quinta-feira, novembro 12, 2009

Matemática eleitoral para 2010 - I

Seguinte: Meu voto é secreto, e para falar a verdade ainda sou indeciso, gosto de ver todos candidatos na TV e nas promessas. Sempre gostei de acompanhar as eleições, tenho várias planilhas de acompanhamento das eleições passadas. Com dados do TSE, podemos fazer projeções e depois compará-las ao fechamento de fato.
Existem fatores exógenos à matemática, a performance de candidatos na televisão, escândalos, apoios importantes, enfim, uma série de coisas que não permitem aplicar uma lógica concreta na projeção eleitoral. Mesmos as pesquisas, nas quais acredito, a análise deve ser criteriosa. Quanto mais distante da eleição, maior será a margem de erro, pesquisa é retrato no momento dela. A pesquisa de boca de urna é a mais confiável, mesmo assim existem erros crassos. Porque? O eleitor é misterioso, e mesmo com avanços tecnológicos e aplicação de metodologia estatística ainda assim podem causar surpresas.

Uma coisa garanto, pesquisas são bons indicadores, mas podem ser sim manipuladas. Acredito que a rejeição seja mais importante que a intenção de voto. A intenção espontânea (sem a mostra do disco com nomes dos candidatos) é também muito importante.

Peguei hoje de manhã, para relaxar um pouco, estas planilhas e cruzei com dados do TSE, além de projetar algumas situações de intenção de votos por estado, considerando a situação (Lula, independente de quem será o candidato/a dele) e a oposição, também sem considerar nomes de candidatos. Algumas ilações podem ser tiradas. Tudo ainda é mera especulação, mas podem acreditar que tem um pouco de lógica. Na postagem seguinte coloco os dados e algumas considerações.

quarta-feira, novembro 11, 2009

A estatística e o apagão de ontem!

Acho que está havendo muita onda com o apagão de ontem. Somos dependentes de energia, não ficamos nem 5 minutos mais, o mundo para, é quase o ar que respiramos, sem exagero. Vamos tentar esclarecer algumas coisas:
  1. Não devemos politizar a questão, nem comparar o ocorrido em 2001 com o apagão de ontem. Em 2001 havia falta de água nos reservatórios do Sudeste, e o Sul vertia água. Hoje o sistema é interligado e não aconteceria novamente. Diga-se de passagem, mesmo com um custo altíssimo, a gestão do racionamento foi muito competente e ninguém pode negar isso.
  2. Hoje, por fatores naturais, temos um excelente momento no setor elétrico. A água dos reservatórios atingiu níveis históricos, o país perdeu força no crescimento do consumo por conta da crise de 2008, enfim, é tudo favorável. Muita sorte, em janeiro de 2008 a situação sinalizou um problema grave. Na época Jerson Kelman, então diretor da Aneel, alertou para o risco iminente de falta de energia.
  3. As projeções em 2008 estavam corretas, mas a estrela de Lula brilhou e o regime pluviométrico aliviou o setor. Projeções davam problemas sérios em 2011, ou até em 2010 se a economia crescesse.
  4. Hoje temos uma situação relativamente tranqüila, mas energia deve preceder desenvolvimento. Os aproveitamentos do Rio Madeira ( Santo Antônio e Jirau) e ainda Belo Monte no Rio Xingu, além de PCHs, biomasssa e eólica podem dar uma certa tranquilidade até 2013 talvez, mais precisará ser feito. Na minha opinião a saída é usina nuclear, mas isso é papo para outra postagem.
  5. Escrevam ai: Os aproveitamentos da Amazônia vão enfrentar muitos percalços, ambientais principalmente, mas não se esqueçam da linha de transmissão que deverá cortar o país para trazer a carga ao centro de consumo. Infelizmente vejo que cronogramas podem furar e comprometer a margem de risco.
  6. O setor elétrico é complexo, além da qualidade do serviço ao consumidor, as questões de balanço de cargas, despacho de carga, etc. têm complexidade tremenda. O setor trabalha com margens de segurança e administração do risco com muito conservadorismo.
  7. O setor é interligado e bem administrado pelo ONS. Vejam os países vizinhos ao nosso, inclusive o Paraguai, o problema de energia. As empresas no Brasil têm problemas, mas operam bem, nosso sistema tem melhorias a serem feitas , mas funciona a contento. O marco regulatório é questionado em alguns pontos e tem falhas, mas ainda assim está ai.
  8. Aproveito a deixa do apagão para insistir na tese: A saída para o setor é a geração distribuída e as fontes renováveis e limpas. O mundo pede este caminho.
O apagão de ontem foi um acidente raro. O sistema trabalha contingenciado e manobras podem ser feitas para minimizar problemas de sobrecarga ou perda de conexão. O fato ontem, tudo indica até aqui, foi uma série de coincidências que estatisticamente não se repetem, ou a probabilidade de ocorrência é muito baixa. O MME explica: Clique e leia

Vamos lembrar o conceito de probabilidade:

Conceito de probabilidade

Se em um fenômeno aleatório as possibilidades são igualmente prováveis, então a probabilidade de ocorrer um evento A é:

Dizemos que um espaço amostral S (finito) é equiprovável quando seus eventos elementares têm probabilidades iguais de ocorrência.

Num espaço amostral equiprovável S (finito), a probabilidade de ocorrência de um evento A é sempre:


Isso nos mostra que para determinadas coisas acontecerem, as chances são mínimas.

Não sei o cálculo exato das chances de ocorrência do fato de ontem, mas garanto que é muito pequeno e com certeza existem os planos de operação para manutenção da margem de risco.

Acidentes ocorrem, nos EUA e Canadá são relativamente comuns pelas condições climáticas de lá. Aqui já aconteceu, não nesta proporção.

Não tenho procuração para defender a administração do setor , sou ligado na área, tenho amigos e conhecidos e conheço um pouco do assunto, mas tenho isenção e assim como elogio algumas ações, critico outras.

Digo sem dúvida que tudo leva a crer que o evento foi fortuito e raro de acontecer. Pode ter havido falha humana? Pode, sempre. No conceito de Risco vemos que sempre é preciso existir uma sucessão de erros para desaguar em um problema na dimensão do corrido ontem.

Sinceramente , não acho que a questão precisa ser politizada. A oposição não deveria se alegrar e a situação não deve comparar o fato de ontem com o que ocorreu em 2001.

Até onde me informei, na mídia e com "insiders". Caíram todas as 5 torres simultaneamente cortando a energia que vinha de Itaipu para cá, Sudeste.

Não houve 100% de blecaute porque Itaipu representa 30% do suprimento da região. Outras fontes seguraram e as manobras dos centro de operações das concessionárias trabalharam forte e pelo jeito bem.

Juros caem?

A taxa média mensal de empréstimo pessoal atingiu o menor valor neste mês desde setembro de 2004, mostrou pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Procon-SP. A taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,17% ao mês, 0,04 ponto percentual a menos que a do mês anterior, que foi de 5,21%. Dentre os dez bancos pesquisados, o Real foi o único que alterou sua taxa, de 6% ao mês para 5,63% ao mês.

A taxa média do cheque especial dos bancos pesquisados manteve-se em 8,79% ao mês, a mesma praticada em outubro. Clique e leia matéria.

Sabe quanto é 5,17% ao mês? 83% ao ano. Sabe quanto é a inflação? 4% ao ano. Olha o tamanho do spread. Isso é ROUBO. Os juros são os menores desde 2004, mas ainda assim são absurdos. Atribuem isso a inadimplência. É culpar a febre pela infecção. CADEIA NELES!

quem tem grana não paga estas taxas, só incautos e desesperados tomam estes recursos. Quem faz conta se revolta.Eu sou indignado. O crédito se expande e faz a festa da banca. lucros mesmo com crise fazem inveja a qualquer outro segmento produtivo.

Energia? Somo completamente dependentes.

Olhem as manchetes dos principais jornais do país hoje.

Folha de São paulo, Estadão, Globo. Todos mostram o blecaute que atingiu ontem 12 estados e parou o país.

Com toda certeza e um pouco de conhecimento digo que o problema não nos expõem a riscos futuros. Foi fatalidade, coisa de queda de alguma linha de transmissão pelo clima da estação.

Nosso regime de água é um dos melhores da história, a carga começa a se recuperar agora, pós crise, então só problema fortuito mesmo. O sistema interligado SIN é bem administrado.

Uma coisa podemos concluir: A dependência da energia. Computador, TV, e diversos equipamentos elétricos e eletrônicos fazem parte de nossas vidas quase como o ar que respiramos.

Na década de 60, sem falar para trás, ficávamos horas sem energia e tudo era considerado normal e tranqüilo. Hoje, 5 minutos sem ela causam estes transtorno que assistimos.

Ônus da modernidade e avanços tecnológicos

terça-feira, novembro 10, 2009

Estado x Governo

Na comemoração de 20 anos da queda do Muro de Berlim, nada melhor do que enterrar de vez a discussão de quem é melhor tocando a economia: Estado ou Mercado.

A excelente coluna de Antônio Machado- Clique e leia- Aborda a questão, inclusive sobre a discussão recente entre Lula e FHC.

O mundo mudou, as premissas são outras, nada de só mercado, nem de excesso de governo. A virtude está no meio. Estado com seu papel, normatizando e fiscalizando, sempre com o cuidado para não exceder as suas atribuições. Mercado regulando pelas forças naturais da liberdade, capacidade gerencial, competência e empreendedorismo.

Antonio Machado está certo: Eles se completam. Concordo 100%, sempre defendi esta tese mesmo sob críticas de amigos mais "liberais" digamos assim.

Esquerda? Nunca tive o menor cacoete, desde a universidade, quando ainda existiam batalhões de doutrinadores idealistas do socialismo e do sonho de igualdade. Fui tachado de direita radical. Tudo bem, nunca liguei, mas eu estava certo e hoje vejo vários amigos se rendendo ao bom senso e a razão.
Churchil dizia: Se você não foi comunista até os 20 anos não teve coração, se continua a ser depois dos 25, não tem cabeça.
O mundo é desigual, as pessoas são diferentes, não existe isso na vida real. O estado pode ajudar a reduzir as disparidades, nada mais, ele nunca conseguirá acertar as injustiças, só arrefecê-las, e olhe lá.
Em contrapartida sempre tive a visão da justiça social, a liberdade da oportunidade para todos, acesso a educação e saúde.
Poderia me definir como centro direita, não cabe esta condição de exclusão, ou governo ou mercado. Eles se completam, como diz Antônio Machado.

segunda-feira, novembro 09, 2009

A queda do muro de Berlim e o fim do comunismo.

Não podemos de deixar em branco este 09/11. A queda do muro de Berlim em 1989 foi um marco na história política, econômica e mundial.
Vamos fazer um retrospecto aqui e lembrar alguns episódios que marcaram o fim dos regimes comunistas (só restam Cuba e Coréia do Norte, mas fatos reais falam por si sós).
  • A guerra fria teve seu auge na década de 60. O pós II guerra e a prosperidade mundial mascaravam o trágico futuro dos comunistas e fortaleciam as repúblicas que ameaçam o mundo com a questão bélica e militar. O ocidente, EUA e Inglaterra precisam se equiparar a eles, a espionagem e contra, desenvolvimento tecnológico nas comunicações principalmente acabaram por ajudar o mundo, mas o risco de uma III guerra existiu de fato. Seria desastre incontrolável se tivesse acontecido.
  • A guerra fria foi acabando na década de 70. A URSS (poderosa União Repúblicas Socialistas Soviéticas) entrava em colapso esperado pelo fracasso de sua economia planificada, nome eufemista para comunismo de Marx e Engels, Lenin e Mao.
  • Ainda em 70, o mundo experimentava um problema inflacionário e problemático pela questão do Oriente médio (Guerra dos seis dias em 73), muitos atribuem a questão ainda a guerra fria.
  • A economia planificada começa a dar sinais de insucesso e fracassava. O estado como gestor interventor e o regime autoritário, motes destes país, chegava a exaustão.
  • Em 1978, o Papa João Paulo II, nascido na Polônia aparece como uma ameça ao império comunista e soviético. Tanto que em 1981 sofre atentado a bala e os mandantes parecem ter sido do serviço secreto bulgáro. Digamos que o comunismo começa a sofrer abalos políticos com a assenção de Karol Wojtyla, o João Paulo II.O catolicismo forte ajuda a abalar as estruturas políticas já da combalida economia dita socialista.
  • Em março de 1985, Gorbachev assume uma pré falida URSS e começa a Perestroika. Uma mudança nos rumos políticos e econômicos da ex-poderosa URSS. O mundo assiste com jubilo a coragem e ante visão de Gorbachev.
  • Em 1986, a China comandada por Deng Xiaoping e Chu En Lai começa a administrar a mudança no falido comunismo chinês. Eles perceberam que existia uma bomba prestes a estourar. Começam a consertar o estrago de Mao Tsé Tung, pelas mudanças na economia.
  • A liberdade ia como um rolo compressor, o fracasso da economia chinesa, soviética e comunista em geral era tão óbvia que eles perceberam que a bomba estouraria em dois pontos: econômico e político. Preferiram liberar a economia, até porque não tinham muita opção.
  • A esquerda perde o rumo, excetuando Cuba e Coréia e nesta ocasião a Albânia, países paupérrimos e fechados.
  • O emblema do final do comunismo foi de fato em 09/11 de 1989 quando o regime exaurido da Alemanha Oriental não consegue segurar a multidão. Esta ultrapassa o muro e derruba o último ícone dos regimes totalitários comunistas. O mundo estava livre e a queda do muro foi a pá de cal final.
Não tenho dúvida que todos estes episódios aqui citados serão lembrados, mas o marco do final do sanguinário regime dito comunista é a queda do muro de Berlim. Daqui a 1.000 anos (se ainda existirmos na terra) este evento será lembrado. Somos testemunhas vivas desta história. Ainda bem que conseguimos assistir isso.
Nossa guerra hoje é contra a intolerância religiosa, o terrorismo (muitas vezes desta intolerância) e a destruição do meio ambiente.
Nossos aliados são a tecnologia, a consciência e o conhecimento.
Existem ainda saudosos dos regimes utópicos e sanguinários, faz parte da aldeia global a controvérsia. Dois países capengam na pobreza da ignorância em preservar o que a história já provou.
Fique claro uma coisa aqui: Não vamos, nem podemos voltar ao passado. A nova ordem mundial não é esquerda nem direita, mas democracia, liberdade e justiça social. Só assim vamos administrar nosso futuro e combater os novos inimigos da humanidade, principalmente a maior ameaça: A destruição do planeta.



Ações para atacar o problema ambiental

O governador José Serra sancionou, nesta segunda-feira, 9, a Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC).

Boa medida. Parabéns ao Estado de São Paulo e ao governador Serra.


Os céticos não devem mais ter voz, o problema é sério e preocupa as pessoas responsáveis. Nossa geração está a salvo, mas e a dos nossos netos e dos descendentes deles?

Eu era um dos que achava que existia muito mais onda do que verdade na história da mudança do clima na terra. Quando vi o filme do Al Gore, Uma verdade inconveniente e quando me estudei Gestão Ambiental, curso no qual me graduei, não tive mais dúvidas. A questão é séria e muito precisa ser feito.

domingo, novembro 08, 2009

As chances morte das pessoas nos EUA.

Estou lendo um livro chamado: Ascensão do dinheiro, de Niall Fergusson. Muito bom. Conta a evolução das finanças do mundo. Quando acabar vou fazer uma resenha de coisas bacanas que li.

No capítulo 4, Retorno do Risco, ele aborda a questão do seguro e achei curioso estes dados que vi sobre as possibilidades de morte nos EUA.

No Site americano do National Safety Council - Clique e veja aplica com dados de 2006 as chances de morte por diversas causas e a expectativa de vida dos americanos considerando estas causas. Quem quiser ver a tabela direto, clique aqui.
Tudo está baseado em princípios estatísticos com informações primárias das autoridades americanas.
Para determinar preços e prêmios nos seguros são usados os conceitos de: Expectativa de vida, Certeza, Distribuição normal,Utilidade e Inferência. Isso sim, complexo, matemático e estatística com um certo viés de jogo, isso mesmo, aposta. Li isso no livro e nunca tinha me ocorrido, mas sempre será uma aposta para que coisas que aconteçam, baseadas em fatos estatísticos, mas que fiquem dentro da distribuição normal. Casos como o Katrina e a tsunami na Ásia derrubam e quebram empresas por saírem desta média da curva normal. Segundo Niall seguro existe desde o século XIV, mas avançou e evoluiu no século XXVII e XVIII, como tudo mais que exigia pensamento e quebra de paradigmas. Grande era do Iluminismo.

Voltando aqui, um resumo, considerando dados americanos de 2006:
  1. A expectativa média de vida do americano hoje é de 78,14 anos, sendo homens 75,29 e mulheres 81,13 anos. Clique e veja Aqui nossa expectativa me´dia é de 72 anos. Neste site recomendado tem comparativo e dados de diversos países.
  2. Chances de morte por força de desastres naturais (furacão, terremoto, tornado, etc.) 1 em 3.288.
  3. Chance de morte por fogo em edifício, 1 em 3.358
  4. Chance de morte por tiros, 1 em 314
  5. Morte por suicídio; 1 em 119
  6. Morte por acidente rodoviário: 1 em 78
  7. Assustador: Morte por câncer, 1 em 5 - Clique e veja os dados do National Cancer Institute.
Aqui no Brasil devemos ter dados parecidos em alguns eventos e diferentes noutros, por exemplo, a morte por tiro e de acidente automobilístico devem ser maiores aqui. Em contrapartida, morte por desastres naturais deve ser menor. Não sei se existe este tipo de estudo aqui, mas as seguradoras devem ter algo parecido já que os riscos, preços e prêmios são calculados desta forma.


sábado, novembro 07, 2009

O desemprego supera 10% nos EUA

10,2% é a taxa atual de desemprego nos EUA. Clique e leia.

Em 1983 foi 10,4%. Comparação? Nenhuma. Os anos 80 foram outros, a situação agora não pode ser comparada.

Nos anos 80 vivíamos uma inflação global, lá era muito mais sério uma taxa de desemprego deste tamanho. A taxa de desemprego é muito relacionada a característica de cada país, por exemplo, na Europa, especificamente na Espanha as taxas são altas. Na Espanha a taxa é de 17%, mas historicamente já foi pior. No Brasil a taxa gira em torno de 8%, sempre é assim.

A taxa de 10,2% nos EUA faz o governo tomar medidas, mas não será um "bicho de 7 cabeças". A crise de 2008 fez ajustes na economia, a produtividade dos anos 90 acabou beneficiada pela crise que finalizou ajustes em diversos segmentos, estamos ainda vivendo ainda estes ajustes.

A produtividade, diga-se de passagem, grande aliada na luta contra a inflação dos anos 80.

A economia americana se recupera, tecnicamente já saiu da recessão, a questão é uma possível recaída, mas eu pessoalmente não acredito, apesar de já ter lido gente séria e competente alertando para este risco.

Na verdade não se pode analisar um indicador desta forma. 10% de desemprego nos EUA pode até parecer alto, mas neste momento é característica do rescaldo da crise e ainda parte dos ajustes, temos que acompanhar, mas eu não me preocuparia. Talvez a questão deles previdenciária e do Med Care seja muito mais problemática e qualquer vacilo pode ser danoso para a recuperação, mesmo no curto prazo.

terça-feira, novembro 03, 2009

Lucro dos Bancos, festa na floresta!

Clique e leia matéria sobre o lucro do Itaú/Unibanco- Clique

O Lucro caiu de 2,5 bi, para 2,2 bi. Ainda lavam a burra no spread criminoso. No mundo todo as taxas cairam, aqui também. A Selic ainda é uma das maiores do mundo, mas os spreads aqui são criminosos. Os juros de cheque especial e cartão são acima de 9% ao mês, do crédito direto ao consumidor variam de 2,5% a 5%. ROUBO. Por isso enchem a burra de dinheiro.
Não sou contra o lucro, ao contrário. Acho que aqui no Brasil a banca mete a mão e mesmo com queda nas taxas de juros oficiais, o mercado não sente na ponta final por causa dos spreads criminosos. O BC poderia fazer alguma coisa? Acho que sim, mas os bancos oficiais é que deveriam mergulhar a taxa para os outros correrem atrás.

sexta-feira, outubro 30, 2009

A inflação pode voltar?

Tenho lido algumas coisas sobre o aumento de gastos públicos no Brasil. Isso me preocupou e resolvi estudar um pouco mais. Acabei de escrever um artigo sobre um perigo que ronda o Brasil.
A inflação. Clique e leia.

Tenho acertado previsões aqui, espero que eu esteja errado, mas se não forem tomadas providências urgentes, vamos ter inflação em pouco tempo no Brasil.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Artigo de outubro de 2008 falando em recuperação!

Clique e veja - Olhem só o final do artigo: "Não adianta ficarmos a luz das previsões de pessimistas ou otimistas. As coisas aconteceram com uma lógica previsível, as ações estão sendo tomadas pelas autoridades. Bretton Woods jamais poderá ser repetida, assim como o New Deal. Algo, como no passado, está já em curso, parecido, melhorado. O efeito até lá será o que vemos agora, ainda desconfiança e acomodação nos negócios. Recessão e inflação devem acontecer, mas serão movimentos rápidos, repito sempre, as ferramentas de gestão são outras, mais modernas, mais eficazes, a experiência aliada a tecnologia e aos novos pilares da economia global vão fazer muita gente se surpreender. Vai ficar aqui registrado".

Vivíamos o auge da crise, na verdade quando estourou. Sempre acreditei que ainda em 2009 as coisas se recuperariam.

Crise acabou mesmo em 2009, acertei!


A maioria traçava cenários terríveis: 5 anos para a recuperação, depressão em alguns países, os EUA sofreria igual em 1929, enfim, poucos enxergavam que o mundo é outro, a ordem econômica global é outra, as premissas são diferentes de 20, 30 anos atrás.

Eu fui um dos que preguei com otimismo a retomada ainda em 2009.

O PIB americano cresceu 3,5% no trimestre pelo consumo. Não poderia haver notícia melhor- Clique e veja - resultado aqui: Bolsa bombando e dólar ladeira baixo. Há muito falo que a bolsa está firme, com realizações, mas firme. O dólar acompanha fenômeno mundial e cai aqui também, mas aqui a desvalorização do dinheiro ianque é maior pela conjuntura e fatores favoráveis, ainda com perspectivas futuras muito boas que só corroboram este ciclo virtuoso.

Clique e veja o que escrevi em fevereiro de 2009 - Clique. Só voltar aqui em dezembro de 2008 e começo de 2009 e ver várias postagens onde preconizava que sairíamos da crise ainda em 2009.

Alguns países ainda patinam, mas com sinais positivos. A notícia da recuperação americana, locomotiva mundial, juntamente com a China, atual "pulmão econômico global" não poderia ser mais assertiva na minha projeção. O pessimismo do FMI e de alguns analistas foi derrubado pelos ventos positivos das economias de alguns países.

Como poderia dizer: Eu já sabia e digo mais, as chances de melhorarem indicadores é maior. A bolsa subiu hoje 6%, com R$ 7 bilhões de volume, antes houve realização, sempre haverá, mas o profissional sabe se antecipar, o especulador dá a liquidez e assim vamos em frente.

quinta-feira, outubro 22, 2009

O juros não podem subir, pelo menos por agora!

Copom mantém a taxa em 8,75%. Clique e veja Valor Online

Ninguém imaginava que o Copom pudesse subir a taxa básica Selic pelas razões que descrevo abaixo. No mundo inteiro as taxas são menores que a nossa, ainda somos campeões do planeta, estamos no "top 3" dos juros mundiais.

O Brasil, como cantei aqui, já atingiu o crescimento, antes do previsto, as projeções para 2010 são de 5,1%, se baixar a taxa o consumo pode causar surpresa nas autoridades e alimentar o fantasma da inflação.

Na onda de segurar a queda do dólar, alguns imaginaram que pudessem abaixar as taxas. Taxas altas atraem recursos externos e segundo alguns, causa da pressão de baixa. Já escrevi aqui, o colunista Antonio Machado vem colocando na pauta a questão do mercado futuro e derivativos cambiais como causa da especulação que agora derruba o dólar. Ainda não é conclusiva para mim esta ilação, mas tem lógica.

O problema cambial é o seguinte: Juros bons com economia bem, reservas altas, crescimento econômico, bolsa de valores subindo e falta de opções de investimentos em outros países trazem dólar para cá. Pressão vendedora para troca por reais e a taxa cai.

O dólar vem em queda livre, mas por causa da depreciação da moeda no mundo também. O elevado déficit americano e outros problemas ianques estão ditando o ritmo do dólar em termos mundiais, aqui é parte desta cantiga.

A taxação não surtirá o efeito necessário para acalmar os exportadores, mas ainda acho que o mercado é o melhor caminho para as taxas cambiais. O BC pode e deve continuar tentando administrar a questão, mas não conseguirá barrar o mercado, seja para alta ou para baixa. Uma medida via resolução ou regra seria pouco provável, uma medida intervencionista neste momento vai bagunçar outras variáveis macroeconômicas que estão indo muito bem.

Os juros continuam altos, a bolsa continua subindo, claro que algumas realizações vão acontecer, mas o viés é de alta. O câmbio vai continuar de lado, as projeções são de R$ 1,75 no final de 2010.

Volatilidade na bolsa e câmbio? Sempre, mas com uma tendência cada vez mais calma e com uma lógica clara da sua trajetória.

quarta-feira, outubro 21, 2009

Lances da crise de 29 II

Continuando:
  • A Alemanha em 1933 entrou em profunda crise. Terreno fértil para Hitler que começa a se estabelecer como revolucionário salvador da pátria. Von Papen, velho conhecido dos EUA assume com uma incrível pecha de incompetente. Mais lenha na fogueira de Hitler. Ditadores e políticos populistas tomaram o poder em diversos países.
  • Crise pode ser sinônimo de oportunidade, a tecnologia era usada para reduzir custos, o rádio foi um dos beneficiários.
  • Várias empresas que produziam e vendiam produtos populares "bombaram", o exemplo da época era o cigarro " Woodbines" baratos, menores e com 4 peças por maço,mas muitos ganharam dinheiro, os que souberam explorar nichos e oportunidades.
  • Os problemas americanos foram agravados com a crise agrícola e seca que destruiu diversos locais e barravam oportunidades.
  • Rosselvet assume em março de 1933 como salvador da pátria.
  • Ele com espírito "socialista" mandou ver nos desmandos do mercado e acabou descobrindo muita falcatrua e desmandos do mercado e de oportunistas. Uma tal comissão Pecora de um promotor Ferninand Pecora comprou briga feia com os dominadores de Wall Street e industriais. Foi um pouco intervencionista a ação de FDR, mas necessária.
  • Na Inglaterra é lançado um carro compacto chamado Morris Eight que tomou o mercado e aproveita a maré de alta, isso em 1934 já com a política do New Deal americana.
  • O assunto do New Deal dá um livro, mas hoje e conhecendo um pouco, não vejo que haveria outra saída. FDR, como Rossevelt era conhecido, foi importante na mudança da ordem mundial.
  • Ben Bernanke, atual presidente do FED é citado várias vezes no livro, é economista e historiador, especialista na crise de 1929. Podem acreditar que isso ajudou na administração da crise de 2008.
Como conclusões podemos dizer que a crise foi uma lição para a humanidade, corrigiu algumas distorções históricas como o trabalho infantil e o abuso nas relações funcionais entre padrão e empregados. O capitalismo sofreu duro golpe, em alguns países foi liquidado para voltar em 1989. Ainda bem. A famosa regulamentação do mercado discutida agora foi pauta na crise de 1929. Lá como em 2008 o mercado correu solto. A criatividade aliada da ganância e com poder promove terremotos e desajustes sociais.

FDR foi um dos grandes responsáveis junto com Keynes, economista que comprou briga com a escola austriaca e mostrou que as vezes os estado faz bem como alavanca de desenvolvimento. Foi o caso, na medida certa.
A crise nos deu lições, de lá para cá vieram outras, a mais séria e parecida foi 2008. Vamos esperar a próxima onda, os ciclos ainda não foram confirmados, mas que eles existem, isso existem.

Lances da crise de 29 I

Vamos lá, colocar algumas considerações extraídas do livro de Selwyn Parker sobre a crise de 1929.
  • A primeira coisa que podemos dizer: Após grande prosperidade dos anos 20, a renda real (retirada a inflação) cresceu 3,4% ao ano nos EUA. A crise de deu por uma incrível apreciação de ativos e preços, parecida com a de 2008 que quase leva todo mundo para o buraco.
  • A bomba estourou na NYSE (Bolsa de NY) , a bolsa dia 23 de outubro caiu 4,6%, realização pensaram alguns. Até dia 28 o pânico foi se formando e deu-se o estouro da manada.
  • No auge do problema criaram uma lei protecionista chamada Smoot-Hawley que visava proteger o mercado americano. O mundo se dobrou e a onda protecionista sangrou o comércio global. A Europa entre 1930 e 33 teve queda de 15% ao ano na atividade econômica. A retração foi um ciclo vicioso perverso que quebrou empresas e destroçou famílias e empregos.
  • Diversas indústrias fecharam, em alguns segmentos cidades foram abandonadas e ficaram desertas.
  • Neste caos soergueu a força de sindicatos e dos ideólogos comunistas e esquerdistas.
  • Os bares, teatros e cinemas foram o ópio do povo, alguns artistas e espetáculos faturaram alto. A Cia D'Oyly Carte e a peça Escape me never eram ponto de destaque e sucesso.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Dois bons livros!

Acabo de ler: o crash de 1929 de Selwin Parker. Começo o Ascensão do dinheiro de Niall Fergurson. Este segundo promete! Conta a evolução do dinheiro e sua ligação com a evolução da humanidade!
Assim que tiver um tempo vou listar alguns pontos que marquei no Crash de 1929.

sexta-feira, outubro 16, 2009

A lógica da queda do dólar?

A ótima coluna do Antonio Machado vem denunciando a especulação com o dólar e a flexibilidade das regras do mercado financeiro com relação a alavancagem, margens, etc, nas operações com dólar.
Mais uma vez ele comenta o caso e dá sugestões. Clique e veja

Não conheço profundamente as regras, mas ele é fera e deve ter fragilidades sim.
Sei que o dólar entrando no país, via mercado de renda fixa (pelas atrativas taxas de juros) ou renda variável (a Bovespa já recebeu R$ 20 bi e está bombando) ajuda a derrubar o preço, pressão vendedora para troca em Reais e aplicação nos mercados.
Os mercados futuros e derivativos alavancam preços, ou derrubam, lembrem-se que antes da crise, o volume negociado na Bolsa de Chigado, nas comodities e no petróleo, era 15 vezes maior que o volume físico factível, ou seja, alavancaram a alta de preços via pressão compradora de posições futuras e opções. Esta mesma lógica pode estar afetando a nossa paridade cambial. Melhor a CVM e o BC investigar.
De todo jeito, o povo toma dinheiro lá fora a1% e aplica aqui a 8,5% (na Selic) se quiser riscos arruma taxa melhor. Com o câmbio sob pressão vendedora, o risco de alta é baixo aumentando o ganho no spread. Ótimo negócio.
Se Antonio Machado estiver certo, o dólar pode corrigir para cima. As previsões não mostram isso, o crescimento do mercado externo e ainda a festa na floresta do juros nacional mostram que ainda é forte o viés de queda, mas o preço pode estar artificial e haver correção.
Vamos aguardar, mas o mercado ainda é a melhor solução para este equilíbrio cambial. Acho que está sob controle, mesmo com uma ponta especulativa em cima dos derivativos e mercados futuro. Acho que ´patamar atual, R$ 1,70, é o ponto bom, por algum tempo, mesmo com a chiadeira dos exportadores.

quinta-feira, outubro 15, 2009

A prosperidade voltou definitivamente!

Eu falo desde o final de 2008, ainda no auge da crise. As cassandras ficam cada vez mais quietas!

O mundo é outro, as premissas são outras, só não vê quem não quer.

Olhem matérias do Valor:
  1. Bolsa bate 66 mil pontos.
  2. Já tem R$ 20 bilhões de recursos externos na Bolsa
  3. Dólar bate R$ 1,71
  4. Indústria paulista volta a contratar
Seguinte: Retomamos o pico de 2008 antes da crise. A liquidez começa a voltar e demandas e preços se ajustam. Alguns preços e ativos que tiveram valores imaginários terão mais problemas de voltar a posição original.

Salvo uma catástrofe mundial, o mercado continua a bombar, a Bolsa ainda sobe, mas cuidado, a realização deve acontecer. Dinheiro de fora continua entrando, juros baixíssimos no exterior e aqui ainda somos campeões do globo. Otimismo no mercado corrobora as expectativas e eu acerto mais uma.

terça-feira, outubro 13, 2009

O questionamento do IDH e um novo Indicador

O IDH é o índice de Desenvolvimento Humano da ONU. Clique e veja

A VEJA desta semana questiona a metodologia. Eles estão certos. Criado em 1990 pelos economistas Mahbub Ul Haq e Amarty Sen, ele calcula o IDH sob três aspectos do país: Longevidade, Renda e Educação.

Basicamente são considerados o IDH como muito alto, alto, médio e baixo. Os de Brasil e Rússia são considerados altos, de China e ìndia, médios e por ai vai. Quanto mais próximo de 1 maior é o desenvolvimento humano. A Veja está correta, assim como diversos economistas que pesquisei:

Não são levados em conta fatores como liberdade de expressão e democracia por exemplo.

Vou sugerir aqui uma nova metodologia, seguinte:
  • Vamos imaginar um país modelo, com uma renda per capita digna, escolas suficientes para a grande maioria, saúde e previdência para esta maioria, boa expectativa de vida, oportunidade para todos de emprego, liberdade de expressão, democracia, crescimento econômico, indicador de desemprego e rotatividade, indicadores de sustentabilidade ambiental e outros mais que poderiam ser enquadrados.
  • A partir deste "País Ideal" seriam atribuídos peso a cada um dos indicadores, exemplo: para o desenvolvimento humano é necessário educação e saúde, oportunidades e liberdade. Assim por diante este país seria o IDH 1,00.
  • Comparando com os indicadores dos diversos países avaliados poderíamos ter uma melhor referência do que os três parâmetros usados hoje.
É claro que este país só existirá na teoria, mas poderia criar um critério mais realista e sair fora das aberrações, como o IDH de Cuba, maior do que o do Brasil, da Rússia, China e Índia, ou da Venezuela, ainda maior que estes.
Fica ai uma sugestão, vou me aprofundar no tema breve e tentar estabelecer uns parâmetros para determinação deste indicador, mas vamos chamá-lo de IQVH- Índice de Qualidade da Vida Humana. Me aguardem.