sábado, novembro 21, 2015

A tragédia de Mariana, algumas considerações.



Não existem palavras para definir o que aconteceu lá e muito menos para consolar as pessoas atingidas pelo desastre do rompimento da barragem de rejeitos de minério.
Algumas considerações merecem ser feitas:
  1. Não adianta apontar culpados, o problema ocorreu por uma sucessão de erros de muitas pessoas, inclusive as responsáveis por fiscalizar e normatizar esta questão.
  2. É preciso punir com rigor as irregularidades que forem encontradas e constatadas. Sem piedade.
  3. o prejuízo material está calculado em R$ 25 bilhões que deverá ser pago pela Samarco, nas indenizações, nas multas, na recomposição do local, na energia deixada de produzir que os donos das usinas tiveram que recorrer ao mercado para honrar a regulação, etc.
  4. O prejuízo ambiental é incalculável, triste.
  5. Alegação de material inerte não remedia a área atingida que deve demorar anos para voltar ao normal, se voltar. A fauna e a flora e biosfera da região também voltará em décadas.
  6. Como ambientalista não posso deixar de me indignar, mas como economista tenho que racionalizar a questão pela importância da mineração para a cidade, para o estado e para o Brasil.
  7. A imagem da atividade já era ruim na questão ambiental, agora danou de vez.
  8. Não se pode culpar o lucro e a ganância pela tragédia. A geração de emprego, renda e riqueza é vital para muitas famílias e para o estado de Minas Gerais. Esta visão torpe e retrógrada de esquerdista é se aproveitar da tragédia para fazer discurso ideológico. Os desastres que a esquerda que atira pedra causou a humanidade são infinitamente maiores do que esta.
  9. As lições precisam ser aprendidas, a fiscalização e normatização serem revistas, normalmente são. No Brasil depois que a porta é arrombada olham para a fechadura.
  10. Não podem agora é usar este desastre para frear ou cercear a atividade econômica. A virtude está no meio do rigor das regras, mas com a reacionalidade de reconhecimento da importância do negócio mineração.
  11. Se não explorássemos a natureza ainda estaríamos na idade da pedra. A virtude está no meio sempre e a preservação ambiental é crucial para o nosso futuro.
  12. Todo negócio deve ser economicamente viável, ambientalmente sustentável e socialmente responsável. 
  13. Não conheço detalhes das empresas, mas tenho certeza que têm regras e código de postura. O desastre pode até não ter sido caso fortuito, mas com certeza não foi intencional, muito pelo contrário.
Estas coisas trazem aprendizado. É a única coisa que nos resta apara evitar futuros desastres como este.

domingo, novembro 15, 2015

Sangue de inocentes na rivalidade muçulmana, o sangue em Paris- Considerações


Muito dizem que o problema é Israel, ou mesmo a disputa Sunitas e xiitas. A disputa pelo direito de sucessão legítima do Profeta, duas correntes tornaram-se majoritárias: os xiitas e os sunitas. Tal disputa teve seu início em 632 d.C. e permanece até hoje quando lideres selvagens como Sadam Hussein persegue e massacra os xiitas por ser sunita e vice versa.
Além disso, a região inóspita e problemática tem centenas de tribos que vivem quase na idade média, com radicalismo religioso e cultural. O símbolo mais claro desta condição é a tal de burca, largamente usada no oriente médio.
Maomé e o islamismo têm várias interpretações, a maioria delas equivocadas quando prega a morte e o sangue como meio de louvor. Acho que aqui começa o problema, vamos fazer considerações:
  1. Na região pobre, miserável, com ditadores sanguinários ou reis bilionários exploradores do petróleo existe um grande gap social e econômico. Não a custa do imperialismo ou do capitalismo, mas da falta de bom senso das lideranças.
  2. O ambiente miserável, onde não existe geração de emprego e renda, a guerra pode ser a solução para a sobrevivência de muitos. Alia-se a isso o medo dos rivais e os grupos rebeldes se formam, para a defesa, mas que na maioria das vezes vira ataque.
  3. A ebulição do oriente médio com diversas guerras, começou de verdade a fortalecer estes grupos terroristas após o desmantelamento do Iraque. Após a invasão ao Kwait e a interferência americana o problema mais grave havia sido a guerra entre Irã e Iraque.
  4. Com o Iraque desmantelado, surge a Al-Qaeda de Osama Bin Laden, milionário saudita que usa o cavalo de batalha do radicalismo islâmico e organiza o terro, com dinheiro e treinamento. O ápice foi o atentado as torres gêmeas em New York com 4 mil mortes de inocentes e civis.
  5. A guerra começou ali, mas não uma guerra convencional como já havia ocorrido antes. Uma guerra covarde com morte de civis e inocentes.
  6. A evolução de mídias sociais, da internet acaba for facilitar a divulgação destes grupos e a arregimentação de pessoas no mundo todo. 
  7. Ainda esta evolução tecnológica é o motor da Primavera Árabe que derruba regimes e aumenta a revolta, misturando aspectos econômicos, políticos, religiosos e sociais. A bagunça ganha força e combustível.
  8. Conflitos isolados, mas graves, no Afeganistão, Iraque e há 2 anos Síria só fizeram agregar mais "soldados" e fortalecer estes grupos rebeldes. Restritos geograficamente os grupos começam a ter acesso a territórios e fontes de renda como poços de petróleo e cobrança de tributos, muito mais achaques com certeza. Eles se fortalecem mais. 
  9. A instabilidade na região promove o Talibã,  Al-Qaeda e outros tantos, curdos, tribos xiitas e sunitas e finalmente o ISIS, o temido e sanguinário Estado Islâmico.
  10. A tendência é que estes grupos, mesmo com rivalidades extremas , se unam, principalmente se o inimigo for EUA e Israel.
  11. Atentados menores estão sendo feito, mas intensificados recentemente, e agora tem este sanguinário massacre em Paris. Covarde e injustificável matou 129 civis inocentes e feriu outros 350. Um novo "11 de Setembro" em uma sexta feira 13.
  12. O mundo se uniu contra os radicais. Agora o fortalecimento do regime sírio pode ser uma forma de combater ainda mais o ISIS que se responsabilizou pelos ataques.
  13. Eles serão duramente atacados e a França juntamente com os aliados não deixará de graça. Mais mortes de inocentes a vista e perigo nas cidades européia e ocidentais.
  14. O Brasil, pelo menos por enquanto, está livre desta praga, mas não podemos relevar o problema, existem células destes radicais em Foz do Iguassu e na Argentina e Paraguay.
Na minha visão a origem deste problema é a falta de perspectivas. Não há atividade econômica, geração de emprego e renda. A guerra é meio de vida.
Lideranças se aproveitam do caos geográfico e econômico e dos contrabandistas de armas e se fortalecem, arregimentam jovens rebeldes sem causa e vivem nababescamente explorando estes incautos. Corrupção, contrabando, mercado negro de armas, drogas e exploração dos civis são os pilares destes lideres que usam a religião como mote, mas no fundo é meio de vida para eles.
Na África a situação é parecida há muito tempo e ainda sofre com este radicalismo muçulmano. Os conflitos internos e guerras civis, verdadeiros genocídios em muitos casos é muito semelhante a situação no oriente médio. Quem teve oportunidade de assistir um filme do Netflix chamado "Beast of Nation" pode ter uma noção de como se dá estes conflitos e porque a população inocente destas áreas em conflito não tem opção. Ou lutam com os rebeldes ou morrem, aliás para comer e sobreviver estas pessoas precisam aderir aos grupos. 

Quem quiser ver o trailer. Eu recomendo e pode ser feita uma analogia ao estado atual no oriente médio.

E as soluções?
  1. Reorganização geográfica e intervenção da ONU. Na África muitos conflitos foram resolvidos assim.
  2. Fortalecimento de governos e investimentos para reativar a economia e tentar criar emprego e renda. Sei que não é fácil em ambiente de corrupção e falta de credibilidade, mas poderia ser tentado dentro de cada vocação regional.
  3. Aniquilar o ISIS, via suas atividades econômicas e seus abastecimentos de armas e logística e militarmente. Usar a inteligência para caçar e matar os líderes.
Onde há pobreza existe a opressão e corrupção. As lideranças populistas e oportunistas se aproveitam. Inocentes são usados para que estes líderes justifiquem seu papel, sempre com o mote religioso ou ideológico, mas no fundo sabemos o que eles querem de verdade.
A liberdade e a democracia nem sempre será a melhor condição para este estágio onde se encontram estas tribos e grupos, mas a opção pela criação de empregos e renda deveria ser uma opção do primeiro mundo e dos países desenvolvidos que estão cada vez mais envolvidos no problema e vítimas via atentados. 
A xenofobia, os interesses antagônicos dos grandes países ocidentais e a falta de convergência para encontrar uma solução agravam o problema, mas urge a busca de uma solução e precisa ser conjunta entre os países do G-8 mundial. Passou da hora.

sexta-feira, outubro 09, 2015

Entendendo as pedaladas fiscais e o momento político


A batata dela está assando. E cada vez mais, com erros cometidos pela própria presidente.

Não sabia da gravidade dos erros cometidos nas contas públicas. Sabemos da celeuma e da bagunça que virou a conta da finança pública e praticamente o Brasil está quebrado.
Quem quiser ver mais detalhes, técnicos e esclarecedores, vejam estes dois programas com especialistas.

Miriam Leitão: Clique e veja -  As consequências do julgamento no TCU das 'pedaladas fiscais'

Entre Aspas: Clique e veja -   Entre Aspas: Especialistas debatem sobre as pedaladas fiscais

O trabalho foi técnico e estes programas com especialistas deixam claro os erros cometidos. A questão é discutir o tamanho do dolo e com certeza a incompetência que não fez as autoridades financeiras (Mantega e cia.) enxergarem o tamanho do problema que criavam. Ou viram?

Ano eleitoral agravou o problema, mas inocência acharem que passaria batido.
O Rasgaram as leis e as regras, isso tem consequências na democracia que tanto invocam, agora cabe os próximos passos.

Impeachment por crime de responsabilidade, mesmo crime comum que poderia ser tipificado, não entrarei na questão, melhor os juristas debaterem isso, mas está claro como a luz do sol.

Uma outra questão relevante e pode causar discussão: Será que os crimes no mandato anterior (2014) pode ser responsabilizado neste?

A menor consequência , com todos os recursos será a inelegibilidade de Dilma a cargos eletivos. Outras medidas podem vir, mas são incertas e discutíveis.

Ainda estamos sem rumo e sem norte. Ajuste fiscal simplesmente não é remédio para curar a doença ainda, é só um analgésico para preparar o país para entrar no rumo novamente. Não será fácil consertar estes anos de equívocos e porque não, irresponsabilidade.

Próximos passos:

1-) Comissão de Orçamento, onde a senadora Rose de Freitas do PMDB-ES será a relatora. 
2-) Votação na Comissão, se aprovado na comissão deve ir a plenário e já definido, sessão do Congresso Nacional (CD e SF).

Há outras contas a serem apreciadas, mas parece que não interfere na apreciação desta, até porque é a única que teve rejeição pelo TCU.

Quanto tempo demora? No mínimo 90 dias e considerando final de ano, recesso, acho que lá para março teremos uma visão melhor.

Analistas e especialistas estão prevendo uma grande batalha jurídica entre os atores, com embate entre poderes e discussões jurídicas complexas. O desfecho disso será pelo lado político, mas  precisa do embasamento jurídico que já existe neste relatório do TCU com relação a possíveis acusações de crime.

Podem tentar o impeachment antes? Podem, mas é pouco provável.
Se começar o processo será difícil segurar a inércia, seja pela classe política e mesmo pelo clamor das ruas. Em tempo de redes sociais, "zap zap" e na era da informação, será um rolo compressor.

Já disse e repito, não estou certo de que o impeachment é boa solução, política e mesmo econômica.

O caso do julgamento das contas da campanha no TSE corre em paralelo, mas é lenha na fogueira da crise política e institucional e claro, agravando a economia que está no fundo do poço.

Lá os ritos processuais são mais complexos do que o impeachment (não que impeachment seja menos complicado). Se der alguma coisa lá contra ela, será mais tarde, bem mais tarde.

Renúncia? Pode ser. Algumas informações midiáticas dão conta da depressão dela, da tristeza. Uma pessoa com a arrogância e soberba dela, com a falta de delicadeza e educação com as pessoas que a cercam, pode até "surtar" quando perder de vez a posição, aliás já perdeu.

Vamos acompanhando. Hoje disse a um amigo petista que o problema do Brasil é a falta de rumo, de um projeto futuro para resgatar a nação e a potencialidade. Não temos, nem vindo da oposição. Isso na minha visão agrava o problema, político e econômico.

terça-feira, outubro 06, 2015

Arte digital, figuras animadas.

Muito bacana. Tenho capturado todos que vejo, principalmente no FB.
Não conheço ainda a técnica, mas parece um GIF animado simplesmente. A criatividade está presente no maravilhoso mundo digital.
Vale a pena ver.














domingo, setembro 20, 2015

O impeachment sai?


Acho que a madame dançou, de uma forma ou de outra.
Se fizermos um gráfico, como diz um amigo, da crise do país desde a eleição até hoje, será uma exponencial. Tirando alguns momentos em que Dilma e sua trupe acertou alguma ação política, só assistimos trapalhadas, uma atrás da outra.
Quem parece comandar de fato é ela, como sempre fez. O parlamentarismo "de fato" que vivemos pela reação do congresso é que vai colocar as coisas no lugar.
Antes de falar de impeachment, gostaria de dizer que não sou a favor de impeachment. Não vai resolver o problema emergencial do Brasil, mas reconheço que a saída dela pode ser uma alento aos atores econômicos do mercado com a sinalização da quebra deste ciclo de indefinições e problemas que precisam ser atacados, para colhermos os frutos mais na frente, daqui há 2 ou anos anos.
O processo está na lei, clique e leia, não é golpe como alegam algumas, inclusive ela.
Não é processo fácil, demanda 2/3 do congresso. A CD dá autorização de abertura do processo e o SF é que efetiva o impeachment. Conseguir 2/3 daquelas duas casas não é fácil.
Ela deverá ter todo direito de defesa, e deverá recorrer inclusive ao STF, que na tese de alguns, estaria aparelhado. Eu não acredito, até porque já deram mostras alguns ministros que são independentes e magistrados de verdade. Claro, que 2 figuras de lá são carimbadas e conhecidas, mas não acredito que podem conduzir a casa magna da justiça brasileira.
Existem 17 processos em análise, elementos para abrir a discussão não faltam e devem se consolidar agora em outubro.
Dinheiro do "Petrolão" na campanha dela e as tais "pedaladas" são as principais motivações que legitimam um eventual pedido de impeachment.
Alguns ainda dizem que as tais "pedaladas" ocorreram no passado e não são ilegais, mas porque ilegalidades foram cometidas no passado e por qualquer motivo não foram punidas, recebem atestado de legalidade? Claro que não. Abusaram dos equívocos, as contas públicas e a desorganização corroboram isso, não acho que precisa ser mais discutido o tema.
Ouvindo todos analistas políticos e jornalistas, inclusive alguns que foram defensores do governo e têm explicitas simpatias por eles (ou tinham) são unânimes em considerar que o impeachment está na pauta politica. Até Dilma tem recorrentemente abordado o assunto, para pavor de sua assessoria, que teme a banalização de uma tema tão complexo.
Para falar de previsão, reiterando que sinceramente não sei se é a melhor opção para o país, o impeachment deve seguir o seguinte cronograma:

  1. Outubro - Existe chance de abertura do processo, ou o plenário avaliar esta situação.
  2. A oposição vai mobilizar as ruas, que já pedem isso na maioria e pela popularidade dela, será fácil. Alguns esperam uma nova pesquisa onde ela deve despencar mais alguns pontos. Vale lembrar que Collor no seu pior momento ainda tinha 15% de aceitação, Dilma não passa de 10%.
  3. Até dezembro podemos ter o desfecho deste processo. Acredito que a CD, se começar o trâmite, vai ter grandes chances. Eduardo Cunha que deve conduzir isso, não entraria em aventura de colocar um processo destes sem ter alguma garantia de sucesso.
  4. Temer assumiria porque é outra opção que seria a anulação da chapa de ambos pelo dinheiro sujo, demoraria mais e quando escolhido um caminho, este terá foco das forças políticas, contra ou a favor do impeachment.
Conclusão: Ontem ouvindo um programa, um analistas catedrático disse uma coisa: Existem hoje dois grupos de políticos, os que estão a favor do impeachment e os que estão contra. Os exércitos estão na rua, e a batalha vai começar.
O movimento será suprapartidário com a participação do PT. Por mais que a mídia tenha dito que Lula pediu Eduardo Cunha para segurar os processos de impeachment , eu não acredito. Lula e o PT seriam beneficiários em 2018 da saída dela desta forma. Isso se o PT resistir a eleição do ano vem, porque o estrago na imagem é grande, e muitas lideranças boas que estão lá, devem e podem trocar de partido.
Aliás, em um eventual impeachment e um governo de coalização que deve sair, veremos uma grande reorganização partidária.
Alguma coisa precisa ser feita. A economia não aguenta este mar de indefinição e erros seguidos, o pacote com a CPMF tem chance quase nula de passar no congresso e não existe nenhuma sinalização de medidas mais concretas por parte do governo. Corte de gastos, premissa do ajuste fiscal necessário, foi pífio. Se tivessem dado o exemplo, enxugando pra valer a máquina mastodonte pública, a sociedade até poderia aceitar mais carga tributária, mas não é o caso.
Vários países que viveram crises fiscais como esta, tomaram outro caminho, reduzindo carga tributária e retomando o caminho privado para gerar riquezas. 
Hoje os governo e o setor financeiro sugam as riquezas e sufocam o país, é preciso virar o jogo.
A renúncia dela, especuladas por alguns, seria possível? Sinceramente, a luz do temperamento dela não, mas, a rigor, não podemos dizer que ela não vai renunciar. Acho que é uma possibilidade real considerando o agravamento da crise política e econômica. Aliás, alguns colunistas políticos bem informados disseram que ela já redigiu uma carta de renúncia, é esperar para ver.
Vamos aguardar os próximos lances, mas até dezembro teremos uma visão clara, se ela sai, ou se ela fica e o país viverá analogamente como o governo Sarney, que foi tocado pelo PMDB. A diferença é o animal político Sarney que soube levar o barco, Dilma tem lá suas qualidades e aptidões (deve ter, todo mundo tem), mas uma que ela não tem é saber fazer política, e esta é uma das principais razões da crise. Os erros da economia ainda são imensuráveis, mas estão ai, claros como a luz do sol.
Dilma deveria saber que a economia, principalmente as crises, se antecipa ao cenário político orientando o rumo a ser seguido. Sempre foi assim, sempre será assim.

segunda-feira, setembro 14, 2015

A nova CPMF e o déficit das contas públicas, e ai?







Imagens dizem mais do que palavras.

Figura 01

Vamos aos fatos:
  1. O governo apresentou um orçamento no Congresso Nacional com déficit de R$ 30,5 bilhões, mas tem gente que acha que será maior porque as projeções de receita estão furadas, mas as despesas não. Clique e leia
  2. Desde 2002 as despesas crescem e as receitas não batem com as projeções. Com o crescimento médio nos primeiros governos petistas, a média de crescimento do PIB ( 4,2% e 2,7% nos 2 governos Lula e 1 de Dilma) mascarou esta questão do crescimento do gasto público.
  3. Tenho acompanhado o debate deste grave problema e podemos constatar que a origem deste descontrole começa na Constituinte de 88 que criou uma série de despesas sem a correspondente fonte de receita para cobrir os gastos. O PT agravou muito o problema, principalmente quando agravou-se o problema da inflação e o mundo arrefeceu sua prosperidade em 2008 com a crise mundial, que aliás acabou para a maioria dos países em 2010.
  4. O descontrole dos gastos e os equívocos do modelo petista (consumo+crédito) sem a gestão nos momentos que deveria intervir , agravou o problema.
  5. Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do planeta, hoje em torno de 30% do PIB. Somos o INGANA, impostos da Inglaterra e serviços de Gana. Clique e veja o Impostometro. Trabalhamos 5 meses do ano para pagar impostos.
  6. Os juros hoje consomem 8% do PIB . Clique e veja
  7. Se somamos a carga tributária + Juros somos extorquidos pelo governo + sistema financeiro e estes recursos saem da poupança e investimento, para onde deveriam ir, e concentram nas mãos do governo perdulário e do sistema financeiro da usura. Este é dos mais graves problemas para o não crescimento de economia.
  8. Pela figura 01 desta postagem podemos ver os maiores problemas são: Juros + amortização e a previdência social, com problemas estruturais que demandam uma reforma URGENTE, há muito tempo. Clique e veja as despesas de 2015. Dá pra ver o tamanho da amortização + juros que suga nosso orçamento.
  9. Acrescento ai os cargos comissionados (quase 120 mil) e os 39 ministérios. O Brasil tem mais funcionários do que a Alemanha e EUA, será que estamos certos? Clique e leia

O Brasil gasta muito e mal, estado perdulário com  desperdícios e corrupção que sangra nosso tesouro e no final das contas nosso Bolso.
Esta gastança é a causa principal do baixo crescimento econômico e da ameaça inflacionária que corroí a renda e destrói a nossa estabilidade conseguida a duras penas com o Plano Real.
Perdemos o Grau de Investimento e tudo indica que vai piorar.

A nova CPMF e as medidas anunciadas hoje:

Vou deixar minhas considerações:
  1. O Governo anuncia que cortará R$ 26 bilhões. A pergunta que fizeram vários analistas: Porque não cortaram isso antes de mandar o orçamento deficitário e acelerar a perda do grau de investimento?
  2. Jogaram na mídia a volta da CPMF. Apanharam de todo lado e insistem no tema. A CPMF ( 0,2% por 4 anos....será?) é um imposto cumulativo que incide por toda cadeia produtiva, é justo no sentido de pegar todo mundo, mas será péssimo neste momento de inflação arrebentando as metas e beirando os 2 dígitos, aliás em algumas cidades já esta acima de 10% e quem vai ao supermercado sabe o que falo.
  3. Lançaram impostos sobre a renda na alienação de bens. Em tese pegaria os mais ricos, mas vamos ser francos, o que pode ser na prática esta medida é ainda uma maior redução de transações comerciais que envolvam bens declarados no IR das pessoas físicas, já que este impostos só pega a PF. Outra coisa, qual é o impacto disso na arrecadação? 
Conclusões minhas:
  • O governo meteu os pés pela mão mais uma vez, tomou medidas corretas no tempo errado, poderia ter feito isso mais atrás.
  • Quero ver os cortes anunciados acontecerem na prática, governos populistas não cortam nada, acham que dinheiro cai do céu ou dá em árvore.
  • A medida de suspensão da correção do salário do funcionário público vai azucrinar os executivos do governo e o congresso e pergunto novamente: Qual é o efeito prático desta medida? Reduz quanto?
  • Os juros desnudados já trazem graves problemas a estados e municípios. A perda da arrecadação pela queda do crescimento e a excessiva concentração em Brasília dos recursos nos leva a pensar IMEDIATAMENTE no Pacto Federativo. Prefeituras e estados já têm problemas para pagamento de pessoal.
  • A concentração na mãos da súcia bancária e a atração do capital especulativo para renda fixa joga lenha na fogueira do ciclo perverso que vivemos: Baixo crescimento + Inflação, a terrível Estagflação, cansei de falar isso aqui.
Minha projeção para este momento:
  • A governabilidade de Dilma fica ainda mais comprometida. Acho muito improvável o congresso aceitar e votar aumento de impostos. Já disse: Governo forte tem dificuldades de aprovar aumento de impostos, governo fraco então, sem chance. É o nosso caso atual.
  • Mesmo que venham medidas provisórias (e devem vir) o congresso vai barrar, anotem ai.
O que nos resta então? Rezar, porque é tudo imprevisível no momento. Renúncia, Impeachment, Parlamentarismo? Acho que pode acontecer qualquer um dos 3, sem previsão de quando isso acontece.
Para mim, modestamente opinando, estas medidas foram a pá de cal no governo dela. Infelizmente o Brasil não precisava passar por isso.


quinta-feira, setembro 10, 2015

A origem e a essência do problema econômico do Brasil (2)


Ainda querem aumentar impostos? Temos é reduzir a carga tributária e fortalecer o setor produtivo para gerar emprego e renda. NÃO EXISTE JUSTIÇA SOCIAL SEM GERAÇÃO DE RIQUEZA E RENDA.


Clique na figura e veja como estamos diminuindo a capacidade da sociedade e do setor produtivo gerar riqueza e renda. O estado é um parasita e só vem aumentando sua gula.


Imagina que 45% de tudo produzido é revertido para o estado. Clique na figura e veja s dados.
Soma-se a isso 8% do PIB (clique e leia) gastos em juros e assistimos 53% da riqueza, bens e serviços produzidos irem para o ralo.
O setor financeiro nada de braçada, mete a mão com juros escorchantes, de usura, spreads criminosos e o governo gasta mal, muito e usa os recursos que deveriam ir para saúde, educação, infraestrutura e o bem estar social básico para politicagem e nem vamos abordar aqui, mas a corrupção que chegou a níveis astronômicos e nos remete a crise moral somada a política e econômica.

Quando mais se arrecada, parece que menos "capital social básico" que deveria ser provido pelo governo aparece e trabalhamos já 5 meses para pagar impostos. Querem aumentar mais?

Curiosidade neste site acima, o Impostometro, medidor de imposto atualizado. Hoje estamos em 1, 3 trilhões, Clique e veja


Pasmem os leitores deste Blog, isso vem deste o governo FHC. 

No livro que cito e menciono várias vezes há exemplos de países que viveram problemas e saíram de crises, como Chile, México, Canadá e até Suécia. Todos, sem exceção, reduziram a carga tributária como solução para a crise, aqui estamos na contramão mais uma vez.

Existe a teoria da Curva de Lafer, resumidamente, quanto mais quer arrecadar e aumenta d carga tributária, menos se arrecada.


Veja o vídeo.



Estamos ai com a origem e a essência de nosso problema.
A perda do grau de investimento recente pode agravar porque faltará recursos esternos, ou ficarão mais caro. Se não temos aqui, gastamos mal e muito, o que faremos?

Só o conserto das contas públicas, reorganização de gastos públicos e pensamento no médio e longo prazo. No curto estamos ferrados e pagaremos caro pelos erros cometidos. Infelizmente.

A origem e a essência do problema econômico do Brasil (1)



Estamos vivendo séria crise no Brasil, alguns ainda não querem enxergar. Já vivemos crises no passado e como sempre sairemos desta. A resiliência e o potencial do Brasil são maiores do que as crises, os políticos e a incompetência que causa estas crises. O problema como sempre, é o custo disso para a sociedade, as futuras gerações e o tempo de sofrimento.

Acabo de ler o Livro O Mito do Estado Grátis de Paulo Rabello de Castro. Escrito em 2014, o autor foi de uma precisão para mostrar nossos erros, apontar soluções e comparar exemplificando como outros países viveram e enfrentaram seus problemas econômicos.


Recomendo a leitura para todos que queiram conhecer mais nossos problemas e entender o que estamos vivendo. SENSACIONAL o livro e por isso mesmo faço desta postagem alguns trecho que considero claramente a explicação pelo problema que estamos vivendo.

Já disse inúmeras vezes que o primeiro governo Lula foi bem, seguiu a cartilha da estabilização da moeda (Plano Real) e tendo a frente o excelente Henrique Meirelles no Banco central tocou o barco. Fica a observação de que o mundo "bombava", prosperidade total.

A partir do segundo governo e pós Mensalão, ai começou nosso flagelo. Ele cedeu aos populistas e as bobagens começaram. Este gráfico, extraído no livro, mostra bem onde a ineficiência do estado e o tamanho dele começa a interferir no setor produtivo e "sugar" as potencialidades.



O desmonte da nossa indústria que vislumbraria a recessão começa a ficar clara. Como definiu 

Alexandre Schwartsman o Brasil adota a política econômica do CCC, Crédito, Consumo e Commodities.

Explico: Expansão do consumo e crédito e apoio no boom mundial da China com demanda e preço das commodities no espaço. Claro que isso não duraria para sempre e as ações no crédito e consumo deveriam ter sido administradas e até sofrido correção de rumos.

A expansão dos gastos públicos, tirando cada vez mais capacidade da sociedade e setor produtivo dde gerar renda (para poupança e investimento) continua firme e forte. Vejam isso:

Clique para ler, mas o resumo é que nossa carga tributária é perversa, temos 63 taxas, tributos, impostos e contribuições (não sei se outro país tem este tanto) e mesmo com as desejadas e bem intencionadas desonerações acabou por não trazer efeito algum.
Além disso temos vários impostos que incidem em cascata no setor produtivo, que é terrível e mortal.
Vale lembrar que o AUMENTO do estado e da arrecadação vem desde o governo FHC, que mesmo com a privatização, acertada por sinal, ainda aumenta gastos públicos.
Vale anotar que o governo FHC teve vícios e virtudes, principalmente a consolidação do Plano real e a estabilização da moeda, mas viveu diversas crises mundiais, ao contrario dos petistas que só tiveram a de 2008, aliás gravíssima. Ainda alguns reverberam "crise mundial", que acabou em 2010, inclusive para nós. Restam países com resquícios do populismo, mas em franca recuperação como a Grécia. Clique e leia sobre as crises mundiais no século XX e XXI.

É só clicar na figura para ver a evolução da carga tributária e a "iterferência" no setor produtivo e na sociedade.



O governo torna-se sócio majoritário na produção reduzindo a capacidade e potencial de crescimento e melhorias. 

domingo, agosto 30, 2015

Saídas e alternativas para o Brasil?



Um monte de gente tem criticado os erros cometidos e os graves problemas que temos. Tenho dito que não existem planos para o futuro, nem da oposição. O que fazer para sairmos da crise atual? Como consertar erros e mazelas deste governo populista que detonou as contas públicas?
Vamos tentar mostrar algumas opções, mas antes precisamos deixar algumas considerações:

  1. A justiça social não é incompatível com o livre mercado e o lucro. A esquerda irresponsável acha isso e prega que o estado de bem estar social não pode viver no livre mercado. Uma grande mentira.
  2. Toda economia que fracassou, a história é prodiga em exemplos, foi quando estouraram os gastos públicos. Gasta-se mais do que se arrecada. Keynes ajudou muito o raciocínio do estado como indutor do processo econômico, a teoria dele teve sua serventia para recuperar os EUA e o mundo pós crise de 1929, que aliás foi agravada por erros cometidos na condução da política econômica na época. Keynes é passado, vários países mostram que podem ter o bem estar social e o mercado livre, com setor produtivo forte e geração de lucros.
  3. A Suécia saiu de grave crise dos anos 90 com a racionalidade e firmeza nas suas ações e posso citar como exemplo, onde o bem estar social e a economia andam de mão dadas. A Suécia é um grande exemplo de modelo que funciona. Claro que lá, pelas condições de cultura, etnia, educação e mesmo variáveis sócio econômicas são favoráveis, mas o modelo customizado serviria para muitos países, pelo menos os pilares dele: Equilíbrio das contas públicas.
  4. O discurso da "justiça social" é maravilhoso e não monopólio de algum altruístas, qualquer cidadão do bem e com um mínimo de instrução quer ver seus país atendendo as mínimas condições de bem estar social, O que estamos assistindo agora, e principalmente no Brasil é um monte de espertalhões que usam este discurso em benefício de projetos pessoais e partidários.
  5. Precisamos ter planos de futuro, de longo prazo. Esquecer as eleições próximas e os companheiros e pensar na nação, no futuro.
Será redundante falarmos que reformas urgentes precisam ser feitas: A reforma política, a reforma tributária, a reforma do código penal e de processo, etc... mas se estabelecermos algumas premissas e metas para o futuro podemos tocar algumas ações em paralelo a estas importantes e inadiáveis reformas.
Vamos lá:
  1. Redução da carga tributária, assim como fez a Suécia nos anos 90 (Reduziu de 52% para 44% do PIB). Ao invés de criar mais impostos (que não passaria no congresso de jeito nenhum) precisamos tentar esta saída para tornar as empresas mais produtivas e competitivas, principalmente na exportação. A desoneração tentada, era boa, mas não funcionou, é preciso insistir nisso, de maneira sistêmica e não privilegiando alguns setores.
  2. Acelerar as privatizações da infra estrutura. Já que o governo tem um buraco nas contas, atrair o capital privado com projetos sustentáveis e de longo prazo. Os gargalos que o Brasil tem na infraestrutura nos tira oportunidade e aumenta os custos e desperdícios. Dá para fazer um programa rápido e eficaz, se ficar longe de debates ideológicos.
  3. Se temos grande dependência das commodities para exportação, é preciso criar condições de melhorar a produtividade do setor mineral e agrícola, mesmo quando a economia global reduzir a demanda. Como agora onde preços e a demanda caem , principalmente na China, nossa economia sofre porque não estávamos preparados para esta fase ruim.
  4. Reduzir a máquina pública, o tamanho do estado, A presidência dos EUA tem 500 funcionários, a nossa aqui tem 18 mil- Clique e leia. Existe uma grave distorção. Porque 39 ministérios, improdutivos e perdulários? É preciso enxugar o estado, URGENTE, com menos tamanho ele será produtivo e eficiente, além de colaborar com a gestão das contas públicas.
O maior problema do Brasil hoje é o deficit público. A inflação é parte disso, a recessão também. O estado precisa cortar na carne e o ajuste fiscal proposto é o começo da saída.
Outras medidas para fortalecer a produtividade da indústria e  dos serviços, focar em alguns pontos da nossa infraestrutura ( como portos e as estradas que escoam a produção agrícola) poderiam funcionar no médio prazo.
Redução da carga tributária com certeza poderia reduzir a arrecadação, mas se acompanhada do corte de gastos não teria tanto impacto, inclusive corroborando este corte, que precisa ser profundo e na carne. Porque temos 113 mil cargos comissionados? 
Os programas chamados sociais precisam de ser melhor explorados, com contrapartida do cidadão, com prazo de validade, para induzir a vontade e a esperança e não deixar uma legião de desocupados.
Incentivar os investimentos via lucro e aumento da produtividade. 
Falar em educação e saúde seria redundante, mas URGE uma solução para estes setores, que com certeza podem melhorar na produtividade se alguns custos forem reduzidos e aplicadas metas de resultados para gestores públicos.
A inovação e a tecnologia devem receber cuidados especiais que podem vir com o aumento da produtividade das empresas. No médio e longo prazo se descuidarmos destas questões estaremos liquidados, vivemos na sociedade do conhecimento e na era da informação.
O Brasil tem muitas vocações e força em algumas premissas que podem nos fazer fortes e competitivos. 
O nosso mercado  é grande, perde para poucos países e nossa força se bem trabalhada pode ser fator de ganho na economia, claro que administrada a questão de demanda agregada, inflação , câmbio , etc.
O Brasil precisa de seriedade e visão futura, não precisa de nomes e heróis. As questões sociais e econômicas são complexas, mas com metas estabelecidas e gestão eficiente podem ter resultados. Não podemos nos comparar com Suécia, Coréia do Sul ou México, ou mesmo Chile e Colômbia, mas se olhar os que estes países fizeram para sair de crises e preparar o futuro, poderíamos aprender.
Infelizmente nosso rumo hoje está pautado em idéias dos anos 50, com exemplos de fracassos claros e provados e enquanto uns seguem firmes rumo ao futuro, estamos afundando como a Venezuela e a Argentina, os dois exemplos, nossos pares, que mostram que insistir nos erros sempre sobra para a sociedade e o futuro.

sexta-feira, agosto 28, 2015

Brasil no final do agosto e o rumo nada...


A recessão se confirma: PIB recua 1,9% no 2º trimestre, e país entra em recessão técnica Clique e leia

Contas do governo têm déficit primário de R$ 7,22 bilhões em julho - É o pior resultado para meses de julho desde 1997 - Clique e leia


A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira que as contas do governo registraram em julho um déficit primário (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida pública) de R$ 7,22 bilhões. É o pior resultado para meses de julho desde 1997. Em julho do ano passado, as contas do governo registraram déficit de R$ 2,21 bilhões.
Já nos sete primeiros meses deste ano, o déficit foi de R$ 9,05 bilhões, também o pior resultado desde 1997. Em igual período do ano passado, foi registrado um superávit de R$ 15,14 bilhões.
Segundo o Tesouro, as receitas totais subiram 4,3% nos sete primeiros meses ano (em termos nominais, sem descontar a inflação), contra o mesmo período do ano passado, para R$ 733 bilhões. O aumento das receitas foi de R$ 30,4 bilhões sobre o mesmo período do ano passado.
Já as despesas totais subiram o dobro nos sete primeiros meses deste ano (ainda em termos nominais): 8,7%, para R$ 613 bilhões. Neste caso, o aumento foi de R$ 49,2 bilhões. 
Os gastos de custeio avançaram 14,5% na parcial deste ano, para R$ 139 bilhões – um aumento de R$ 17,68 bilhões.
As despesas com investimentos caíram 31,4% nos sete primeiros meses deste ano, para R$ 32,26 bilhões. A queda frente ao mesmo período de 2014 foi de R$ 14,78 bilhões, de acordo com o Tesouro.

Só se fala em ajuste fiscal, sem consistência. O governo sinaliza em cortar mais despesas, mas não vemos nenhuma ação prática. A arrecadação cai  e as despesas não caem, se estamos já desajustados vamos ficar ainda mais.
O Brasil afunda a passos largos. As prefeituras e estados começam a entrar no sufoco, a máquina econômica vai sentir muito, principalmente nos pequenos municípios que vivem exclusivamente do FPM.

O pior é que não temos nenhum projeto de futuro. Sem nada para amenizar e resgatar a credibilidade. Nem a oposição apresenta nada de concreto que pudesse tranquilizar a sociedade.

A crise é grande, politica, econômica e institucional. Todos pagaremos, alguns já pagam e os mais humildes vão ser os mais penalizados. De tudo que se vangloria o PT e Lula, dos ganhos sociais, que por um tempo não foram sofismas, passam a ser parte do passado e as pessoas já perdem isso. A estagflação é mortal para os mais pobres. O desemprego desgrega famílias, a inflação limita a qualidade de vidas das pessoas.
Vamos rezar.



quinta-feira, agosto 20, 2015

Ecos de agosto na crise institucional - 20/08/2015



A situação ainda está crítica.  No campo institucional e econômico estão todos os atores perdidos, a imprevisibilidade é a marca de agosto.


  1.  No cenário econômico a recessão mostra suas garras, os bons indicadores caem e os maus sobem. Desemprego e inflação, alem da perspectivas de mais recessão em 2016 dominam a cena e apavoram os atores. 
  2. No campo politico, Dilma arrefeceu a onda contraria com a adesão de Renan e de raposas politicas, queimadas com certeza, mas profissionais. Dizem que o governo está terceirizado para Renan. Impeachment? Renúncia? Pouco provável, pelo menos por enquanto, mas não impossível.
  3. O parlamentarismo "branco"tocado por Eduardo Cunha a revelia de Dilma, agora está na mão de Renan Calheiros e Eduardo Cunha [e bombardeado por acusações. É ilusão achar que Eduardo Cunha renúncia, antes serão precisas provas contundentes contra ele, o "batom na cueca"como falam os deputados, por enquanto não apareceu.
  4. A dinâmica continua, TCU, TSE e outros percalços que somados aos problemas econômicos agravam a crise institucional.
  5. No fundo nem governo e nem oposição apresentam um plano concreto para solução da crise econômica e politica. Muita confusão. 
Considerando estes fatos, me fez trazer uma reflexão inspirada no Livro do Paulo Rabello de Castro, O Mito do Estado Grátis quando aborda a transformação da China nos anos 80 com Deng Chiao Ping, o grande mentor da prosperidade e mudança na China.
Aspas: Deng foi um homem de gestão publica eficiente. Ele sabia que só discursos não provocam transformações. É preciso decisões firmes, seguidas de acoes consistentes e, em seguida, calibradas por aferições e revisões sucessivas dos resultados obtidos. Fecho aspas. Pág.  238.
O que foi feito aqui? Nada. Um ajuste fiscal sem consistência, inexequível, aumento de impostos para sacrificar ainda mais a classe produtiva que já pena com a recessão. 
Agora, em medida claramente direcionada ao setor automobilístico, coloca mais crédito fácil e barato afrontando a seriedade e credibilidade do ajuste fiscal que se propõem. 
Medida inócua e temporária não vai resolver nada e mancha a austeridade do ajuste, Mais privilégios a um segmento?
Menos intervenção e mais governo com planos consistentes e credibilidade poderiam animar s investimentos e conter as demissões, já que este é o calo da vez.
Interferir menos e governar mais, assim se faz melhor e este governo com todos os seus erros mostrou o pior. Intervenção desastrada e falta de ajustes e correções do rumo.
Um plano de metas de médio e longo prazo deveriam ser colocados na pauta.
nem a oposição consegue isso e Renan, o "primeiro ministro"atual coloca uma "espuma"como disse corretamente Eduardo Cunha.  
Vamos afundando, sem rumo, sem propostas concretas.
Gente esperando o quanto pior melhor, mas esquecendo que todos pagamos a conta.
Sinceramente espero sair desta imprevisibilidade. Isso para tudo, abala as instituições e só traz incerteza e problemas que distanciam a solução.
Uma pessoa sensata e realista, sem emoção e paixão politica vai querer dormir agora e acordar mais na frente, quando tudo estiver mais claro.
Enquanto isso a conta fica mais salgada.

sábado, agosto 15, 2015

A manifestação do dia 16/08 e os rumos do Brasil



A crise do Brasil continua. Não vê quem não quer ou quem não tem interesse em ver. A economia está de mal a pior, chegamos a ponta do sistema. Os indicadores são péssimos e as projeções piores.
Parte da população, ou melhor, a maior parte está indignada e já sentindo o efeito da crise.
Existe uma outra crise, a existencial, de muitos eleitores do PT e Dilma que agora se sentem enganados. Ir a rua amanhã? Eu vou, cumprir meu papel de cidadão, mas não podemos esperar muito.
Esta manifestação, infelizmente, não será divisor de águas da política nacional.
A cada reação corresponde a uma reação em sentido contrário (Física). Na política também é assim.
O governo e o "status quo" reagiu. Não vamos julgar os personagens da reação e nem os interesses deles, mas houve a reação e foi competente.
Esta coisa de impeachment é uma grande ilusão coletiva. Não é fácil, simples e sempre será traumático. Não dá para comparar a situação de Collor com a de hoje. São épocas distintas, personagens diferentes e contexto novo. A dinâmica da política não permite isso.
Dilma reverteu vários percalços que tinha. TCU, TSE, e mesmo na base com a reação que foi positiva para ela. Quem ganhou ou quem perdeu? Não sei, o país continua em crise institucional e econômica.
Algo precisa ser feito. O rumo não existe, nem a aposição apresenta algo de concreto e factível,
Criticar é fácil. Apresentar solução e proposta nem tanto.
O impeachment é um sonho de muitos. Sinceramente não sei se é a melhor opção. Quem ganha com isso? E a qual seriam os próximos passos? Tenho minhas convicções hoje para dizer que o impeachment é uma das piores saídas para o Brasil. A renúncia dela com certeza seria, mas é pouco provável, quase impossível.
Renúncia? Pouco provável. O que sobraria para estancarmos a hemorragia da crise? A figura ilustra bem. Eles já reagiram, a tropa de choque está em campo, só profissional, do bem ou do mal, deixemos para lá. Os custos e os conchavos desta reação nunca saberemos, mas não devem ter sido republicanos, eu acho.
Não importa agora. O Brasil precisa retomar o rumo e estancar a crise. Porque digo isso? Porque a crise institucional contamina a economia que acaba contaminando a crise política. É ciclo vicioso perverso e todos pagamos por isso.
Amanhã teremos um movimento. Deve ser relevante. Nós lavaremos nossa alma e vamos exercer a cidadania, mas não muda o congresso e nem sei se ele quer mudar. Para atingir 2/3 de votos não é fácil, é mudar a constituição. Hoje, independente das questões jurídicas, o impeachment estaria na berlinda, não sei se 2/3 do congresso votaria pró impeachment, e além disso a reação do governo é avassaladora, já começou. 
Uma análise fria de quem seria o maior beneficiário do impeachment dá para ter uma noção do ânimo da classe política. O medo de convulsão social é outro temor, errado, porque estes marginais de movimentos , ditos sociais, não podem pautar o Brasil.
Vamos aguardar os próximos lances. Antes, acreditava no processo de impeachment (mesmo sem eu ser a favor), hoje tenho minhas dúvidas se ele vai prosperar. A CD só vai pautar esta questão se existir o mínimo de chance de passar, e não será fácil. Sonhar é parte da vida, protestar e se indignar da vida política. Vamos fazer os dois, sempre pensando que ainda não vimos um projeto de futuro para o Brasil.
O triste é ver que o Brasil afunda e a conta chegou. A aventura populista, como não poderia ser diferente, vai fazer estragos aqui. Não conto nem com os que se enriqueceram com o "discurso da justiça social", que no fundo, todos nós queremos.

quinta-feira, agosto 06, 2015

Agosto de 2015- Ecos da crise institucional- A história se repete?

Resultado de imagem para explosão

Agosto no Brasil é marcado por vários episódios da vida política do Brasil. Muitos consideram mau agouro, mas a vida segue. Coincidência ou não, estamos vivendo mais um mês de agosto com sinais de que teremos muitas turbulências.
Escrevi outro dia no FB: A dinâmica da política não permite que fatos sejam repetidos de forma idêntica e com os mesmos efeitos, até porque os personagens mudam. Entretanto é possível fazer analogias. Digo isso porque na crise que estamos vivendo vai ter um episódio que pode ser análogo a crise de 93 que tirou Collor do poder.

Collor foi a TV e conclamou o povo para vestir verde e amarelo e mostrar apoio ao seu governo. O povo foi para rua de preto e colocou lenha na fogueira do Impeachment.
 

Escrevi isso quando foi anunciado o programa que o PT fará na TV, exatamente hoje dia 06/08. Segundo conversas o conteúdo deste programa será uma comparação entre os anos do PT e a era FHC. Sem entrar no mérito, é um tremendo sofisma e desonestidade intelectual comparar governos sem traçar as referências de comparação. Com todo respeito aos acertos do PT ( e foram muitos), eles erraram muito mais, a conta esta ai e todos pagaremos. Apesar dos erros crassos cometidos na economia o Brasil avançou. Diria que poderíamos ir mais surfando na onda da prosperidade global do inicio do século XXI -2000 a 2010, tirando 2008 e 2009 que tivemos a crise.

O cenário hoje é apavorante, nunca fui alarmista, mas coloquei a imagem de uma explosão porque estamos vivendo uma crise institucional e econômica sem precedentes.

Projeções econômicas já dão 3% de queda do PIB e inflação de 2 dígitos, isso é configurada uma estagflação, um desastre econômico. Andam culpando "crise mundial", Lava Jato, etc, mas no fundo o que aconteceu foi na verdade erros e equívocos cometidos pelo populismo e politicagem.

Quando o executivo culpa o congresso pela tal "agenda Bomba" ele só acirra os ânimos e complica cada vez mais sua situação. Não existe mais base aliada do governo esta é a verdade.

Neste cenário tudo fica ruim, salário perde poder de compra, desemprego aumenta, arrecadação cai, etc...uma bola negativa vai crescendo retroalimentado as projeções negativas e os efeitos ruins na economia real.

Ontem em Brasília ouvi no congresso de alguns prefeitos a queda brutal na arrecadação via FPM ( Fundo de Participação dos Municípios), para muitas prefeituras a única fonte de renda da cidade.

Só um exemplo, real, sem citar o nome da cidade: Arrecadação prevista e orçada para Julho era de R$ 270 mil, o repasse foi de R$ 70 mil. Dá para imaginar o estrago que isso faz?

Atraso de salários e fornecedores, isso repercute no comércio da cidade que acaba repercutindo em outros segmentos da cadeia produtiva e econômica.

O problema chegou a ponta do sistema. Eu não consigo imaginar o tamanho desta encrenca, mas será grande. A mídia e a população ainda ouve falar aqui e acolá que estamos em crise, muito ainda não sentiram no bolso, mas o "bicho" está chegando.

Pois bem, o reflexo disso, instintivamente por alguns, dolorosamente por outros, com base em informações e conhecimento de outros tantos a popularidade na Dilma despenca e chega a 8% de aceitação. Dados de hoje da pesquisa Datafolha. É a maior taxa de reprovação de um presidente já registrada na série histórica do Datafolha desde 1990. Clique e veja

O quadro político que senti em Brasília:

  1. Pedalas fiscais e a grande probabilidade da rejeição das contas dela pelo TCU dará gancho para abertura de um processo de impeachment. Não podemos ainda afirmar que irá acontecer, mas diria que a chance da instauração deste processo é de 90% hoje. O rito deve se dar pelo plenário e depois começará a correr o processo. Não será Eduardo Cunha somente, será o Congresso e acho que com o apoio de muitos petistas.
  2. A chance deste impeachment passar não pode ser precisa, mas a chance é grande. A aceitação dela pela população, os graves problemas econômicos que demanda uma quebra deste ciclo perverso são mais do que motivações para este desfecho. Diria que é hoje mais do que 60%, sem reconhecer que ela vai lutar, não dá para saber em quanto tempo isso vai acontecer e será uma batalha feroz.
  3. Hoje haverá "panelaço" no programa do PT, mais forte que o anterior com certeza. As pessoas não só da elite (como alguns querem afirmar) já estão sentindo os efeitos da crise.
  4. Dia 16/08 está sendo convocada manifestação pública e este episódio pode ser o divisor de águas para a deflagração definitiva do impeachment.
  5. Não sou a favor de  impeachments, mas chegamos um ponto que o futuro do país e a governabilidade são mais importantes para nosso futuro. Eu hoje digo que com Dilma lá a crise só aumenta e a dor será maior para toda população.
  6. Outras opções ao impeachment seriam um parlamentarismo (acho pouco provável porque hoje já está acontecendo de fato), a renúncia dela? Seria, mas acho neste momento ainda improvável, apesar de que se ela sentir que não tem jeito pode seguir este caminho. Dirá como Jânio Quadros em 1961 que forças ocultas fizeram-na tomar esta decisão. Hoje acho que ela não faria, até pelo seu estilo de "xerifona", mas não seria impossível e aliás, seria bom para o país.
  7. No congresso alguns deputados advogam a convocação de novas eleições, seria a melhor alternativa para o Brasil estancar a hemorragia desta crise econômica e política, mas também acho pouco provável, mas não impossível.
Vamos acompanhando, mas diria que a contagem regressiva para começar o impeachment começou, mas reitero que qualquer previsão de resultado ainda é prematura, mas começando a ficar bem clara. Vamos esperar dia 16 e as próximas ações do Congresso.