Assuntos que me interessam: Política, Meio Ambiente, Economia, Tecnologia, Internet e um pouco de filosofia.
quarta-feira, julho 26, 2017
sábado, julho 08, 2017
terça-feira, junho 27, 2017
Presidência da república é destino?
Vou escrever um artigo mostrando que desde os anos 30, poucos foram os presidentes que assumiram tinham vocação política ou pretensão para tal. Foi o destino simplesmente.
Aguardem.
O futuro de Temer hoje, e depois?
Já era esperada a apresentação de denúncia contra Temer pela PGR.
O mercado já havia precificado isso, assim como precifica até aqui que ele deve ficar no cargo.
O julgamento é essencialmente político e não jurídico, por isso não será o conteúdo da denúncia que condenará ou absolverá Temer.
Temer saindo ou ficando não precisamos temer (que trocadilho) pânico no mercado.
Ele cometeu erros graves, tem passado e amigos suspeitos, mas é o presidente que tem levado o país depois do vendaval e da incompetência populista. Não que seja mérito dele, mas do time que conseguiu reunir para salvar parte de nosso futuro.
Após a maior crise econômica da nossa historia, maior ainda que 1981 e 1929, um monte de gente competente resolveu ajudar no rescaldo, Temer por acaso está no time.
A inflação está sob controle, abaixo da meta. Não graças somente a equipe, mas a brutal recessão. Isso ajuda Temer e alivia o mais pobre.
A taxa de juros Selic em declínio, não obstante o assalto que ainda praticam os bancos, é outro alento.
Sinais de recuperação do emprego e da renda são vistos, mas precisamos de muito mais.
E ai? O que acontecerá a Temer?
O processo deverá ser aceito pelo STF e encaminhado a CD. Lá passa por 10 sessões com o relator indicado pelo presidente, o competente deputado Rodrigo Pacheco do PMDB de MG.
Tenho certeza e ele já sinalizou que se comportará como um magistrado como convém a gente séria como ele é.
Aprovado ou não irá a plenário e para não ser aceita a denúncia Temer precisa de 173 votos, ou 1/3 dos 513 deputados.
Aparentemente ele consegue, hoje. Se aparecerem mais delações e fatos graves contra ele o quadro pode mudar. Estimam que ele teria entre 200 e 240 votos para derrubar a denúncia. A conferir, ceteris paribus.
2018 terá eleição e muitos deputados terão que expor apoio a um presidente impopular, com 7% de aprovação, e sob fogo cerrado de denúncias graves. Os deputados não terão como esconder se seu eleitorado o apoio a Temer, mas a CD tem suas idiossincrasias.
Acho que ainda é favorável a Temer, mas com um pouco de imprevisibilidade, A Globo bate forte, mas não será suficiente para derrubar Temer.
A agenda muda com esta situação e pelo menos por mais um ou dois meses o assunto só será este.
Temos coisas mais importantes como as reformas em discussão, a política, a trabalhista e a da previdência. Todas subiram no telhado agora, enquanto este assunto estiver na pauta.
O importante, seja quela desfecho for, é resolver rápido e retomarmos a agenda de conserto do Brasil.
Mesmo achando que Temer não sai, não faria previsão se demorar muito esta novela, ele sangra e isso só vai enfraquecendo. A favor dele, além da economia, tem sua experiência politica, ele não é amador, isso precisa ser levado em consideração e como o julgamento é político ele pode ser o condutor de seu destino. Vamos esperar para ver.
sexta-feira, junho 02, 2017
O que vai acontecer com Temer? E com o Brasil?
Futurologia é sempre complicado, mas gosto de me arriscar as vezes. Sempre baseado nas observações e buscando a racionalidade na análise. Vamos lá falar deste momento.
O que vai acontecer no Brasil agora com mais uma crise politica.
Na verdade desde 2014 quando houve uma grande mentira na campanha eleitoral e logo após explodiu a crise econômica. A crise apareceu de fato no final de 2014 e é a maior de nossa história. Recessão brutal com comprometimento de muitos anos do nosso futuro. Cansei de falar e alertar aqui. O populismo mostra que não funciona, mais uma vez. Trágica experiência tupiniquim.
A corrupção? Não precisa comentar. Foi o maior escândalo da humanidade.
E agora? Temer assumiu e vive um turbulento momento. Armaram para ele e conseguiram pegar a fera.
Não acredito em um complô armado e articulado. A inércia das mudanças que o país vive está fazendo este estrago. "No pain, no gain", sempre digo, mas será bom para nosso amadurecimento.
Vamos lá, algumas impressões:
- Temer não deve cair. Ele esteve na UTI, mas conseguiu reverter o quadro, pelo menos até aqui e se não aparecer mais bomba. O imponderável da Lava Jato como dizem vai continuar fazendo estragos.
- Juridicamente Temer leva tudo até 2018. Politicamente ele não é amador e está articulado.
- A reação da economia com um PIB agrícola de 13,4% ( a maior alta em 20 anos) dá folego a ele. Sem problemas econômicos, não cai presidente, em nenhum lugar do mundo. Salvo se vier mais bomba contra ele, como por exemplo a delação do assessor deputado. Uma observação: O agronegócio segurou a barra do populismo por muito tempo e mais uma vez brilha. Isso é fruto da tecnologia, produtividade e vocação do Brasil.Graças a deus
- Saímos da recessão? Ainda não podemos precisar, mas definitivamente foi excelente e tudo indica que realmente estamos retomando o rumo certo, da prosperidade. Sem ela não há justiça social.
- A inflação está dominada? Parece que sim, mas muito mais por conta dos efeitos da recessão. Quando a inflação está sob controle o poder de compra aumenta e a sensação de estabilidade é sentida no bolso. Politicamente é ótimo. Temer surfa nesta onda também.
- No segundo semestre será crucial para que a afirmação que a recessão acabou é válida. Eu tenho o sentimento que será bom. Vamos ver.
- Tudo indica que Temer deve passar pelo TSE. Deve ter pedido de vistas, natural e a prorrogação do julgamento por mais um tempo. Parece que passará por isso e será positivo para ele e para o Brasil.
- As reformas? Como ficam? A reforma trabalhista deve passar, tudo indica. A reforma da previdência está sob suspense. Acho que quando se normalizar a crise política atual, a reforma pode ser aprovada. Não a ideal, que aliás já sofreu muita modificação. Reitero que as duas reformas são muito importantes para continuarmos no rumo certo.
- Reforma política? Precisamos urgente, mas o que pode e deve acontecer não será o ideal. Só depois de 2018. E como ficamos? A questão da clausula de barreira e farra dos partidos, coligações, voto distrital, etc.? Acho que tende a ficar como está. O máximo que deve acontecer é o chamado "distritão". Onde os primeiros mais votados serão eleitos, sem quociente eleitoral e provavelmente com o fim das coligações que não farão mais sentido. Vamos aguardar. Tem chance de mudar para o distritão, mas é mais provável que fique como está hoje.
- O DEM e O PSDB saem da base no congresso? Existe um movimento, mas acho que não saem. Algumas defecções , mas nada sério. Sabe porque? DEM e PSDB farão companhia para PSOL, PC do B e PT na oposição? Claro que não. Eles não tem espaço lá, nem político e nem ideológico.
- Temer está sob fogo cerrado no STF com possível indiciamento? Sim, mas ele terá ferramentas jurídicas para enfrentar isso e me parecer que se for aberto o processo, a CD precisa aprovar a permissão. Hoje isso não aconteceria. Ressalva, se aparecer mais bomba para ele, ai muda tudo.
- A mídia está confusa, a Globo parece insistir na derrubada de Temer. Não acho que seja algum interesse escuso, acho ( e espero) que é jornalismo puro. A Globo não vai conseguir, só se aparecer mais bomba. A Globo já interferiu muito na politica, mas hoje são outros tempos.
- Não acredito em conspirações, de nenhuma espécie. Não acho que existam lideranças com a capacidade de aglutinar e promover "golpes", como já houve no passado. Prefiro acreditar que é a inércia destas mudanças que traz toda esta confusão. Tem o lado ruim, mas tem o amadurecimento da nação. O futuro agradecerá.
- A classe política continua desprestigiada e pisando em ovos. Haverá eleição em 2018 que se aproxima rápido. Na era da informação, whatsupp e redes sociais, nada pode ser escondido. Só é mal informado quem quer ser. O povão está de olho, atento e vigilante,
- Outsiders na política são a bola da vez. A renovação será grande. Velhos caciques estão mortos e a depuração maior se dará de fato em 2018, na eleição.
- Ainda é cedo para falar de futuro presidente, As pesquisas não dizem nada, mas a rejeição é o fato a ser observado agora. A intenção pode mudar, a rejeição e mais difícil. Por isso não se iludam, Lula lidera as pesquisas hoje, mas a chance dele ganhar a eleição é pequena, pela rejeição alta e pelos problemas com a justiça que está enfrentando. Já é ficha suja, se não oficial, na maioria da classe média, no sul e no sudeste. A eleição se decidi aqui.
- Nomes para ficarem registrados aqui: Meirelles, Dória, Bolsonaro, Caiado, Alvaro Dias, Ciro Gomes, Marina Silva, Alckmin ( um dos poucos que sobrou) e os de sempre figurantes. Um destes deverá ser o futuro presidente.
- Um Gap politico nos estados com muita pouca previsibilidade de nomes para cargos majoritários, governo e senado. Vai aparecer muita gente nova no pedaço. Parte da depuração.
- Lava Jato continua? Com certeza, elá tem vida própria e a PF e a PGR não serão tuteladas. Será um grande risco para quem tentar interferir. Ela ainda fará estragos.
- Ainda vai aparecer muito mais coisas, infelizmente. Bom a gente lembrar que BNDES e os Fundos de Pensão ainda não começaram a mostrar os podres da era populista. Vai ser de arrepiar.
- Os irmãos mafiosos sertanejos estão rindo agora, mas os problemas deles ainda não começaram. A nação indignada com o que assistimos e a reação virá. Eles já estão pagando pecuniariamente multas, mas é pouco. O crime não pode compensar e não vai. Fora isso a lei americana FCPA ainda vai dar dor de cabeça para eles.
- O Lula será preso? Acho que quando condenado em segunda instância (se não mudarem isso). Ele será condenado e pode ser preso. Preventivamente ou temporariamente? Não acredito, salvo se aparecerem mais coisas graves contra ele. São muitos processos e o jogo para ele nem começou de verdade. A delação de Pallocci pode liquidar de vez o Lula. Demorou, Aécio é outro que acabou. Cargo majoritário será complicado para ele, mas deputado ele se elege. Não será fácil, mas ele consegue.
Algumas considerações para ficarem aqui registradas. Vamos ver o que acontece.
sábado, maio 20, 2017
Renuncia Temer, o Brasil não pode parar agora.
Não dá mais. Infelizmente.
O Brasil precisa consertar o estrago populista e estávamos indo lentamente para recuperação.
A situação política se agrava com a delação da JBS.
Aécio, Lula e Dilma estão fora, precificados pelo mercado e liquidados, mas Temer não, a situação dele impacta muita coisa.
Não tinha achado nada demais nas gravações, mas quando vi a sequência com filmagem e gravaçao do seu assessor deputado e supostamente preposto, não deu para aliviar. Temer está moribundo politicamente.
Por mais que as gravações tenham sofrido edição, e parece que sofreram com um erro infantil da PGR e STF de não averiguar, isso só alivia a barra dele juridicamente, pode aliviar.
Politicamente ele está na UTI.
Temer vinha conduzindo as coisas, mesmo com baixa popularidade, mas freou no seu passado.
Agora já deu.
Erros crassos em receber na calada da noite um empresário investigado, indiciado e enrolado não e nada republicano, mas talvez o seu passado corrobore a sua boa vontade com ele.
Editorial do Globo pede a Renúncia- Faço dele minhas palavras - Clique e leia
Pela primeira vez na nossa história um presidente é investigado com autorização do STF. Só isso seria suficiente para justificar o pedido de renúncia dele.
Como falo muitas vezes, na política a versão muitas vezes é muito mais importante do que os fatos. A realidade dos fatos com provas, gravações e filmagens e mortal.
O Brasil precisa seguir o rumo com as reformas que agora estão comprometidas. Não há como negar.
Os escândalos e o que muitos chamam de imponderável da Lava Jato continuam fazendo estragos, mas infelizmente a guerra das torcidas continua, principalmente pelos vermelhos da CUT e afins.
O chamado pelas diretas é legitimo, mas na prática é sonho. O máximo seria uma antecipação da eleição e que depende do congresso com 2/3 do membros.
Em 1961 quando Jânio renunciou e os militares vetaram a posse de Jango, o congresso fez em poucos dias a emenda que implantou o parlamentarismo. Deus certo pelo impasse do momento, mas não durou muito. Meu próximo livro conto estas histórias e outras mais.
O Congresso pode antecipar a eleição , e hoje é muito plausível, até na luta de sobrevivência de Temer.
Se obedecida a CF a eleição com a provável queda de Temer será indireta e ai mora outro problema:
Quem será eleito?
Algumas considerações sobre esta possível eleição:
- Não precisa ser necessariamente congressista
- Não existe regulamentação ainda e o congresso precisa fazer isso rápido.
- A eleição indireta será por maioria absoluta em primeiro escrutínio e se não atingida, mais duas chamadas (se necessárias) de votos já com maioria simples.
Nomes falados hoje: FHC, Nelson Jobim, Henrique Meirelles, Carmem Lúcia e outros que não teriam tanta notoriedade e muito menos chances.
Acho muito pouco provável, mas não impossível que seja um membro do congresso. O desgaste deles é enorme e a delação da JBS agravou isso.
Gosto de deixar registrada aqui previsões, na verdade palpites porque se tivesse bola de cristal estaria operando na bolsa de Wall Street e não aqui.
- Temer não se sustenta, infelizmente. Quanto tempo dura? Será rápida a saída dele.
- Nome como Henrique Meirelles seria ótimo, mas a esquerda rejeitará. Ele passou incólume por todo vendaval e pode ser o tocador das mudanças necessárias e em curso.
- O nome da Carmem Lúcia cresce muito e apostaria nela hoje. O consenso e sua figura de magistrada ajuda neste momento em que mesmo não tendo a participação da opinião pública diretamente, ela pode e deve pesar. Carmem Lúcia transmitirá confiança, eu acho.
- Outros nomes serão colocados, FHC e Nelson Jobim têm transito político e podem surpreender.
Estamos virando uma página, não me canso de dizer. Dolorida e assustadora, mas real e necessária.
Não existem complôs, acho que as coisas caminham como devem e convém. Uma geração de procuradores, delegados e juízes competentes e idealistas fazem sua parte, como devem fazer.
Uma grande aliada nesta mudança toda é a tecnologia.
A maravilha da interação em tempo real e velocidade da informação não deixam as coisas escondidas ou embaixo do tapete por muito tempo.
Vamos esperar o que acontecerá, agora estamos neste nevoeiro de dúvidas e incertezas, mas com uma certeza pelo menos. O Brasil está mudando e será para melhor. #prontofalei
sexta-feira, maio 19, 2017
Delação da JBS e depois?
Bolsa caiu muito, 10% e circuit break acionado porque cairia mais.
Dólar sobe 8%.
Rumores e fofocas de todas as formas ecoam no país.
Brigas das torcidas continua e os que atacavam a Globo como mentora da "perseguição" engolem o que disseram.
Teorias de complôs e conspiração de todas as matizes.
Para mim o que ocorreu foi mais um capitulo da limpeza e amadurecimento por que passa a nação.
As instituições reagiram aos desmandos que vinham acontecendo de todas as formas.
Vamos sobreviver a esta crise. Já passamos por outras.
A bolsa deve voltar em breve e o dólar ocupará seu lugar que o mercado sereno conduzir.
Politicamente ainda creio que pode haver antecipação das eleições como uma saída para arrefecer os anseios da opinião pública.
Renúncia de Temer? Só se vier mais bomba. Sinceramente, ouvi a fala dele e me parece que fizeram uma tempestade em copo dágua.
Qual é o cenário juridico?
Vivendo e aprendendo. Não sou jurista. Olha isso:
art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga. § 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
Quer dizer.
Se ele renunciar ( chance pequena ) a eleição será indireta.
Se ele for impedido, por qualquer motivo , a eleição será indireta.
Ou seja. Temos 3 situações.
1- Renúncia- eleição indireta
2- Impedimento - eleição indireta
3- antecipação da eleição- depende do congresso.
Tudo indica que Temer vai tentar levar isso até a eleição.
A possibilidade de cassação da chapa pelo TSE existe, mas eles têm muitas ferramentas para protelar isso e jogar para frente. A justiça nossa é assim.
Não perco a fé e confiança que estamos virando uma página. Depuração na classe politica e amadurecimento das instituições.
Vamos superar tudo isso, pena que foi a um custo muito alto de nosso futuro.
quinta-feira, maio 18, 2017
E agora Temer? Como fica a situação do Brasil?
Inegável. Uma bomba explodiu ontem em Brasília.
Na verdade vivemos uma grave crise politica há muito tempo, ontem foi mais um capitulo.
Podemos dizer que uma página da nossa história está sendo virada, mas infelizmente o resultado não será rápido e só começará em 2018 com a depuração (pelo menos parcial) de parte da classe política.
Aécio aumenta seu calvário e Temer entra no centro do furacão.
Confirmadas as gravações de Temer (tudo indica que sim) ele está em maus lençóis.
E agora? O que pode acontecer?
Vamos pensar:
- Impeachment de Temer - Já foi pedido, mas a chance é pequena. Além de ter necessariamente o aceite de Rodrigo Mais (o que não aconteceria), isso demanda tempo e poderia chegar na véspera da eleição do ano que vem. Chance quase nula.
- Temer renunciar- Acho que pode ser uma opção, mas ele ainda vai brigar muito para ficar onde está. A renúncia é um ato unilateral dele. Não acho que ele se encaixe neste perfil de fugir da raia do embate politico. Chance muito pequena.
- Chapa Temer é cassada - Neste caso Rodrigo Maia como presidente da CD assume e convoca eleição em 30 dias. Acho que esta hipótese passou a ser mais considerável agora, mas não acredito ainda. Quem seria o nome? O desgaste da classe politica e de imagem do país não recomendam esta situação. Chance pequena, mas aumenta agora.
- Antecipação das eleições - Existia um movimento para prorrogar os mandatos de todos até 2022 para coincidir as eleições. Eu até acho que a coincidência das eleições uma boa opção para o Brasil, mas agora isso não aconteceria. O que pode acontecer e ganha força é a antecipação das eleições de 2018. Esta solução depende do congresso e , são 2/3 para uma PEC. Uma solução que agradaria a opinião pública. Chance muito boa de acontecer.
- Michel Temer sai (por renúncia ou impeachment)- Rodrigo Maia, Eunício de Oliveira e Carmem Lúcia são a linha sucessória. Ele saindo as eleições indiretas devem ser convocadas em 30 dias. A solução que agrada muitos, a de Carmem Lúcia (como presidente do STF) assumir não aconteceria. Rodrigo Maia e Eunício teriam que renunciar. Eles têm acusações e me parece estão indiciados o que favoreceria Carmem Lucia. Existe chance, mas acho que muito pequena.
- Parlamentarismo - Seria uma ótima solução, mas depende de PEC que são na prática votos de 2/3 do congresso. Muito difícil pelo momento. O calendário eleitoral de 2018 apagaria este movimento. Chance muito pequena.
- Intervenção militar - Chance nula. Eles não estão articulados para isso como ocorreu em outros momentos da nossa historia.
Tivemos várias crises na nossa história, mas nada se compara ao momento atual.
Vivíamos grave crise política, econômica e institucional. A politica foi arrefecida com o impeachment, a econômica com as boas perspectivas e a institucional ainda reverbera, mas as instituições têm funcionado.
Temer perde força para aprovar as necessárias medidas, isso e inegável, mas o congresso não pode fugir a luta.
O pais sofre com isso, mas no processo de amadurecimento na nação isso faz parte. Ja sobrevivemos a coisa pior.
As velhas figuras políticas protagonistas até aqui estão todas liquidadas. Isso é parte da depuração do processo que vivemos.
E agora José?
A bolsa hoje despenca, nossa imagem global estremece, as torcidas se engalfinham nas redes sociais e teremos um pico da intolerância e a cegueira de muitos, principalmente da claque que defende a esquerda e Lula. A acusação de complô perde força e a Rde Globo acusada de ser a "mentora" agora passa a ser elogiada por eles.
Não, isso não favorece Lula, nem ninguém. Todos nós perdemos, mas nunca o ditado No Pain, No gain fez tanto sentido no Brasil.
Na política devemos sempre nos lembrar de uma máxima: Na maioria das vezes a versão e muito mais importante do que os fatos.
Não há como lutar contra isso na política.
A realidade e os fatos estão ai, agora é esperar a poeira abaixar e rezar pelo nosso Brasil. #prontofalei
domingo, maio 07, 2017
O rentismo faz mal ao capitalismo? Uma reflexão
O rentismo faz mal ao capitalismo?
Rentismo é usado para quem vive de renda. Nada contra. E quero esclarecer que sou totalmente a favor do lucro e da liberdade de mercado, cada um deve ter liberdade de colocar e fazer o que quiser com seu dinheiro e sua renda. Sou um verdadeiro discípulo da escola austríaca de economia. Minhas críticas devem ser encaradas como reflexão porque tudo em excesso sempre leva a consequências sempre negativas e a virtude estará sempre no meio.
Eu sempre fui um crítico feroz da situação no Brasil relativa a taxa de juros, spreads bancários e o monopólio do sistema financeiro. Desde os anos 80 quando tivemos a famigerada inflação de 89% ao mês, isso mesmo, não estou errado, 89% ao mês , o rentismo toma força e os lucros financeiros de instituições são exponenciais. Reitero mais uma vez, nada contra o lucro, que deve ser sim crescente, mas é preciso refletir quando ele toma parte e sufoca o setor produtivo e concentra-se acumulando riqueza que não gira a máquina econômica como deveria. No Brasil além dos bancos temos a excessiva carga tributária que chamo de engana: Impostos da Inglaterra e serviços de Gana. Isso e outro grave entrave a produção aqui, mas é tema para outro artigo e não entraremos neste tema aqui.
A minha indignação sempre foi pensando que isso era uma jabuticaba, só existe aqui no Brasil. Minha surpresa foi tamanha quando lendo o livro de Philip Kotler, Capitalismo em Confronto, constato que o problema do rentismo não foi um fenômeno tupiniquim, nos EUA o problema é crescente.
Como já escrevi que o capitalismo precisa de ajustes, dentro de sua própria dinâmica, o rentismo é outro fenômeno que precisa ser olhado com muito cuidado porque ele pode ferir de morte o capitalismo. Na medida em que o setor produtivo que deve girar forte criando emprego e renda passa a ser subjugado e perde força, uma luz amarela está acessa.
Vou tentar fugir de termos muitos técnicos e da crítica à concentração de renda, senso comum de críticos ao capitalismo. Reitero que este artigo é uma reflexão ao que está acontecendo na sociedade moderna.
É óbvio que o consumo é preferencial como combustível na máquina econômica, mas em excesso ele gera problemas como a inflação, o pior imposto que pode existir. O capitalismo não pode prescindir do consumo como alicerce a sua força.
O crédito é outra ferramenta importante na máquina econômica, assim como a poupança que é base de muitas virtudes macro ou micro econômicas.
Estas variáveis são dinâmicas e podem ser administradas pelos atores públicos, mas não é simples e sempre um caminho pode ser tomado em detrimento de outro gerando problemas. Em excesso e fora de controle estas variáveis podem fazer mais mal do que bem a saúde econômica e financeira das famílias ou de um país.
No Brasil 42,43% do orçamento público são gastos com juros. O desmanche das contas públicas iniciado na CF de 88 foi o grande responsável. Isso mostra como faltam recursos no capital social básico, com o caótico estado de nossa saúde, educação e infraestrutura, mas enchem a burra do sistema financeiro.
O endividamento das famílias aqui está elevado, em torno de 60%, ou seja, com taxas escorchantes de juros as pessoas pagam dividas e concentram mais recursos no sistema financeiro. Alguém vai dizer, mas o dinheiro foi gasto no consumo de bens, que geraram emprego e renda. Concordo, mas o beneficio e a concentração no sistema financeiro é maior do que o benefício gerado no consumo, aliás estancado quando o endividamento é alto e as taxas de usura são praticadas. Assistimos isso agora no Brasil, fruto de um erro dos governos petistas que exauriram o crédito sem o cuidado necessário.
Quando o endividamento é alto a poupança é baixa. Precisa haver um equilíbrio entre a poupança e o consumo para dar sustentação a maquina econômica.
Alguns dados americanos que retratam bem a situação chamada aqui à reflexão, e que devem ser semelhantes aos nossos, guardadas às proporções.
Nos anos 50 o endividamento era desprezível nos EUA, hoje chegou a 47% do PIB em 1980 e a 77% em 2012. Com certeza o endividamento teve serventia no consumo e na educação com o crédito educativo, mas com as taxas de juros altas houve grande concentração, mais uma vez no sistema financeiro. Se lá existe esta distorção, imagina aqui com as taxas de usura e agiotagem cobradas nos cartões de crédito principalmente.
Outro dado americano que fatalmente pode ser projetado para cá. Em 1990 nos EUA, os cinco maiores bancos detinham 9,67% dos ativos financeiros e em 2013 detinham 44%. Aqui não foi diferente. Não existe crise para o sistema financeiro. Nos problemas que tivemos aqui com a quebra de alguns bancos foram por briga de sócios, fraudes ou incompetência na gestão.
Em 1947 o sistema financeiro era 2,5% do PIB nos EUA, em 2006 subiu para 8% e mesmo em períodos de crise o sistema financeiro sofre pouco, quando não recebe recursos e ajuda dos atores públicos, muitas vezes corretamente para evitar um mal maior.
O mundo mudou, a tecnologia chegou, profissões foram extintas, outras criadas, equipamentos deixaram de existir e vários se transformam em ferramentas com ganho de produtividade e eficiência na produção. Isso é inquestionável, mas o equilíbrio entre o consumo que é o grande indutor e combustível da máquina econômica não pode ficar a reboque da concentração da renda no sistema financeiro.
Este é o ponto que precisamos encarar.
Na dinâmica e na velocidade com que o mundo se move hoje, as correções de rumo precisam ser rápidas e precisas. Não gosto ou prego intervenção, mas a regulação é um dos papéis que atores públicos têm para intervir e corrigir distorções do mercado. As vezes ela pode e deve ser necessária.
Não vou entrar na crítica isolada que o sistema financeiro é um mal, mas considerando as proporções que vem tomando e sufocando o sistema produtivo e concentrando renda ele pode ser o algoz de sua própria virtude que é gerar lucros, cada vez mais.
O marcado é criativo, existem derivativos, securitização, linhas de créditos saudáveis e isso tudo faz muito bem a economia, é imprescindível que existam para proteção e sustentabilidade do processo. O cuidado é quando isso passa ser um mal para o sistema como um todo.
Não concordo com o discurso da industrialização como panaceia da humanidade ou que a globalização é a raiz de problemas de vários países. A indústria vive sua mudança, com mão de obra mais nobre e produtividade crescente e a globalização é um processo, inexorável. Não há como impedir, mas pode ser administrado por atores públicos desde que não queiram mudar a realidade.
Na medida em que o setor produtivo se concentra no sistema financeiro, a capacidade de mover esta máquina econômica perde força. Precisamos restabelecer o equilíbrio entre as variáveis macroeconômicas.
Como escrevi no artigo anterior sobre ajustes no capitalismo, chamo a mais esta reflexão. O rentismo em excesso atrapalha o processo capitalista e precisa ser observado e melhorado.
O mundo hoje peca pela falta de profundidade nas discussões. Pela velocidade e volume das informações perdemos chances de debater as coisas com mais conteúdo e assistimos uma verdadeira briga de torcidas. Cada um falando para seu público sem se preocupar com o contraditório e a dialética.
Sou crítico do sistema financeiro, principalmente pelos absurdos cometidos aqui no Brasil, mas não vou demonizar o que considero fundamental para a harmonia do sistema capitalista, ao mesmo tempo não vou me aquietar. Críticas são saudáveis.
Eu tento fazer minha parte. Como discípulo do liberalismo e da escola austríaca faço o mea culpa para tentar enxergar onde o próprio fruto do sistema que defendo pode fazer mal a ele próprio.
quarta-feira, abril 12, 2017
O ciclo vicioso da corrupção na politica
Muita gente se confunde quando vê esta lama toda que imunda o mundo politico nacional.
São todos bandidos?
Porque a corrupção esta intimamente ligada a política? Porque muitos se justificam dizendo que a culpa é do sistema?
Como assim? O que acontece de fato?
Vamos tentar entender.
- A corrupção existe em qualquer lugar, sempre existiu e sempre existirá. O que diferencia alguns países de outros é a punição de corruptos e a cultura. Na China o corrupto é condenado a morte, nos EUA ele é preso e cumpre pena pesada , além de ter o escárnio da sociedade. Aqui temos a cultura da impunidade que acaba virando o tal e famigerado "jeitinho brasileiro". Quando um chefe rouba, o subalterno não tem constrangimentos em roubar, assim a cultura infame vai se formando.
- O sistema político em qualquer lugar demanda recursos, com o mundo digital os custos com mídias, programas de televisão, redes sociais, equipes especializadas, etc, tende a subir. A diferença é que aqui as coisas beiram ao absurdo de um marqueteiro ganhar 80 milhões de reais. Mais uma lenha na fogueira do ciclo da corrupção.
- No passado as eleições no Brasil custavam muito pouco, os políticos eram motivados pela vocação publica. Para se ter uma idéia, vereadores não tinham salários há anos atrás, disputavam a eleição para servir suas comunidades e pelo interesse das cidades onde vivem.
- As eleições no Brasil foram evoluindo, juntamente com a tecnologia, a TV, o rádio e recentemente as redes sociais, a internet, enfim, é inerente do processo de evolução tecnológica e tudo segue este rumo, inclusive as eleições e a política.
- Durante o regime militar, ao contrário do que muitos pregam, tivemos eleições sim. Em 1965, 1972, 1974, 1976, 1978, 1982. Eleições que podem até serem criticadas, mas ocorreram. A eleição de 1986 já consideramos "A Nova República".
- Durante o regime militar que alguns chamam de "ditabranda" , afinal, ditadura com eleição foge do clichê da ditadura, mas a discussão aqui não é esta. Falo desta divisão de águas que considero sendo a eleição de 1986, onde infelizmente começa este ciclo perverso e corrupto que enfrentamos até hoje e tanto mal causou ao Brasil.
- Em 1986 , já na nova república , começa com a politicagem e fraude com o Plano Cruzado, congelamento de preços e outras medidas eleitoreiras que elegem uma massa de governadores e políticos do PMDB. Até confiscar bois no pasto fizeram na demagogia para ganhar votos.
- O dinheiro começa a correr solto nesta eleição, afinal a incipiente "democracia" abria as portas da política para muita gente. Gente boa e gente ruim, gente séria e gente pilantra.
- A eleição de 1990 foi um escárnio, a compra de votos se institucionalizou e os compradores de votos entraram forte na política. Quanto mais pobre a região, mais suscetível a gana do comprador. O que eles queriam? Servir ao povo? Quando se gasta uma fortuna na eleição, onde e como recuperar o dinheiro gasto? Fácil responder, não é?
- A medida que a eleição encarecia, a corrupção se "justificava" para bancar as campanhas cada vez mais caras. Uma força e combustível no ciclo vicioso que começamos a falar nesta postagem.
- Campanha cara atrai corrupção e a corrupção coloca cada vez mais grana na política. Isso acaba afastando as pessoas sérias e cada vez mais oportunistas vão tomando conta, alimentando ainda mais este ciclo. Uma dinâmica péssima, malvada, entra aqui, o dinheiro tira das pessoas sérias a igualdade de condições de disputar um pleito e o sistema vai ficando cada vez pior.
- Desde 1986 as eleições só foram feitas com dinheiro, cada vez mais. os endinheirados tomavam o lugar dos vocacionadas. Obvio que existem as exceções, como sempre. Antes, digamos, eram 90% de gente séria e 10% de oportunistas, a partir dai a conta se inverteu, ou foi se invertendo, hoje são 90% de oportunistas e 10% de gente séria. Sim, tem gente séria na política, não podemos generalizar.
- O sistema é sim corrupto e perdulário, mas os políticos assim deixaram e construíram. A culpa não é do sistema, O homem deixou o sistema ficar assim.
- Alguém pode perguntar, porque as pessoas sérias deixaram isso acontecer? A inércia da grana é grande. E aqui eu começo a dizer que precisamos sim separar o joio do trigo.
- Existem os políticos que usaram o argumento dos custos de campanhas para meterem a mão e enriquecer e existem os que receberam dinheiro para suas campanhas, por causa do sistema.
- Não há como separar o dinheiro sujo do limpo, mas a doação e o uso do dinheiro ao político têm como ser separado sim.
- Aqui começará o fio da meada para os investigadores que agora começam o trabalho para valer. Vou dar um exemplo claro: Um político recebeu R$ 100 mil e tem tudo declarado nas prestações de conta das campanhas. Muito provavelmente ele não será processado, mesmo que o dinheiro seja sujo. Agora, imagina outro caso, o cara recebeu R$ 1 milhão , declarou na PC ao TSE R$ 100 mil, os investigadores vão constatar que R$ 900 mil ele embolsou. E muitos estão nesta situação.
- Não será fácil processar e mesmo julgar e condenar todos os envolvidos, é muita gente, leva tempo e demanda esforços, mas tenho certeza que os investigadores saberão identificar as melhores pistas e vão atuar forte. Eles vão saber priorizar os bandidos de verdade.
- Outra coisa,se há delação premiada, há provas, tem que existir. Quem está envolvido na lista sabe o tamanho do rabo que deixou, a Odebrecht já fez o que devia fazer, agora é com a PF e o MP.
Triste é ver que a política chegou mesmo a caso de polícia. Não adianta culpar o sistema, ou dizer, como dizem muitos, que no Brasil existe corrupção há 500 anos. A corrupção existe sim aqui e em qualquer lugar, mas espero que viremos esta página,
Não há como negar a cronologia do desastre que começa em 1986 e se agrava muito nos últimos 13 anos de populismo. O mensalão e o petrolão falam por mim.
Os corruptos devem estar com medo, os corruptores também. Isso é o começo da mudança.
Nem todos serão condenados, mas as empresas sérias terão mais oportunidades e as pessoas sérias terão mais igualdade de condições para disputar uma eleição e servir o país. Vamos começar a limpar o sistema politico.
Eu tenho a esperança e a visão que estamos virando uma página na nossa historia, uma página triste, mas a evolução não vem só com coisas boas, o sofrimento muitas vezes tem sua serventia.
O Brasil amadurece e temos que dar graças a tecnologia com redes sociais e a comunicação, mas também a brilhante geração de procuradores, promotores, juizes e delegados que se preparou, são idealistas com ótima formação de caráter.
Eles fizeram a parte deles. A sociedade agora precisa fazer a dela.
Eles fizeram a parte deles. A sociedade agora precisa fazer a dela.
Espero estar certo. #prontofalei
domingo, março 26, 2017
O capitalismo precisa de revisão?
Publiquei no Web Artigos e republico aqui. Para ler no Web Artigos clique aqui
Sim, o capitalismo precisa sempre de revisão e correção de rumos. A dinâmica dele faz destes ajustes uma das suas características.
A prosperidade é um dos seus pilares e seus objetivos. A liberdade é outro.
Desde a revolução industrial tem sido assim. Alguns não conseguem enxergar, assim como preferem alguns oníricos projetos que nunca funcionaram e nunca irão funcionar.
Completo com esta lógica perfeita, que vi no FB, para definir a quimera que alguns insistem:
NÃO EXISTE igualdade entre seres humanos. Existe TRATAMENTO IGUALITÁRIO diante da lei. Sempre que se quis "igualar" seres humanos - que são naturalmente únicos - se violentou a liberdade e a individualidade, solapando a todos pela régua da mediocridade, sufocando talentos e dons individuais. Vide os regimes comunistas/socialistas.
#prontofalei
O capitalismo precisa de revisão?
O mundo avança a passos largos, a tecnologia vem fazendo sua
parte e vivemos a sociedade da informação, da comunicação e a era do
conhecimento. Capitalismo não é projeto, é processo, inexorável.
A cada revolução que muda nosso estágio civilizatório o
tempo fica cada vez mais curto entre uma
e outra revolução. Escrevi e publiquei
aqui no Web Artigos dois textos sobre estes momentos, vale a pena ler para
entender como vem sendo a dinâmica da evolução humana.
O primeiro - Os Avanços Tecnológicos Publicado em 14 de Maio de 2008 por Murilo Prado Badaró – Clique e leia
O segundo - Aumenta A Velocidade Dos Avanços!- Publicado em 14 de Maio de 2008 por Murilo Prado Badaró – Clique e leia
O primeiro - Os Avanços Tecnológicos Publicado em 14 de Maio de 2008 por Murilo Prado Badaró – Clique e leia
O segundo - Aumenta A Velocidade Dos Avanços!- Publicado em 14 de Maio de 2008 por Murilo Prado Badaró – Clique e leia
Do século XVII para cá, especialmente no século XX e XXI as
mudanças foram profundas, na verdade são ajustes em vários setores de nossa vida.
Correção de rumos, reparação de erros, reconhecimento de falhas diversas. Em tudo, em toda ciência, na filosofia, na
sociologia, em todas as matérias e por isso na economia não foi e nem está
sendo diferente.Desde iluminismo a
consciência do ser humano é provocada, muitos dogmas questionados e com a
economia não foi diferente. O entendimento dos processos econômicos surgidos
principalmente na revolução industrial levaram filósofos e pensadores a
decifrar e destrinchar a matéria. Adam Smith, considerado o pai da economia,
surgiu ai, neste momento. Ele começou a escrever e demonstrar o processo
produtivo, a economia e podemos dizer que neste momento a economia virou de
fato uma ciência.
Exatamente no momento da incipiente revolução industrial surgem estes pensadores, questionando os abusos e a selvageria daquele momento, que não poderia ser diferente e inegável, afinal os processos estavam começando, sendo entendidos. Não há como negar a importância de Karl Marx, Friedrich Engels , Alfred Marshall , e outros tantos que foram a antítese do liberalismo que surgia com Adam Smith, François Quesnay ,Anne Robert Jacques Turgot , Vincent de Gournay, autor da célebre frase: “Laissez faire, laissez passer, lê monde va de lui même” (Deixe fazer, deixe passar, o mundo vai por si mesmo) e ainda Thomas Malthus, James Mill e David Ricardo.A dialética era necessária, saudável e oportuna. Sem as contradições explicitadas, o pensamento na justiça social e a consciência desta dinâmica para ajustes e correções, não teríamos tido as revoluções que vieram a seguir.O capitalismo tem varias definições acadêmicas, mas sem entrar muito no conceito em si, podemos definir seus pilares: Propriedade privada, lucro, liberdade de acesso aos meios de produção (capital terra e trabalho).
Não há como questionar as vantagens do capitalismo, ele é processo inerente ao ser humano que busca sua evolução e precisa dos mecanismos para tal.
Isso não quer dizer que este processo seja totalmente legítimo. Natural ele é, mas a sociedade tem suas fraquezas e vicissitudes e vez ou outra é preciso sim uma intervenção aqui e acolá.
Neste momento surge o estado, que deveria regular e controlar estas vicissitudes que geram muitas injustiças, como foi no passado inicial.Quero dizer que mesmo com todas as vantagens advindas do processo natural, há sim que se ter atenção com distorções que surgiram e vão continuar surgindo com esta dinâmica evolutiva permanente.
Acabo de ler um livro de nome Capitalismo em Confronto, de Philip Kotler, economista, autor do celebro o Marketing do Século XXI, recomendo a leitura de ambos para quem gosta de marketing e economia.
Faço questão de citar a fonte e os termos cunhados por ele, com os quais concordo plenamente. Existe hoje não mais o capitalismo selvagem do passado, da revolução industrial ou do início do século XX.
Capitalismo compassivo, capitalismo inclusivo, capitalismo humanitário, capitalismo humanista, capitalismo saudável e Neocapitalismo são nomenclatura que ele define como as formas que estão surgindo para fazer os ajustes necessários. Esta é a realidade.O capitalismo cowboy como ele chama e selvagem como é conhecido virou coisa do passado. Assim como a mais valia, o “well fare state”, o estado como promotor de todos os bens e da justiça social, o monopolista da virtude de da bondade. Este estado está morto.
A história se encarregou de enterrar estes projetos, socialistas, comunistas, como foram chamados, porque para mim estes termos são coisa do passado. Assim como o capitalismo cowboy mencionado por Kotler.
O mundo mudou e continua mudando, quem quiser viver no passado de conceitos e muitas vezes dogmas vai se dar mal ou ficar em permanente conflito com a modernidade. A verdade de alguns conceitos e pilares é imutável na economia, mas sua evolução é permanente na dinâmica das relações sociais, alguns se moldam a esta realidade que se apresenta a cada momento.Há muito ainda o que pode ser feito neste momento, os questionamentos e a dialética de autores modernos vem confirmando a discussão e a reflexão que busca o aprimoramento do capitalismo.
O capital no século XXI, do francês Thomas Piketty mostra um estudo sobre a concentração de riqueza atual e das desigualdade existentes . O livro, confesso que ainda não li, gerou discussões acirradas em redes sociais pelas conclusões explosivas. Questionado por muitos por indicadores e índices ininteligíveis ou sem muita consistência, não há como negar que ele abre e aprofunda a discussão, assim como faz Philip Kotler, este, sempre o defensor do capitalismo, mas não aquele cowboy como ele denomina.Sem ler o livro todo de Piketty, tive acesso a algumas reflexões que são no mínimo dignas de reflexão profunda sem questionamento aparente. Uma delas ele afirma:- Nas seis décadas que transcorreram entre 1914 e 1973, a taxa de crescimento econômico excedeu a taxa de retorno do capital. Isso conduziu a melhora na vida dos trabalhadores. Neste período tivemos as duas grandes guerras e a crise de 1929 que destruíram grande parte do capital.
Fato, momentos de grande prosperidade, geração “baby boom” nos anos 50 e 60 fases inigualáveis que segundo ele não se repetem.A afirmação bombástica dele e que ainda não me convenci, mas fica difícil de contestar é a seguinte:- Nos quarenta anos que se seguiram a 1973 a taxa de retorno do capital excedeu a taxa de crescimento econômico que desacelerou.
O autor afirma que quanto maior a taxa de retorno do capital comparada ao crescimento econômico, mais desigualdades.Ele pode e deve estar certo.A solução de taxar riqueza e criar impostos não saberia dizer se é a melhor saída. A famosa curva de Lafer mostra que também estamos no limite superior de carga tributária em muitos países.
O capital gera prosperidade e riqueza, não se pode afrontar esta realidade e criar soluções temporárias e pouco sustentáveis que afugentem a semente da prosperidade.A reflexão por si só já é uma forma de buscar soluções para corrigir as desigualdades e melhorar a justiça social, todos desejamos isso.
A diferença entre os ditos liberais e os contrários é a forma de chegar ao resultado final.
Uma lógica do capitalismo é que o cidadão consumidor tenha qualidade de vida e consumo, crescentes. Tendo este movimento cessado, o próprio capitalismo incorre em riscos.Vale frisar que hoje os grandes bilionários do mundo são os maiores mecenas e benfeitores, com ajuda a muitos países e organizações humanitárias, fazendo muito mais que muitos governos bem intencionados.
Isso é prova da consciência que impera em nosso momento atual.A marca hoje que corrobora esta situação da mudança e consciência é a seguinte na minha visão, todo projeto deve sempre ser:
1. Socialmente responsável
2. Ambientalmente
sustentável
3. Economicamente
viável.
Se conseguirmos atingir esta lógica o mundo seguirá seu curso e sempre reparando as injustiças que são inerentes ao próprio ser humano, mas precisam ser combatidas e amenizadas.
Exatamente no momento da incipiente revolução industrial surgem estes pensadores, questionando os abusos e a selvageria daquele momento, que não poderia ser diferente e inegável, afinal os processos estavam começando, sendo entendidos. Não há como negar a importância de Karl Marx, Friedrich Engels , Alfred Marshall , e outros tantos que foram a antítese do liberalismo que surgia com Adam Smith, François Quesnay ,Anne Robert Jacques Turgot , Vincent de Gournay, autor da célebre frase: “Laissez faire, laissez passer, lê monde va de lui même” (Deixe fazer, deixe passar, o mundo vai por si mesmo) e ainda Thomas Malthus, James Mill e David Ricardo.A dialética era necessária, saudável e oportuna. Sem as contradições explicitadas, o pensamento na justiça social e a consciência desta dinâmica para ajustes e correções, não teríamos tido as revoluções que vieram a seguir.O capitalismo tem varias definições acadêmicas, mas sem entrar muito no conceito em si, podemos definir seus pilares: Propriedade privada, lucro, liberdade de acesso aos meios de produção (capital terra e trabalho).
Não há como questionar as vantagens do capitalismo, ele é processo inerente ao ser humano que busca sua evolução e precisa dos mecanismos para tal.
Isso não quer dizer que este processo seja totalmente legítimo. Natural ele é, mas a sociedade tem suas fraquezas e vicissitudes e vez ou outra é preciso sim uma intervenção aqui e acolá.
Neste momento surge o estado, que deveria regular e controlar estas vicissitudes que geram muitas injustiças, como foi no passado inicial.Quero dizer que mesmo com todas as vantagens advindas do processo natural, há sim que se ter atenção com distorções que surgiram e vão continuar surgindo com esta dinâmica evolutiva permanente.
Acabo de ler um livro de nome Capitalismo em Confronto, de Philip Kotler, economista, autor do celebro o Marketing do Século XXI, recomendo a leitura de ambos para quem gosta de marketing e economia.
Faço questão de citar a fonte e os termos cunhados por ele, com os quais concordo plenamente. Existe hoje não mais o capitalismo selvagem do passado, da revolução industrial ou do início do século XX.
Capitalismo compassivo, capitalismo inclusivo, capitalismo humanitário, capitalismo humanista, capitalismo saudável e Neocapitalismo são nomenclatura que ele define como as formas que estão surgindo para fazer os ajustes necessários. Esta é a realidade.O capitalismo cowboy como ele chama e selvagem como é conhecido virou coisa do passado. Assim como a mais valia, o “well fare state”, o estado como promotor de todos os bens e da justiça social, o monopolista da virtude de da bondade. Este estado está morto.
A história se encarregou de enterrar estes projetos, socialistas, comunistas, como foram chamados, porque para mim estes termos são coisa do passado. Assim como o capitalismo cowboy mencionado por Kotler.
O mundo mudou e continua mudando, quem quiser viver no passado de conceitos e muitas vezes dogmas vai se dar mal ou ficar em permanente conflito com a modernidade. A verdade de alguns conceitos e pilares é imutável na economia, mas sua evolução é permanente na dinâmica das relações sociais, alguns se moldam a esta realidade que se apresenta a cada momento.Há muito ainda o que pode ser feito neste momento, os questionamentos e a dialética de autores modernos vem confirmando a discussão e a reflexão que busca o aprimoramento do capitalismo.
O capital no século XXI, do francês Thomas Piketty mostra um estudo sobre a concentração de riqueza atual e das desigualdade existentes . O livro, confesso que ainda não li, gerou discussões acirradas em redes sociais pelas conclusões explosivas. Questionado por muitos por indicadores e índices ininteligíveis ou sem muita consistência, não há como negar que ele abre e aprofunda a discussão, assim como faz Philip Kotler, este, sempre o defensor do capitalismo, mas não aquele cowboy como ele denomina.Sem ler o livro todo de Piketty, tive acesso a algumas reflexões que são no mínimo dignas de reflexão profunda sem questionamento aparente. Uma delas ele afirma:- Nas seis décadas que transcorreram entre 1914 e 1973, a taxa de crescimento econômico excedeu a taxa de retorno do capital. Isso conduziu a melhora na vida dos trabalhadores. Neste período tivemos as duas grandes guerras e a crise de 1929 que destruíram grande parte do capital.
Fato, momentos de grande prosperidade, geração “baby boom” nos anos 50 e 60 fases inigualáveis que segundo ele não se repetem.A afirmação bombástica dele e que ainda não me convenci, mas fica difícil de contestar é a seguinte:- Nos quarenta anos que se seguiram a 1973 a taxa de retorno do capital excedeu a taxa de crescimento econômico que desacelerou.
O autor afirma que quanto maior a taxa de retorno do capital comparada ao crescimento econômico, mais desigualdades.Ele pode e deve estar certo.A solução de taxar riqueza e criar impostos não saberia dizer se é a melhor saída. A famosa curva de Lafer mostra que também estamos no limite superior de carga tributária em muitos países.
O capital gera prosperidade e riqueza, não se pode afrontar esta realidade e criar soluções temporárias e pouco sustentáveis que afugentem a semente da prosperidade.A reflexão por si só já é uma forma de buscar soluções para corrigir as desigualdades e melhorar a justiça social, todos desejamos isso.
A diferença entre os ditos liberais e os contrários é a forma de chegar ao resultado final.
Uma lógica do capitalismo é que o cidadão consumidor tenha qualidade de vida e consumo, crescentes. Tendo este movimento cessado, o próprio capitalismo incorre em riscos.Vale frisar que hoje os grandes bilionários do mundo são os maiores mecenas e benfeitores, com ajuda a muitos países e organizações humanitárias, fazendo muito mais que muitos governos bem intencionados.
Isso é prova da consciência que impera em nosso momento atual.A marca hoje que corrobora esta situação da mudança e consciência é a seguinte na minha visão, todo projeto deve sempre ser:
1. Socialmente responsável
Se conseguirmos atingir esta lógica o mundo seguirá seu curso e sempre reparando as injustiças que são inerentes ao próprio ser humano, mas precisam ser combatidas e amenizadas.
quarta-feira, março 08, 2017
A pior crise econômica da história do Brasil
Clique para ver
O estrago populista que nos tirou 20 anos.
O estrago populista que nos tirou 20 anos.
A economia brasileira vive um pântano histórico. Despencou 3,6% em 2016, depois de um tombo de 3,8% em 2015. É a pior recessão desde 1948, quando o IBGE começou a medir o PIB (clique sobre a imagem acima para ver a evolução dos números). De quem é a culpa por esse descalabro jamais visto em quase sete décadas? Aí é que mora o inusitado. O brejo nacional é um tormento órfão. Os pais da ruína se comportam como se viajassem num avião sabendo que sua bagagem, com todas as culpas que acumularam, viaja em outro.
A decadência econômica do Brasil é o resultado de uma combinação de corrupção desenfreada com inépcia gerencial. O mensalão e o petrolão nasceram nas administrações de Lula. Deve-se ao pajé do petismo também a narrativa fantiosa que fez de Dilma Rousseff uma supergerente infalível. Mas Lula, alheio a tudo, apresenta-se como alternativa presidencial para 2018.
Vítima da superstição segundo a qual seria uma executiva impecável, Dilma comandou um governo desplugado da realidade. Depois de arrastar a economia para a beira do abismo no primeiro mandato, obteve a reeleição repetindo na propaganda eleitoral uma fábula escrita pelo marqueteiro João Santana. Nela, a crise era internacional e seus reflexos sobre o Brasil seriam superados rapidamente, já que “nós temos um projeto”.
A economia no sufoco - Clique e leia
Não há muito o que comentar.
Desde 2006 eu venho postando aqui os erros. Era previsível.
O que surpreendeu foi o tamanho do estrago feito.
As intenções eram boas e algumas ações louváveis. O erra foi na administração e no viés ideológico e algumas vezes autoritário na economia.
Em nome da justiça social se roubou muito. Coisa de quadrilha. Deve ser o maior escândalo de corrupção da história da humanidade.
3 bilhões de dólares. Muita coisa. Clique e leia
Setor de propina da Odebrecht movimentou US$ 3,3 bi, diz delator
O ex-diretor do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, informou em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral que ficou sob responsabilidade dele a criação do software pelo qual eram movimentados todos os recursos de caixa 2 da companhia.
De 2006 a 2014, disse, foram movimentados US$ 3,370 bilhões. Aí estariam incluídos de pagamento de propina no Brasil em em outros países, como Angola, até bônus dos funcionários da empresa.
De 2006 a 2014, disse, foram movimentados US$ 3,370 bilhões. Aí estariam incluídos de pagamento de propina no Brasil em em outros países, como Angola, até bônus dos funcionários da empresa.
O PT exportou o modelo.
Não preciso comentar nada. Ou preciso?
terça-feira, janeiro 24, 2017
O protecionismo de Trump pode acabar mal para os EUA
Trump assume e já detona a Aliança do Pacífico e proíbe as importação de limão argentino.
Os EUA plantam limão ou os americanos vão parar de usar limão?
O mundo vive um processo de globalização. As nações são interdependentes. O livre comércio foi um dos responsáveis pela evolução da humanidade.
É processo e não projeto. Cada país se adequa a sua condição melhor. Os fatores de produção, capital, trabalho e mão de obra, os recursos naturais, as políticas de incentivos, enfim, as empresas em busca de produtividade e competitividade buscam os melhores locais para se instalar.
Hoje não existem barreiras para o comércio. Nem físicas e nem políticas. O Trump quer impor seu ritmo de Make America great again" e pode quebrar a cara.
Anotem ai: PREFIRO ACHA QUE ELE CRIA DIFICULDADE PARA VENDER FACILIDADES.
Escrevi sobre a Globalização: Clique e leia
É comum todos acharem que o início da conhecida e presente globalização começou nos anos 50 com a explosão da prosperidade pós-segunda guerra, o advento da informática em escala comercial e os avanços tecnológicos das telecomunicações. Errado. A globalização é anterior a isso. Vamos relembrar alguns fatos marcantes que justificam nossa assertiva.
Quando na década de 60 surgiu o conceito da "Aldeia Global", termo cunhado pelo sociólogo canadense Herbert Marshall McLuhan, de fato ele estava correto. Ele vinha estudando desde a década de 20 os avanços tecnológicos da informação, comunicação e transporte e as transformações sociais deles decorrentes. Neste momento a globalização pode ter entrado em franco processo de aceleração e evolução com todas as mudanças preconizadas e observadas, mas o fenômeno da Globalização era anterior a década de 50 ou 60.
A globalização é por definição um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural e política no mundo. Então a intercomunicação dos pares e atores da globalização é primordial para que esta se consolide. Os conceitos de fronteira e as guerras do passado sempre impediram ou foram percalços para o desenvolvimento da globalização. Podemos concluir então que o fim da guerra fria foi, sem dúvida, um dos fatores principais impulsionadores.
E continua: A globalização - Clique e leia a continuação
O processo de globalização está intimamente ligado com as relações comerciais entre os países e estas relações ganharam corpo e escala com a revolução industrial. Alguns atribuem a entrada da humanidade no processo industrial ao ano de 1808 com a locomotiva a vapor de Richard Trevithick. Este dado é controverso, além de ser difícil definir com precisão o marco exato de um processo como a industrialização global. Considerando que falamos de globalização, vamos definir como essencial ao surgimento desta, as ferramentas embrionárias necessárias, parte integrante do processo da revolução industrial.A descoberta do telégrafo em 1844 com Samuel Morse e na seqüência o telefone de Graham Bell em 1876.
O mundo viveu duas grandes crises econômicas: 1929 e 2008.
Muito se aprendeu com a de 1929 e ajudou a conter a de 2008.
Li este livro e vi que a história se repete. 2008 mostrou isso e só não foi pior porque o presidente do FED americano Ben Bernanke teve seu doutorado todo em cima de 1929. Conhecia tudo, os erros e os acertos.
Leia o que foi a crise de 1929- Do wikipedia. Clique e leia
A Grande
Depressão, também conhecida como Crise
de 1929, foi uma grande depressão econômica que teve início em 1929, e que
persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra
Mundial. A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo
período de recessão econômica do século XX. Este período de depressão econômica
causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto de diversos países, bem como quedas
drásticas na produção industrial, preços de ações, e
em praticamente todo medidor de atividade econômica, em diversos países no
mundo.[1]
O dia 24 de outubro de 1929 é considerado popularmente o início
da Grande Depressão, mas a produção industrial americana já havia começado a
cair a partir de julho do mesmo ano, causando um período de leve recessão
econômica que se estendeu até 24 de outubro, quando valores de ações na bolsa de valores de Nova Iorque, a New York Stock
Exchange, caíram drasticamente, e tornou-se notícia em todo o mundo
com o crash da bolsa (conhecido
como Terça-Feira Negra).
Assim, milhares de acionistas perderam, literalmente da noite para o dia,
grandes somas em dinheiro. Muitos perderam tudo o que tinham. Essa quebra na
bolsa de valores de Nova Iorque piorou drasticamente os efeitos da recessão já
existente, causando grande deflação e
queda nas taxas de venda de produtos, que por sua vez obrigaram o fechamento de
inúmeras empresas comerciais e industriais, elevando assim drasticamente as
taxas de desemprego. O colapso continuou no dia 28 e no dia 29 de outubro.[2]
Os efeitos da Grande Depressão foram sentidos no mundo inteiro.
Estes efeitos, bem como sua intensidade, variaram de país a país. Outros
países, além dos Estados Unidos, que foram duramente atingidos pela Grande
Depressão foram a Alemanha, Países Baixos, Austrália, França, Itália, o Reino Unido e,
especialmente, o Canadá. Porém, em certos países pouco
industrializados naquela época, como a Argentina e
o Brasil (que
não conseguiu vender o café que
tinha para outros países), a Grande Depressão acelerou o processo de industrialização.
Praticamente não houve nenhum abalo na União Soviética,
que tratando-se de uma economia socialista,
estava econômica e politicamente fechada para novas tecnologias sendo assim não
afetada. Entre 1929 e 1932, o PIB mundial caiu em cerca de 15%. Em
comparação, o PIB mundial caiu em menos de 1% entre 2008 e 2009 durante a Grande Recessão.[3]
Os efeitos negativos da Grande Depressão atingiram seu ápice nos
Estados Unidos em 1933. Neste ano, o Presidente americano Franklin Delano
Roosevelt aprovou uma
série de medidas conhecidas como New Deal.[4]Essas políticas econômicas, adotadas
quase simultaneamente por Roosevelt nos Estados Unidos e por Hjalmar Schacht[5] na Alemanha foram,
três anos mais tarde, racionalizadas por John Maynard Keynes em sua obra clássica.[6]
O New Deal,
juntamente com programas de ajuda social realizados por todos os estados
americanos, ajudou a minimizar os efeitos da Depressão a partir de 1933. A
maioria dos países atingidos pela Grande Depressão passaram a recuperar-se
economicamente a partir de então. Em alguns países, a Grande Depressão foi um
dos fatores primários que ajudaram a ascensão de regimes ditatoriais, como os nazistas comandados
por Adolf Hitler na
Alemanha. O início da Segunda Guerra
Mundial terminou com
qualquer efeito remanescente da Grande Depressão nos principais países
atingidos, muito embora vários economistas neoclássicos discordem disso.[7][8][9][10]
Não precisamos dizer o estrago feito nas gerações futuras. Nazismo, Fascismo e outros populismos são filhotes desta crise que devastou o planeta.
Pois bem. Leiam isso.
Eles não criaram a grande depressão, mas agravaram muito o cenário. Clique e leia
Os republicanos Willis Hawley e Reed Smoot elaboraram a lei que criou inúmeras tarifas de importação
Quando Herbert Hoover assinou a Lei de Tarifas em 1930, ele não poderia ter imaginado de que
ela permaneceria viva no imaginário público oito décadas depois. Ainda assim,
a Lei Smoot-Hawley, como a infame lei ficou conhecida universalmente, continua sendo
um sinônimo para tolices protecionistas de visão curta e contra-produtivas –
mesmo para aqueles menos familiarizados com seus detalhes.
Em 2009, Michele Bachman, uma republicana de Minnesota, falou da Lei “Hoot-Smalley”,
que “teve um período de recessão e despencou em uma completa depressão”.
ela permaneceria viva no imaginário público oito décadas depois. Ainda assim,
a Lei Smoot-Hawley, como a infame lei ficou conhecida universalmente, continua sendo
um sinônimo para tolices protecionistas de visão curta e contra-produtivas –
mesmo para aqueles menos familiarizados com seus detalhes.
Em 2009, Michele Bachman, uma republicana de Minnesota, falou da Lei “Hoot-Smalley”,
que “teve um período de recessão e despencou em uma completa depressão”.
Quero deixar registrado aqui que o protecionismo é perigos e não cabe mais no mundo atual.
Ainda prefiro achar que Trump joga com sua força e sabedoria (será?) empresarial para forçar melhores acordos.
Se não for isso e ele quiser reverter uma ordem mundial, vai se dar mal, os EUA também e nós todos vamos juntos.
Ele jamais vai voltar a pujança da indústria americana. O processo de desindustrialização é mundial. É ir contra a maré;
criar empregos e renda é a coisa mais saudável para um governante e uma nação. O problema é que existe uma grande diferença entre o desejo e o resultado.
Espero estar errado.
#prontofalei
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