domingo, março 19, 2023

Porque alguns países prosperam e outros não? A pergunta começa a ser respondida? Sim....muitas teses interessantes.

 




Teses não faltam....aliás destes 3 livros só não li o primeiro. A Jornada da Humanidade, e pretendo ler rápido.
Confesso, como leitor inveterado, Sapiens e Porque Fracassam as Nações estão entre os 5 melhores livros que li na minha vida, e olha que a lista é grande, em vários estilos.
O melhor? Para entender o tema desta postagem? Fico com o Porque Fracassam as nações e com o complemento do Sapiens fica claro o entendimento, o retrato do Brasil é pintado em cores e versos, triste e realista.
Para quem se interessar, segue aqui uma resenha noYoutube sobre o Porque Fracassam as nações...pode ser longo, mas quem gosta do tema deve gostar. Confesso que ainda não vi esta resenha, mas li o livro e eventualmente passo os olhos, vou assistir este resumo.

Recomendo para quem tem tempo e gosta da pauta.



Mas vamos lá....agora a postagem é sobre este último livro, lançado agora, ansioso para ler.

Tomei conhecimento por um artigo na BBC News.

O economista israelense Oded Galor se propôs uma missão que pode muito bem ser classificada de ambiciosa: explicar como o homo sapiens foi capaz de gerar tamanha riqueza e desenvolvimento tecnológico ao longo da história e responder por que essa riqueza foi distribuída de forma tão desigual no mundo.

A Teoria Unificada do Crescimento, de forma bastante resumida, pode ser descrita da seguinte forma:Pule Matérias recomendadas e continue lendo

  • O cérebro do homo sapiens deu vantagem sobre outras espécies e proporcionou a introdução de inovações
  • Inovações possibilitam mais recursos para um grupo humano. Com mais recursos, mais crianças nascem, mais crianças conseguem sobreviver, e a população aumenta
  • Consequentemente, com uma população maior, em determinado momento os recursos para sustentá-la se tornam insuficientes e há um retorno às condições anteriores de pobreza. Esse ciclo se repete por centenas de milhares de anos
  • Mas a revolução industrial no século 19 criou a necessidade de desenvolvimento educacional. Assim, as famílias optam por menos filhos para investir em formação escolar, e as taxas de fertilidade caem
  • Para Galor, o progresso tecnológico desde então se converteu em mais prosperidade e não em uma população maior
  • No entanto, as desigualdades de riqueza entre nações persistem por fatores como geografia, instituições locais, cultura, diversidade genética e impactos da revolução agrícola.

Sim, todas as teorias têm pontos em comum.
A desiguladade é eterna e permamente, não há como impedir, a consciência e o entendimento das origens e mazelas que geram as desiguladades são formas de entender e mitigar o problema, que é sério, mas milenar.
Não, nunca consertaremos isso, mas podemos administrar, principalmente por mentes lúcidas e racionais que não querem a "panaceia". Ela não existe e o mundo vive em permanente transformação.
A economia não é fator de soma zero, isso é fato, comprovado.
Quem quiser ler sobre o tema.

A falácia do discurso que a pobreza de muitos é criada pela riqueza de alguns.



O mundo vai gerando prosperidade, sempre, e vai continuar, com as injustiças e desparidades que sempre existiram.

Vou ler o livro e recomendo os outros dois. 
No meu entendimento todas as teorias convergem e são complementares, vários fatores determinam o futuro de um povo e um país, as vezes fators exógenos, anacrônicos, destroem o futuro de um país, mas o mundo é assim.
Para mim, o homen sempre será o respondável e a eleite política de uma nação é determinante para o futuro e a justiça social.
Sim, com leis fortes, educação, formação cultural, bons costumes, valores, família, religião, etc....
Quando a elite é boa e responsável,as instituições funcionam A conclusão é esta.
Melhor não falar nada do Brasil atual, mas quem ler os livros vão entender o que quero dizer.
Infelizmente.

segunda-feira, março 13, 2023

Os presidentes do Brasil desde a Proclamação da República

 

Histórias Não (Ou Mal) Contadas - Revoltas, Golpes e Revoluções No Brasil - Rodrigo Trespach

Ainda sobre este livro, muito bom por sinal, os presidentes do Brasil...
Coloco meu artigo sobre dos anos 30 para cá, quais foram eleitos pleo destino, digamos assim.

OS PRESIDENTES DO BRASIL DESDE 1930

Publicado em 27 de junho de 2017 por Murilo Prado Badaró  Clique e leia


Na página 285 deste livro até 288 um resumo dos presidentes.

                                         REPÚBLICA TUPINIQUIM 
Entender a história política do Brasil, da República em especial, é um exercício de paciência. Passados 128 anos desde que o marechal Deodoro destronou D. Pedro II, 14  presidentes brasileiros (nomeados e eleitos direta ou indiretamente) não concluíram seus mandatos: dois faleceram antes mesmo de assumir (Rodrigues Alves, em sua segunda gestão, e Tancredo Neves) e dois morreram na vigência do governo (Afonso Pena e Costa e Silva); dois foram afastados antes de tomar posse (Júlio Prestes e Pedro Aleixo); um cometeu suicídio durante o mandato (Getúlio Vargas) e três renunciaram (Deodoro da Fonseca, Jânio Quadros e Fernando Collor); cinco foram afastados ou derrubados do poder (Washington Luís, Getúlio Vargas, Café Filho, João Goulart e Dilma Rousseff). 
Sem considerar os interinos (deputados, senadores ou vice-presidentes), 15 presidentes eleitos (direta ou indiretamente) concluíram seus mandados (incluindo o não eleito Castelo Branco, que assumiu após o golpe de 1964).
Dois eram militares eleitos democraticamente (Hermes da Fonseca e Dutra) e três oficiais eleitos indiretamente durante a ditadura militar (Médici, Geisel e Figueiredo).
Exerceram integralmente a presidência da República Prudente de Morais (1894-1898), Campos Sales (1898- 1902), Rodrigues Alves (1902-1906), Hermes da Fonseca (1910-1914), Wenceslau Brás (1914-1918), Epitácio Pessoa (1919-1922), Artur Bernardes (1922-1926), Eurico Gaspar
Dutra (1946-1951), Juscelino Kubitschek (1956-1961), Humberto Castelo Branco (1964-1967), Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), Ernesto Geisel (1974-1979), João Figueiredo (1979-1985), Fernando Henrique Cardoso (1995- 2003) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011). 
Desconsiderando a própria ação militar que derrubou a monarquia e todas as revoltas, pressões, articulações e maquinações em que as Forças Armadas estiveram envolvidas, os militares intervieram diretamente em cinco oportunidades ao longo do período republicano. Duas vezes
agiram em favor da democracia (derrubaram uma ditadura em 1945 e garantiram a sucessão presidencial em 1955) e três vezes atuaram contra ela (em 1930, 1937 e 1964). Dos presidentes militares pós-golpe de 1964, só Costa e Silva não terminou seu mandato (1967-1969). Seu vice eleito, o civil Pedro Aleixo, foi impedido de assumir o poder por uma
junta de militares.

sexta-feira, janeiro 27, 2023

O primeiro Golpe do Brasil

 


Estou lendo este livro, muito bom. Já li o da Escravidão e vou ler ainda os da I e II Guerra. História não contadas ou mal contadas. Sempre um complemento a tudo que já li sobre os temas.

No momento em que se fala em Golpe, Lula disse que o impeachment foi golpe. Pode ser, depende da visão de cada um, eu acho. 
Bolsonaro sofreu um golpe do STF e TSE? Pode ser também, depende das referências a serem analisadas.
Tudo isso ainda será julgado pela história adiante, pode ter até as versões de cada lado, o perdedor e o ganhador, sempre haverá um ganhador e um perdedor.
O Brasil tem muitas sedições, revoltas e tentatiovas de golpes ao longo da sua história; Meu livro Bastidores de 1964 nas páginas 420 a 430 lista todas registradas nos livros de histórias, tentativas,bem sucedidas e fracassadas. São centenas.
A Independência foi um golpe? A proclamação da República? Para muito sim, mas o primeiro golpe registrado como tal, e considerado o primeiro foi a virada de mesa de D. Pedro I na primeira constituição do Brasil.

Vejam isso. Páginas 53 a 55 deste livro.

No dia 10 de novembro de 1823 a sessão foi suspensa.

Antônio Carlos tinha o “sangue fervendo em borbotões e os  cabelos eriçados”. Mas enquanto o povo carregava nos ombros ele e seu irmão Martim Francisco, D. Pedro concentrava forças militares nos arredores da Assembleia.

Na manhã seguinte, em revista às tropas e em meio à saudação de “Viva o imperador liberal e constitucional!”, ele ordenou que os soldados cercassem o prédio onde se reuniam os deputados. O deputado paraibano Manuel Carneiro da Cunha exclamou: “O que eu vejo nisso é o governo a querer dar-nos a lei”.

 Acuados e na esperança de resistir, os constituintes declararam-se em sessão permanente. Passaram por uma “noite de agonia” em vão.

Quando o coronel Francisco Vilela Barbosa, recém-nomeado ministro-chefe, entrou no recinto fardado e de espada na cintura, às 11 horas da manhã do dia 12, a Assembleia Constituinte foi dissolvida. O primeiro golpe da história brasileira!

Frei Caneca, líder da Revolução Pernambucana de 1817 (mais tarde morto por sua participação na Confederação do Equador, em 1824), declarou que o dia era de luto e “nefasto para a liberdade do Brasil”. As historiadoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling escreveram que “é irônico pensar que não só o modelo de independência brasileira preconizou uma monarquia em lugar de uma república, como nosso primeiro projeto constitucional foi vetado, e nem chegou a vingar”.

Quatorze deputados foram presos. Alguns fugiram e outros foram enviados para o exílio. Afastado do ministério desde julho, Bonifácio foi preso em casa. Encarcerado na Fortaleza da Laje e depois na Santa Cruz, foi expatriado no ano seguinte.

CONSTITUIÇÃO “OUTORGADA”

O golpe que derrubou o primeiro parlamento brasileiro fez nascer uma Constituição imposta de cima para baixo. imperador era “constitucional por entusiasmo, arbitrário por natureza”.

Para elaborar a sua Constituição, D. Pedro reuniu dez conselheiros (seis eram também ministros). Um mês de trabalho bastou para que o imperador tivesse em mãos o projeto constitucional desejado. Muito porque o anteprojeto de Antônio Carlos fora, em parte, aproveitado. A versão de D. Pedro, porém, era mais bem redigida e sucinta. Continha 179 artigos apenas.

O Brasil seria uma monarquia constitucional, hereditária e representativa. O diferencial do projeto era a proposta trazida pelo conselheiro José Joaquim Carneiro de Campos — e que seu irmão Francisco Carneiro de Campos já havia apresentado à Assembleia dissolvida: o uso do Poder “Moderador”. Segundo o próprio documento, “a chave de toda organização política”, o “equilíbrio e a harmonia dos demais poderes”. O conceito não era original; havia sido teorizado pelo conde de Clermont-Tonnerre no século XVII e desenvolvido por Benjamin Constant em seu livro Curso de política constitucional. No entanto, servia bem à ideia de D. Pedro, ser o fiel da balança entre os Poderes Legislativo e Executivo. No século XIX ainda se desconhecia completamente a funcionalidade do pilar tríplice da política moderna: Legislativo, Judiciário e Executivo.

O direito ao voto — que era indireto e censitário — foi concedido a homens com pelo menos 25 anos (ou 21 se casados, oficiais militares, clérigos ou bacharéis) e uma renda mínima considerada baixa para os padrões da época.

Os deputados eram eleitos indiretamente. Nas eleições primárias, votariam aqueles com renda líquida anual de 100 mil réis — proveniente de bens e ou de emprego. Escolhidos os “eleitores”, que deveriam ter renda anual de 200 mil réis, estes seguiriam para a capital da província e seriam os responsáveis por eleger os candidatos. Os senadores eram escolhidos pelo imperador com base em listas tríplices de eleitos nas províncias. Embora não fosse explícito, mulheres não tinham direito ao voto por questões sociais. Por outro lado, não se excluía diretamente o voto de analfabetos. Fato que não deixa de ser curioso. Mais tarde, na década de 1880, com pequenas diferenças nas leis eleitorais, 50% da população masculina brasileira votava (13% do total), número bem superior ao de países como Inglaterra (onde 7% da população ia às urnas) e Estados Unidos (2,5%). Já na República, nas eleições de 1930, quando apenas o brasileiro alfabetizado tinha direito ao voto, os votantes correspondiam a pouco mais de 5% da população.

O projeto da Constituição foi enviado às câmaras das vilas brasileiras — a maioria delas acordou com a proposta.

Em dezembro, a nova carta constitucional foi apresentada ao Senado da Câmara e assinada pelos ministros e pelo Conselho de Estado. Em 22 de abril, Luís Joaquim dos Santos Marrocos, o arquivista da Real Biblioteca, escreveu a versão que seria solenemente jurada pelo imperador na Catedral da Sé do Rio de Janeiro no dia 25 de março de 1824. “A marionete solta das cordas”, como se referiram a ela Schwarcz e Starling, ou a “Outorgada”, como ficou conhecida, foi a Constituição mais longeva do Brasil. Ao ser revogada pelo governo republicano, em 1889, era a segunda constituição mais antiga do mundo, superada apenas pela estadunidense.


CONSTITUIÇÃO “OUTORGADA”

O golpe que derrubou o primeiro parlamento brasileiro fez nascer uma Constituição imposta de cima para baixo. imperador era “constitucional por entusiasmo, arbitrário por natureza”.

Temos vocação para golpes? O momento do Brasil nos faz refletir sobre isso.

Todos os golpes são justificados na CF e sempre haverá controvérsias e discussões. Pode ser o que estamos vivendo hoje, mas correndo o risco deste momento escalar e ficar mais grave ainda. A Democracia pode muito, mas não tudo. Muitas vezes emn nome dela são vilipendiados direitos e liberdades individuais e coletivos. 

Imperador? Pode até ser alguém que não tenha o título, mas possui as prerrogativas de poder. 

D. Pedro foi nomeado imperador pelos seus pares da maçonaria. 

A história se repete como farsa ou tragédia, disse Marx (a única coisa que concordo com ele). Todo cuidado é pouco.

Rasgar a constituição, interpretar com idiossincracia ou não respeitá-la não são as mesmas coisas?

As constituições do Brasil. 

Constituições brasileiras

Promulgada no dia 5 de outubro de 1988, durante o governo do então presidente José Sarney, a Constituição em vigor, conhecida por "Constituição Cidadã", é a sétima adotada no país e tem como um de seus fundamentos dar maior liberdade e direitos ao cidadão - reduzidos durante o regime militar - e manter o Estado como república presidencialista. As Constituições anteriores são as de 1824, 1891, 1934, 1937, 1946 e 1967.


Das sete Constituições, quatro foram promulgadas por assembleias constituintes, duas foram impostas — uma por D. Pedro I e outra por Getúlio Vargas — e uma aprovada pelo Congresso por exigência do regime militar. Na história das Constituições brasileiras, há uma alternância entre regimes fechados e mais democráticos, com a respectiva repercussão na aprovação das Cartas, ora impostas, ora aprovadas por assembleias constituintes. Abaixo, um resumo das medidas adotadas pelas Constituições do país: 

Fonte: Agência Senado

sábado, dezembro 17, 2022

Um remédio de US$ 3,5 milhões

 

Quem quiser ver mais


A tecnologia avança rápido. A humanidade só agradece.

Mas sempre precisamos refletir sobre o qua acontece. Não são críticas, são reflexões.

US$ 3,5 milhões uma unidade, uma aplicação.

Quem pode pagar? 

Quem não pode? Como faz? 

Quanto foi a pesquisa ? Quem pagou? 

Terá retorno financeiro? 

São mistérios da nova economia? 

Muita pergunta e pouca resposta na minha visão. 

O importante é o avanço tecnológico na biomedicina. A onda é esta juntamente com a genética. 

A humanidade agradece sempre, e continuará assim.

domingo, outubro 16, 2022

Jesus era socialista?

 


Quando estudei economia um professor disse que Jesus foi socialista. Eu juro que não entendi e fiquei com a pulga atrás da orelha. Fazia sentido por um lado, mas por outros não.
Primeiro porque os assuntos de religião, pelo menos em tese, deveriam ser distanciados da política. Não é assim e em alguns momentos como a Era das trevas na Idade Média (antes do Iluminismo) foi um verdadeiro terror. A religião se impunha e misturava com a política, sempre de forma depreciativa, autoritária e despótica. 
Pois bem, mas vamos lá, querer justiça social, combater a pobreza e olhar para os mais humildes não é só prerrogativa de socialistas, a esquerda assume uma narrativa que é falaciosa porque a direita também quer isso, a prosperidade e oportunidade para todos são pilares do capitalismo. O mundo é pródigo de exemplos e sempre a prosperidade se atingiu pela liberdade. Infelizmente o socialismo descamba sempre para o autoritarismo, mesmo antes de atingir o último estágio que é o comunismo. Para sintetizar esta premissa que muitos contestam:

Sapiens- Uma breve história da humanidade de Yuval Noah Harari, pág,172, diz, o que corroboro 100%: 

A ordem política moderna, desde a Revolução Francesa, fez as pessoas acreditarem que a igualdade e liberdade individuais são valores fundamentais. Mas eles são contraditórios. A igualdade só pode ser assegurada se forem diminuídas as liberdades daqueles que estão em melhores condições.

Simples assim. 

Pois bem, apesar de que na teoria as coisas devem ser dissociadas, nunca serão. O Estado é laico, deve ser, principalmente pelo conceito de liberdade de expressão e opinião. 
Alguns regimes teocráticos imprimem o terror e o autoritarismo, muitas vezes pior que o próprio comunismo que tem milhões de morte na história e muito sangue de inocentes.
A questão do autoritarismo não se restringe a economia, e nem a religião.

Mas seguindo aqui. Sou leitor compulsivo e entre meus estilos preferidos de leitura está a biografia.
Me deparo com a Biografia de Jesus e revolvi encarar. Grata surpresa.
O livro não é exatamente a biografia dele, mas um relato de sua passagem pela terra e uma análise dos 4 evangelhos (João, Marcos, Mateus e Lucas que são chamados de sinóticos os 3 últimos) e muitas citações a evangelhos chamados apócrifos, especialmente o de Tiago, com muitas passagens relatando a vida de Jesus.
O livro é bem técnico, mas sensacional, leitura cativante.
Aprendi muitas coisas, algumas não sabia, como o grande taumaturgo que era Jesus, muito mais do que a maioria conhece de seus milagres. Ressurreições, não foi só a de Lazaro, exorcismos, milhares, curas, outras milhares, tudo relatado pelos evangelhos oficiais e apócrifos com centenas de testemunhas relatadas e contadas.

Mas vamos seguir a questão do socialismo.

Vou citar um trecho do livro para que as pessoas tirem suas próprias conclusões: Fonte: páginas 185, 186 e 189 do livro.

Diziam também que ele era um grande taumaturgo, que realizava sinais poderosos e que libertava os possuídos pelo demônio. Quatro, cinco mil pessoas atravessavam as províncias, claro, para levar-lhe seus doentes, mas também para escutá-lo. O que ele pregava? A chegada do Reino de Deus, como já vimos. Mas o que será que trazia de tão novo, de tão alegre, de tão primaveril em suas pregações que lhe valeu tal envolvimento popular e o fato de que pais de família e mulheres ricas largavam tudo para seguir seus passos e se colocar a seu serviço? Logo de início, para a grande surpresa dos doutores da Lei que vão escutá-lo, os escribas e os fariseus, Jesus não se interessava nem um pouco pelas reformas políticas e sociais da Palestina. Por que deveria se interessar? Ele não tinha vindo para reformar o mundo. Ele veio para anunciar seu fim. Mas, então, sua palavra não se encaixava verdadeiramente na tradição profética: antes de Jesus, todos, inclusive João Batista, denunciavam os males sociais e políticos de seu tempo.

Suas profecias se baseavam nisso. O que todos esses profetas diziam em seus sermões, como uma cantilena? Os Josués, Isaías, Jeremias, Ezequiéis, Oseias, Amós, Esdras e Daniéis? Em todos os salmos, em todos os versículos, eles denunciavam os reis e os sacerdotes que tinham se afastado do caminho que o Rei verdadeiramente justo, o rei de Israel e da Aliança, exigia que eles tomassem. Acusavam a má conduta dos monarcas que não defendiam nem a viúva nem o órfão.

Em seus ensinamentos, não havia menção, em nenhum  segundo, em nenhuma frase, em nenhuma palavra, de  poder político ou de descoberta.  Ao contrário.  “Dai, pois, o  que é de César a César, e o que é de Deus, a Deus”  (Mateus, 22, 21).  Deus não pode tomar como sede o palácio  do príncipe.  A restauração monárquica não entrava em seu  programa, nem qualquer viésista nacional.  

Não era necessário escutar com atenção durante muito tempo para compreender que Jesus não considerava o Reino de Deus como uma construção política por vir, mas sim uma conversão pessoal e imediata.

Então, a minha dúvida foi sanada. Jesus dizer que é mais fácil entrar um camelo no buraco da agulha do que um rico no reino dos céus pode ter vários sentidos. Mais do que a  , revolta Jesus ensinava a pobreza.  “Felizes os pobres não  espírito, porque eles são o Reino dos Céus” (Mateus, 5, 3).  Felizes porque eles não são os opressores.  E, também,  porque eles têm o coração livre e as riquezas são obstáculos à verdade. Ele dizia da abnegação e renúncia as questões materiais como uma das prerrogativas que todos temos e muitos fazem esta opção. A LIBERDADE  de fazer esta opção. Para mim a virtude estará no meio, o materialismo em excesso assim como o radicalismo espiritual não são bons, eu acho, mas deve ser opção de cada um.

E digo mais, ele foi "o cara".  Não existe e nunca existirá alguém igual.

Antes dele tivemos muitos profetas, pregadores e sacerdotes, depois também, mas ninguém conseguiu reunir as multidões que ele reuniu, pregar sua filosofia e deixar permanecer por 2022 anos sua pregação. E os milagres e os feitos que desafiam a ciência conhecida, com relatos e testemunhas que podem ser até questionáveis como a própria existência de Jesus já foi questionada. Ele existiu, é fato e permaneceu até hoje e ficará por toda história da humanidade.

Pode apostar que seus ensinamentos foram responsáveis pela nossa evolução, como ser humano e como civilização, não tenho a menor dúvida disso, antes pensava assim, hoje tenho certeza.

A questão da divindade de Jesus, o mistério de Deus, Pai e Espírito Santo ainda será discutida pela eternidade. Esta celeuma, que pode parecer, foi responsável por guerras e mortes de inocentes, mas é parte da história e só nos cabe conhecer e entender.

O mais interessante de ler uma "biografia" como esta é que a gente consegue distinguir entre o que é ter fé e acreditar, eu consegui atingir isso. Ateu, agnóstico, cristão, ou outro tipo qualquer vai entender o que foi Jesus Cristo e fazer seu juízo de valor.

Querer o bem não é privilégio de nenhuma filosofia ou regime político, as boas intenções estão em todos e todas.

O uso político de religião e fé é inerente ao ser humano, mas para isso a virtude estará sempre no meio, os extremos são sempre ruins.

Jesus definitivamente não foi socialista pois a premissa dele era a liberdade e seus ensinamentos que podem se confundir, mas não conflitam com a liberdade, o maior direito que todos devemos ter junto com o direito a vida. Simples assim.


sábado, setembro 10, 2022

Democracia ameaçada?


 

Nunca imaginei que assistira a ópera bufa da democracia tupiniquim.

Todo mundo falando de boca cheia, Estado democrático de direito, democracia, mas relativizando a coisa principal da democracia. A liberdade. 

Não gosto de discutir filigranas jurídicas, mas o Artigo 5 da no CF, aliás um elefante branco, é claro como a luz do sol. Estamos correndo riscos sim, de extirparem isso, ou interpretarem conforme a vaidade de alguns que não sei se são juizes e deveriam estar no lugar.

Vamos lá, vou listar aqui o que , na minha modesta opinião, é ameaça real a nossa democracia.

  1. O Bolsonaro pode não ser o ideal, tem muitos defeitos, mas foi eleito com 57 milhões de votos, conseguiu  passar pela pandemia e uma guerra anacrônica. Mal ou bem, estamos mostranbdo ao mundo que o BRasil caminha forte. Administramos a inflação, conseguimos colocar a economia para andar novamente, ganhos de produtividade são visíveis. Entretanto, o sistema está todo contra ele. A mídia, 95% bate 24/7 no cara. A antiga chamada "vênus platinada', hoje globolixo deixou todos os escrupulos de lado para fazer notícia virar pauta de ataque ao cara. Impressionante, repugnante. Os interesses deles são maiores do que o do país?
  2. Assistimos o STF interferindo nos outros poderes, cada vez mais, juridicocracia pura e estranha, Montesquiseu se revira na tumba assistindo as ações de alguns juizes, juizes?, se achando imperadores do Brasil. Já impediram ações do executivo, se meteram na segurança pública (caso do Rio) e na saúde (pandemia) e agora com print de  Whatsupp e matéria de jornal manda invadir empresas e tripudiar todo processo acusatório do país. Um projeto de lei aprovado no Congresso, sancionado pelo presidente, é suspenso pelo STF. Como assim? Eles são os reis do Brasil? 
  3. Ainda o STF, invesntam uma jogada processual para tirar da cadeia e tentar limpar um bandido condenado por 17 juizes em 3 instâncias, pior, para concorrer a presidência. Como podemos explicar isso a investidores estrangeiros? O escárnio de não ter prisão em segunda instância ainda pessa pelo absurdo de anular um processo de um pilantra porque o CEP da delegacia era outro. Brincadeira, não sei se é para rir ou chorar.
  4. O "descondenado", mas não inocente, com vários processos ainda na justiça recebe o carinho da mídia que insiste jogar tudo para debaixo do tapete. 
  5. Bolsonaro reune milhões de pessoas e é chamado de facista e "atos antidemocráticos". Como assim? A cor verde amarela e o patriotismo são fascistas? E as bandeira vermelhas do lixo esquerdista? São o que? 
  6. Klu Klux Kan? O criminoso, deve ter sido orientado pelos marqueteiros, chama as manigestações de KKK? Eu fui, sou testemunha. Em BH tinha gente de todas as classes sociais e idades, espetáculo emocionante mostrando que o povo acordou e está percebendo a atuação do "mecanismo". Sim, cada vez tenho mais certeza que ele existe e quer voltar ao passado, sabemos bem porque.
  7. Bolsonaro acusado de golpista toda hora, misógino, machista, será que esqueceram o passado do ex-presidiário ou a indignação é seletiva? Piada. 
Esta postagem é mais um desabafo, assistimos tudo sem saber como será o futuro. Pesquisas dão um resultado que não parece bater com a realidade das ruas, será que a rejeição de um cara que mobiliza tanta gente é tão alta assim? E o outro que só consegue falar para seu séquito é o lider verdadeiro? Até que ponto não querem tentar manipular o povão incauto.

É de arrepiar o que estamos vendo no Brasil atual. Um desabafo que faço, rezando para o bem superar o mal, que é exatemanete isso que estamos assistindo. A sociedade de bem contra o mecanismo. Que deus nos proteja.

quarta-feira, maio 25, 2022

A primeira reunião de Castelo Branco como presidente pós 64

 



Meu livro vai até 31/03/1964, não entro no Regime Militar. Sim, foi uma ditadura, muitos erros foram cometidos pela linha dura. Existiam dois grupos nas FFAAs, um legalista e outro linha dura.

Não podemos esquecer que a Guerra Fria estava no auge, o terrorismo aqui no Brasil financiado pela URSS, China e Cuba (meu livro conta detalhes) e a situação econômica era um caos. Isso era combustível para a linha dura.

Não há defesa para os equívocos do Regime Militar, podemos até entender pelo momento e conjuntura, mas nunca terão justificativas, outros caminhos poderiam ser tomados.

A cassação injusta de muito políticos, entre eles JK, foi um erro imperdoável. 

Posso afirmar que Castelo Branco era legalista e ficou extremamente constrangido com a cassação de JK (que o havia promovido a General), mas foi vencido pela Linha Dura comandada por Costa e Silva naquele momento. 

É a história sendo revelada e conhecida a cada momento.

Vejam os relatos de Lira Neto sobre a primeira reunião de Castelo Branco. Páginas 411 e 412 do livro  Castello: A marcha para a ditadura 

O cenário não era animador. A inflação projetada para o ano já rompera a marca dos 100%. Os índices de crescimento despencavam enquanto os investidores estrangeiros, escaldados pela política externa independente e pelas Reformas de Base de Jango, haviam sumido do mapa. O país, portanto, estava à beira da insolvência. 

— O Brasil ficou entre um capitalismo sem incentivos e um socialismo sem convicção — sentenciou Roberto Campos, Ministro do Planejamento.

Muitos ministros chegaram a se encolher nas cadeiras. "Sou o síndico de uma massa falida", escreveria o próprio Castello ao filho, Paulo. A terapêutica sugerida por Roberto Campos era amarga: arrocho salarial, para conter a procura e para sinalizar um panorama favorável aos empresários; extinção dos subsídios sobre o petróleo e o trigo; fim dos tabelamentos que provocavam o desabastecimento nas prateleiras dos supermercados; incentivo às exportações, por meio da desvalorização do cruzeiro em relação ao dólar; e, por fim, para atrair investidores internacionais, estímulo ao capital de risco no país. As medidas, estava claro, não seriam nada populares.

Castello foi advertido por Roberto Campos de que o receituário ortodoxo geraria inevitáveis ondas de insatisfação em meio à opinião pública. Chegou-se a argumentar, na reunião, que somente um presidente eleito por vias indiretas teria mesmo condições de levar a cabo um programa rigoroso daqueles. De qualquer modo, apesar de o Ato Institucional garantir a aprovação de projetos do governo por decurso de prazo, o Congresso precisaria ser convencido da necessidade imediata das medidas econômicas, que deveriam ser postas em prática com a maior urgência possível.

Ou seja, a população que apoiou o Golpe, ou Contra Golpe, agora sentiria na pele as medidas que precisavam ser tomadas para consertar o rumo econômico do Brasil.


quarta-feira, maio 11, 2022

Brizola daria o golpe?

 


Brizola daria um golpe?


Eu não tenho dúvida.
Escrevi, depois de muita pesquisa, o livro Bastidores de 1964, detalhes não revelados do "golpe".

Conto muitas coisas com provas, documentos e fontes sobre o financiamento da URSS e China aqui no Brasil. Depois de 1959, Cuba entrou no circuito.

Não eram só eles, os EUA também colocavam muita grana.

Isso se deu no mundo todo, aqui no Brasil também. As principais fontes de financiamento dos EUA foram o IPES e o IBAD, no livro conto tudo.

Pois bem, sempre ouvi falar que Brizola daria um golpe. Pesquisei muito. A criação do G11 em 1963 com documentos e o estatuto do G11 não deixa dúvidas, mas falta mais provas.

Olha só um pedaço do fac símile do Estatuto do G11- No livro tem a história mais completa.


O livro lançado em 2019 conta e prova muito mais sobre a influência da URSS.



Muitas pessoas que viveram aquela época sempre falavam que o Golpe seria dado em 01/05/1964 e foi antecipado pelos militares que já estavam preparados e organizados. No meu livro conto detalhes.

Para mim não resta dúvida, mas acho que precisamos mais informações e documentos, e eles vão aparecer. Eu tenho certeza.

No excelente livro do Lira Neto, Castelo marcha para a ditadura há menção em um golpe de Brizola. 
Por ter centenas de fontes, acabei não usando este excelente livro, até porque meu livro era sobre pré 1964 , terminando em 31/04/1964. Não entrei no Regime militar apesar de ter lido muito sobre o regime,


Novamente me deparo com informações sobre o suposto golpe de Brizola.

Olhem isso:

Os revoltosos alegaram duas causas para explicar a revolta. A primeira delas era a desistência do ex-governador de São Paulo, Jânio Quadros, de concorrer às eleições presidenciais de 1960. A decisão de Jânio — político carismático, campeão de votos, único candidato com chances reais de derrotar Lott na disputa —significava entregar a eleição de bandeja ao ministro da Guerra de JK, que vinha sendo abertamente cortejado por setores das esquerdas.

A segunda causa da revolta seria uma tentativa de resposta antecipada a um suposto golpe esquerdista, planejado por Leonel Brizola, a ser desencadeado por aqueles dias em várias capitais do país, de Porto Alegre a Belém, com a ajuda de lideranças sindicais. 

Com a ação espetacular de Aragarças, Burnier imaginava estabelecer tamanha confusão na vida nacional que não restaria a Juscelino outra alternativa senão decretar o Estado de Sítio. Com isso, calculavam os revoltosos, o suposto golpe de Brizola seria esmagado e as eleições teriam que ser canceladas. Lott, portanto, não chegaria ao poder. Contudo, Burnier não conseguiu o apoio que esperava dos quartéis.

Página 280 do livro supra.

Aragarças foi uma frustrada tentativa de derrubar JK. Clique e veja Arquivo da FGV.

 Vamos lá, contextualizar de forma objetiva. No meu livro tem mais detalhes:

  1. Guerra Fria no auge
  2. Financiamento dos EUA de um lado e URSS e China de outro.
  3. Revoltas e problemas graves de invasão de terras e badernas, greves e empoderamento dos sindicatos.
  4. As forças se organizavam, a guerrilha, mentirosamente contada, não surgiu para derrubar o regime militar, ela já estava sendo implantada. Meu livro conta mais.
  5. Brizola era uma liderança carismática e perigosa. Esquerdista, coisa que Jango não era, mas era subjugado pelo cunhado caudilho.
Enfim, quero deixar isso registrado porque a cada dia vamos sabendo de mais coisas, documentos vão aparecendo e mesmo com a distância do tempo (já se vão 60 anos) a história é dinâmica e se atualiza.  Quem diria que poderíamos viver uma nova Guerra Fria nos tempos atuais?

Esta ilação e afirmação no livro do excelente Lira Neto, que deve ter pesquisado muito, faz sentido e corrobora minha teoria, cada vez mais confirmada.

Porque ele não chegou a dar o golpe?

Em 1961 na campanha da legalidade por causa do arrego de Jango e a composição achada, mas quase houve uma sedição pra valer.

Esta questão que suscitou Aragarças, segundo este trecho do livro, não tenho mais informações, mas vou atrás e confirma que ele se articulava.

Em 1963 quando criou o G11, e uma milícia de 50 mil pessoas, eu só pergunto: Porque alguém monta uma milícia com 50 mil homens e um estatuto altamente revolucionário que prega inclusive assassinato dos adversário?

Ele não tinha clima, as FFAAs eram o empecilho (apesar de alguma infiltração) deveria ter o apoio de Jango se tentasse, mas a baderna no país, a revolta da sociedade, desemprego, inflação e recessão brecaram os planos dele. Eu acho, só acho.

segunda-feira, janeiro 03, 2022

2022 chegou e como ficam as previsões na economia?

 Como sempre gosto de fazer as projeções e comparar as do ano anterior. Sempre com fontes confiáveis e usadas pelo mercado.

Aqui esta as de 220 para 2021, com a pandemia atrapalhando tudo.

Este ano não será diferente.

Clique e leia 2020 para 2021

Agora as projeções para 2022.


Até 2024


Com a pandemia fica difícil prever as coisas.

Um fenômeno que voltou forte globalmente, a inflação. O descompasso entre a oferta da produção e a procura do mercado ainda ecoa, em todos os países. Aqui não foi diferente, batemos 2 dígitos.

Não há muito o que fazer a não ser seguir e torcer para 2022 melhorar.

Comentários:

1-) De 2020 para 2021 erraram (erramos) feio no crescimento do PIB, na Selic e na Inflação.

2-) Para 2022 os indicadores principais não estão nada bons. PIB 0,4% (pífio) , |Selic 11% (Terrível) e Inflação 5% ( tomara).

Politicamente isso é péssimo para o governo. Fora a rejeição de Bolsonaro (por suas intempestivas declarações e intromissões em assuntos que não devem ser pauta de presidente) e pau 24/7 da mídia nele, os indicadores estão péssimos.

Assim como erraram feio de 2020 para 2021, espero sinceramente que errem feio para 2022.

Bom anos a todos e vamos rezar e torcer.




sexta-feira, abril 30, 2021

2022 é logo ali




Já disse que se fosse pitonisa, estaria operando na Bolsa de Wall Street. Ainda mais no Brasil onde tudo pode mudar sem aviso prévio. Vivemos uma insegurança jurídica enorme e o conflito entre os poderes torna ainda mais nebuloso olhar para o futuro. O STF manda e desmanda, isso pode não acabar bem e o congresso precisa fazer algo urgente. Primeiro vaticínio. 

Meu intuito aqui, e dai não me classificar como pitonisa, é fazer algumas ilações. Com base na minha intuição, um pouco de experiência e informação que busco em fontes diversas.

Vamos lá´, deixar aqui registrado, antes do acontecido.

  1.  A CPI da Covid tem um alvo certo, Bolsonaro e um objetivo claro, o impeachment dele. Só ver os discursos agressivos do presidente e relator, constatar que ele tem minoria e que a mídia toda, como faz 24 horas, batendo forte. Um detalhe, ele gosta de briga e política, principalmente neste caso, não se faz no conflito, mas na conversa e conciliação. Acho pouco provável acontecer isso. Teremos uma luta feroz lá.
  2. Risco de ruptura institucional? Pouco provável. Apesar dos instintos de Bolsonaro e aconselhamento que deve ter, as FFAAs não embarcariam em aventura, o mundo atual não comporta mais qualquer tipo de golpismo. Se é para conter o STF, o congresso deve fazer seu papel, que aliás está passando da hora,
  3. Não era hora de CPI alguma, a pauta do país deveria ser sair da crise grave na saúde e economia, fazer as reformas administrativa e tributária e pensar no futuro. A classe política e a elite do país, pelo menos parte dela, não está nem ai para o nosso futuro e para a sociedade. Infelizmente.
  4. Soltaram o Lula, o maior pilantra de nossa história. O STF não merece comentários, é um dos problemas do Brasil, cria insegurança jurídica, parece aparelhado e hoje está queimado com a sociedade brasileira, pelo menos com quem acompanha a vida política deste país.
  5. A prisão em segunda instância não merece comentários, somos talvez o único país do mundo a ter este "privilégio" para quem tem dinheiro e bons advogados. Acho que o congresso tenta mudar isso, tomara que consiga.
  6. Lula é um mentiroso contumaz e um enganador, características de um sociopata. Ele se sustenta na sua claque e tem rejeição altíssima. Ego maior do que as mentiras que conta, deve querer ser candidato a presidente. Imaginem se ganhasse. Um presidente respondendo a vários processos por corrupção. O STF soltou, mas não inocentou Lula, fica ai a dica.
  7. Eu vaticino. Racionalmente ele não deve ser candidato. Além da rejeição e dos processos em curso, ele pela vaidade não quer correr o risco de sair pela porta do fundo da história com uma derrota. Na minha modesta opinião, de simples historiador amador, ele já está no lixo da história e a falácia do "nunca antes neste país" não se sustenta além de sua claque.
  8. O mais racional e provável, na minha modesta opinião, ele sair vice de alguém. Como fez a Cristina Kichener na Argentina. Lá, a esquerda vai continuar destruindo a economia, aqui corremos este risco. Ele poderia ser vice de um Ciro Gomes, eterno candidato, falastrão morre sempre pela boca, mas pode ser player forte nesta celeuma que vivemos. O problema é que atacou tanto Lula e o PT que pode ser complicado esta união. Como diz um ditado aqui em Minas Gerais. Na política nunca se aproxime tanto que não possa se afastar e nunca se afaste tanto que não possa se aproximar. A conferir.
  9. A economia, apesar de tudo, reage, tanto aqui como no mundo. As previsões catastróficas não se confirmam, está tudo ruim, mas podia estar pior.
  10. O Brasil criou empregos, e mesmo com "lockdown" parece reagir. Os EUA também, a China nem se fala e mesmo a pesada União Europeia consegue caminhar, surpreendendo a todos,

Queria talvez desabafar um pouco, e vaticinar. Fica aqui registrado. Se tivesse a bola de cristal operava em Wall Street, já disse.


 

sábado, março 06, 2021

Dia 08- Homenagem a mulher - A primeira médica de Minas Gerais

 




Homenagear a mulher é redundância...ela é a essência da nossa vida. A mãe representa o papel da mulher na nossa vida.
Dia 08 de março foi escolhido como o dia da mulher. Na verdade todos os sias são das mulheres.
Para prestar a homenagem a elas uma história de uma pessoa que lutou contra os preconceitos da época e triunfou com todas as dificuldades.
Uma pessoa da minha família, prima do meu avô Francisco Badaró Junior. 







1ª Mulher a Votar no Brasil
1ª Médica de Minas Gerais

Nascida em 8 de Novembro de 1886, em Minas Novas, em uma casa na descida da Barra. Falecida em 23 de Agosto de 1970, em Niterói. Está sepultada no Cemitério do Maruí, no jazigo 966, da Família Vieira Ferreira.

Filha de José da Costa Reis e de Dona Augusta Pinheiro Nogueira. Neta paterna de Antônio Mendes dos Reis e Carlota Maria dos Reis. Neta materna de José Bento Nogueira e Cândida Pinheiro Torres.

José Bento Nogueira era bisavô do meu pai.

A PRIMEIRA MÉDICA DE MINAS GERAIS NASCEU EM MINAS NOVAS

Nascida em Minas Novas, em uma casa na descida da rua da Barra, Alzira Nogueira Reis (1886-1970) foi a primeira médica de Minas Gerais e uma das primeiras eleitoras do Brasil e defensora do voto feminino. Foi poetisa, autora de muitos versos nos idos de 1900 
Fez o curso normal em Minas Novas, na Escola fundada pelo seu avô, Senador José Bento Nogueira. 
Na Escola de Medicina, se distinguia pelo seu talento e pela sua cultura. 

Formada professora aos 16 anos, lecionou em Santa Cruz da Chapada, Minas Novas, Ouro Preto e Juiz de Fora, onde descobriu a vocação para a medicina. 
No entanto, enfrentou diversos obstáculos para seguir com a sua formação, tais como a autorização do Ministério da Educação e os argumentos da direção da Faculdade, que, em virtude do necessário contato com os cadáveres masculinos nus, procurava desestimulá-la a não cursar medicina.
Alzira, porém, enfrentou o preconceito da faculdade, dos colegas, da sociedade e até da própria mãe, que não lhe dirigiu a palavra durante meses. Devido à sua natureza independente e indomável, Alzira se envolveu em diversas outras polêmicas na época  por exemplo, quando se envolveu com um homem dezoito anos mais jovem, com quem veio a construir uma família, ou quando se envolveu na luta pelo direito ao voto feminino.

As suas longas  viagens ao Rio de Janeiro eram feitas em lombo de mulas percorridas por muitos dias num percurso de mais de 500 km de distancia entre Minas Novas e Belo Horizonte.

FRASES DA REVOLUCIONÁRIA e FEMINISTA
“Devia haver mais mulheres no mundo pensando como eu…”.
“O destino da mulher não podia ser o fogão”.
“Sentia-me prisioneira fora e dentro de mim”.
“Não me caso enquanto não houver divórcio no Brasil”.

Meu bisavô Francisco  Coelho Duarte Badaró faz parte da história dela.

Na função de Juiz da Comarca de Minas Novas, foi responsável pelo primeiro voto feminino do Brasil, quando convocou as professoras Alzira Nogueira Reis, Cândida Maria dos Santos e Clotilde de Oliveira, e as qualificou como eleitoras, comunicando, em seguida, tal atitude ao Tribunal Regional Eleitoral e ao TSE.

sexta-feira, fevereiro 19, 2021

O STF pode prender um deputado?

 



Vamos lá, ser bem objetivo.

  1.  Não estou defendendo a fala do deputado, até porque nem assisti até o final, não perco tempo com bobagem. O cara é truculento e mal educado, radical que tem seu público e isso é parte da democracia, vê quem quer e gosta.
  2. O STF tem se metido nos outros poderes. Montesquieu se revira na tumba. Não é de hoje, no governo Bolsonaro, agravaram-se estas interferências. STF invade atribuições do executivo e legislativo, isso é fato, há mais tempo.
  3. Existe um artigo claro na constituição sobre o episódio. Não vou discutir como leigo, mas parece claro. Clique e leia Me parece claro que a única proteção que eles devem ter é com relação á palavra ou a livre expressão.

Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.

 § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal.

   § 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão.

   § 3º Recebida a denúncia contra Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação.

    § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora.

    4. Não vou falar de coisas técnicas de flagrante, etc. Não tenho capacidade para isso, mas já vi versões de erros jurídicos e de processo. Deixo para entendidos. O relator do caso, um ex promotor deve olhar para estes ponto. Ele deu uma pista (no meu ver) que isso pode ser o escape para o deputado.

     5. Já sei que o deputado não é muito querido e bem vistos pelos pares, faz sentido pela postura dele, mas reitero, é parte da democracia.

    6. A mídia, quase toda, torce para a manutenção da prisão do deputado, eu entendo o porque, mas não entrarei nesta discussão.

     7. Minha opinião, se estivesse lá faria isso, daria uma punição no deputado, suspensão, processo na corregedoria, enfim, alguma coisa prevista no regimento, mas livraria o cara da cadeia, pela manutenção da autonomia da CD.

Acho que deverá acontecer isso, eu acho, só acho. A CD não pode se curvar a um abuso (na minha visão) do STF. Eles não podem tudo, com ou sem Bolsonaro na presidência.

O AI5- Relembrando. Para saber mais clique aqui

Não precisa comentar que foi o pior ato da ditadura militar. Onde endureceu para valer o regime, fechou congresso, cassou muita gente, enfim, não merece elogio e nem comentários.

Vou relembrar um fato para fazer uma comparação com o que acontece hoje. 

Claro que o AI 5 foi gestado antes de 1968, o pior ano do endurecimento do sistema. Havia a Guerra Fria, os atentados terroristas recrudesceram no Brasil, o atentado de 66 no Aeroporto Guararapes que tentou matar Costa e Silva ainda estava atravessado na garganta da linha dura, e mais coisas que alimentavam a vontade para um ato institucional.

O que aconteceu?  Em setembro de 1968, o deputado Márcio Moreira Alves, fez um discurso ( clique e leia a integra) atacando os militares, ou parte deles. 

Os militares então entraram com uma representação pedindo licença para processar o deputado. Veja bem, no auge da ditadura o executivo pede licença a CD. 

A CD negou a licença por votação expressiva com votos da Arena (clique e leia).

Em dezembro de 1968 é editado e promulgado o Ai 5. O pior ator do regime militar.

Vamos lá, a palavra do deputado é sua única arma, liberdade de expressão. Se ele é doido, propagandista de ditaduras, como vários já fizeram com ditadores da esquerda, isso deve ser tratado pela CD se houver processo de quem se sentiu ofendido e tomou as providências.

O STF e o executivo no seu pior momento de repressão não saiu mandando prender deputado, porque isso agora? O STF pode tudo?

Outra coisa, o STF deve julgar o deputado em processo que com certeza será levado adiante. O STF pode prender e julgar? Como é o nome disso?

Como os ministros da corte farão? Se sentir impedidos?

No momento de grave crise, o Brasil precisando de uma agenda de reformas, auxílio aos mais pobres atacados pela pandemia, um deputado boquirroto e um ministro que me parece gostar das luzes da ribalta e se sente Deus, arrumam uma confusão destas.

Mais uma crise institucional entre poderes, não sendo a primeira. 

Confronto entre poderes anacrônico que me parece mais fogueira da vaidade de dois personagens, até caricatos, na minha opinião. Tanto um como o outro.

Mas preciso me calar, não tenho imunidade parlamentar e vá lá que o ministro careca cisme comigo.

Minha visão nua e crua. O Congresso deve sim punir o deputado, pela falta de decoro e apologia a muitas coisas reprováveis, mas deve tirá-lo da cadeia para preservar sua autonomia e mostrar ao STF que o Legislativo tem suas regras e vida própria, inclusive protegidas pela CF. Se estive lá faria isso, votaria assim. A conferir o que vem por ai.

segunda-feira, janeiro 04, 2021

Como foi 2020? Como fica 2021?

 



O título fala por si só.

Este ano não farei como faço todos os anos. Comparar e projetar.
Deixarei a matéria do 360.
                       Pandemia derrubou todas as previsões de economistas para 2020

2021 ainda incerto, mas com boas perspectivas mundiais e locais.
Depois faremos as projeções.