segunda-feira, junho 17, 2013

Os problemas econômicos do Brasil hoje

Este ai é Adam Smith considerado o pai da economia.
Quando se toma um caminho econômico é sempre em detrimento de outro. A percepção de quem é autoridade econômica precisa fazer diagnósticos e olhar na frente, se antecipar a algumas coisas e eventualmente correr riscos.
O Brasil viveu crises e crises econômicas, medidas populistas e eleitoreiras do governo Sarney na época do plano Cruzado, aliás o Brasil teve muitos planos deste os anos 80, quase todos fracassaram, menos um, o Plano Real. FHC ministro da fazenda de Itamar Franco instituiu junto com economistas feras,  Edmar Bacha, Pérsio AridaAndré Lara ResendeGustavo FrancoPedro MalanWinston Fritsch e Francisco Pinto, entre alguns outros. Se quiser ver mais- Plano Real
A base para a estabilização da moeda, essência do plano, tinha como pilares:

  1. Superavit primário - Receitas menos despesas, excluídos os juros da dívida. Definido em 3% do PIB
  2. Câmbio flutuante- sem intervenções do BC
  3. Metas de Inflação - definidas de acordo com os diagnósticos e cenários.
Tudo isso exigia disciplina e rigor fiscal, ou seja, gastar menos do que se arrecada.

O Plano deu certo quando a inércia inflacionária foi quebrada com a URV e finalmente tínhamos um plano que estava dando certo.
Sem entrar em detalhes, o governo FHC que veio da sequência de Itamar, pegou crises sérias, mas sem comprometer totalmente a essência do Plano Real.

Em 2001 tivemos a crise da energia, o apagão elétrico  custou caríssimo ao Brasil e custou a eleição de Serra em 2002. O maior erro de FHC foi ter desprezado o planejamento do setor elétrico e acabou no terrível apagão.

Lula ganha a eleição e por algum tempo, talvez pela competência, conhecimento e pragmatismo de Henrique Meirelles no BC, manteve as bases e pilares do Plano Real.
Isso duraria pouco e uma mudança de rumo começa, o incentivo do consumo e crédito, que tem seu lado bom, mas é insustentável sem outras medidas paralelas, a redução do gasto público.
Lula privilegiou estas medidas de aumento de consumo que geraram endividamento e expansão do consumo das  famílias, mas precisava incentivar os investimentos e cortar gastos, fizeram exatamente o contrário.

No final do governo Lula, o viés dele foi totalmente voltado para a eleição de seu sucessor que acabou sendo sucessora. Para isso ele mexeu em coisas importantes da base do plano e algumas bombas começam a ser plantadas.

Dilma começa bem, austera, tentando organizar os fundamentos macroeconômicos, mas logo se perde.
Não consegue alavancar o investimento, o PAC poderia ser uma forma, mas a realização é muito aquém da necessidade e nunca bate o realizado e planejado (talvez nem 30% foram atingidos). A infraestrutura sofre, gargalos sérios começam a aparecer. Veio o Pibinho de 0,9% em 2012, com 2,7% em 2011 (menos mal, mas aquém do que precisamos).


E agora, o que acontece
  1. EUA bombando na economia e nosso cambio sofre ameaça.
  2. Inflação forçando a barra de alta, mesmo com desoneração e redução de energia.
  3. Superavit primário cheio de "mágicas" contábeis e fora do prumo.
  4. Precisam ganhar a eleição ano que vem
  5. Ministro Mantega fala que não mexerá no IOF sobre dinheiro de fora e no dia seguinte mexem
  6. Dizem que farão rigor fiscal e soltam programa Minha Casa Melhor com subsídio de governo
  7. Presidente fala que não sobe juros e o BC precisa mexer pela ameaça inflacionária.
  8. Viés político total quebrando a confiança do investidor e do mercado
2013 indo embora e eleição ano que vem, e agora José?

Vários interlocutores e muita dicotomia, medidas paradoxianas , algumas "stop and go".
Saída? A questão é complexa, quando mexemos em um lugar, outra peça se desloca. Humildemente não consigo opinar, mas uma que é clamor do mercado e há muito é calcanhar de aquiles do governo é gastos públicos em expansão.
A melhor medida agora seria cortar gastos públicos, mas como fazer isso em ano pré eleitoral?
Outra é restabelecer a confiança do mercado, mas também como se não existe interlocutor confiável?

Complicada a situação.

quarta-feira, junho 12, 2013

Oposição passa a ter chances reais em 2014


Sempre disse que Dilma seria barbada, mas que a eleição muda a cada momento. Também afirmei que os rumos da economia seriam decisivos para as chances da oposição.
Pois bem, parece que o coelho esta saindo da cartola e Aécio passa a ter chances reais de disputar um seguindo turno e até ganhar a eleição.
O cenário hoje é de crise política, olhem meu último post. Veja mais uma confirmação- Clique e leia -

Aliados olham para Dilma com olhos de revide

Dilma é forte com a máquina de governo, mas precisa de tempo de TV e aliados para ter a capilaridade que as campanhas demandam. Com crise ela pode perder apoios importantes e atrapalhar ainda mais seus planos.
Vamos mais a frente. Os cenários econômicos parecem estar indo nos ventos que favorecem a oposição. Crescimento baixo e inflação serão nitroglicerina pura para o governo, apesar de achar que eles ainda podem reverter muitas coisas.

Vejam pesquisa recente: Foram simulados dois cenários no levantamento, um dos quais o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), não foi contemplado na disputa para a Presidência. Nesse, Dilma tem 54,2% das intenções de voto; o senador Aécio Neves (PSDB), 18%; e a ex-ministra Marina Silva, 13,3%. Com o socialista no páreo, Dilma aparece com 52,8%, seguida de Aécio, com 17%; Marina, com 12,5%; e Campos, com 3,7%.

Aécio precisa de um discurso para completar a receita e se tornar um "player" real.
Se considerarmos quem nem Lula no auge de sua popularidade conseguiu ganhar a eleição no primeiro turno, as chances de dois turnos é real com este cenário de deterioração do governo.
Eduardo Campos será irmão xipofágo de Aécio para levar a eleição para o segundo turno, assim como Marina Silva. Dos 3, hoje com chances mais para Aécio, um deles pode derrotar Dilma e o PT se a economia continuar neste rumo.
Vamos acompanhando.

quinta-feira, maio 30, 2013

Existe uma crise política em Brasília, acho que ninguém pode negar.

Vejam o que escrevi ano passado: Teste político para Dilma

Uma pitada: " Desde o começo de seu governo muitas pessoas alertaram, entre elas eu, que ela tinha fama de boa gestora, mas que não era política e isso poderia ser muito ruim. Presidente da república precisa ser político e atuar assim.
Pois bem, Dilma enfrenta percalços diversos, na economia e nas relações com o legislativo. Seu temperamento explosivo relatado pela mídia, broncas e gritos com auxiliares e ministros e o tratamento aos deputados e senadores podem estar criando mais problemas a Dilma."

Poi é, o tema voltou a pauta e o congresso está mandando mensagens diversas. A MP do Portos e outras que venceram ou estão para vencer que correm riscos de problemas diversos.
Tudo isso é reflexo da atuação da presidente? Parece que sim. O que tenho visto na mídia é que independente do esforço das ministras Ideli e Gleisi, Dilma barra tudo que se negocia e sempre quer dar a palavra final, e todos dizem, daquele jeito que lhe é peculiar.

O clima de campanha eleitoral  2014 começa a esquentar neste segundo semestre. O fechamento de acordos começa agora, principalmente buscando tempo de TV e capilaridade nos partidos.
Sinais de descontentamento e a constatação de esfacelamento de sua base mostram que Dilma esta cavando mais problemas. Lula seria o plano B? Pode ser.
A inflação e o baixo crescimento são fantasmas que rondam o PT e Planalto, não há como negar.
Dilma continua favorita, mas resultado de eleição e mineração só após a apuração. Os passos dados politicamente até aqui parecem estar atrapalhados, pode ser até culpa dela, mas os sinais são claros. Crise no congresso, atraso e problemas em votações de temas que interessam ao país são quase certos. O pior é neste clima começar as alianças para 2014.
Tem um ditado aqui em Minas que diz: Na política nunca se aproxime demais a ponto de não poder mais recuar e nem se afaste demais a ponto de não poder se aproximar. 
Se ela se afasta muito de sua base pode ter problemas sérios. Eleitorais ano que vem e políticos este ano, o que acaba sendo ruim ao Brasil também.
Vamos acompanhar.

sábado, maio 25, 2013

A mobilidade Urbana com dados.

Hoje o JN da Globo tocou na ferida. Estudo da Fundação Dom  Cabral, que breve publicarei aqui, toca na questão do trânsito. O prejuízo é enorme.
Já escrevi aqui várias vezes sobre o tema desde 2010:
Vejam:





Hoje ouvi de um especialista o diagnóstico:  " a maior prova de ineficiência de gestão pública do Brasil".

Nos anos 80 se planejavam as coisas, pensando no futuro, hoje são só interesses eleitoreiros e partidários, dane-se o futuro. Simples assim.
Triste Brasil


Será mesmo o Bolsa Família uma boa solução?


A imagem acima fala mais do que mil palavras. Por que trabalhar se existe o pitéu do governo?
Pois é, precisamos ir na ferida do Bolsa Família. Existem suas vantagens, mas também muitas desvantagens e ai está a questão. Vamos fazer uma reflexão.
Primeiro é melhor que se esclareça um pouco a verdade e a história deste tal Bolsa Família.
Veja este link: História Bolsa Família:
Resumindo, o Bolsa Família foi a unificação do Auxilio Gás, Bolsa Escola, Cartão Alimentação e Bolsa Alimentação, todos programas criados no governo de FHC. O PT simplesmente unificou estes programas e criou o Bolsa Família.
O programa exige a contrapartida dos participantes, óbvio, filhos na escola é a principal. No passado foi mais rigorosa a fiscalização. Hoje acho que existem grandes falhas de cadastro, fraudes e outras coisas típicas do Brasil. Basta ver o "nível" das pessoas sacando nas loterias o seu Bolsa Família para entender o que digo.
São quase 14 milhões de famílias, que devem abranger quase 50 milhões de pessoas (considerando 4 membros por família).
Não podemos negar que programas assistenciais têm sua serventia. Quando foi idealizado, ele visava dar apoio ao sustento de tantos miseráveis que viviam e ainda vivem no Brasil, mas jamais poderia ser  vista como a salvação da pátria e a extinção da miséria.
Pior ainda quando é instrumento eleitoreiro, sem tirar da pauta o interesse de FHC que teve com certeza o mesmo viés.
Na relação econômica, é impulso no consumo que ajuda a indústria e o crescimento, mas sem sustentabilidade e temporariamente. O Bolsa Família já cumpriu seu papel no tocante a máquina econômica e os ganhos agora devem ser marginais.
Pois bem, se listarmos os benefícios do Bolsa Família e as desvantagens ao país pode ser difícil chegar a uma conclusão e com certeza haverá sempre a polêmica, entretanto a algumas conclusões podemos chegar:
  1. Este programa jamais será extinto por ser forte instrumento eleitoral. Meu receio é quando tivermos uma crise econômica, cíclica ou não. E ai? Alguém vai pagar esta conta, aliás já pagamos com os crescente aumento dos gastos públicos e nossa absurda carga tributária.
  2. Nem os mais ardorosos defensores poderão negar que é um grande estímulo a indolência. Convenhamos que muitos vão preferir o Bolsa Família do que a enxada ou o sol a sol do trabalho. Isso é péssimo.
  3. Deveria haver mais contrapartida e fiscalização do governo. Filhos na escola principalmente. Se temos o programa vamos usá-los para incentivar a educação além das benesses pecuniárias. Não acredito que esta fiscalização exista com o rigor necessário. Ao contrário, acho que existe muita corrupção e erros cadastrais com muitos espertalhões se aproveitando. Vira e mexe temos estes casos na mídia.
Recentemente foi  lançado boato da extinção do Bolsa Família com corrida aos bancos para saque. Isso mostrou a dependência de milhões de pessoas. Acusaram a oposição de usar este boato como ferramenta política, mas há controvérsias e a mídia fala que a CEF se preparou para estes saques , em tese, fora da hora. Não será o governo usando sua ferramenta e uma forma de reforça-la?
Posso garantir e debater com quem quiser. Justiça social não se alcança dando o peixe, mas a vara de pescar, os ensinamentos e as condições para a pesca.
Oportunidades para os jovens, crescimento econômico com sustentabilidade e pensamento no futuro do país seriam a verdadeira justiça social.
Quando um país cresce firme e sustentável as oportunidades de emprego e geração de renda fazem a justiça social de forma muito mais eficiente do que o pitéu do governo depositado no final do mês.
No coração e considerando a situação de tanta gente não é fácil ser contra ou crítico do Bolsa Família, mas na razão e no pensamento de futuro não temos outra alternativa. O Bolsa Família deveria ser transitório, mas ele veio para ficar e o meu medo é quando a festa acabar e a conta chegar para todos nós pagarmos.


quarta-feira, maio 01, 2013

Eleição de 2014! Começam para valer as movimentações


Agora na virada do semestre as coisas esquentam mais. Algumas coisas que andei sabendo e valem registro e ilações.
Eduardo Campos parece que esta firme na estrada, não acreditava que iria até o fim, mas parece decidido mesmo. Além de convidar o secretário de segurança do Rio Beltrame (será grande puxador de voto) para seu partido e a legenda para disputar o governo, ele articula seus palanques. Em Minas Gerais, segundo soube, ele deu um ultimato ao Mário Lacerda prefeito de BH, que vive a dicotomia com o PSDB, aliás vivem relação de amor e ódio pelo que sei. Se Márcio vacilar ele irá de Leonardo Quintão, deputado que está deixando o PMDB e tem um grande potencial de votos em BH e em MG. Campos subu o tom de críticas e se posiciona definitivamente. Chances dele? Ele precisa achar o discurso que será muito na linha do governo do PT que sempre apoiou, a mágica que quero ver e transmitir esta mensagem ao povão: Farei o que eles fazem e melhor. Não é simples.
Aécio parece mudo, mas a candidatura dele não tem volta. SE ele recuar estará morto. Política envolve riscos e ousadia. Ele já se lançou, agora seu grupo e eleitores esperam sua ação.
Ainda não tem discurso, oposição branda que espertamente melhor que seja assim. Lembrem-se que o Brasil está bem e não existe cenário, pelo menos até agora, que mostre que os problemas econômicos (muitos e grandes) vão desaguar antes do pleito e influenciando a eleição de 2014.
Cla´r e óbvio que ele e Campos conversam, ams não acho que ele está conduzindo as articulações. Minha impressão é que a candidatura de Eduardo Campos ganha cada vez mais corpo e a de Aécio pode ficar a reboque dele.
Chances de um acordo PSB/PSDB? Claro, política é como as nuvens, como dizia Magalhães Pinto, raposa mineira.
Chances de um acordo factível? Mário se compõem aqui para valer, Aécio define o quadro complicado de MG e coloca seu escudeiro Anastasia de vice de Campos. Já ouvi isso.
Pelo andar da carruagem, Aécio pode ser vice de Campos? Acho que poderia e existem conversas nesta linha, mas acho difícil, a vaidade de ambos vai bater de frente para definir o cabeça da chapa.
e Dilma e o PT? Seguem lépidos e fagueiros, favoritos e focados na eleição de 2014, farão tudo e mais um pouco para não perder. Este é meu receio de mais bombas de efeito retardado na economia já com sinais claros de desgastes e problemas como a inflação e o baixo crescimento como comentei no post abaixo.
vamos acompanhando, mas por hoje diria que Aécio não tem volta, Campos se consolida, mas Dilma é favorita, pelo menos ainda, e com poucas chances de mudança, pelo menos nos aspectos que envolvem a economia.
Quanto mais candidatos melhor para os opositores, mas é bom lembrar que nem Lula no auge de sua popularidade ganhou em um turno a eleição.
Marina tenta emplacar sua REDE, mas não será fácil, pelo tempo, pela logística e complexidade. Ainda existem esperanças, mas remotas. Se ela sentir que não tem chance de criar a REDE, pode ir a um outro partido e tem "recall" para embolar o quadro.
Vamos acompanhar por enquanto e comentar quando for necessário e firmarmos ilações.

quarta-feira, abril 10, 2013

Inflação ou crescimento? Dilema do governo? Vamos deixar registrado

Tenho batido nesta tecla, inclusive falando sobre o risco de uma estagflação, que é o pior cenário de uma economia, especialmente a economia moderna, dos tempos atuais.
Vou deixar aqui registrado dois artigos:

1-) Do Terra Notícias: Inflação oficial em 12 meses chega a 6,59% e supera teto do governo - Clique e veja
 O texto completo: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou inflação de 0,47% em março deste ano, taxa inferior ao 0,6% de fevereiro. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 6,59% e superou o teto da meta de inflação estipulada pelo governo, que é 6,5%. O dado foi divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
É a primeira vez que o teto da meta é ultrapassado desde novembro de 2011, quando havia sido observada uma taxa de 6,64%. No ano, a inflação acumulada chega a 1,94%. Em março do ano passado, a taxa havia sido 0,21%. Segundo o governo, o limite inferior previsto para a inflação é 2,5% e o centro, 4,5%. A inflação de março foi fortemente influenciada pelos alimentos, que tiveram aumento de preços de 1,47% no mês. Por outro lado, os transportes, com uma deflação (queda de preços) de 0,09%, ante uma inflação de 0,81%, contribuíram para frear a taxa do IPCA em março.
Período - IPCA
março de 2013 - 0,47%
fevereiro de 2013 - 0,60%
março de 2012 - 0,21%
em 12 meses - 6,59%
acumulado do ano - 1,94%

2-) Coluna do Antonio Machado falando do dilema juros altos x inflação, aliás escrevi no post anterior. 
 A questão é se há convicção para dizer: “Presidente, segura os juros que a inflação vai ceder”. Ou: “Presidente, se os juros subirem, há risco de recessão” - Clique e veja

O dilema é sério, pode mudar a política de 2014, apesar de eu acreditar que não há tempo do flagelo inflacionário se mostrar. Crescimento baixo sim, isso pode repercutir na eleição, a inflação será mais nefasta para o Brasil, a conta será alta e o povão pagará, como já vai pagar outras que Lula plantou para o futuro.

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come? Vamos ver, mas a racionalidade e a competência terão que entrar em campo, caso contrário vamos ser mais penalizados. Os pilares da estabilização do plano Real foram para o espaço, mas sem dúvida a inflação é o pior deles se cair. 

terça-feira, abril 09, 2013

O risco da inflação ronda o Brasil e assusta o governo.

Vejam o que escrevi: Estagflação ?  Só para explicar, Estagflação é recessão com inflação.

Além do caso famoso do tomate, o governo se mexe para avaliar o risco da inflação. A meta parece ter ido para o espaço este ano, como nos dois anos anteriores de Dilma. Isso é ruim.
Além disso a mídia fala que Dilma se reúne com economistas celebres, nem sempre da mesma linha de pensamento, Delfim Netto é um deles. Ela esta preocupada.

O que esta ruim?
O cambio deveria estar ajudando a conter a inflação, a gasolina sem ajuste sacrifica a Petrobrás, mas ajuda o governo. E os juros? Ai parece que o governo relaxou e abaixou muito mais do que devia. Todos queremos juros baixos, mas eles são importantes no combate a inflação.
O governo não quer reduzir gastos públicos e não quer mexer nos juros, por isso as metas foram para o espaço. O risco existe e o custo é alto, principalmente para os mais pobres que não se defendem.
A eleição do ano que vem é prioridade para Dilma e o PT, mas ela deve pensar no Brasil, por isso mesmo alguns já  estimam que os juros devem subir para segurar a fera inflacionária.
Agora vamos lá, se existe o risco de crescimento baixo, projeções de 3% para este ano, o juros altos comprometem ainda mais o nosso PIB.
O que fazer? Risco de Estagflação existe se o governo não tomar atitudes e agir racionalmente. Se pensar só na eleição pode ter o tiro pela culatra, eu se fosse ela pensaria nos riscos que vivemos e são graves: Baixo crescimento e volta da inflação.
Se já temos contas a serem pagas no futuro, se fizerem mais bobagem a conta só vai aumentar.
Vamos acompanhar.

O setor elétrico ainda preocupa e pode ser o calcanhar de Aquiles de Dilma.

Não gostaria de estar postando isso aqui, mas estou estudando a conjuntura do setor elétrico, tarifas, comercialização, etc...e hoje vi coisas que me assustaram. Ontem vi uma coletiva das autoridades, achei estranho, mas agora acho que entendi.
Não quero racionamento e nem problemas no setor, isso faz com que todos nós perdemos.
Existe sim risco de racionamento. Se as UTEs (Térmicas) não derem conta da demanda, vamos ter problemas.Paradoxalmente, se a economia não crescer ajuda o setor, mas traz outras consequências ao Brasil. Enfim, este cenário pode influenciar na eleição? Sem dúvida. Vamos acompanhar.
Dados da CCEE- Câmara de Comercialização de Energia Elétrica
Imagens e dados oficiais dizem mais que palavras neste caso.

Neste primeiro, relatório de Abril do Sudeste, 70% mercado a variação do preço do PLD. Complexo explicar aqui, mas a referência e sinalização dos preços de energia. Olhem ai.



Neste segundo, ainda dados de abril, notamos que os reservatórios estão muito abaixo da média, principalmente no Sudeste, a maior bacia e onde se encontram os principais reservatórios.



Podemos afirmar que haverá racionamento? NÃO. Claro que não. Em 2001 a situação era outra como já expliquei aqui. Existem riscos de problemas se as térmicas não atenderem a demanda, se houver ainda atrasos em obras e se o país crescer mais do que os 3% previstos e esperados por todos.
Com certeza os custos serão maiores para nós consumidores, as UTEs vão rodar direto e os custos deles são muito altos e repassados para a tarifa. O governo já fez algumas mexidas, mas ainda assim será repassado. Isso é fato consumado.
Fica aqui registrado.

terça-feira, março 26, 2013

Começa para valer o jogo para eleição de 2014

Vejam esta matéria: Aécio será candidato pelo PSDB - Clique e leia Alguns especulam que ele desiste e vem para MG. Acho quase impossível, ele não tem mais como desistir.

Agora leia esta: Dilma esta muito bem posicionada- Clique e leia e esta que é a prova que será difícil derrotá-la, pelo menos hoje:  Clique e leia

Se a eleição fosse hoje, Dilma ganharia fácil no primeiro turno. Acontece que haverá muita coisa ainda, mas ela é franca favorita.

Acho que Marina não consegue montar sua base partidária, infelizmente, e Eduardo Campos, ainda incógnita  mas tenho um "felling " que ele se comporá com Dilma.

Se Campos concorrer pode levar a eleição ao segundo turno e ajudará Aécio, mas eu acho pouco provável, mesmo com a movimentação que ele esta fazendo.

Os nanicos de sempre sem chance devem compor o quadro, e não vejo chance de aparecer um fenômeno como foi o caso de Collor em 1990.

Vamos lá:

  1. Isso é retrato momentâneo, não existe eleição ganha de véspera.
  2. Os sinais da economia levam a crer que não haverá "terremoto" que influenciará em 2014. A chance da oposição seria uma piora no quadro de emprego e renda, o que ainda parece pouco provável.
  3. Acho que os quadros estaduais se comporão a partir deste quadro, mas terá pouco influência para virar o resultado.
  4. Uma crise mundial poderia abalar o Brasil e mudar o quadro, economicamente, mas os sinais são poucos, aliás com o fortalecimento da economia americana para 2013 e 2014 e a China no seu ritmo só diminui esta chance.
O jogo começou. Claro que estou deixando aqui minhas impressões, são retrato deste momento e em eleição as coisas mudam, fatos exógenos podem acontecer. O quadro vai ficando mais lógico e racional com o andar da campanha e principalmente pela propaganda na TV.
Aécio terá qual discurso? Isso será estratégico se ele quer avançar e ter chances reais.
Vamos acompanhar e comentando aqui.

sábado, fevereiro 23, 2013

Lula x FHC, a verdade.

Olhem este artigo.

O outro lado, por Merval Pereira

Merval Pereira, O Globo
E, se em vez de insistirmos na comparação entre os governos petistas e os do PSDB dos últimos 20 anos, fizéssemos uma análise mais abrangente, com as comparações da performance brasileira nos últimos dez anos com a própria performance dos governos ao longo da nossa História e, além disso, com as demais economias do mundo, inclusive dos países emergentes?
O professor titular de Economia Internacional da UFRJ Reinaldo Gonçalves se propôs a se distanciar da polarização PT-PSDB para analisar a economia brasileira e os avanços sociais nos dez anos de governos petistas, e encontrou quadro bastante desolador, distante da propaganda oficial, a que deu o título “Brasil negativado, Brasil invertebrado: legado de dois governos do PT”.
A “negatividade” é informada por inúmeros indicadores de desempenho da economia brasileira que abarcam o país, o governo, as empresas e as famílias. O “invertebramento” envolve a estrutura econômica, o processo social, as relações políticas e os arranjos institucionais.
Essa trajetória é marcada, segundo Gonçalves, na dimensão econômica, por fraco desempenho; crescente vulnerabilidade externa estrutural; transformações estruturais que fragilizam e implicam volta ao passado; e ausência de mudanças ou de reformas que sejam eixos estruturantes do desenvolvimento de longo prazo.
Na avaliação do crescimento da renda durante os governos do PT, o professor classifica de “fraco desempenho pelo padrão histórico brasileiro e pelo atual padrão internacional”. A taxa secular de crescimento médio real do PIB brasileiro no período republicano é 4,5%, e a taxa mediana é 4,7%. No governo Lula, a taxa obtida é 4%, enquanto as estimativas e projeções do FMI para o governo Dilma informam taxa de 2,8%.
O resultado é claramente negativo: no ranking dos presidentes do país, Lula está na 19ª posição, e Dilma tem desempenho ainda pior (24ª), em um conjunto de 30 presidentes com mandatos superiores a um ano. Resultados que não são compensados pelo fato de o governo Fernando Henrique estar em 27ª posição, com o crescimento médio de 2,3%.
O Brasil negativado dos governos do PT também é evidente quando se observam os padrões atuais de desempenho da economia mundial, ressalta Gonçalves. Durante os governos petistas, a taxa média anual de crescimento do PIB (considerando as estimativas e projeções do FMI para os dois últimos anos do governo Dilma) é 3,6%.
No período 2003-2014, a estimativa é que a economia mundial cresça à taxa média anual de 3,8%; no caso dos países em desenvolvimento, essa taxa deverá ser de 6,4%.
Portanto, salienta Gonçalves, o Brasil negativado é evidente quando se constatam não somente essas diferenças como dois outros fatos: em seis dos 12 anos do período 2003-14, a taxa de crescimento da economia brasileira é menor do que a taxa média mundial; e, em todos os anos, a taxa de crescimento do PIB brasileiro é menor do que a média dos países em desenvolvimento.
O Brasil negativado também é evidente quando se compara o crescimento do PIB brasileiro durante os governos petistas com a média simples e a mediana das taxas de crescimento dos 186 países que são membros do FMI e que representam um painel muito representativo da economia mundial.
A taxa média durante os governos Lula e Dilma (3,6%) é menor que a média simples (4,6%) e a mediana (4,4%) das taxas de crescimento dos 186 países. A taxa de crescimento brasileiro é menor que a média simples e a mediana da economia mundial em dez e sete anos dos 12 anos, respectivamente.
O fraco crescimento da economia brasileira durante os governos petistas está diretamente associado às baixas taxas de investimento, ressalta Gonçalves. A taxa média de investimento do Brasil no período 2003-14 é 18,8% enquanto a média e a mediana mundial (painel do FMI) são 23,9% e 22,5%, respectivamente.
Em todos os anos de governo petista, a taxa de investimento é menor que a média e a mediana do mundo. No painel de 170 países o Brasil ocupa a 126ª posição, média para o período 2003-14. (Amanhã, o social)

Comparações entre governos?


Escrevi este artigo em 2006. Olhem ai.

Segunda-feira, 17 de Julho de 2006

A penalização de várias gerações A diferença entre o remédio e o veneno é o tamanho da dose ministrada! Axioma popular.
Vamos fazer um protesto bem pragmático. Alguns números serão colocados até por serem bem interessantes e demonstrarem as assertivas e ilações desse texto.
Defendo há muito a tese que minha geração e as que me sucederam foram perdidas no contexto econômico e das oportunidades. Isto acaba desaguando em outras tragédias sociais como desemprego, aumento da violência, etc. Quem viveu o “milagre econômico” de 70 sabe do que se trata.
A análise baseia-se em dados do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que nada mais é que a soma de todas as riquezas do país.Se estivermos produzindo e gerando riqueza é fácil enxergar os atores e seus papeis. Quando o país cresce, as dificuldades da população quase sempre desaparecem ou são reduzidas. Claro que governar não é só fazer crescer um país, pois existem fatores exógenos, crises mundiais, fragilidade do estado, inflação e outras variáveis que determinam a qualidade e competência de um governante e sua equipe.
Existe estudo do Professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, muito interessante. Ele mede um índice denominado IDP (Índice de Desempenho Presidencial) e leva em consideração parâmetros para avaliação e julgamento dentro do critério estabelecido.Sem entrar em questões muito acadêmicas e técnicas, busquei somente o PIB, assumindo a premissa que ele por si só é alicerce para grandes benefícios a população, principalmente tratando-se de oportunidade, perspectivas de futuro, emprego e renda. Levantei o PIB médio dos governos passados de 1930 para cá. Por que? Pessoas nascidas antes de 1930 estão em sua maioria aposentadas ou fora do mercado. Queria demonstrar que pessoas nascidas na geração conhecida como “Baby Boom” (década de 50 e 60) foram penalizadas com crises econômicas e no caso do Brasil por desmandos e incompetência de governos.Quem nasceu em 70 e 80 ainda não enxergou o que é prosperidade apesar de sua plenitude para o trabalho. È clara como a luz do sol a questão que demonstra que de 1980 até 2005 tivemos pífios indicadores do PIB, excetuando 3 anos do governo Itamar em 92, 93 e 94.O que por si só não representa nada como geração de emprego e renda. Olha o quadro abaixo que fica clara a afirmação supra.
Presidente
Período de governo
PIB Médio nos anos governados
Getúlio
30/34-34/45-51/54
4,8%
Gaspar Dutra
46/51
7,6%
Nereu Ramos/Café Filho
54/55
8,8%
JK
56/61
8,2%
Jânio
61
8,6%
Jango
61/64
3,5%
Castelo Branco
65/67
4,2%
Costa e Silva
67/69
7,8%
Médici
69/74
10,88%
Geisel
74/79
6,69%
Figueiredo *
79/85
2,51%
Sarney
85/90
3,28%
Collor
90/92
-1,3%
Itamar **
92/95
5,3%
FHC
95/2002
2,4%
Lula***
2003/2007
2,5%
* - Aqui começa o calvário das gerações nascidas em 50, 60, 70 e 80. Pois quem nasceu em 80 e hoje se encontra com 25 anos não viu o país crescer, perdendo suas oportunidades em plena capacidade de trabalho.
** - Aqui tivemos três anos de prosperidade com a estabilização da moeda e o Plano Real. É muito pouco para um país continental como o nosso com índices demográficos e vegetativos altos. O Brasil precisaria crescer no mínimo 3,5% ao ano para atender suas demandas de justiça social, geração de emprego e renda atendendo a população entrante.
*** - A Projeção para o Governo Lula é nebulosa. Com índices projetados para o ano que vem, o máximo que atingiria seria um crescimento médio de 2,5%. Isso se o Brasil crescer 3,5 % ano que vem. Se acontecer problemas como os verificados agora, podemos ter a média ainda mais baixa.
Os números falam por si só. Quem viveu momentos de prosperidade no Brasil sabe do que estamos falando e das potencialidades perdidas desde 1980 até os dias atuais.A recente queda do PIB em contrafluxo da economia mundial e a potencialidade perdida são estarrecedores. Exemplos fulgentes como China e Korea do Sul e recuperação de vários paises sul-americanos que poderiam ser comparados a nós no contexto analisado são a prova que andamos na contramão.
Podemos afirmar que pelo PIB médio, os piores presidentes do Brasil de 1930 para cá foram: Collor, Figueiredo, FHC, Lula (tudo projeta assim) e Sarney. Nota-se que tudo isso aconteceu de 1980 para cá. Por estudos do Professor Reinaldo Gonçalves, de 1900 até 2005, poucos fariam parte desta tenebrosa lista dos campeões do flagelo econômico do Brasil.
Neste momento temos ventos favoráveis na economia mundial e aqui no Brasil queda e decepção com nossos indicadores. É um momento de refletirmos se não estamos vivendo algo de errado há muito tempo, precisamente 20 anos. O que mais dói é nossa capacidade de assistir tudo isso, com a sensação de ter o tempo perdido sem mais ser alcançado.
Se até nossos filhos foram penalizados por crises políticas e desmando dos dirigentes, só nos resta torcer que nossos netos possam buscar e viver um país melhor.
Não podemos ter ilusão que estados assistencialistas recursos abundantes para investimentos voltarão a existir, mas a esperança que alguma saída seja encontrada é grande. O maior imposto e juros que existem são os colocados para o jovem brasileiro, com a desesperança e falta de perspectivas. As oportunidades, a geração de emprego e renda são peças fundamentais no combate a pobreza. O que assistimos há muitos tempos são discursos e programas assistencialistas que funcionam nas lousas dos ministérios em Brasília e nas estatísticas que convêm aos pares que as divulgam.Se não crescemos pelo menos 3,5% ao ano, estamos cometendo a injustiça social com nossos jovens e entrantes no mercado de trabalho e não podemos permitir mais. Afinal somos vítimas desta arma.

sábado, fevereiro 02, 2013

NY abaixo de zero

Hoje 02/02/2013.

USA

Saindo de NY. Muito frio, mas NY ê sempre NY.
Os EUA devem bombar este ano, tudo muito positivo, Down Jones bate recorde corroborando o otimismo. O mundo agradece.
No Brasil vi uns dados de taxa de desemprego em BH e Porto Alegre que suscitam bons ventos, mas controvérsias. 3,5% ê histórico e bom, mas não acho que seja sustentável. A industria caiu 2,7% em 2012 e este indicador de desemprego deve ser o serviço. Alerta: pode ser temporário.
O Brasil ainda não esta mostrando consistência para ir bem em 2013, no ritmo global que deve ser puxado pelos EUA.
Espero estar errado. Vamos acompanhando, mas saio daqui com a sensação de que o vento será bom e a favor. Vi muitas empresas contratando, e o Down Jones se antecipa ao crescimento.
Vou postar a temperatura daqui para ficar registrado.
Há muito não vejo NY tão fria, nem sei se já peguei frio aqui assim.

Murilo Prado Badaró
By iPhone

domingo, janeiro 20, 2013

Caminhamos para Estagflação?


Li este artigo e fiquei preocupado. Clique e leia. - O título: Is Brazil Heading for Stagflation?

A estagflação é o pior do mundos: Inflação com recessão.

Uma parte:
Nós acreditamos que uma quebra estrutural na tendência de crescimento dos investimentos fixos é uma das principais causas do desempenho decepcionante do PIB real no Brasil.
 Identificamos esta pausa como acontecendo no início de 2012, exatamente quando o governo intensificou sua militância anunciando medidas protecionistas e de novas iniciativas de intervenção do setor.
Se o governo mantém o seu curso, e não consegue reacender espíritos investidores, investimentos fixos deve permanecer deprimido e a economia brasileira corre o risco de entrar em estagflação.

Ou seja, analistas internacionais criticam as intervenções recentes do governo e acusam como baixa do apetite de investidores. Natural e apavorante. Os investidores acompanham notícias do Brasil nestes veículos.

Considerando que as perspectivas de crescimento para 2013 não são boas, e a sinalização da inflação acendeu a luz amarela. Este quadro pode ser real. Espero que não seja.

O governo usa juros para combater inflação, mas em cenário de crescimento baixo nada poderá fazer. Esta é uma das armadilhas que nos esperam este ano.
Investidores estão cabreiros, piora o cenário de crescimento. O consumo e o crédito usados como ferramenta pelo governo já estão praticamente esgotados.
O desconto na energia, medida louvável por cortar encargos, pode ir para o ralo. Primeiro pelo custos da geração térmica,. segundo porque as indústrias podem não passar aos preços alegando já estarem sufocadas. Parte deste desconto pode ir ao consumo, continuando a tese deles de crescer assim, criar a ilusão que o Brasil melhorou e o povão também, mas sem sustentabilidade como 2012 começou a mostrar.

Estamos em uma encruzilhada que precisa esforço do governo em resgatar a credibilidade de não intervir na economia (como a MP 579) e trazer investimentos externos, mas o cenário será duro.
A manobra contábil para fechar o superavit primário denegriu ainda mais nossa imagem.
Precisamos cortar gastos públicos para frear a inflação, já que os juros devem ficar baixos na tentativa de promover crescimento. Petistas não gostam de cortar gastos, ao contrário.
Enfim, vamos torcer, mas o ano não começou com boas projeções, inclusive dentro do próprio governo.

Estagflação pode ser exagero, mas não pode ser descartado. Uma coisa é certa, e espero que esteja errado, 2013 pode ser ruim para todos nós. A conta que venho falando pode estar chegando forte.
Alguns críticos mais ácidos já falam que eles derrubaram os pilares da estabilização (metas de inflação, câmbio e superavit primário) e temos que convir que ambos foram para o espaço.
O projeto pessoal de Lula e de poder do PT pode ter feito um estrago maior do que imaginamos.

Inflação é o pior dos impostos e crescimento baixo a pior das injustiças sociais.

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Comparativo simples entre o apagão de 2001 e a ameaça de 2013


Sem entrar em números precisos e evitando entrar demais em detalhes técnicos, vou tentar colocar algumas informações para que as pessoas possam entender um pouco o que acontece agora e o que aconteceu em 2001.
Como todos podem ver, nossa matriz energética de eletricidade é uma das mais limpas do mundo, se não for a mais limpa. As fontes são na grande maioria renováveis. Isso é bom, mas tem o outro lado da moeda, como é o caso aqui: Dependemos de água.
O setor tem tecnicamente dois períodos:
  1. Período úmido (U): será de 5 (cinco) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de dezembro de um ano a abril do ano seguinte; 
  2.  Período seco (S): será de 7 (sete) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de maio a novembro.
A água conseguida nos reservatórios durante as chuvas é usada no período seco e dai é importante de uma gestão competente para saber operar o sistema que é todo interligado atualmente. SIN é o nome, operado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema)- Clique e veja mais
Obs: Nosso sistema é um dos mais respeitados do mundo por esta interligação colossal.

As UTEs (Termoelétricas) usam carvão e combustível fóssil Óleo diesel e óleo Rasf) são consideradas de back up e para eventualmente alguma manobra do sistema. As usinas nucleares rodam normalmente aqui e em muitos países como a França são a base de sua matriz. Nos EUA a base é carvão e petróleo, China carvão e por ai vai, aqui a água.
O Brasil tem  várias  UHEs (Usina Hidroelétricas)140 usinas e previsão de mais 71 até 2017, destas todas, instaladas e em instalação, 28 são na região Amazônica. Existem também diversas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), inclusive relevadas há muito tempo por este modelo, O Brasil tem hoje um total de quase 2.475 empreendimentos gerando energia em fontes diversas, quase que 99% operados pelo ONS, porque alguns menores não são.
Detalhes, nosso centro de carga é o Sudeste e depois o Sul, aliás 70% de nosso PIB está localizado nestas duas regiões.
Para se evitar custos de transporte da energia, a transmissão, que custa caro e tem perdas, nossas usinas principais estão nesta região e Itaipu no sul. A Bacia do Rio Grande é a principal com, se não me engano, 14 usinas UHE. Para vocês terem uma idéia, as usinas do Rio Madeira, Santo Antônio e Girau vão ter linhas de 3.000 km para trazer energia até o centro da carga  aqui no Sudeste.
Um dado importante, sem entrar em dados muito técnicos: Existe um negócio chamado fator de capacidade, por exemplo, em média, das UHEs digamos 55%, das UTEs, 85%, da Eólica 35%, da solar 18%. Estes números são a ordem de grandeza das fontes porque para dar o exato FC da usina e da fonte precisa-se de mais dados e informações.
Enfim, ter uma capacidade instalada não significa que temos toda este energia para produzir e consumir e além disso as fontes tem produção sazonal, que não entrarei em detalhes porque é complexo. É PRECISO ADMINISTRAR E GERENCIAR ESTA ENCRENCA TODA. 

Em 2001 - Tínhamos um potencia instalada de  70 mil MW e em 2000 eramos o décimo segundo consumo mundial de energia. O Sistema não era totalmente interligado, faltavam linhas de transmissão em alguns sub-sistemas.
Havia algumas mudanças no modelo que relevaram a questão de planejamento e coincidentemente nesta época começou  o aumento do embate entre ambientalistas e autoridade e empreendedores que suscitaram atrasos em obras. Resultado: Não veio a chuva, os reservatório principais não tiveram a reposição do combustível, as obras planejadas furaram o cronograma, a água foi pouca e não tínhamos as UTEs para segurar a onda do sistema.Resultado: Crise enorme.
Detalhe interessante: No Sul os reservatórios vertiam água, mas por falta de linhas de transmissão não puderam trazer esta energia e amenizar o problema aqui no Sudeste. Naquela época, Janeiro de 2001, os reservatórios estavam com 28% da capacidade. Em julho de 2001 foi decretado o racionamento ou gestão da crise como falaram. Duraria até setembro de 2002, mas choveu muito em dezembro de 2001 e em fevereiro ele foi suspendo. O Brasil perdeu uma montanha de dinheiro, empresas, sociedade, todo mundo. Estima-se mais de 50 bilhões de reais, mas acho que este número é incomensurável.
Uma nota: A crise foi antecipada e muito bem gerenciada por Pedro Parente, chefe da casa civild e FHC. Se não fosse a gestão competente do comitê criado, o estrago seria maior. Isso custou caro a imagem de FHC e a eleição de Serra em 2002.
O Brasil cortou 20% da carne energética.


Em 2013 - Olhem os dados de nossos reservatórios- Fonte G1- Clique e leia:  Eles estão em níveis pré racionamento de 2001, ou seja com 28% da capacidade.
Algumas observações:
Nossa capacidade instalada hoje é de 120 mil MW, existem linhas de transmissão interligando todo sistema, mas os reservatório do Sul não estão bem como em 2001, ou seja o quadro é um pouco pior neste cenário.
Existem as UTEs. São 68 usinas, muitas delas criadas no apagão de 2001. Elas deveriam servir de backup como falamos, mas atualmente estão rodando, desde outubro de 2012.
Um dado importantíssimo: Vamos dizer que o custo médio da energia em geral (UHE, éolica, etc) é de R$ 100,00 por MW/h (é médio porque depende de outras variáveis para se dar o número preciso). O das UTE são em média R$ 600,00 MW/h e em alguns casos até mais, este é o médio.
Dai o problemão e o porque temos que usar a água. Quando as térmicas são usadas, o Brasil paga por isso e caro. Quanto mais usada, mais caro fica.

As chuvas virão, não temos dúvidas, mas a questão é quanto vai chover e quanto vai recompor os reservatórios. Segundo informações que ouvi, não mencionarei a fonte, se chover neste período que falta 80% da média do ano passado, ainda assim precisaremos das térmicas durante o ano de 2013, porque só seriam recompostos 50% do estoque de água.

O que aconteceu? Os reservatórios estavam bem, o Brasil não cresceu (PIb de 1% em 2012), o que houve?

É difícil precisar porque o setor elétrico é complexo demais, mas algumas conclusões falam de má gestão do SIN.
Uma outra tese vai na linha do viés ideológico de segurar tarifas, a tal modicidade tarifária, e para não jogar custos das UTEs e manter a modicidade, usaram mais água do que deveriam.
Outro problema é a questão de usinas a "fio d'água" com reservatório pequeno (por questões ambientais). Isso derruba a produtividade.
Atrasos de obras, por motivos diversos, inclusive questões ambientais de licenciamento, demandas jurídicas, MP, etc.
São muitas causas e a complexidade da questão não permite acusações ou conclusões precipitadas.
Uma coisa é certa: A crisew é séria. Existe um problema grave e complexo.
Estamos precisando de mais planejamento no Brasil, mesmo em outras áreas de infraestrutura.

Não deve haver racionamento, mas o problema persiste e deverá ser postergado para 2014.
Vamos continuar rezando e torcendo.
Como já disse e repito. Governos passam, modelos passam, mas a nação fica e precisamos pensar no futuro. Um apagão agora arrebenta este Brasil já tão cheio de problemas.

quarta-feira, janeiro 09, 2013

As eleições de 2014 começam agora?

Sim, é a resposta. Evidente que ainda em ritmo lento, mas nos bastidores as articulações estão se intensificando, na mídia a oposição começa a colocar sua cara atacando erros do governo.
Dilma enfrenta sérios problemas, não por culpa dela propriamente dito, mas por erros do passado recente.
Ela ainda é forte candidata, mesmo superando Lula, que eu simplesmente não acredito que vá colocar seu legado em jogo, ou melhor colocar em risco. Acho que muitas coisas ainda podem aparecer dele e seus companheiros.
A crise no setor elétrico é real, alertada há algum tempo, inclusive aqui. Culpa das chuvas? Claro que não, o Brasil padece de um mal em vários setores, principalmente na infraestrutura: Falta de Planejamento.
Assistencialismo dá voto, vide ai a história recente, mas a conta chega, veja exemplos mundiais e mais recentemente a Europa e os países socialistas que estão todos quebrados. O problema é que esta conta chega no futuro, quando estes políticos estão fora já, ai a conta é nossa, da nação.
Mas vamos lá, dá para especular, não digo prever o futuro, porque se pudesse estaria operando em Wall Street.

Candidatos prováveis:

  1. Pelo PT: Dilma ou Lula, com mais força para Dilma. Ela ainda é favorita, tem aceitação, mas enfrenta problemas sérios que podem atrapalhar seus planos. Em situação de desespero e pelo messianismo de Lula ela poderia ser para tentar "salvar" a pátria, dele e do PT.
  2. PSDB: Aécio é forte, Serra ainda pode querer atrapalhar ou até mesmo ir a um novo partido, mas ele esta morto politicamente. Perdeu várias eleições e como ex-governador e ex-prefeito com rejeição de 60%, ele não existe.
  3. PSB: A estrela Eduardo Campos desponta. Ele é cobiçado pelo PT e pelo PSDB, hoje tende a ir com o PT, mas ainda tem tempo e crises pela frente para uma decisão mais estratégica.
  4. PMDB: Deve ensaiar alguma coisa para se aliar a algum dos fortes, ele tende a ficar com o PT, mas se alguns meses antes sentirem que o barco pode estar furado, desembarcam e pular em outro, fácil. Eles não têm nomes que pudessem ter cacife para disputar solo.
  5. PSOL, PV: Devem lançar candidatos, como sempre, mas serão figurativos. Marina Silva foi um fenômeno isolado na última eleição que disputou, mais por rejeição aos outros. Hoje está sem partido e não acredito que tenha chance.
  6. Nanicos: Como sempre aparecem os oportunistas e arrivistas, mais como negócio do que como vocação política.
A surpresa e a minha previsão para ficar aqui registrado:

O PT enfrentará problemas e perderá sua dianteira. Aécio sabe que precisa atrair Eduardo Campos para ter chances reais, mesmo se o PT estiver mal das pernas. Ele poderá se compor deixar a cabeça da chapa para Eduardo campo, ficando de vice. Acabam a reeleição e ele vem em 2018. Isso pode agradar a estes dois mais fortes players hoje. Aécio é conciliador e Campos não é bobo. Escrevam ai, isso pode ocorrer de verdade e fica aqui minha previsão.
Se não acontecer, Aécio terá que concorrer, mas suas chances diminuem muito.
Claro que a política é dinâmica e como as nuvens, mudam a cada dia e a cada fato, exógeno ou endógeno.
Escândalos ainda podem aparecer, a popularidade de Dilma, Lula e o PT é instantânea, mas eles sabem que não podem se fiar só nisso e nas pesquisa de opinião. O jogo ainda não começou.
Acho que o PT, Dilma ou Lula estão e terão ainda com desgaste de material, como dizem, muito tempo no poder. Vide as votações recentes e pelo mapa de votos podemos concluir que o Brasil está literalmente dividido.
Vamos acompanhar a partir de agora, mas esta BOMBA se acontecer, estará registrada e escrevam ai. É a chance de derrotar o PT.

terça-feira, janeiro 08, 2013

O colapso na infra estrutura do Brasil - Rodovia Regis Bitencourt



Há muito vários segmentos reclamam da infraestrutura nacional. A opção pelo consumo como acelerador da economia em detrimento dos investimentos pesados na infra pode ser um dos problemas deste ponto a que chegamos, mas na minha teoria é outro. A FALTA DE PLANEJAMENTO.
 Não basta as histórias que ouvimos (ainda não vi pessoalmente) o problema da armazenagem e das estradas no MT, MS e TO da nossa safra agrícola. Segundo relatos de amigos que viveram a situação e matérias da mídia, o caos é total e bilhões são perdidos em tempo,desgastes e prejuízos mesmo.
Os aeroportos sou testemunha, tenho viajado muito e sou testemunha. Não temos mais capacidade para suportar a situação atual. Porque os EUA tão colossal têm raríssimos problemas nesta área?
As estradas, menos mal que foram privatizadas recentemente, estão ainda péssimas.Se melhoraram na qualidade das via, menos buracos, menos problemas, ainda gostaria de saber o que fazer para suportar o crescimento que experimentamos há alguns anos. Agora sou testemunha e posso contar, mais abaixo relatarei a minha verve para esta postagem.
Nos portos, o caos impera, mesmo com algumas iniciativas de melhoria, privatizações e expansão, mas temos o maior custos mundial ainda, em dinheiro e tempo.
O setor elétrico está em polvorosa com os riscos de racionamento, e celeumas diversas na busca de coisas que podem funcionar nas lousas, mas não no mundo real.
Andei estas férias na Régis Bitencourt, FIQUEI ESTARRECIDO, CHOCADO. Achei que era a época no ano, férias, festa, mas não é. NUNCA MAIS espero fazer isso. É risco de morte.
Veja a rodovia: Regis Bitencourt.

  1. São 496  KM ligando SP ao PR, ou seja, o Sudeste ao Sul do país.
  2. 72% do PIB nacional esta localizado no SUL e Sudeste.
  3. Não existe opção para ir de SP ao Sul ou vice versa sem passar pela Regis Bitencourt.
  4. A estrada fundada em 1961 mantem seu trajeto original com algumas poucas reformas.
  5. Menos mal que foi privatizada em 2006, mas em um modelo questionável por muitos. Quais são os investimentos  previstos? A Serra do Cafezal previa duplicação, mal e porcamente esta cheia de remendos.
  6. O tráfego de caminhões é impressionante, só vendo para contar. Sou testemunha e posso falar.
  7. Os engarrafamentos pelo excesso de tráfego são de parar horas. 
  8. Alguns trechos a velocidade média é de 40 km hora.
Ficaria aqui falando horas dos riscos e desmandos  mesmo estando a estrada privatizada, pois imagino o deveria ser antes.
O estres, os riscos de acidente a cada momento, as vidas perdidas não entrarão nesta minha estatística imaginária do prejuízo que o Brasil tem com esta rodovia.
Agora vamos lá na ferida:
  1. Como falar em trem bala de 40 bilhões de reais, 12 estádios para copa do mundo, olimpíadas  e esquecer de fazer uma nova estrada para as duas principais regiões do Brasil?
  2. Como falar em Brasil de todos quando nossa infraestrutura está em frangalhos e a prova para mim foi esta rodovia.
O governo e os xiitas vão dizer que as estradas estão lotadas porque o Brasil melhorou. Ok, não discuto isso. O Brasil de todos não fez mais de que sua obrigação, pois tudo foi ao seu favor, inclusive uma grande parte feita por outros governos e expropriadas por eles. Algumas opções foram equivocadas em algumas linhas de ação. Já defendi diversas vezes Lula, o PT e a Dilma, mas acho que seus erros ficaram maiores.
Eu não acredito em justiça social sem crescimento econômico SUSTENTÁVEL, não bolha com interesses populistas. Sem infraestrutura isso não existe. Muitos falam nisso há algum tempo: Não temos condições de crescer mais por gargalos na infraestrutura. Sou testemunha e posso contar. A Regis Bittencourt é a prova viva de que precisamos pensar e planejar a longo prazo. Isso foi a prova cabal de que estamos muito mal mesmo. 70% de nosso PIB tem custos elevados e riscos diversos por conta da logística rodoviária.
Se fizemos no passado opção errada pelas rodovias, agora é preciso remediar o problema. As privatizações são um pequeno alento, mas precisamos mais, esforço e planejamento do governo.
Sinceramente, eu abriria mão de alguns estádios, insanamente projetados para a copa, para fazer uma nova via de acesso paralela a Regis Bitencourt e se não der o dinheiro tira de outros lugares. Para o futuro deste Brasil ser como esperamos, com justiça social, oportunidade para todos e crescimento REAL de renda só com infraestrutura e planejamento.
 O resto é sofisma e conversa eleitoreira, marca que assistimos há muito tempo.
Não sei o que estão pensando lá em BSB, mas fica aqui registrado minha indignação e meu protesto.
Sou Brasileiro, torço para o Brasil. Os governos são transitórios, a nação não. Como cidadão não posso me calar, mesmo quando recebo agressões de xiitas e radicais que não enxergam um palmo a frente de seu nariz.

as confirmações das previsões de 2012 e as previsões de 2013




Como faço todo ano, olhem ai: Previsões 2012

Vamos lá, deixando claro que se todo mundo pudesse prever o futuro dos indicadores, o mundo seria outro, e eu pessoalmente estaria em Wall Street operando no mercado de NY.
Para nenhum "xiita" atacar vai ai a fonte: BOLETIM FOVUS do BC: Boletim Focus- 28/12/2012

Previsões para 2012
IPCA- 6,45% - 5,73% - Abaixo do previsto
IGP- 6,0% - 7,60% - Acima e estouro das metas
Juros- 11,00% - 7,25%  - Bem abaixo e explica-se pela ameaça de inflação, tanto que a meta foi estourada
US$ - 1,65 - 2,08 R$ com média de 1,96 R$, bem acima do previsto, e em tese deveria ajudar na balança comercial, que registrou péssima performance. Nota-se aqui isso pode ter ajudado na aceleração da inflação.
PIB- 3,5% - 0,98% - Fracasso total - Enquanto os BRICs bombaram nos patinamos
Saldo Comercial- US$ 12 bilhões ( vi projeção de US$ 3 a US$ 22). - 19,3 bilhões, abaixo das expectativas


Previsões 2013 - Fonte Focus janeiro 2013 e dados do mercado- Focus jan 2013

IPCA- 5,45%
IGP- 5,29 %
Juros- 7,5%
US$ - 1,85%
PIB- 3,0%
Saldo Comercial- US$ 14,6 bilhões


Comentários: Em 2012 tivemos problemas sérios de ameça da inflação. Não podemos precisar se pelo aumento do dólar ou pelo consumo que aliás está no final da sua reta ascendente.
O pior cenário é inflação com retração e isso aconteceu no Brasil. O Pibinho de 0,98% forçou o governo a abaixar juros que em outra mão incendeia a inflação.
A nota triste deste ano que passou foi o desempenho da indústria: - 2,36% (negativo).
Já disse aqui várias vezes: Não aproveitamos os ventos mundiais, apostamos no viés do consumo e crédito, ele se esgota e a prova esta ai. O crescimento econômico precisa ser sustentável, não pode ser transitório e servir interesses pessoais e eleitoreiros.

Para 2013- O Boletim Focus de Janeiro de 2013 (ele muda sempre e é dinâmico) prevê alguns números que me parecem otimistas demais.
Os indicadores de preços parecem em ascensão (isso é ameaça de inflação). Juros baixos que estimulam o crescimento podem ser problema sério porque o governo por conta da inflação e alta de preço terá que subi-los. Cambio estimado abaixo dos níveis de hoje, acho que o cenário hoje não recomendaria cairmos dos R$2,00, mas tomara que cais aos níveis projetados. Isso ajuda no combate a inflação.
PIB a 3% é otimista demais. Vi várias projeções negativas, enquanto alguns sustentam esta faixa de 3 a 3,5%...Mantega fala em 4%, ou falava pelo menos.
O saldo da balança acho que está subestimado nesta projeção. Como o câmbio está bem e as perspectivas mundiais são boas, melhores que 2012, podemos ter boas surpresas. A nota aqui é que o saldo de  nossa balança está muito atrelada a commodities e dependemos muito da Ásia, especialmente China.

A nota triste deste começo de ano é o risco de racionamento pelo nível dos reservatórios do setor elétrico. Segundo vemos na mídia eles estão no nível de 2001 quando tivemos o problema que arrebentou com o Brasil. Só São Pedro nos salva segundo a mídia.
Acho que o colapso na infraestrutura é geral no Brasil. Vou escrever sobre isso. Temos problemas sérios nos portos, estradas, aeroportos e energia, por isso fica difícil imaginar um PIB de 3,5% este anos. Espero estar errado.

quinta-feira, novembro 15, 2012

A MP 579 e algumas considerações

Para quem não sabe a MP 579 lançada pelo governo é para mudanças no setor elétrico.
Claro que existem boas intenções e algumas coisas importantes, mas o consenso é que meteram os pés pelas mãos.
Olhem esta: Confusão jurídica e quebra de contratos

Na verdade existem 500 emendas na MP antes de ser votada. Como diz um amigo, a professora dá uma prova e todos os alunos tiram nota zero. Quem está errado?
A chuva de contestações em cima da MP já mostra a celeuma.
Outro fato é o "blur" criado em muitas questões, indefinições, falta de regulamentações e falta de transparência ou explicações em algumas das regras criadas.
O setor elétrico está em pânico, principalmente as geradoras.
O prejuízo com a queda das ações é mais de R$ 20 bilhões, isso, mesmo bilhões.
Alguns pontos críticos na minha visão:
  1.  Perda de alavancagem das geradoras que podem comprometer a futura expansão. Os ativos eram garantia para fianciamentos, com a MP perdem estes ativos.
  2.  Indefinição em investimentos futuros dos ativos que passam as mãos do governo. Como ficará o reinvestimento se os operadores não são mais donos?
  3. Possível quebra de contrato na venda de energia entre os atores no mercado bilateral. Como ficam os contratos de longo prazo da "energia velha" destas usinas "repatriadas"?
  4. Indefinição de como serão administradas questões como a CCC (Conta Combustível) que acabou, mas não pode acabar na prática senão algumas cidades no norte do país ficam sem energia. E não são povoados, são cidades médias e algumas importantes.
Citaria outras, mas meu mote aqui é outro. A chance de fracassar a medida.

Por esta confusão toda, ações na justiça, etc...a chance desta medida naufragar é grande e existe.

Hoje constatei isso: Vejam ai -Governo já tem plano B para cortar tarifa elétrica se empresas não renovarem concessões


Governo estuda já alternativas para manter sua principal motivação, com viés político, a redução das tarifas.
Como já disse, existem coisas que podem ser aproveitadas na MP, inclusive ela foi lançada para resolver o problema grave das concessões que estariam vencendo.

Hoje já tem gente achando que seria melhor enfrentar a confusão e colocar as concessões em leilão como determina a constituição. Aliás, tentaram mexer na regra no passado e arrumaram celeuma que agora com uma maior ainda estão querendo consertar.

No mínimo isso esta sendo visto como quebra de regras. Para investidores configura insegurança e isso é ruim para a imagem do país. A incerteza em empreendimentos de longo prazo é problema sério, principalmente para o capital externo que está fortemente presente no setor elétrico nacional.
Agora é fazer do limão a limonada, alguns estragos estão feitos e são irreparáveis. Triste Brasil