terça-feira, março 20, 2018

Eleição 2018- A hora da definição das candidaturas vai chegando. - Final de março- Mais uma reflexão


O prazo final de filiação é dia 06/04 a meia noite.
Algumas candidaturas já estão postas:

  1. Bolsonaro - Patriotas
  2. Boulos - Psol
  3. Alvaro Dias - Podemos
  4. Manoela Davila - PC do B
  5. Alckmim - PSDB
  6. Ciro Gomes - PDT
  7. Rodrigo Maia - DEM
Algumas reflexões baseadas em informações e minhas ilações:
  1. PMDB não deve lançar, se sair pode ser com Meirelles, mas acho improvável. Temer quer participar, mas não será candidato, apesar de ter até julho para decidir quando será a convenção dos partidos.
  2. Rodrigo Maia não deve largar a sua eleição garantida de deputado e futuro presidente da CD por uma eleição difícil e incerta de presidente. Hoje ser presidente da CD é muito melhor de=o que presidente que depende do congresso. A CF de 88 criou este parlamentarismo tupiniquim, mais uma aberração.
  3. PT deve ter candidato, não deve ser Lula, mas ele vai esticar a corda até onde conseguir. Ouvi uma tese, que não é tão irreal, que Lula sendo retirado a "forceps" pela justiça, pode criar comoção e conseguir eleger seu candidato. Esta história me foi contada lembrando o caso de Minas Gerias na eleição de 1965. Tião Medonho candidato do PSD, de JK, favorito absoluto, foi cassado há 20 dias da eleição a pedido de Magalhães Pinto que era o governador da UDN e disputava com o médio Roberto Resende. Segundo meu amigo, a comoção da cassação de Tião Medonho fez Israel Pinheiro que o substituiu ar com 70% dos votos. Ouvi a história atentamente, mas os tempos são outros, Lula e o PT, e quem for o candidato tem rejeição alta, mas em política tudo é possível como dizem aqui em MG.
  4. Falando em rejeição, vi uma pesquisa qualitativa e aqui é a bomba que deixarei registrado.
  5. Anotem ai: O PSB deve fechar com Joaquim Barbosa. Ele tem rejeição pequena e grande potencial votos no cruzamento rejeição x grau de conhecimento do eleitor. Se ele for mesmo pode ser player forte, nome até aqui apagado na mídia pode entrar forte.
  6. A rejeição de Alckmin é altíssima, 70%, Bolsonaro 50%, Lula 40%. Isso mesmo, por esta pesquisa Lula tem 40% de rejeição somente. Já vi pesquisa que ele tem 60%.
  7. Alvaro Dias parece não decolar, mas ainda o jogo não começou, precisamos observar estes dois nomes. Alvaro Dias e Joaquim  Barbosa, se ele for mesmo candidato.
  8.  Aqui em MG, Rodrigo Pacheco segue firme. Ele construiu bem uma força e mesmo com Anastasia se lançando, não acredito que desista, vamos ver.
  9. Aqui em MG, teremos Anastasia (que ainda pode desistir e virar vice de Alckmin)  Márcio Lacerda (que tem problemas no próprio partido e não se assustem se ele perder a legenda). Se mudar de partido estará morto.  Rodrigo Pacheco, jovem com proposta de renovação é no meu entendimento o mais forte hoje. O DEM estará fortalecido e ele constrói uma aliança que lhe dará tempo e logística. A conferir estas previsões.
A bomba de hoje é de fato o PSB quase confirmando Joaquim Barbosa que tem grande potencial de votos. O maior de todos.
Claro que ainda é cedo, mas as pesquisas qualitativas começam a mostrar algumas coisas interessantes.
Como já escrevi e falo. Presidência é destino. Quem quiser ler este artigo dos últimos presidentes desde os anos 30, pode tirar suas conclusões. Clique e leia - 

Presidência da república é destino? Um pouco da história, dos anos 30 para cá. Tirem suas conclusões.

Estudei e pesquisei muito a história política e econômica do Brasil, vivi uma parte dela dos anos 80 até aqui. Escrevi um livro e escrevo outro e farei algumas considerações sobre a política no que tange aos presidentes da república de um tempo para cá. Não é um tratado de história, é um artigo resumido para convite a reflexão do leitor e algumas observações importantes.

Leia mais em: https://www.webartigos.com/artigos/os-presidentes-do-brasil-desde-1930/152173#ixzz5ALWfWKrb


sexta-feira, março 09, 2018

As eleições se aproximam, qual o retrato hoje? Março 2018


Estamos quase lá, apesar de não estarmos oficialmente em campanha, já começou a articulação.

Esta pesquisa da CNT/MDA mostra já algumas coisas importantes. Clique e veja

Em uma corrida presidencial sem Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 4 candidatos disputariam uma vaga no 2º turno contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). O ex-capitão do Exército pontua de 20% a 20,9% a depender da combinação de cenários. O 2º lugar fica embolado entre Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

Ela não fala de rejeição, mas por outras pesquisas, podemos inferir, a rejeição de todos é alta, e semelhantes, portanto vamos deixar para considerar isso adiante.

7 meses até lá, mas algumas coisas parecem claras, vamos deixar registrado, com a ressalva de que não existe futurologia na política e tudo pode mudar, mas "ceteris paribus":

  1. Lula não será candidato
  2. PT deve lançar candidato, provavelmente Fernando Haddad
  3. Bolsonaro se consolida para ir ao segundo turno
  4. As projeções, por esta pesquisa, do segundo turno mostra imprevisibilidade total, estão todos embolados e o detalhe da campanha pode definir.
  5. Acredito que o PT não vá ao segundo turno e deve apoiar Ciro ou Marina, mais para Ciro.
  6. Considerando isso, eu arriscaria dizer que o segundo turno será entre Ciro Gomes e Bolsonaro.
  7. Alvaro Dias ainda não pontua bem, seu tempo de começar a subir está se esgotando. Ele tem potencial por ser desconhecido para a maioria e ter rejeição baixa. Acho que no caso dele, o final de março (até 06 de abril) com a data do fechamento das filiações, podemos enxergar o quadro do partido dele, o Podemos e ai ver se as chances dele melhoram ou pioram.
  8. Esta eleição será atípica, mas a renovação será baixa. Insisto nisso e confirmo cada vez mais minha convicção nisso. A população espera muito, mas terá uma grande decepção. O dinheiro de fora não virá, ilegal e as empresas não farão (a não ser poucas), o dinheiro virá dos partidos, do fundo partidário e vai privilegiar quem está já lá. Não vão salgar carne nova.
  9. Chuto a renovação do congresso, CD  entre 30% e 40%, historicamente é isso.
  10. No SF pode ter mais renovação, deve ter, mas sem a definição dos candidatos fica difícil tentar mensurar isso,
  11. As redes sociais servirão mais para desconstruir e atacar do que para alavancar as candidaturas, será importante, mas não determinante.
  12. Os quadros estaduais podem e devem ser influenciados pelo quadro nacional. Os candidatos a governador terão que optar por um candidato. A influencia não será do estadual para o nacional, mas o contrário.
Vamos deixar registrado. Já tenho a minha linha, mas ainda não revelarei, em breve vou divulgar meus candidatos e meu partido. Sim, vou me filiar a um partido. 
Vai disputar a eleição? me perguntam. Ainda não decidi, mas existe esta possibilidade, dependendo de algumas articulações que estamos fazendo.

quarta-feira, fevereiro 28, 2018

A eleição de 2018, algumas considerações- Vamos deixar registrado.





Na verdade ainda é cedo para afirmar qualquer coisa, mas o quadro começa a ficar mais claro.
Até 07 de abril é preciso fechar as filiações partidárias e as incompatibilizações.
Por exemplo, especulam que o governador Pimentel será candidato ao SF, ele precisa renunciar, assim como os prefeitos Kalil e Medioli. Os candidatos que precisam mudar de partido precisam estar devidamente filiados aos novos partidos. Fica mais claro em abril.
Vamos lá, vou fazer algumas considerações, não é chute, é um pouco de informação e tem meu "felling" também:

  1. Pimentel será candidato ao governo, Kalil e Medioli não serão candidatos a nada. Se Pimentel nem ser candidato a nada pode acontecer, mais abaixo saberão porque, mas acho improvável que não seja. Ao SF duvido muito.
  2. Alguns deputados federais que têm processo no STF podem ser candidatos a deputado estadual ou mesmo nem ser candidato. Mais adiante direi a razão.
  3. Bolsonaro se consolida e deve estar no segundo turno, a questão é quem será o adversário dele. Ele tem rejeição alta, mas todos outros têm também. Bolsonaro capitaliza a indignação da população com a classe política e tem o discurso da segurança e endurecimento das leis, a pauta número um dos brasileiros que não aguentam mais a violência e nem a impunidade.
  4. Despreparado? Depois de Lula e Dilma chamar Bolsonaro de despreparado é piada. Isso não estará em julgamento na eleição, aliás nunca esteve.
  5. Ciro Gomes deve ser o nome que herdará, ou tentará, os votos de Lula. Deve ter um petista de vice, provavelmente Haddad, ex prefeito de SP. 
  6. O desgaste do PT, PMDB e PSDB será sentido nas urnas e nas campanhas, todos os escândalos voltarão forte nas redes sociais e nas inserções da TV.
  7. Geraldo Alckmim deve ser candidato, é sério e preparado, mas não sei se consegue suportar ou ultrapassar o desgaste do seu partido, PSDB.
  8. Alvaro Dias é outro nome com potencial, tem baixa rejeição e pouco conhecimento por parte do eleitorado. A questão dele é partido, logística e tempo de TV. Será que o podemos consegue atender? Estamos  a 7 meses da eleição, apesar de ainda não começar pra valer a campanha, os candidatos precisam mostrar viabilidade e densidade eleitoral. No Sul ele tem, é preparado e experiente.
  9. Em Minas Gerais tudo indica que a disputa se dará entre, Marcio Lacerda, Rodrigo Pacheco e Pimentel. Pimentel no segundo turno com grande chances, mas podemos ter surpresas dependendo do desgaste do PT. Considerando a força do PL (Palácio da Liberdade) nas eleições, tudo indica que estará nos segundo turno. A questão será quem disputa contra ele. Rodrigo Pacheco ou Márcio Lacerda. Aposto em Rodrigo Pacheco, jovem preparado, sem desgaste e com um discurso moderno. Ele constrói uma grande aliança em MG. Márcio Lacerda é experiente, preparado, mas este partido dele PSB, tem rachas, tem ambiguidade no discurso de esquerda e sua ligação com Ciro Gomes/PT pode e deve atrapalhar.
  10. Haverá uma renovação do congresso muito baixa. O dinheiro do fundo partidário estará com os deputados e senadores atuais que disputam a reeleição. Não há dinheiro privado, muito pouco, e o que mandará será o dinheiro público do fundo partidário, aliás muito dinheiro. Será que os atuais mandatários arão dinheiro para os entrantes? Óbvio que não.
  11. Normalmente a renovação se dá em torno de 30%. Este ano será em torno disso, podendo até ser menor. A população que espera uma grande renovação terá uma grande decepção.
  12. As redes sociais serão ferramentas importantes, mas não determinantes. Nas grandes cidades terão mais relevância, mas no interior não. Ainda a política dos lideres políticos do interior será a principal ferramenta. As redes sociais servirão mais para atacar adversários do que para construir candidaturas. Haverá muita fake news e o nível deverá ser muito baixo Infelizmente.
Agora vamos lá deixar registrado aqui: Os políticos que tem problema e são réus ou estão na fila do STF, STJ não necessariamente buscarão o foro privilegiado. Existem duas razões para isso. A primeira é que o foro deve cair, via STF e a própria CD. E demanda da sociedade forte.
A segunda é questão jurídica. A perda do foro faz os processo voltarem a primeira instância. Neste fórum os réus terão mais tempo e mais recursos.  Já houve casos de renúncia de mandatos para conseguir resultados jurídicos seguindo esta lógica. Não se surpreendam se alguns candidatos simplesmente nem concorrerem para se livrar da justiça. Estas são as regras e alguns podem usa-las.

A conferir algumas considerações.


O calendário oficial para quem tiver curiosidades mais.


7/4 – Último dia para governadores, presidente da República e prefeito deixarem o mandato, caso queiram disputar a eleição para outro cargo.

7/4 – Quem pretende concorrer aos cargos eletivos no pleito de outubro deve se filiar a um partido político até esse dia, ou seja, seis meses antes da data das eleições.

10/4 – A partir desse dia fica vedado aumento salarial para servidores públicos. O aumento é proibido até a posse dos eleitos, a não ser que seja um reajuste para recompor perda de poder aquisitivo no ano.

9/5 – Prazo final para o eleitor regularizar o título e fazer atualizações no cadastro.

18/6 – Justiça Eleitoral vai divulgar o valor do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. O fundo é uma novidade instituída pela minirreforma eleitoral.

20/7 a 5/8 – período para convenções partidárias escolherem as coligações e candidatos.

15/8 – Último dia para os partidos registrarem no TSE os candidatos.

16/8 – Início da propaganda eleitoral.

7/10 – 1º turno das eleições.

12/10 – Início da propaganda eleitoral do 2º turno.

28/10 – 2º turno das eleições

Fonte: TSE/Portal Uai




quarta-feira, janeiro 17, 2018

As bolsas de valores estão bombando em 2018. Isso deve ser bom sinal para 2018.


O ano começou bem. As bolsas mundiais estão todas subindo bem, com força.
Dow Jones bateu recorde e a sintonia espalha. Aqui no Brasil Bovespa bate 80 mil, e ronda este patamar há algum tempo.

Quem quiser ver as Bolsas Mundiais- Clique aqui

Quem quiser acompanhar Bovespa - Clique aqui

O mercado sempre se antecipa as boas notícias e as projeções na economia. O que está acontecendo?

O Brasil acompanha o ritmo global, que começa a retomar o vigor de seu ciclo de prosperidade que foi abalado em 2008. Nova onda positiva? Pode ser.

Só fatores exógenos podem mudar o clima. O gordinho maluco que parece tomar jeito é um dos vetores positivos (eu acho), e ele não fizer bobagem ou não tiver alguma outra catástrofe (econômica por erros de algum país) global, 2018 parece que irá bem. Tomara.
 Aqui a economia surpreendeu pelos bons indicadores atingidos. Longe do ideal, precisamos de muito mais, mas já retomamos o caminho certo.
Inflação baixa, indústria e transporte se recuperando, serviços com boas perspectivas, estou otimista.
Aqui ainda falta acertar as contas públicas, muita irresponsabilidade com os gastos públicos que mesmo após a saída do irresponsável PT ainda continua. Infelizmente,

Vamos acompanhar.

E ai? Perguntaria alguém, o que você faria?
Eu já operei muito com bolsa, hoje estou distante (mas louco para voltar).
Bolsa precisa de cautela e acompanhamento de profissional.
Pensar em médio e longo prazo. Analisar as ações de empresas boas e rentáveis.
Fugir da jogatina e especulação, elas existem e dão liquidez a bolsa, fazem parte, pode dar muito dinheiro, mas pode fazer perder também, muito. Saia fora disso, a não ser que seja um jogador, mas mesmo assim, como nos jogos em geral, estude, pesquise e minimize o seu risco.

2018 promete ser um bom ano na economia aqui no Brasil e mundialmente também.
Aqui temos eleição e copa do mundo que sempre deixa o país em "slow motion", mas é parte de nossa cultura.
Particularmente em ano eleitoral as bolsas podem ser muito mais voláteis e suscetíveis a especulação, portanto é para ter cuidado com bolsa, em ano eleitoral é redobrar o cuidado.

Mas e ai? Invisto ou não?
Para quem nunca mexeu com a bolsa, sugiro pegar 10% do disponível para investimento, estudar algumas ações, depois buscar ajuda especializada e investir. Pensar em médio e longo prazo.

Sorte? Sempre é preciso, em tudo na vida, uma pitada dela. Acontece que ela vem para quem corre atrás dela.

Um assunto que vai deixar todos curiosos. O bitcoin Falaremos mais outra oportunidade, ainda estou estudando o assunto, mas não tem nenhuma relação com bolsa de valores, são coisas que se assemelham em alguns aspectos, mas diferem na sua grande maioria.

terça-feira, dezembro 26, 2017

O que aconteceu na economia em 2017 e para 2018?


Quase caímos no abismo depois do estrago populista, mas agora estamos saindo do buraco, ainda demora, mas já foi um alivio.
Como sempre faço, vamos conferir o que foi previsto e o que aconteceu.
Clique e veja 2016 para 2017: Clique e leia

Vamos ver as projeções para 2018:


Vejamos o que aconteceu:


Os indicadores são infinitamente melhores.
Saímos da recessão, dominamos a inflação, os juros caíram, os saldos melhoraram, tudo foi positivo.
Destaco para 2018 algumas coisas:
  1. Acho que os juros podem cair mais.
  2. A inflação e o câmbio podem ficar acima do previsto.
  3. PIB pode ficar maior
  4. Investimentos externos serão maiores.

Mesmo sendo ano eleitoral e de copa do mundo, que sempre atrapalham o Brasil, sou otimista para 2018.
Na questão política, apesar do Temer e os problemas políticos, conseguimos consertar algumas coisas graças a qualidade e competência da equipe econômica e da mudança de rumo.
Temos chance de continuar a limpeza e mazelas da política. Que continue assim.

Desejo a todos 2018 cheio de saúde e realizações. 

Viajo o mês de janeiro todo para China e EUA, trabalhando. Bom começar o ano assim. Tanks God



sábado, dezembro 23, 2017

Inflação- Artigo de 2009, mas muito atual.

Artigo escrito em 2009. Era fácil enxergar, mas não fizeram nada, ao contrário, fizeram mais bobagens.

Clique e leia- 



O perigo da inflação já ronda o Brasil e pode destruir o futuro promissor.
Winston Churchill dizia que quando mais se recua na observação do passado, mais se avança na visão do futuro. Ele estava corretíssimo. A crise econômica de 2008 foi debelada pela ação firme que surgiu a partir do aprendizado com a crise de 1929. Um fantasma do passado ronda alguns países, principalmente os ditos emergentes.
O mundo viveu momentos inflacionários terríveis que hoje estão provados e com asserção de que não foram provocados pelas guerras, mas ao contrário, causaram guerras. A República de Weimar, Alemanha após a primeira guerra, é o caso mais notório. Uma combinação de impostos insuficientes e gastos excessivos criaram déficits nos idos de 1919 e desaguou na terrível e conhecida hiperinflação que teve pico de 182 bilhões por cento, isso mesmo. Na Hungria a inflação chegou a 4,19 quintilhões por cento em 1946, nem dá para imaginar este número.
A combinação da depreciação do marco alemão na ilusão de pagar as indenizações da guerra elevou as importações, aumentaram o consumo e os preços saíram do controle. Após a festa na floresta da explosão de consumo e da produção, vem a escassez e o desemprego, a quebra da confiança, calotes e uma espiral de problemas, sociais e políticos.
Como diz o historiador Niall Ferguson, se as hiperinflações fossem explicadas pelas indenizações de guerra era fenômeno fácil de ser entendido.
Milton Friedman diz que inflação é fenômeno monetário, mas hiperinflação é fenômeno político, e sempre por má gestão, tendo como protagonistas principais governos populistas e irresponsáveis.
Mais um exemplo, Argentina, em 1913, um dos dez países mais ricos do mundo. A Argentina chegou a crescer mais que Alemanha e Estados Unidos. Capital estrangeiro jorrava como as águas do Rio De La Plata, o futuro era promissor e positivo. Entretanto, a história mostra se não fosse em 1946, com a assunção de Juan Perón ao poder, a Argentina poderia ser um dos grandes e prósperos países mundiais, comparáveis aos Estados Unidos talvez. Populista e irresponsável, gastos públicos sem controles, calotes nas dívidas e desmandos que levaram a golpes diversos fizeram a Argentina penar até os dias atuais, com inflação e crises monetárias gravíssimas, planos de governos fracassados e até uma guerra. A inflação foi o seu maior flagelo nestes anos todos. Na volta de Perón em 1973 existia uma espiral inflacionária global e todos os países pagaram, ele acaba provando do veneno que inaugurou na década de 40.
Considerando que inflação é complexa, mas pode ser causada principalmente por déficit público, má gestão, aumento de consumo e depreciação monetária, vamos avaliar um pouco o caso do Brasil atual.
Enfrentamos a crise inflacionária causada pelo choque do petróleo na década de 70, mas ofuscada pelo milagre econômico, só voltaríamos a percebê-la nos anos 80, inclusive em 1989 experimentamos 80% ao mês de inflação. Esta década penalizou diversas gerações.
Ainda em escala mundial a inflação taxou em diversos países todas as classes sociais, Estados Unidos, Inglaterra e todo primeiro mundo experimentaram os dois terríveis dígitos de um indicador de inflação. O pior imposto que existe é o inflacionário. Na confusão e luta por interesses próprios, classes de trabalhadores, governo, funcionalismo público e entidades de classe criam um clima de idas e vindas que acabam beneficiando alguns, mas que acaba sendo ilusão pelos problemas futuros que as mazelas e confusão inflacionária causam a sociedade.
No Brasil, a Lei de Responsabilidade Fiscal (lei complementar nº 101, de 4 de maio de 2000), estabeleceu um conjunto de regras de controle sobre as finanças públicas. Isso foi um tremendo avanço, freio nos governantes irresponsáveis. Mesmo passando despercebido pela grande maioria, podemos inferir que foi um dos grandes avanços conseguidos na mudança de comportamento gerencial das contas públicas junto com a estabilização da moeda. Isso não parece ter sido suficiente.
O Brasil vive no século XXI um momento impar, de prosperidade e estabilidade. O governo do PT teve responsabilidade em diversas ações de gestão pública e surfando nas ondas globais de riqueza passamos incólumes pela crise de 2008 e somos a " bola da vez" com a Copa de 2014, Olimpíadas de 2016 e o tri campeonato em "investment grade" conseguido nas três melhores instituições avaliadoras. A euforia é total, com razão.
Porém, um fato tira o sono de economistas sérios e preocupados com o futuro tão promissor deste país. O descontrole de gastos públicos, principalmente nas despesas correntes.
Luz amarela acessa: O governo central registrou déficit primário de 7,632 bilhões de reais em setembro de 2009, o pior resultado para o mês desde o início da série, em 1997. Se ao menos fosse a elevação dos investimentos, mas não é.  Vemos pelos problemas ainda recorrentes na saúde, educação e infra-estrutura, principalmente estradas e portos, que o gasto é despesa pura, sem o devido retorno a todos os contribuintes, mas privilegiando algumas categorias.
A herança de Lula pode ir pelo espaço. Ele tem altos índices de popularidade, o Brasil perspectivas positivas, seu legado ainda é protegido por algumas medidas que mesmo questionáveis, traz algum resultado social.
O cuidado deve ser redobrado na gestão das finanças públicas, este tem sido o seu calcanhar de Aquiles. O BC tem feito seu papel, Meireles é craque, mas existem correntes dentro do governo antagônicas no cuidado com o gasto público.
As taxas de juros em declínio, a apreciação do real, um aumento de consumo das famílias e o aumento constante dos gastos públicos nas despesas correntes podem ser combustível para a chama inflacionária que começa se encetar no país.Vários alertas estão sendo dados.
Se o monstro inflacionário voltar, deverá ser diferente, mas destruirá o sonho deste promissor futuro e causará danos que penalizará muitas gerações futuras.
Sempre olhei com otimismo a nova mudança da ordem econômica, as novas premissas, o aprendizado com problemas passados e as ferramentas de gestão atuais jamais nos deixaram voltar a viver os perigos inflacionários como no passado, mas todo cuidado é pouco.
Uma coisa deve ficar clara. Não devem se repetir os mesmos  efeitos dos percalços inflacionários decorridos, mas as causas ainda devem ser as mesmas, as consequências podem vir de forma modificada, mas ainda assim maléficas e causadoras de problemas políticos e sociais mais a frente.
A luz amarela está acessa há algum tempo, a euforia é saudável, mas a responsabilidade e competência na administração da potencial prosperidade são mais importantes que o sonho a ser vivido. Sempre digo, não podemos confundir o estado brasileiro com governo do Brasil, são coisas distintas e não podem ser misturadas. Ganhos políticos atuais podem significar problemas grandes no futuro, sempre foi assim.


Leia mais em: https://www.webartigos.com/artigos/a-inflacao-esta-rondando-o-brasil/27227#ixzz524RI7STj

domingo, novembro 26, 2017

quinta-feira, novembro 16, 2017

A 7ª maior economia do mundo e sem problemas colossais não poderia flertar com o fracasso

Excelente artigo. recomendo.



A 7ª maior economia do mundo e sem problemas colossais não poderia flertar com o fracasso: Por que, apesar da crise política, a economia voltou a crescer? Porque as empresas e a sociedade deram as costas para Brasília, onde sobram burocratas e falta sociedade civil

domingo, outubro 29, 2017

quarta-feira, outubro 18, 2017

A máfia dos bancos e a usura dos juros cobrados!


O Peso Do Estado E A Farra Da Banca

Artigo escrito em 2008. A máfia dos bancos ainda manda e muito. Com inflação deste ano em 3%, eles ainda cobram juros de 5% a.m. e cartões chegam a 15%. ASSALTO a Mão Armada.


Precisamos mudar isso.

Sábado na manhã, depois do tênis, gosto de verificar algumas coisas econômicas relacionando o passado ao presente, sempre com foco nas distorções que o estado brasileiro provoca. O estado e não governantes quero deixar claro. Neste período tivemos vários governos, de 1985 até hoje. O estado é o mesmo, os governantes foram Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula, bem ecléticos na ideologia e na competência, mas deixemos de lado esta questão.
Vamos ao cerne da minha ilação: A farra da banca.
Na minha visão, indignada por sinal, a súcia dos banqueiros monta no estado desde a década de 80,no governo Sarney. Não preciso lembrar que no final do governo Sarney, em 1989, a inflação chegou a 80% ao mês, alguém se lembra?
Esqueçamos o lado negro da inflação e dos planos mirabolantes, do Cruzado, Bresser, Collor, etc, e chegamos finalmente ao Plano Real (1994) e a Política de Metas Para a Inflação (1999). Este sim, o Real, o baluarte da estabilização até hoje, muito pela conjuntura mundial e responsabilidade dos governantes.
Fiz uma conta simples: US$ 10.000,00 dólares em março de 1985 valia (Cruzeiro) CR$ 39.510.000,00. Atualizado até abril de 2008 pelos índices oficiais (ORTN, OTN, BTN, INPC, UFIR até 1996 e depois a SELIC) chego ao seguinte número: R$ 61.189,00. Este número convertido pelo câmbio atual (US$ 1 = R$ 1,66) dá exatamente US$ 36.860,84. Ou seja. Quem tinha US$ 10 mil em março de 1985 e aplicou só nos papeis lastreados em títulos oficiais teria agora quase US$ 37 mil. Sabe quanto foi o reajuste? 369%.
Considerando que a década de 90 até aqui foi mundialmente de inflação baixa, imaginem o ganho real em US$.
O PPI Índex (um dos indicadores americanos de inflação) não ficou em 50% no período de 23 anos que analisei.
Quem é o maior emprestador? Adivinhou, a banca. Isso mostra como eles ganhavam com a inflação e ganham sem inflação. As razões são várias, mas o estado é o maior tomador de recurso, gasta mal e tem ânsia arrecadadora, cria estes mecanismos e enche a burra dos potentados.
Tudo bem que alguém pode dizer que sofismei pela conversão ao câmbio e hoje nossa moeda, o Real, está forte. Se ainda assim o US$ estivesse mais forte e a paridade fosse R$ 3,00, o ganho real ainda seria o dobro da média dos EUA.
Além de bancar o governo, eles extorquem os incautos com a farra do crédito, sem risco no caso consignado.
Hoje temos 30% do PIB na mão de analfabetos matemáticos que pagam "spreads" absurdos. Podem escrever ai: Teremos na primeira crise mundial que arrastar o Brasil, uma crise do "sub prime" do crédito brasileiro.
A minha revolta é antiga, mas a cada momento constato que de boas intenções estamos cheios, mas as coisas não funcionam como deveria, dentro de preceitos democráticos e da justiça social. Montesquieu do "Espírito das Leis" escreveu: "Quando vou a um país, não examino se há boas leis, mas se as que lá existem são executadas, pois boas leis há por toda parte." Aqui tudo parece funcionar, mas as distorções são enormes. O Banco Central só pode ser refém da banca, a questão das tarifas é caso de polícia.
Meu sábado segue em frente, mas com a triste sensação de que somos um povo abençoado e acomodado, que aceitamos calados as mazelas e nos contentamos com as migalhas que sobram.
O Brasil nunca chegará onde deveria estar. Não com a classe política sempre eleita nos enganos ao povo e do povo eleitor.
Murilo Prado Badaró- Empresário- Economista- mpbadaro@terra.com.br


Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/o-peso-do-estado-e-a-farra-da-banca/5625#ixzz4vqo1W7iH