Mauro Zafalon, na Folha:- Clique e leia
Risco maior e irracionalidade. Esses são os novos "perigos" para as negociações no mercado agrícola internacional. Essa inflação agrícola (já batizada de "agflação") vem gerando distúrbios sociais em países consumidores e ganhos em produtores, como o Brasil.O ritmo acelerado de negociações no mercado futuro chega a girar 22 safras anuais de soja. Só os fundos são responsáveis por 8 dessas safras. Em 2007, o mercado futuro agrícola da Chicago Board of Trade negociou 7,3 bilhões de toneladas de milho, 4,3 bilhões de soja e 2,7 bilhões de trigo. A produção física desses produtos, em 2007, foi de 780 milhões, 220 milhões e 606 milhões de toneladas, respectivamente.Volumes maiores de negociações esquentaram os preços, que passaram a ter variações bruscas, chamadas pelo mercado de "volatilidade".
Os fundos de “Hedges” que dão proteção a produtores e comercializadores estão sendo usados na especulação. O preço do petróleo atual é atribuído aos fundos e ao mercado futuro. Os fundos são necessários, mas estão causando problemas. Solução? Talvez regras mais duras para atacar a especulação pura e simples, a famosa jogatina. Uma observação, difícil os preços voltarem. O equilíbrio entre a oferta e a demanda que devem regular preços é coisa do passado. Na era da informação e na sociedade co conhecimento, não poderíamos esperar coisas muito diferentes disso. Existe solução, é preciso aprender para consertar.
Assuntos que me interessam: Política, Meio Ambiente, Economia, Tecnologia, Internet e um pouco de filosofia.
segunda-feira, maio 26, 2008
quinta-feira, maio 15, 2008
Novidades e a queda da ministra
Tem algum tempo que não venho aqui. Estou escrevendo no Webartigos. Quem quiser ver é só clicar- WEB ARTIGOS. Escrevi um artigo lá sobre a evolução tecnológica do homem, desde a era primitiva.
O comentário da semana é a queda da ministra Marina Silva, de empregada doméstica a senadora, ela tem méritos, mas tinha gente mais preparada para o cargo.
O Alexandre Garcia da Globo que parafraseou bem a saída dela: Disse ele: A ministra caiu por causa do desmatamento, mas quem perdeu mesmo foi o machado( em alusão ao suplente Sibá Machado, outra figura).
O carlos Minc, parece que será o ministro, começou falando do governador Maggi, aliado do Lula e plantador de soja, o maior do mundo.
Vamos ver o que acontece.
O comentário da semana é a queda da ministra Marina Silva, de empregada doméstica a senadora, ela tem méritos, mas tinha gente mais preparada para o cargo.
O Alexandre Garcia da Globo que parafraseou bem a saída dela: Disse ele: A ministra caiu por causa do desmatamento, mas quem perdeu mesmo foi o machado( em alusão ao suplente Sibá Machado, outra figura).
O carlos Minc, parece que será o ministro, começou falando do governador Maggi, aliado do Lula e plantador de soja, o maior do mundo.
Vamos ver o que acontece.
quinta-feira, maio 01, 2008
Brasil ganha grau de investimento
Clique e veja a matéria no Terra Notícias. Resumidamente, vamos explicar um pouco este negócio em 10 tópicos:
1-)Algumas das principais agências de classificação de risco -Moody's, Standard & Poor's e Fitch, analisam empresas e governos e classificam dentro de padrões que significam seguraça e solidez com baixo risco para investimentos e crédito. No caso aqui a Standard & Poor's deu a nota máxima ao Brasil. Níveis de riscos :
AAASR
Garantias máximas, risco quase nulo
AA+SR/ AASR/ AA-SR
Garantias muito fortes, risco muito baixo
A+SR/ ASR/ A-SR
Garantias fortes, risco baixo
BBB+SR/ BBBSR/ BBB-SR
Garantias adequadas, risco módico
2-) A Definição do livro texto: "Condição de baixo risco de crédito que denota adequadas garantias e reduzida vulnerabilidade a fatores de perturbação externos a uma emissão ou a um conjunto de obrigações de emissor".
3-) Bancos para fazer empréstimos e fundos para investir, olham este grau de risco, a nota máxima dada pelas agências, ajuda a aplicar seus recursos. A lei americana proíbe fundos de investimentos (como o famoso fundo das professoras da Califórnia) de aplicar em países sem ter o "Investment Grade".
4-) O Brasil tem chance de aumentar, e muito , a sua participação na busca por mais um naco na poupança mundial que só pode pousar em lugares com a nota máxima. Sabe quanto é o valor? 13 trilhões de dólares aproximadamente.
5-) Como dependemos muito de recursos externos, principalmente para infra-estrutura, isso é bom, mas como tudo na vida é via de mão dupla: O já enfraquecido dólar e como consequência o Real forte, terá mais problemas pela perspectiva de entrada de dólares.
6-) Esta medida era esperada, mas a bolsa "bombou" ontem. Ainda é cedo se vai continuar subindo, o mercado mundial é mais mandatário para a volatilidade da Bovespa, e além disso, o mercado se antecipa sempre, ou seja, já sabia que chegariamos neste grau. Pode subir, mas não arriscaria, o recurso externo que pode e deve vir, é de boa qualidade e díficl de precisar quanto irá para o mercado de ações.
7-) O real forte ajuda a segurar a sinalização da inflação, mas arromba mais nossa balança comercial, isso sempre tem consequências.
8-) Em termos mundiais, pouca ou nenhuma repercussão, o Brasil é muito, com todo respeito, insignificante no contexto.
9-) Isso não é mérito do governo Lula, esta cirscunstância vem desde o início de 90, com a estabilização da moeda e a conjuntura mundial. Mérito de ambos, mesmo com todos erros cometidos, Lula e FHC: RESPONSABILIDADE. Eles não entraram no jogo populista e demagógico de outros governantes.
10-) Nosso nível é: "BBB", isso quer dizer, estamos no comecinho da escala de "Investment Grade" e qualquer vacilo podemos voltar, ou cair.
1-)Algumas das principais agências de classificação de risco -Moody's, Standard & Poor's e Fitch, analisam empresas e governos e classificam dentro de padrões que significam seguraça e solidez com baixo risco para investimentos e crédito. No caso aqui a Standard & Poor's deu a nota máxima ao Brasil. Níveis de riscos :
AAASR
Garantias máximas, risco quase nulo
AA+SR/ AASR/ AA-SR
Garantias muito fortes, risco muito baixo
A+SR/ ASR/ A-SR
Garantias fortes, risco baixo
BBB+SR/ BBBSR/ BBB-SR
Garantias adequadas, risco módico
2-) A Definição do livro texto: "Condição de baixo risco de crédito que denota adequadas garantias e reduzida vulnerabilidade a fatores de perturbação externos a uma emissão ou a um conjunto de obrigações de emissor".
3-) Bancos para fazer empréstimos e fundos para investir, olham este grau de risco, a nota máxima dada pelas agências, ajuda a aplicar seus recursos. A lei americana proíbe fundos de investimentos (como o famoso fundo das professoras da Califórnia) de aplicar em países sem ter o "Investment Grade".
4-) O Brasil tem chance de aumentar, e muito , a sua participação na busca por mais um naco na poupança mundial que só pode pousar em lugares com a nota máxima. Sabe quanto é o valor? 13 trilhões de dólares aproximadamente.
5-) Como dependemos muito de recursos externos, principalmente para infra-estrutura, isso é bom, mas como tudo na vida é via de mão dupla: O já enfraquecido dólar e como consequência o Real forte, terá mais problemas pela perspectiva de entrada de dólares.
6-) Esta medida era esperada, mas a bolsa "bombou" ontem. Ainda é cedo se vai continuar subindo, o mercado mundial é mais mandatário para a volatilidade da Bovespa, e além disso, o mercado se antecipa sempre, ou seja, já sabia que chegariamos neste grau. Pode subir, mas não arriscaria, o recurso externo que pode e deve vir, é de boa qualidade e díficl de precisar quanto irá para o mercado de ações.
7-) O real forte ajuda a segurar a sinalização da inflação, mas arromba mais nossa balança comercial, isso sempre tem consequências.
8-) Em termos mundiais, pouca ou nenhuma repercussão, o Brasil é muito, com todo respeito, insignificante no contexto.
9-) Isso não é mérito do governo Lula, esta cirscunstância vem desde o início de 90, com a estabilização da moeda e a conjuntura mundial. Mérito de ambos, mesmo com todos erros cometidos, Lula e FHC: RESPONSABILIDADE. Eles não entraram no jogo populista e demagógico de outros governantes.
10-) Nosso nível é: "BBB", isso quer dizer, estamos no comecinho da escala de "Investment Grade" e qualquer vacilo podemos voltar, ou cair.
terça-feira, abril 29, 2008
Crédito sobe e atinge 35,9% do PIB em março
Clique e leia no Terra Notícias - Invertia
O crédito é bom, alimenta o consumo, é combustível na máquina virtuosa da produção, geração de emprego e renda, mas como tudo em descontrole e excesso, tem riscos.
As distorções começam no absurdo dos "spreds" cobrados, exatamente onde a banca alega que mete a mão porque a inadimplência é alta. Como, absurdamente, a febre fosse culpada pela infecção.
O ganho rela dos bancos é irreal, olhem os desempenhos. A transferência de renda é anormal e injusta. O povo é analfabeto matematicamente e não sabe como são extorquidos.
O BC deveria aumentar o compulsório....de que adianta aumento no consumo, se a produção não atende, sinaliza inflação e eles aumentam os juros travando a expansão?
Se fosse pera o bem da expansão do país nos níveis chineses, ainda bem, mas deste jeito, só enche a burra dos banqueiros.
Podem escrever: Vamos ter uma grave crise quando a inadimplência aumentar por problemas macroeconômicos de flata de crescimento, crise internacional, ou qualquer coisa que afete o povão, incauto tomador do crédito abundante. O verdadeiro !subprime" brasileiro. Veja o post abaixo que menciono, isso. Ainda bem que tenho me antecipado a mídia. Um dia me criticaram por ser muito midiático, mas não sou não, vivo a era da informação e a sociedade co conhecimento, mas tenho experiência e discernimento para avaliar as mazelas e distorções do nosso pobre país. REPITO: Não falo de governante, falo de governo e estado.
O crédito é bom, alimenta o consumo, é combustível na máquina virtuosa da produção, geração de emprego e renda, mas como tudo em descontrole e excesso, tem riscos.
As distorções começam no absurdo dos "spreds" cobrados, exatamente onde a banca alega que mete a mão porque a inadimplência é alta. Como, absurdamente, a febre fosse culpada pela infecção.
O ganho rela dos bancos é irreal, olhem os desempenhos. A transferência de renda é anormal e injusta. O povo é analfabeto matematicamente e não sabe como são extorquidos.
O BC deveria aumentar o compulsório....de que adianta aumento no consumo, se a produção não atende, sinaliza inflação e eles aumentam os juros travando a expansão?
Se fosse pera o bem da expansão do país nos níveis chineses, ainda bem, mas deste jeito, só enche a burra dos banqueiros.
Podem escrever: Vamos ter uma grave crise quando a inadimplência aumentar por problemas macroeconômicos de flata de crescimento, crise internacional, ou qualquer coisa que afete o povão, incauto tomador do crédito abundante. O verdadeiro !subprime" brasileiro. Veja o post abaixo que menciono, isso. Ainda bem que tenho me antecipado a mídia. Um dia me criticaram por ser muito midiático, mas não sou não, vivo a era da informação e a sociedade co conhecimento, mas tenho experiência e discernimento para avaliar as mazelas e distorções do nosso pobre país. REPITO: Não falo de governante, falo de governo e estado.
sábado, abril 26, 2008
O peso do estado e a farra da banca.
Sábado na manhã, depois do tênis, gosto de verificar algumas coisas econômicas relacionando o passado ao presente, sempre com foco nas distorções que o estado brasileiro provoca. O estado e não governantes quero deixar claro. Neste período tivemos vários governos, de 1985 até hoje. O estado é o mesmo, os governantes foram Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula, bem ecléticos na ideologia e na competência, mas deixemos de lado esta questão.Vamos ao cerne da milha ilação: A farra da banca.
Na minha visão, indignada por sinal, a súcia dos banqueiros monta no estado desde a década de 80, no governo Sarney. Não preciso lembrar que no final do governo Sarney, em 1989, a inflação chegou a 80% ao mês, alguém se lembra?
Esqueçamos o lado negro da inflação e dos planos mirabolantes, do Cruzado, Bresser, Collor, etc, e chegamos finalmente ao Plano Real (1994) e a Política de Metas Para a Inflação (1999). Este sim, o Real, o baluarte da estabilização até hoje, muito pela conjuntura mundial e responsabilidade dos governantes.
Fiz uma conta simples: US$ 10.000,00 dólares em março de 1985 valia (Cruzeiro) CR$ 39.510.000,00. Atualizado até abril de 2008 pelos índices oficiais (ORTN, OTN, BTN, INPC, UFIR até 1996 e depois a SELIC) chego ao seguinte número: R$ 61.189,00. Este número convertido pelo câmbio atual (US$ 1 = R$ 1,66) dá exatamente US$ 36.860,84. Ou seja. Quem tinha US$ 10 mil em março de 1985 e aplicou só nos papeis lastreados em títulos oficiais teria agora quase US$ 37 mil. Sabe quanto foi o reajuste? 369%.
Considerando que a década de 90 até aqui foi mundialmente de inflação baixa, imaginem o ganho real em US$.
O PPI Índex (um dos indicadores americanos de inflação) não ficou em 50% no período de 23 anos que analisei.
Quem é o maior emprestador? Adivinhou a banca. Isso mostra como eles ganhavam com a inflação e ganham sem inflação. As razões são várias, mas o estado é o maior tomador de recurso, gasta mal e tem ânsia arrecadadora, cria estes mecanismos e enche a burra dos potentados.
Tudo bem que alguém pode dizer que sofismei pela conversão ao câmbio e hoje nossa moeda, o Real, está forte. Se ainda assim o US$ estivesse mais forte e a paridade fosse R$ 3,00, o ganho real ainda seria o dobro da média dos EUA.
Além de bancar o governo, eles extorquem os incautos com a farra do crédito, sem risco no caso consignado.
Hoje temos 30% do PIB na mão de analfabetos matemáticos que pagam “spreads” absurdos. Podem escrever ai: Teremos na primeira crise mundial que arrastar o Brasil uma crise do “sub prime” do crédito brasileiro.
A minha revolta é antiga, mas a cada momento constato que de boas intenções estamos cheios, mas as coisas não funcionam como deveria, dentro de preceitos democráticos e da justiça social. Montesquieu do “Espírito das Leis” escreveu: “Quando vou a um país, não examino se há boas leis, mas se as que lá existem são executadas, pois boas leis há por toda parte.” Aqui tudo parece funcionar, mas as distorções são enormes. O Banco Central só pode ser refém da banca, a questão das tarifas é caso de polícia.
Meu sábado segue em frente, mas com a triste sensação de que somos um povo abençoado e acomodado, que aceitamos calados as mazelas e nos contentamos com as migalhas que sobram.
O Brasil nunca chegará onde deveria estar. Não com a classe política sempre eleita nos enganos ao povo e do povo eleitor.
terça-feira, abril 22, 2008
O caso Isabela e a teoria dos jogos
Existe uma figura na Economia que disserta sobre oligopólios, a famosa Teoria dos Jogos , e nela o Dilema do Prisioneiro. Quem quer ver mais, clique e veja aqui. Acho que podemos aplicá-lo no caso que comoveu o Brasil.
O caso é os eguinte: Está mais que evidente a culpa do pai e da madastra, a tecnologia policial e forense vão cuidar do resto, mas a opinião pública pode já ir formando seu julgamento.
Acho que ficamos expostos a uma comoção pela mídia, "over dose" do crime que chocou o Brasil, mas a verdade está próxima e faço minha previsão: Um dos dois prováveis culpados entregará o outro. O dilema do prisioneiro ilustra porque a cooperação entre jogadores difícil de ser mantida. Segundo a teoria dos jogos a colaboração é estratégica, mas irracional sob o ponto de vista individual. Eles (o casal culpado) estão se protegendo, mas quando a culpa apertar e as evidências ficarem claras, eles tentarão reduzir sua participação e jogarão a culpa no outro. Cada um para si. A teoria dos jogos explica parte desta minha ilação, mas a entrevista e a frieza deles confirma minha projeção. Um jogará a culpa no outro, podem apostar. Mesmo que os dois tivessem feito um acordo prévio de silêncio, cada um precisaria confiar que o acordo não seria quebrado. A pressão psicológica e a teoria dos jogos fará o resto. Do ponto de vista de vantagem individual, a cooperação é irracional.
A revolta e indiganção de todos é motivada pela brutalidade do crime, mas a exposição da mídia foi também anormal, sensacionalista e típica de país do terceiro mundo.
Quero ver os dois mofando na cadeia,porém não acredito, aqui com dinheiro e bons advogados é quase certa a impunidade. Vamos ver o desfecho e as justificativas dos monstros que atacaram a princesinha de 5 anos.
O caso é os eguinte: Está mais que evidente a culpa do pai e da madastra, a tecnologia policial e forense vão cuidar do resto, mas a opinião pública pode já ir formando seu julgamento.
Acho que ficamos expostos a uma comoção pela mídia, "over dose" do crime que chocou o Brasil, mas a verdade está próxima e faço minha previsão: Um dos dois prováveis culpados entregará o outro. O dilema do prisioneiro ilustra porque a cooperação entre jogadores difícil de ser mantida. Segundo a teoria dos jogos a colaboração é estratégica, mas irracional sob o ponto de vista individual. Eles (o casal culpado) estão se protegendo, mas quando a culpa apertar e as evidências ficarem claras, eles tentarão reduzir sua participação e jogarão a culpa no outro. Cada um para si. A teoria dos jogos explica parte desta minha ilação, mas a entrevista e a frieza deles confirma minha projeção. Um jogará a culpa no outro, podem apostar. Mesmo que os dois tivessem feito um acordo prévio de silêncio, cada um precisaria confiar que o acordo não seria quebrado. A pressão psicológica e a teoria dos jogos fará o resto. Do ponto de vista de vantagem individual, a cooperação é irracional.
A revolta e indiganção de todos é motivada pela brutalidade do crime, mas a exposição da mídia foi também anormal, sensacionalista e típica de país do terceiro mundo.
Quero ver os dois mofando na cadeia,porém não acredito, aqui com dinheiro e bons advogados é quase certa a impunidade. Vamos ver o desfecho e as justificativas dos monstros que atacaram a princesinha de 5 anos.
domingo, abril 13, 2008
Inflação mundial dos alimentos preocupa
Clique e veja matéria da Reuters falando sobre a questão da alta de preços dos alimentos no mundo na visão do FMI. Clique e veja a preocupação da ONU também.Vamos lá: O mundo vive desde a década de 90 a prosperidade sem inflação. Conjuntura mundial que favoreceu a criação de riqueza e aumento da liquidez. Estamos entrando no ponto de inflexão da curva deste ciclo e todos indícios são claros, agora mais um, a inflação mundial.
O fim de um ciclo sem inflação, aumento da demanda via injeção de milhões de pessoas na melhora da alimentação na ìndia, China e outros países do terceiro mundo, os fundos "hedges" que de certa forma forçam a demanda e preços de maneira, digamos especulativa, e mais a própria dinâmica do mercado agrícola, são os causadores dsta situação.
A injustiça mundial é enorme e nunca deixará de ser, pode ser minimizada quando os países tocarem seus destinos dentro de suas vocações, acabar a corrupção de governos, principalmente nos países miseráveis. A produção mundial não aumentará porque o FMI ou o Banco Mundial quer, mas porque com inflação, os preços sobem e a demanda aquecida promoverá a iniciativa, esta é a "invisible hand" do mercado, na qual Adam Smith definiu o mercado e suas forças.
A inflação é parte da regra natural, a demanda aumenta e a oferta deve acompanhar, aumento de rpeço significa mais gente entrando no mercado produtor. Vamos deixar o mercado agir.
Se existem mais pessoas comendo, é bom para todos, mas a injustiça será atacada por ai, com oportunidades de emprego e renda, a produção de alimentos é uma ótima indústria.
A única coisa que intriga ainda, é a demanda de papel causada pelos fundos de "hedge", mas são parte do jogo, das forças naturais, precisamos conhecer melhor e entender o papel destes fundos no mercado.
quarta-feira, abril 09, 2008
Lula e o terceiro mandato

Já disse no post abaixo que a pauta do ano que vem será terceiro mandato, reeleição ou prorrogação de mandato.Lula esperneia quando falam do terceiro, a parada será dura, mas não impossível. Na minha opinião a prorrogação de mais um ano para todos, governadores, senadores e deputados é a mais plausível. Podem até tentar dois anos para coincidência das eleições, tese antiga e pertinente dado os custos atuais das eleições.Uma coisa é certa, vai haver debate. Alguns desconfiam que no projeto do deputado amigo de Lula pode estar uma dissimulação para o objetivo final. O congresso deve ficar atento, a sociedade também, mas que eles vão tentar vão e nosso Lula, se o cavalo arriar ele monta, aposto com qualquer um.
quarta-feira, abril 02, 2008
Zé Alencar, o vice, flerta com a tese do 3º mandato
Clique e leia o texto no Blog do Josias.
Não tenho dúvida que após a eleição o assuntyo entrará na pauta política. Quase todos ex-presidentes tentaram mexer nos mandatos, porque Lula seria diferente?
Ele tem sorte, tem ótimos índices de aprovação e vontade com sagacidade, diga-se de passagem esta é a maior virtuide de Lula. Um Tal Devanir Ribeiro, velho amigo de Lula, lançou a tese, mas esta foi amenizada, pelo anacronismo. Depois da eleição, aposto que entrará na pauta, até o vice começa com a ladainha. Podem pensar em plebiscito, mudança na lei ou mesmo uma prorrogação. Esta conversa da oposição da mídia e da classe esclarecida é conversa, já vimos elas serem atropeladas várias vezes por situações políticas.
Vão tentar mexer, podem apostar.
Não tenho dúvida que após a eleição o assuntyo entrará na pauta política. Quase todos ex-presidentes tentaram mexer nos mandatos, porque Lula seria diferente?
Ele tem sorte, tem ótimos índices de aprovação e vontade com sagacidade, diga-se de passagem esta é a maior virtuide de Lula. Um Tal Devanir Ribeiro, velho amigo de Lula, lançou a tese, mas esta foi amenizada, pelo anacronismo. Depois da eleição, aposto que entrará na pauta, até o vice começa com a ladainha. Podem pensar em plebiscito, mudança na lei ou mesmo uma prorrogação. Esta conversa da oposição da mídia e da classe esclarecida é conversa, já vimos elas serem atropeladas várias vezes por situações políticas.
Vão tentar mexer, podem apostar.
sábado, março 29, 2008
Aumenta o assistencialismo no Brasil

Brasileiros ajudados por programas sociais somam 18,3% - Clique e leia
De 54,7 milhões de domicílios no País, cerca de 10 milhões recebem auxílio do governo, revela Pnad, isso é bom ou ruim? Vamos fazer umas reflexões:
1-) O Bolsa família é a fusão do Vale Gás e Bolsa Educação da era FHC, portanto, é ilusão achar que o governo Lula é o pai do assistencialismo.
2-) Um país com tantos problemas sociais pode e deve ter assistência de governo, mas todo cuidado é pouco na forma e na opção. Um caminho é sempre em detrimento de outro.
3-) Alguém paga esta conta. Se temos problemas na saúde, educação e infraestrutura, estes bilhões que vão para as famílias beneficiárias são nossa melhor opção?
4-) A inclusão social deveria se dar por meio de trabalho com forte apelo na educação. A sociedade do conhecimento e a era da informação demandam isso. O crescimento econômico é a melhor forma de inclusão social, o emprego e a renda dignificam o cidadão, não pitéus governamentais.
5-) O Brasil cresce devido a favorável situação mundial, poderia estar melhor. Minha pergunta é se não estivessemos vivendo esta conjuntura, como estariamos aqui.
6-) O assistencialismos pode se confundir com o populismo. Isso é bomba de efeito retardado. A nossa carga tributária é uma das maiores do mundo e assistencialismo não terá fim, tende a aumentar e a conta ficar maior. Hoje o maior problema americano é consequência do Medicare e de alguns rompantes populistas do passado.
7-)Lembrem-se da Hierarquia de Moslow. Em países como o nosso, isso pode ser incentivo a indolência e má fé, sem dizer no incentivo a outras coisas como a natalidade.
No fundo, é difícil falar contra programas sociais de assistência, mas ainda acho que merecem muita reflexão. O Brasil estaria melhor se crescessemos mais, mas não podemos extamente por problemas de infraestrutura, que divide recursos com estes programas.
Sou a favor da justiça social, o governo deve fazer a parte dele, mas na minha visão, este programa é mal feito e pode ser utilizado de forma inadequada por políticos oportunistas.
Ainda acho que deveriamos apostar no crescimento, ou melhor, na pavimentação da estrada do futuro, com a melhoria na infraestrutura, educação e saúde. As pessoas ao invés de se contentarem com R$ 100, 00 sem trabalhar, teriam oportunidades de emprego e aumento de renda.
Vamos viver a custa de migalhas de governo para sempre? Quem pagará esta conta?
quinta-feira, março 20, 2008
Energia Alternativa- A próxima Bolha
Eric Janszen, CEO da iTulip, um site de projeções e previsões de mercado com bom número de acertos, escreveu este artigo e previu a próxima bolha.Ele analisa as bolhas passadas e diz que a próxima, em formação já, é a Energia Alternativa.
Faz sentido. Olhem o gráfico acima.
O grito de liberdade na China
Clique e leia - China admite que protestos se espalharam para fora do Tibete
A revolta do Tibet é a semente da liberdade ansiada pelos chineses. Após a mão de ferro e fracasso do comunismo, desde 1986, com Deng Xiaoping, a China experimenta a abertura controlada. Com a interrupção em 1989 no sangrento episódio da Praça da Paz Celestial, há 18 anos a China cresce e tem uma liberdade de mercado. Fui diversas vezes a China e sou testemunha da evolução.
Acontece, sempre falei isso, a abertura, a internet, o turismo e a liberdade de mercado, mesmo que vigiada e controlada, vai mostrar o conceito da democracia ao oprimido cidadão chines, sem vontade política e expressão.
O Tibet não quer a autonomia só, eles já a tem. Ali brota o grito sufocado dos chineses pela democracia, como disse Churchil, é o pior regime, exetuando-se todos os outros.
Acho o modelo chines, liberdade de mercado com governo forte, vencedor e talvez adequado para a cultura local, mas a democracia, ou pelo menos o desejo, é inexorável.
O governo chines vai resistir, mas uma hora não terá como impedir este caminho.
Não acho que será por agora, a China ainda tem muito a colaborar com a prosperidade mundial e muito a fazer pelo miserável povo chines. Pelo menos lá temos uma pirâmide social, coisa que no comunismo não tinha.
A revolta do Tibet é a semente da liberdade ansiada pelos chineses. Após a mão de ferro e fracasso do comunismo, desde 1986, com Deng Xiaoping, a China experimenta a abertura controlada. Com a interrupção em 1989 no sangrento episódio da Praça da Paz Celestial, há 18 anos a China cresce e tem uma liberdade de mercado. Fui diversas vezes a China e sou testemunha da evolução.
Acontece, sempre falei isso, a abertura, a internet, o turismo e a liberdade de mercado, mesmo que vigiada e controlada, vai mostrar o conceito da democracia ao oprimido cidadão chines, sem vontade política e expressão.
O Tibet não quer a autonomia só, eles já a tem. Ali brota o grito sufocado dos chineses pela democracia, como disse Churchil, é o pior regime, exetuando-se todos os outros.
Acho o modelo chines, liberdade de mercado com governo forte, vencedor e talvez adequado para a cultura local, mas a democracia, ou pelo menos o desejo, é inexorável.
O governo chines vai resistir, mas uma hora não terá como impedir este caminho.
Não acho que será por agora, a China ainda tem muito a colaborar com a prosperidade mundial e muito a fazer pelo miserável povo chines. Pelo menos lá temos uma pirâmide social, coisa que no comunismo não tinha.
quarta-feira, março 19, 2008
Juros negativos nos EUA
O FED abaixou 0,75% e os juros ficaram em 2,25%, ao ano, diga-se de passagem, aqui é ao mês. Clique e leia.
A inflação em 2007 foi de 4,1% e projeta algo semelhante em 2008, resultado: Juros negativos nos EUA. Clique e leia sobre a inflação nos EUA. Eles estão sob a ameaça de inflação e recessão e parecem escolher o combate direto a recessão, mesmo enfrentando um aumento de preços vaticinado. Eu acho que faria o mesmo.
As bolsas subiram e o FED atua com força, mas a ameaça da recessão não está debelada, o pior dos mundos poderia ser as duas juntas, inflação e recessão, a chamada estagflação.
Quem ganha e quem perde? Ainda não sabemos os impactos, as medidas podem levar tempo para surtir efeito, mas vamos lá:
O BRASIL perde, aplica as reservas em quase sua totalidade nos títulos dos tesouro, tremenda fria, tirando a liquidez e segurança, mas poderia ter opções.
O dólar deve reverter a pressão e começar a subir.
Barack Obama(tudo indica que deve ganhar da Clinton), vai sentir o baque, em plena crise, o americano pragmático, deve vota em McCain.
O mundo perderá se a locomotica diminuir o ritmo, já li e ouvi comentários que a China começa a sentir os efeitos desta arrefecida.
O mundo pode estar entrando na inflexão da correção da prosperidade dos últimos 15 anos.
A crise pode ser grave, muito grave, mas ainda confio nos mecanismos e nas experiências com crises passadas. O tempo dirá, como sempre, sendo o senhor da razão.
A inflação em 2007 foi de 4,1% e projeta algo semelhante em 2008, resultado: Juros negativos nos EUA. Clique e leia sobre a inflação nos EUA. Eles estão sob a ameaça de inflação e recessão e parecem escolher o combate direto a recessão, mesmo enfrentando um aumento de preços vaticinado. Eu acho que faria o mesmo.
As bolsas subiram e o FED atua com força, mas a ameaça da recessão não está debelada, o pior dos mundos poderia ser as duas juntas, inflação e recessão, a chamada estagflação.
Quem ganha e quem perde? Ainda não sabemos os impactos, as medidas podem levar tempo para surtir efeito, mas vamos lá:
O BRASIL perde, aplica as reservas em quase sua totalidade nos títulos dos tesouro, tremenda fria, tirando a liquidez e segurança, mas poderia ter opções.
O dólar deve reverter a pressão e começar a subir.
Barack Obama(tudo indica que deve ganhar da Clinton), vai sentir o baque, em plena crise, o americano pragmático, deve vota em McCain.
O mundo perderá se a locomotica diminuir o ritmo, já li e ouvi comentários que a China começa a sentir os efeitos desta arrefecida.
O mundo pode estar entrando na inflexão da correção da prosperidade dos últimos 15 anos.
A crise pode ser grave, muito grave, mas ainda confio nos mecanismos e nas experiências com crises passadas. O tempo dirá, como sempre, sendo o senhor da razão.
terça-feira, março 18, 2008
A crise americana analisada hoje
O JPMORGAN compra o Bear Stearns , quinto maior banco americano que virou pó. O FED abaixa 0,75% a taxa de juros, ficando em 2,25%, clique e veja matéria, e os resultados dos bancos americanos acalmam o mercado mundial, mas por enquanto.O risco de recessão e arrefecido pelo juros baixos, mas o fantasma da inflação ainda ronda os lares americanos. O papel do FED será crucial no desfecho desta história.
Esta crise anunciada é de liquidez, a prosperidade desde a década de 90, o crédito fácil americano criou um valor inexistente nos ativos, é hota da correção. Alan Greenspan já previa há muito tempo e ele agora diz que a coisa é muito grave, clique e veja.
Não sou muito adepto das idéias de Carlos Lessa, mas ele é um respeitável economista e ele, nesta matéria mostra alguns erros de lá e de cá. Vamos breve ter um "subprime" no Brasil, pela farra do crédito em todos segmentos. Clique e veja.
Uma coisa é certa, os ciclos são uma realidade na economia, na política e muitas vezes na vida das pessoas, como dizem aqui em Minas, não há felicidade que dure para sempre, nem há mal que nunca termine. Vamos contar os mortos e os feridos, mas sempre lembrando, esta crise não será igual a outras, as ferramentas são outras, vide atuação do FED.
quinta-feira, março 13, 2008
O PIB cresce, o dólar começa a ser olhado.
As medidas para conter o dólar são as seguintes, dizem que têm digitais de Delfim Neto e Gonzaga Beluzzo, pode ser.
1. acabar com a cobrança de 0,38% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações de câmbio dos exportadores; - Ajuda, mas pode ser pouco. Ouvi algo em torno de R$ 2 bilhões, em US$ 40 bilhões dá algo girando 2,5%. Vamos ver
2. autorizar que os exportadores deixem toda sua receita com vendas externas lá fora; Muito bom, alivia a entrada de dólares e a pressão vendedora, mas ainda não vi os percentuais, será que pode deixar tudo lá? Vamos esperar.
3. cobrar IOF na entrada de capital estrangeiro destinado a aplicações de renda fixa, principalmente títulos públicos. Pelo que ouvi na CBN, é muito pouco, mas precisamos conhecer os percentuais.
O fortalecimento do real tem limites, mas a interferência também. A força do mercado é a melhor, mas é papel do governo interferir com suas armas para corrigir distorções. As medidas são responsáveis, loas a eles.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 5,4% no ano de 2007, ano em que os investimentos tiveram a maior expansão desde 1996 - Clique e veja
Muito bom, já disse várias vezes que precisamos mais de 3% para atender o mercado vegetativo e demandas sociais de emprego. O principal destaque é o consumo das famílias. Isso significa a máquina girando, pessoas comprando, alavancando indústrias e negócios, que contratam pessoas, que melhoram de vida, que compram mais e injetam combustível na economia, é o ciclo virtuoso.
A estabilização e as sementes plantadas em vários fundamentos econômicos e a conjuntura mundial ajudam este quadro, nada de confundir governo com estado, por favor.
Detalhe: Somos campeões dos juros e nínguém fala mais nisso, a prosperidade realmente cega.
1. acabar com a cobrança de 0,38% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações de câmbio dos exportadores; - Ajuda, mas pode ser pouco. Ouvi algo em torno de R$ 2 bilhões, em US$ 40 bilhões dá algo girando 2,5%. Vamos ver
2. autorizar que os exportadores deixem toda sua receita com vendas externas lá fora; Muito bom, alivia a entrada de dólares e a pressão vendedora, mas ainda não vi os percentuais, será que pode deixar tudo lá? Vamos esperar.
3. cobrar IOF na entrada de capital estrangeiro destinado a aplicações de renda fixa, principalmente títulos públicos. Pelo que ouvi na CBN, é muito pouco, mas precisamos conhecer os percentuais.
O fortalecimento do real tem limites, mas a interferência também. A força do mercado é a melhor, mas é papel do governo interferir com suas armas para corrigir distorções. As medidas são responsáveis, loas a eles.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 5,4% no ano de 2007, ano em que os investimentos tiveram a maior expansão desde 1996 - Clique e veja
Muito bom, já disse várias vezes que precisamos mais de 3% para atender o mercado vegetativo e demandas sociais de emprego. O principal destaque é o consumo das famílias. Isso significa a máquina girando, pessoas comprando, alavancando indústrias e negócios, que contratam pessoas, que melhoram de vida, que compram mais e injetam combustível na economia, é o ciclo virtuoso.
A estabilização e as sementes plantadas em vários fundamentos econômicos e a conjuntura mundial ajudam este quadro, nada de confundir governo com estado, por favor.
Detalhe: Somos campeões dos juros e nínguém fala mais nisso, a prosperidade realmente cega.
quarta-feira, março 12, 2008
Governo vai fazer alguma coisa para conter a queda do dólar
Existem sinais que o dólar em queda livre preocupa, já tinha postado aqui que existe um ponto de equilíbrio para o fortalecimento da nossa moeda, o Real. Clique e veja - Mais um post- Dólar baixo ajuda a segurar inflação, ajuda na importação de bens de capital, mas também faz o alguns segmentos perderem competividade e custa caro ao país.
Já li em algumas chamadas que as medidas não terão tanto impacto, mas depois que ver e analisar, postamos algum comentário aqui.
Já li em algumas chamadas que as medidas não terão tanto impacto, mas depois que ver e analisar, postamos algum comentário aqui.
Nova Crise do petróleo?
O petróleo bateu a casa de US$ 109,00 por barril (clique e veja), em abril de 1980, na correnteza da segunda crise, que o petróleo atingiu sua maior até então cotação, hoje equivalente a US$ 101,70 por barril.
Em 1979 o DOE (Ministério da Energia dos EUA) previu que o petróleo chegaria a US$ 60, 00 em 1995, o que corresponderia a US$ 150, 00 em preços de 2006. Fato que não ocorreu pelas forças de mercado segundo os analistas. O dólar neste patamar preocupa muita gente especializada.
Na verdade existem alguns efeitos da nova economia e outros geopolíticos influenciando o preço do petróleo, mas mercado tem atuado com suas forças naturais também.
(1-) A força do mercado de hedge, de derivativos e futuro, mudou os estoques de petróleo de mãos. Hoje grandes companhias financeiras operam o mercado futuro e são proprietárias dos estoques, os países que controlam a produção não têm o poder de influenciar preços como nas décadas passadas.
(2-) Os países da OPEP, onde a Venezuela é parte, não conseguem aumentar a oferta de petróleo. A base da infra estrutura e capital social dos países e que atendem as populações locais é financiada pela exploração do petróleo, ou seja, não existem recursos para investir na infra estrutura do país e na exploração ao mesmo tempo, além de que opções rentáveis para investimento no aumento de produção são raras atualmente.
(3-) O petróleo vem perdendo sua influência e importância no PIB global. Mesmo com a forte demanda na China, o petróleo representa hoje menos de dois terços da relevância de duas décadas atrás. Não existe “gordura” entre a demanda e a oferta, mas também todos os indícios são de que o mercado vai atuar para manter este equilíbrio. O consumo do petróleo é muito sensível ao preço, como poucos imaginavam. Chamada elasticidade de preço, quando sobe o preço o consumo cai, mesmo não existindo tantos substitutos.
(4-) A era do milagre tecnológico para aumentar a produtividade na exploração, praticamente acabou, vide ai a reserva de Tupi, considerada uma das maiores e ainda sem previsão de exploração por motivos tecnológicos e de viabilidade econômica. A tecnologia atual já reduziu custos e aumentou a produção, agora só uma nova revolução.
(5-) O mundo experimentou uma década de prosperidade quase nunca vista e mesmo com os solavancos petrolíferos sustentou a bonança.
(6-) Mesmo nos EUA, o maior consumidor, as altas influem no desempenho econômico, mas a influência tem sido menor, além de que a cada susto de alta, novas alternativas e tecnológicas energéticas vão surgindo: vide os bicombustíveis. A matriz mundial está mudando a olhos vistos e o preço do barril do óleo negro influencia este movimento.
(7-) O enfraquecimento do dólar acaba influenciando este preço também e de certa forma é mais problemático para os EUA, o déficit comercial americano aumentou e o preço do petroóleo influenciou este aumento, mas eles já administraram outras crises.
Segundo analistas, o preço do óleo pode até não subir mais, mas dificilmente voltará aos preços baixos, históricos da década de 50 e 60. O mercado futuro com os derivativos e a globalização, a escassez crescente que muitos dão conta que em 2050 o óleo comercial estará praticamente extinto, e pelo menos mais alguns anos de prosperidade global corroboram estas teses de que o preço, se não subir, não irá cair.
As experiências passadas ensinaram muito, o preço batendo US$ 109,00, a economia americana passando por uma fase de turbulência nos faz refletir sobre o que virá por ai.
Em 1979 o DOE (Ministério da Energia dos EUA) previu que o petróleo chegaria a US$ 60, 00 em 1995, o que corresponderia a US$ 150, 00 em preços de 2006. Fato que não ocorreu pelas forças de mercado segundo os analistas. O dólar neste patamar preocupa muita gente especializada.
Na verdade existem alguns efeitos da nova economia e outros geopolíticos influenciando o preço do petróleo, mas mercado tem atuado com suas forças naturais também.
(1-) A força do mercado de hedge, de derivativos e futuro, mudou os estoques de petróleo de mãos. Hoje grandes companhias financeiras operam o mercado futuro e são proprietárias dos estoques, os países que controlam a produção não têm o poder de influenciar preços como nas décadas passadas.
(2-) Os países da OPEP, onde a Venezuela é parte, não conseguem aumentar a oferta de petróleo. A base da infra estrutura e capital social dos países e que atendem as populações locais é financiada pela exploração do petróleo, ou seja, não existem recursos para investir na infra estrutura do país e na exploração ao mesmo tempo, além de que opções rentáveis para investimento no aumento de produção são raras atualmente.
(3-) O petróleo vem perdendo sua influência e importância no PIB global. Mesmo com a forte demanda na China, o petróleo representa hoje menos de dois terços da relevância de duas décadas atrás. Não existe “gordura” entre a demanda e a oferta, mas também todos os indícios são de que o mercado vai atuar para manter este equilíbrio. O consumo do petróleo é muito sensível ao preço, como poucos imaginavam. Chamada elasticidade de preço, quando sobe o preço o consumo cai, mesmo não existindo tantos substitutos.
(4-) A era do milagre tecnológico para aumentar a produtividade na exploração, praticamente acabou, vide ai a reserva de Tupi, considerada uma das maiores e ainda sem previsão de exploração por motivos tecnológicos e de viabilidade econômica. A tecnologia atual já reduziu custos e aumentou a produção, agora só uma nova revolução.
(5-) O mundo experimentou uma década de prosperidade quase nunca vista e mesmo com os solavancos petrolíferos sustentou a bonança.
(6-) Mesmo nos EUA, o maior consumidor, as altas influem no desempenho econômico, mas a influência tem sido menor, além de que a cada susto de alta, novas alternativas e tecnológicas energéticas vão surgindo: vide os bicombustíveis. A matriz mundial está mudando a olhos vistos e o preço do barril do óleo negro influencia este movimento.
(7-) O enfraquecimento do dólar acaba influenciando este preço também e de certa forma é mais problemático para os EUA, o déficit comercial americano aumentou e o preço do petroóleo influenciou este aumento, mas eles já administraram outras crises.
Segundo analistas, o preço do óleo pode até não subir mais, mas dificilmente voltará aos preços baixos, históricos da década de 50 e 60. O mercado futuro com os derivativos e a globalização, a escassez crescente que muitos dão conta que em 2050 o óleo comercial estará praticamente extinto, e pelo menos mais alguns anos de prosperidade global corroboram estas teses de que o preço, se não subir, não irá cair.
As experiências passadas ensinaram muito, o preço batendo US$ 109,00, a economia americana passando por uma fase de turbulência nos faz refletir sobre o que virá por ai.
quinta-feira, março 06, 2008
Somos Campeões mundiais dos juros reais!
Brasil retorna ao topo do ranking das taxas de juros reais - Clique e leia
Com 11,25% da Selic determinada no COPOM, descontada a inflação, os juros reais são de 6,73% ao ano. Campeões do planeta.
Já fui mais radical com relação a taxa de juros, desdenhava de certa forma a inflação, e achava que podimaos abaixar juros sem muita preocupação, mas vi que juro baixo é combustível na inflação. A estabilidade da moeda é a coisa mais importante na economia atual, a nova economia.
O fenomemo mundial de crescimento, estabilidade e fortalecimento da moeda justifica de certa forma a política monetária severa. Qual é o limite ideal? Não sei, se soubesse poderia estar no BC.
A banca aproveita e ganha dinheiro dobrado, nos juros e nos spreads, vide crescimento absurdo e anormal dos lucros.
Antes seria mais crítico com relação a este título de campão mundial de taxa de juros, hoje aceito, ainda que com restrições, como já disse tudo na vida e também na economia é via de mão dupla.
Com 11,25% da Selic determinada no COPOM, descontada a inflação, os juros reais são de 6,73% ao ano. Campeões do planeta.
Já fui mais radical com relação a taxa de juros, desdenhava de certa forma a inflação, e achava que podimaos abaixar juros sem muita preocupação, mas vi que juro baixo é combustível na inflação. A estabilidade da moeda é a coisa mais importante na economia atual, a nova economia.
O fenomemo mundial de crescimento, estabilidade e fortalecimento da moeda justifica de certa forma a política monetária severa. Qual é o limite ideal? Não sei, se soubesse poderia estar no BC.
A banca aproveita e ganha dinheiro dobrado, nos juros e nos spreads, vide crescimento absurdo e anormal dos lucros.
Antes seria mais crítico com relação a este título de campão mundial de taxa de juros, hoje aceito, ainda que com restrições, como já disse tudo na vida e também na economia é via de mão dupla.
Dólar perde força a cada momento!
Dólar cierra en mínimos de 10 años - Clique e veja a matéria completa.
El dólar cerró con su octava baja consecutiva y alcanzó mínimos en más de 10 años frente al peso chileno, debido a expectativas de un posible aumento en el diferencial de tasas con Estados Unidos tras negativos datos de la economía local, dijeron operadores.
Isso é para mostrar que o fortalecimento das moedas em países emergentes, é fenomeno mundial, e não só nacional. Existe uma fuga do dólar americano e parece que a tendência é de dividir a importância como moeda mundial com o Euro.
Vamos ver onde chegamos, mas este fortalecimento tem limite e pode gerar problemas, se tem o lado positivo de segurar inflação e ajudar a importação de bens de capital para aumento da produtividade, por exemplo, também afeta as exportações e custa caro quando se aplica no tesouro americano a taxas de juros reais inferiores as nossas já descontada a paridade.
El dólar cerró con su octava baja consecutiva y alcanzó mínimos en más de 10 años frente al peso chileno, debido a expectativas de un posible aumento en el diferencial de tasas con Estados Unidos tras negativos datos de la economía local, dijeron operadores.
Isso é para mostrar que o fortalecimento das moedas em países emergentes, é fenomeno mundial, e não só nacional. Existe uma fuga do dólar americano e parece que a tendência é de dividir a importância como moeda mundial com o Euro.
Vamos ver onde chegamos, mas este fortalecimento tem limite e pode gerar problemas, se tem o lado positivo de segurar inflação e ajudar a importação de bens de capital para aumento da produtividade, por exemplo, também afeta as exportações e custa caro quando se aplica no tesouro americano a taxas de juros reais inferiores as nossas já descontada a paridade.
terça-feira, março 04, 2008
A biotecnologia, nova revolução!
Clique e leia -Descoberta molécula que controla DNA ligado a câncer.
A nova revolução da humanidade é a biotecnologia juntamente com a nanotecnologia. Depois da última que foi a internet iniciada na década de 8o com a explosão em 90, a biotecnologia está sendo a próxima.
Peter Drucker fala que não é possível precisar exatamente quando estoura a revolução, mas estamos no século XXI e já nos primeiros anos, os progressos são enormes.
Estas móleculas vão ainda atura no envelhecimento do homem. Nossa geração pode pegar uma rebarba, mas minha filha de 9 anos, vai viver muito e com qualidade. Com todos estes progressos, avanços da ciência e discussões a respeito de Deus e do que o homem é capaz, ainda não tenho idéia concebida, mas pendo ainda por acreditar em Deus. A vida é muito complexa e bonita para ter aparecido do nada, espontâneamente. Para mim, parece mais uma obra de um gênio, inclusive, sendo corroborada nestes avanços que assistimos.
A nova revolução da humanidade é a biotecnologia juntamente com a nanotecnologia. Depois da última que foi a internet iniciada na década de 8o com a explosão em 90, a biotecnologia está sendo a próxima.
Peter Drucker fala que não é possível precisar exatamente quando estoura a revolução, mas estamos no século XXI e já nos primeiros anos, os progressos são enormes.
Estas móleculas vão ainda atura no envelhecimento do homem. Nossa geração pode pegar uma rebarba, mas minha filha de 9 anos, vai viver muito e com qualidade. Com todos estes progressos, avanços da ciência e discussões a respeito de Deus e do que o homem é capaz, ainda não tenho idéia concebida, mas pendo ainda por acreditar em Deus. A vida é muito complexa e bonita para ter aparecido do nada, espontâneamente. Para mim, parece mais uma obra de um gênio, inclusive, sendo corroborada nestes avanços que assistimos.
Assinar:
Postagens (Atom)