sábado, maio 09, 2020

Registro de Óbitos no Brasil 2018-2019-2020


Um assunto um tanto lúgubre e ruim para se tratar, mas diante desta pandemia e de tantas informações e mídia em cima, resolvi fazer umas pesquisas por minha conta.
Nunca tinha passado pela minha cabeça investigar o número de mortes do Brasil.
A Rede Globo que não assisto mais, só conta mortes e covas, #globolixo na minha opinião. Não sei porque não divulgam coisas boas junto dos dados ruins da tragédia.
Claro que o problema não pode ser desprezado e nem minimizado. Fato. O mundo sofre com isso, mas cada país terá sua peculiaridade no enfrentamento da crise, na saúde e na economia.
Assim como aqui no Brasil, a regionalização e diferença entre os estados deve seguir na mesma direção.
Repito mil vezes: Não é escolha de Sofia entre economia e salvar vidas, mas a economia em depressão também mata.

Vamos lá.
Sábado de quarentena revolvi investigar isso. Há exagero na divulgação das mortes? Porque não morre mais gente de nenhuma doença? Porque há notícias de hospitais em colapso e muitas fotos de hospitais vazios, diferentemente de outras ocasiões onde era possível ver pacientes amontoados nos corredores dos hospitais públicos, e olha que nem tinha pandemia. Onde estão estes pacientes?


Existe uma fonte de informação.

Só clicar para ir ao site;

Pois bem.
Fui aqui.
Registro Civil de óbitos no Brasil

Sinceramente me surpreendi com o tamanho da tragédia pintada e os registros.
Busquei as informações da seguinte forma, só para ter uma amostra de referência.
Brasil, Rio, MG e SP nos meses de março e abril dos anos de 2018, 2019 e 2020.
Vejam isso: Clicando na figura ela aumenta



E os casos do CE e AM



Vamos lá:

  1. Não estou menosprezando a gravidade do problema.
  2. A politização da crise é fato e o superdimensionamento parece real. Não entendo o porque disso.
  3. O mundo inteiro se uniu, os políticos de situação e oposição, aqui não. E para piorar temos além da crise na saúde, na economia, agora uma crise política caminhando para a institucional. Muito triste tudo isso.
  4. Não defendo liberação geral porque não vai dar certo, mas o tal lockdown me parece insanidade e não vai funcionar. Veja abaixo o que descobriram em NYC: Os pacientes hospitalizados, 66% estavam confinados.
  5. O problema de saúde no Brasil existe ha muitos anos, no setor público e privado. Este problema só desnudou a gravidade do caos existente. 
  6. O caso do AM é grave e exponencial, mas  recentemente teve prisão por desvios milionários na saúde de lá e a população está pagando o preço. Pena que a população é quem sofre e paga a conta, muitos com a vida. No CE não pelos registros não há nada além da série.
  7. O lockdown não vai funcionar com a população de menor renda. Vai acontecer desobediência civil. Ficar em casa, pequena, com família grande sem ter o que comer e como se sustentar não vai funcionar para a maioria dos brasileiros. A classe média pode fazer isso, o povão não. Infelizmente.
  8. Abertura do comércio com as devidas cautelas sanitárias e progressivamente como fez aqui Nova Lima deveria ser a saída. Não há como impedir a proliferação do vírus, infelizmente
  9. Tem teses ai, inclusive de médicos, que nossa população em grande parte já está imune, pela sua própria imunidade, ou porque já teve contato como vírus.

66% dos hospitalizados em Nova York estavam confinados, diz Andrew Cuomo - Clique e veja a matéria


Não há muito o que comentar, na parte médica ouço várias opiniões e fica difícil saber o que seguir de verdade, quem está certo? Quem está errado?

Na economia, escrevo sobre a história da economia e tenho visto muita coisa. Esta crise como desemprego já ultrapassou a depressão pós 29 e a Segunda Guerra. Não adianta produzir se o consumo está minguando e posso resumir tudo com uma frase de Adam Smith:

O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda  produção . Adam Smith


terça-feira, abril 14, 2020

O impacto covid19- Relatório banco Mundial 2020 - América Sul e alguns comentários


Li o relatório com 64 páginas e um sumário dos principais pontos na minha visão.

Quem quiser ter acesso ao relatório completo- Clique e veja aqui - Para download

Para ler as figuras inseridas aqui em melhor resolução é só clicar nelas.

Vamos lá algumas partes:


Não existe conflito entre salvar as vidas e a economia. Também acho. Veja a tradução deste trecho.

Tentar encontrar o “equilíbrio certo” entre custos de saúde e custos econômicos pode parecer moralmente inaceitável.
Muitos questionariam que um custo humano poderia ser comparado a um custo material. Mas a realidade é que custos de saúde e econômicos são custos humanos, pois afetam pessoas e famílias. Há sim uma perda humana trágica quando um parente ou amigo querido morre, mas também há uma perda humana grave quando as pessoas acabam sem emprego, os meios de subsistência são destruídos, as crianças precisam interromper seus estudos ou os jovens precisam começar suas carreiras de trabalho em mercados de trabalho deprimidos.
A verdadeira questão não é se os custos econômicos de conter a epidemia de Covid-19 devem ser considerados: eles certamente deveriam. A questão é se melhores opções políticas podem levar a um custo total mais baixo para sociedades, sob a forma de uma combinação menos prejudicial de custos de saúde e custos econômicos.
A resposta inicial a essa pergunta foi moldada por epidemiologistas, que ajudaram a prever a rapidez com que o vírus  poderia se espalhar e quantas mortes causaria. Um estudo influente do Imperial College em Londres  utilizou um modelo de microssimulação para prever o resultado de duas possíveis respostas políticas ao surto de Covid-19: supressão e mitigação. A supressão depende de medidas como quarentenas e medidas obrigatórias distanciamento social para reduzir o número de casos secundários que cada caso Covid-19 gera. A mitigação depende sobre medidas similares direcionadas aos grupos populacionais mais vulneráveis ​​(como idosos ou pessoas com condições pré-existentes), mas não tem como objetivo interromper completamente a transmissão, aumento da imunidade da população.

Comentário meu: A desilusão, o fim da esperança, quebra de empresas, sonho de muita família, a perda do emprego, eventualmente a fome,  também mata. Recessão, segundo este estudo mata 30 mil pessoas para cada 1% de queda da economia. Um referência talvez, mas está ai.

Estudo elaborado em parceria por economistas e médicos brasileiros e do Reino Unido aponta que o aumento de um ponto percentual no índice de desemprego eleva em 0,5% a taxa de mortalidade. Clique e leia

Criaram um modelo matemático para medir a expansão vírus.



Comentário meu: Interessante, mas acadêmico demais e tenho minhas dúvidas se  uma doença nova e com tantas peculiaridades diferentes de cada país isso funcionará "worldwide".
Um outro fator que furou vários modelos econômicos, ou tirou a precisão, é a questão antropológica, ou o comportamental como podemos dizer. Aqui é o caso e um complicador para a eficácia deste modelo, mas é também uma referência.



Criaram um modelo para medir da economia com queda no indicador de NO2. 

Segundo o relatório: 

Na tentativa de responder a essa pergunta, foram analisados grandes dados sobre dióxido de nitrogênio (NO2) de todo o mundo para este relatório. Tais emissões são medidas por instrumentos a bordo de satélites na forma de troposféricos. Densidades verticais da coluna de partículas. A troposfera é a área da atmosfera mais próxima do homem atividade - abaixo de 10 km, aproximadamente a altitude máxima de cruzeiro de aeronaves comerciais. Uma coluna é a área em que a leitura ocorre, que pode chegar a 13 km de latitude por 25 km de longitude. A unidade de medição é 1e15 moléculas de NO2 por cm quadrado. 
Vários estudos acadêmicos analisaram a correlação entre as emissões de NO2 e a atividade econômica. Para Por exemplo, Lin e McElroy (2011) mostraram que as leituras de NO2 sobre a China se assemelhavam às estimativas do PIB durante e após a crise financeira global. Morris e Zhang (2019) exploraram essa descoberta para avaliar a confiabilidade das estimativas de PIB da China em diferentes momentos e criaram medidas combinadas de crescimento econômico com base nas emissões reportadas de PIB e NO2.



Comentário meu:  Modelo acadêmico usado para outras finalidades há mais tempo, deve funcionar com mais precisão do que o modelo criado para expansão do vírus. É uma referência de qualquer forma. O estrago é claro e perceptível mesmo se não fosse aplicado qualquer modelo. A questão comportamental pode ser inserida aqui com certeza.

 A queda prevista  PIB por cada país 



Comentário meu: Os principais países em volume do PIB, México, Brasil e Argentina vão sentir muito. 5% ou mais de queda na economia é muita coisa. Infelizmente. A recuperação pode ser rápida, este seria consolo.



Ações de governos para dar liquidez ao mercado. Uso de dinheiro público para salvar as empresas e os empregos e não deixar  estrago na economia ser ainda maior.
A exemplo de 2008 e e 1929 muita coisa oi aprendida.
Escrevi sobre isso. O papel do governo na crise.


Zoom no Brasil


O relatório fala de todos os países, mas demos um zoom no Brasil. Não precisa comentar.

O relatório ainda fala das dificuldades encontradas por países de baixa renda, natural, a infraestrutura da saúde  cada um é diferente.

Um ponto que fica claro. Os que mais tiveram sucesso no combate foram os que mais testaram a população, testes em massa. Citam a Coréia do Sul como exemplo.

A bússola da política anda de acordo com a economia. Ainda é imprevisível se teremos eleições aqui no Brasil, com grandes chances de adiamento para 2021 ou 2022, e mesmo a eleição nos EUA, dependendo do estrago pode mudar. Pouco provável, mas não impossível. Com certeza não será dentro dos padrões normais e Trump que tinha vantagem pela prosperidade econômica, perdeu seu cacife.
Aqui, o ministro da saúde está de partida, era a estrela, sai por cima e atirando. Bolsonaro se isola mais, apostou alto. Como já disse, deu um All In (para quem jogar poker entender) e arrumou um pagador o ministro. Resta saber quem ganhará. O tamanho da calamidade dirá quem foi o vencedor, mas o estrago, as mortes e o flagelo econômico estão na mesa. Triste, mas é real. No fundo não há vencedor, todos perderemos.
Esta tudo confuso, as atitudes de Bolsonaro são estranhas. Ok que ele precisa  ter uma narrativa otimista, mas muitas vezes é surreal, não parece estratégia, pode ser um devaneio. Será? Isso é um perigo. Ele não poderia desautorizar a equipe técnica, não convém ao general ir contra a sua tropa. É complicado entender isso.
Há correntes nas duas direções, isolamento é certo, vertical ou horizontal é a questão, já admitida timidamente pela OMS, prefiro não opinar, não tenho conhecimento para isso.
Bom, as aves de rapina que querem politizar e faturar com o caos, espreitam o pior cenário. Não sabemos ainda o final deste filme. A mídia, ou parte dela, não ajuda em nada, na minha opinião, aumenta o medo e o pânico da população. Eles precisam sim noticiar os fatos, mas podem ter um viés mais positivo, por exemplo, contar as histórias de recuperação e sobrevivência. 

A narrativa do fim do capitalismo começa a ser contada pelos aproveitadores, mas os fatos são outros. Crises são parte do capitalismo sim, isso nunca foi negado e os ciclos econômicos parte da história da humanidade.
Podem apostar que esta não foi a primeira e nem será a última, infelizmente.

Vão aqui dois artigos que ilustram estas ilações minhas. Podem apostar nelas. Só clicar e ver.

A falácia do discurso que a pobreza de muitos é criada pela riqueza de alguns.


sábado, abril 11, 2020

O estrago na economia pelo COVID19 e a população mundial


A população mundial é estimada em 7,7 bilhões de pessoas.
A PEA - População Econômica Ativa é estimada em 3,2 bilhões de pessoas
Se quiser ver mais clique aqui - ONU-OIT

Segundo a OIT a pandemia vai tirar 195 milhões de empregos. Clique e leia

A Organização Internacional de Trabalho prevê que a crise causada pelo coronavírus acabe com 6,7% das horas de trabalho em todo o mundo no segundo trimestre de 2020 – o equivalente a 195 milhões de trabalhadores desempregados em período integral. “Nós tínhamos uma previsão de cerca de 180 milhões de desempregados no mundo em 2020; comparativamente, em três meses, vamos mais que dobrar esse número. É uma catástrofe econômica e social que precisa de resposta global”, afirmou o diretor-geral da OIT, o britânico Guy Ryder, em debate nesta terça (7/4) promovido pela Academia do Pacto Global da ONU, adiantando número do relatório da organização divulgado também nesta terça.

Ou seja...da PEA mundial (42%) o desemprego atingirá 6% e 3% da população mundial.
Claro que alguns países sentiram mais ou menos, mas o mundo todo sentirá a brutal recessão e com algumas previsões de depressão em alguns países, inclusive os EUA, infelizmente.
Gostaria de estar errado.

O número de mortos pelo vírus ainda é incerto, alguns países sofrerão mais, outros menos. Estatisticamente o número será desprezível comparado a PEA e mesmo a população. Triste também.

Não há conflito de interesse entre salvar vidas o a economia. Precisamos salvar as duas. Desemprego mata também. Mata a esperança, sonhos e vidas.
Muita gente esperta vai sofismar que o capitalismo fracassou, que vidas são mais importantes (com certeza são), mas a economia também é.
Milhares de empresas, pequenas e médias, que geram emprego e renda, para milhões de famílias vão quebrar.
Os governos do mundo todo estão fazendo o que podem. Aprendizado de 1929 e 2008. Ainda bem. Isso vai arrefecer o problema.

Já que falamos de população e eu estou escrevendo sobre a história da economia, sendo que a população é parte ativa da história, encontrei algumas curiosidades que compartilho aqui.

Olhem que bacana.



Clique animado com a população das cidades de 1500 em diante- Clique e veja




E olhem as maiores cidades em 1500, 1895 (Revolução Industrial) e 2018.



sexta-feira, março 13, 2020

O vírus e os ciclos econômicos


O Corona vírus e os ciclos econômicos





Os conceitos econômicos existem desde os primórdios da civilização, de maneira empírica e instintiva, claro.
Os primeiros economistas, todos filósofos e viraram economistas, sendo os principais, Adam Smith, David Ricardo e Stuart Mill, mostraram a força do livre mercado e que o capitalismo teria fim, sabem porquê? Por causa dos ciclos, que vieram a ser estudados posteriormente. Outra coisa interessante, eles previam as distorções e injustiças do mercado livre.
Jevons foi o primeiro a falar nos ciclos. Usou a astronomia pelo instinto com certeza.
O estudo que Jevons fizera dos ciclos comerciais e das manchas solares parecia excêntrico em sua conclusão, não para o momento onde o empirismo e a busca por respostas para várias questões eram possíveis. A pesquisa da economia dos ciclos comerciais, e do que precisamente eles envolviam, apontou o caminho para outros estudos futuros que foram feitos.
Falamos aqui o século XVII e XVIII.
A primeira bolha conhecida foi em 1602 na Holanda, com a famosa crise das tulipas. Mercado comprador, muita liquidez, até que bolha estoura. Imprevisível naquela ocasião, os economistas nem existiam ainda.
Quando a matemática foi aplicada à economia, muitos acharam que as doutrinas, e teses e teorias seriam definitivamente provadas ou rechaçadas. Ledo engano, a matemática provou e ajudou muito a economia.
Entretanto começaram a ver que a economia nunca poderia ser precisa, como a matemática e física, em suas projeções ou previsões.
Outro economista, Veblen percebeu que a economia envolvia muito mais do que as teorias desenvolvidas e a matemática, fatores exógenos e comportamentais poderiam mudar muitos rumos e relativizar muitas coisas.

Já no final do século XIX e começo do século XX a economia estava mais estruturada e científica.
Os ciclos econômicos, mesmo sendo controversos, começam a ficar claro no ambiente econômico.
Schumpeter chegou a duas explicações em seu livro Business Cycles, um trabalho de mil páginas, em dois volumes, publicado em 1939. Ele atribuía a severidade da depressão, em parte ao fato de não haver um, mas sim três tipos de ciclos econômicos — um de duração muito curta, um segundo com um ritmo de sete a onze anos, e um terceiro com pulsação mais ampla, de cinquenta anos, associada às invenções da época, tais como a locomotiva a vapor ou o automóvel — e que esses três ciclos tinham chegado em seu período de baixa ao mesmo tempo. Ou seja, fatores exógenos e imprevisíveis, que ele cita como a Revolução Russa e ações de governos, poderiam interferir nos ciclos econômicos.
O que quero contextualizar aqui?
Tivermos muitas crises e ciclos na economia, da prosperidade a recessão e depressão total, posso listar várias bolhas aqui.
 A bolha das tulipas (1602), a do Mississipi (1721), das ferrovias (1857), depois crash da bolsa (1929), guerra dos 6 dias (1967), crises do petróleo (1973 e 1979), crise Iraque invade Irã (1980) , a Segunda-feira Negra (1987) ,a crise do peso mexicano(1994),   a crise dos Gigantes Asiáticos (1997), a crise do rublo (1998), a crise das pontocom (2000), as Torres Gêmeas (2001), a crise argentina (2001-2002),  a Grande Recessão (2008) e a crise da dívida na Europa ( 2009-2010).
Só para citar as mais importantes que conseguiram abalar o globo, alguns países sofrendo mais ou menos.
Para economistas, as piores foram 1929 e 2008 que poderia ter sido a mais grave, mas a experiências de economistas e ações de governos arrefeceram o estrago.
Reparem uma coisa o tempo entre as bolhas foi encurtando.
Em cada país temos crises domésticas motivadas por erros, inflexão de ciclos, problemas políticos, sempre fatores exógenos que precipitam ou não os ciclos.
As bolsas são o termômetro disso tudo. Pela reação dos mercados sentimos o efeito e o impacto de cada crise.
No Brasil o IBOVESPA caiu 15% em um só dia, é muita coisa. Ação da Petrobrás perdeu 30%, nunca soube de uma queda deste tamanho.
O mercado é assim, mas vejam como os ciclos existem, principalmente nas bolsas. As bolsas vão se recuperar, assim como a produção em choque em alguns países como a China.
Ou seja, não há bem que dure para sempre e nem mal que nunca termine.
Os mercados estavam com muita liquidez, aqui no Brasil e no mundo. Uma hora precisa de ajustes e correção de rumos, no mercado chamamos de realização de lucro. O jogo para funcionar precisa disso.
Os especuladores dão liquidez ao mercado, e eles fazem a festa nestes momentos de pânico.
Outro fato que colaborou para o desastre atual da Bolsa foram a entrada de muitos neófitos, que com a queda dos juros e da renda fixa resolveram se aventurar no mercado acionário. Sem experiência, engrossaram a manada.
Efeito manada é o nome disso, pode ser positivo, mas é raro.
Por definição, efeito manada é a tendência humana de repetir ações feitas por outras pessoas, ainda mais se estas forem influentes, esperando assim ter o melhor resultado possível em um mar de escolhas. Extrapola a teoria dos jogos e do caos. É sempre imprevisível e não raro causa pânico como assistimos agora.
Quero dizer com isso, o CODVID-19 e a queda de 30% do preço do petróleo não seriam suficientes para causar este pânico na economia mundial. Outros fatores precisam estar presentes e eu aponto um: a liquidez.
Todos os anos têm vírus novo da Ásia, porque este seria diferente? Oscilações no petróleo são parte do jogo, mas talvez os dois fatores somados podem ter aumentado o pânico.
Podem apostar que não será o primeiro e nem foi o último alarde global na economia, o detalhe que cito é o encurtamento dos prazos entre um ciclo e outro. Pode ser a disrupção tecnológica, pode ser as redes sociais e a comunicação em tempo real na aldeia, de fato, global e conectada.
Temos que aprender a conviver com isso. Agora é contar os mortos e tratar os feridos e esperar a próxima crise, mas o risco de uma recessão mundial acende a luz amarela.
Os governos, a exemplo de 2008, uma das piores crises da história, estão colocando recursos e esforços para mitigar o problema, arrefecer o pânico e diminuir a histeria, que no fundo é normal para estes momentos.

sexta-feira, fevereiro 28, 2020

O corona vírus e o futuro

Estes quadros são as mortes atribuídas ao Corona vírus terror do momento

Se quiser ver mais informações , atualizados todo dia e a toda hora

  1. clique e leia sobre a evolução da doença no mundo
  2. clique sobre o número de mortes
Vamos lá fazer algumas considerações
  1. Isso é uma gripe como a influenza,  H1N1 e SARS, menos mortal, mas mais contagiosa
  2. Existe uma coisa da reverberação da informação que está fazendo mais estrago do que o real
  3. Muitas Fakes news e pelo jeito muita gente interessada no caos que isso está trazendo
  4. Temos que tomar os cuidados de prevenção, mas não  diferente das outras gripes que matam mais do que esta.
  5. Os doentes crônicos e idosos serão as maiores vítimas infelizmente. Veja o quadro acima.
Bolsas desabam e a incerteza na economia parece ser uma tragédia. vou falar uma coisa aqui e vai chocar alguns, mas vamos lá:
  1. As bolsas haviam subido muito isso é uma correção de rumo e tem o vírus como causa, mas não é só ele.
  2. Aqui temos crise política e embate institucional, mas não é novidade, isso é parte da característica do governo Bolsonaro, ele foi talhado assim e não mudará, a imprensa (em sua maioria) não deixa por menos. 
  3. Quem dá liquidez ao mercado é o especulador, ele adora este momento Tem muita gente perdendo dinheiro, mas tem muita gente ganhando, pode apostar.
  4. O dólar sobe aqui, mas é fenômeno global, o dólar estava enfraquecido e também está sendo corrigido. 
  5. A economia global está sofrendo um baque , mas voltará, anotem ai. A perda deve ser pequena.
  6. No Brasil teremos problemas, reflexo dos globais, mas recuperamos.
  7. Anotem ai: US$ entre 4 e 4,50 máximo até o final do ano. Temos margem pra isso na inflação baixa e bons indicadores ( não os ideais, ainda precisa melhorar muito).
  8. Vem ai um embate sério entre parte da população e os ataques a Bolsonaro. Não  sei onde isso vai chegar, pode ser mais grave que o vírus para nós.

O que quero dizer é que temos problemas mais sérios a tratar, não que seja banal a questão do  vírus, mas a gente se cuidando arrefece as preocupações.

Anotem : 90 dias e tudo se normaliza, ou volta as turbulências do dia a dia, sem novidade, até que venha a próxima.
Este vírus não foi o primeiro e nem sera o ultimo, vacina e remédios vem ai e muitos ganharão muito dinheiro, mas chance de teoria da conspiração é muito baixa.

Matéria da BBC sobre o vírus  - Clique e leia

Se coronavírus é menos fatal que outras epidemias, por que assusta tanto o mercado?

  

terça-feira, fevereiro 04, 2020

Começa a corrida para a eleição americana em 2020


Adoro acompanhar a eleição nos EUA. Desde os anos 80, inclusive uma vez fui entrevistado por uma TV em NYC. Disse que era brasileiro e não votava, mas dei minha opinião.
Foi uma disputa entre o então presidente republicano Ronald Reagan, e o ex-vice-presidente democrata Walter Mondale. Reagan foi ajudado por uma forte recuperação econômica após a profunda recessão de 1981-1982. 

Agora começa a eleição com as primárias para escolher os candidatos do Partido Democrata, já que os Republicanos vão concorrer com o atual presidente Trump.
Teoricamente tem prévias nos republicanos, mas é para inglês ver e algum candidato pensando no recall de uma futura eleição.

O caucus de Aiowa dá a largada. Estado pequeno, mas é emblemático para a eleição (não sei porque). Tem 1% dos votos dos delegados do partido à convenção que vai escolher o candidato democrata, 40 em 4000 delegados. 

Os democratas têm 11 candidatos, mas 4 são favoritos.

Clique e veja quem são os 11: Clique e veja
  1. Joe Biden, ex vice de Obama 
  2. Pete Buttiegieg, prefeito de uma cidade em Indiana, é veterano militar e abertamente gay. Um dos queridinhos da mídia.
  3. Bernie Sanders , um senador por Vermont, esquerdista radical e anacrônico 
  4. Michael Bloomberg , ex prefeito de NYC.
Os outros serão figurantes, uns caminharão mais outros menos, como é o caso do bilionário Tom Steyer que tem folego para ir mais a frente.

Segundo pesquisas, acho que valem pouco neste momento, Joe Biden e Bernie Sanders estão na ponta e são favoritos.

Vamos lá, vou dar minha opinião e deixar registrada aqui.

A mídia adora o esquerdista Sanders que tem grande claque na juventude, talvez motivada pela quimera socialista, natural e legitima para os jovens terem esse sonho. 
O novato e o mais novo na idade de nome complicado Buttiegieg, tem a juventude, com 37 anos e o ativismo gay que tem força quando unido.
Joe Biden leva o carimbo do governo Obama, sinceramente não sei se ajuda ou atrapalha.
Michael Bloomberg, bilionário e ex prefeito de NYC com muitos feitos políticos na cidade que governou, isso conta.

Ainda não saiu o resultado de Iowa, mas parece que Sanders é o favorito com chance de surpresa para o Buttiegieg.

Na minha opinião Sanders é radical demais para os valores americanos. O moço de nome complicado é muito novo, mas pode ser um player adiante.
Joe Biden leva o ônus e o bônus do Obama.
Michael Bloomberg que não disputou Iowa é o favorito na minha opinião. Anote ai. Ele será o candidato democrata.

Bilionário e com história para contar, sem radicalismo e ilusão, será o candidato. Eu acho, só acho.

Na eleição que ainda demora, Trump é barbada. Repito barbada. 
O desemprego nunca esteve tão baixo, o mais baixo em 50 anos. Os EUA crescem 3% ao ano. Trump invoca o nacionalismo e o patriotismo, americano gosta disso.
A imprensa não gosta e ataca Trump o tempo todo. Ele é direita, conservador e radical para a mídia. Pode ser, mas isso tem valor, inclusive nos EUA.

A conferir: Trump x Michael Bloomberg com vitória de Trump, não diria fácil porque lá eleição nunca é fácil e o equilíbrio da democracia agradece. Não é no voto que o presidente é eleito, os eleitores elegem delegados que votam em um colégio eleitoral. Claro que o voto é importante para se conseguir os delegados. Sempre foi disputada a eleição.

Trump apanha muito da mídia, simpatia pela esquerda como sempre, tentaram o impeachment dele, sonho em uma noite de verão, aliás está em processo, mas isso acabou por fortalecer ainda mais o Trump que melhorou seus indicadores de popularidade. Democratas criaram um factoide e deram um tiro no pé. 

A esquerda e o radicalismo lá não tem vez. Se ganha um Bernie Sanders corremos o risco de um grave problema mundial com consequências imprevisíveis. Eu acho isso e conheço os EUA, sou testemunha, já fui lá centenas de vezes, morei, e estudei muito os EUA e posso falar.

Repito aqui: Trump x Bloomberg com vitória de Trump. A conferir.




terça-feira, janeiro 14, 2020

Como ficou a previsão de 2019 e como ficará 2020?



Como sempre faço, vamos lá conferir e fazer novas previsões com as informações do mercado e nossa sensibilidade.

O que era para 2019: Clique e leia

Só 2019


Faria as seguintes considerações:
  1. IPCA continua sob controle
  2. Câmbio estará mais baixo se não houver nenhuma crise internacional (não deve haver)
  3. Crescimento do PIB pode chegar a 3%
  4. Investimento deve superar os 75 bilhões previstos.

Comentamos aqui:

  1. IPCA ficou na meta, muito pelo baixo crescimento
  2. Câmbio ficou dentro do esperado apesar das turbulências
  3. PIB furou feio. Frustração de expectativas, briga EUA x China e crise na Argentina
  4. Ficou na normalidade, mas poderia ser melhor.
  5. A Selic caiu muito e foi a grande novidade boa do ano passado




Para 2020- Clique e veja



O Boletim Focus



O que podemos vislumbrar:

  1. IPCA pode e deve ficar na meta, o que faz a SELIC permanecer baixa
  2. Câmbio deve manter a normalidade  a não ser que aconteça turbulências externas, pouco prováveis hoje.
  3. Investimentos podem superar a revisão porque o programa de desestatização deve ser intensificado.
  4. Balança comercial deve fica nisso, a Argentina parceiro forte passa por problemas e o acordo EUA x China pode atrapalhar o Brasil nas commodities.
  5. A Selic pode cair mais, seria o grande "gol" de Bolsonaro para acelerar o crescimento e gerar emprego.
  6. PIB pode surpreender para melhor e chegar a 3%...faço grifo nesta previsão aqui.
A conferir. Bom ano novo a todos nós.





segunda-feira, janeiro 13, 2020

A pior década em 100 anos na economia.



Clique e leia - O estrago populista

Os números confirmam, a histórica julga.
Não foi só a corrupção o estrago, foi a irresponsabilidade e incompetência e muitos têm nome, telefone, endereço e CFP.
Perdemos 30 anos de nosso futuro.

Para ler o artigo - Clique e leia


A economia brasileira bateu no fundo poço e registrou a menor taxa de crescimento desde 1900 na última década encerrada em 2019. Entre os anos de 2010 e 2019, o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no País, cresceu a um ritmo de 1,39% ao ano.
O dado consta de estudo do economista Roberto Macedo, da Universidade de São Paulo, ex-secretário de Política Econômica e que foi presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O levantamento considera que cada década se inicia nos anos terminados em zero e vai até os anos que terminam em nove.
"A década de 2010 foi a pior para o crescimento do PIB entre as 12 analisadas", afirma Macedo. O desempenho médio anual do período foi menos da metade do registrado na década anterior, iniciada em 2000 (3,39%). Até então, o pior resultado anual era de 1,75% nos anos 90 - época marcada por crises externas e planos fracassados de estabilização.
A crise fiscal, segundo Macedo, foi o principal fator que levou o País à recessão, que começou no segundo trimestre de 2014 e terminou no quarto trimestre de 2016. Desde então, a recuperação tem sido a passos lentos, com avanços do PIB que não saem da casa de 1%.
O fraco desempenho da economia brasileira nos anos 2010 - bem abaixo do crescimento médio do PIB de 155 economias emergentes e em desenvolvimento, que avançaram 5,11% ao ano no mesmo período de acordo com o estudo - mostra sua face mais cruel no número de desempregados e subempregados.No trimestre encerrado em novembro, a taxa de desocupação era de 11,2%, ou de 11,9 milhões de pessoas, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.
"O aumento do número de moradores de rua é uma consequência esperada, com a situação da economia se agravando e o desemprego altíssimo", observa Macedo. Esse é o caso de Francisco Eduardo Lopes, de 28 anos, que veio do Ceará e há dois anos vive nas ruas da capital paulista. Ele, que cursou até a 7.ª série do ensino fundamental, prestava serviços de pedreiro e pintura e tirava R$ 2 mil por mês com as reformas. Mas desde 2018 não consegue serviço e acabou indo parar num albergue. "Existe preconceito contra quem vive em albergue e é complicado se recolocar, por não ter um endereço fixo."
Michel Lopes Kiill, 52 anos, ex-bancário que cursou faculdade de Comunicação e não concluiu, enfrenta problema semelhante. Hoje, ele deve R$ 38 mil para bancos e financeiras e vive num centro que acolhe moradores de rua. "Quando você diz que mora em abrigo, dificilmente alguém te dá emprego." Em 2015, último censo da Prefeitura apontou que eram 15,9 mil pessoas na rua.
Na última quinta-feira, Kiill e Lopes eram dois dos cerca de 50 moradores em situação de rua em um café da manhã comunitário oferecido na Paróquia de São Miguel Arcanjo, no bairro paulistano da Mooca, na zona leste. Há mais de 30 anos oferecendo a primeira refeição do dia para quem vive na rua, o padre Júlio Lancellotti, vigário da paróquia e da pastoral de rua da Arquidiocese de São Paulo, diz que a maior parte deles é jovem e busca trabalho.

Sem ascensão

"Essa estagnação prejudicou muito as gerações recentes. Percebi que nas gerações passadas havia muita ascensão social, ou seja, o status social dos filhos superava o dos pais. Hoje, isso se inverteu, com os filhos tendo dificuldade de até mesmo manter o status social dos pais", diz Macedo.
Para o coordenador de Economia Aplicada do Ibre/FGV, Armando Castelar, a retomada de investimentos do País ainda depende da criação de "um ambiente de negócios favorável, no qual os empresários tenham confiança em colocar dinheiro no País". "O problema maior é a insegurança jurídica, a estrutura tributária muito custosa e incerta. Também a infraestrutura é ruim, do ponto de vista do investidor privado", afirma.

quinta-feira, dezembro 19, 2019

Impeachment de Trump e Caso Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro, e ai?





Se eu fosse pitonisa estaria operando na Bolsa de Wall Street, mas gosto de fazer umas previsões. Não é totalmente empírico porque sempre temos umas pitadas de lógica e racionalidade na maioria dos eventos da natureza e da vida. Acho que é parte da natureza humana tentar adivinhar o futuro.

Clique e leia.


Câmara dos EUA aprova impeachment de Trump; Senado decidirá afastamento.





A minha presciência para esses dois casos é a seguinte:

Trump: Ele se fortalecerá com o processo de impeachment. A aceitação dele junto a população vai melhorar. Ele deverá ser reeleito, não por causa disso, mas porque a economia lá está "bombando". EUA crescem a 3% a.a. e vai continuar. Não há no cenário mundial fatores exógenos que possam mudar isso.
O impeachment passou na Câmara dos Deputados de lá porque os Democratas têm maioria. No Senado não passará.
Os Democratas deram um tiro no pé. A Constituição americana protege o presidente. Impeachment é coisa muito séria, seja aqui ou lá. Muitos constitucionalistas americanos acham que é completamente furada a questão jurídica desse processo. A conferir.

Caso Queiroz: Isso incomoda a família Bolsonaro há muito tempo. Sempre teve a tal "rachadinha" e no caso do Rio, tem muitos mais envolvidos, mas o spot cai em cima do senador eleito e filho do presidente. Natural.
Errou, e vai pagar. Não é porque todos fazem errado que te dão permissão e legalidade para fazer. Eu acho.
Bolsonaro vai jogar o cara aos leões, anotem ai. Vai segurar a onda até onde aguentar, mas o caso é espinhoso e parece eivado de provas. A PF, republicana como sempre, não vai dar mole.
Que sejam punidos todos. O Brasil está mudando e mesmo ainda tendo gente não acreditando nisso e não querendo isso, vamos mudar sim, para melhor.
Uma renúncia para salvar o presidente? Pode ser, mas ele ainda precisa ser julgado e condenado, e será. Entregar os anéis para não perder o dedo poderia tirar o presidente do centro do palco. Sem isso, a mídia e a oposição sempre vincularão o caso a ele, fora ainda tentar ligar a família a uestões milicianas no Rio. Existe uma sútil ligação, infelizmente. Quando mais isso se prorrogar, vai sangrar o presidente e sua família e ele vai ter que se livrar do problema. Não acho que ele esteja envolvido, mas se estiver vai ter problema. Não vejo uma relação maior, como querem alguns, desse caso com os crimes dos milicianos e a morte da vereadora.
Por enquanto vejo ele tentando salvar o filho até onde puder e depois vai jogá-los aos leões, lavar as mãos. O Brasil é maior e mais importante do que ele e sua família e afinal, falamos de um delito, um crime, um pecado. Ok, venal para alguns, mas a mudança não pode escolher pessoas e tipos de delitos. Errou, foi pego, foi julgado, tem que pagar. Simples assim.

A conferir.

terça-feira, dezembro 17, 2019

2011 a 2018, a pior década de nossa história. A década perdida.


Vejam esses dois gráficos. Clique neles para aumentar.
Não é preciso comentar muito.
Em 1995 eramos maiores que a China.

As principais razões: Corrupção sistêmica, incomepetência e responsabilidade dos gestores públicos.

Perdemos ( ou quase, pois resta pouco) o bônus demográfico, o boom das comodities de 2000.

Populismo, esquerdismo travestido de malandragem e politicagem.

Só temos a dizer. Triste Brasil.

Quem quiser saber mais veja o excelente artigo da Revista Mercado Comum. Vale a pena ler.

Clique e leia.

A Revista inteira, recomendo: Clique e leia

quinta-feira, dezembro 05, 2019

Resenha sobre o livro Bastidores de 64 Detalhes não revelados do "golpe".



O Zé Aparecido é uma grande figura, um papo excepcional, um cara muito culto e a entrevista acabou indo além do tema do meu livro. Ficou muito interessante. O Zé Aparecido é filósofo com grande visão política.

terça-feira, dezembro 03, 2019

Roda Viva com Yuval Harari


Clique e veja. É longo, mas vale a pena.

Os livros dele:

Li todos. O melhor Sapiens, aliás um dos melhores que li na minha vida. Até já comentei.

Vale a pena ler e conhecer as ideias dele. São visionárias. Não acertará tudo, mas cabe a reflexão.

Já falei sobre Sapiens. Clique e leia