de Charles Keating, amigo do senador Mac Cain, provável candidato republicano na eleição deste ano.
Esta crise de 92, muito semelhante a atual, quebrou várias empresas, colocou bancos em dificuldade e o FED deu liquidez ao sistema. Na verdade contribuinte pagando parte da conta, ou toda.
Quero dizer, que nos anos 80 e 90, a economia americana enfrentou crises, causadas pela liquidez especulativa ou movimentos a partir de crises localizadas que forçavam a intervenção do governo. Segundo alguns este fato custou a eleição de Bush pai na reeleição.
Bill Clinton ganhou a eleição e viveu a fenomenal época do capitalismo da informação, mas ainda assim enfrentou crises, com a bolha da internet e crises de pagamento na Ásia e México que afetaram os Estados Unidos.
Em 11 de Setembro de 2001, o ataque aos Estados Unidos quase leva o país a bancarrota e o mundo a reboque, o FED com Allan Greenspan administrou a crise.
Allan chama de resiliência (capacidade de adaptação) da economia a saída das crises, mas acho que vai, além disso.
A experiência do passado e das crises recentes da década de 80 até aqui e a administração séria de pessoas nos bancos centrais que salvam os Estados Unidos e parte do mundo que anda a reboque da locomotiva.
Bem Bernanke, atual “chairman” do FED é estudioso da crise de 29 e sabe, tanto quanto muito economistas, que aquela crise poderia ser evitada.
Enquanto vivermos a liquidez, especulativa ou não, onde a oferta de papeis fica menor que a demanda, os ciclos estarão se configurando no seu ajuste. Assistimos mais um.
O final não poderá ser feliz para todos, com certeza para os mais cautelosos e bem informados, mas muitos incautos perderão dinheiro grosso. As bolsas de valores aplicam certo “darwinnismo” nos seus atores.
O que esta ocorrendo agora já aconteceu no passado e quem quiser saber o final é só olhar a história recente. Para saber se vai perder ou ganhar? Olha se está no lado comprador ou vendedor. Nas crises os vendedores costumam ganhar mais.

Depois volto com mais coisas de Greenspan e do FED, verdadeiras pérolas.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

O pacto de São Pedro, Lula e Lobão!

A chuva aqui em BH, neste janeiro é coisa impressionante.
Parece que São pedro olha para as autoridades do setor elétrico e o Ministro Lobão chega com estrela, mesmo assim ainda parece que as médias históricas não foram recompostas. Clique e veja matéria da Folha Online.

Em dezembro e no começo de janeiro as chuvas foram muito abaixo das médias e acenderam a luz vermelha, a amarela já estava acessa há muito tempo.
Neste últimos dias podemos ter melhorado ainda mais, mas com certeza parece não normalizado ainda.
As conclusões desta situação são as seguintes: Não podemos depender de São Pedro para ter garantia de energia elétrica. Nossa matriz precisa ser diversificada e dependermos menos das chuvas. A crise ainda não foi debelada e é questão de tempo.
As usinas da Amazônia terão problemas ainda não sonhados e o gás é gargalo sério.
O governo deve retomar Angra urgente, é nossa saída imediata. As fontes alternativas e renováveis devem ser incentivadas de maneira que o mundo inteiro faz, menos o Brasil que desdenha a situação.
Continuo torcendo, mas é péssimo depender das chuvas em pleno carnaval, criando trasntôrnos para a maioria dos folões.