sexta-feira, maio 06, 2016

Fascismo=nazismo= comunismo=socialismo ...não adianta espernear.

Minha postagem do Facebook: Clique e Veja

Gostei deste Felipe Pimenta- Recomendo o Blog dele- Clique e leia
Ótimas resenhas sobre obras importantes.

Este papo de socialismo democrático virou moda. Até o PC do B nacional virou " democrático".
O regime não combina com a liberdade, não adianta.
A essência deles sempre será a mesma. Quando assumem o poder a coisa muda e a própria intervenção do estado já será um fator limitante da liberdade.

Vejam aqui o que diz um historiador francês. Vale a pena conferir.

O comunismo morreu em 1989 com a queda do Muro de Berlim. Ainda tem alguns simpatizantes anacrônicos, faz parte. O tal socialismo democrático ( que na essência nunca será de verdade) virou o sonho de muitos. Nunca funcionou ou deu resultados. A não ser efêmeros e para algumas lideranças que meteram a mão.
Se meus amigos simpatizantes lessem este livro poderiam ver que fascistas, comunistas e socialistas são todos irmãos siameses. Reacionário de verdade não é o liberal. Alain Besençon mostra isso claramente.

As semelhanças entre o nazismo e o comunismo Essas duas ideologias que tiveram milhões de adeptos no século XX, e que causaram tantas mortes e sofrimento em nome de suas causas, são analisadas por …
FELIPEPIMENTA.COM






As atrocidades cometidas em nome da "justiça social": O livro negro do comunismo- A resenha

terça-feira, abril 12, 2016

O impeachment sai? E se não?



O Brasil está parado. O congresso não funciona nas suas outras atribuições. A economia esfacelada precisa de ações e uma pauta positiva. O comércio e a indústria sangram.
E ai teremos o impeachment?
A comissão especial aprovou o relatório a favor por 38 x 27 votos. Em tese o governo montou a comissão e este resultado é mal sinal.
Nas pesquisas a maioria da população sinaliza pela insatisfação ao governo e a favor do impeachment.
Independente da situação jurídica, o processo é político, mas só a punição de um gestor público por desorganizar as contas públicas e desrespeitar a lei das responsabilidades ficais já justifica o processo.
Toda mídia especializada está dando como muito provável o processo passar na CD, não 100% de certeza porque o governo através de Lula (que deveria estar preso) está operando pesado em Brasília. Estas são as notícias de deputados amigos meus.
Eu diria, por felling , que a situação estaria 75% x 25% a favor do impeachment.
Uma aposta, puro chute, ball park como dizem em inglês: 381 pró abertura do processo, mais do que o necessário que são 342. A conferir.
Deixo claro que é CHUTE, não é fácil derrotar a máquina do Planalto,  não tenho e nem vou prever o futuro nesta matéria. Economia me arrisco, mas política e votação é complicado. Uma coisa eu garanto, Dilma é odiada lá no congresso, inclusive por petistas. Vou sempre lá, tenho vários amigos de vários estados e este é meu sentimento.

O pós impeachment é mais preocupante, algumas considerações:

  1. Ela não governa mais, se derrotar o processo haverá outra medida.
  2. Um novo processo de impeachment, parlamentarismo, eleições gerais, renúncia, muitas coisas podem ocorrer.
  3. Se ela perder, pode criar confusão com os ditos "movimentos sociais" que na verdade são "oficiais" como nossa grana, patrocinada pele populismo irresponsável. Ai a ordem deverá ser exercida pelas autoridades policias, e até as forças armadas se necessário. Tenho certeza que eles estão quietos, mas não mortos.
  4. O impeachment dará novo alento a economia, não a solução dos problemas, mas a quebra deste ciclo e a retomada da confiança.
  5. Politicamente vai vitimizar Dilma, Lula e o PT. Com rejeição recorde eles ainda têm votos como mostram as pesquisas. Militantes, viúvas e áulicos do poder, sonhadores anacrônicos da esquerda e alguns incautos. Lula é apontado nas pesquisas com 20%, é o que ele tem. A rejeição dele é a maior e tecnicamente ele não ganharia uma eleição de 2 turnos. Isso hoje, mas a chance dele recuperar sua imagem é zero. Na era do zap zap e da comunicação o apartamento do Guarujá, o sítio de Atibaia e as viagens de jatinho não dão pra esconder.
  6. Para 2018 o impeachment aprovado pode "ressuscitar" o discurso da esquerda, este é o ponto negativo. Com tudo que eles fizeram de mal, ainda existe este risco.
  7. Lula deverá enfrentar seus problemas na justiça, pelo que vimos espero que seja preso. O Brasil está amadurecendo e vamos ter a justiça atuando.
  8. Este momento histórico, espero, seja divisor de águas na política do Brasil.
  9. Com ou sem impeachment precisamos retomar o futuro, com o impeachment será mais rápido, mas não ainda fácil.
Vamos rezar pelo país, que as instituições funcionem pra valer, que a lei e a ordem sejam vencedoras em caso de baderna e desordem e que Deus nos abençoe.  Pátria amada, Brasil.                                                                           
                                                       bandeira-brasil-imagem-animada-0019



segunda-feira, março 14, 2016

O outra lado da moeda - 13/03/2016 e as Diretas Já - Eu vi, posso contar


O governo militar passava por problemas políticos. Figueiredo acabava de assumir e em 1979 estoura uma grave crise mundial pela alta do petróleo. Chamado segundo choque do petróleo, clique e leia
Os anos 80 foram terríveis, década perdida. Brasil com inflação e recessão em 1981 e 1983. Clique e leia sobre a crise dos anos 80. Vale lembrar que muito se assemelhava a crise atual, mas muito menor do que a de hoje.

O governo militar já em grande desgaste e com o processo de abertura em curso falava em eleições diretas, mas no dia 2 de março de 1983 um desconhecido deputado do PMDB de Mato Grosso apresenta uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional)  que restabelece as eleições diretas. Leia sobre a emenda.

A oposição aproveitando a crise econômica e a fragilidade do PDS (Partido do governo) abraça a idéia e Lança a campanha diretas já. Clique e leia.

Com apoio de governadores de estados importantes como Minas Gerais, Paraná e São Paulo lançam um enorme movimento que deveria atingir a população, já completamente insatisfeita com o governo militar.

No PDS, Aureliano Chaves que era o virtual presidente, perde sua posição por vários motivos e abre espaço para a polarização Maluf e Andreazza. Isso acabou esfacelando o PDS e abrindo espaço para a PFL (Partido da Frente Liberal), dissidência que elegeria Tancredo Neves em 1985.

Com apoio maciço da Rede Globo e depois de toda mídia em geral, o movimento ganha corpo. Depois de vários pequenos comícios populares, dia 10/04/1984 Brizola organiza um comício com um milhão de pessoas. Clique e leia sobre a campanha Diretas Já.

Aliás, deixo um recado para petistas e governistas: A mídia aderiu e agora não há como segurar mais.

Aqui meu relato de antes e de agora, eu vi:

No PDS e , sendo franco, em grande constrangimento pela falta de opção para o colégio eleitoral e grande pressão pelas diretas, assisti tudo aquilo pela TV. Tinha vontade de rebater, de criticar, mas não tinha argumentos de conter aquela multidão que pedia as eleições e fortalecia a oposição para derrotar o governo Figueredo. Alguns acham que Figueredo queria prorrogar seu mandato, mas acho que ele se perdeu pela falta de articulação política, quando em detrimento do Ministro Ibrahim Abi-Ackel, ele deixou Leitão de Abreu cuidar do tema.
Sabíamos, como chuva morro abaixo e fogo morro acima, o povo querendo votar e protestando é difícil segurar, mas o que podíamos fazer? Assistia aquilo tudo, multidão na rua pedindo eleição direta e protestando contra o governo. Afinal, economia com inflação e recessão, a multidão tem razão, não há como contestar. Mesmo com abertura o regime militar estava exaurido.
O quadro daquela época é pouco diferente do de hoje no contexto econômico, mas muito menor o estrago do que o de hoje. Na política, o PDS apático deixava a oposição assumir seu papel que elegeria Tancredo Neves.
A diferença com certeza de hoje para ontem é a qualidade das lideranças políticas que tinhamos lá, tanto do governo quanto da oposição.
A corrupção que com certeza existia no governo era como se fosse inexistente comparada a de hoje.
Eu via aquela monumental movimentação nas ruas, da mídia, com legitimidade que não podíamos negar e não tinha o que fazer a não ser tímidas defesas do governo desgastado.
Vendo hoje o mar de gente nas ruas, muitas vezes maior do que na Diretas Já, posso garantir que imagino o que os petistas e governistas enxergam e os mais lúcidos sentem.
Eu estava do outro lado naquela ocasião. Eu vi sou testemunha e posso contar.
É ruim não ter argumentos, ir contra a maioria que normalmente tem sua legitimidade de causa.
Defender o indefensável.
Não derramei lágrimas de raiva, tristeza ou decepção naquelas épocas, confesso que gostaria que tivesse sido  diferente, talvez uma opção a Maluf e Andreazza freasse a rebelião, mas não deu, a unanimidade pode ser burra, mas a maioria normalmente tem razão.
Participei de todas as manifestações desta época atual, daquele só assitia atônito e incrédulo na reversão nossa. 
Tinha partido e militava. Hoje não tenho partido político e não defendo nomes, sou um cidadão indignado como a maioria da população esclarecida.
Garanto que ontem a manifestação foi a maior de todas. O mar verde e amarelo mostra que nossa cor jamais será o vermelho do populismo irresponsável e incompetente.
As lágrimas rolaram no meu rosto, arrepiei quando vi a massa na avenida paulista. Emoção e alegria por ver que o povo se mobilizou pelo seu futuro.
Eu imagino o que estão vivendo os petistas e governistas, eu já estive do outro lado. Com o consolo, de que  defendia coisas completamente diferentes do que eles defendem e lutam.
Eu não me arrepiei naquela época e a decepção foi pequena. Não rolaram lágrimas.
Agora a alegria é imensa, a legitimidade é total e a certeza absoluta que dia 13/03/2016 está marcado na história política deste país.
Viva o Brasil e sua gente.

sexta-feira, março 04, 2016

O fim da era petista?



Acho que é.
Um verdadeiro petardo sobre Brasília ontem (já estamos no dia 04 no momento que escrevo).
A delação de Delcídio Amaral, senador (ainda) petista, líder do governo e homem de confiança, pelo menos nos últimos anos, de Lula e Dilma,
A crise política e econômica instalada desde a eleição de 2014, com mentiras e falácias do marqueteiro preso, se traçado gráfico seria uma exponencial.


Vamos lá, porque afirmo que chegou o final, algumas considerações:
  1. A delação de Delcídio, mesmo que por algum motivo não seja aceita, ela já fez o estrago político. Não é fantasia. Teve testemunhas, deve ter sido gravada e filmada. Ele não tem como recuar. Vai ter que confirmar e provar algumas das alegações.
  2. Ele acusa Lula e Dilma, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva, são elegíveis, para os dois, e olha que sou leigo no tema. Imagina o MPF.
  3. Por ser próximo de Lula e Dilma, podemos de certa forma, fazer analogia ao caso de Pedro Collor que denunciou PC Farias e detonou o impeachment de Collor.
  4. Lula está sob fogo cerrado, não há mais como negar que ele é o real proprietário do tal sítio e do triplex. O JN mostrou hoje uma foto dele, recebendo as chaves do triplex de Leo Pinheiro e a mostra clara que a reforma começou depois desta entrega. Batom na cueca, como falam. No caso do sítio, existem testemunhas e depoimentos e mesmo sem a prova material de que é dono, ele foi beneficiário de corrupção e por isso já pode ser indicado. Já disse e repito: Matar o elefante é fácil, difícil é esconder o cadáver. Não há como sustentar mentiras na era da comunicação. E para Lula vai o velho ditado mineiro: A esperteza quando é muita engole o dono. Ele cavou sua sepultura,
  5. A economia em frangalhos, pela conta do IBGE confirma 3,8% negativo de PIB em 2015. Triste recessão caminhando para depressão. A famigerada ESTAGFLAÇÃO detonando o país e o nosso futuro. Cansei de postar e alertar aqui. O agronegócio ainda segura um pouco (2015 foi de +1,8%) e nos anos passados conseguiu mascarar a forte desindustrialização e erros básicos com PIB aparentemente bom. 
  6. Todos indicadores negativos sobem e os positivos descem. Esta é a marca do governo Dilma. Erros atrás de erros, sem a humildade de reconhecer e tentar mudar o rumo.
  7. Os ganhos sociais alardeados pelo PT no primeiro governo Lula e parte do segundo foram para o espaço. Regredimos 20 anos. A renda cai, a inadimplência sobe, o consumo minguá. Acertaram no conteúdo. Erraram na forma. Aposta no consumo e crédito podia ter dado certo se fossem corrigidos rumos. O populismo e a irresponsabilidade  deixaram as lideranças petistas eufóricas. Pagamos a conta agora.
  8. O legado foi transitório e efêmero. Todos, ou muitos, sabíamos disso, há muito tempo.
  9. Restava a Dilma a pecha de inocente e honesta, com a delação de ontem, o mundo ruiu e a casa caiu. Evidente que ainda haverá investigações e é preciso provas e evidências para que ela seja realmente indiciada. Acusada já está.
  10. Dilma está isolada. Com desaprovação da sociedade em 90%, a economia em estado terminal tendendo a piorar, o congresso lhe dando sovas atrás de sovas nas votações, mesmo em temas de interesse do país. Até o PT já declara oficialmente o abandono de petista ilustre.
A marca do governo dela já ficou clara, Lula se salva pelo primeiro mandato e parte do segundo,  talvez até 2006 quando estourou o mensalão. A opção bolivariana (que sabíamos era naufrágio na certa) e a mentalidade esquerdista do populismo detonaram o PT e seu legado. 
Enganam-se os que pensam que os programas assistencialistas são o mal maior, ou mesmo a corrupção. 
Os programas assistencialistas são café pequeno e têm sua serventia. aliás foram inventados pelos liberais de Chicago, como já postei aqui. Clique e leia.
A corrupção, talvez a maior já existente e beirando a insanidade quando passam um bem de US$ 30 milhões para US$ 1 bilhão, também não foi o maior mal e está sendo punido.
A destruição dos pilares do plano real (câmbio flutuante, metas de inflação e superavit primário) e a bagunça nas finanças públicas com déficits astronômicos e pedalas são o nosso calvário.
O país não sairá só com ajustes fiscal, será preciso muito mais, mas isso é tema para outra postagem. Darei uma pista: O fortalecimento do setor produtivo e a redução do estado, claro que isso demanda redução de despesas.
A lava jato começou e ainda não sabe-se onde acabará. A república agoniza, mas algumas instituições reagem. O MPF e a PF são entes republicanos, os jovens concursados e preparados que enfrentaram a briga não serão controlados por ninguém.
A história de dizer que nunca se investigou e agora se investiga é conversa. Isso é fruto do amadurecimento das instituições e da irresponsabilidade dos "criminosos" que chutaram o pau da barraca, como dizem ai.
O desfecho?
Acho que o impeachment ganha força novamente (não acreditava), mas agora ele pode e deve voltar forte.
A ação no TSE ganha munição extra, mas a solução é demorada e o país precisa de resposta rápida.
Meu sentimento: Ela vai renunciar. Não lhe resta outra opção. Alegará que precisa se defender, que o Brasil precisa retomar o rumo, etc....Será sua saída honrosa e porque não negociada com os outros atores políticos para evitar danos maiores.
Assim como foi em 1992, deve haver um governo de coalizão e tudo será reorganizado a partir dai. Tenho para mim, se a renúncia ocorrer de fato, as eleições de 2016 podem mudar muito e já desenhar o quadro de 2018 (que já postei aqui-Clique e leia) e que pode ter novos atores e novos cenários.
Anotem ai. Deixo aqui registrado.

domingo, fevereiro 21, 2016

As eleições de 2016


Começou o jogo pra valer.
Após esta "janela" da troca partidária vamos começar a ver o quadro das eleições municipais nas cidades. É verdade que ainda temos o prazo de filiação encurtado para 6 meses, ou seja, abril estas filiações e trocas deverão ser feitas. Os que têm mandato é agora.
Pois bem, vamos lá algumas considerações:

  1. Ensaio para 2018? Pode ser, mas até lá, com o flagelo da economia projetado, muita coisa ainda vai mudar.
  2. O PT que sempre ajudou como legenda, está atrapalhando agora. Na minha visão será aniquilado. Na era da comunicação, zap zap e cia, a informação chega a todo mundo, em todo canto. PT virou símbolo de corrupção, de inflação e recessão. A conta está sendo paga e os antigos eleitores do PT estão agora é indignados.
  3. Em SP, acho que o Haddad não vai ao segundo turno, rejeição alta e ligação ao PT. Não terá pouco voto, mas não disputa, na minha opinião. O PSDB que terá prévias e o PMDB com Martha, "renovada" pode surpreender. Celso Russomano, o repórter sensacionalista e com grande votação proporcional, pode ter mais uma decepção.  Eleição majoritária é diferente, é preciso densidade política e eleitoral, e nem sempre elas andam juntas. João Dória, como empresário e cristão novo pode ser a surpresa. Eu votaria nele com certeza.
  4. No Rio, acho que Eduardo Paes tem desgaste grande. O Rio é PT e PMDB, se sustentam e isso terá peso no jogo, pela rejeição que têm ambos. Acho que é o lugar onde podem se criar. PT de vice, em chapa com PMDB, ou mesmo em composição com outros partidos da esquerda. Mas, Bolsonaro vai ter voz e voto, anotem ai. A indignação é grande e mesmo sendo considerado reacionário, é a voz de muita, muita gente.
  5. Nas principais capitais e cidades o jogo está começando, Quando vencer o prazo da filiação partidária o quadro estará mais claro, mas não definitivo.
  6. Em BH, sei que existe uma conversa do PSDB com o PSB de Márcio Lacerda. PSB dividido, e PSDB jogando alto na parada de Áecio para 2018. Questão de honra eleger aqui em BH, ou participar da chapa vitoriosa. Falam muito em Paulo Brant, empresário, bom nome, mas não sei se tem a densidade eleitoral, ou mesmo política necessária. PSDB tem o Paulo Abi-ackel, belo horizontino nato, e todas as qualidades para ser o alcaide. Rodrigo de Castro é seu oponente dentro do PSDB, já que outras figuras como Pestana e Sávio não têm título local. Vamos ver o que dá. Délio Malheiros é outro nome, mas o ponto de preservar a classe política (quase certo pelo desgaste) e colocar um empresário, pode ser um erro.
  7.  Ainda em BH, Leonardo Quintão, quase ganhou de Márcio Lacerda, deve ser o candidato, bom candidato, mas terá o fardo do PT, e pouco provável se desvincula dele.
  8. Ainda não há pesquisas, vamos ver.
  9. Na RM de BH, torço para meu amigo,o vencedor Toninho, da dupla, Antônio Carlos e Renato. Acho que pode ser eleito e será grande prefeito. É político nato e a vida lhe ensinou o que precisa saber para gerir uma cidade. Quem vence na vida, vencerá sempre se não cometer os erros que a vida ensina, principalmente aos vencedores.
Vamos lá, quis deixar registrado algumas informações, básicas, que quem entende de política pode decifrar. Estamos acompanhando.

sábado, janeiro 30, 2016

Quem diria, o bolsa família não foi invenção de FHC e nem de Lula.


A gente vai vivendo e aprendendo. 
Sou fã da escola austríaca de economia, para muitos a semente do neoliberalismo. A escola de Chicago, mais contemporânea é outro ícone do neoliberalismo, tão combatido pela esquerda, mas cheio de resultados incontestáveis, ao contrário dos bem intencionados socialistas que nunca conseguiram colocar o modelo em pê, ou melhor, colocam enquanto dura o dinheiro extraído do setor produtivo e da sociedade.
Não foi minha surpresa, lendo e excelente livro de Leandro Narloch, O Guia politicamente incorreto da economia, me deparei esta pérola:
O Nosso bolsa Família não foi invenção de Lula e nem FHC. 
Segundo Narloch, nas páginas 100, 101. 102 e 103 deste interessante livro, ele coloca o seguinte:
  1. Frederich August von Hayek e Milton Friedman criaram  este tipo de programa assistencialista, mas com a lógica na economia neoliberal. Afinal, a boa intenção de acabar a pobreza não é privilégio e nem monopólio da esquerda.
  2. Estes dois são odiados pela esquerda, um da escola austríaca e outro da escola de Chicago.
  3. O bolsa Família é a maior bandeira da esquerda tupiniquim.
  4. O Eduardo Suplicy, ex-senador petista, escreveu o livro  Renda de Cidadania e afirma que teve inspiração em Marx e Jesus, meio paradoxal as fontes dele, mas bem ao seu estilo.  Ele cita Friedman no livro.
  5. A proposta de Milton Friedman está no livro Capitalismo e Liberdade de 1962, onde ele cria a teoria do "imposto de renda negativo" para que os mais pobres possam ter acesso a mais renda e mitigar a pobreza. Afinal renda é o combustível da economia.
  6. Milton Friedman, entretanto, previu o desastre e o ponto negativo: AS IMPLICAÇÕES POLÍTICAS. Em linguagem clara, a compra de votos e uso eleitoral destes programas, que assistimos recentemente aqui no Brasil.
  7. Frederich Hayek coloca a questão como teoria ligada a liberdade do cidadão. Segundo ele: "A garantia de uma renda mínima para todos, ou uma espécie de piso para todos, onde ninguém precisa descer, mesmo quando incapaz de se sustentar, parece constituir uma proteção perfeitamente legítima contra a coerção e abuso de poder" Quem diria em Suplicy?
  8. O Bolsa Família, porta estardante do PT e que não funciona mais com o ambiente inflacionário que estamos vivendo (10,7% em 2015) foi inspirado no Bolsa Escola de FHC, mas no fundo foi idealizado pelo economista liberal Ricardo Paes de Barros, denominado "agenda Perdida" em 2001 e que sugeria concentrar gastos do governo nos mais pobres. José Serra considerou "de direita" e anos depois Armíno Fraga apresentou ao Antônio Palocci que o adotou. Armínio Fraga? Isso mesmo.
  9. Agora pasmem: Augusto Pinochet , o odiado general e presidente que deu rumo ao Chile nos anos 70 e 80 foi o precursor destes programas. Assessorado pelos "Chicagos Boys" que reconstruíram a economia chilena e segundo o New Life Review, o subsídio único familiar implantado em 1981 pelo chileno dava dinheiro as mães pobres que mantinham seus filhos na escola. Ou seja, o primeiro programa de transferência de renda latino americano foi implantado pelo ditador Pinochet.
  10. O Bolsa Escola, muito mais eficiente do que o Bolsa Família com certeza teve a inspiração no Chile.                                                                                                                                                                                                                                                                                  
Já li os livros de Leandro Narloch, Guia Politicamente Incorreto do Brasil, e Guia Politicamente incorreto da América Latina e este Guia Politicamente incorreto da Economia, recomendo todos. Este da Economia é genial.

quarta-feira, janeiro 20, 2016

Eleições dos EUA em 2016

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Sempre acompanhei as eleições americana, adoro, principalmente quando os candidatos são definidos pelos partidos e a campanha começa pra valer.
Poucos sabem, mas lá têm muitos partidos além do Partido Republicano e Partido Democrata.
A eleição lá é opcional para os eleitores.
Normalmente são colocados um monte de tópicos para serem votados como referendo ou plebiscito nos diversos estados.
A votação pelos eleitores não é determinante porque os mais votados são submetidos a um colégio eleitoral, eleitos delegados na mesma votação.
Caso recente onde o candidato ganhou no voto popular (diferença mínima) e perdeu no colégio: George W. Busch x Al Gore. 
A economia americana está bem, cresceu em 2015 e deve crescer em 2016 , 2,6%, o que é ótimo para eles e para o mundo. Barack Obama tem uma popularidade aceitável e luta para fazer o sucessor. A economia pode ajudar, mas é raro 3 mandatos seguidos pelo mesmo partido.
Os principais candidatos se digladiam pela indicação, para depois disputar a eleição e posteriormente o colégio eleitoral.
Os principais, R para republicanos e D para democratas, são:

  1. Ben Carson - R
  2. Bernie Sanders- D
  3. Hilary Clinton - D
  4. Ted Cruz - R
  5. Jeff Busch - R
  6. Donald Trump - R
  7. Marco Rubio - R
  8. Joe Biden- D, atual vice desistiu. Perdeu um filho de 40 anos e isso pode ter tirado o pique dele. Compreensível.

Dentes estes, 99% de chance de sair o próximo presidente. Importante para o mundo todo. A locomotiva tem que ficar firme, porque é também máquina de guerra poderosa, a mais poderosa do mundo e um maluco lá pode causar estragos na humanidade.
Independente doo partido, a liberdade e democracia mandam nos EUA e o povo é o contraponto de um eventual maluco que chegue lá. Já houve alguns impeachments na história americana, por diversos motivos e inclusive presidente socialista, obviamente não deu certo.  Woodrow Wilson, talvez o pior presidente que os EUA já teve. Democrata governou duas vezes os EUA, e aproveitou a primeira guerra para implantar medidas centralizadoras., Muitos atribuem a crise de 1929, dentre outras razões, ao legado "socialista' de Wilson.
Não há como julgar quem é favorito, mas eu acho que os republicanos têm mais chances pela alternância de poder natural por lá. Ben Carso  e Donald Trump despontam, Jef Busch já esteve melhor..Pelos democratas Hilary Clinton e o senador Bernie Sanders despontam, mas com franco favoritismo de Hilary.Ou seja, muito provável que a disputará se dará entre Hilary Clinton pelos democratas e Trump ou Carson pelos republicanos.Algumas considerações:
  1. Sempre haverá candidatos nanicos e independentes, as vezes dezenas,, que só aparecem localmente para fazer cabeça de ponte para outro cargo ou mesmo vaidade.
  2. Bill Clinton que apoia  e é marido de Hilary foi bom presidente e a economia ajuda Barack Obama. Uma mulher pode ser a primeira presidente americana. Ela deve ser indicada pelos democratas.
  3. Ben Carson, médico, neurocirurgião negro, tem mostrado boas impressões.   Não é político tradicional.
  4. Donald Trump, empresário não é também político tradicional e vem causando muita polêmica  na campanha.
  5. Jeff Bush parece que perdeu fôlego, mas é o político profissional dos republicanos.
  6. Outros republicanos na disputa interna do partido podem surgir, mas é improvável.
Ontem no avião ouvi e vi a CNN que mostrava o apoio da Sara Palin, polêmica governadora do Alaska ao Donald Trump nas prévias de Iowa.  Discurso nacionalista dos dois. Me chamou atenção atenção duas coisas: O discurso falando no American Dreams dos anos 50,60 e 70, rock in roll, etc. e louvando ser Trump um empresário e não político.Claro que lá a classe política não é desgastada como aqui, mas este discurso pode ajudar Trump. O problema dele é o radicalismo, mas isso agrada muitos americanos e ele como empresário tem sua virtude e  competência. Não sei se daria certo como presidente, provável que não. Ben Carson é também inexperiente, mas nos EUA as instituições, o congresso e o povo ajustam isso rapidamente.Para o mundo quem seria melhor? Democratas são mais, digamos, altruístas, mas é difícil ainda julgar. O importante para o mundo é os EUA irem bem e puxarem o globo.Não arrisco palpite ainda, vou acompanhando e breve daremos nosso palpite. Hilary pode ser considerada favorita, talvez pela performance da economia no ano de 2016 e seu equilíbrio como candidata, mas os republicanos vão ainda mostrar a cara. Uma aposta fácil, a eleição será apertada, definida nos detalhes e pelo mínimo de votos. hoje se fosse arriscar diria que será Hilary x Trump com favoritismo leve de Hilary, mas isso é só felling meu, e de hoje.
Estou assistindo, quase no final e ansioso para a nova temporada de House o Cards, a série do Netflix. Sensacional, só me faz gostar mais da política americana.

sexta-feira, janeiro 15, 2016

As projeções para 2016 pioram. Orçamento é ficção pura.


Todos os atores têm dito que o ano de 2016 será muito complicado na economia. A recessão continua, a pressão inflacionária também e pelo jeito, a ilusão governista em apresentar metas e números completamente irreais.
A questão não é mais se terá ou não recessão, mas quanto será. A expectativa de 2,8% já passa para 3,5% e assim vai.
A inflação prevista em 6% dificilmente será atingida. Tem gente que aposta em 2 dígitos novamente.
O superavit de 0,5% do PIB é ficção pura.
Os juros devem subir este começo do ano e os 600 bilhões de reais no orçamento para pagamento de juros da dívida, os chamados encargos financeiros deve subir.
Ainda acho que pelo "estilo" do ministro, os juros podem cair.
Dólar previsto para R$ 4,20 é a única variável que está dentro da realidade, não acho que chegue a R$ 5 como estão alguns alarmistas esperando.
A bolsa de valores , que hoje somando todas as empresas valem menos que a Apple mostra nosso estágio de penúria, mas pode ser uma boa oportunidade. Crise pode ser oportunidade.
Enquanto alguns choram, outros vendem lenço diz o ditado.
Como fazem trapalhadas.
Olhem este artigo do Josias de Souza: Clique e leia
Resumindo ele noticia que Dilma sancionou o orçamento com alguns furos que deixaremos registrados aqui:

  1. Receita de R$ 2,9 trilhões que vai furar, para baixo, porque a estimativa deles de crescimento ou pequena recessão não vai se configurar.
  2. Superavit de 0,6%, quando na verdade deve ter déficit de 1% ou mais.
  3. R$ 10 bilhões de CPMF - Acho que não passa no congresso. Chance mínima.
  4. Corte de R$ 24 bilhões e os estados mais R$ 6,5 bilhões. Sonho em uma noite de verão, porque além do aperto atual é ano eleitoral onde os perdulários aproveitam e sangram os cofres públicos, mesmo a custa de jogar a conta para o futuro.
  5. Estimam R$ 150 bilhões de dinheiro expatriados e que agora com anistia e isenção devem retorna ao Brasil. Furada total. Não acho que chegue a R$ 50 bilhões. O dólar base de cálculo a R$ 2,60 e nossa instabilidade furam este cálculo fácil.
Muito triste estar relatando tudo isso e deixando as previsões sombrias. Meu conhecimento, aliado a informação e consultas e ao sentimento não me deixam colocar outra opção. Gostaria de estar errado.
O agravamento do quadro econômico nos levará ao acirramento da crise política. Impeachment será pouco provável, mas um parlamentarismo pode vir por ai. Lembrem-se deste PL que já tramita na CD: PL 20/95
A saída de Dilma não resolverá nada, mas restabelecerá a confiança e hoje acho que é o que mais estamos precisando.

terça-feira, janeiro 12, 2016

Avant Premiere da eleição de 2016 e 2018?


Hoje quero deixar registrado um fato aqui, que na minha visão foi um marco na eleição de 2018.
O Programa do PV (Partido Verde), oposicionista, porque conheço vários deputados governistas, apresentou o senador Alvaro Dias, ex-Psdb do Paraná. Antigo militante político da oposição, ex- MDB, EX-PMDB, é respeitado e excelente quadro na política nacional.
Quero deixar registrado este 12 de janeiro de 2016, 30 anos do PV, mais pela confirmação do senador Alvaro Dias, oficialmente no partido e provável candidato a presidência em 2018, aliás bom nome, apesar do PV não ter estrutura e tempo de TV.
Uma coincidência ou não, Merval Pereira escreveu hoje uma coluna chamada Barafunda Política - Clique e leia Diz mais ou menos isso: Pelo jeitão que está tomando, a próxima disputa presidencial, seja em 2018, ou antes, dependendo do que venha a acontecer, será tão ou mais diversificada do que a de 1989, quando simplesmente todos os principais líderes políticos aquela época participaram da campanha. E deu no que deu, Collor vitorioso, sem condições de governar o país, acabou impedido.......

Vamos lá fazer algumas ilações sobre as eleições deste ano e de 2018:

  1. As eleições municipais de 2016 serão divisor de águas nas forças políticas de 2018.
  2. Os atuais mandatários com chance de reeleição terão grandes dificuldades. O Brasil quebrou e os estados e municípios idem. Normalmente fortes candidatos, poucos lograrão êxito.
  3. Acho que o PT será varrido do mapa. Vão perder muita coisa, muito mais do que imaginam.
  4. A fuga de candidatos petistas para outros partidos já começou, e agora o prazo de filiação será de 6 meses somente. a corrida está valendo.
  5. Acho que Haddad não irá nem ao segundo turno em SP.
  6. Alvaro Dias será candidato pelo PV e será um player importante, principalmente se o PV se fortalecer nesta eleição de 2016, e deve acontecer.
  7. O PT aposta em Lula, acho que ele está liquidado e se não tiver problemas mais sérios do que já tem, corre o risco de levar uma surra inesquecível. Como ele é tudo, menos burro, pode pular fora da disputa. Jaques Wagner, Mercadante e alguma cabeça coroada pode ser candidato, se o PT ainda estiver vivo. 
  8. Dizem nos bastidores que Ciro Gomes pode ser o plano B de Lula e ter o PT como vice. Ele já militou em tantos partidos, mas hoje está no PDT se não mudou. Deve ser candidato.
  9. Geraldo Alckmin , desgastado pelos anos de poder e alguns erros, parece que busca legenda e negocia no PSB. No PSDB não tem lá muita chance. Pode sair pelo PSB.
  10. José Serra flerta com o PMDB, tem bom "recall" eleitoral, mas acho que tem rejeição alta. Se houver o impeachment (a chance é quase nula hoje, mas não impossível ainda) Serra pode despontar como um nome forte dentro de um governo Temer de coalização.
  11. Michel Temer pode ter a legenda (se for possível sua candidatura).
  12. Bolsonaro será e fará um bom papel. 
  13. Ronaldo Caiado pode ser também, mas o DEM pode se aliar a um destes já citados.
  14. Aécio corre relativamente solo no PSDB, mas ele sofre um grande desgaste junto com a classe política. Lidera as pesquisas, tem "recall' forte, é bom candidato, mas é preciso ele saber que dos 51 milhões de votos de 2014, a grande maioria foi anti PT e não nele.
  15. Aqueles nanicos, PSOL, PCO, PC do B, quando não se aliam ao PT soltam candidatos anacrônicos e ideológicos que são parte da comédia que apresentam na TV.
  16. Pros, SD, PTN, PHS, PTC e a sopa de letrinhas da nossa confusão partidária podem se aliar, ou manter os "candidatos profissionais" das eleições, O Levy Fideliz e o Eymael, eles vivem de eleição. Alguns nanicos acabam ajudando alguns outros partidos maiores, seja no discurso de crítica ao governo ou pregação da esquerda.
O lançamento de Alvaro Dias hoje e a coluna do Merval mostram como deve ser o cenário em 2018. Muitos nomes, alguns mais fortes, outros menos, mas com certeza a remodelagem das forças pode começar já em 2016.
Podem anotar ai. O que podemos enxergar é um número grande de candidatos, hoje com as forças e favoritos definidos, mas muita coisa pode mudar, principalmente pelo cenário econômico de 2017 e 2018 que ainda é imprevisível, mas com viés de negativo.

terça-feira, janeiro 05, 2016

Projeções para 2016 - Boletim Focus BC


Clique e lei a publicação do BC - Boletim Focus

Clique  na figura para aumentar

O único valor que concordo é o câmbio a 4,20, mas pode mudar por fatores exógenos.
Os juros estão altos, este governo não deixará chegar a 15%, acho que será menos.
A recessão pode ficar maior do que 3%, alguns falam em 3,5%.
Redução da produção industrial pode chegar a 10%
O desemprego, aqui não mencionado, bate 2 dígitos, alguns estimam que pode chegar a 12%.
Inflação pode estar subestimada e pode chegar a 2 dígitos. O perigo é a perda do controle e ela romper esta barreira. Rezando que não.
O endividamento 40% do PIB seria razoável, mas não nas nossas condições atuais. Acho que vão mudar o perfil da dívida, já disse aqui.
A situação não é boa.
Tenho medo de pirotecnia que a economia não aceita e depois a conta virá mais salgada.
Acho que será um ano para rezar.
O arrefecimento da economia chinesa que deve ficar 6,5% este ano, ainda é boa, mas pode afetar o mercado de commodities onde somos muito dependentes.
Famílias endividadas e juros escorchantes têm pouca margem para mais endividamento, como querem alguns beócios, só podem ser.
O descontrole das contas públicas nunca deu certo em nenhum lugar, não seria aqui o primeiro a dar.
Fica a mensagem e as projeções. Vamos acompanhar.

domingo, dezembro 20, 2015

Ações na economia para 2016



A nova equipe econômica assume e mantém o discurso do ajuste, necessário e ainda sem firmeza alguma.

Quem ver as projeções de 2015 e algumas considerações que fiz, parece que estava com bola de cristal, infelizmente. Clique e veja

2016 as projeções mundiais são relativamente boas, as nossas não.

O que os ministros novos podem fazer, aliás novos não, velhos e provavelmente comandados por Dilma, e ai mora o perigo, porque ela não sabe nada de economia, aliás não sei mais o que ela sabe.

As opções deles são restritas, a economia em recessão, com inflação inercial já, quadro de estagflação, que é gravíssimo.

Ações:

  1. Fortalecer o setor produtivo com a redução do estado, muitas privatizações e busca de capital externo. Comentário: Ideologicamente eles têm dificuldades, a credibilidade do governo é péssima e dificulta ainda mais. Se eles, paradoxalmente, reduzissem impostos poderiam dar alento ao setor produtivo. Somos o INGANA, impostos da Inglaterra e servições de Gana, e esquerdista não pensa em abaixar impostos, mas em subir.
  2. Continuar a busca do equilíbrio das contas com corte de despesas. Comentário: Mesmo falando isso, não acredito que tenha efetividade.
  3. Abaixar juros. Comentário: Os juros são ferramenta para combater a inflação, mas a recessão também é e freia consumo. Se eles abaixam o juros podem perder uma ferramenta de combate a inflação, mas ganham um alivio das contas publicas porque 40% arrecadado é para pagar juros, e podem ajudar, mesmo timidamente, o crescimento. Sem credibilidade esta receita não existe. Acho que eles terão que pensar, a inflação passou dos 2 dígitos, para subir agora não é tão difícil mais. Aposto que podem até não mexer muito para baixo, mas não sobem. As projeções de 14% e até 15% ficam furadas, eu arrisco aqui até uma baixa. Digamos 12%, que já é alto.
  4. As reformas da previdenciária e tributária não dependem deles, mas na crise política que vivemos isso é praticamente impossível acontecer.
  5. Projetam no orçamento a CPMF e a repatriação do dinheiro "sujo". Comentário: CPMF não passa no congresso, 10 bilhões previstos devem furar, não vi as estimativas da repatriação, ouvi falar em 50 bilhões, mas aposto que fura. Alguma coisa pode até vir de volta, 
  6. Congelar o câmbio. A exemplo da Argentina o efeito pode ser de curto prazo, mas no longo arrebenta com a economia. Sem credibilidade do governo, esta interferência é tiro no pé.
Vamos rezar para que eles não venham com as pirotecnias e heterodoxia de esquerdistas e simpatizantes. A economia tem racionalidade e não aceita muita novidade. Acho que por hora o que podemos fazer é rezar.
O impeachment saindo pode ajudar o país, mas acho pouco provável. Não só pelas últimas medidas do STF, mas porque 2/3 do congresso não é fácil de se conseguir. Não é impossível, mas não mantenho esperança.
Um governo de coalizão seria a melhor opção. Ela não teria como fazer isso. Pode surgir alguma coisa, inclusive na volta do parlamentarismo. Lembrem este nome: PEC 20/95. Breve falaremos sobre ela,

As projeções para 2016


Como faço sempre ao final do ano, comparamos as projeções e o que houve realmente no mercado.

Clique e veja o que postei em 2014- 

2016
IGPM 6,72%
IPCA 7%
Câmbio US$=R$ 4,5
Selic: 13%
PIB: - 2,8 %
Produção Industrial: - 2%
Balança Comercial: US$ 8 bilhões
Desemprego 11%


Repetindo:

IGPM 5,72%
IPCA  6,54%
Câmbio US$=R$ 2,75
Selic: 12,50%
PIB: 0,55%
Produção Industrial: 1,1%
Balança Comercial: US$ 4,8 bilhões
Desemprego 6,5% ( este é por minha conta)

Olha as minhas considerações:
Meus receios para 2015:

  1. O ministro Joaquim Levy não aguente a mulher muito tempo
  2. O PT não consegue cortar despesas e precisamos de ajustes
  3. Haverá aumento de impostos, quais? CIDE, CPMF ou outra sigla que vai aumentar nossa sopa de letrinhas já com 92 tipos de tributos de toda ordem.
  4. Crise política institucional, dependendo do que aparecer no caso Petrobrás e agravada pelo baixo desempenho de nossa economia. Nuvens negras vão rondar em Brasília.
  5. O setor elétrico pode passar por problemas mais graves como um racionamento, e a conta deve ficar muito mais salgada.
Acertei na mosca.

Ainda sem fechar o ano como estamos:

IGPM 10,7%
IPCA  10,47%
Câmbio US$=R$ 3,96
Selic: 14,25%
PIB: -3,6%
Produção Industrial: -7%
Balança Comercial: US$ 15,8 bilhões
Desemprego 8,5%


UM VERDADEIRO DESATRE

sábado, dezembro 19, 2015

A Agonia da República III. Mágica na economia?



A cada ação corresponde uma reação. Na física é assim, na economia também é.
2015 acabou. Crise política, econômica e agora podemos ter um embate grave e sério entre a CD e o STF.
Na economia a troca de Joaquim Levy por Nelson Barbosa mostra um caminho que não dá nenhum alento para a arrumação da economia e a retomada do crescimento.
O estado está esgotado, quebrado e sem ajuste das contas e retomada do crescimento não existe chance da economia funcionar.
Levy entrou com a pecha de banqueiro, da escola de Chicago ele sabe das coisas. Propôs ajuste nas despesas para equilibrar as contas. Foi derrotado várias vezes. Durou muito, eu achava que não durava 6 meses.
Assumindo déficits e pior, gerando déficits eu pergunto: Como eles vão tocar a economia daqui para frente?
Nenhum corte de despesas foi feito, perdemos o grau de investimento, isso significa que a entrada de recursos externos, via investimentos ou mesmo crédito, será mais cara e problemática.
A falta de liquidez do sistema econômico causada pela recessão já afeta as pequenas cidades que têm dependência explicita do dinheiro público. Sei de vários casos.
No cenário inexorável de recessão e inflação, a chamada estagflação, a perda da renda, desemprego e quebra da credibilidade do setor produtivo são combustível na fogueira dos problemas.

Vamos lá deixar registada aqui algumas linhas que o novo ministro pode adotar e comentar algumas opções que ele não pode tentar:

  1. A escola de economia de Campinas, que parece inventou a tal nova matriz econômica, insiste na premissa crédito e consumo como indutor da retomada do crescimento. Pergunto: Com 50% da renda comprometida, desemprego rondando e perda do poder de compra, como as famílias farão para tomar crédito ou aumentar o consumo? Impossível. Na ponta do setor produtivo, com os juros de usura e a recessão que só alimenta perspectivas futuras negativas, não podemos esperar investimentos.
  2. O cambio  pode ser uma ferramenta deles, vamos ver: O real está depreciando e em tese isso favorece as exportação. Entretanto nossa força são as commodities e só um novo "boom" mundial poderia ter este pilar para puxar a economia. O mundo está bem, mas não há perspectivas de "boom", ou seja, não podem contar com isso. Se aumentam (depreciam mais)para tentar via exportação, vão quebrar a cara e correm riscos,, como veremos.
  3. O cambio , pela nossa dependência das importações e o sucateamento da indústria nacional (que chegou a níveis dos anos 40 e 50 na relação da participação do PIB) se aumentado é lenha na fogueira da inflação que já é uma grande ameaça.
  4. Aumentar gastos públicos como indutor de investimentos não funciona. O tal PAC que inventaram, até bem intencionados, naufragou solenemente. O estado está quebrado, nosso país tem amarras burocráticas e uma tentativa nesta linha seria um tiro no pé e mais frustração das expectativas que só colabora para agravar o problema econômico.
  5. Aumento de juros, que seria uma forma ortodoxa de combater a inflação é o pior dos flagelos, principalmente para os pobres, Além de comprometer o crescimento com a queda de investimentos, há aumento da dívida pública que hoje já consome 40% do orçamento. Sobe juros, sobe a dívida e reduz ainda mais a liquidez.
  6. Corte de despesas e ajustes, nem pensar, Levy cai por conta disso. Governos populistas não sabem cortar gastos e por isso quebram os países quando governam.
O que eles podem ou poderiam fazer então?
  1. Tabela o cambio para combate a inflação sem ser via juros. Isso poderia ser feito com uma sobrevalorização, por exemplo, colocando a R$ 5 x US$ 1 e depois congelando. . Isso ajuda a exportação e no médio prazo pode arrefecer a inflação.  O resultado pode aparecer, mas seria um tiro no pé e mais comprometimento do futuro.
  2. Um calote na dívida. Outra medida que daria efeito no curto prazo, pois aumentaria a liquidez do governo, mas ferraria com nossa credibilidade e nosso futuro. Não acho provável, mas também não é impossível. No mundo globalizado seria uma ação que pode isolar o Brasil e nos ferrar ainda mais.
  3. Conseguir alguma forma de rolagem desta dívida, mudando o perfil, alongando o prazo, pagando mais juros. Como já estamos na ciranda financeira com a Selic a 14, 25%, mas a criação de mais papeis c como ocorreu nos anos 70 e 80 com o open market e over night não podem ser descartados porque é uma forma de dar liquidez, principalmente aos atores públicos.  Esta é uma medida que está sendo já especulada e pode ser uma opção. A forma e não o conteúdo pode determinar a eficácia da medida e os benefícios. Ou seja, pode ser bom se não cometerem erros.
  4. Abaixar os juros tem vantagens e desvantagens, mas como indutor da economia, sem credibilidade será tiro no pé. 
  5. Volta na linha do crédito e consumo  não tem como, mas pode ter algum "gênio" que queira inventar moda. Esquerdistas são mestres em querer "reinvetar" a roda.
  6. O orçamento aprovado para 2016 já vem errado. Eles colocam a previsão da CPMF e isso depende do congresso. Governo forte tem dificuldades de aprovar aumento de impostos, governo fraco então, nem pensar. 
  7. Só rezo e espero que não tentem inventar a roda, porque pode nos ferrar ainda mais.
As aventuras na gestão econômica são punidas com  rigor. Nosso caso é um exemplo de  que estamos com graves problemas por erros cometidos. Uma coisa é um projeto e outra é um processo. Projeto falha, processo não. O mercado e a economia são regidas pelas leis naturais de um processo. O máximo que se consegue é administrar este processo, sempre com um caminho em detrimento de outro. Sempre sabendo que se mexe aqui, pode alterar acolá e ai está o papel do economista. Não deixar o fluxo natural se degringolar.

Eu apostaria na mudança do perfil da dívida pública, com riscos e ameaças de quebrar contratos e regras, o que seria danoso. Se forem nesta linha precisam ter muito cuidado.

O legislativo terá um papel muito mais importante do que já está tendo. Ele pode frear eventuais aventuras econômicas. As reformas estruturais como a da previdência, tributária, política, não vão passar com um governo enfraquecido, cheio de problemas econômicos, caminhando para problemas sociais.
Vamos aguardar. O impeachment está ai, difícil, mas não impossível de ser aprovado.
O mercado nos observa com desconfiança, principalmente pelo viés esquerdista que esta nova equipe econômica tem e pode fazer bobagens.
A agonia da república pode estar no fim, mas pode ser a morte da república definitiva. 
Governo de coalizão,  impeachment, parlamentarismo, algo precisa ser feito.
A mudança na equipe econômica não traz bons ventos. Infelizmente.  Espero estar errado.

sexta-feira, dezembro 18, 2015

A Agonia da República II



No título da postagem e explicação da anterior: A AGONIA DA REPÚBLICA podemos dizer que começou aqui. A semente do mensalão de 2005 começa a germinar e a corroer os alicerces da república. Não que nunca tivesse havido "negociatas" entre o Planalto e o Congresso, inclusive com denúncias da própria instituição da releição de FHC.
Mas nunca antes na história deste país as instituições são tão abaladas e atacadas.
Aparelhamento de estado, mudança de rumo do primeiro governo do PT e uma cara "populista" começam a comprometer nosso futuro e o rumo traçado desde o Plano Real.
A prosperidade mundial com vigor ajuda este governo já cometendo erros primários. A república agoniza ainda mais e uma crise mundial se avizinha.
Eu escrevi em 2006 prevendo a crise. Não podia precisar o momento correto, até porque se tivesse esta capacidade seria operador de bolsa em Wall Street- Quem quiser ver a previsão, clique aqui. A crise mundial se avizinha, escrevi em novembro de 2006. Em outubro de 2008 já tinha uma coleção de previsões de uma possível crise mundial. Será que eles não viram? Clique e leia
Em 2008 o mundo cai no excesso de liquidez e na bolha americana dos imóveis.
Considerada uma crise como a de 1929, foi muito bem administrada pelos atores públicos liderados pelo presidente do FED americano da época, Ben Bernanke.
Erros cometidos pelo governo na opção pelo populismo, o foco na eleição de 2010 comprometem ainda mais o nosso rumo e nosso futuro.
Lula elege o poste Dilma. Com fama de gerente,s em ser, sem aptidão política e com o "tal jeito búlgaro de ser" como diz o Cláudio Humberto, ela pega o país já com problemas e acaba de detonar a economia,
Com a arrogância e prepotência, talvez baseada na fama de gerente, acaba por desviar ainda mais o rumo.
Os pilares do Plano Real e a caminhada para o futuro estavam definitivamente comprometidos. Triste. A conta chegaria. O desastre econômico foi previsto e cantado- Clique e leia
O mundo perde a onda das commodities, nossa economia fragilizada por erros primários e estoura o escândalo da corrupção da Petrobras, o famoso Petrolão.
O maior escândalo da história da humanidade desnuda o estado aparelhado e a corrupção endêmica, no tecido do estado, fundos de pensão, bancos públicos, dinheiro para sindicatos, uma deprimente cena que culmina por jogar lenha na fogueira com o fim da credibilidade do governo.
Estamos ferrados. Crise econômica, política e institucional.
A econômica vai desabar em um grande e já latente problema social: Perda de renda, desemprego e insatisfação popular. Hoje Dilma tem 9% de aceitação e pode piorar. Os mais pobres sentirão mais.

O desajuste das contas públicas pelos erros de Dilma e sua equipe leva a jogar para debaixo do tapete um monte de irregularidades, as pedaladas ficais. Pela primeira vez na história da república, um presidente tem as contas rejeitadas. Isso já confirma a agonia da república.

Escândalos, corrupção, os principais atores sob suspeição, guerras personalistas entre eles, e um pedido de impeachment que sai da CD. Hoje pesquisas apontam que 65% apoiam o impeachment.

Não se tira um presidente porque ele é ruim. Se ele é ruim, cometeu erros com certeza, estes erros podem ter sido escondidos nas irregularidade e ai surge o impeachment. Não é e nunca será golpe. É legal e legítimo , previsto na CF, mas sempre será político acima de tudo.

Com embates violentos entre poderes e judicialização de questões banais, executivo, legislativo e judiciário batem cabeça e se enfrenta, Montesquieu do Espirito das Leis deve estar se revirando na tumba.

Agonia da República cada vez mais evidente.

Processo aceito pela CD, com precedentes históricos de 92, o STF entra no meio do processo.
Com acusações e suspeição , o ministro Fachin, antigo militante petista, dá um voto que parece agradar ao país (aos 65% pelo menos) e a oposição. No pleno é seguido por outro ex-petista Toffolly que brilha na defesa da autonomia da CD. Aliás eu concordo 100% com o que ele disse.
O voto do relator, que em tese é favorável ao impeachment cai no pleno e suspeição de uma grande armação reverbera nas redes sociais.
Não posso acreditar nisso, me recuso a acreditar que assistimos a um espetáculo circense, um circo de horror se realmente aconteceu.
A agonia da república não seria mais, pode ser a morte se um dia for comprovada esta "armação" que não acredito.

Temos um responsável pela agonia da república? Temos os atores principais e os coadjuvantes, mas eles têm nome, telefone e endereço.

Erros econômicos, escândalos de corrupção crescentes e sem precedentes na história, populismo com ditaduras de minorias que gritam e se organizam criando privilégios, favorecimento a grandes grupos econômicos , e as mazelas na economia que vão desaguar em problema social podem ser medidas na linha do tempo de nossa história. Principalmente de um tempo para cá. Nunca antes neste país os historiadores terão tanto a recorrer nas páginas policias dos jornais para escrever esta nossa história neste tempo de agonia da república.
A história julgará os personagens e os métodos por eles utilizados, os eleitores julgarão nas próximas eleições e o povo já começa a julgar com a insatisfação das pesquisas e o descrédito no governo.
Não sei o acontecerá com o impeachment, talvez ferido de morte pelo STF. Não saberia dizer que é a melhor opção, mas algo precisa ser feito.
Ainda que improvável, o impeachment não está morto.
Uma PEC 20/95 que tramitou no Congresso vai reviver em breve no fracasso do impeachment. Anotem ai, mas isso será tema para outra postagem.
O Brasil sangra e o povo esclarecido chora, eu sou um deles.

Agonia da república I


Até 1945 quando Vargas foi derrubado o Brasil viveu períodos bons e ruins, excetuando 1930 e 1937 com os golpes e o Estado Novo, vinhamos relativamente bem.
A partir dai, os partidos começam a se estruturar, Temos governos democráticos até 1961, com altos e baixos na economia, mas sempre avante. O governo JK de 1955 a 1960 foi uma maravilha. Não obstante a guerra fria e as movimentações vermelhas via Rússia, China e Cuba, o Brasil viveu um crescimento médio de 7% na era JK. A prosperidade com geração de emprego e renda é a melhor forma de buscar a justiça social, o resto é falácia com todos os exemplos recentes e passados na história da humanidade.
Após a crise de 1961 com Jango, renúncia de Jânio, e finalmente o golpe de 64, que eu chamo e tenho certeza que foi um contra golpe- Quem quiser ver mais, clique e leia

Tivemos o milagre econômico nos anos 70, chegamos a crescer 11% ao ano, que saudade da prosperidade! As pessoas tinham luvas para trocar de empregos e a mão de obra especializada mandava no mercado.
Na década de 70 o mundo enfrenta duas pancadas, fortes, a alta do petróleo em 1973 e 1979 (na guerra dos 6 dias em 67 começou na prática). Ambos levaram alguns países a bancarrota, seja pela dependência da importação e pelo problema causado pelo aumento repentino dos custos que deságua na inflação, a era da inflação mundial, em todos os cantos do planeta.
A grave crise que vivemos em 1981, 1982 e 1983, com recessão e inflação antecipou a queda do governo militar, surge a Nova República.
A revolução de 64 é derrubada em 1985 e começam os governos democráticos, com vantagens e desvantagens, principalmente quando se perde o foco na nação e começa a luta somente pensando em  eleição. O planejamento futuro é trocado pelas ambições partidárias e a manutenção do poder, a qualquer preço como foi a fraude do Plano Cruzado em 1986.
Nosso calvário, podemos dizer começa aqui? Em alguns aspectos sim.
Em 1988 a constituinte, "para limpar o lixo autoritário", no jargão de muitos oportunistas, criamos um imbróglio terrível de complicar a nos carta magna que já tinha um monte de remendos, mais um.
A CF cidadã como alguns chamam acabou abrindo lagunas e dúvidas que culminaram com falta de regulamentações e regras esdruxulas que prejudicam o país até hoje.
Com inflação de 89% ao mês, isso mesmo, para quem não se recorda, nossa economia estava esfacelada. Ganha Collor a eleição de 1989, a primeira eleição direta deste 1960.
Com uma prepotência impressionante e a legitimidade das urnas, Collor enfrenta a plutocracia e os carteis nacionais. É deposto, uma grande conspiração, haja visto que ele caiu por conta de uma obra na casa da Dinda e de uma Elba (carro da época) e depois de renunciar e perder seus direitos acaba sendo absolvido dos seus "crimes" no STF e hoje é senador eleito por Alagoas.
Itamar Franco assume o governo com graves problemas econômicos e monta uma governo de coalizão, de salvação.
Finalmente a inflação é debelada, surge o plano Real - Clique e leia mais
Com a moeda estabilizada e o dragão inflacionário aprisionado o país parece retomar o rumo. FHC que havia sido o ministro da fazenda de Itamar e junto com outros , entre os quais cito, Eliseu Rezende, Ciro Gomes e a equipe da Casa das Garças do Rio, André Lara Resende, Gustavo Franco, Arminio Fraga, Pedro Malan, etc. Construíram este plano, o alicerce do futuro.
A lei de 2000 denominada Lei de responsabilidade fiscal é um dos pilares da organização econômica junto com o Plano Real.
Estamos prontos. Lépidos e fagueiros, para rumar ao futuro com democracia e liberdade, economia organizada e grande potencial do país, pelo mercado, pelas riquezas naturais, o Brasil é abençoado por deus e bonito por natureza.
A constituinte cidadã de 88 com suas travas e incoerências, a organização social com jeito de "well fare state" do PSDB e as constantes crises durante o período de 1994 a 2000 acabam por atrapalhar esta caminhada, mas o rumo estava correto. Quem quiser ver o histórico das crise, clique aqui.
Crises mundiais e dois grandes equívocos de FHC, a questão energética que acabou no racionamento de 2001 e a releição em 1993 maculam seu governo, mas não sem tirar o mérito de ter "organizado" o país e deixado pavimentada a estrada do futuro.
A justiça social sempre foi e será deficiência nossa. Todos os governos devem olhar, mas com o cuidado de que o estado como indutor e não promotor é a receita do sucesso.
A prosperidade, o crescimento econômico, a geração de emprego e renda é que vão gerar as oportunidades e os recursos para a educação e saúde, estas sim responsabilidades do estado, principalmente para a população carente.
O PT vence em 2002 a eleição. Lula depois de muitas derrotas e um discurso volúvel  e oportunista começa a governar o país. Arrumado e preparado quero frisar aqui.
Começa bem, com equipe de grande qualidade liderados por Henrique Meireles, consegue dar mais norte e rumo ao país. A cartilha do Plano Real e seus pilares estavam sendo seguidos. O mundo entra em um processo de crescimento, a onda mundial das commodities ajuda o Brasil. Vento em popa e o governo Lula surfando na onda.
Em 2005 estoura o "Mensalão", a ação Penal 470 que descobre ligações espúrias entre o Planalto e o Congresso com a compra de parlamentares.
Lula sangra e compromete sua reeleição de 2006, mas consegue milagrosamente e com erros da oposição seu novo mandato.

sábado, dezembro 05, 2015

Impeachment, sai ou não sai?




Primeiramente não é golpe um processo de impeachment, porque esta previsto na constituição: Fonte SFT



Quem quiser ler, aqui esta a integra do pedido que gerou a aceitação: Clique e leia

Vamos lá, algumas considerações:
  1. São necessários 2/3 do congresso para aprovação, convenhamos, não é fácil.
  2. A mobilização popular deverá ser importante, mas também não garante aprovação. As pesquisas mostram que 65% apoia o impeachment.
  3. Antes de Eduardo Cunha aceitar este, rejeitou 34 pedidos. Era muto claro que este processo seria aberto, a aprovação que é incerta.
  4. O processo é político respaldado no jurídico, acho que o jurídico está obvio, o político vamos ver a guerra.
  5. A mídia pode ser muito importante para mobilizar a população. Ela só estará engajada se estiver ocorrendo uma conspiração.
  6. Se estiver ocorrendo esta conspiração, e existem chances reais de estar acontecendo, ela está liquidada. O PMDB e parte do PT devem estar envolvidos, se estiver acontecendo.
  7. O PT seria grande beneficiário político. Sairia do foco, iria para oposição, e ficaria criticando o caos econômico que viveremos em 2016 e 2017. O caos causado pelos erros cometidos por eles mesmo.
  8. A única vantagem que consigo ver no impeachment é a mudança de ciclo. A crise cessaria e começaríamos um novo ciclo político e econômico para começar a recuperação que virá uma hora. A confiança e credibilidade da instituição executivo poderia ser restabelecida, hoje não tem nenhuma e é combustível na crise.
  9. As chances hoje existem de fato, mas não apostaria no impeachment, pelo menos por enquanto.
  10. Considero um erro grande a estratégia do PT (será?) e o dedo do marqueteiro de colocar a questão como pessoal entre ela e Eduardo Cunha, colocando um como o mal e ela como o bem. Ela não foi acusada de corrupção, mas com o desenrolar da Lava Jato se for?
  11. Abraço de afogados, porque ambos estão ferrados. Mesmo ficando na presidência e Eduardo Cunha não perdendo o mandato, eles acabaram politicamente. 
  12. O PMDB tem a maior bancada e seus interesses no possível impeachment, acho que Dilma não vai contar com ele. 
  13. O acirramento do discurso deles na acusação de golpe é grande hipocrisia pelo passado do PT, hoje com as redes sociais e a disseminação da informação, não tem como esconder o passado do PT com o impeachment dos outros presidentes.
  14. A guerra jurídica iniciada pelo PT parece que deu água, agora o cenário da guerra é político. A cooptação de deputados da salada partidária. Na verdade ela precisa de 172 votos para barrar a aceitação da abertura do processo. Alguns dizem que ela teria 120 votos garantidos, outros 190. A situação não é nada confortável  para ela, mas 50 votos serem buscados não é tão difícil como parece e vai valer tudo e quem conhece o congresso sabe que tudo é possível por lá.
  15. Um outro ponto é a votação nominal e aberta da aprovação ou não do processo. Com o clamor popular e a deterioração da economia que só vai atrapalhar Dilma, os deputados precisam ficar espertos. No caso do Collor, vários votos dados como certos para ele mudaram quando começa a votação nominal. A mídia naquela ocasião fez parte da conspiração e enterrou Collor, o papel da mídia agora será determinante.
  16. Uma eventual e possível mobilização popular, que particularmente não acredito muito pelo espírito pacato do brasileiro, daria um grande impulso na aceitação. Um amigo ponderou uma coisa quando falamos do fracasso das manifestações anteriores. Agora existe um motivo claro e objetivo: O impeachment e antes era só protesto. Vamos ver
Já disse que não tenho ainda convicção se será bom ou não o impeachment. Se tivesse que votar, votaria pelo sim, mas ainda não apostaria na aprovação, apesar de achar que está tendendo a ficar cada vez pior para ela. Vamos acompanhando.