sábado, junho 06, 2020

A pandemia ainda tem variáveis a serem explicadas. Tem jacaré no lago.


Não vou discutir questões políticas e nem epidemiológicas. Uma tem componentes de paixão e outra tem questão muito técnica com correntes diversas. Não é uma ciência de mão única e só verdadeira quando invocada pelo interlocutor que a defende. A antítese e o contraditório são parte da ciência e dos métodos científicos.
Ando desconfiado há muito tempo. A politização é clara, muito mais aqui no Brasil, Até remédio de 70 anos de uso no mercado virou tema de debates acalorados.

Vazou um relatório na Alemanha que alerta para um grande erro global. Erro acadêmico, sistêmico, precipitação, efeito manada, manipulação, não vem ao caso a razão, mas isso pode ser verdade, cada vez mais a névoa se dissipa e no final do filme veremos a verdade.

O relatório vazado na Alemanha. Clique e leia inclusive quem consegue ler em alemão, tem o link para o original.

Vou reproduzir uma parte que interessa.

Algumas das principais passagens do relatório são:
  • – O risco do Covid-19 foi superestimado: provavelmente em nenhum momento o perigo representado pelo novo vírus foi além do nível normal.
  • – As pessoas que morrem de Corona são essencialmente as que estatisticamente morreriam este ano, porque chegaram ao fim de suas vidas e seus organismos debilitados não podem mais lidar com as adversidades cotidianas (incluindo os cerca de 150 vírus atualmente em circulação).
  • – Em todo o mundo, em um quarto de ano, não houve mais de 250.000 mortes por Covid-19, em comparação com 1,5 milhão de mortes [25.100 na Alemanha] durante o surto de influenza 2017/18.
  • – O perigo obviamente não é maior que o de muitos outros vírus. Não há nenhuma evidência de que isso tenha não sido um alarme falso.
  • – Uma acusação poderia seguir esta linha: Durante a crise do Corona, ficou provado que o Estado é um dos maiores produtores de Fake News.
Até agora, tudo mal. Mas piora.
O relatório concentra-se nas “múltiplas e pesadas consequências das medidas Corona” e alerta que estas são “graves”.
Mais pessoas estão morrendo por causa das medidas Corona impostas pelo Estado do que sendo mortas pelo vírus.
O motivo é um escândalo:
Um sistema de saúde alemão focado no Corona está adiando a cirurgia que salva vidas e adiando ou reduzindo o tratamento para pacientes que não são de Corona. 

Ando pesquisando o site de registros no Brasil. Oficial dos cartórios, acompanhado pelo CNJ.

https://transparencia.registrocivil.org.br/registros aqui está o link

Fiz uma planilha para tentar entender, com dados do site oficial.

Mortes em maio desde 2015 e a variação. Maio porque pode ser o pico. Isso deve se repetir com abril, março e adiante.

Ano Óbitos Variação
2015        67.142 0%
2016        77.911 16%
2017        86.169 11%
2018        90.873 5%
2019      108.873 20%
2020      119.885 10%

O gráfico com a projeção.




Para o Brasil não podemos ainda fechar 2020 pois estamos em maio. Fiz de 2015 a 2019

Brasil Obitos Variação
2015 787.300 0%
2016 906.479 15%
2017 947.069 4%
2018 1.075.726 14%
2019 1.212.326 13%


Não precisa comentar muito.

O crescimento ano a ano é real, com ou sem Covid.

Tudo indica que 2020 segue a mesma tendência com CoVID e tudo mais.

Não morreram 30 mil pessoas a mais como a #globolixo quer mostrar ao mercado aterrorizando a sociedade. É mentira a interpretação que está sendo dada. 

Não estou tirando a seriedade do problema e nem negando, mas o que está sendo feito precisa ser entendido e explicado.
A névoa se dissipa e o final do filme se aproxima. Ainda saberemos a verdade.



quarta-feira, maio 13, 2020

O final do filme de terror da pandemia, como será?

Clique para aumentar a figura.
História das pandemias na humanidade: Clique e leia
Muito interessante, vale a leitura.
 Outro ponto. A pandemia matará muitas pessoas de fome.
Clique na figura para aumentar.

Pois é, como já disse várias vezes, a economia em depressão mata muito.

Não é escolha de Sofia, não é optar entre salvar vidas e a economia, é salvar ambas.

Vamos lá: Todo mundo quer ver o final do filme.
O mundo viveu várias crises de saúde, está não foi a primeira e nem será a última.
Temos muitas informações, são fontes diversas, algumas claramente querendo ver o circo pegar fogo.
Sem juízo de valor, de quem está certo ou errado. Não tenho conhecimento para opinar, mas escuto médicos amigos e confesso que fico mais confuso ainda.

O que eu tenho notado e quero deixar registrado aqui:
  1.  No Brasil arrumamos além do vírus e do problema econômico, uma crise política. O presidente gosta de uma confusão, fato, e a mídia quer tocar lenha na fogueira.  
  2. A mídia, especialmente a #globolixo, está insuportável. Só tragédia, mortes, sofrimento e alarmismo. Sim, alarmismo, porque por pior que esteja a situação, eles poderiam divulgar mais temas positivos. Isso anda causando pânico nas pessoas. Pânico na verdade. Não entendo porque.
  3. Números absolutamente discrepantes entre os estados, inclusive MG que sempre representa 10% do Brasil como referência. 
  4. Aqui no Brasil politizaram o problema. O mundo inteiro se uniu e aqui querem aproveitar o problema para derrubar o presidente. Isso é cada vez mais claro. Infelizmente.
  5. Ontem vi um debate entre o Osmar Terra e o Geraldo Alckmim. Muito bom por sinal, ambos médicos. Osmar Terra virou o porta voz da corrente que diz que não há evidência científica da eficácia da quarentena. Geraldo Alckmim na linha de seguir a ciência e a onda da cautela, que não deixa de estar certo.
  6. Vamos lá colocar alguns pontos de Osmar Terra que no final do filme saberemos quem é quem.
  7. A OMS não é dona da verdade, segundo ele, tem viés político (isso é claro para mim) e já cometeu vários erros, isso é fato também.
  8. Ainda segundo ele, não há evidência científica, nenhum trabalho confirmando a teoria da quarentena como a solução do problema.
  9. Osmar Terra diz que ua universidade de Londres, Imperial College, é que lançou as teorias e os modelos para enfrentamento da crise. Eu coloco as palavras, "efeito manada" de parte da comunidade científica e da mídia. Projeções alarmantes que já mudaram várias vezes.
  10. Osmar Terra diz que já enfrentou outras epidemias como secretário da saúde do RS e para ele esta é igual as outras.
  11. Segundo ele, em sete semanas teremos a ascensão, o pico e a queda. Como todas, mesmo com com o alto grau de contágio e a letalidade que não é das piores. Nestes links que coloquei acima podemos confirmar isso.
  12. O números de mortes ainda é incógnita para mim como venho acompanhando nos registros civis. Ontem escutei que os números são defasados. Ok, mas no final do filme veremos, afinal s mortes todas pelo Covid são mesmo pelo vírus ou por outros "primos" dele? São vários vírus respiratórios e matam muito, no Brasil e no mundo. A conferir a estatística no final deste ano. Ainda não consegui entender, mas não vou dar opinião porque não entendo nada de medicina.
  13. Osmar Terra defende que com ou sem quarentena as pessoas serão infectadas e precisamos chegar logo a tal imunidade de rebanho. Tomara que ele esteja certo, mas o estrago na economia está feito.
  14. 12.000 mortes até hoje é muita coisa, mas se os números tiverem com algum problema? A economia já sofreu o abalo, temos que começar a contar os desempregados, as empresas fechadas. Segundo alguns historiadores esta crise em número de desempregados já superou a crise pós 29 e a II Guerra mundial. Muito triste.
O que podemos dizer, confesso que estou confuso sobre tudo, e com medo:

No final do filme veremos quem está certo e errado com certeza. Se existe fraude epidemiológica, como já ouvi, erros acadêmicos ou uma conspiração política, já ouvi também, saberemos.
Vão continuar a tentar jogar o problema para Bolsonaro e quem sabe até tentar o impeachment dele.
A economia vai cair muito, já estamos falando em 5% de queda do PIB aqui, pode piorar.
A recuperação em 2021 e 2022 ditará os rumos da bússola política, mas a imprevisibilidade é grande. Podemos sair rápido ou devagar. 

A conferir no final: A teoria de Osmar Terra das sete semanas é real?  Alguém será pego na mentira. Podem apostar. 





segunda-feira, maio 11, 2020

Mortes pode Covid em maio de 2020

Clique na figura para aumentar


A fonte está aqui para quem quiser ver: https://transparencia.registrocivil.org.br/registral-covid

As mortes em maio de 2020 ainda são menos do que 2019. Ok, pode ser que estamos ainda no meio do mês.
Uma coisa que reparei. Pelos números divulgados na mídia, parece que as outras mortes sumiram. As mortes por problemas pulmonares, que mata muita gente, com ou sem Covid, parecem estar atribuídas ao Covid.

Ainda não entendo o que está acontecendo nas estatísticas da mídia e deste site que é fonte segura.

Na final do filme vamos saber a verdade.

O problema não é banal, mas está nitidamente sendo superdimensionado, principalmente pela #globolixo


sábado, maio 09, 2020

Registro de Óbitos no Brasil 2018-2019-2020


Um assunto um tanto lúgubre e ruim para se tratar, mas diante desta pandemia e de tantas informações e mídia em cima, resolvi fazer umas pesquisas por minha conta.
Nunca tinha passado pela minha cabeça investigar o número de mortes do Brasil.
A Rede Globo que não assisto mais, só conta mortes e covas, #globolixo na minha opinião. Não sei porque não divulgam coisas boas junto dos dados ruins da tragédia.
Claro que o problema não pode ser desprezado e nem minimizado. Fato. O mundo sofre com isso, mas cada país terá sua peculiaridade no enfrentamento da crise, na saúde e na economia.
Assim como aqui no Brasil, a regionalização e diferença entre os estados deve seguir na mesma direção.
Repito mil vezes: Não é escolha de Sofia entre economia e salvar vidas, mas a economia em depressão também mata.

Vamos lá.
Sábado de quarentena revolvi investigar isso. Há exagero na divulgação das mortes? Porque não morre mais gente de nenhuma doença? Porque há notícias de hospitais em colapso e muitas fotos de hospitais vazios, diferentemente de outras ocasiões onde era possível ver pacientes amontoados nos corredores dos hospitais públicos, e olha que nem tinha pandemia. Onde estão estes pacientes?


Existe uma fonte de informação.

Só clicar para ir ao site;

Pois bem.
Fui aqui.
Registro Civil de óbitos no Brasil

Sinceramente me surpreendi com o tamanho da tragédia pintada e os registros.
Busquei as informações da seguinte forma, só para ter uma amostra de referência.
Brasil, Rio, MG e SP nos meses de março e abril dos anos de 2018, 2019 e 2020.
Vejam isso: Clicando na figura ela aumenta



E os casos do CE e AM



Vamos lá:

  1. Não estou menosprezando a gravidade do problema.
  2. A politização da crise é fato e o superdimensionamento parece real. Não entendo o porque disso.
  3. O mundo inteiro se uniu, os políticos de situação e oposição, aqui não. E para piorar temos além da crise na saúde, na economia, agora uma crise política caminhando para a institucional. Muito triste tudo isso.
  4. Não defendo liberação geral porque não vai dar certo, mas o tal lockdown me parece insanidade e não vai funcionar. Veja abaixo o que descobriram em NYC: Os pacientes hospitalizados, 66% estavam confinados.
  5. O problema de saúde no Brasil existe ha muitos anos, no setor público e privado. Este problema só desnudou a gravidade do caos existente. 
  6. O caso do AM é grave e exponencial, mas  recentemente teve prisão por desvios milionários na saúde de lá e a população está pagando o preço. Pena que a população é quem sofre e paga a conta, muitos com a vida. No CE não pelos registros não há nada além da série.
  7. O lockdown não vai funcionar com a população de menor renda. Vai acontecer desobediência civil. Ficar em casa, pequena, com família grande sem ter o que comer e como se sustentar não vai funcionar para a maioria dos brasileiros. A classe média pode fazer isso, o povão não. Infelizmente.
  8. Abertura do comércio com as devidas cautelas sanitárias e progressivamente como fez aqui Nova Lima deveria ser a saída. Não há como impedir a proliferação do vírus, infelizmente
  9. Tem teses ai, inclusive de médicos, que nossa população em grande parte já está imune, pela sua própria imunidade, ou porque já teve contato como vírus.

66% dos hospitalizados em Nova York estavam confinados, diz Andrew Cuomo - Clique e veja a matéria


Não há muito o que comentar, na parte médica ouço várias opiniões e fica difícil saber o que seguir de verdade, quem está certo? Quem está errado?

Na economia, escrevo sobre a história da economia e tenho visto muita coisa. Esta crise como desemprego já ultrapassou a depressão pós 29 e a Segunda Guerra. Não adianta produzir se o consumo está minguando e posso resumir tudo com uma frase de Adam Smith:

O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda  produção . Adam Smith


terça-feira, abril 14, 2020

O impacto covid19- Relatório banco Mundial 2020 - América Sul e alguns comentários


Li o relatório com 64 páginas e um sumário dos principais pontos na minha visão.

Quem quiser ter acesso ao relatório completo- Clique e veja aqui - Para download

Para ler as figuras inseridas aqui em melhor resolução é só clicar nelas.

Vamos lá algumas partes:


Não existe conflito entre salvar as vidas e a economia. Também acho. Veja a tradução deste trecho.

Tentar encontrar o “equilíbrio certo” entre custos de saúde e custos econômicos pode parecer moralmente inaceitável.
Muitos questionariam que um custo humano poderia ser comparado a um custo material. Mas a realidade é que custos de saúde e econômicos são custos humanos, pois afetam pessoas e famílias. Há sim uma perda humana trágica quando um parente ou amigo querido morre, mas também há uma perda humana grave quando as pessoas acabam sem emprego, os meios de subsistência são destruídos, as crianças precisam interromper seus estudos ou os jovens precisam começar suas carreiras de trabalho em mercados de trabalho deprimidos.
A verdadeira questão não é se os custos econômicos de conter a epidemia de Covid-19 devem ser considerados: eles certamente deveriam. A questão é se melhores opções políticas podem levar a um custo total mais baixo para sociedades, sob a forma de uma combinação menos prejudicial de custos de saúde e custos econômicos.
A resposta inicial a essa pergunta foi moldada por epidemiologistas, que ajudaram a prever a rapidez com que o vírus  poderia se espalhar e quantas mortes causaria. Um estudo influente do Imperial College em Londres  utilizou um modelo de microssimulação para prever o resultado de duas possíveis respostas políticas ao surto de Covid-19: supressão e mitigação. A supressão depende de medidas como quarentenas e medidas obrigatórias distanciamento social para reduzir o número de casos secundários que cada caso Covid-19 gera. A mitigação depende sobre medidas similares direcionadas aos grupos populacionais mais vulneráveis ​​(como idosos ou pessoas com condições pré-existentes), mas não tem como objetivo interromper completamente a transmissão, aumento da imunidade da população.

Comentário meu: A desilusão, o fim da esperança, quebra de empresas, sonho de muita família, a perda do emprego, eventualmente a fome,  também mata. Recessão, segundo este estudo mata 30 mil pessoas para cada 1% de queda da economia. Um referência talvez, mas está ai.

Estudo elaborado em parceria por economistas e médicos brasileiros e do Reino Unido aponta que o aumento de um ponto percentual no índice de desemprego eleva em 0,5% a taxa de mortalidade. Clique e leia

Criaram um modelo matemático para medir a expansão vírus.



Comentário meu: Interessante, mas acadêmico demais e tenho minhas dúvidas se  uma doença nova e com tantas peculiaridades diferentes de cada país isso funcionará "worldwide".
Um outro fator que furou vários modelos econômicos, ou tirou a precisão, é a questão antropológica, ou o comportamental como podemos dizer. Aqui é o caso e um complicador para a eficácia deste modelo, mas é também uma referência.



Criaram um modelo para medir da economia com queda no indicador de NO2. 

Segundo o relatório: 

Na tentativa de responder a essa pergunta, foram analisados grandes dados sobre dióxido de nitrogênio (NO2) de todo o mundo para este relatório. Tais emissões são medidas por instrumentos a bordo de satélites na forma de troposféricos. Densidades verticais da coluna de partículas. A troposfera é a área da atmosfera mais próxima do homem atividade - abaixo de 10 km, aproximadamente a altitude máxima de cruzeiro de aeronaves comerciais. Uma coluna é a área em que a leitura ocorre, que pode chegar a 13 km de latitude por 25 km de longitude. A unidade de medição é 1e15 moléculas de NO2 por cm quadrado. 
Vários estudos acadêmicos analisaram a correlação entre as emissões de NO2 e a atividade econômica. Para Por exemplo, Lin e McElroy (2011) mostraram que as leituras de NO2 sobre a China se assemelhavam às estimativas do PIB durante e após a crise financeira global. Morris e Zhang (2019) exploraram essa descoberta para avaliar a confiabilidade das estimativas de PIB da China em diferentes momentos e criaram medidas combinadas de crescimento econômico com base nas emissões reportadas de PIB e NO2.



Comentário meu:  Modelo acadêmico usado para outras finalidades há mais tempo, deve funcionar com mais precisão do que o modelo criado para expansão do vírus. É uma referência de qualquer forma. O estrago é claro e perceptível mesmo se não fosse aplicado qualquer modelo. A questão comportamental pode ser inserida aqui com certeza.

 A queda prevista  PIB por cada país 



Comentário meu: Os principais países em volume do PIB, México, Brasil e Argentina vão sentir muito. 5% ou mais de queda na economia é muita coisa. Infelizmente. A recuperação pode ser rápida, este seria consolo.



Ações de governos para dar liquidez ao mercado. Uso de dinheiro público para salvar as empresas e os empregos e não deixar  estrago na economia ser ainda maior.
A exemplo de 2008 e e 1929 muita coisa oi aprendida.
Escrevi sobre isso. O papel do governo na crise.


Zoom no Brasil


O relatório fala de todos os países, mas demos um zoom no Brasil. Não precisa comentar.

O relatório ainda fala das dificuldades encontradas por países de baixa renda, natural, a infraestrutura da saúde  cada um é diferente.

Um ponto que fica claro. Os que mais tiveram sucesso no combate foram os que mais testaram a população, testes em massa. Citam a Coréia do Sul como exemplo.

A bússola da política anda de acordo com a economia. Ainda é imprevisível se teremos eleições aqui no Brasil, com grandes chances de adiamento para 2021 ou 2022, e mesmo a eleição nos EUA, dependendo do estrago pode mudar. Pouco provável, mas não impossível. Com certeza não será dentro dos padrões normais e Trump que tinha vantagem pela prosperidade econômica, perdeu seu cacife.
Aqui, o ministro da saúde está de partida, era a estrela, sai por cima e atirando. Bolsonaro se isola mais, apostou alto. Como já disse, deu um All In (para quem jogar poker entender) e arrumou um pagador o ministro. Resta saber quem ganhará. O tamanho da calamidade dirá quem foi o vencedor, mas o estrago, as mortes e o flagelo econômico estão na mesa. Triste, mas é real. No fundo não há vencedor, todos perderemos.
Esta tudo confuso, as atitudes de Bolsonaro são estranhas. Ok que ele precisa  ter uma narrativa otimista, mas muitas vezes é surreal, não parece estratégia, pode ser um devaneio. Será? Isso é um perigo. Ele não poderia desautorizar a equipe técnica, não convém ao general ir contra a sua tropa. É complicado entender isso.
Há correntes nas duas direções, isolamento é certo, vertical ou horizontal é a questão, já admitida timidamente pela OMS, prefiro não opinar, não tenho conhecimento para isso.
Bom, as aves de rapina que querem politizar e faturar com o caos, espreitam o pior cenário. Não sabemos ainda o final deste filme. A mídia, ou parte dela, não ajuda em nada, na minha opinião, aumenta o medo e o pânico da população. Eles precisam sim noticiar os fatos, mas podem ter um viés mais positivo, por exemplo, contar as histórias de recuperação e sobrevivência. 

A narrativa do fim do capitalismo começa a ser contada pelos aproveitadores, mas os fatos são outros. Crises são parte do capitalismo sim, isso nunca foi negado e os ciclos econômicos parte da história da humanidade.
Podem apostar que esta não foi a primeira e nem será a última, infelizmente.

Vão aqui dois artigos que ilustram estas ilações minhas. Podem apostar nelas. Só clicar e ver.

A falácia do discurso que a pobreza de muitos é criada pela riqueza de alguns.


sábado, abril 11, 2020

O estrago na economia pelo COVID19 e a população mundial


A população mundial é estimada em 7,7 bilhões de pessoas.
A PEA - População Econômica Ativa é estimada em 3,2 bilhões de pessoas
Se quiser ver mais clique aqui - ONU-OIT

Segundo a OIT a pandemia vai tirar 195 milhões de empregos. Clique e leia

A Organização Internacional de Trabalho prevê que a crise causada pelo coronavírus acabe com 6,7% das horas de trabalho em todo o mundo no segundo trimestre de 2020 – o equivalente a 195 milhões de trabalhadores desempregados em período integral. “Nós tínhamos uma previsão de cerca de 180 milhões de desempregados no mundo em 2020; comparativamente, em três meses, vamos mais que dobrar esse número. É uma catástrofe econômica e social que precisa de resposta global”, afirmou o diretor-geral da OIT, o britânico Guy Ryder, em debate nesta terça (7/4) promovido pela Academia do Pacto Global da ONU, adiantando número do relatório da organização divulgado também nesta terça.

Ou seja...da PEA mundial (42%) o desemprego atingirá 6% e 3% da população mundial.
Claro que alguns países sentiram mais ou menos, mas o mundo todo sentirá a brutal recessão e com algumas previsões de depressão em alguns países, inclusive os EUA, infelizmente.
Gostaria de estar errado.

O número de mortos pelo vírus ainda é incerto, alguns países sofrerão mais, outros menos. Estatisticamente o número será desprezível comparado a PEA e mesmo a população. Triste também.

Não há conflito de interesse entre salvar vidas o a economia. Precisamos salvar as duas. Desemprego mata também. Mata a esperança, sonhos e vidas.
Muita gente esperta vai sofismar que o capitalismo fracassou, que vidas são mais importantes (com certeza são), mas a economia também é.
Milhares de empresas, pequenas e médias, que geram emprego e renda, para milhões de famílias vão quebrar.
Os governos do mundo todo estão fazendo o que podem. Aprendizado de 1929 e 2008. Ainda bem. Isso vai arrefecer o problema.

Já que falamos de população e eu estou escrevendo sobre a história da economia, sendo que a população é parte ativa da história, encontrei algumas curiosidades que compartilho aqui.

Olhem que bacana.



Clique animado com a população das cidades de 1500 em diante- Clique e veja




E olhem as maiores cidades em 1500, 1895 (Revolução Industrial) e 2018.



sexta-feira, março 13, 2020

O vírus e os ciclos econômicos


O Corona vírus e os ciclos econômicos





Os conceitos econômicos existem desde os primórdios da civilização, de maneira empírica e instintiva, claro.
Os primeiros economistas, todos filósofos e viraram economistas, sendo os principais, Adam Smith, David Ricardo e Stuart Mill, mostraram a força do livre mercado e que o capitalismo teria fim, sabem porquê? Por causa dos ciclos, que vieram a ser estudados posteriormente. Outra coisa interessante, eles previam as distorções e injustiças do mercado livre.
Jevons foi o primeiro a falar nos ciclos. Usou a astronomia pelo instinto com certeza.
O estudo que Jevons fizera dos ciclos comerciais e das manchas solares parecia excêntrico em sua conclusão, não para o momento onde o empirismo e a busca por respostas para várias questões eram possíveis. A pesquisa da economia dos ciclos comerciais, e do que precisamente eles envolviam, apontou o caminho para outros estudos futuros que foram feitos.
Falamos aqui o século XVII e XVIII.
A primeira bolha conhecida foi em 1602 na Holanda, com a famosa crise das tulipas. Mercado comprador, muita liquidez, até que bolha estoura. Imprevisível naquela ocasião, os economistas nem existiam ainda.
Quando a matemática foi aplicada à economia, muitos acharam que as doutrinas, e teses e teorias seriam definitivamente provadas ou rechaçadas. Ledo engano, a matemática provou e ajudou muito a economia.
Entretanto começaram a ver que a economia nunca poderia ser precisa, como a matemática e física, em suas projeções ou previsões.
Outro economista, Veblen percebeu que a economia envolvia muito mais do que as teorias desenvolvidas e a matemática, fatores exógenos e comportamentais poderiam mudar muitos rumos e relativizar muitas coisas.

Já no final do século XIX e começo do século XX a economia estava mais estruturada e científica.
Os ciclos econômicos, mesmo sendo controversos, começam a ficar claro no ambiente econômico.
Schumpeter chegou a duas explicações em seu livro Business Cycles, um trabalho de mil páginas, em dois volumes, publicado em 1939. Ele atribuía a severidade da depressão, em parte ao fato de não haver um, mas sim três tipos de ciclos econômicos — um de duração muito curta, um segundo com um ritmo de sete a onze anos, e um terceiro com pulsação mais ampla, de cinquenta anos, associada às invenções da época, tais como a locomotiva a vapor ou o automóvel — e que esses três ciclos tinham chegado em seu período de baixa ao mesmo tempo. Ou seja, fatores exógenos e imprevisíveis, que ele cita como a Revolução Russa e ações de governos, poderiam interferir nos ciclos econômicos.
O que quero contextualizar aqui?
Tivermos muitas crises e ciclos na economia, da prosperidade a recessão e depressão total, posso listar várias bolhas aqui.
 A bolha das tulipas (1602), a do Mississipi (1721), das ferrovias (1857), depois crash da bolsa (1929), guerra dos 6 dias (1967), crises do petróleo (1973 e 1979), crise Iraque invade Irã (1980) , a Segunda-feira Negra (1987) ,a crise do peso mexicano(1994),   a crise dos Gigantes Asiáticos (1997), a crise do rublo (1998), a crise das pontocom (2000), as Torres Gêmeas (2001), a crise argentina (2001-2002),  a Grande Recessão (2008) e a crise da dívida na Europa ( 2009-2010).
Só para citar as mais importantes que conseguiram abalar o globo, alguns países sofrendo mais ou menos.
Para economistas, as piores foram 1929 e 2008 que poderia ter sido a mais grave, mas a experiências de economistas e ações de governos arrefeceram o estrago.
Reparem uma coisa o tempo entre as bolhas foi encurtando.
Em cada país temos crises domésticas motivadas por erros, inflexão de ciclos, problemas políticos, sempre fatores exógenos que precipitam ou não os ciclos.
As bolsas são o termômetro disso tudo. Pela reação dos mercados sentimos o efeito e o impacto de cada crise.
No Brasil o IBOVESPA caiu 15% em um só dia, é muita coisa. Ação da Petrobrás perdeu 30%, nunca soube de uma queda deste tamanho.
O mercado é assim, mas vejam como os ciclos existem, principalmente nas bolsas. As bolsas vão se recuperar, assim como a produção em choque em alguns países como a China.
Ou seja, não há bem que dure para sempre e nem mal que nunca termine.
Os mercados estavam com muita liquidez, aqui no Brasil e no mundo. Uma hora precisa de ajustes e correção de rumos, no mercado chamamos de realização de lucro. O jogo para funcionar precisa disso.
Os especuladores dão liquidez ao mercado, e eles fazem a festa nestes momentos de pânico.
Outro fato que colaborou para o desastre atual da Bolsa foram a entrada de muitos neófitos, que com a queda dos juros e da renda fixa resolveram se aventurar no mercado acionário. Sem experiência, engrossaram a manada.
Efeito manada é o nome disso, pode ser positivo, mas é raro.
Por definição, efeito manada é a tendência humana de repetir ações feitas por outras pessoas, ainda mais se estas forem influentes, esperando assim ter o melhor resultado possível em um mar de escolhas. Extrapola a teoria dos jogos e do caos. É sempre imprevisível e não raro causa pânico como assistimos agora.
Quero dizer com isso, o CODVID-19 e a queda de 30% do preço do petróleo não seriam suficientes para causar este pânico na economia mundial. Outros fatores precisam estar presentes e eu aponto um: a liquidez.
Todos os anos têm vírus novo da Ásia, porque este seria diferente? Oscilações no petróleo são parte do jogo, mas talvez os dois fatores somados podem ter aumentado o pânico.
Podem apostar que não será o primeiro e nem foi o último alarde global na economia, o detalhe que cito é o encurtamento dos prazos entre um ciclo e outro. Pode ser a disrupção tecnológica, pode ser as redes sociais e a comunicação em tempo real na aldeia, de fato, global e conectada.
Temos que aprender a conviver com isso. Agora é contar os mortos e tratar os feridos e esperar a próxima crise, mas o risco de uma recessão mundial acende a luz amarela.
Os governos, a exemplo de 2008, uma das piores crises da história, estão colocando recursos e esforços para mitigar o problema, arrefecer o pânico e diminuir a histeria, que no fundo é normal para estes momentos.