Assuntos que me interessam: Política, Meio Ambiente, Economia, Tecnologia, Internet e um pouco de filosofia.
quarta-feira, julho 30, 2014
Economia em 2015? Concordo com esta análise, mas acho que podemos sair da crise que se anuncia.
Esta análise aborda os problemas econômicos do Brasil. Problemas gerados por erros cometidos pela equipe econômica.
Abordei vários destes erros aqui. Quase todos mencionados neste texto/vídeo, critiquei e mostrei os equívocos. Quem gosta de economia pode pesquisar aqui.
Agora eles fazem um texto/vídeo com uma análise que não posso contestar integralmente.
Acho que ele é um pouco sensacionalista e catastrófico.
O Brasil é forte e pode superar a crise, porque o mundo segue o rumo, administrando problemas e com boas perspectivas.
Aqui alegam crise mundial. MENTIRA.
Vale a pena ouvir e ler este link.
É técnico e longo, mas é bem esclarecedor para algumas coisas.
O Fim do Brasil. Empirirus Consultoria.
Ele exagera. Não será o fim do Brasil.
Acho que temos saída, mas sempre lembrando, "no pain, no gain". O restabelecimento da CREDIBILIDADE dos agentes na economia será pilar da ferramenta que teremos para enfrentar a crise.
segunda-feira, junho 30, 2014
John Maynard Keynes um economista polêmico e controverso.
John Maynard Keynes é um dos papas da economia. Controverso
para muito, é criticado pelos liberais pela atuação no governo de Franklin
Roosevelt em plena crise de 1929, crise esta que quase destroçou o mundo e
abriu o campo para governos e ditadores que levaram o mundo a segunda grande
guerra mundial.
Quem quiser ver mais, clique aqui e saiba
sobre Keynes
Eles escreveu alguns livros importantes no contexto
histórico e o Teoria Geral do emprego, juros e dinheiro de 1936 é ainda
utilizado.
Entre outros escreveu As consequências econômicas da paz em
1919, o Tratado sobre a reforma monetária de 1923 e O Tratado sobre dinheiro de
1930.
Keynes pode ser resumido como o economista que mostra que
uma ação do governo gerando demanda e investimentos pode turbinar a máquina,
melhorando a economia ou atuando sobre períodos de crise e recessão. O real papel da interferência do estado na
economia é complexo e polêmico e ainda nada conclusivo, a não ser pelo sonho
socialista que não é absolutamente a linha de Keynes.
Lendo a última revista Veja (quem
quiser ver mais clique aqui) em excelente matéria sobre a primeira guerra,
soube alguns pontos sobre Keynes que não sabia:
1.
Ele era homossexual e segundo a revista teve um
caso amoroso com o advogado alemão Carl Melchior, assessor do banqueiro Max Warburg quando negociava os
termos econômico do pós guerra.
2.
Keynes não gostou dos termos do acordo dos
aliados que venceram a guerra, chamou as imposições da França, do primeiro
ministro George Clemenceau de “paz cartaginesa” referindo a vitória de Roma nas
guerra púnicas que não deixou pedra sobre pedra em Cartago.
3.
Ele previu que estas imposições gerariam sérios
problemas econômicos a Alemanha e sua
revolta ficou explicitada no brilhante As consequências econômicas da paz.
4.
Keynes profetizou a desvalorização da moeda na
Alemanha que levaria a terrível hiperinflação na República de Weimar – Quem quiser ver mais clique aqui. A maior inflação da
história que para muitos gerou a crise decisiva para a ascensão de Hitler, foi
preconizada por Keynes. Clique e veja a
Hiperinflação de Weimar
5.
Keynes atuou como assessor de Franklin Delano
Rooselvel na crise de 1929 e ajudou a debelar a crise econômica mais forte que
a humanidade já viveu.
6.
Após as criticas e o As consequências econômicas
da paz em 1919, Keynes se “queimou”, mas ficou conhecido.
7.
Após a segunda guerra muitos dos pontos
defendidos por ele no As consequências econômicas da paz foram inseridos no famoso Plano Marshal que reconstruiu
a Europa. Clique e saiba
mais sobre o Plano Marshal
John
Maynardes Keynes pode ser considerado com Adam Smith um dos grandes expoentes
da economia, mas não podemos deixar de citar a Escola Austríaca, com Shumpeter,
Von Misses e principalmente Friedrich Hayek
que foi grande opositor de Keynes. Veja debate entre Keynes e Hayek – Veja
matéria da BBC falando sobre este embate
Ambos
tiveram papel marcante na história econômica e mesmo sendo acusado por muitos
de ter viés intervencionista e até socialista, Keynes marcou sua época e suas ideias
serviram muito para minimizar os efeitos da crise de 1929.
sexta-feira, maio 30, 2014
Prognósticos para a eleição de 2014 há 4 meses do evento.
Política é complexa, previsões são difíceis, mas existe forma de aplicar racionalidade e raciocínio lógico.
Claro que eleição e mineração, só sabemos resultado após a apuração e fatores exógenos a ela podem mudar cenários de um dia para outro.
A tecnologia e a metodologia hoje garante mais ferramentas para análise. Uma delas é a pesquisa de intenção, que passou a ser mais do que isso. Hoje, a metodologia é muito mais eficiente e esclarecedora. Existem pesquisas qualitativas e formas de depurar as análises. Quem é o maior usuário das pesquisas, é o próprio candidato. Pode-se fraudar pesquisas? Pode, mas não é comum e institutos sérios jamais darão tiro no pé. Pode-se manipular algumas informações, mas a verdade estará ali estampada para quem quiser fazer uma análise séria.
Ontem encontrei uma pessoa, que aliás já trabalhou para o governo, conhece tudo de estatística e pesquisa eleitoral. Conversamos e argui algumas coisas sobre a eleição de 2014 sob a ótica de quem vive dentro do ambiente de pesquisas. Vou declinar seu nome aqui, não tenho esta autorização para divulgar, sei lá dos seus interesses. Lembrem-se que estamos há 4 meses da eleição e nem muitas coisas poderão mais influenciar, a tendências estão sendo consolidadas.
- Como você está vendo as pesquisas? R- A Dilma já perdeu a eleição. Com a rejeição dela e o processo de queda, Aécio deve ser o próximo presidente.
- E a Inflação está pesando nesta queda dela? Com certeza, a inflação está destruindo o valor das bolsas e o povão está sentindo isso.
- Como você pode afirmar que a Dilma perde? Pela rejeição dela e ao PT. É impressionante como cresceu esta rejeição. Há 4 meses da eleição a rejeição é mais importante do que a intenção.
- E se o Lula entrar? Ele deve sentir o desgaste do PT, vai dividir o partido e seria uma operação complicada para eles. Pelo temperamento dela, haveria muito conflito interno dentro do PT.
- Eduardo Campos tem chances? Ele terá um bom desempenho e em tese poderia surpreender apesar de que terá desempenho mais fraco no sul e sudeste, o maior colégio eleitoral.
Em linhas gerais é isso. Já tinha ouvido de outra pessoa séria, que tem feito pesquisa qualitativa porque é candidato, de que a rejeição ao PT é enorme e cresce a cada dia.
Olhem este quadro eleitoral de 2010:
Podemos notar aqui que mesmo com toda antipatia e rejeição de Serra, ele não teve desempenho pífio.
Se alguém tiver curiosidades e quiser ver o desempenho com detalhes por município, por PIB, população, etc. e estado, clique aqui. Vale a pena e corrobora que o quadro eleitoral destas erá muito pior para o PT do que foi em 2010 e elegeu Dilma.
Quem quiser ver a votação de Dilma e Serra por estado, clique aqui.
Uma análise básica nos remete a inferir que Dilma não repetirá sua performance em diversos estados.
Por exemplo, ela ganhou Amazonas com 80%, Bahia (importante colégio) com 70%, Pernambuco com 73%, Rio com 61% e Rio Grande perdeu, mas por pouca diferença, 50%, São Paulo perdeu por 54%, Minas Gerais ganhou com 58% .
Enfim, hoje o quadro mudou para ela nestes estados que citei.
Quem quiser ver as estatísticas eleitorais: Site TSE - Clique e leia - Eleições de 2012
Agora vejamos um quadro de eleitores por estado: Dados Abril de 2010 - Este número deve estar na faixa de 140 milhões, mas não interfere na análise aqui porque ela será qualitativa.
Abril de 2010 - Eleitores no Brasil
73% dos eleitores estão concentrados aqui:
Comentários:
Fazendo uma análise qualitativa em 73% do eleitorado:
- Dilma não repete a performance em MG, PE, BA. MG por causa de Aécio, PE por conta de Campos, BA pela imagem e desgaste do PT.
- CE deve piorar a performance.
- RS foi apertado, mas deve perder com folga, SC da mesma forma.
- RJ Dilma deve piorar sua votação, não repete os 60% de 2010.
- PR Dilma deve piorar.
- São Paulo o maior colégio deve ser de equilíbrio, mas ainda acho que Dilma perderá lá.
- Outros casos como, AM onde ela teve 80% dos votos, não se repetirá com certeza. No DF ela perde, mas ganhou na última.
Isso tudo vai corroborando a ilação do meu amigo que entende do riscado. Eu tinha estes dados e resolvi confirmar.
Claro que não se trata de futurologia, até porque pode mudar o cenário por fatores exógenos e alheios aos candidatos. Há 4 meses da eleição dá para começar a fazer prognósticos e quando mais se aproximar dela, mas serão convergentes os prognósticos e o resultado final.
A questão fica pelos 72 milhões de pessoas que usam benefícios do governo. Com certeza não são 72 milhões de votos, talvez 30 milhões.
Uma outra situação detectada na pesquisa foi o teto de Dilma no segundo turno: 42%.
vamos lá acompanhar agora. Começa a esquentar o jogo. Após a Copa do Mundo a campanha começará nas ruas pra valer. Já disse, não acho que o resultado da Copa, seja bom ou ruim para o Brasil, vá influenciar na eleição.As badernas e protesto podem, mas seriam, na minha opinião, contra Dilma, ou seja ela pagará parte desta conta.
Eles devem estar preocupados. Não há nada no cenário que possa favorecer a candidatura de Dilma, ao contrário, só deve vir bomba pra eles.
segunda-feira, abril 28, 2014
O Brasil não tem crescido, mas distribui a renda desde 1992.
O Índice de Gini é uma forma de avaliar a distribuição de renda dos países, na verdade, ele pode ter interpretações da melhoria das condições sociais, mas temos o IDH, que mede a melhoria da vida da população, que no fundo é boa saúde, saneamento básico, educação, segurança, etc.
Quem quiser saber mais detalhes é só ir: GINI - Quanto mais perto de 1 pior a distribuição da renda no país.
Este gráfico acima mostra que quase todos países experimentaram a melhoria na distribuição de renda, inclusive o Brasil. No caso aqui comparado com México e Argentina, mas poderíamos incluir Chile, Africa do Sul, China, Rússia (Brics) e veríamos curvas semelhantes.
O sofisma que o PT e o governo populista de Lula distribuiu renda é um dos sofismas que precisamos mostrar. O mundo inteiro melhorou, mas como veremos abaixo, nós melhoramos menos que os outros países que podem ser nossos pares.
Distribuir renda não significa justiça social, mas espertalhões usam este discurso e insistem no sofisma que engana muitos incautos ou beneficiários do pitéu do governo. Hoje no Brasil são quase 70 milhões de pessoas de alguma forma se beneficiando do assistencialismo populista.
A justiça social verdadeira e sustentável só existe com crescimento econômico, geração de riqueza, emprego e renda. Vejam como o mundo cresceu e os emergentes e comparem com o Brasil. Melhoramos sim, mas todos melhoraram e nós poderíamos ter melhorado mais se não fosse um monte de mazelas e equívocos ocorridos e escondidos no governo do PT, com Lula e depois Dilma. Perdemos os bons ventos da prosperidade mundial nos anos 2000. Os emergentes aproveitaram, nós muito menos.
A prova está aqui:
A verdade está ai. Só não vê quem não quer.
Se nos anos 90 tivemos várias crises econômicas, só ver esta postagem: As crises mundiais econômicas do século XX nos anos 2000, excluindo 2008, foi só ventos bons da prosperidade.
Crise gravíssima global em 2008, para alguns comparada a de 1929, fez o mundo recuar em 2009, mas voltar forte em 2010.
2010 aliás foi o melhor ano do Brasil, com crescimento de 7,5%, alavancado por China e outros emergentes, principalmente pela volta das commodities (agrícola e minérios) no aumento em demanda e preço.
- Não adianta tapar o sol com a peneira. Temos sérios problemas econômicos, inclusive a inflação que bate a nossa porta.
- O endividamento é baixo comparado a outras economias, mas para o nosso padrão é alto, quase 60% das famílias com renda comprometida na faixa de 45%. Os spreads criminosos dos bancos só colocam lenha na fogueira do problema.
- O modelo idealizado no consumo e crédito acabou há muito tempo,mas insistiram nele. O assistencialismo que pode ter sua serventia foi desvirtuado por motivos eleitorais, óbvio.
- Ainda existem alguns fundamentos macroeconômicos bons, mas sendo corroídos pela má gestão e desmandos. Os pilares da estabilidade (cambio flutuante, superavit primário e metas de inflação) não existem mais, por isso o dragão inflacionário nos ameaça.
- A intervenção no setor elétrico e o desmanche da Petrobrás são outro combustíveis da crise. Fora o caráter intervencionista que o mercado abomina, ainda somos submetidos a maquiagem de contas e números oficiais arranhando nossa imagem ainda mais e afastando o capital e investidor externo.
- Temos hoje os juros mais alto do planeta, 10,9% que atrai dinheiro de fora, mas dinheiro ruim, especulativo. Os spreads criminosos dos bancos para o mercado são mantidos e a inibição do investimento é clara como a luz do sol. Teoria básica da economia.
- A nossa carga tributária é a maior do globo. Pagamos impostos de primeiro mundo e nada temos de contrapartida. Nossa carga tributária hoje é de 40% do PIB (aproximadamente), somada a sonegação estimada, vai a 45%. Isso equivale dizer que trabalhamos 5 meses no ano para pagar impostos. Se ainda víssemos o retorno destes impostos.
- Nossa infraestrutura está terminal, nada funciona, a educação vai mal, a saúde nem se fala, a mobilidade urbana é de chorar nas grandes cidades, portos, aeroportos, estradas, tudo capengando.
- Promessas de governo furam escandalosamente, PAC 01 não atingiu 30% entre previsto e realizado e já lançaram o PAC 02 e 03, o Trem Bala foi um fiasco total, alguns planos para 800 aeroportos e estradas furam na inconsistência de suas metas e falta de recurso. As privatizações de aeroportos e estradas patinaram por tanto tempo que causaram enorme prejuízo.
- A equipe econômica perdida, fala sem sintonia, bate cabeça e não acerta projeções. Os atores do mercado ficam inseguros e o pessimismo toma conta alimentando o ciclo vicioso de nossa combalida economia.
- Ainda para piorar, temos a maior seca da história sangrando os reservatórios de água e suprimento de energia. O governo não estava preparado e cometeu erros gravas. Paga a conta da incompetência, mas a sociedade é que sofrerá, senão em 2014, 2015 pode ser de arrepiar.
Dava para enumerar muito mais coisas aqui, mas quis mostrar que este sofisma que o PT e Lula descobriram o Brasil precisa ser desmascarado. Temos problemas sérios e precisamos de ação competente. Tenho pena do próximo presidente, seja ele quem for. Precisará mão de ferro e impopularidade para corrigir o que está ai de legado do socialismo bolivariano que está sendo tentado aqui e destruiu já Venezuela e Argentina.
Apostaram muito na Copa do Mundo aqui, mas acho que tende a ser fiasco, mais um abalo na imagem do Brasil e espero estar errado.
Não quero o mal do meu país, mas chega. Já mostraram a que vieram, precisamos mudar URGENTE, senão o estrago pode ser maior ainda.
segunda-feira, março 31, 2014
o Golpe de 1964 salvou o Brasil de um outro golpe, da esquerda mundial.
Este é o trecho mais radical do G-11 de Brizola. Estilo Che Guevara.
Algumas informações que as pessoas precisam de conhecer.
Algumas informações que as pessoas precisam de conhecer.
1964, foi
golpe ou contragolpe?
Uma pergunta
somente para iniciar este artigo: Porque Francisco Julião e Gregório Bezerra do
Partido Comunista Brasileiro criaram as Ligas Camponesas, armando e treinando
seus militantes em táticas de guerrilha e ataque, e ainda, porque Brizola
organizou o famoso G-11, células revolucionárias inspiradas na revolução russa
de 1917, que arregimentou quase 50 mil
pessoas em 5 mil destas células, nos principais estados brasileiros, com um
estatuto extremamente radical e belicoso?
Com certeza
não queriam estes ilustres políticos esquerdistas confessos ficar só por ai,
organizando milícias e pregando a sua ideologia. Tinham outros interesses.
Não tenho
procuração para defender a revolução, não se pode julgar somente acertos de um
regime e relevar os erros, mas a história precisa ser justa com as virtudes de
cada governo, mesmo que no sentido amplo possamos criticar.
Vamos aos
fatos, já devidamente documentados e comprovados pela história.
Estávamos no
auge da guerra fria nos anos 60. A União Soviética e os EUA se engalfinhavam na
disputa por aliados e territórios disseminando suas ideologias. De um lado o
liberalismo americano e do outro o socialismo marxista soviético. Na ocasião
não sabíamos quais eram as reais virtudes e os vícios de cada um oponente, mas
depois da queda do muro de Berlim em 1989, a verdade veio à tona.
Os regimes
comunistas via China e União Soviética com a colaboração de Cuba investiam na
expansão de seus domínios e arregimentação de lideranças para atingir seus objetivos.
Havia dinheiro, metodologias e lideranças externas conduzindo estas ações no
Brasil e usaram estes célebres personagens que cito no início do artigo.
Os chamados
folhetos cubanos foram disseminados no governo Jango pelo Movimento de Educação
Popular (MEP), os folhetos serviram de inspiração às Ligas Camponesas, de
Francisco Julião, e aos Grupos dos Onze (G-11), de Leonel Brizola.
O G-11 seria
o embrião do EPL- Exército Popular de Libertação e podia-se ler nas "Instruções secretas" do
EPL e seus G-11, no item 8, "A guarda e o julgamento de
prisioneiros": "Esta é uma informação para uso somente de alguns
companheiros de absoluta e máxima confiança, os reféns deverão ser sumária e
imediatamente fuzilados, a fim de que não denunciem seus aprisionadores e não
lutem, posteriormente, para sua condenação e destruição". Afinal, reforço
minha pergunta: Para que Brizola organizava este movimento? Isso não se faz sem
recursos, quem o financiava?
Francisco
Julião foi o principal líder das Ligas Camponesas que colocavam fogo em canaviais e
depredavam fazendas nos anos 60. No dia 27 Nov 1962, na queda de um Boeing 707
da Varig, em Lima, Peru, o Presidente do Banco Central de Cuba estava
entre os passageiros. Foram encontrados relatórios de Carlos Franklin Paixão de
Araújo, o então responsável pela compra de armas para as Ligas Camponesas. Estes relatórios descreviam atrasos e
malversação dos recursos cubanos investidos nas Ligas. Mais uma vez reforço a
questão: Porque eles estariam armando e treinando camponeses e colocando
dinheiro aqui?
O exército
atento a estes movimentos estava preparado desde a deposição de Vargas em 1945
e o levante de 1955 contra JK, na verdade este levante foi contra o
vice-presidente eleito João Goulart e não contra JK.
Jango tinha tendências
claras esquerdistas, sofria de grande influência do cunhado Brizola e não seria
grande empecilho se viesse mesmo o levante vermelho.
Era claro que
o golpe seria questão de tempo.
Segundo a
documentação apreendida nas células brizolistas, o golpe seria deflagrado no
dia primeiro de maio de 1964, dia do trabalho com forte simbologia nacional e
esquerdista.
Tenho para
mim que o comício do dia 13 de março de 1964, preparado pelo governo e os
sindicatos era para tentar consolidar, ou mesmo demonstrar que existia apoio
popular para estas mudanças, mas não era bem assim.
O General
Mourão Filho, chamado de apressado por Carlos Lacerda, partiu de Juiz de Fora
em 31/03/1964 e deflagrou o golpe de 1964. O general Mourão Filho era um dos
primeiros conspiradores. Nas suas memórias, ele cita fatos e sua preocupação
com a influência comunista desde 1961 quando serviu no Sul sob o governo de
Leonel Brizola. Mourão Filho tinha convicção que o movimento esquerdista existia
há muito tempo e era só uma questão de momento para ser disparado.
Não há como
negar que o IPES – Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais era financiado
pelos EUA e por empresários. Com intenção clara de frear os avanços
esquerdistas, era o contra ponto as ações dos Soviéticos na América do Sul e Brasil.
Existiam
ações e recursos, dos dois lados. A questão seria quem deflagraria o golpe e
quem seria o vencedor.
Não adianta
agora demonizar a revolução de 1964. Ele teve seus vícios, mas teve suas
virtudes. Talvez a maior delas seja ter impedido o Brasil de cair no golpe da
esquerda. Cometeu erros, endureceu e desvirtuou nossa frágil democracia, mas na
sua essência não eram estes os objetivos. Muito claro como a luz do sol o
antagonismo do grupo de Castelo Branco e dos políticos que apoiavam o golpe, entre
eles o próprio JK que votou em Castelo na eleição de 1965 e os chamados
militares linha dura, liderados por Costa e Silva.
A linha dura
tomou conta e desvirtuou os ideais de 1964, inquestionável e deplorável.
Nunca
saberemos como seria se o lado vermelho lograsse seu êxito, mas podemos
imaginar. Se muitos críticos acusam os militares que ficaram 21 anos no poder e
muito fizeram pelo Brasil de ter entregado o Brasil aos EUA, e que teríamos
sido expropriados pelo imperialismo ianque, perguntaria a eles: E se o outro
lado ganhasse a guerra, por quem seriamos expropriados?
Não se apaga
a história. Erros e acertos todo regime têm, mas é complexa a questão de
comparar épocas e governos, com fatores exógenos distintos na política global,
crises econômicas e fatores diversos que destoam de época para época.
Com todos os
erros e vícios que teve o regime militar, loas a eles, só por terem nos salvado
do desastre socialista já teria valido a pena.
quinta-feira, março 20, 2014
As crises mundiais do século XX e XXI e o Brasil
A maior crise mundial até hoje foi a de 1929. Ele foi precedida do governo "socialista" de Woodrow Wilson, talvez o pior presidente que os EUA já teve. Democrata governou duas vezes os EUA, e aproveitou a primeira guerra para implantar medidas centralizadoras., Muitos atribuem a crise de 1929, dentre outras razões, ao legado "socialista' de Wilson.
Sou fã de Alan Greenspan, poderoso ex-chefe do FED, o Banco Central americano, conhece tudo de economia. Quem quiser ver mais sobre Greenspan clique e leia.
Seu primeiro livro A era da Turbulência é ótimo e mostra os períodos críticos que enfrentou no FED, sua história e sua experiência, muito bacana. Devorei o livro.
Agora dei uma pausa na minha pesquisa (na verdade vou no paralelo) sobre 1964 e leio o Mapa e o Território do mesmo Alan Greenspan.
O livro é muito técnico, cheio de gráficos e estatística, mas quem gosta de economia vai devorar.
Ele decifra a crise mundial de 2008 e diz com todas as letras que poderia ter sido pior do que a 1929. Para mim a experiência de Ben Bernanke (presidente do FED na época) foi decisiva para arrefecer os impactos desta crise. Ben Bernanke é um profundo estudioso da crise de 1929 e muitos acham que ela poderia ter sido evitada. A intervenção e ação coordenada dos governos da UE e dos EUA mais Reino Unido foram determinantes. A intervenção e o dinheiro público envolvido foram criticados, mas não teríamos outra opção. Na era do conhecimento e na sociedade da informação os efeitos mais graves desta crise seriam nefastos ao mundo. Não custa lembrar que Hitler, Mussolini e o outras ditaduras vieram pós crise de 1929.
Na crise de 2008, foram trilhões de dólares que viraram pó. Depois do histórico 09/10/2013 quando as ações atingiram o maior pico da história o mundo veio abaixo.
Tudo começa, segundo Greenspan, pelo aumento da poupança entre 2004 e a consequente queda dos juros. Muita oferta de dinheiro, liquidez extrema somada a prosperidade mundial dos anos 2000, pós estouro das empresas ponto com. O mundo se recuperou rapidamente deste estouro de bolha, assim como na crise da bolsa de 1987. Ninguém poderia imaginar a dimensão do estouro desta bolha de 2008 que começou com a Lehman Brothers (empresa ajudada pelo governo para atingir metas de moradia) , olha o perigo, a Lehman Brothers ficou insolvente e denotou a bomba.
Claro que a crise teve a reverberação pelos tal subprimes hipotecários. Papeis que foram passando de mão em mão, inclusive infectando o mercado europeu, numa espiral que acabou e gerou bilhões de prejuízos em balanços de empresas acendendo o sinal amarelo e depois o vermelho da crise;
Para se ter uma idéia das perdas: em 15/09/2008 as ações perderam 16 trilhões de US$. depois foram a 35 bilhões, mais 7 trilhões da perda imobiliária (queda do valor de ativos) só nos EUA, estima-se que foram perdidos 50 trilhões de dólares quando considerados os efeitos na economia real também, ou seja o PIB mundial de 2008 perdeu impressionantes 4/5 do seu valor. É mole?
Explicando a crise (que ele e mais alguns previram) Greenspan lança uma tese interessante neste livro. O que ele chama de "espírito animal". O Efeito Manada , como é conhecido o movimento, reforça sua tese e explica em parte a rapidez e o volume das perdas em 2008.
Ele acha que a teoria econômica e todas as ferramentas de projeção e previsão, gráficos e modelos econométricos que mostra correlação e casualidade de variáveis não inclui o tal "espirito animal" presente no ser humano e nas suas ações no mercado. Faz todo sentido e a repercussão disto na ambiente globalizado e na sociedade da informação tem seus efeitos potencializados.
Estou ainda lendo o livro, mas já que falamos de crises, seria bom um sumário de algumas crises mundiais pós 1990.
Um resumo encontrado aqui ilustra bem, clique e leia. Crises financeiras de 1991 2011.
O período de 1991-2011 presenciou as seguintes crises financeiras:
1992-1993: Black Wednesday
Ataques especulativos às moedas do Mecanismo de taxas de câmbio europeu. Esta crise iniciou-se a 16 de setembro de 1992 com a decisão do governo conservador britânico de retirar a libra esterlina do sistema anteriormente mencionado, por não conseguir manter a moeda britânica nos limites exigidos. Isto causou um ataque de especulação quanto ao real valor das moedas do continente (naquela época, o Euro ainda não existia, e os países europeus todos possuíam ainda suas moedas nacionais), totalizando perdas de cerca de 3.4 bilhões de libras.
1994-1995: Crise econômica do México de 1994
1997-1998: Crise financeira asiática
1998: Crise financeira russa
desvalorização do rublo e inadimplência da Rússia - Cenário bastante parecido com o do México, onde, uma vez demonstrada a fraqueza da economia de um país, logo se inicia a especulação generalizada. O Brasil em especial sofreu com a crise russa, sendo o episódio onde reconhecidamente as conquistas obtidas com o Plano Real de 1994 quase foram destruídas pela especulação em massa que varreu as economias mundiais naquele momento.
2000: Bolha "ponto com"
A bolha da internet, que alcançou seu auge em março de 2000, foi causada pela rápida valorização das ações de empresas ligadas à internet. Com o tempo, muitos investidores perceberam que o retorno não viria e começaram a vender suas ações, em um efeito manada que derrubou a bolsa de valores Nasdaq.
2000-2001: Crise turca
A Turquia sofre com a rápida corrosão de sua moeda, levando a forte especulação e aumento de preços.
2001-2002: Crise econômica da Argentina
Quebra do sistema bancário, dando origem a uma carestia de proporções imensas, que evolui para o caos nas ruas das principais cidades. O presidente na época, Fernando De La Rua, é forçado a renunciar, e o país entra em virtual falência, da qual só recentemente se recupera, após abandonar tardiamente o receituário de economia neo-liberal.
2008: Crise financeira de 2008-2009
Agora, o alvo de quebras e especulações é a economia mais forte do mundo, a norte-americana. Iniciada no setor imobiliário, ela acaba por se estender a todos os setores da economia. Obviamente, como o país mais importante dentro do atual sistema capitalista, não demora a estender seus problemas a todos os outros países, desenvolvidos ou não. É desse modo que vamos encontrar, atualmente, um certo desdobramento desta crise nas economias consideradas mais fracas da Europa, como Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda, Itália. Nestes países, há grandes dívidas externas, extrema desvalorização da moeda, desemprego em níveis bastante altos e descompasso dos parceiros europeus sobre como resolver os problemas dos mais fracos.
Bibliografia:
Financial crisis (em inglês) . Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Financial_crisis . Acesso em: 25 ago. 2011
Financial crisis (em inglês) . Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Financial_crisis . Acesso em: 25 ago. 2011
COMENTO:
- O Brasil vivia sua tentativa de estabilização da moeda o Real em 1994.
- Fomos atingidos por duas destas de forma muito intensa, a de 1994 e a de 1998. As outras tiveram pouco efeito aqui, mas não no mundo e na economia global.
- Dá para imaginar que estas turbulências comprometeram a prosperidade mundial.
- Vamos fazer um paralelo entre os anos 90 e os anos 2000. Nos anos 90 tivemos tivemos pelo menos 7 em 10 anos de problemas globais. Nos anos 2000 só 2 anos e uma grande prosperidade mundial com toda a liquidez que desaguou na crise de 2008.
- Não gosto de comparar épocas diferentes e governos, é desonestidade intelectual e precisamos no mínimo traçar referências. Mas vamos falar sério. Por mais que Lula se ache o salvador da patria, ele pegou o país arrumado e céu de brigadeiro na economia global. Fez pouco e deixou de fazer quando nos comparamos com nossos pares dos Brics ou mesmo países como México, Chile, Colômbia e Peru.
- Este gráfico da Rússia ilustra o que quero dizer acima:
Esta aqui a real da prosperidade.
Evidente que tomamos caminhos errados no governo do PT que começou bem e até recebeu diversos elogios da minha parte. O caminho populista, intervencionismos, erros na politica externa, aumento de salário sem produtividade correspondente, gastos públicos em excesso, maquiagem de contas e vários outros erros nos levam a uma situação problemática agora. Não sou eu quem digo, nosso benchmarking com nossos pares mostram isso.
Em economia, quando se toma um caminho é em detrimento de outro. A conta chegou.
Faltou planejamento de longo prazo e onde tentaram fazer, houve erro e falhou. Vide setor elétrico e energético em geral. Metas de investimento não foram cumpridas, promessas de campanha não foram realizadas, enfim, se preocuparam demais em fazer política e esqueceram o Brasil.
Colocaram agora o Paul Krugman para falar que estamos bem, mas ele é conhecido esquerdista americano e errou feio nas projeções e comentários relacionados a Argentina, Quem quiser ver mais leia aqui a crítica aos seus prognósticos sobre a economia argentina.
Clique e leia na Forbes: Paul Krugman's Very Strange Ideas About Argentina's Economy - Autor: Tim Worstall
quinta-feira, março 06, 2014
Existe ainda a ameaça de racionamento para 2014?
Não posso nem lembar de 2001, me dá arrepio, o racionamento foi um desastre na minha vida profissional e pessoal e de mais de 300 colaboradores que tínhamos na empresa. Hoje está tudo bem, mas as cicatrizes ficaram. Vivi isso na pele, mas para o Brasil ainda foi pior, o prejuízo foi imensurável, a energia mais cara é a que não existe. Isso trava a economia e afunda ainda mais a nossa combalida produtividade que falta há tempo no Brasil.
Entre julho de 2001 a setembro de 2002 tivemos uma das piores crises do setor elétrico no Brasil, mas muito bem administrada, deve ser considerado. Quem quiser ver mais olhe aqui.
O setor elétrico é dividido entre período seco e úmido. Seco de novembro a maio e úmido de dezembro a abril.
Normalmente os reservatórios devem ser recompostos no período úmido para aguentar o seco.
Sem entrar muito em detalhes técnicos, vamos colocar as principais características do problema de 2001.
- Faltou planejamento no setor
- Os reservatórios no sul tinham água, mas não tinha linhas de transmissão, apesar das fontes do sul não conseguirem suportar a carga do sudeste, poderia ter amenizado a crise.
- Não havia as termoelétricas
- Faltou água e foi preciso racionar o fornecimento.
Agora, em 2014, temos uma situação diferente:
- Houve planejamento, mas deu errado. A modicidade tarifária a qualquer custo, criou um preço artificial. Não se brinca com preços e a conta chega para ser paga. Veja planejamento da EPE
- Há linhas de transmissão servindo bem ao Brasil, mas muitas não entraram em operação por questões de atrasos, problemas ambientais, etc. Fará falta.
- A expansão da geração existiu, mas ainda insuficiente porque as usinas atuais trabalham a "fio d'água" e são mais suscetíveis as questões hidrológicas e meteorológicas. As eólicas que seriam a promessa, têm problemas diversos de projetos, não sustenta a carga e não é energia de base, mas sim complementar. A aposta foi superdimensionada pelas autoridades do setor.
- A base de térmicas existentes é de 21 mil MW, já estão rodando quase 18 mil MW e o CMO já está nas alturas, parece que R$ 1.600,00 por MWH, por isso a conta será salgada. Paga o tesouro ou o consumidor. Não existe almoço grátis.
- A base de térmicas não consegue segurar a carga porque não pode rodar 24/7, ou seja ainda dependemos dos reservatórios.
- A carga aumentou muito. Principalmente o consumo residencial. É verdade que a economia cresce menos do que o desejado, mas isso alivia o setor elétrico. Não poderíamos inferir que a falta de energia trava o crescimento econômico do país porque os problemas são vários, inclusive a energia.
- A carga residencial é pequena comparada com a industrial, mas no chamado horário de ponta é problema sério, principalmente quando falta combustível (água).
- Hoje temos duas pontas no sistema 19 horas e 14 horas, antes era só as 19 horas.
- Nunca houve redução de reservatórios em janeiro, este ano aconteceu. Veja matéria.
- Temos 118 mil MW de capacidade instalada, mas nesta conta é preciso considerar o fator de capacidade, ou seja não temos esta disponibilidade 100%. Nosso pico de demanda já bateu 85 mil MW por conta do calor. Isso foi causa de muitos destes "apagões" que tivemos, podem apostar.
- A situação dos reservatórios é crítica e pior do que em 2001, mas a situação hoje tem premissas diferentes, mas não menos preocupantes. As previsões de chuva para março não atendem o setor elétrico. Infelizmente. Clique e veja matéria.
- Pelo jeito, são as águas de março e a enchente das goiabas fechando o verão e aumentando nossa preocupação.
sábado, março 01, 2014
A penalização das gerações
Escrito em 2006, mas bem atual e pior, sem os dados do Governo Dilma que estão abaixo dos países emergentes e da média mundial. Só perderia para Collor.
Estamos indo ladeira abaixo. Triste.
Segunda-feira, 17 de Julho de 2006
A penalização de várias gerações A diferença entre o remédio e o veneno é o tamanho da dose ministrada! Axioma popular.
Vamos fazer um protesto bem pragmático. Alguns números serão colocados até por serem bem interessantes e demonstrarem as assertivas e ilações desse texto.
Defendo há muito a tese que minha geração e as que me sucederam foram perdidas no contexto econômico e das oportunidades. Isto acaba desaguando em outras tragédias sociais como desemprego, aumento da violência, etc. Quem viveu o “milagre econômico” de 70 sabe do que se trata.
A análise baseia-se em dados do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que nada mais é que a soma de todas as riquezas do país.Se estivermos produzindo e gerando riqueza é fácil enxergar os atores e seus papeis. Quando o país cresce, as dificuldades da população quase sempre desaparecem ou são reduzidas. Claro que governar não é só fazer crescer um país, pois existem fatores exógenos, crises mundiais, fragilidade do estado, inflação e outras variáveis que determinam a qualidade e competência de um governante e sua equipe.
Existe estudo do Professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, muito interessante. Ele mede um índice denominado IDP (Índice de Desempenho Presidencial) e leva em consideração parâmetros para avaliação e julgamento dentro do critério estabelecido.Sem entrar em questões muito acadêmicas e técnicas, busquei somente o PIB, assumindo a premissa que ele por si só é alicerce para grandes benefícios a população, principalmente tratando-se de oportunidade, perspectivas de futuro, emprego e renda. Levantei o PIB médio dos governos passados de 1930 para cá. Por que? Pessoas nascidas antes de 1930 estão em sua maioria aposentadas ou fora do mercado. Queria demonstrar que pessoas nascidas na geração conhecida como “Baby Boom” (década de 50 e 60) foram penalizadas com crises econômicas e no caso do Brasil por desmandos e incompetência de governos.Quem nasceu em 70 e 80 ainda não enxergou o que é prosperidade apesar de sua plenitude para o trabalho. È clara como a luz do sol a questão que demonstra que de 1980 até 2005 tivemos pífios indicadores do PIB, excetuando 3 anos do governo Itamar em 92, 93 e 94.O que por si só não representa nada como geração de emprego e renda. Olha o quadro abaixo que fica clara a afirmação supra.
* - Aqui começa o calvário das gerações nascidas em 50, 60, 70 e 80. Pois quem nasceu em 80 e hoje se encontra com 25 anos não viu o país crescer, perdendo suas oportunidades em plena capacidade de trabalho.
** - Aqui tivemos três anos de prosperidade com a estabilização da moeda e o Plano Real. É muito pouco para um país continental como o nosso com índices demográficos e vegetativos altos. O Brasil precisaria crescer no mínimo 3,5% ao ano para atender suas demandas de justiça social, geração de emprego e renda atendendo a população entrante.
*** - A Projeção para o Governo Lula é nebulosa. Com índices projetados para o ano que vem, o máximo que atingiria seria um crescimento médio de 2,5%. Isso se o Brasil crescer 3,5 % ano que vem. Se acontecer problemas como os verificados agora, podemos ter a média ainda mais baixa.
Os números falam por si só. Quem viveu momentos de prosperidade no Brasil sabe do que estamos falando e das potencialidades perdidas desde 1980 até os dias atuais.A recente queda do PIB em contrafluxo da economia mundial e a potencialidade perdida são estarrecedores. Exemplos fulgentes como China e Korea do Sul e recuperação de vários paises sul-americanos que poderiam ser comparados a nós no contexto analisado são a prova que andamos na contramão.
Podemos afirmar que pelo PIB médio, os piores presidentes do Brasil de 1930 para cá foram: Collor, Figueiredo, FHC, Lula (tudo projeta assim) e Sarney. Nota-se que tudo isso aconteceu de 1980 para cá. Por estudos do Professor Reinaldo Gonçalves, de 1900 até 2005, poucos fariam parte desta tenebrosa lista dos campeões do flagelo econômico do Brasil.
Neste momento temos ventos favoráveis na economia mundial e aqui no Brasil queda e decepção com nossos indicadores. É um momento de refletirmos se não estamos vivendo algo de errado há muito tempo, precisamente 20 anos. O que mais dói é nossa capacidade de assistir tudo isso, com a sensação de ter o tempo perdido sem mais ser alcançado.
Se até nossos filhos foram penalizados por crises políticas e desmando dos dirigentes, só nos resta torcer que nossos netos possam buscar e viver um país melhor.
Não podemos ter ilusão que estados assistencialistas recursos abundantes para investimentos voltarão a existir, mas a esperança que alguma saída seja encontrada é grande. O maior imposto e juros que existem são os colocados para o jovem brasileiro, com a desesperança e falta de perspectivas. As oportunidades, a geração de emprego e renda são peças fundamentais no combate a pobreza. O que assistimos há muitos tempos são discursos e programas assistencialistas que funcionam nas lousas dos ministérios em Brasília e nas estatísticas que convêm aos pares que as divulgam.Se não crescemos pelo menos 3,5% ao ano, estamos cometendo a injustiça social com nossos jovens e entrantes no mercado de trabalho e não podemos permitir mais. Afinal somos vítimas desta arma.
Murilo Prado Badaró
Economista e Empresário
Economista e Empresário
A criminalidade no Brasil
Escrito em 2005, mas bem atual.
Sexta, 04 de Novembro de 2005
Existe solução?A Melhor estratégia é ver resultados
Sabedoria Popular
Sabedoria Popular
Como vai a violência no Brasil? O resultado final do referendo deu sinais que a população quer se defender, ou ter o direito de faze-lo.
Índices alarmantes e inquestionáveis.Vamos esquecer os problemas de São Paulo e Rio de Janeiro e pensar como andam as outras cidades, incluídas as capitais de médio porte como Belo horizonte, Curitiba, e outras mais.A paranóia esta tomando conta e com razão.
O que ocorre na real? Falta de policiamento? Drogas? Impunidade? Problemas sociais?
Índices alarmantes e inquestionáveis.Vamos esquecer os problemas de São Paulo e Rio de Janeiro e pensar como andam as outras cidades, incluídas as capitais de médio porte como Belo horizonte, Curitiba, e outras mais.A paranóia esta tomando conta e com razão.
O que ocorre na real? Falta de policiamento? Drogas? Impunidade? Problemas sociais?
Vamos fazer uma análise fria.
A questão já tomou conta das grandes metrópoles e o cidadão comum é refém dos problemas da violência, seqüestros relâmpagos, furtos e roubos. As classes sociais não são diferenciadas e o que existe é questão quantitativa no resultado do delito.Quando o cidadão é de classe A,ou B o resultado para o meliante é melhor.
A problemática e a solução passam por uma série de premissas:
A questão já tomou conta das grandes metrópoles e o cidadão comum é refém dos problemas da violência, seqüestros relâmpagos, furtos e roubos. As classes sociais não são diferenciadas e o que existe é questão quantitativa no resultado do delito.Quando o cidadão é de classe A,ou B o resultado para o meliante é melhor.
A problemática e a solução passam por uma série de premissas:
Primeira: A impunidade
Relato de advogados amigos e as estatísticas corroboram que a grande parte dos marginais são reincidentes. A justiça é ineficiente ou o código penal é debilitado, defasado.
Marginais presos no primeiro delito são soltos e repetentes.
Relato de advogados amigos e as estatísticas corroboram que a grande parte dos marginais são reincidentes. A justiça é ineficiente ou o código penal é debilitado, defasado.
Marginais presos no primeiro delito são soltos e repetentes.
Segunda: As drogas
Não sei se devemos olhar as drogas como causa ou conseqüência. Acho que é mais conseqüência.As oportunidades de emprego e melhor educação são inimigas ferozes das drogas.
Não sei se devemos olhar as drogas como causa ou conseqüência. Acho que é mais conseqüência.As oportunidades de emprego e melhor educação são inimigas ferozes das drogas.
Terceiro: Falta de ação de governo, corrupção na polícia, baixa salários dos agentes, etc.
Este pode ser um dos elos do circulo vicioso que vivemos, mas não o cerne da questão.
Este pode ser um dos elos do circulo vicioso que vivemos, mas não o cerne da questão.
Quarto: Problema social, falta de oportunidades.
Este sim deve ser mais avaliado.
Na minha geração e nas que me antecederam e viveram o milagre econômico são testemunhas vivas. Pena que eu não poderia ser considerado mão de obra ativa, pela idade, mas sou testemunha pela vivencia e pelos estudos.
A prosperidade econômica gera oportunidades, emprego e renda. A oportunidade gera consciência e a pergunta que fica?
Se o Basil crescesse a índices de 7, 8 ou até 5% ao ano sustentável e vigoroso os nosso jovens, grande maioria dos delinqüentes, estariam nessa situação?
Não é fácil a solução e o ataque ao problema deve ocorrer em várias frentes: A melhoria da educação, por exemplo, o aprimoramento e eficientização da justiça, a modernização do código penal, e por ai vai.Se o Brasil crescesse, com geração de emprego e renda , os jovens marginalizados que já têm em casa pais desempregados estariam a mercê do crime?
Fica a reflexão.Na década de 70, do milagre econômico o jovem tinha oportunidade e emprego, perspectivas.
Não que possamos voltar no tempo e reviver o estado investidor, ou que o ambiente político era ditadura ou não. Vamos tentar a volta a prosperidade.A luz no final do túnel está ai com esta reação da economia em 2005. Vamos aguardar para ver.
A conjuntura é outra, mas saída existe e vide exemplo da China em mudança de situação econômica e política.Sem méritos de regime políticos ou ideologias econômicas.
Estamos todos reféns e com certeza o poder público pode ser o catalizador das melhorias. Se não puder ajudar, pelo menos não atrapalhe e não sei se é o que assistimos hoje.
Prosperidade já. Impunidade nunca, inclusive com movimentos sociais tipo MST.
Não existe crime organizado. Existe estado desorganizado.
Este sim deve ser mais avaliado.
Na minha geração e nas que me antecederam e viveram o milagre econômico são testemunhas vivas. Pena que eu não poderia ser considerado mão de obra ativa, pela idade, mas sou testemunha pela vivencia e pelos estudos.
A prosperidade econômica gera oportunidades, emprego e renda. A oportunidade gera consciência e a pergunta que fica?
Se o Basil crescesse a índices de 7, 8 ou até 5% ao ano sustentável e vigoroso os nosso jovens, grande maioria dos delinqüentes, estariam nessa situação?
Não é fácil a solução e o ataque ao problema deve ocorrer em várias frentes: A melhoria da educação, por exemplo, o aprimoramento e eficientização da justiça, a modernização do código penal, e por ai vai.Se o Brasil crescesse, com geração de emprego e renda , os jovens marginalizados que já têm em casa pais desempregados estariam a mercê do crime?
Fica a reflexão.Na década de 70, do milagre econômico o jovem tinha oportunidade e emprego, perspectivas.
Não que possamos voltar no tempo e reviver o estado investidor, ou que o ambiente político era ditadura ou não. Vamos tentar a volta a prosperidade.A luz no final do túnel está ai com esta reação da economia em 2005. Vamos aguardar para ver.
A conjuntura é outra, mas saída existe e vide exemplo da China em mudança de situação econômica e política.Sem méritos de regime políticos ou ideologias econômicas.
Estamos todos reféns e com certeza o poder público pode ser o catalizador das melhorias. Se não puder ajudar, pelo menos não atrapalhe e não sei se é o que assistimos hoje.
Prosperidade já. Impunidade nunca, inclusive com movimentos sociais tipo MST.
Não existe crime organizado. Existe estado desorganizado.
Murilo Prado Badaró
Economista e Empresário
Economista e Empresário
terça-feira, fevereiro 25, 2014
Nazismo=Facismo=Socialismo
Não há distinção entre o conflito de qualquer destes regimes em conviver com a liberdade.
Todos se travestem de Nacionalismos, mas no fundo são aproveitadores, normalmente aproveitando-se de crises, que tomam o poder com o discurso onírico e impossível.
Vejam só:
- Somos inimigos mortais do sistema capitalista de hoje em dia, com sua exploração dos economicamente fracos, seu sistema injusto de salários, sua maneira imoral de julgar o valor dos seres humanos em termos de suas riquezas e do seu dinheiro - Gregor Strasser - Ideólogo nazista
- O Estado deve ter como meta prioritária oferecer os meios de sustento para seus cidadãos, a abolição de todas as receitas não adquiridas com trabalho, o confisco implacável de todos os lucros de guerra, a nacionalização de todos os negócios que se transformaram em corporações, o compartilhamento de lucros e grandes empresas, o desenvolvimento maciço de uma pensão para velhice e uma reforma agrária apropriada às necessidades nacionais - Plataforma do Partido Nazista 1920
- Somos socialistas, inimigos do atual sistema econômico capitalista de exploração dos economicamente frágeis, com seus salários injustos, com sua avaliação indecorosa do ser humano segundo a riqueza e a propriedade, em vez de responsabilidade e desempenho, e estamos determinados a destruir este sistema, sob qualquer condição - Adolf Hitler 1927
- Reformismo, revolucionarismo, centrismo, o próprio eco deste tipo de terminologia está morto, enquanto no grande rio do fascismo é possível traçar correntes que tiveram suas nascentes em " Sorel, Peguy e Lagardelle dos movimentos socialistas, e no grupo de sindicalistas italianos que entre 1904 e 1914 acrescentaram um novo tom no ambiente socialista italiano - Mussolini - A doutrina do fascismo - 1923
A doutrina socialista, marxista e suas derivadas é bem conhecida, mas talvez os apaixonados pela esquerda que atacam a direita como sendo fascistas e nazistas não conheçam este lado dos regimes.
Ambos se misturam e são autoritários e não podem conviver com a liberdade. Mesmo quando o socialismo poderia ser implementado por meios democráticos, a sua tendência é ir para o autoritarismo. A vontade de poucos, cabeças que se dizem e acham iluminadas e que querem ditar os rumos da sociedade interferindo em processos naturais que envolvem meritocracia, capacidade de trabalho, garra, determinação e aptidão inata de cada pessoa de forma diferente e individualista.
Marx quem disse: A estrada do inferno esta pavimentada de boas intenções- Ele deve ser um dos que plantou estas intenções. No auge da revolução industrial ele teve sua serventia para alertar a sociedade de abusos que eram praticados, mas depois caiu no descrédito, principalmente com a falência as potências esquerdistas após 1989 com a queda do muro de Berlim e a Perestroika russa.
Estão ai. São irmãos siameses estes sistemas de governo que se travestem em nacionalismo na política e inplantam o socialismo na economia, sempre causando o caos.
domingo, fevereiro 23, 2014
A democracia na Venezuela é uma farsa. O socialismo destruiu mais um país.
Foto do povo venezuelano protestando nas ruas contra o caos econômico que reina lá.
O argumentos (que restam) para os que defendem o fracassado regime chavista, que eles chamam socialismo bolivariano, é que lá o poder de Maduro, capacho e sucessor do louco Hugo Chávez foi conquistado no voto. Vamos lá falar um pouco da Venezuela e depois mostrar algumas provas inequívocas que a democracia lá é uma FARSA.
Não se discute que Hugo Chávez chegou ao poder por meios democráticos. O paraquedista Hugo Chávez tinha tentando um golpe de estado em 1992., foi preso, mas mostrou suas garras de ditador e em 1998 se elegeu presidente no voto.
Agora vamos fazer alguns comentários:
- A Venezuela por ter grandes reservas de petróleo era uma das principais economias da América Latina no inicio do século XX.
- Com a queda dos preços, a Venezuela entrou em profunda crise. O governo apostou que o preço não cairia nunca e se endividou, gastou perdulariamente e quando nos anos 80 o petróleo desabou, a crise se instalou. Como sempre é cenário para golpes e oportunistas. Chávez mostra suas garras.
- Em 1998 ele se elege democraticamente presidente e começa a critica ao modelo americano e inventa o tal socialismo bolivariano com inspiração e apoio de Cuba e Fidel Castro, o ditador e imperador da ilha, idolatrada pelos anacrônicos esquerdistas que ainda sobrevivem.
- Na crise econômica, sempre palco para oportunistas, greves e insatisfação estouram em todos os lados dando margem para ele em 2000 criar a tal "Ley Habilitante", famigerada lei que dá plenos e ditatoriais poderes a ele. Quem quiser saber mais leia aqui.
- Com o poder na mão e aparelhamento do estado foi fácil conseguir de forma democrática, mas com viés ditatorial e amoral.
- A oposição não dava tréguas, mas a crise amenizava as ações e dava munição a Chávez com seu maluco projeto de socialismo. Ele realmente nas primeiras medidas promoveu distribuição de renda. Detalhe: è sempre assim, socialismo dura, quanto dura a grana.
- Durante uma greve, o maluco ditador demitiu os 18 mil empregados da PDVSA, a empresa de petróleo, e aparelhou com seus companheiros e milicianos.
- Aliado de Cuba e orientado por Fidel, passou a "bancar" a ilha e se aliou ao Irã e outras ditaduras africanas da pior qualidade.
- Chávez com apoio popular pelos primeiros êxitos que conseguiu, começa a nacionalizar e estatizar empresas. Investimentos somem, a produtividade vai para o lixo principalmente na galinha dos ovos de ouro, a PDVSA.
- Corrupção, ineficiência e incompetência são as marcas do governo de Chávez. Aqui fica um detalhe que Ludwig Von Mises disserta: Não adianta trocar o homem empreendedor por natureza pelo burocrata de carreira, por mais que seja treinado. Ou seja, falamos aqui de meritocracia e competências que são inatas a cada cidadão de formas diferentes, e a falta de visão do socialismo neste ponto é um dos pecados capitais do socialismo.
- Chávez se reelege com suspeitas de fraude (coloco abaixo provas), mão de ferro e corrupção. Cala a mídia e a oposição, aparelhamento total do estado com seus companheiros que depois tornou-se uma milicia chavista, agora infestada por soldados cubanos.
- O Partido Socialista Unido da Venezuela tem 5,7 milhões de membros. A população da Venezuela é de 30 milhões de habitantes
- A demagogia e populismo dele cria vários programas assistencialistas, tenta renascer o mito de Simon Bolívar, herói, mas controverso com muitas versões que dão outras versões sobre sua obra. Ele chegou a exumar o corpo de Bolívar.
- Como sempre acontece, a economia retraiu e encolheu, o desabastecimento tomou conta da economia, faltando inclusive gasolina e papel higiênico. Ironia de um país rico em petróleo sem ter combustível, coisas do socialismo. A retração da economia, inflação e desemprego são números que talvez hoje, ninguém saiba, nem eles, mas as greves e a insatisfação falam por eles e corroboram o caos.
Infelizmente não estou vendo outra opção que se instalará lá a não ser uma guerra civil, eles têm histórico de guerras civis, ocorrida em 1848-1849.
Justiça social só com crescimento e produtividade, geração de emprego e renda, competência na administração pública.
A esquerda tupiniquim está histérica...o caminho seguido pelo Brasil guarda muitas semelhanças com os erros cometidos lá e nosso risco é grande, mesmo o Brasil tendo melhores condições. A inflação bate a nossa porta, o crescimento é pífio e a economia esta abalada. Podemos mirar no exemplo venezuelano e se quisermos ir além podemos ir até o modelo argentino.
Quem quiser se informar mais e enxergar as mazelas do socialismo bolivariano é só comprar indicadores de Brasil, Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia com os de Chile, México, Peru e Colômbia. Os primeiros seguem o caminho do populismo, os segundos seguem outros modelos, com liberdade e democracia de fato, e respeitos as leis naturais do mercado.
Sempre disse: Socialismo é projeto e capitalismo é processo. Quem está mais sujeito a erros?
Mais informações:
- Milicias bolivarianas
- Miliciano observa a eleitora votando -
- Denúncia de fraude nas eleições da Venezuela
quinta-feira, fevereiro 06, 2014
Socialismo. Porque ainda insistem com este sonho impossível?

Esquerda x Direita.
Tenho lido muito sobre o tema. Na verdade já li muito no passado, mas temos hoje excelentes livros sobre o embate esquerda x direita. Cito dois: Esquerda Caviar de Rodrigo Constantino e O livro politicamente incorreto da esquerda e do socialismo de Kevin Williamson. Ambos excelentes.
Fico cada vez mais convicto da minha linha ideológica.
A escola austríaca de economia, escola de Viena, surgiu nos seculo XIX, em 1871. Ela combatia Marx com as sandices que escrevia, mas que eram muito pertinentes naquela ocasião pelos abusos do inicio da revolução industrial. Eles mostraram que a economia eh um processo e não projeto. Mostraram que nunca daria certo, quase uma previsão já que ainda o mundo não experimentara o fracasso do comunismo e nem testemunhado suas atrocidades. Sou fã deles. Clique e leia mais
Fracassos retumbantes do passado e os recentes, Argentina, Venezuela e deus me livre o Brasil...comprovam isso. Não funciona a vontade de mudar o mundo.
Todos queremos a justiça social e a igualdade na distribuição de riquezas e recursos, mas não sera com sonho que vamos conseguir isso, e nem com a vontade de alguns " bem intencionados". No fundo querem controlar a sociedade e acabam se locupletando sem realizar seu sonho.
O conceito basico de meritocracia não existe no socialismo, sendo este fato um dos pilares de seu fracasso, claro que aliado a tantos outros.
Sabe quem disse isso: O caminho do inferno esta pavimentado de boas intenções? Karl Marx , o pai do socialismo.
Quem quiser conhecer mais veja aqui- Instituto Ludwig Von Mises do Brasil
quarta-feira, janeiro 08, 2014
Os militares e o golpismo na história do Brasil II
continuação
O Marechal Lott, legalista, sente que precisava dar um golpe para preservar a legalidade constitucional e dar posse a JK. É o golpe de 11 de novembro conhecido pela manutenção da legalidade e posse de JK. Mais uma vez os militares estão envolvidos, pelo bem, pela legalidade, liberdade e democracia. Carlos Lacerda se asila na Embaixada de Cuba, algumas fagulhas para derrubar JK ainda cintilam como os episódios de Aragarças e Jacareacanga, mas tudo é debelado pela liderança decisiva e forte do Marechal Lott. JK manteve Lott no comando das forças armadas, Lott relutou muito, mas aceitou e JK ouviu dele que tudo havia sido feito só em nome da legalidade e ordem constitucional.
JK faz um governo brilhante, empreendedor, constrói Brasília, os 50 anos em 5 não foram atingidos, mas o binômio energia e transporte leva um grande processo de desenvolvimento ao Brasil, desenvolvimento, geração de emprego e renda. As controvérsias que existem com relação ao déficit público criado para a construção de Brasília devem ser relevadas pela grande estrada de desenvolvimento e progresso construída por ele. Se houve o tal descontrole das contas, poderia ser mais bem administrado a frente. Não pagamos a conta de Brasília até hoje como alguns querem dizer.
JK termina seu governo conduzindo a eleição de 1960. Seu candidato Marechal Lott (32,93%) e Adhemar de Barros (19,23%) são derrotados por Janio Quadros (48,23%). A eleição de vice-presidente era desvinculada e ganha João Goulart, aquele político populista e incendiário do segundo governo Vargas, cunhado de Leonel Brizola que articulava mais golpes para nossa história.
Janio Quadros governa por sete meses (01-1961 a 08-1961), renuncia. Nunca explicada, as versões mais racionais dão conta que ele queria ser ungido pelo povo para dar mais um golpe branco e fortalecer seu poder em linhas menos republicanas e liberais. Outras versões dão conta de um porre etílico, já que seus devidos hábitos são amplamente conhecidos. Ele escreveu a famosa carta de renúncia e aceita prontamente pela Câmara dos deputados ele ficou sem alternativas de recuar.
Janio condecorou Che Guevara, houve controvérsias, Jango estava na China no momento da renúncia e tinha ligações sabidas com o comunismo que se fortalecia no auge da guerra fria. Com planos e recursos de Cuba e da União Soviética, eles tinham a estratégia de disseminação pelo mundo. O Brasil era um dos alvos. Tinham cabeça de ponte aqui, muita gente trabalhando, os mais conhecidos e relatados eram Jango e Brizola.
Brizola inflamava a nação, liderava o que chamava de EPL – Exército Popular de Libertação, com o G-11 ou grupo dos 11 companheiros inspirados na revolução socialista de 1917 na Rússia. Chegou a organizar 5.304 grupos, num total de 58.344 pessoas, distribuídas, particularmente, pelos Estados do Rio Grande do Sul, Guanabara, Rio de Janeiro,Minas Gerais e São Paulo. Para Brizola, a revolução estava madura, pronta para ser desencadeada. Só faltava algum simples episódio que inflamasse o povo e que fizesse proliferar os Grupos dos Onze, provocando o surgimento do "Exército Popular de Libertação".
Era incendiário e tinha recursos financeiros e articulação para dar uma guinada no regime político vigente, democracia, para um regime totalitário de esquerda nos padrões comunistas. A história esta cheia de relatos e testemunhos da real intenção de Brizola, governador do Rio Grande do Sul e cunhado do frouxo Jango. Aliás, dizem que a dicotomia do poder entre Brizola e Jango foi uma das causas de suas derrotas. Jango mandava de direito e Brizola de fato. Isso nunca funcionou, menos na Cuba atual onde existe um moribundo dando as cartas e um clone irmão que exerce as suas tiranias.
Quase houve novo golpe de estado. Com a renuncia e saída de Janio Quadros, militares e a oposição não queriam dar posse a Jango e Brizola liderou uma frente pela legalidade (que ele queria romper mais adiante se lograsse êxito seu golpe). Jango foi empossado no regime parlamentarista do qual Tancredo Neves foi o primeiro ministro. Em 1963 houve plebiscito para definir o sistema entre presidencialista e parlamentarista. Ganhou o presidencialismo e Jango é “reempossado”. Duraria até 31 de março de 1964.
Não há como negar que o dinheiro Cubano e soviético corria solto, eles organizavam um golpe com suporte de Brizola e Jango. Miguel Arraes, governador de Pernambuco e prócere da esquerda chegou a dizer que haveria um golpe, “ou deles ou nosso”. Eles tinham estrutura e condições políticas. Várias agitações, Ligas Camponesas, rebeliões sindicais, Francisco Julião (outro agitador comunista do nordeste) o caos era cada vez mais propicio ao golpe de Brizola. O Brasil vivia problemas diversos, corrupção, inflação, baixo crescimento, insatisfação geral. Neste ambiente um discurso socialistas propondo o sonho e quimera se encaixa bem.
Segundo alguns relatos que ouvi, a data do golpe da esquerda estava agendado para abril de 1964. Não posso afirmar se existem relatos escritos desta agenda, mas as intenções eram mais claras que a luz do sol.
Carlos Lacerda havia sido eleito governador da Guanabara na época, (JK havia mudado a capital e o Distrito Federal teve suas eleições). Juntamente com Magalhães Pinto, governador de Minas Gerais e Adhemar de Barros de São Paulo se antecipam as ações de Jango e Brizola. O discurso de Brizola e Jango na Central do Brasil em 13 de março prometendo as reformas de base, reforma agrária e uma nova ordem foi a senha para que a direita e legalistas se unissem. Brizola daria o golpe, se abril ou não, era questão de tempo. Magalhães Pinto, Lacerda e Adhemar de Barros se unem aos generais Odilio Denys e Olimpio Mourão Filho e ao marechal Castelo Branco para frearem a onda vermelha e o caudilhismo de Leonel Brizola.
A data era 04 de Abril de 1964, o General Mourão Filho parte de Juiz de Fora em direção ao Rio com seu regimento. O golpe estava em curso. Castelo Branco tenta dissuadir os revoltosos, não consegue. Jango manda prender Castelo Branco, mas o general Armando Moraes Âncora não cumpre com medo de um derramamento de sangue. Jango vendo a situação perdida vai para o Uruguai. O general Mourão Filho segue na estrada com seu regimento e Carlos Lacerda resiste no Palácio da Guanabara ao cerco dos militares a favor de Jango.
Estava decretado o fim de Jango. Em abril o Congresso Brasileiro providenciou então as medidas que tornaria legalizado o golpe, o senador Auro Soares de Moura Andrade declarou o cargo de presidente vago alegando que o presidente havia abandonado o Brasil.
Castelo Branco é empossado presidente. A eleição de 1965 permanece, mas a divisão é nítida. Ainda incipiente o quadro político novo, com riscos e problemas, a linha dura liderada por Costa e Silva afronta Castelo, dá um golpe mais radical e endurece o regime.
Não podemos tapar o sol com a peneira e não reconhecer méritos e virtudes na revolução de 64. Houve erros, vícios e equívocos, mas também existia um projeto de nação de futuro, investimentos na infraestrutura, telecomunicação, estradas, portos e aeroportos. Houve o milagre econômico que foi prova precisa que a justiça social só existe com prosperidade e crescimento econômico. Jocosamente cantado pela “esquerda festiva” da época que o bolo era para ser divido, estavam errados, como ainda estão. O bolo precisa crescer sim, a riqueza só pode ser distribuída se ela existir de verdade. Houve erros como o inchamento do estado nos anos 70, mas necessários para sustentar o crescimento de um país emergente e em processo de subdesenvolvimento para desenvolvimento.
Várias correntes legalizadas se decepcionam, apoiadores do Golpe de 1964 ficam incomodados com os diversos atos institucionais que coincidem com o acirramento da reação, agora com grupos terroristas. Brizola, Mariguella, Lamarca e outros que foram a luta supostamente contra o Golpe, mas na verdade queriam era dar outro golpe. O Golpe da esquerda vermelha financiado com dinheiro de Cuba e União Soviética. A luta não era capitalismo x comunismo, era liberdade x opressão como provou a história mais tarde.
Há teses de que o endurecimento do regime coincide com os atentados terroristas, assaltos a bancos e supermercados, sequestros.
Os supostos opositores que pegaram nas armas nunca quiseram restabelecer a ordem democrática e a legalidade. Eles mesmos confessam isso hoje, Jacob Goronder, Gabeira e outros mais honestos com suas histórias.
Houve excessos sim dos radicais e linha dura, atos institucionais que poderiam não ter existido. A racionalidade de se analisar um fato histórico deve primar pelo reconhecimento de erros, mas da conjuntura do momento. Por exemplo, JK é exemplo de um político que sempre lutou pela democracia, mas serviu ao estado novo de Vargas, como prefeito interventor de Belo Horizonte. E ai? Apostasia de seus valores?
É inegável que todos os golpes no Brasil contaram com apoio do militares. Em alguns episódios eles foram pela manutenção da ordem e em outros contra. Sempre podem ser discutidos os objetivos e finalidades das intervenções militares, mas com certeza elas precisam ser olhadas a luz da legitimidade e oportunidade do momento em que ocorreram.
Demonizar as forças armadas para tentar impor o monopólio da verdade e das virtudes é estratégia destes populistas que querem controlar o Brasil. Seus interesses políticos, partidários e pessoais estão acima de qualquer coisa, estão destruindo nosso futuro. Os vícios do poder geram a corrupção endêmica. No ambiente atual da impunidade, leniência e patrulhamento de minorias que querem impor um conceito que chamam de “politicamente correto” só se agravam os problemas do Brasil.
As instituições estão fragilizadas, princípios e valores sendo questionados e destruídos. As forças armadas não podem entrar neste jogo. Elas são respeitadas pela população, tem credibilidade e este breve relato mostra que fazem parte da história do Brasil.
As instituições estão fragilizadas, princípios e valores sendo questionados e destruídos. As forças armadas não podem entrar neste jogo. Elas são respeitadas pela população, tem credibilidade e este breve relato mostra que fazem parte da história do Brasil.
Tentar julgar as forças armadas, destruir seus valores quando nas intervenções é desrespeitar a história.
A história não pode ser apagada, é preciso ser entendida e aceita. Acima de tudo é preciso de responsabilidade e honestidade intelectual para não distorcer os fatos e tentar manipular as versões. As forças armadas já estiveram em ação para lados antagonicamente opostos em certos momentos de nossa história, mas sempre ao lado da nação.
Nas escolas e nos livros, por conta de um regime populista, querem mostrar versões e fatos que podem ser controversos, terem apoios e repúdios, mas é parte da história. Indefectível e verdadeiro não podem ser mostradas somente as versões que convém a uma estratégia política.
A revolução de 1964 fará 50 anos em 2014 e precisa ser entendida. Precisa ser homenageada com loas do que fez ao Brasil.
Um fato histórico precisa ser analisado com a razão e não com a paixão, pelo momento histórico que aconteceu. Se há os inimigos e aliados, não importa, mas as versões precisam ser postas na mesa e debatidas, sem patrulhamento e doutrinação. Não se pode esconder uma versão e mostrar a que convém ao “status quo” do momento.
Ainda bem que tivemos nossas forças armadas para intervir nos momentos certos em benefício da nação seja do lado que estivessem. Bravo forças armadas. Viva as forças armadas.
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