sábado, fevereiro 23, 2013

Lula x FHC, a verdade.

Olhem este artigo.

O outro lado, por Merval Pereira

Merval Pereira, O Globo
E, se em vez de insistirmos na comparação entre os governos petistas e os do PSDB dos últimos 20 anos, fizéssemos uma análise mais abrangente, com as comparações da performance brasileira nos últimos dez anos com a própria performance dos governos ao longo da nossa História e, além disso, com as demais economias do mundo, inclusive dos países emergentes?
O professor titular de Economia Internacional da UFRJ Reinaldo Gonçalves se propôs a se distanciar da polarização PT-PSDB para analisar a economia brasileira e os avanços sociais nos dez anos de governos petistas, e encontrou quadro bastante desolador, distante da propaganda oficial, a que deu o título “Brasil negativado, Brasil invertebrado: legado de dois governos do PT”.
A “negatividade” é informada por inúmeros indicadores de desempenho da economia brasileira que abarcam o país, o governo, as empresas e as famílias. O “invertebramento” envolve a estrutura econômica, o processo social, as relações políticas e os arranjos institucionais.
Essa trajetória é marcada, segundo Gonçalves, na dimensão econômica, por fraco desempenho; crescente vulnerabilidade externa estrutural; transformações estruturais que fragilizam e implicam volta ao passado; e ausência de mudanças ou de reformas que sejam eixos estruturantes do desenvolvimento de longo prazo.
Na avaliação do crescimento da renda durante os governos do PT, o professor classifica de “fraco desempenho pelo padrão histórico brasileiro e pelo atual padrão internacional”. A taxa secular de crescimento médio real do PIB brasileiro no período republicano é 4,5%, e a taxa mediana é 4,7%. No governo Lula, a taxa obtida é 4%, enquanto as estimativas e projeções do FMI para o governo Dilma informam taxa de 2,8%.
O resultado é claramente negativo: no ranking dos presidentes do país, Lula está na 19ª posição, e Dilma tem desempenho ainda pior (24ª), em um conjunto de 30 presidentes com mandatos superiores a um ano. Resultados que não são compensados pelo fato de o governo Fernando Henrique estar em 27ª posição, com o crescimento médio de 2,3%.
O Brasil negativado dos governos do PT também é evidente quando se observam os padrões atuais de desempenho da economia mundial, ressalta Gonçalves. Durante os governos petistas, a taxa média anual de crescimento do PIB (considerando as estimativas e projeções do FMI para os dois últimos anos do governo Dilma) é 3,6%.
No período 2003-2014, a estimativa é que a economia mundial cresça à taxa média anual de 3,8%; no caso dos países em desenvolvimento, essa taxa deverá ser de 6,4%.
Portanto, salienta Gonçalves, o Brasil negativado é evidente quando se constatam não somente essas diferenças como dois outros fatos: em seis dos 12 anos do período 2003-14, a taxa de crescimento da economia brasileira é menor do que a taxa média mundial; e, em todos os anos, a taxa de crescimento do PIB brasileiro é menor do que a média dos países em desenvolvimento.
O Brasil negativado também é evidente quando se compara o crescimento do PIB brasileiro durante os governos petistas com a média simples e a mediana das taxas de crescimento dos 186 países que são membros do FMI e que representam um painel muito representativo da economia mundial.
A taxa média durante os governos Lula e Dilma (3,6%) é menor que a média simples (4,6%) e a mediana (4,4%) das taxas de crescimento dos 186 países. A taxa de crescimento brasileiro é menor que a média simples e a mediana da economia mundial em dez e sete anos dos 12 anos, respectivamente.
O fraco crescimento da economia brasileira durante os governos petistas está diretamente associado às baixas taxas de investimento, ressalta Gonçalves. A taxa média de investimento do Brasil no período 2003-14 é 18,8% enquanto a média e a mediana mundial (painel do FMI) são 23,9% e 22,5%, respectivamente.
Em todos os anos de governo petista, a taxa de investimento é menor que a média e a mediana do mundo. No painel de 170 países o Brasil ocupa a 126ª posição, média para o período 2003-14. (Amanhã, o social)

Comparações entre governos?


Escrevi este artigo em 2006. Olhem ai.

Segunda-feira, 17 de Julho de 2006

A penalização de várias gerações A diferença entre o remédio e o veneno é o tamanho da dose ministrada! Axioma popular.
Vamos fazer um protesto bem pragmático. Alguns números serão colocados até por serem bem interessantes e demonstrarem as assertivas e ilações desse texto.
Defendo há muito a tese que minha geração e as que me sucederam foram perdidas no contexto econômico e das oportunidades. Isto acaba desaguando em outras tragédias sociais como desemprego, aumento da violência, etc. Quem viveu o “milagre econômico” de 70 sabe do que se trata.
A análise baseia-se em dados do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que nada mais é que a soma de todas as riquezas do país.Se estivermos produzindo e gerando riqueza é fácil enxergar os atores e seus papeis. Quando o país cresce, as dificuldades da população quase sempre desaparecem ou são reduzidas. Claro que governar não é só fazer crescer um país, pois existem fatores exógenos, crises mundiais, fragilidade do estado, inflação e outras variáveis que determinam a qualidade e competência de um governante e sua equipe.
Existe estudo do Professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, muito interessante. Ele mede um índice denominado IDP (Índice de Desempenho Presidencial) e leva em consideração parâmetros para avaliação e julgamento dentro do critério estabelecido.Sem entrar em questões muito acadêmicas e técnicas, busquei somente o PIB, assumindo a premissa que ele por si só é alicerce para grandes benefícios a população, principalmente tratando-se de oportunidade, perspectivas de futuro, emprego e renda. Levantei o PIB médio dos governos passados de 1930 para cá. Por que? Pessoas nascidas antes de 1930 estão em sua maioria aposentadas ou fora do mercado. Queria demonstrar que pessoas nascidas na geração conhecida como “Baby Boom” (década de 50 e 60) foram penalizadas com crises econômicas e no caso do Brasil por desmandos e incompetência de governos.Quem nasceu em 70 e 80 ainda não enxergou o que é prosperidade apesar de sua plenitude para o trabalho. È clara como a luz do sol a questão que demonstra que de 1980 até 2005 tivemos pífios indicadores do PIB, excetuando 3 anos do governo Itamar em 92, 93 e 94.O que por si só não representa nada como geração de emprego e renda. Olha o quadro abaixo que fica clara a afirmação supra.
Presidente
Período de governo
PIB Médio nos anos governados
Getúlio
30/34-34/45-51/54
4,8%
Gaspar Dutra
46/51
7,6%
Nereu Ramos/Café Filho
54/55
8,8%
JK
56/61
8,2%
Jânio
61
8,6%
Jango
61/64
3,5%
Castelo Branco
65/67
4,2%
Costa e Silva
67/69
7,8%
Médici
69/74
10,88%
Geisel
74/79
6,69%
Figueiredo *
79/85
2,51%
Sarney
85/90
3,28%
Collor
90/92
-1,3%
Itamar **
92/95
5,3%
FHC
95/2002
2,4%
Lula***
2003/2007
2,5%
* - Aqui começa o calvário das gerações nascidas em 50, 60, 70 e 80. Pois quem nasceu em 80 e hoje se encontra com 25 anos não viu o país crescer, perdendo suas oportunidades em plena capacidade de trabalho.
** - Aqui tivemos três anos de prosperidade com a estabilização da moeda e o Plano Real. É muito pouco para um país continental como o nosso com índices demográficos e vegetativos altos. O Brasil precisaria crescer no mínimo 3,5% ao ano para atender suas demandas de justiça social, geração de emprego e renda atendendo a população entrante.
*** - A Projeção para o Governo Lula é nebulosa. Com índices projetados para o ano que vem, o máximo que atingiria seria um crescimento médio de 2,5%. Isso se o Brasil crescer 3,5 % ano que vem. Se acontecer problemas como os verificados agora, podemos ter a média ainda mais baixa.
Os números falam por si só. Quem viveu momentos de prosperidade no Brasil sabe do que estamos falando e das potencialidades perdidas desde 1980 até os dias atuais.A recente queda do PIB em contrafluxo da economia mundial e a potencialidade perdida são estarrecedores. Exemplos fulgentes como China e Korea do Sul e recuperação de vários paises sul-americanos que poderiam ser comparados a nós no contexto analisado são a prova que andamos na contramão.
Podemos afirmar que pelo PIB médio, os piores presidentes do Brasil de 1930 para cá foram: Collor, Figueiredo, FHC, Lula (tudo projeta assim) e Sarney. Nota-se que tudo isso aconteceu de 1980 para cá. Por estudos do Professor Reinaldo Gonçalves, de 1900 até 2005, poucos fariam parte desta tenebrosa lista dos campeões do flagelo econômico do Brasil.
Neste momento temos ventos favoráveis na economia mundial e aqui no Brasil queda e decepção com nossos indicadores. É um momento de refletirmos se não estamos vivendo algo de errado há muito tempo, precisamente 20 anos. O que mais dói é nossa capacidade de assistir tudo isso, com a sensação de ter o tempo perdido sem mais ser alcançado.
Se até nossos filhos foram penalizados por crises políticas e desmando dos dirigentes, só nos resta torcer que nossos netos possam buscar e viver um país melhor.
Não podemos ter ilusão que estados assistencialistas recursos abundantes para investimentos voltarão a existir, mas a esperança que alguma saída seja encontrada é grande. O maior imposto e juros que existem são os colocados para o jovem brasileiro, com a desesperança e falta de perspectivas. As oportunidades, a geração de emprego e renda são peças fundamentais no combate a pobreza. O que assistimos há muitos tempos são discursos e programas assistencialistas que funcionam nas lousas dos ministérios em Brasília e nas estatísticas que convêm aos pares que as divulgam.Se não crescemos pelo menos 3,5% ao ano, estamos cometendo a injustiça social com nossos jovens e entrantes no mercado de trabalho e não podemos permitir mais. Afinal somos vítimas desta arma.

sábado, fevereiro 02, 2013

NY abaixo de zero

Hoje 02/02/2013.

USA

Saindo de NY. Muito frio, mas NY ê sempre NY.
Os EUA devem bombar este ano, tudo muito positivo, Down Jones bate recorde corroborando o otimismo. O mundo agradece.
No Brasil vi uns dados de taxa de desemprego em BH e Porto Alegre que suscitam bons ventos, mas controvérsias. 3,5% ê histórico e bom, mas não acho que seja sustentável. A industria caiu 2,7% em 2012 e este indicador de desemprego deve ser o serviço. Alerta: pode ser temporário.
O Brasil ainda não esta mostrando consistência para ir bem em 2013, no ritmo global que deve ser puxado pelos EUA.
Espero estar errado. Vamos acompanhando, mas saio daqui com a sensação de que o vento será bom e a favor. Vi muitas empresas contratando, e o Down Jones se antecipa ao crescimento.
Vou postar a temperatura daqui para ficar registrado.
Há muito não vejo NY tão fria, nem sei se já peguei frio aqui assim.

Murilo Prado Badaró
By iPhone

domingo, janeiro 20, 2013

Caminhamos para Estagflação?


Li este artigo e fiquei preocupado. Clique e leia. - O título: Is Brazil Heading for Stagflation?

A estagflação é o pior do mundos: Inflação com recessão.

Uma parte:
Nós acreditamos que uma quebra estrutural na tendência de crescimento dos investimentos fixos é uma das principais causas do desempenho decepcionante do PIB real no Brasil.
 Identificamos esta pausa como acontecendo no início de 2012, exatamente quando o governo intensificou sua militância anunciando medidas protecionistas e de novas iniciativas de intervenção do setor.
Se o governo mantém o seu curso, e não consegue reacender espíritos investidores, investimentos fixos deve permanecer deprimido e a economia brasileira corre o risco de entrar em estagflação.

Ou seja, analistas internacionais criticam as intervenções recentes do governo e acusam como baixa do apetite de investidores. Natural e apavorante. Os investidores acompanham notícias do Brasil nestes veículos.

Considerando que as perspectivas de crescimento para 2013 não são boas, e a sinalização da inflação acendeu a luz amarela. Este quadro pode ser real. Espero que não seja.

O governo usa juros para combater inflação, mas em cenário de crescimento baixo nada poderá fazer. Esta é uma das armadilhas que nos esperam este ano.
Investidores estão cabreiros, piora o cenário de crescimento. O consumo e o crédito usados como ferramenta pelo governo já estão praticamente esgotados.
O desconto na energia, medida louvável por cortar encargos, pode ir para o ralo. Primeiro pelo custos da geração térmica,. segundo porque as indústrias podem não passar aos preços alegando já estarem sufocadas. Parte deste desconto pode ir ao consumo, continuando a tese deles de crescer assim, criar a ilusão que o Brasil melhorou e o povão também, mas sem sustentabilidade como 2012 começou a mostrar.

Estamos em uma encruzilhada que precisa esforço do governo em resgatar a credibilidade de não intervir na economia (como a MP 579) e trazer investimentos externos, mas o cenário será duro.
A manobra contábil para fechar o superavit primário denegriu ainda mais nossa imagem.
Precisamos cortar gastos públicos para frear a inflação, já que os juros devem ficar baixos na tentativa de promover crescimento. Petistas não gostam de cortar gastos, ao contrário.
Enfim, vamos torcer, mas o ano não começou com boas projeções, inclusive dentro do próprio governo.

Estagflação pode ser exagero, mas não pode ser descartado. Uma coisa é certa, e espero que esteja errado, 2013 pode ser ruim para todos nós. A conta que venho falando pode estar chegando forte.
Alguns críticos mais ácidos já falam que eles derrubaram os pilares da estabilização (metas de inflação, câmbio e superavit primário) e temos que convir que ambos foram para o espaço.
O projeto pessoal de Lula e de poder do PT pode ter feito um estrago maior do que imaginamos.

Inflação é o pior dos impostos e crescimento baixo a pior das injustiças sociais.

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Comparativo simples entre o apagão de 2001 e a ameaça de 2013


Sem entrar em números precisos e evitando entrar demais em detalhes técnicos, vou tentar colocar algumas informações para que as pessoas possam entender um pouco o que acontece agora e o que aconteceu em 2001.
Como todos podem ver, nossa matriz energética de eletricidade é uma das mais limpas do mundo, se não for a mais limpa. As fontes são na grande maioria renováveis. Isso é bom, mas tem o outro lado da moeda, como é o caso aqui: Dependemos de água.
O setor tem tecnicamente dois períodos:
  1. Período úmido (U): será de 5 (cinco) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de dezembro de um ano a abril do ano seguinte; 
  2.  Período seco (S): será de 7 (sete) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de maio a novembro.
A água conseguida nos reservatórios durante as chuvas é usada no período seco e dai é importante de uma gestão competente para saber operar o sistema que é todo interligado atualmente. SIN é o nome, operado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema)- Clique e veja mais
Obs: Nosso sistema é um dos mais respeitados do mundo por esta interligação colossal.

As UTEs (Termoelétricas) usam carvão e combustível fóssil Óleo diesel e óleo Rasf) são consideradas de back up e para eventualmente alguma manobra do sistema. As usinas nucleares rodam normalmente aqui e em muitos países como a França são a base de sua matriz. Nos EUA a base é carvão e petróleo, China carvão e por ai vai, aqui a água.
O Brasil tem  várias  UHEs (Usina Hidroelétricas)140 usinas e previsão de mais 71 até 2017, destas todas, instaladas e em instalação, 28 são na região Amazônica. Existem também diversas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), inclusive relevadas há muito tempo por este modelo, O Brasil tem hoje um total de quase 2.475 empreendimentos gerando energia em fontes diversas, quase que 99% operados pelo ONS, porque alguns menores não são.
Detalhes, nosso centro de carga é o Sudeste e depois o Sul, aliás 70% de nosso PIB está localizado nestas duas regiões.
Para se evitar custos de transporte da energia, a transmissão, que custa caro e tem perdas, nossas usinas principais estão nesta região e Itaipu no sul. A Bacia do Rio Grande é a principal com, se não me engano, 14 usinas UHE. Para vocês terem uma idéia, as usinas do Rio Madeira, Santo Antônio e Girau vão ter linhas de 3.000 km para trazer energia até o centro da carga  aqui no Sudeste.
Um dado importante, sem entrar em dados muito técnicos: Existe um negócio chamado fator de capacidade, por exemplo, em média, das UHEs digamos 55%, das UTEs, 85%, da Eólica 35%, da solar 18%. Estes números são a ordem de grandeza das fontes porque para dar o exato FC da usina e da fonte precisa-se de mais dados e informações.
Enfim, ter uma capacidade instalada não significa que temos toda este energia para produzir e consumir e além disso as fontes tem produção sazonal, que não entrarei em detalhes porque é complexo. É PRECISO ADMINISTRAR E GERENCIAR ESTA ENCRENCA TODA. 

Em 2001 - Tínhamos um potencia instalada de  70 mil MW e em 2000 eramos o décimo segundo consumo mundial de energia. O Sistema não era totalmente interligado, faltavam linhas de transmissão em alguns sub-sistemas.
Havia algumas mudanças no modelo que relevaram a questão de planejamento e coincidentemente nesta época começou  o aumento do embate entre ambientalistas e autoridade e empreendedores que suscitaram atrasos em obras. Resultado: Não veio a chuva, os reservatório principais não tiveram a reposição do combustível, as obras planejadas furaram o cronograma, a água foi pouca e não tínhamos as UTEs para segurar a onda do sistema.Resultado: Crise enorme.
Detalhe interessante: No Sul os reservatórios vertiam água, mas por falta de linhas de transmissão não puderam trazer esta energia e amenizar o problema aqui no Sudeste. Naquela época, Janeiro de 2001, os reservatórios estavam com 28% da capacidade. Em julho de 2001 foi decretado o racionamento ou gestão da crise como falaram. Duraria até setembro de 2002, mas choveu muito em dezembro de 2001 e em fevereiro ele foi suspendo. O Brasil perdeu uma montanha de dinheiro, empresas, sociedade, todo mundo. Estima-se mais de 50 bilhões de reais, mas acho que este número é incomensurável.
Uma nota: A crise foi antecipada e muito bem gerenciada por Pedro Parente, chefe da casa civild e FHC. Se não fosse a gestão competente do comitê criado, o estrago seria maior. Isso custou caro a imagem de FHC e a eleição de Serra em 2002.
O Brasil cortou 20% da carne energética.


Em 2013 - Olhem os dados de nossos reservatórios- Fonte G1- Clique e leia:  Eles estão em níveis pré racionamento de 2001, ou seja com 28% da capacidade.
Algumas observações:
Nossa capacidade instalada hoje é de 120 mil MW, existem linhas de transmissão interligando todo sistema, mas os reservatório do Sul não estão bem como em 2001, ou seja o quadro é um pouco pior neste cenário.
Existem as UTEs. São 68 usinas, muitas delas criadas no apagão de 2001. Elas deveriam servir de backup como falamos, mas atualmente estão rodando, desde outubro de 2012.
Um dado importantíssimo: Vamos dizer que o custo médio da energia em geral (UHE, éolica, etc) é de R$ 100,00 por MW/h (é médio porque depende de outras variáveis para se dar o número preciso). O das UTE são em média R$ 600,00 MW/h e em alguns casos até mais, este é o médio.
Dai o problemão e o porque temos que usar a água. Quando as térmicas são usadas, o Brasil paga por isso e caro. Quanto mais usada, mais caro fica.

As chuvas virão, não temos dúvidas, mas a questão é quanto vai chover e quanto vai recompor os reservatórios. Segundo informações que ouvi, não mencionarei a fonte, se chover neste período que falta 80% da média do ano passado, ainda assim precisaremos das térmicas durante o ano de 2013, porque só seriam recompostos 50% do estoque de água.

O que aconteceu? Os reservatórios estavam bem, o Brasil não cresceu (PIb de 1% em 2012), o que houve?

É difícil precisar porque o setor elétrico é complexo demais, mas algumas conclusões falam de má gestão do SIN.
Uma outra tese vai na linha do viés ideológico de segurar tarifas, a tal modicidade tarifária, e para não jogar custos das UTEs e manter a modicidade, usaram mais água do que deveriam.
Outro problema é a questão de usinas a "fio d'água" com reservatório pequeno (por questões ambientais). Isso derruba a produtividade.
Atrasos de obras, por motivos diversos, inclusive questões ambientais de licenciamento, demandas jurídicas, MP, etc.
São muitas causas e a complexidade da questão não permite acusações ou conclusões precipitadas.
Uma coisa é certa: A crisew é séria. Existe um problema grave e complexo.
Estamos precisando de mais planejamento no Brasil, mesmo em outras áreas de infraestrutura.

Não deve haver racionamento, mas o problema persiste e deverá ser postergado para 2014.
Vamos continuar rezando e torcendo.
Como já disse e repito. Governos passam, modelos passam, mas a nação fica e precisamos pensar no futuro. Um apagão agora arrebenta este Brasil já tão cheio de problemas.

quarta-feira, janeiro 09, 2013

As eleições de 2014 começam agora?

Sim, é a resposta. Evidente que ainda em ritmo lento, mas nos bastidores as articulações estão se intensificando, na mídia a oposição começa a colocar sua cara atacando erros do governo.
Dilma enfrenta sérios problemas, não por culpa dela propriamente dito, mas por erros do passado recente.
Ela ainda é forte candidata, mesmo superando Lula, que eu simplesmente não acredito que vá colocar seu legado em jogo, ou melhor colocar em risco. Acho que muitas coisas ainda podem aparecer dele e seus companheiros.
A crise no setor elétrico é real, alertada há algum tempo, inclusive aqui. Culpa das chuvas? Claro que não, o Brasil padece de um mal em vários setores, principalmente na infraestrutura: Falta de Planejamento.
Assistencialismo dá voto, vide ai a história recente, mas a conta chega, veja exemplos mundiais e mais recentemente a Europa e os países socialistas que estão todos quebrados. O problema é que esta conta chega no futuro, quando estes políticos estão fora já, ai a conta é nossa, da nação.
Mas vamos lá, dá para especular, não digo prever o futuro, porque se pudesse estaria operando em Wall Street.

Candidatos prováveis:

  1. Pelo PT: Dilma ou Lula, com mais força para Dilma. Ela ainda é favorita, tem aceitação, mas enfrenta problemas sérios que podem atrapalhar seus planos. Em situação de desespero e pelo messianismo de Lula ela poderia ser para tentar "salvar" a pátria, dele e do PT.
  2. PSDB: Aécio é forte, Serra ainda pode querer atrapalhar ou até mesmo ir a um novo partido, mas ele esta morto politicamente. Perdeu várias eleições e como ex-governador e ex-prefeito com rejeição de 60%, ele não existe.
  3. PSB: A estrela Eduardo Campos desponta. Ele é cobiçado pelo PT e pelo PSDB, hoje tende a ir com o PT, mas ainda tem tempo e crises pela frente para uma decisão mais estratégica.
  4. PMDB: Deve ensaiar alguma coisa para se aliar a algum dos fortes, ele tende a ficar com o PT, mas se alguns meses antes sentirem que o barco pode estar furado, desembarcam e pular em outro, fácil. Eles não têm nomes que pudessem ter cacife para disputar solo.
  5. PSOL, PV: Devem lançar candidatos, como sempre, mas serão figurativos. Marina Silva foi um fenômeno isolado na última eleição que disputou, mais por rejeição aos outros. Hoje está sem partido e não acredito que tenha chance.
  6. Nanicos: Como sempre aparecem os oportunistas e arrivistas, mais como negócio do que como vocação política.
A surpresa e a minha previsão para ficar aqui registrado:

O PT enfrentará problemas e perderá sua dianteira. Aécio sabe que precisa atrair Eduardo Campos para ter chances reais, mesmo se o PT estiver mal das pernas. Ele poderá se compor deixar a cabeça da chapa para Eduardo campo, ficando de vice. Acabam a reeleição e ele vem em 2018. Isso pode agradar a estes dois mais fortes players hoje. Aécio é conciliador e Campos não é bobo. Escrevam ai, isso pode ocorrer de verdade e fica aqui minha previsão.
Se não acontecer, Aécio terá que concorrer, mas suas chances diminuem muito.
Claro que a política é dinâmica e como as nuvens, mudam a cada dia e a cada fato, exógeno ou endógeno.
Escândalos ainda podem aparecer, a popularidade de Dilma, Lula e o PT é instantânea, mas eles sabem que não podem se fiar só nisso e nas pesquisa de opinião. O jogo ainda não começou.
Acho que o PT, Dilma ou Lula estão e terão ainda com desgaste de material, como dizem, muito tempo no poder. Vide as votações recentes e pelo mapa de votos podemos concluir que o Brasil está literalmente dividido.
Vamos acompanhar a partir de agora, mas esta BOMBA se acontecer, estará registrada e escrevam ai. É a chance de derrotar o PT.

terça-feira, janeiro 08, 2013

O colapso na infra estrutura do Brasil - Rodovia Regis Bitencourt



Há muito vários segmentos reclamam da infraestrutura nacional. A opção pelo consumo como acelerador da economia em detrimento dos investimentos pesados na infra pode ser um dos problemas deste ponto a que chegamos, mas na minha teoria é outro. A FALTA DE PLANEJAMENTO.
 Não basta as histórias que ouvimos (ainda não vi pessoalmente) o problema da armazenagem e das estradas no MT, MS e TO da nossa safra agrícola. Segundo relatos de amigos que viveram a situação e matérias da mídia, o caos é total e bilhões são perdidos em tempo,desgastes e prejuízos mesmo.
Os aeroportos sou testemunha, tenho viajado muito e sou testemunha. Não temos mais capacidade para suportar a situação atual. Porque os EUA tão colossal têm raríssimos problemas nesta área?
As estradas, menos mal que foram privatizadas recentemente, estão ainda péssimas.Se melhoraram na qualidade das via, menos buracos, menos problemas, ainda gostaria de saber o que fazer para suportar o crescimento que experimentamos há alguns anos. Agora sou testemunha e posso contar, mais abaixo relatarei a minha verve para esta postagem.
Nos portos, o caos impera, mesmo com algumas iniciativas de melhoria, privatizações e expansão, mas temos o maior custos mundial ainda, em dinheiro e tempo.
O setor elétrico está em polvorosa com os riscos de racionamento, e celeumas diversas na busca de coisas que podem funcionar nas lousas, mas não no mundo real.
Andei estas férias na Régis Bitencourt, FIQUEI ESTARRECIDO, CHOCADO. Achei que era a época no ano, férias, festa, mas não é. NUNCA MAIS espero fazer isso. É risco de morte.
Veja a rodovia: Regis Bitencourt.

  1. São 496  KM ligando SP ao PR, ou seja, o Sudeste ao Sul do país.
  2. 72% do PIB nacional esta localizado no SUL e Sudeste.
  3. Não existe opção para ir de SP ao Sul ou vice versa sem passar pela Regis Bitencourt.
  4. A estrada fundada em 1961 mantem seu trajeto original com algumas poucas reformas.
  5. Menos mal que foi privatizada em 2006, mas em um modelo questionável por muitos. Quais são os investimentos  previstos? A Serra do Cafezal previa duplicação, mal e porcamente esta cheia de remendos.
  6. O tráfego de caminhões é impressionante, só vendo para contar. Sou testemunha e posso falar.
  7. Os engarrafamentos pelo excesso de tráfego são de parar horas. 
  8. Alguns trechos a velocidade média é de 40 km hora.
Ficaria aqui falando horas dos riscos e desmandos  mesmo estando a estrada privatizada, pois imagino o deveria ser antes.
O estres, os riscos de acidente a cada momento, as vidas perdidas não entrarão nesta minha estatística imaginária do prejuízo que o Brasil tem com esta rodovia.
Agora vamos lá na ferida:
  1. Como falar em trem bala de 40 bilhões de reais, 12 estádios para copa do mundo, olimpíadas  e esquecer de fazer uma nova estrada para as duas principais regiões do Brasil?
  2. Como falar em Brasil de todos quando nossa infraestrutura está em frangalhos e a prova para mim foi esta rodovia.
O governo e os xiitas vão dizer que as estradas estão lotadas porque o Brasil melhorou. Ok, não discuto isso. O Brasil de todos não fez mais de que sua obrigação, pois tudo foi ao seu favor, inclusive uma grande parte feita por outros governos e expropriadas por eles. Algumas opções foram equivocadas em algumas linhas de ação. Já defendi diversas vezes Lula, o PT e a Dilma, mas acho que seus erros ficaram maiores.
Eu não acredito em justiça social sem crescimento econômico SUSTENTÁVEL, não bolha com interesses populistas. Sem infraestrutura isso não existe. Muitos falam nisso há algum tempo: Não temos condições de crescer mais por gargalos na infraestrutura. Sou testemunha e posso contar. A Regis Bittencourt é a prova viva de que precisamos pensar e planejar a longo prazo. Isso foi a prova cabal de que estamos muito mal mesmo. 70% de nosso PIB tem custos elevados e riscos diversos por conta da logística rodoviária.
Se fizemos no passado opção errada pelas rodovias, agora é preciso remediar o problema. As privatizações são um pequeno alento, mas precisamos mais, esforço e planejamento do governo.
Sinceramente, eu abriria mão de alguns estádios, insanamente projetados para a copa, para fazer uma nova via de acesso paralela a Regis Bitencourt e se não der o dinheiro tira de outros lugares. Para o futuro deste Brasil ser como esperamos, com justiça social, oportunidade para todos e crescimento REAL de renda só com infraestrutura e planejamento.
 O resto é sofisma e conversa eleitoreira, marca que assistimos há muito tempo.
Não sei o que estão pensando lá em BSB, mas fica aqui registrado minha indignação e meu protesto.
Sou Brasileiro, torço para o Brasil. Os governos são transitórios, a nação não. Como cidadão não posso me calar, mesmo quando recebo agressões de xiitas e radicais que não enxergam um palmo a frente de seu nariz.

as confirmações das previsões de 2012 e as previsões de 2013




Como faço todo ano, olhem ai: Previsões 2012

Vamos lá, deixando claro que se todo mundo pudesse prever o futuro dos indicadores, o mundo seria outro, e eu pessoalmente estaria em Wall Street operando no mercado de NY.
Para nenhum "xiita" atacar vai ai a fonte: BOLETIM FOVUS do BC: Boletim Focus- 28/12/2012

Previsões para 2012
IPCA- 6,45% - 5,73% - Abaixo do previsto
IGP- 6,0% - 7,60% - Acima e estouro das metas
Juros- 11,00% - 7,25%  - Bem abaixo e explica-se pela ameaça de inflação, tanto que a meta foi estourada
US$ - 1,65 - 2,08 R$ com média de 1,96 R$, bem acima do previsto, e em tese deveria ajudar na balança comercial, que registrou péssima performance. Nota-se aqui isso pode ter ajudado na aceleração da inflação.
PIB- 3,5% - 0,98% - Fracasso total - Enquanto os BRICs bombaram nos patinamos
Saldo Comercial- US$ 12 bilhões ( vi projeção de US$ 3 a US$ 22). - 19,3 bilhões, abaixo das expectativas


Previsões 2013 - Fonte Focus janeiro 2013 e dados do mercado- Focus jan 2013

IPCA- 5,45%
IGP- 5,29 %
Juros- 7,5%
US$ - 1,85%
PIB- 3,0%
Saldo Comercial- US$ 14,6 bilhões


Comentários: Em 2012 tivemos problemas sérios de ameça da inflação. Não podemos precisar se pelo aumento do dólar ou pelo consumo que aliás está no final da sua reta ascendente.
O pior cenário é inflação com retração e isso aconteceu no Brasil. O Pibinho de 0,98% forçou o governo a abaixar juros que em outra mão incendeia a inflação.
A nota triste deste ano que passou foi o desempenho da indústria: - 2,36% (negativo).
Já disse aqui várias vezes: Não aproveitamos os ventos mundiais, apostamos no viés do consumo e crédito, ele se esgota e a prova esta ai. O crescimento econômico precisa ser sustentável, não pode ser transitório e servir interesses pessoais e eleitoreiros.

Para 2013- O Boletim Focus de Janeiro de 2013 (ele muda sempre e é dinâmico) prevê alguns números que me parecem otimistas demais.
Os indicadores de preços parecem em ascensão (isso é ameaça de inflação). Juros baixos que estimulam o crescimento podem ser problema sério porque o governo por conta da inflação e alta de preço terá que subi-los. Cambio estimado abaixo dos níveis de hoje, acho que o cenário hoje não recomendaria cairmos dos R$2,00, mas tomara que cais aos níveis projetados. Isso ajuda no combate a inflação.
PIB a 3% é otimista demais. Vi várias projeções negativas, enquanto alguns sustentam esta faixa de 3 a 3,5%...Mantega fala em 4%, ou falava pelo menos.
O saldo da balança acho que está subestimado nesta projeção. Como o câmbio está bem e as perspectivas mundiais são boas, melhores que 2012, podemos ter boas surpresas. A nota aqui é que o saldo de  nossa balança está muito atrelada a commodities e dependemos muito da Ásia, especialmente China.

A nota triste deste começo de ano é o risco de racionamento pelo nível dos reservatórios do setor elétrico. Segundo vemos na mídia eles estão no nível de 2001 quando tivemos o problema que arrebentou com o Brasil. Só São Pedro nos salva segundo a mídia.
Acho que o colapso na infraestrutura é geral no Brasil. Vou escrever sobre isso. Temos problemas sérios nos portos, estradas, aeroportos e energia, por isso fica difícil imaginar um PIB de 3,5% este anos. Espero estar errado.

quinta-feira, novembro 15, 2012

A MP 579 e algumas considerações

Para quem não sabe a MP 579 lançada pelo governo é para mudanças no setor elétrico.
Claro que existem boas intenções e algumas coisas importantes, mas o consenso é que meteram os pés pelas mãos.
Olhem esta: Confusão jurídica e quebra de contratos

Na verdade existem 500 emendas na MP antes de ser votada. Como diz um amigo, a professora dá uma prova e todos os alunos tiram nota zero. Quem está errado?
A chuva de contestações em cima da MP já mostra a celeuma.
Outro fato é o "blur" criado em muitas questões, indefinições, falta de regulamentações e falta de transparência ou explicações em algumas das regras criadas.
O setor elétrico está em pânico, principalmente as geradoras.
O prejuízo com a queda das ações é mais de R$ 20 bilhões, isso, mesmo bilhões.
Alguns pontos críticos na minha visão:
  1.  Perda de alavancagem das geradoras que podem comprometer a futura expansão. Os ativos eram garantia para fianciamentos, com a MP perdem estes ativos.
  2.  Indefinição em investimentos futuros dos ativos que passam as mãos do governo. Como ficará o reinvestimento se os operadores não são mais donos?
  3. Possível quebra de contrato na venda de energia entre os atores no mercado bilateral. Como ficam os contratos de longo prazo da "energia velha" destas usinas "repatriadas"?
  4. Indefinição de como serão administradas questões como a CCC (Conta Combustível) que acabou, mas não pode acabar na prática senão algumas cidades no norte do país ficam sem energia. E não são povoados, são cidades médias e algumas importantes.
Citaria outras, mas meu mote aqui é outro. A chance de fracassar a medida.

Por esta confusão toda, ações na justiça, etc...a chance desta medida naufragar é grande e existe.

Hoje constatei isso: Vejam ai -Governo já tem plano B para cortar tarifa elétrica se empresas não renovarem concessões


Governo estuda já alternativas para manter sua principal motivação, com viés político, a redução das tarifas.
Como já disse, existem coisas que podem ser aproveitadas na MP, inclusive ela foi lançada para resolver o problema grave das concessões que estariam vencendo.

Hoje já tem gente achando que seria melhor enfrentar a confusão e colocar as concessões em leilão como determina a constituição. Aliás, tentaram mexer na regra no passado e arrumaram celeuma que agora com uma maior ainda estão querendo consertar.

No mínimo isso esta sendo visto como quebra de regras. Para investidores configura insegurança e isso é ruim para a imagem do país. A incerteza em empreendimentos de longo prazo é problema sério, principalmente para o capital externo que está fortemente presente no setor elétrico nacional.
Agora é fazer do limão a limonada, alguns estragos estão feitos e são irreparáveis. Triste Brasil

sexta-feira, setembro 21, 2012

Golpe das elites?



Triste se não fosse cômico, algumas figuras e partidos tentarem defender o Lula e acusarem um suposto GOLPE DAS ELITES contra ele e sua trupe.
Usam o julgamento do famoso mensalão e destilam o ódio ideológico e retrógrado contra uma elite que eles todos fazem parte, principalmente o que chama de injustiçado, Lula.
Outro absurdo é quererem sublinearmente comparar Lula a Jango e Getúlio Vargas ou aquelas épocas a atual.
Quem leu meu livro sabe a pesquisa profunda que fiz sobre Vargas e para quem não sabe cheguei a Jango e aos desmandos dele, governante fraco, dominado por Brizola que acabou levando ao país ao contra-golpe de 1964. Isso mesmo, a revolução de 64 não foi um golpe, mas um contragolpe que seria aplicado por Jango e Brizola.
Quem estudou o mínimo de história não pode comparar Lula a qualquer dos dois, principalmente pela formação acadêmica e política de um e dos outros.
Se querem comparar uma chamada reação das elites as crises de 54 e de 63 e 64, agora deveriam analisar um pouco mais por alguns aspectos que listo rapidamente aqui:

  1. Pelo que me consta Vargas era cercado de bandidos, mas ele nada teve de envolvimento com as mazelas e crimes que ocorreram no seu suplício de 54. Tenho várias restrições a Vargas, mas em nenhum momento minhas pesquisas mostraram ser ele comparável em caráter a nosso personagem atual.
  2. Tudo indica, a verdade e história mostrarão que o episódio do mensalão teria um chefe. Ou será que toda a sagacidade não foi usada para saber o que se passava no terceiro andar do Palácio?
  3. A corrupção que existiu naqueles episódios de 54 e 63/64 não podem nem de perto serem comparadas com o tal mensalão e aos escândalos de hoje. Lá, existia um mínimo de escrúpulos, e a minoria se locupletava, hoje não existe nada disso. A grande maioria está ali para se dar bem, meter a mão e acusar os custos das campanhas por isso, custo que eles mesmos fazem subir com a compra de votos deslavadas e esquemas marketeiros milionários. Como vi uma frase outro dia: Não é a política que faz o cidadão virar ladrão, mas nosso voto que coloca o ladrão na política.
  4. Falarem de golpe das elites, os mesmos elitistas que dominam a política é sofisma puro para continuar tentando iludir a opinião pública e o restante do povão incauto que ainda acredita neles.
  5. As crises de 54 e 64 foram fruto de fatores conjunturais, bandidos e oportunistas que se aproveitaram do governo, mas tiveram conseqüências aos seus personagens, Vargas morreu ou seria deposto, Jango caiu com o contra golpe de 64, enfim, não prevaleceu a impunidade que nos rodeia hoje.
Se querem comparar a história, que ela se repita também na punição e consequências aos seus personagens principais.
O Brasil pode ter uma tímida chance e tudo indica, graça as Deus, que este julgamento pode ser um divisor de águas na questão da impunidade de políticos e caciques. Sem entrar no mérito da questão técnica, espero que seja aplicada a justiça sem restrição. 
O estupro de nossas instituições, a banalização da corrupção e da malandragem por políticos deve começar a ser atacada com a punição de culpados deste triste episódio que manchará nossa história e muitas biografias de atores que gostariam de continuar enganando o povão.

Viva Abraham Lincoln:

 Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...


sábado, setembro 15, 2012

ELEIÇÃO SEM DINHEIRO! SALVEM O BRASIL





Vamos divulgar.
O Mal deste Brasil é a compra de votos e o dinheiro que corre nas eleições. A corrupção tem outras origens, mas uma delas é esta. 
VAMOS ACABAR COM ISSO.
A impunidade é outra, e existem várias, mas esta é a principal.


DIVULGUEM.


O Brasil e as pessoas sérias agradecem.

sábado, setembro 08, 2012

Minhas palavras dizem nada, mas estão ai.


Falando com o coração não é preciso preparação. O improviso de uma fala está sempre ligada a emoção que o interlocutor e os ouvintes sentem. Confesso que nunca me intimidei com a fala improvisada, mas hoje não tive a habitual coragem. Tinha certeza que a emoção e por que não saudade me deixariam inseguro, por isso preparei uma fala, simples mas verdadeira com as palavras que saem do meu coração e com certeza represento os de todos presentes.
Aqui  estamos todos sintonizados. Na sintonia da lembrança e da sauidade.
A saudade não é de todo ruim, ela mexe com a nossa alma, com nossas lágrimas e nos fazer viver, sentir que estamos vivos, que temos pessoas queridas e somos queridos.
Assim como a  distância, que não impede que as relações se percam, nem que as histórias se apaguem.
Me lembro muito bem, dos natais na casa da D. Gelcira e a vinda de todos os filhos e netos. As páscoas, onde a Geralda e a vovó escondiam ovos de galinhas cozidos para que procurássemos, sob o olhar atento dos filhos Murilo e Francisco, noras Lúcia e Lucy e Filhas Maria Tereza  e Yolanda e o genro Belmiro.
Todos nós crianças, alguns ainda em sonhos dos pais, mas a simplicidade e a vontade de D. Gelcira em agradar sua família deixou a marca indelével.
O Dr. Badaró era sisudo e sério, de poucas palavras, olhar e presença que impunham respeito, mas que escondiam uma presteza e bondade em ajudar todos.
Minas Novas, querida por ele e por seu filho Murilo foi o tormento da D. Gelcira e da D. Lucy, muitas vezes, mas que conseguiram na saudade e tristeza criar seus filhos e apoiar seus maridos na luta política.
A tradição política é longa, com muitos feitos e legado inquestionável, mas a vocação pública da história política foi a marca deixada e com certeza herdada por todos nós.
Uma família vai crescendo, agregando pessoas, mas algumas marcas não mudam com a mistura cultural que as pessoas que chegam trazem para o seio familiar. Estes agregados queridos ajudam na conservação da tradição e na depuração dos defeitos.
A marca dos encontros constantes em uma fase da vida e depois um aparente distanciamento é a marca do crescimento  da família e multiplicação da genética, percebemos isso quando vamos crescendo e nos distanciando de nossos queridos. Seguindo outros núcleos familiares, formando nossos próprios.
Não é preciso falar que só existem virtudes, todos temos defeitos e erros no decorrer de uma vida, mas a marca da tradição e da cultura não se misturam a estes. Os Badarós são marcados por muitas coisas, entre elas, a beleza física, modéstia as favas como dizem, mas a ligação com a cultura, com o comprometimento nas ações profissionais, na seriedade e honestidade de suas mulheres, e muito mais que isso, que estão dentro de nós e não seriam as palavras a dimensionar estasquaidades
Este encontro que no passado era rotina na casa simples e querida da D. Gelcira e a inesquecível Geralda Pelegrina  ficou anos sem acontecer, mas agora temos a chance de relembrarmos e culturamos a memória da família, principalmente dos que se foram, Dr. Badaró, D. Gelcira, Geralda, Francisco e Murilo.  Falo com propriedade e testemunho o quanto o Dr. Murilo queria fazer este encontro, mas com certeza eles estão entre nós.
Não saberia dizer quantos estão aqui, o quanto a família cresceu para vários lados, mas a emoção e a reverenciação das nossas tradições vale e marca estas virtudes dos Badarós.
Aqui estamos só pelo lado do Badaró Junior, mas a família é grande, lutadora e vencedora em diversas atividades e segmentos da sociedade, temos vários, engenheiros, advogados, médicos, empresários , até a carreira  religiosa temos entre os Badarós.
A tradição política tenho certeza não está esquecida, talvez adormecida pelos desmandos e qualidade dos atores que vivem este mundo atual. Na destruição das instituições e de valores nacionais.  Na indignação e revolta que todos temos com o que assistimos no Brasil pode estar este afastamento que tenho certeza será temporário, ainda vejo um Badaró em futuro próximo que dará segmento a tradição. Não é que fugimos da luta, é que esta luta não é da altura de nossa vocação e cultura política.
O excesso de dinheiro e o queda  de moralidade e ética na política entraram em conflito com a nossa tradição, tenho certeza. Os Badarós têm defeitos diversos, como todas as pessoas, mas na sua mais forte tradição que é a política, eles nunca denegriram a imagem ou o nosso nome no tratamento da causa pública.
Aqui temos  gente de todas as idades, de várias gerações, alguns mais ligados pela idade, pela proximidade e até pela afinidade, mas não importa, todos temos a carga genética que traz muito mais qualidades do que defeitos, isso todos temos certeza.
Nem todos estão aqui, por motivos pessoais ou até alheios a vontade, mas com certeza gostariam de estar tenho certeza.
A emoção e a lembrança fazem parte da vida e nos deixam vivos,  recordar é viver como diz um poema. A alegria e a diversidade de pessoas e idades, todos que carregam um pouco do sangue que nos une aqui é motivo de orgulho e fortalecimento de nossas crenças e tradições.
Este encontro ficará marcado na vida de todos,  para as crianças e mais jovens  que mal entendem ainda o mundo  é motivo de compreensão do que é uma família tradicional com valores e princípios que não são destruídos.
O Duga deixou esta frase no FaceBook, aliás esta ferramenta da modernidade que tornou mais fácil a gente se encontrar aqui, ela diz:
" A saudade é o passar e o repassar das memórias antigas" de Machado de Assis
Eu mudaria para, “ A vida é vivida com o passar e repassar das  memórias antigas”.
E para encerrar  declamo este poema:
Soneto 30 ~

Quando à corte silente do pensar
Eu convoco as lembranças do passado,
Suspiro pelo que ontem fui buscar,
Chorando o tempo já desperdiçado,

Afogo olhar em lágrima, tão rara,
Por amigos que a morte anoiteceu;
Pranteio dor que o amor já superara,
Deplorando o que desapareceu.

Posso então lastimar o erro esquecido,
E de tais penas recontar as sagas,
Chorando o já chorado e já sofrido,

Tornando a pagar contas todas pagas.
Mas, amigo, se em ti penso um momento,
Vão-se as perdas e acaba o sofrimento

Obrigado

Badaró

quarta-feira, agosto 29, 2012

Conteudo enviado do meu Celular Vivo


Duas coisas a destacar: a Web jet ainda tem daqueles 737-300. Não me cabe nas poltronas, muito chato. A outra ê como cada vez mais as pessoas estão conectadas. 9,5 em 10 pessoas ficam fuçando os celulares nos aeroportos. Impressionante.

quinta-feira, julho 26, 2012

Os gastos públicos em excesso- O mal do Brasil


Teoricamente quando o país atinge 30% na relação gastos públicos x PIB está em situação delicada, caminhando para a falência.
No Brasil esta relação cresceu de 19% em 1995 para 30% em 2009. Preocupante.
Os gastos públicos, quando não são investimentos em infraestrutura, são a raiz de muito mal. Governo se endivida, precisa aumentar impostos para acertar o caixa, é combustível na inflação, etc.
Quando são investimentos em infraestrutura, portos, estradas, aeroportos, etc, ai é raiz do bem, gera emprego e renda e sustenta o investimento privado para a economia crescer.
Veja que são exatamente o contrário do nosso caso no Brasil atual.
Gastamos mal, aumentamos os gastos, principalmente custeio e investimentos pouco na infraestrutura. Veja a relação das obras do PAC, realizado x previsto e comprovem o que digo aqui.
Além disso nossa educação e saúde são verdadeiro caos, e hoje a falta de mão de obra especializada em alguns segmentos é gargalo sério no desenvolvimento.
Neste ambiente de Copa e Olimpíadas no Brasil em 2014 e 2016, podemos  ter benefícios, pelo menos em tese, mas o que vejo é muito desperdício. Porque não fazer a Copa em 5 estádios ao invés de 12 (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Salvador, Recife e Natal )? Não poderíamos ter a Copa nos principais centros? Gastam-se bilhões em estádios que ficarão jogados as traças quando passar estes eventos. Isso é dinheiro público no ralo e só exemplifica minha tese aqui. Porque não usar parte destes recursos tão pródigos na melhoria da educação e da saúde? O cheiro ruim da corrupção está por trás disso com certeza, aliás, a impunidade com a corrupção é outro problema grave do Brasil e de certa forma alimentam este ciclo vicioso.
O pior muitas vezes, não são os 10% que o corrupto leva, mas os 90% que ele inventa para levar os 10%.
Haverá ganho nas obras da Copa, na mobilidade urbana, que inclusive passa da hora de ser olhada e administrada, mas acho que é pouco.
Pois bem, na crise que está pintando no cenário mundial e afetará o Brasil, os efeitos nefastos das contas públicas ruins serão aumentados.  Parece que não tem volta e definitivamente entramos em processo de desaceleração mundial. Até onde isso irá, é difícil prever. Confesso que ainda confio na administração competente dos países principais e locomotivas do globo terrestre. Vamos ver.
Para quem se interessar em ver mais os efeitos e dados relativos aos gastos públicos no Brasil, clique e leia artigo muito bom- Como gasto público desequilibra a economia? De Marcos Mendes


Pior, estamos chegando no limite e com a crise batendo as nossas portas. O cenário não é nada bom.
Já disse diversas vezes, enquanto tivermos políticos e partidos que mentem, têm projetos pessoais e partidários em detrimento do pensamento na nação, no futuro, viveremos sempre assim. 
O Brasil é sempre o país do futuro, inclusive alardeado pela elite política, mas o futuro nunca chega porque eles mesmos não deixam.

segunda-feira, julho 23, 2012

Jovem sem trabalho e informado é estopim de distúrbios globais


Jovem sem trabalho pode ser estopim de distúrbios globais.
Li uma entrevista com Don Tapscott, canadense e autor de livros como Wikinomics- Como a  colaboração em massa pode mudar seu negócio e A hora da Geração  Digital. Clique e veja
È mais que sabido que estamos vivendo há muito tempo na sociedade do conhecimento e na era da informação. Isso não é um projeto da humanidade, mas um processo., e por ai  concluímos  que existem sempre alguns pontos positivos e negativos, inerente de qualquer processo.
A entrevista com este especialista em inovação e no impacto social da tecnologia me chamou a atenção pelo fato de ter colocado a relação da crise mundial com o conseqüente desemprego e os distúrbios globais.
Exemplos não faltam, a Primavera Árabe recente derrubou governos autoritários e corruptos e a articulação toda se deveu em grande parte as redes sociais, Twitter, FaceBook, etc.
O mundo vive de ondas  e  em ciclos diversos,  econômicos e sociais, desde a prosperidade pós guerra dos anos 50, aos processos inflacionários  e libertários da juventude com diversas manifestações no mundo todo, 1960 foi a época de distúrbios que muitos ainda se lembram.
Na entrevista Don Tapscott prevê de certa forma que esta crise mundial, se agravada, pode gerar uma grande insatisfação com o aumento do desemprego e queda da renda, na tese dele, teríamos distúrbios sociais com a ajuda das redes sociais, e segundo suas palavras, “ estes distúrbios podem fazer os dos anos 60 parecerem coisa de criança”.
Concordo em parte que uma crise mundial mais séria precisa ser entendida sob a luz da tecnologia e informação, estas ferramentas podem servir para mobilizar e alimentar as manifestações, mas são elementos de combate para os governos que trabalham para evitar o pior. A crise global de 1929 poderia ser evitada  se fosse bem administrada, isso é mais do que comprovado hoje.
Os ciclos econômicos e sociais existem isso é fato. Se vamos ter movimentos como os anos 60, dependerá do rigor e tamanho da crise mundial que nos ronda. Isso também é fato e precisamos acreditar que os governos dos países poderosos estão atentos e agindo.
Não consigo nem prever o que aconteceria se a previsão de Don Tapscott estiver correta, mas como ele mesmo cita em sua entrevista “ o futuro não é algo que se possa prever, mas algo que precisamos construir, alcançar”.
Os riscos existem, mas acho que as probabilidades são menores que as possibilidades.  O Brasil começa a ser afetado pelos maus ventos globais. Nos anos 2000 tínhamos chances de continuar as reformas para colocar este país definitivamente como uma nação do futuro. A opção por um caminho é sempre em detrimento de outro. Lula errou em muitas coisas e se acontecer o pior, o preço a ser pago será mais alto. O PIB passou de 4,5% para 1,5% de previsões para 2012. Isso representa desemprego e queda de renda. Os efeitos ainda não são mensuráveis e dependem também da extensão desta crise.
Não é motivo para pânico, pelo menos ainda. Vamos torcer que tudo dê certo. Se voltarem as manifestações a exemplo dos anos 60, o Brasil não ficará de fora.  

quarta-feira, julho 18, 2012

Passamos por este

O governo conseguiu aprovar as MPs. Isso não quer dizer que estabeleceu as pazes com o legislativo. Pelo que vi na mídia houve liberação das famosas emendas. Segundo alguns $3 milhões para cada. O pacote tem virtudes e o momento de desaceleração demanda esta responsabilidade do congresso. Ainda ê pouco, mas melhor que nada. Ontem li que quando o pais atinge 35% do PIB em gastos públicos caminha para a falência, vou me atualizar quanto a estes números. Já ê claro como a luz do sol que a opção de Lula foi mais interesseira do que estratégica para o pais. Aumento de credito aumenta consumo, soma-se a isso o assistencialismo temos a falsa ilusão de tudo estar bem. Na festa da floresta tudo fica lindo, mas uma hora a conta chega. Este ê meu receio. Uma crise forte como esta pintando agravara nossos problemas. Até o final do ano a economia mundial precisa reagir e fazermos nosso dever de casa. Na minha modesta opinião: investimento em infra-estrutura e mecanismos de aumento de produtividade e competitividade, inclusive desonerando os altos custos das empresas. E outra, talvez mais importante. Redução dos gastos publico. Será que estamos chegando aos 35%?

Murilo Prado Badaró
By iPhone

segunda-feira, julho 16, 2012

Um teste político para Dilma

Vejam esta mobilização na Câmara dos Deputados para votar as medidas anticrise: Clique e leia

Acho que veremos um teste real da disposição e relação do congresso com a presidente Dilma.
Desde o começo de seu governo muitas pessoas alertaram, entre elas eu, que ela tinha fama de boa gestora, mas que não era política e isso poderia ser muito ruim. Presidente da república precisa ser político e atuar assim.
Pois bem, Dilma enfrenta percalços diversos, na economia e nas relações com o legislativo. Seu temperamento explosivo relatado pela mídia, broncas e gritos com auxiliares e ministros e o tratamento aos deputados e senadores podem estar criando mais problemas a Dilma.
O congresso já mostrou e deu sinais que este confronto  existe de fato. Acho que esta votação pode ser um teste de fogo para confirmar este cenário de problemas entre Dilma e os deputados e senadores, afinal com ampla maioria no legislativo,só a própria  base do governo pode derrotar o Planalto.
Outro grave problema que desaguará na cena política, estamos vivendo uma crise de desaceleração da economia. O PIB projetado em 4% já bate 1,5% com viés de baixa, alguns já projetando 1%. O Brasil não suporta crescimento inferior a 2,5%. Isso será um desastre político porque implicará em demissões e redução da renda. A população que avalia positivamente em grande maioria o governo dela pode começar a mudar a opinião.
Este pacote a ser votado é importante, pelo menos como tentativa de estancar a crise, mas o congresso pode dar um troco nas estremecidas relações entre a presidente, alguns ministros e os deputados.
O cenário eleitoral  de 2014, antes amplamente favorável a Dilma, começa a mudar a partir destes números da economia. Com crise política as coisas só tendem a piorar.
A presidente Dilma enfrenta mais um teste, mas meu sentimento não é nada bom. Acho que o congresso colocará sua mensagem, mais uma vez.
Dilma pode enfrentar os problemas econômicos atuais que podem se agravar, a sua fama de boa gestora parece que fica na centralização e engessamento da máquina pública e não mostra resultados concretos, se agravar esta questão política da relação com o congresso, ai o cenário se complica muito. Vamos torcer para não se confirmarem estas ilações e esperar para ver o que acontece.

domingo, julho 01, 2012

A política externa do Brasil atual

Nunca fui muito de acompanhar ou julgar a política do Brasil para o mundo, as relações internacionais de nosso país. Acho que com os últimos episódios envolvendo o Paraguay, vale uma reflexão:

  1. Já ouviram falar no pacto ABC?  Clique e leia . Um acordo ideológico absurdo que Getúlio sabiamente descartou e não foi para frente. Cito algumas passagens no meu livro.
  2. Parece que estamos vendo este filme novamente.
  3. Não bastasse o Mercosul, inventaram a tal Unasul (clique e saiba mais) que nada mais é que uma pacto ABC renovado.
  4. O Brasil não esta fazendo política externa, mas sim partidária e ideológica. Dá palanque para Cristina Kichener, Evo Morales, Hugo Chavéz e Rafael Correa, todos esquerdistas que chegaram ao poder e os respectivos países vão pagar caro.
  5. O Brasil apoiou as posições esdruxulas do Mercosul, suspendendo o Paraguay.
  6. Porque a suspensão? Se houve golpe lá, foi dentro da lei e os países precisam respeitar a soberania das instituições paraguaias. 
  7. O Brasil teve expropriações (Bolívia) e assistiu calado diversas violações da liberdade e democracia constantes nestes países a que me refiro aqui. Porque nunca houve interferência para estes atos? Porque o Brasil nunca se manifesta contra as ações ditatoriais destes malucos?
  8. O Paraguay não permitia a entrada da Venezuela no Mercosul, agora com a suspensão, o maluco do Chavéz conseguiu colocar o país que ele destrói. Nada contra a entrada ou o povo venezuelano, mas foi uma jogada política que desrespeita a soberania paraguaia.
  9. Ouvindo um debate na Globo News, consegui perceber, e concordo, que estes fatos se remetem ao Foro de São Paulo - Clique e leia. Anacrônico esquerdismo que atrasa os países, parece que controlam as políticas externas destes países e nossa também.
  10. Não fazem mais as coisas com interesses na nação, mas com viés ideológico e personalista, seguindo o Foro de São Paulo ou não, é um absurdo.
  11. O caso do Paraguay só evidencia isso e coloca o tema em debate. Para mim está ficando claro, como a luz do sol.
  12. Este fato evidencia também que nossas instituições estão em frangalhos, quase todas. O Itamaraty sempre se pautou pelas ações técnicas, mesmo com posição ideológica de alguns poucos que lá habitam. Agora uma minoria  comanda as ações seguindo preceitos ideológicos e atrasados.
Conclusão: Nós estamos perdendo e esta conta será paga, por quem? Por nós cidadãos de bem, como sempre.