quarta-feira, setembro 28, 2016

A revisão da democracia ou a atualização da democracia?


A revisão da Democracia? Ou atualização?

A palavra democracia tem origem no gregodemokratía , composta por demos (que significa povo) e kratos (que significa poder). O poder é exercido pelo povo através do sufrágio universal, o voto e teoricamente eleições, plebiscitos e outras formas de consultas a população.
O historiador Belga David  van Keybrouck, autor do livro: Against Election- The case for Democracy  levanta polêmica sobre o que ele chama de cacofonia das redes sociais que inibe e enfraquece o debate político pelo barulho produzido e excesso de informações.
Ele não combate a democracia, mas chama a reflexão para estes pontos e aponta a possibilidade da vitória de Trump e a Brexit (saída do Reino Unido da União Européia) como exemplos. Quem tiver interesse emver a resenha do The Guardian: Clique e leia.
A veja 2.497 da semana de 28/09/2016, nas páginas amarelas,  tem a entrevista de David  van Keybrouck  também.
Pois bem, eu vou além e chamo a reflexão mais um ponto: A presença do marketing político em excesso que vende candidatos e propaga ideias como produtos, com estratégia de comunicação e recursos que nem sempre são garantias de interesse público. Aliás, quase sempre vão contra o interesse público.
Vou citar um exemplo só, a eleição de 2014, quando a peso de ouro o marqueteiro, agora preso, mentiu e criou o que chamei de país das maravilhas e acabamos entrando em uma grande crise política, institucional e agravando a crise econômica totalmente alienada do debate na campanha, ou distorcida, para cumprir seus objetivos eleitorais.
O historiador belga sugere alguns modelos, como um sorteio entre eleitores preparados para o tema, mas acho que fica ininteligível a idéia e , sinceramente, não sei se funcionaria.
Ele insiste em crise de legitimidade e eficiência da democracia.
Posso concordar com a questão da eficiência, da legitimidade seria outro debate, mas precisaria haver alternativas e opções. Prefiro ainda ficar com Winston Churchill na sua célebre frase:
 "A democracia é a pior de todas as formas de governo, excetuando-se as demais." 
Desde  a origem da democracia na Grécia antiga a dinâmica vem sendo cada vez mais intensa e de alguns anos para cá é quase exponencial, incontrolável. Os processo tecnológicos, a sociedade da informação na era do conhecimento do século  XX  introduziu conceitos e valores sociológicos, econômicos e políticos que causaram a revolução e o abalo de algumas estruturas e instituições milenares.
Não custa lembrar que em nome da democracia muito foi feito para o mal, e só para exemplificar talvez o maior de todos: Adolf Hitler que chegou ao poder pelo voto e sua obra deixou um rastro de sangue e destruição.
A reflexão provocada pelo historiador belga me atiça a levar o tema que há muito vinha me corroendo. A questão do marketing político que substitui o candidato, muitas vezes mal intencionado, por um produto amado e perfeito. O excesso de dinheiro acaba alimentando este ciclo vicioso que encarece as campanhas, enrique marqueteiros e busca na corrupção o sustento e alimentação do ciclo.
O caso da história recente do Brasil é nítido. O escritor belga não deve ter atentado para o problema do Brasil, mas entraria facilmente no seu contexto e controvérsia.
Obama usou as redes sociais como ferramenta e hoje ela é fundamental para qualquer  cidadão, aliás para a humanidade. Não vivemos sem elas, mas elas podem estar trazendo coisas ruins, quase tudo na vida é via de mão dupla.
A maior participação e interação da sociedade em temas diversos, inclusive a política é uma das maiores virtudes, mas o alerta dado será pertinente? Existe a superficialidade do debate com o excesso de informações recebidas?  Pode ser.
A participação cada vez mais efetiva da população pode produzir efeitos negativos e isso é o alerta dado pelo belga.
Levantei  mais uma: O excesso de dinheiro e o marketing político precisa ser analisado, posso até inferir que este fenômeno da superficialidade favorece a “venda” de produto no palco político.
O mundo mudou muito e cada vez mais rápido. Como adequar ou atualizar uma instituição tão importante e milenar como a democracia?
A liberdade e os erros que ela produzir valem o risco? Ou será que não é o momento de cairmos na reflexão e encontrar caminhos para enfrentar estes riscos?
Não tenho a solução e nem a pretensão de encontra-la, mas o livro de Keybrouck mostrou que a democracia, mesmo sendo o melhor sistema que existe, precisa de melhorias ou de consertos.
Vamos deixar para os sociólogos, filósofos e políticos sugerirem alternativas e opções, aliás, todos podem, assim funciona a democracia.
E deixar mais uma questão controversa: A democracia serve mesmo a todos os países, culturas, condições sócio-econômicas? Ela deve ser a panacéia como sistema político?

As eleições 2016- Reta Final - Hora de decidir



Antes um comentário sobre a eleição americana: Vi o debate. Trump foi agressivo e se mostrou muito despreparado. Hilarry continua favorita na minha opinião. Debate não é determinante na eleição americana, mas como eles estão muito próximos, tanto na rejeição como na intenção, a preformance nos debates pode influenciar.
Aposto ainda em Hillary, mas eleição e mineração, só depois da apuração.
Até poderia votar em Trump, mas ele perdeu meu hipotético voto no debate. Não que goste de Hillary, mas ela é muito mais preparada e experiente do que Trump. Começo a concordar que se Trump ganhar a eleição, e não será impossível, o mundo vai tremer nas suas bases. Como gosto de dizer: #prontofalei.

Vamos ao que nos interessa, as eleições aqui na reta final. Hora da decisão.

Vamos lá fazer algumas considerações e quem sabe previsões:
  1. É inegável e tenho dito informações. O povo está mais ligado e antenado. As redes sociais fazem seu papel. O MP está vigilante e atuante. Isso está sendo bom. Esta eleição será um teste para 2018 em vários pontos. Vamos observar. 
  2. As pesquisas podem errar, mas eu acredito em estatística. Manipulações são possíveis, mas têm limite. A credibilidade de quem faz é o limite.
  3. BH segundo turno Kalil x João Leite . Favorito João Leite, mas será disputada a eleição e Kalil pode sim surpreender, apesar de pouco provável. Parece que a sentença está dada aqui. A performance boa do Rodrigo Pacheco que deve chegar a 5% ou mais não foi suficiente para mudar o segundo turno. Délio Malheiros parece que não empolgou, mas um detalhe importante. Márcio Lacerda tem 58% de rejeição e isso pode estar atrapalhando Délio;
  4. Rio - Tudo leva a crer que segundo turno será entre o João Paulo x Crivela. Crivela com muita vantagem, mas segundo turno é outra eleição. Ainda embolada a definição pelas pesquisas, mas pelas tendências, deve dar o candidato do atual prefeito Eduardo Paes, que conta com a máquina também.
  5. São Paulo - Subida vertiginosa de João Dória, com discurso anti-político, parece que colou. Deve disputar o segundo turno com Russomano, mas é franco favorito. Pode encomendar o terno da posse.  Marta paga a conta ainda do PT? Pode ser. O Atual prefeito petista não irá ao segundo turno, como já disse há muito tempo atrás. Ele subiu nas últimas pesquisas, mas seria improvável ir ao segundo turno, até porque tem rejeição de 70%.
  6. O PT toma uma surra, como era esperado. No Brasil todo e parece que ganha só em Rio Branco no Acre. 
  7. O imponderável acontece em eleições, mudanças e surpresas, mas exatamente faltando 5 dias, estas pesquisas dão o tom e devem ser confirmadas com pequenas alterações.
  8. Destaque para ACM Neto em Salvador e Tereza Jucá em Boa Vista com mais de 60%. Dando show e principalmente na Bahia, reduto petista forte que ACM Neto começa a desmontar. 
  9. A relação das pesquisas recentes e suas estatísticas estão aqui abaixo:
PESQUISAS RECENTES NAS 26 CAPITAIS:

Belo Horizonte - MG (Datafolha 26/09)
João Leite (PSDB) - 32%
 Alexandre Kalil (PHS) - 18%
 Délio Malheiros (PSD) - 6%

São Paulo - SP (Datafolha 26/09)
João Doria (PSDB) 30%
 Celso Russomanno (PRB) 22%
 Marta Suplicy (PMDB) 15%

Maceió - AL (Gape 23/09)
Rui Palmeira (PSDB) 37%
 Cícero Almeira (PMDB) 25%
 JHC (PSB) 14%

Manaus - AM (Instituto Diário 25/09)
Artur Virgílio Neto (PSDB) 40%
 Marcelo Ramos (PR) 24%
 José Ricardo (PT) 8%

Teresina - PI (Amostragem 13/09)
Firmino 45 (PSDB) 44%
 Dr. Pessoa (PSD) 28%
 Amadeu Campos (PTB) 9%

Campo Grande - MS
 Marquinhos Trad (PSD) 33%
Rose Modesto (PSDB) 24%.
 Alcides Bernal (PP) 11%.

Porto Alegre (Bureau 24/09)
 Sebastião Melo (PMDB) 23%
Nelson Marchezan Júnior (PSDB) 15%
 Raul Pont (PT) 12%

Belém - PA (Paraná Pesquisa 16/09)
 Edmilson (PSOL) 33,9%
 Éder Mauro (PSD) 21,3%
Zenaldo Coutinho (PSDB) 19,7%

Cuiabá - MT (Gazeta Dados 20/09)
 Emanuel Pinheiro (PMDB) 25%
 Procurador Mauro (Psol) 24%
Wilson Santos (PSDB) 18%

Natal - RN (Consult 19/09)
 Carlos Eduardo (PDT) – 54.5%
 Fernando Mineiro (PT) – 6.3%
Márcia Maia (PSDB) – 6.3%

Recife - PE (Datafolha 26/09)
 Geraldo Julio (PSB) – 38%
 João Paulo (PT) – 26%
Daniel Coelho (PSDB) – 14%

Curitiba - PR (Ibope 19/09)
Rafael Greca (PMN) – 45%
 Gustavo Fruet (PDT) – 16%
 Requião Filho (PMDB) – 8%

Florianópolis - SC (Ibope 16/09)
Gean Loureiro (PMDB) 33%
 Angela Amin (PP) 27%
 Elson Pereira (PSOL) 13%

João Pessoa - PB (Veritá 27/09)
Luciano Cartaxo (PSD) 45%
 Cida Ramos (PSB) 21%
 Charliton (PT) 2%

Macapá - AP (Ibope 16/09)
Clécio Luis (Rede) - 27%
 Aline Gurgel (PRB) - 18%
 Gilvam (PMDB) - 12%

Palmas - TO (Serpes 20/09)
Carlos Amastha (PSB) 34%
 Raul Filho (PR) 21%
 Claudia Lelis (PV) 19%

Salvador - BA (Paraná Pesquisas 22/09)
ACM Neto (DEM) 69%
 Alice Portugal, (PCdoB) 10%
 Pastor Sargento Isidório (PDT) 7%

Fortaleza - CE (Datafolha 23/09)
 Roberto Cláudio (PDT) - 34%
Capitão Wagner (PR) - 28%
 Luizianne Lins (PT) - 15%

Goiania - GO (Grupom 23/09)
 Iris Rezende (PMDB) 34%
Vanderlan Cardoso (PSB) 27%
 Adriana Accorsi (PT) 6%

Aracaju - SE (Paraná Pesquisa 26/09)
 Edvaldo Nogueira (PCdoB) 38,0%
 Valadares Filho (PSB) 25,8%
João Alves Filho (DEM) 10,0%

Boa Vista - RR (Ibope 15/09)
 Teresa (PMDB) - 74%
 Sandro Baré (PP) - 6%
Deputado Abel Galinha (DEM) - 5%

Rio Branco - AC (Delta 22/09)
 Marcus Alexandre Viana (PT) 49,9%
 Eliane Sinhasique (PMDB) 29%
Raimundo Vaz (PR) 2,7%

São Luis - MA (Escutec 23/09)
 Edivaldo Holanda (PDT) 45%
 Wellington do Curso (PP) 24%
Eliziane Gama (PPS) 8%

Vitória - ES (Ibope 17/09)
 Amaro Neto (SD) - 34%;
 Luciano Rezende (PPS) - 31%;
Lelo Coimbra (PMDB) - 14%;

Porto Velho - RO (Ibope 16/09)
 Léo Moraes (PTB) – 21%
 Dr Mauro Nazif (PSB) – 21%
 Roberto Sobrinho (PT) – 16%

Rio de Janeiro - RJ (Datafolha 27/09)
 Marcelo Crivella (PRB) - 29%
 Pedro Paulo (PMDB): 11%
 Marcelo Freixo (PSOL) - 10%

domingo, setembro 04, 2016

Adendo a postagem anterior - Projeções de 2016 e 2018


Vamos tentar acertar mais?
Poderia ter corrigido lá, mas não seria a mesma coisa. Vou dizer....#pontofalei , mas olhem a postagem anterior a esta. É parte do contexto. Eleições de 2016 e 2018: Clique e leia
Hoje dia 04/09/2016. Dilma cassada, mas com os direitos preservados causa uma grande confusão no país e uma insegurança jurídica.
Parece uma armação barata, de irresponsáveis e pessoas que não pensam nas instituições a quais pertencem, e nem no país.
Não entro no mérito, sou leigo, mas o artigo 52 é claro e a votação não poderia ser sido fatiada.
A pena da perda do mandato e dos direitos é indissociável.
E agora José?

  1. Os recursos melam a votação e processo todo?
  2. Fica como está e abre brecha par Cunha e para alguns próprios envolvidos?
Insegurança jurídica. Armação crassa, independente de quem a fez. Cuspiram na sociedade e nas pessoas de bens e rasgaram a constituição. 
Eles se esquecem das redes sociais e da mudança do fenômeno da comunicação.
Vou dizer o que uma grande maioria de pessoas bem informadas e bem intencionadas pensam: Insegurança jurídica, esperteza e malandragem que todos esperamos seja resolvida, na lei e em prol do país.
VOU DIZER EM BOLD E GRIFAR: A ÚNICA COISA CERTA NO BRASIL HOJE, INFELIZMENTE, É A IMPREVISIBILIDADE .

Vamos lá agora algumas considerações e adendos que faço ao Post anterior:
  1. Ciro Gomes, inefável e falastrão, pilantra e boquirroto que já votei antes deve ser uma dos players e fará barulho. Não ganhará a eleição.
  2. Joaquim Barbosa, um perigo, independente do que já fez na AP 470 (Mensalão) pode se apresentar.
  3. Outros nomes como Magno Malta, o senador do Espirito Santo, que saiu-se muito bem na mídia do impeachment.
  4. O PT pode ter José Eduardo Cardoso, que até pode ser a opção de outro partido, mas a legenda está queimada, nesta eleição vamos comprovar.
  5. Lula não será candidato, estará ficha suja ou preso. ESPERO.
  6. Na celeuma jurídica e na crise econômica que não estará debelada, podem surgir outros nomes, possível acontecer, mas pouco provável. 
Uma lembrete que fica aqui registrado, em bold e no grifo. A ECONOMIA SEU IMBECIL.

A performance da economia, que pode e deve ir bem, vai definir o rumo político, como foi agora para tirar o PT e como definirá o futuro das eleições e da força do governo.
A esquerda está queimada, e vai pagar pelos seus erros. Aliás, sempre pagou, mas o pior é que todos nós pagamos juntos.

sexta-feira, agosto 26, 2016

As eleições deste ano, nos EUA e projeções para 2018


As eleições serão um teste para ver se a questão do dinheiro vai ter o peso, aliás nefasto peso, que vem sendo o protagonista desde os anos 80. Marqueteiros e candidatos endinheirados, muito poucos deles bem intencionados, vem tomando conta da cena política e quem paga a conta somos nós, os eleitores.
Tem uma história famosa e verídica que conto aqui, mas omito o nome em respeito aos protagonistas:
Um deputado, famoso comprador de votos, fez uma acerto numa cidade mineira. Quando passada a eleição, o prefeito foi a CD cobrar sua ajuda ao município:
- Eu comprei e paguei os votos, não devo mais nada.
E assim temos vivido há muito tempo.
A pirotecnia da grana em marketing competente transfigura o candidato e ganha a eleição. Isso agora pode mudar. Espero.
Um ponto positivo e espero que funcione: O MP eleitoral que até criou um aplicativo para denúncias de abusos e irregularidades estará vigilante e atuante. Podem apostar.
Um ponto negativo: As igrejas terão papel muito maior do que antes. A única fonte de grana viva (que é usada na eleição) é hoje a igreja, em geral, principalmente as evangélicas. Além da força eleitoral eles podem ser a fonte de grana, que esperamos diminua. Para o bem do país, da política e do eleitor.
Acho que os entrantes na política e antigos políticos que não se envolveram com os personagens atuais enrolados em escândalos devem voltar com força. Vamos ver.
Alguns prognósticos que faço hoje. Ball Park como diz o americano, chute com um pouco de racionalidade:
1-) Rio: Marcelo Crivela estará no segundo turno, a luta pelo outro posto será renhida.
2-) São Paulo: Haddad não irá ao segundo turno. Provável será entre Russomano x Marta ou Dória. Quem for contra Russomano deve ganhar.
3-) BH: João Leite, Délio Malheiros e Elias Kalil são os nomes que devem figurar no segundo turno. Ainda não arrisco quem ganha, nem o favorito João Leite. Rodrigo Pacheco, relativamente novidade na política, pode surpreender e aparecer neste meio ai.
4-) O PT será varrido do mapa. Já perdeu metade dos candidatos e quem ainda encara tenta mascarar a legenda, mudando a cor vermelha e/ou omitindo a estrela ou mesmo o nome do partido.
5-) As mídias sociais terão papel cada vez mais relevante e a informação hoje está a disposição de todo mundo. Antes o sol nascia para todos e a sombra era privilégio para alguns. Hoje no quesito informação, só o analfabeto digital, que são poucos, estarão fora do mundo. Se quiserem.

Eleição nos EUA

Hilarry ainda é favorita, mas vai apanhar muito no caso dos e-mails usados indevidamente no seu computador pessoal e acusações de beneficiar a Fundação Clinton.
Trump parece ganhar espaço.
A rejeição de ambos é enorme, beira 60%, mas a a Trump é ainda um pouco maior.
Os debates que vão ocorrer a partir de agora darão o rumo. Eleição lá é dura, sempre será.
Quem vai se sair melhor nos debates? Marqueteiros preparam os candidatos e a estratégia de cada um, baseada em pesquisas qualitativas vai determinar o vencedor.
Ainda aposto na Hillary, mas é muito imprevisível o resultado lá.

Eleições 2018 aqui no Brasil.

Após o teste de 2016 vamos avaliar melhor o papel do MP, do dinheiro e o comportamento do eleitor que acho dará recado aos políticos tradicionais.

Um fato que tenho chamado a atenção e já pode contar será a pedra para muitos: A Rejeição brutal de muitos, inclusive os tradicionais.
Lula é o campeão com 71%. Ele nunca mais ganhará eleição em dois turnos e mesmo no Nordeste onde mantém um séquito, a rejeição é 55%.

Vejam esta matéria: Clique e veja PESQUISA MOSTRA QUE LULA É O PRESIDENCIÁVEL MAIS REJEITADO - Diário do Poder- CH

O PT insiste na lorota de que Lula é “certo” para vencer as eleições de 2018, mas faltou combinar com 71% dos eleitores, que não votariam nele de jeito nenhum para presidir o Brasil uma terceira vez, segundo levantamento do Paraná Pesquisas. O ex-presidente é, de longe, o presidenciável mais rejeitado. Até na região Nordeste, onde o PT teve a maioria de seus votos em 2014, a rejeição de Lula chega a 55,9%. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Principal oposição ao PT, o PSDB não comemora. Aécio, Alckmin, e Serra são rejeitados por 56,7%, 61,9% e 56,4%, respectivamente.
Terceira colocada nas últimas eleições, Marina Silva (Rede) apresenta rejeição semelhante aos tucanos, 56,6% não votam na ex-petista.
Apesar de ser o “menos rejeitado”, com 55%, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem o menor índice de “votos certos”: só 9,6% votariam “com certeza”.
Aposto em nomes como Alvaro Dias no charmoso PV, Ronaldo Caiado com seu recall e sua oposição ao PT (que estará fora do cenário em 2018 como governo), Bolsonaro com sua franqueza e posição forte.
A esquerda sempre terá seus 20% , os oníricos ou militantes estão sempre na luta.
O risco disso tudo é aparecer um aventureiro, como já vimos este filme e sempre é trágico o final.
Aposto em um nome hoje: Alvaro Dias. Anotem ai. Se ele conseguir construir uma boa aliança, com tempo de TV e logística adequada, ele será nome forte e pode ser o próximo presidente.
Vamos deixar registrado aqui a previsão.

terça-feira, junho 07, 2016

Videos de 2011 e 2012. Previsões, comentários e reflexão. Idéias para reforma política em 2004






1-) Reflexões de 2011, quando começaram os movimentos contra corrupção. Não mais que algumas centenas. A semente foi plantada.



2-) A semente plantada....em 2011. Ainda estávamos bem, mas a tragédia se anunciava.




3-) Lançamento do meu livro em 2012 e algumas reflexões com projeções do desastre econômico que estava por vir.


4-) E finalmente, recordando uma resenha entre o papai e o grande Andradinha, ainda deputado federal pelo PSDB, duas legendas na política e outra geração.
Em 2004- excelente debate sobre a crise que eles previram. Fala de voto distrital e muitas idéias para a reforma política.

Fica a saudade e a boa lembrança.
Uma aula de história e sabedoria política.





segunda-feira, maio 30, 2016

Alguns dados mostrando o que o Brasil precisa enfrentar para resolver seus problemas econômicos.


Artigo do Gustavo Franco no Estadão: Clique e leia  PRECISAMOS FALAR SOBRE A HERANÇA.

Quero deixar aqui registrado com alguns detalhes que grifo:

Muito mais sério do que a corrupção, a incompetência e irresponsabilidade causaram um estrago que roubou parte de nosso futuro.

Um sumário:

O superlativo número de R$ 170 bilhões para o déficit primário no exercício de 2016, conforme aprovado na semana que passou, foi chocante e surpreendente para muitos. Mas é só um pedaço da história, e pequeno.
Vale lembrar que durante os dez anos anteriores a 2008 o resultado primário médio foi um superávit maior que 3% do PIB.
E também para que se tenha muito claro que foi Dilma Rousseff quem transformou um resultado positivo médio da ordem de R$ 190 bilhões (3% do PIB de 2016) em um negativo de R$ 170 bilhões.
A deterioração fiscal comandada por Dilma Rousseff foi, portanto, de R$ 360 bilhões, sendo este o tamanho do esforço fiscal que teria de ser feito hoje para colocar o país de volta na situação onde estava no período 1998-2007, quando houve crescimento, austeridade (ao menos quando medida por superávits primários) e melhoria na distribuição de renda.
São R$ 360 bilhões morro acima, só para arrumar o resultado primário. Se colocarmos na conta os juros, os números se tornam ainda mais perturbadores.
No ano de 2015, o Brasil foi o país cujo Tesouro Nacional mais pagou juros no mundo: 8,5% do PIB, contra 4,62% na Índia, 4,11% em Portugal, 4,02% na Itália e 3,61% na Grécia.
Em moeda corrente, estamos falando de R$ 502 bilhões em juros em 2015, quando o déficit primário (o resultado sem contar juros) foi de 1,88% do PIB, equivalente a R$ 111 bilhões. Assim, neste ano, o déficit total do setor público foi de 10,38% do PIB ou de R$ 613 bilhões.
A mesma lei que recém alterou a LDO estimou o déficit nominal para 2016 em 8,96% do PIB, ou seja, R$ 579 bilhões, dentro dos quais estão os R$ 170 bilhões de que falamos logo acima. Estima-se que a conta de juros neste ano fique parecida com a do ano passado. A ver.
Tudo considerado, com este déficit nominal, a projeção para a dívida pública bruta ao final de 2016 é de 73,4% do PIB, uma alucinação.
E não pense que foi só isso.
Mas, antes de pensar no conserto, que se registre a façanha: poucos anos depois do apogeu representado pela descoberta do pré-sal e do aumento de capital em Nova York em 2010, quando a companhia captou US$ 70 bilhões na maior operação da espécie jamais registrada neste planeta, Dilma Rousseff conseguiu colocar a Petrobras a meio centímetro da recuperação judicial. Que portento em matéria de incompetência administrativa, imprevidência estratégica e desonestidade mesmo, esta última, inclusive, reconhecida oficialmente no balanço.
E não por acidente as quedas no PIB do biênio 2015 e 2016, que se espera que atinjam 3,8% e 3,8%, ultrapassam o que se observou nos anos da Grande Depressão, 1930-31, quando as quedas foram de 2,1% e 3,3%.

É fundamental que se tenha clara a exata natureza e extensão da herança, para que as dores inerentes ao árduo trabalho de reconstrução financeira e fiscal do crédito público sejam associadas a quem produziu a doença, e não ao médico.


sexta-feira, maio 06, 2016

Fascismo=nazismo= comunismo=socialismo ...não adianta espernear.

Minha postagem do Facebook: Clique e Veja

Gostei deste Felipe Pimenta- Recomendo o Blog dele- Clique e leia
Ótimas resenhas sobre obras importantes.

Este papo de socialismo democrático virou moda. Até o PC do B nacional virou " democrático".
O regime não combina com a liberdade, não adianta.
A essência deles sempre será a mesma. Quando assumem o poder a coisa muda e a própria intervenção do estado já será um fator limitante da liberdade.

Vejam aqui o que diz um historiador francês. Vale a pena conferir.

O comunismo morreu em 1989 com a queda do Muro de Berlim. Ainda tem alguns simpatizantes anacrônicos, faz parte. O tal socialismo democrático ( que na essência nunca será de verdade) virou o sonho de muitos. Nunca funcionou ou deu resultados. A não ser efêmeros e para algumas lideranças que meteram a mão.
Se meus amigos simpatizantes lessem este livro poderiam ver que fascistas, comunistas e socialistas são todos irmãos siameses. Reacionário de verdade não é o liberal. Alain Besençon mostra isso claramente.

As semelhanças entre o nazismo e o comunismo Essas duas ideologias que tiveram milhões de adeptos no século XX, e que causaram tantas mortes e sofrimento em nome de suas causas, são analisadas por …
FELIPEPIMENTA.COM






As atrocidades cometidas em nome da "justiça social": O livro negro do comunismo- A resenha

terça-feira, abril 12, 2016

O impeachment sai? E se não?



O Brasil está parado. O congresso não funciona nas suas outras atribuições. A economia esfacelada precisa de ações e uma pauta positiva. O comércio e a indústria sangram.
E ai teremos o impeachment?
A comissão especial aprovou o relatório a favor por 38 x 27 votos. Em tese o governo montou a comissão e este resultado é mal sinal.
Nas pesquisas a maioria da população sinaliza pela insatisfação ao governo e a favor do impeachment.
Independente da situação jurídica, o processo é político, mas só a punição de um gestor público por desorganizar as contas públicas e desrespeitar a lei das responsabilidades ficais já justifica o processo.
Toda mídia especializada está dando como muito provável o processo passar na CD, não 100% de certeza porque o governo através de Lula (que deveria estar preso) está operando pesado em Brasília. Estas são as notícias de deputados amigos meus.
Eu diria, por felling , que a situação estaria 75% x 25% a favor do impeachment.
Uma aposta, puro chute, ball park como dizem em inglês: 381 pró abertura do processo, mais do que o necessário que são 342. A conferir.
Deixo claro que é CHUTE, não é fácil derrotar a máquina do Planalto,  não tenho e nem vou prever o futuro nesta matéria. Economia me arrisco, mas política e votação é complicado. Uma coisa eu garanto, Dilma é odiada lá no congresso, inclusive por petistas. Vou sempre lá, tenho vários amigos de vários estados e este é meu sentimento.

O pós impeachment é mais preocupante, algumas considerações:

  1. Ela não governa mais, se derrotar o processo haverá outra medida.
  2. Um novo processo de impeachment, parlamentarismo, eleições gerais, renúncia, muitas coisas podem ocorrer.
  3. Se ela perder, pode criar confusão com os ditos "movimentos sociais" que na verdade são "oficiais" como nossa grana, patrocinada pele populismo irresponsável. Ai a ordem deverá ser exercida pelas autoridades policias, e até as forças armadas se necessário. Tenho certeza que eles estão quietos, mas não mortos.
  4. O impeachment dará novo alento a economia, não a solução dos problemas, mas a quebra deste ciclo e a retomada da confiança.
  5. Politicamente vai vitimizar Dilma, Lula e o PT. Com rejeição recorde eles ainda têm votos como mostram as pesquisas. Militantes, viúvas e áulicos do poder, sonhadores anacrônicos da esquerda e alguns incautos. Lula é apontado nas pesquisas com 20%, é o que ele tem. A rejeição dele é a maior e tecnicamente ele não ganharia uma eleição de 2 turnos. Isso hoje, mas a chance dele recuperar sua imagem é zero. Na era do zap zap e da comunicação o apartamento do Guarujá, o sítio de Atibaia e as viagens de jatinho não dão pra esconder.
  6. Para 2018 o impeachment aprovado pode "ressuscitar" o discurso da esquerda, este é o ponto negativo. Com tudo que eles fizeram de mal, ainda existe este risco.
  7. Lula deverá enfrentar seus problemas na justiça, pelo que vimos espero que seja preso. O Brasil está amadurecendo e vamos ter a justiça atuando.
  8. Este momento histórico, espero, seja divisor de águas na política do Brasil.
  9. Com ou sem impeachment precisamos retomar o futuro, com o impeachment será mais rápido, mas não ainda fácil.
Vamos rezar pelo país, que as instituições funcionem pra valer, que a lei e a ordem sejam vencedoras em caso de baderna e desordem e que Deus nos abençoe.  Pátria amada, Brasil.                                                                           
                                                       bandeira-brasil-imagem-animada-0019



segunda-feira, março 14, 2016

O outra lado da moeda - 13/03/2016 e as Diretas Já - Eu vi, posso contar


O governo militar passava por problemas políticos. Figueiredo acabava de assumir e em 1979 estoura uma grave crise mundial pela alta do petróleo. Chamado segundo choque do petróleo, clique e leia
Os anos 80 foram terríveis, década perdida. Brasil com inflação e recessão em 1981 e 1983. Clique e leia sobre a crise dos anos 80. Vale lembrar que muito se assemelhava a crise atual, mas muito menor do que a de hoje.

O governo militar já em grande desgaste e com o processo de abertura em curso falava em eleições diretas, mas no dia 2 de março de 1983 um desconhecido deputado do PMDB de Mato Grosso apresenta uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional)  que restabelece as eleições diretas. Leia sobre a emenda.

A oposição aproveitando a crise econômica e a fragilidade do PDS (Partido do governo) abraça a idéia e Lança a campanha diretas já. Clique e leia.

Com apoio de governadores de estados importantes como Minas Gerais, Paraná e São Paulo lançam um enorme movimento que deveria atingir a população, já completamente insatisfeita com o governo militar.

No PDS, Aureliano Chaves que era o virtual presidente, perde sua posição por vários motivos e abre espaço para a polarização Maluf e Andreazza. Isso acabou esfacelando o PDS e abrindo espaço para a PFL (Partido da Frente Liberal), dissidência que elegeria Tancredo Neves em 1985.

Com apoio maciço da Rede Globo e depois de toda mídia em geral, o movimento ganha corpo. Depois de vários pequenos comícios populares, dia 10/04/1984 Brizola organiza um comício com um milhão de pessoas. Clique e leia sobre a campanha Diretas Já.

Aliás, deixo um recado para petistas e governistas: A mídia aderiu e agora não há como segurar mais.

Aqui meu relato de antes e de agora, eu vi:

No PDS e , sendo franco, em grande constrangimento pela falta de opção para o colégio eleitoral e grande pressão pelas diretas, assisti tudo aquilo pela TV. Tinha vontade de rebater, de criticar, mas não tinha argumentos de conter aquela multidão que pedia as eleições e fortalecia a oposição para derrotar o governo Figueredo. Alguns acham que Figueredo queria prorrogar seu mandato, mas acho que ele se perdeu pela falta de articulação política, quando em detrimento do Ministro Ibrahim Abi-Ackel, ele deixou Leitão de Abreu cuidar do tema.
Sabíamos, como chuva morro abaixo e fogo morro acima, o povo querendo votar e protestando é difícil segurar, mas o que podíamos fazer? Assistia aquilo tudo, multidão na rua pedindo eleição direta e protestando contra o governo. Afinal, economia com inflação e recessão, a multidão tem razão, não há como contestar. Mesmo com abertura o regime militar estava exaurido.
O quadro daquela época é pouco diferente do de hoje no contexto econômico, mas muito menor o estrago do que o de hoje. Na política, o PDS apático deixava a oposição assumir seu papel que elegeria Tancredo Neves.
A diferença com certeza de hoje para ontem é a qualidade das lideranças políticas que tinhamos lá, tanto do governo quanto da oposição.
A corrupção que com certeza existia no governo era como se fosse inexistente comparada a de hoje.
Eu via aquela monumental movimentação nas ruas, da mídia, com legitimidade que não podíamos negar e não tinha o que fazer a não ser tímidas defesas do governo desgastado.
Vendo hoje o mar de gente nas ruas, muitas vezes maior do que na Diretas Já, posso garantir que imagino o que os petistas e governistas enxergam e os mais lúcidos sentem.
Eu estava do outro lado naquela ocasião. Eu vi sou testemunha e posso contar.
É ruim não ter argumentos, ir contra a maioria que normalmente tem sua legitimidade de causa.
Defender o indefensável.
Não derramei lágrimas de raiva, tristeza ou decepção naquelas épocas, confesso que gostaria que tivesse sido  diferente, talvez uma opção a Maluf e Andreazza freasse a rebelião, mas não deu, a unanimidade pode ser burra, mas a maioria normalmente tem razão.
Participei de todas as manifestações desta época atual, daquele só assitia atônito e incrédulo na reversão nossa. 
Tinha partido e militava. Hoje não tenho partido político e não defendo nomes, sou um cidadão indignado como a maioria da população esclarecida.
Garanto que ontem a manifestação foi a maior de todas. O mar verde e amarelo mostra que nossa cor jamais será o vermelho do populismo irresponsável e incompetente.
As lágrimas rolaram no meu rosto, arrepiei quando vi a massa na avenida paulista. Emoção e alegria por ver que o povo se mobilizou pelo seu futuro.
Eu imagino o que estão vivendo os petistas e governistas, eu já estive do outro lado. Com o consolo, de que  defendia coisas completamente diferentes do que eles defendem e lutam.
Eu não me arrepiei naquela época e a decepção foi pequena. Não rolaram lágrimas.
Agora a alegria é imensa, a legitimidade é total e a certeza absoluta que dia 13/03/2016 está marcado na história política deste país.
Viva o Brasil e sua gente.

sexta-feira, março 04, 2016

O fim da era petista?



Acho que é.
Um verdadeiro petardo sobre Brasília ontem (já estamos no dia 04 no momento que escrevo).
A delação de Delcídio Amaral, senador (ainda) petista, líder do governo e homem de confiança, pelo menos nos últimos anos, de Lula e Dilma,
A crise política e econômica instalada desde a eleição de 2014, com mentiras e falácias do marqueteiro preso, se traçado gráfico seria uma exponencial.


Vamos lá, porque afirmo que chegou o final, algumas considerações:
  1. A delação de Delcídio, mesmo que por algum motivo não seja aceita, ela já fez o estrago político. Não é fantasia. Teve testemunhas, deve ter sido gravada e filmada. Ele não tem como recuar. Vai ter que confirmar e provar algumas das alegações.
  2. Ele acusa Lula e Dilma, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva, são elegíveis, para os dois, e olha que sou leigo no tema. Imagina o MPF.
  3. Por ser próximo de Lula e Dilma, podemos de certa forma, fazer analogia ao caso de Pedro Collor que denunciou PC Farias e detonou o impeachment de Collor.
  4. Lula está sob fogo cerrado, não há mais como negar que ele é o real proprietário do tal sítio e do triplex. O JN mostrou hoje uma foto dele, recebendo as chaves do triplex de Leo Pinheiro e a mostra clara que a reforma começou depois desta entrega. Batom na cueca, como falam. No caso do sítio, existem testemunhas e depoimentos e mesmo sem a prova material de que é dono, ele foi beneficiário de corrupção e por isso já pode ser indicado. Já disse e repito: Matar o elefante é fácil, difícil é esconder o cadáver. Não há como sustentar mentiras na era da comunicação. E para Lula vai o velho ditado mineiro: A esperteza quando é muita engole o dono. Ele cavou sua sepultura,
  5. A economia em frangalhos, pela conta do IBGE confirma 3,8% negativo de PIB em 2015. Triste recessão caminhando para depressão. A famigerada ESTAGFLAÇÃO detonando o país e o nosso futuro. Cansei de postar e alertar aqui. O agronegócio ainda segura um pouco (2015 foi de +1,8%) e nos anos passados conseguiu mascarar a forte desindustrialização e erros básicos com PIB aparentemente bom. 
  6. Todos indicadores negativos sobem e os positivos descem. Esta é a marca do governo Dilma. Erros atrás de erros, sem a humildade de reconhecer e tentar mudar o rumo.
  7. Os ganhos sociais alardeados pelo PT no primeiro governo Lula e parte do segundo foram para o espaço. Regredimos 20 anos. A renda cai, a inadimplência sobe, o consumo minguá. Acertaram no conteúdo. Erraram na forma. Aposta no consumo e crédito podia ter dado certo se fossem corrigidos rumos. O populismo e a irresponsabilidade  deixaram as lideranças petistas eufóricas. Pagamos a conta agora.
  8. O legado foi transitório e efêmero. Todos, ou muitos, sabíamos disso, há muito tempo.
  9. Restava a Dilma a pecha de inocente e honesta, com a delação de ontem, o mundo ruiu e a casa caiu. Evidente que ainda haverá investigações e é preciso provas e evidências para que ela seja realmente indiciada. Acusada já está.
  10. Dilma está isolada. Com desaprovação da sociedade em 90%, a economia em estado terminal tendendo a piorar, o congresso lhe dando sovas atrás de sovas nas votações, mesmo em temas de interesse do país. Até o PT já declara oficialmente o abandono de petista ilustre.
A marca do governo dela já ficou clara, Lula se salva pelo primeiro mandato e parte do segundo,  talvez até 2006 quando estourou o mensalão. A opção bolivariana (que sabíamos era naufrágio na certa) e a mentalidade esquerdista do populismo detonaram o PT e seu legado. 
Enganam-se os que pensam que os programas assistencialistas são o mal maior, ou mesmo a corrupção. 
Os programas assistencialistas são café pequeno e têm sua serventia. aliás foram inventados pelos liberais de Chicago, como já postei aqui. Clique e leia.
A corrupção, talvez a maior já existente e beirando a insanidade quando passam um bem de US$ 30 milhões para US$ 1 bilhão, também não foi o maior mal e está sendo punido.
A destruição dos pilares do plano real (câmbio flutuante, metas de inflação e superavit primário) e a bagunça nas finanças públicas com déficits astronômicos e pedalas são o nosso calvário.
O país não sairá só com ajustes fiscal, será preciso muito mais, mas isso é tema para outra postagem. Darei uma pista: O fortalecimento do setor produtivo e a redução do estado, claro que isso demanda redução de despesas.
A lava jato começou e ainda não sabe-se onde acabará. A república agoniza, mas algumas instituições reagem. O MPF e a PF são entes republicanos, os jovens concursados e preparados que enfrentaram a briga não serão controlados por ninguém.
A história de dizer que nunca se investigou e agora se investiga é conversa. Isso é fruto do amadurecimento das instituições e da irresponsabilidade dos "criminosos" que chutaram o pau da barraca, como dizem ai.
O desfecho?
Acho que o impeachment ganha força novamente (não acreditava), mas agora ele pode e deve voltar forte.
A ação no TSE ganha munição extra, mas a solução é demorada e o país precisa de resposta rápida.
Meu sentimento: Ela vai renunciar. Não lhe resta outra opção. Alegará que precisa se defender, que o Brasil precisa retomar o rumo, etc....Será sua saída honrosa e porque não negociada com os outros atores políticos para evitar danos maiores.
Assim como foi em 1992, deve haver um governo de coalizão e tudo será reorganizado a partir dai. Tenho para mim, se a renúncia ocorrer de fato, as eleições de 2016 podem mudar muito e já desenhar o quadro de 2018 (que já postei aqui-Clique e leia) e que pode ter novos atores e novos cenários.
Anotem ai. Deixo aqui registrado.

domingo, fevereiro 21, 2016

As eleições de 2016


Começou o jogo pra valer.
Após esta "janela" da troca partidária vamos começar a ver o quadro das eleições municipais nas cidades. É verdade que ainda temos o prazo de filiação encurtado para 6 meses, ou seja, abril estas filiações e trocas deverão ser feitas. Os que têm mandato é agora.
Pois bem, vamos lá algumas considerações:

  1. Ensaio para 2018? Pode ser, mas até lá, com o flagelo da economia projetado, muita coisa ainda vai mudar.
  2. O PT que sempre ajudou como legenda, está atrapalhando agora. Na minha visão será aniquilado. Na era da comunicação, zap zap e cia, a informação chega a todo mundo, em todo canto. PT virou símbolo de corrupção, de inflação e recessão. A conta está sendo paga e os antigos eleitores do PT estão agora é indignados.
  3. Em SP, acho que o Haddad não vai ao segundo turno, rejeição alta e ligação ao PT. Não terá pouco voto, mas não disputa, na minha opinião. O PSDB que terá prévias e o PMDB com Martha, "renovada" pode surpreender. Celso Russomano, o repórter sensacionalista e com grande votação proporcional, pode ter mais uma decepção.  Eleição majoritária é diferente, é preciso densidade política e eleitoral, e nem sempre elas andam juntas. João Dória, como empresário e cristão novo pode ser a surpresa. Eu votaria nele com certeza.
  4. No Rio, acho que Eduardo Paes tem desgaste grande. O Rio é PT e PMDB, se sustentam e isso terá peso no jogo, pela rejeição que têm ambos. Acho que é o lugar onde podem se criar. PT de vice, em chapa com PMDB, ou mesmo em composição com outros partidos da esquerda. Mas, Bolsonaro vai ter voz e voto, anotem ai. A indignação é grande e mesmo sendo considerado reacionário, é a voz de muita, muita gente.
  5. Nas principais capitais e cidades o jogo está começando, Quando vencer o prazo da filiação partidária o quadro estará mais claro, mas não definitivo.
  6. Em BH, sei que existe uma conversa do PSDB com o PSB de Márcio Lacerda. PSB dividido, e PSDB jogando alto na parada de Áecio para 2018. Questão de honra eleger aqui em BH, ou participar da chapa vitoriosa. Falam muito em Paulo Brant, empresário, bom nome, mas não sei se tem a densidade eleitoral, ou mesmo política necessária. PSDB tem o Paulo Abi-ackel, belo horizontino nato, e todas as qualidades para ser o alcaide. Rodrigo de Castro é seu oponente dentro do PSDB, já que outras figuras como Pestana e Sávio não têm título local. Vamos ver o que dá. Délio Malheiros é outro nome, mas o ponto de preservar a classe política (quase certo pelo desgaste) e colocar um empresário, pode ser um erro.
  7.  Ainda em BH, Leonardo Quintão, quase ganhou de Márcio Lacerda, deve ser o candidato, bom candidato, mas terá o fardo do PT, e pouco provável se desvincula dele.
  8. Ainda não há pesquisas, vamos ver.
  9. Na RM de BH, torço para meu amigo,o vencedor Toninho, da dupla, Antônio Carlos e Renato. Acho que pode ser eleito e será grande prefeito. É político nato e a vida lhe ensinou o que precisa saber para gerir uma cidade. Quem vence na vida, vencerá sempre se não cometer os erros que a vida ensina, principalmente aos vencedores.
Vamos lá, quis deixar registrado algumas informações, básicas, que quem entende de política pode decifrar. Estamos acompanhando.

sábado, janeiro 30, 2016

Quem diria, o bolsa família não foi invenção de FHC e nem de Lula.


A gente vai vivendo e aprendendo. 
Sou fã da escola austríaca de economia, para muitos a semente do neoliberalismo. A escola de Chicago, mais contemporânea é outro ícone do neoliberalismo, tão combatido pela esquerda, mas cheio de resultados incontestáveis, ao contrário dos bem intencionados socialistas que nunca conseguiram colocar o modelo em pê, ou melhor, colocam enquanto dura o dinheiro extraído do setor produtivo e da sociedade.
Não foi minha surpresa, lendo e excelente livro de Leandro Narloch, O Guia politicamente incorreto da economia, me deparei esta pérola:
O Nosso bolsa Família não foi invenção de Lula e nem FHC. 
Segundo Narloch, nas páginas 100, 101. 102 e 103 deste interessante livro, ele coloca o seguinte:
  1. Frederich August von Hayek e Milton Friedman criaram  este tipo de programa assistencialista, mas com a lógica na economia neoliberal. Afinal, a boa intenção de acabar a pobreza não é privilégio e nem monopólio da esquerda.
  2. Estes dois são odiados pela esquerda, um da escola austríaca e outro da escola de Chicago.
  3. O bolsa Família é a maior bandeira da esquerda tupiniquim.
  4. O Eduardo Suplicy, ex-senador petista, escreveu o livro  Renda de Cidadania e afirma que teve inspiração em Marx e Jesus, meio paradoxal as fontes dele, mas bem ao seu estilo.  Ele cita Friedman no livro.
  5. A proposta de Milton Friedman está no livro Capitalismo e Liberdade de 1962, onde ele cria a teoria do "imposto de renda negativo" para que os mais pobres possam ter acesso a mais renda e mitigar a pobreza. Afinal renda é o combustível da economia.
  6. Milton Friedman, entretanto, previu o desastre e o ponto negativo: AS IMPLICAÇÕES POLÍTICAS. Em linguagem clara, a compra de votos e uso eleitoral destes programas, que assistimos recentemente aqui no Brasil.
  7. Frederich Hayek coloca a questão como teoria ligada a liberdade do cidadão. Segundo ele: "A garantia de uma renda mínima para todos, ou uma espécie de piso para todos, onde ninguém precisa descer, mesmo quando incapaz de se sustentar, parece constituir uma proteção perfeitamente legítima contra a coerção e abuso de poder" Quem diria em Suplicy?
  8. O Bolsa Família, porta estardante do PT e que não funciona mais com o ambiente inflacionário que estamos vivendo (10,7% em 2015) foi inspirado no Bolsa Escola de FHC, mas no fundo foi idealizado pelo economista liberal Ricardo Paes de Barros, denominado "agenda Perdida" em 2001 e que sugeria concentrar gastos do governo nos mais pobres. José Serra considerou "de direita" e anos depois Armíno Fraga apresentou ao Antônio Palocci que o adotou. Armínio Fraga? Isso mesmo.
  9. Agora pasmem: Augusto Pinochet , o odiado general e presidente que deu rumo ao Chile nos anos 70 e 80 foi o precursor destes programas. Assessorado pelos "Chicagos Boys" que reconstruíram a economia chilena e segundo o New Life Review, o subsídio único familiar implantado em 1981 pelo chileno dava dinheiro as mães pobres que mantinham seus filhos na escola. Ou seja, o primeiro programa de transferência de renda latino americano foi implantado pelo ditador Pinochet.
  10. O Bolsa Escola, muito mais eficiente do que o Bolsa Família com certeza teve a inspiração no Chile.                                                                                                                                                                                                                                                                                  
Já li os livros de Leandro Narloch, Guia Politicamente Incorreto do Brasil, e Guia Politicamente incorreto da América Latina e este Guia Politicamente incorreto da Economia, recomendo todos. Este da Economia é genial.

quarta-feira, janeiro 20, 2016

Eleições dos EUA em 2016

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Sempre acompanhei as eleições americana, adoro, principalmente quando os candidatos são definidos pelos partidos e a campanha começa pra valer.
Poucos sabem, mas lá têm muitos partidos além do Partido Republicano e Partido Democrata.
A eleição lá é opcional para os eleitores.
Normalmente são colocados um monte de tópicos para serem votados como referendo ou plebiscito nos diversos estados.
A votação pelos eleitores não é determinante porque os mais votados são submetidos a um colégio eleitoral, eleitos delegados na mesma votação.
Caso recente onde o candidato ganhou no voto popular (diferença mínima) e perdeu no colégio: George W. Busch x Al Gore. 
A economia americana está bem, cresceu em 2015 e deve crescer em 2016 , 2,6%, o que é ótimo para eles e para o mundo. Barack Obama tem uma popularidade aceitável e luta para fazer o sucessor. A economia pode ajudar, mas é raro 3 mandatos seguidos pelo mesmo partido.
Os principais candidatos se digladiam pela indicação, para depois disputar a eleição e posteriormente o colégio eleitoral.
Os principais, R para republicanos e D para democratas, são:

  1. Ben Carson - R
  2. Bernie Sanders- D
  3. Hilary Clinton - D
  4. Ted Cruz - R
  5. Jeff Busch - R
  6. Donald Trump - R
  7. Marco Rubio - R
  8. Joe Biden- D, atual vice desistiu. Perdeu um filho de 40 anos e isso pode ter tirado o pique dele. Compreensível.

Dentes estes, 99% de chance de sair o próximo presidente. Importante para o mundo todo. A locomotiva tem que ficar firme, porque é também máquina de guerra poderosa, a mais poderosa do mundo e um maluco lá pode causar estragos na humanidade.
Independente doo partido, a liberdade e democracia mandam nos EUA e o povo é o contraponto de um eventual maluco que chegue lá. Já houve alguns impeachments na história americana, por diversos motivos e inclusive presidente socialista, obviamente não deu certo.  Woodrow Wilson, talvez o pior presidente que os EUA já teve. Democrata governou duas vezes os EUA, e aproveitou a primeira guerra para implantar medidas centralizadoras., Muitos atribuem a crise de 1929, dentre outras razões, ao legado "socialista' de Wilson.
Não há como julgar quem é favorito, mas eu acho que os republicanos têm mais chances pela alternância de poder natural por lá. Ben Carso  e Donald Trump despontam, Jef Busch já esteve melhor..Pelos democratas Hilary Clinton e o senador Bernie Sanders despontam, mas com franco favoritismo de Hilary.Ou seja, muito provável que a disputará se dará entre Hilary Clinton pelos democratas e Trump ou Carson pelos republicanos.Algumas considerações:
  1. Sempre haverá candidatos nanicos e independentes, as vezes dezenas,, que só aparecem localmente para fazer cabeça de ponte para outro cargo ou mesmo vaidade.
  2. Bill Clinton que apoia  e é marido de Hilary foi bom presidente e a economia ajuda Barack Obama. Uma mulher pode ser a primeira presidente americana. Ela deve ser indicada pelos democratas.
  3. Ben Carson, médico, neurocirurgião negro, tem mostrado boas impressões.   Não é político tradicional.
  4. Donald Trump, empresário não é também político tradicional e vem causando muita polêmica  na campanha.
  5. Jeff Bush parece que perdeu fôlego, mas é o político profissional dos republicanos.
  6. Outros republicanos na disputa interna do partido podem surgir, mas é improvável.
Ontem no avião ouvi e vi a CNN que mostrava o apoio da Sara Palin, polêmica governadora do Alaska ao Donald Trump nas prévias de Iowa.  Discurso nacionalista dos dois. Me chamou atenção atenção duas coisas: O discurso falando no American Dreams dos anos 50,60 e 70, rock in roll, etc. e louvando ser Trump um empresário e não político.Claro que lá a classe política não é desgastada como aqui, mas este discurso pode ajudar Trump. O problema dele é o radicalismo, mas isso agrada muitos americanos e ele como empresário tem sua virtude e  competência. Não sei se daria certo como presidente, provável que não. Ben Carson é também inexperiente, mas nos EUA as instituições, o congresso e o povo ajustam isso rapidamente.Para o mundo quem seria melhor? Democratas são mais, digamos, altruístas, mas é difícil ainda julgar. O importante para o mundo é os EUA irem bem e puxarem o globo.Não arrisco palpite ainda, vou acompanhando e breve daremos nosso palpite. Hilary pode ser considerada favorita, talvez pela performance da economia no ano de 2016 e seu equilíbrio como candidata, mas os republicanos vão ainda mostrar a cara. Uma aposta fácil, a eleição será apertada, definida nos detalhes e pelo mínimo de votos. hoje se fosse arriscar diria que será Hilary x Trump com favoritismo leve de Hilary, mas isso é só felling meu, e de hoje.
Estou assistindo, quase no final e ansioso para a nova temporada de House o Cards, a série do Netflix. Sensacional, só me faz gostar mais da política americana.

sexta-feira, janeiro 15, 2016

As projeções para 2016 pioram. Orçamento é ficção pura.


Todos os atores têm dito que o ano de 2016 será muito complicado na economia. A recessão continua, a pressão inflacionária também e pelo jeito, a ilusão governista em apresentar metas e números completamente irreais.
A questão não é mais se terá ou não recessão, mas quanto será. A expectativa de 2,8% já passa para 3,5% e assim vai.
A inflação prevista em 6% dificilmente será atingida. Tem gente que aposta em 2 dígitos novamente.
O superavit de 0,5% do PIB é ficção pura.
Os juros devem subir este começo do ano e os 600 bilhões de reais no orçamento para pagamento de juros da dívida, os chamados encargos financeiros deve subir.
Ainda acho que pelo "estilo" do ministro, os juros podem cair.
Dólar previsto para R$ 4,20 é a única variável que está dentro da realidade, não acho que chegue a R$ 5 como estão alguns alarmistas esperando.
A bolsa de valores , que hoje somando todas as empresas valem menos que a Apple mostra nosso estágio de penúria, mas pode ser uma boa oportunidade. Crise pode ser oportunidade.
Enquanto alguns choram, outros vendem lenço diz o ditado.
Como fazem trapalhadas.
Olhem este artigo do Josias de Souza: Clique e leia
Resumindo ele noticia que Dilma sancionou o orçamento com alguns furos que deixaremos registrados aqui:

  1. Receita de R$ 2,9 trilhões que vai furar, para baixo, porque a estimativa deles de crescimento ou pequena recessão não vai se configurar.
  2. Superavit de 0,6%, quando na verdade deve ter déficit de 1% ou mais.
  3. R$ 10 bilhões de CPMF - Acho que não passa no congresso. Chance mínima.
  4. Corte de R$ 24 bilhões e os estados mais R$ 6,5 bilhões. Sonho em uma noite de verão, porque além do aperto atual é ano eleitoral onde os perdulários aproveitam e sangram os cofres públicos, mesmo a custa de jogar a conta para o futuro.
  5. Estimam R$ 150 bilhões de dinheiro expatriados e que agora com anistia e isenção devem retorna ao Brasil. Furada total. Não acho que chegue a R$ 50 bilhões. O dólar base de cálculo a R$ 2,60 e nossa instabilidade furam este cálculo fácil.
Muito triste estar relatando tudo isso e deixando as previsões sombrias. Meu conhecimento, aliado a informação e consultas e ao sentimento não me deixam colocar outra opção. Gostaria de estar errado.
O agravamento do quadro econômico nos levará ao acirramento da crise política. Impeachment será pouco provável, mas um parlamentarismo pode vir por ai. Lembrem-se deste PL que já tramita na CD: PL 20/95
A saída de Dilma não resolverá nada, mas restabelecerá a confiança e hoje acho que é o que mais estamos precisando.

terça-feira, janeiro 12, 2016

Avant Premiere da eleição de 2016 e 2018?


Hoje quero deixar registrado um fato aqui, que na minha visão foi um marco na eleição de 2018.
O Programa do PV (Partido Verde), oposicionista, porque conheço vários deputados governistas, apresentou o senador Alvaro Dias, ex-Psdb do Paraná. Antigo militante político da oposição, ex- MDB, EX-PMDB, é respeitado e excelente quadro na política nacional.
Quero deixar registrado este 12 de janeiro de 2016, 30 anos do PV, mais pela confirmação do senador Alvaro Dias, oficialmente no partido e provável candidato a presidência em 2018, aliás bom nome, apesar do PV não ter estrutura e tempo de TV.
Uma coincidência ou não, Merval Pereira escreveu hoje uma coluna chamada Barafunda Política - Clique e leia Diz mais ou menos isso: Pelo jeitão que está tomando, a próxima disputa presidencial, seja em 2018, ou antes, dependendo do que venha a acontecer, será tão ou mais diversificada do que a de 1989, quando simplesmente todos os principais líderes políticos aquela época participaram da campanha. E deu no que deu, Collor vitorioso, sem condições de governar o país, acabou impedido.......

Vamos lá fazer algumas ilações sobre as eleições deste ano e de 2018:

  1. As eleições municipais de 2016 serão divisor de águas nas forças políticas de 2018.
  2. Os atuais mandatários com chance de reeleição terão grandes dificuldades. O Brasil quebrou e os estados e municípios idem. Normalmente fortes candidatos, poucos lograrão êxito.
  3. Acho que o PT será varrido do mapa. Vão perder muita coisa, muito mais do que imaginam.
  4. A fuga de candidatos petistas para outros partidos já começou, e agora o prazo de filiação será de 6 meses somente. a corrida está valendo.
  5. Acho que Haddad não irá nem ao segundo turno em SP.
  6. Alvaro Dias será candidato pelo PV e será um player importante, principalmente se o PV se fortalecer nesta eleição de 2016, e deve acontecer.
  7. O PT aposta em Lula, acho que ele está liquidado e se não tiver problemas mais sérios do que já tem, corre o risco de levar uma surra inesquecível. Como ele é tudo, menos burro, pode pular fora da disputa. Jaques Wagner, Mercadante e alguma cabeça coroada pode ser candidato, se o PT ainda estiver vivo. 
  8. Dizem nos bastidores que Ciro Gomes pode ser o plano B de Lula e ter o PT como vice. Ele já militou em tantos partidos, mas hoje está no PDT se não mudou. Deve ser candidato.
  9. Geraldo Alckmin , desgastado pelos anos de poder e alguns erros, parece que busca legenda e negocia no PSB. No PSDB não tem lá muita chance. Pode sair pelo PSB.
  10. José Serra flerta com o PMDB, tem bom "recall" eleitoral, mas acho que tem rejeição alta. Se houver o impeachment (a chance é quase nula hoje, mas não impossível ainda) Serra pode despontar como um nome forte dentro de um governo Temer de coalização.
  11. Michel Temer pode ter a legenda (se for possível sua candidatura).
  12. Bolsonaro será e fará um bom papel. 
  13. Ronaldo Caiado pode ser também, mas o DEM pode se aliar a um destes já citados.
  14. Aécio corre relativamente solo no PSDB, mas ele sofre um grande desgaste junto com a classe política. Lidera as pesquisas, tem "recall' forte, é bom candidato, mas é preciso ele saber que dos 51 milhões de votos de 2014, a grande maioria foi anti PT e não nele.
  15. Aqueles nanicos, PSOL, PCO, PC do B, quando não se aliam ao PT soltam candidatos anacrônicos e ideológicos que são parte da comédia que apresentam na TV.
  16. Pros, SD, PTN, PHS, PTC e a sopa de letrinhas da nossa confusão partidária podem se aliar, ou manter os "candidatos profissionais" das eleições, O Levy Fideliz e o Eymael, eles vivem de eleição. Alguns nanicos acabam ajudando alguns outros partidos maiores, seja no discurso de crítica ao governo ou pregação da esquerda.
O lançamento de Alvaro Dias hoje e a coluna do Merval mostram como deve ser o cenário em 2018. Muitos nomes, alguns mais fortes, outros menos, mas com certeza a remodelagem das forças pode começar já em 2016.
Podem anotar ai. O que podemos enxergar é um número grande de candidatos, hoje com as forças e favoritos definidos, mas muita coisa pode mudar, principalmente pelo cenário econômico de 2017 e 2018 que ainda é imprevisível, mas com viés de negativo.

terça-feira, janeiro 05, 2016

Projeções para 2016 - Boletim Focus BC


Clique e lei a publicação do BC - Boletim Focus

Clique  na figura para aumentar

O único valor que concordo é o câmbio a 4,20, mas pode mudar por fatores exógenos.
Os juros estão altos, este governo não deixará chegar a 15%, acho que será menos.
A recessão pode ficar maior do que 3%, alguns falam em 3,5%.
Redução da produção industrial pode chegar a 10%
O desemprego, aqui não mencionado, bate 2 dígitos, alguns estimam que pode chegar a 12%.
Inflação pode estar subestimada e pode chegar a 2 dígitos. O perigo é a perda do controle e ela romper esta barreira. Rezando que não.
O endividamento 40% do PIB seria razoável, mas não nas nossas condições atuais. Acho que vão mudar o perfil da dívida, já disse aqui.
A situação não é boa.
Tenho medo de pirotecnia que a economia não aceita e depois a conta virá mais salgada.
Acho que será um ano para rezar.
O arrefecimento da economia chinesa que deve ficar 6,5% este ano, ainda é boa, mas pode afetar o mercado de commodities onde somos muito dependentes.
Famílias endividadas e juros escorchantes têm pouca margem para mais endividamento, como querem alguns beócios, só podem ser.
O descontrole das contas públicas nunca deu certo em nenhum lugar, não seria aqui o primeiro a dar.
Fica a mensagem e as projeções. Vamos acompanhar.