terça-feira, outubro 06, 2015

Arte digital, figuras animadas.

Muito bacana. Tenho capturado todos que vejo, principalmente no FB.
Não conheço ainda a técnica, mas parece um GIF animado simplesmente. A criatividade está presente no maravilhoso mundo digital.
Vale a pena ver.














domingo, setembro 20, 2015

O impeachment sai?


Acho que a madame dançou, de uma forma ou de outra.
Se fizermos um gráfico, como diz um amigo, da crise do país desde a eleição até hoje, será uma exponencial. Tirando alguns momentos em que Dilma e sua trupe acertou alguma ação política, só assistimos trapalhadas, uma atrás da outra.
Quem parece comandar de fato é ela, como sempre fez. O parlamentarismo "de fato" que vivemos pela reação do congresso é que vai colocar as coisas no lugar.
Antes de falar de impeachment, gostaria de dizer que não sou a favor de impeachment. Não vai resolver o problema emergencial do Brasil, mas reconheço que a saída dela pode ser uma alento aos atores econômicos do mercado com a sinalização da quebra deste ciclo de indefinições e problemas que precisam ser atacados, para colhermos os frutos mais na frente, daqui há 2 ou anos anos.
O processo está na lei, clique e leia, não é golpe como alegam algumas, inclusive ela.
Não é processo fácil, demanda 2/3 do congresso. A CD dá autorização de abertura do processo e o SF é que efetiva o impeachment. Conseguir 2/3 daquelas duas casas não é fácil.
Ela deverá ter todo direito de defesa, e deverá recorrer inclusive ao STF, que na tese de alguns, estaria aparelhado. Eu não acredito, até porque já deram mostras alguns ministros que são independentes e magistrados de verdade. Claro, que 2 figuras de lá são carimbadas e conhecidas, mas não acredito que podem conduzir a casa magna da justiça brasileira.
Existem 17 processos em análise, elementos para abrir a discussão não faltam e devem se consolidar agora em outubro.
Dinheiro do "Petrolão" na campanha dela e as tais "pedaladas" são as principais motivações que legitimam um eventual pedido de impeachment.
Alguns ainda dizem que as tais "pedaladas" ocorreram no passado e não são ilegais, mas porque ilegalidades foram cometidas no passado e por qualquer motivo não foram punidas, recebem atestado de legalidade? Claro que não. Abusaram dos equívocos, as contas públicas e a desorganização corroboram isso, não acho que precisa ser mais discutido o tema.
Ouvindo todos analistas políticos e jornalistas, inclusive alguns que foram defensores do governo e têm explicitas simpatias por eles (ou tinham) são unânimes em considerar que o impeachment está na pauta politica. Até Dilma tem recorrentemente abordado o assunto, para pavor de sua assessoria, que teme a banalização de uma tema tão complexo.
Para falar de previsão, reiterando que sinceramente não sei se é a melhor opção para o país, o impeachment deve seguir o seguinte cronograma:

  1. Outubro - Existe chance de abertura do processo, ou o plenário avaliar esta situação.
  2. A oposição vai mobilizar as ruas, que já pedem isso na maioria e pela popularidade dela, será fácil. Alguns esperam uma nova pesquisa onde ela deve despencar mais alguns pontos. Vale lembrar que Collor no seu pior momento ainda tinha 15% de aceitação, Dilma não passa de 10%.
  3. Até dezembro podemos ter o desfecho deste processo. Acredito que a CD, se começar o trâmite, vai ter grandes chances. Eduardo Cunha que deve conduzir isso, não entraria em aventura de colocar um processo destes sem ter alguma garantia de sucesso.
  4. Temer assumiria porque é outra opção que seria a anulação da chapa de ambos pelo dinheiro sujo, demoraria mais e quando escolhido um caminho, este terá foco das forças políticas, contra ou a favor do impeachment.
Conclusão: Ontem ouvindo um programa, um analistas catedrático disse uma coisa: Existem hoje dois grupos de políticos, os que estão a favor do impeachment e os que estão contra. Os exércitos estão na rua, e a batalha vai começar.
O movimento será suprapartidário com a participação do PT. Por mais que a mídia tenha dito que Lula pediu Eduardo Cunha para segurar os processos de impeachment , eu não acredito. Lula e o PT seriam beneficiários em 2018 da saída dela desta forma. Isso se o PT resistir a eleição do ano vem, porque o estrago na imagem é grande, e muitas lideranças boas que estão lá, devem e podem trocar de partido.
Aliás, em um eventual impeachment e um governo de coalização que deve sair, veremos uma grande reorganização partidária.
Alguma coisa precisa ser feita. A economia não aguenta este mar de indefinição e erros seguidos, o pacote com a CPMF tem chance quase nula de passar no congresso e não existe nenhuma sinalização de medidas mais concretas por parte do governo. Corte de gastos, premissa do ajuste fiscal necessário, foi pífio. Se tivessem dado o exemplo, enxugando pra valer a máquina mastodonte pública, a sociedade até poderia aceitar mais carga tributária, mas não é o caso.
Vários países que viveram crises fiscais como esta, tomaram outro caminho, reduzindo carga tributária e retomando o caminho privado para gerar riquezas. 
Hoje os governo e o setor financeiro sugam as riquezas e sufocam o país, é preciso virar o jogo.
A renúncia dela, especuladas por alguns, seria possível? Sinceramente, a luz do temperamento dela não, mas, a rigor, não podemos dizer que ela não vai renunciar. Acho que é uma possibilidade real considerando o agravamento da crise política e econômica. Aliás, alguns colunistas políticos bem informados disseram que ela já redigiu uma carta de renúncia, é esperar para ver.
Vamos aguardar os próximos lances, mas até dezembro teremos uma visão clara, se ela sai, ou se ela fica e o país viverá analogamente como o governo Sarney, que foi tocado pelo PMDB. A diferença é o animal político Sarney que soube levar o barco, Dilma tem lá suas qualidades e aptidões (deve ter, todo mundo tem), mas uma que ela não tem é saber fazer política, e esta é uma das principais razões da crise. Os erros da economia ainda são imensuráveis, mas estão ai, claros como a luz do sol.
Dilma deveria saber que a economia, principalmente as crises, se antecipa ao cenário político orientando o rumo a ser seguido. Sempre foi assim, sempre será assim.

segunda-feira, setembro 14, 2015

A nova CPMF e o déficit das contas públicas, e ai?







Imagens dizem mais do que palavras.

Figura 01

Vamos aos fatos:
  1. O governo apresentou um orçamento no Congresso Nacional com déficit de R$ 30,5 bilhões, mas tem gente que acha que será maior porque as projeções de receita estão furadas, mas as despesas não. Clique e leia
  2. Desde 2002 as despesas crescem e as receitas não batem com as projeções. Com o crescimento médio nos primeiros governos petistas, a média de crescimento do PIB ( 4,2% e 2,7% nos 2 governos Lula e 1 de Dilma) mascarou esta questão do crescimento do gasto público.
  3. Tenho acompanhado o debate deste grave problema e podemos constatar que a origem deste descontrole começa na Constituinte de 88 que criou uma série de despesas sem a correspondente fonte de receita para cobrir os gastos. O PT agravou muito o problema, principalmente quando agravou-se o problema da inflação e o mundo arrefeceu sua prosperidade em 2008 com a crise mundial, que aliás acabou para a maioria dos países em 2010.
  4. O descontrole dos gastos e os equívocos do modelo petista (consumo+crédito) sem a gestão nos momentos que deveria intervir , agravou o problema.
  5. Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do planeta, hoje em torno de 30% do PIB. Somos o INGANA, impostos da Inglaterra e serviços de Gana. Clique e veja o Impostometro. Trabalhamos 5 meses do ano para pagar impostos.
  6. Os juros hoje consomem 8% do PIB . Clique e veja
  7. Se somamos a carga tributária + Juros somos extorquidos pelo governo + sistema financeiro e estes recursos saem da poupança e investimento, para onde deveriam ir, e concentram nas mãos do governo perdulário e do sistema financeiro da usura. Este é dos mais graves problemas para o não crescimento de economia.
  8. Pela figura 01 desta postagem podemos ver os maiores problemas são: Juros + amortização e a previdência social, com problemas estruturais que demandam uma reforma URGENTE, há muito tempo. Clique e veja as despesas de 2015. Dá pra ver o tamanho da amortização + juros que suga nosso orçamento.
  9. Acrescento ai os cargos comissionados (quase 120 mil) e os 39 ministérios. O Brasil tem mais funcionários do que a Alemanha e EUA, será que estamos certos? Clique e leia

O Brasil gasta muito e mal, estado perdulário com  desperdícios e corrupção que sangra nosso tesouro e no final das contas nosso Bolso.
Esta gastança é a causa principal do baixo crescimento econômico e da ameaça inflacionária que corroí a renda e destrói a nossa estabilidade conseguida a duras penas com o Plano Real.
Perdemos o Grau de Investimento e tudo indica que vai piorar.

A nova CPMF e as medidas anunciadas hoje:

Vou deixar minhas considerações:
  1. O Governo anuncia que cortará R$ 26 bilhões. A pergunta que fizeram vários analistas: Porque não cortaram isso antes de mandar o orçamento deficitário e acelerar a perda do grau de investimento?
  2. Jogaram na mídia a volta da CPMF. Apanharam de todo lado e insistem no tema. A CPMF ( 0,2% por 4 anos....será?) é um imposto cumulativo que incide por toda cadeia produtiva, é justo no sentido de pegar todo mundo, mas será péssimo neste momento de inflação arrebentando as metas e beirando os 2 dígitos, aliás em algumas cidades já esta acima de 10% e quem vai ao supermercado sabe o que falo.
  3. Lançaram impostos sobre a renda na alienação de bens. Em tese pegaria os mais ricos, mas vamos ser francos, o que pode ser na prática esta medida é ainda uma maior redução de transações comerciais que envolvam bens declarados no IR das pessoas físicas, já que este impostos só pega a PF. Outra coisa, qual é o impacto disso na arrecadação? 
Conclusões minhas:
  • O governo meteu os pés pela mão mais uma vez, tomou medidas corretas no tempo errado, poderia ter feito isso mais atrás.
  • Quero ver os cortes anunciados acontecerem na prática, governos populistas não cortam nada, acham que dinheiro cai do céu ou dá em árvore.
  • A medida de suspensão da correção do salário do funcionário público vai azucrinar os executivos do governo e o congresso e pergunto novamente: Qual é o efeito prático desta medida? Reduz quanto?
  • Os juros desnudados já trazem graves problemas a estados e municípios. A perda da arrecadação pela queda do crescimento e a excessiva concentração em Brasília dos recursos nos leva a pensar IMEDIATAMENTE no Pacto Federativo. Prefeituras e estados já têm problemas para pagamento de pessoal.
  • A concentração na mãos da súcia bancária e a atração do capital especulativo para renda fixa joga lenha na fogueira do ciclo perverso que vivemos: Baixo crescimento + Inflação, a terrível Estagflação, cansei de falar isso aqui.
Minha projeção para este momento:
  • A governabilidade de Dilma fica ainda mais comprometida. Acho muito improvável o congresso aceitar e votar aumento de impostos. Já disse: Governo forte tem dificuldades de aprovar aumento de impostos, governo fraco então, sem chance. É o nosso caso atual.
  • Mesmo que venham medidas provisórias (e devem vir) o congresso vai barrar, anotem ai.
O que nos resta então? Rezar, porque é tudo imprevisível no momento. Renúncia, Impeachment, Parlamentarismo? Acho que pode acontecer qualquer um dos 3, sem previsão de quando isso acontece.
Para mim, modestamente opinando, estas medidas foram a pá de cal no governo dela. Infelizmente o Brasil não precisava passar por isso.


quinta-feira, setembro 10, 2015

A origem e a essência do problema econômico do Brasil (2)


Ainda querem aumentar impostos? Temos é reduzir a carga tributária e fortalecer o setor produtivo para gerar emprego e renda. NÃO EXISTE JUSTIÇA SOCIAL SEM GERAÇÃO DE RIQUEZA E RENDA.


Clique na figura e veja como estamos diminuindo a capacidade da sociedade e do setor produtivo gerar riqueza e renda. O estado é um parasita e só vem aumentando sua gula.


Imagina que 45% de tudo produzido é revertido para o estado. Clique na figura e veja s dados.
Soma-se a isso 8% do PIB (clique e leia) gastos em juros e assistimos 53% da riqueza, bens e serviços produzidos irem para o ralo.
O setor financeiro nada de braçada, mete a mão com juros escorchantes, de usura, spreads criminosos e o governo gasta mal, muito e usa os recursos que deveriam ir para saúde, educação, infraestrutura e o bem estar social básico para politicagem e nem vamos abordar aqui, mas a corrupção que chegou a níveis astronômicos e nos remete a crise moral somada a política e econômica.

Quando mais se arrecada, parece que menos "capital social básico" que deveria ser provido pelo governo aparece e trabalhamos já 5 meses para pagar impostos. Querem aumentar mais?

Curiosidade neste site acima, o Impostometro, medidor de imposto atualizado. Hoje estamos em 1, 3 trilhões, Clique e veja


Pasmem os leitores deste Blog, isso vem deste o governo FHC. 

No livro que cito e menciono várias vezes há exemplos de países que viveram problemas e saíram de crises, como Chile, México, Canadá e até Suécia. Todos, sem exceção, reduziram a carga tributária como solução para a crise, aqui estamos na contramão mais uma vez.

Existe a teoria da Curva de Lafer, resumidamente, quanto mais quer arrecadar e aumenta d carga tributária, menos se arrecada.


Veja o vídeo.



Estamos ai com a origem e a essência de nosso problema.
A perda do grau de investimento recente pode agravar porque faltará recursos esternos, ou ficarão mais caro. Se não temos aqui, gastamos mal e muito, o que faremos?

Só o conserto das contas públicas, reorganização de gastos públicos e pensamento no médio e longo prazo. No curto estamos ferrados e pagaremos caro pelos erros cometidos. Infelizmente.

A origem e a essência do problema econômico do Brasil (1)



Estamos vivendo séria crise no Brasil, alguns ainda não querem enxergar. Já vivemos crises no passado e como sempre sairemos desta. A resiliência e o potencial do Brasil são maiores do que as crises, os políticos e a incompetência que causa estas crises. O problema como sempre, é o custo disso para a sociedade, as futuras gerações e o tempo de sofrimento.

Acabo de ler o Livro O Mito do Estado Grátis de Paulo Rabello de Castro. Escrito em 2014, o autor foi de uma precisão para mostrar nossos erros, apontar soluções e comparar exemplificando como outros países viveram e enfrentaram seus problemas econômicos.


Recomendo a leitura para todos que queiram conhecer mais nossos problemas e entender o que estamos vivendo. SENSACIONAL o livro e por isso mesmo faço desta postagem alguns trecho que considero claramente a explicação pelo problema que estamos vivendo.

Já disse inúmeras vezes que o primeiro governo Lula foi bem, seguiu a cartilha da estabilização da moeda (Plano Real) e tendo a frente o excelente Henrique Meirelles no Banco central tocou o barco. Fica a observação de que o mundo "bombava", prosperidade total.

A partir do segundo governo e pós Mensalão, ai começou nosso flagelo. Ele cedeu aos populistas e as bobagens começaram. Este gráfico, extraído no livro, mostra bem onde a ineficiência do estado e o tamanho dele começa a interferir no setor produtivo e "sugar" as potencialidades.



O desmonte da nossa indústria que vislumbraria a recessão começa a ficar clara. Como definiu 

Alexandre Schwartsman o Brasil adota a política econômica do CCC, Crédito, Consumo e Commodities.

Explico: Expansão do consumo e crédito e apoio no boom mundial da China com demanda e preço das commodities no espaço. Claro que isso não duraria para sempre e as ações no crédito e consumo deveriam ter sido administradas e até sofrido correção de rumos.

A expansão dos gastos públicos, tirando cada vez mais capacidade da sociedade e setor produtivo dde gerar renda (para poupança e investimento) continua firme e forte. Vejam isso:

Clique para ler, mas o resumo é que nossa carga tributária é perversa, temos 63 taxas, tributos, impostos e contribuições (não sei se outro país tem este tanto) e mesmo com as desejadas e bem intencionadas desonerações acabou por não trazer efeito algum.
Além disso temos vários impostos que incidem em cascata no setor produtivo, que é terrível e mortal.
Vale lembrar que o AUMENTO do estado e da arrecadação vem desde o governo FHC, que mesmo com a privatização, acertada por sinal, ainda aumenta gastos públicos.
Vale anotar que o governo FHC teve vícios e virtudes, principalmente a consolidação do Plano real e a estabilização da moeda, mas viveu diversas crises mundiais, ao contrario dos petistas que só tiveram a de 2008, aliás gravíssima. Ainda alguns reverberam "crise mundial", que acabou em 2010, inclusive para nós. Restam países com resquícios do populismo, mas em franca recuperação como a Grécia. Clique e leia sobre as crises mundiais no século XX e XXI.

É só clicar na figura para ver a evolução da carga tributária e a "iterferência" no setor produtivo e na sociedade.



O governo torna-se sócio majoritário na produção reduzindo a capacidade e potencial de crescimento e melhorias. 

domingo, agosto 30, 2015

Saídas e alternativas para o Brasil?



Um monte de gente tem criticado os erros cometidos e os graves problemas que temos. Tenho dito que não existem planos para o futuro, nem da oposição. O que fazer para sairmos da crise atual? Como consertar erros e mazelas deste governo populista que detonou as contas públicas?
Vamos tentar mostrar algumas opções, mas antes precisamos deixar algumas considerações:

  1. A justiça social não é incompatível com o livre mercado e o lucro. A esquerda irresponsável acha isso e prega que o estado de bem estar social não pode viver no livre mercado. Uma grande mentira.
  2. Toda economia que fracassou, a história é prodiga em exemplos, foi quando estouraram os gastos públicos. Gasta-se mais do que se arrecada. Keynes ajudou muito o raciocínio do estado como indutor do processo econômico, a teoria dele teve sua serventia para recuperar os EUA e o mundo pós crise de 1929, que aliás foi agravada por erros cometidos na condução da política econômica na época. Keynes é passado, vários países mostram que podem ter o bem estar social e o mercado livre, com setor produtivo forte e geração de lucros.
  3. A Suécia saiu de grave crise dos anos 90 com a racionalidade e firmeza nas suas ações e posso citar como exemplo, onde o bem estar social e a economia andam de mão dadas. A Suécia é um grande exemplo de modelo que funciona. Claro que lá, pelas condições de cultura, etnia, educação e mesmo variáveis sócio econômicas são favoráveis, mas o modelo customizado serviria para muitos países, pelo menos os pilares dele: Equilíbrio das contas públicas.
  4. O discurso da "justiça social" é maravilhoso e não monopólio de algum altruístas, qualquer cidadão do bem e com um mínimo de instrução quer ver seus país atendendo as mínimas condições de bem estar social, O que estamos assistindo agora, e principalmente no Brasil é um monte de espertalhões que usam este discurso em benefício de projetos pessoais e partidários.
  5. Precisamos ter planos de futuro, de longo prazo. Esquecer as eleições próximas e os companheiros e pensar na nação, no futuro.
Será redundante falarmos que reformas urgentes precisam ser feitas: A reforma política, a reforma tributária, a reforma do código penal e de processo, etc... mas se estabelecermos algumas premissas e metas para o futuro podemos tocar algumas ações em paralelo a estas importantes e inadiáveis reformas.
Vamos lá:
  1. Redução da carga tributária, assim como fez a Suécia nos anos 90 (Reduziu de 52% para 44% do PIB). Ao invés de criar mais impostos (que não passaria no congresso de jeito nenhum) precisamos tentar esta saída para tornar as empresas mais produtivas e competitivas, principalmente na exportação. A desoneração tentada, era boa, mas não funcionou, é preciso insistir nisso, de maneira sistêmica e não privilegiando alguns setores.
  2. Acelerar as privatizações da infra estrutura. Já que o governo tem um buraco nas contas, atrair o capital privado com projetos sustentáveis e de longo prazo. Os gargalos que o Brasil tem na infraestrutura nos tira oportunidade e aumenta os custos e desperdícios. Dá para fazer um programa rápido e eficaz, se ficar longe de debates ideológicos.
  3. Se temos grande dependência das commodities para exportação, é preciso criar condições de melhorar a produtividade do setor mineral e agrícola, mesmo quando a economia global reduzir a demanda. Como agora onde preços e a demanda caem , principalmente na China, nossa economia sofre porque não estávamos preparados para esta fase ruim.
  4. Reduzir a máquina pública, o tamanho do estado, A presidência dos EUA tem 500 funcionários, a nossa aqui tem 18 mil- Clique e leia. Existe uma grave distorção. Porque 39 ministérios, improdutivos e perdulários? É preciso enxugar o estado, URGENTE, com menos tamanho ele será produtivo e eficiente, além de colaborar com a gestão das contas públicas.
O maior problema do Brasil hoje é o deficit público. A inflação é parte disso, a recessão também. O estado precisa cortar na carne e o ajuste fiscal proposto é o começo da saída.
Outras medidas para fortalecer a produtividade da indústria e  dos serviços, focar em alguns pontos da nossa infraestrutura ( como portos e as estradas que escoam a produção agrícola) poderiam funcionar no médio prazo.
Redução da carga tributária com certeza poderia reduzir a arrecadação, mas se acompanhada do corte de gastos não teria tanto impacto, inclusive corroborando este corte, que precisa ser profundo e na carne. Porque temos 113 mil cargos comissionados? 
Os programas chamados sociais precisam de ser melhor explorados, com contrapartida do cidadão, com prazo de validade, para induzir a vontade e a esperança e não deixar uma legião de desocupados.
Incentivar os investimentos via lucro e aumento da produtividade. 
Falar em educação e saúde seria redundante, mas URGE uma solução para estes setores, que com certeza podem melhorar na produtividade se alguns custos forem reduzidos e aplicadas metas de resultados para gestores públicos.
A inovação e a tecnologia devem receber cuidados especiais que podem vir com o aumento da produtividade das empresas. No médio e longo prazo se descuidarmos destas questões estaremos liquidados, vivemos na sociedade do conhecimento e na era da informação.
O Brasil tem muitas vocações e força em algumas premissas que podem nos fazer fortes e competitivos. 
O nosso mercado  é grande, perde para poucos países e nossa força se bem trabalhada pode ser fator de ganho na economia, claro que administrada a questão de demanda agregada, inflação , câmbio , etc.
O Brasil precisa de seriedade e visão futura, não precisa de nomes e heróis. As questões sociais e econômicas são complexas, mas com metas estabelecidas e gestão eficiente podem ter resultados. Não podemos nos comparar com Suécia, Coréia do Sul ou México, ou mesmo Chile e Colômbia, mas se olhar os que estes países fizeram para sair de crises e preparar o futuro, poderíamos aprender.
Infelizmente nosso rumo hoje está pautado em idéias dos anos 50, com exemplos de fracassos claros e provados e enquanto uns seguem firmes rumo ao futuro, estamos afundando como a Venezuela e a Argentina, os dois exemplos, nossos pares, que mostram que insistir nos erros sempre sobra para a sociedade e o futuro.

sexta-feira, agosto 28, 2015

Brasil no final do agosto e o rumo nada...


A recessão se confirma: PIB recua 1,9% no 2º trimestre, e país entra em recessão técnica Clique e leia

Contas do governo têm déficit primário de R$ 7,22 bilhões em julho - É o pior resultado para meses de julho desde 1997 - Clique e leia


A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira que as contas do governo registraram em julho um déficit primário (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida pública) de R$ 7,22 bilhões. É o pior resultado para meses de julho desde 1997. Em julho do ano passado, as contas do governo registraram déficit de R$ 2,21 bilhões.
Já nos sete primeiros meses deste ano, o déficit foi de R$ 9,05 bilhões, também o pior resultado desde 1997. Em igual período do ano passado, foi registrado um superávit de R$ 15,14 bilhões.
Segundo o Tesouro, as receitas totais subiram 4,3% nos sete primeiros meses ano (em termos nominais, sem descontar a inflação), contra o mesmo período do ano passado, para R$ 733 bilhões. O aumento das receitas foi de R$ 30,4 bilhões sobre o mesmo período do ano passado.
Já as despesas totais subiram o dobro nos sete primeiros meses deste ano (ainda em termos nominais): 8,7%, para R$ 613 bilhões. Neste caso, o aumento foi de R$ 49,2 bilhões. 
Os gastos de custeio avançaram 14,5% na parcial deste ano, para R$ 139 bilhões – um aumento de R$ 17,68 bilhões.
As despesas com investimentos caíram 31,4% nos sete primeiros meses deste ano, para R$ 32,26 bilhões. A queda frente ao mesmo período de 2014 foi de R$ 14,78 bilhões, de acordo com o Tesouro.

Só se fala em ajuste fiscal, sem consistência. O governo sinaliza em cortar mais despesas, mas não vemos nenhuma ação prática. A arrecadação cai  e as despesas não caem, se estamos já desajustados vamos ficar ainda mais.
O Brasil afunda a passos largos. As prefeituras e estados começam a entrar no sufoco, a máquina econômica vai sentir muito, principalmente nos pequenos municípios que vivem exclusivamente do FPM.

O pior é que não temos nenhum projeto de futuro. Sem nada para amenizar e resgatar a credibilidade. Nem a oposição apresenta nada de concreto que pudesse tranquilizar a sociedade.

A crise é grande, politica, econômica e institucional. Todos pagaremos, alguns já pagam e os mais humildes vão ser os mais penalizados. De tudo que se vangloria o PT e Lula, dos ganhos sociais, que por um tempo não foram sofismas, passam a ser parte do passado e as pessoas já perdem isso. A estagflação é mortal para os mais pobres. O desemprego desgrega famílias, a inflação limita a qualidade de vidas das pessoas.
Vamos rezar.



quinta-feira, agosto 20, 2015

Ecos de agosto na crise institucional - 20/08/2015



A situação ainda está crítica.  No campo institucional e econômico estão todos os atores perdidos, a imprevisibilidade é a marca de agosto.


  1.  No cenário econômico a recessão mostra suas garras, os bons indicadores caem e os maus sobem. Desemprego e inflação, alem da perspectivas de mais recessão em 2016 dominam a cena e apavoram os atores. 
  2. No campo politico, Dilma arrefeceu a onda contraria com a adesão de Renan e de raposas politicas, queimadas com certeza, mas profissionais. Dizem que o governo está terceirizado para Renan. Impeachment? Renúncia? Pouco provável, pelo menos por enquanto, mas não impossível.
  3. O parlamentarismo "branco"tocado por Eduardo Cunha a revelia de Dilma, agora está na mão de Renan Calheiros e Eduardo Cunha [e bombardeado por acusações. É ilusão achar que Eduardo Cunha renúncia, antes serão precisas provas contundentes contra ele, o "batom na cueca"como falam os deputados, por enquanto não apareceu.
  4. A dinâmica continua, TCU, TSE e outros percalços que somados aos problemas econômicos agravam a crise institucional.
  5. No fundo nem governo e nem oposição apresentam um plano concreto para solução da crise econômica e politica. Muita confusão. 
Considerando estes fatos, me fez trazer uma reflexão inspirada no Livro do Paulo Rabello de Castro, O Mito do Estado Grátis quando aborda a transformação da China nos anos 80 com Deng Chiao Ping, o grande mentor da prosperidade e mudança na China.
Aspas: Deng foi um homem de gestão publica eficiente. Ele sabia que só discursos não provocam transformações. É preciso decisões firmes, seguidas de acoes consistentes e, em seguida, calibradas por aferições e revisões sucessivas dos resultados obtidos. Fecho aspas. Pág.  238.
O que foi feito aqui? Nada. Um ajuste fiscal sem consistência, inexequível, aumento de impostos para sacrificar ainda mais a classe produtiva que já pena com a recessão. 
Agora, em medida claramente direcionada ao setor automobilístico, coloca mais crédito fácil e barato afrontando a seriedade e credibilidade do ajuste fiscal que se propõem. 
Medida inócua e temporária não vai resolver nada e mancha a austeridade do ajuste, Mais privilégios a um segmento?
Menos intervenção e mais governo com planos consistentes e credibilidade poderiam animar s investimentos e conter as demissões, já que este é o calo da vez.
Interferir menos e governar mais, assim se faz melhor e este governo com todos os seus erros mostrou o pior. Intervenção desastrada e falta de ajustes e correções do rumo.
Um plano de metas de médio e longo prazo deveriam ser colocados na pauta.
nem a oposição consegue isso e Renan, o "primeiro ministro"atual coloca uma "espuma"como disse corretamente Eduardo Cunha.  
Vamos afundando, sem rumo, sem propostas concretas.
Gente esperando o quanto pior melhor, mas esquecendo que todos pagamos a conta.
Sinceramente espero sair desta imprevisibilidade. Isso para tudo, abala as instituições e só traz incerteza e problemas que distanciam a solução.
Uma pessoa sensata e realista, sem emoção e paixão politica vai querer dormir agora e acordar mais na frente, quando tudo estiver mais claro.
Enquanto isso a conta fica mais salgada.

sábado, agosto 15, 2015

A manifestação do dia 16/08 e os rumos do Brasil



A crise do Brasil continua. Não vê quem não quer ou quem não tem interesse em ver. A economia está de mal a pior, chegamos a ponta do sistema. Os indicadores são péssimos e as projeções piores.
Parte da população, ou melhor, a maior parte está indignada e já sentindo o efeito da crise.
Existe uma outra crise, a existencial, de muitos eleitores do PT e Dilma que agora se sentem enganados. Ir a rua amanhã? Eu vou, cumprir meu papel de cidadão, mas não podemos esperar muito.
Esta manifestação, infelizmente, não será divisor de águas da política nacional.
A cada reação corresponde a uma reação em sentido contrário (Física). Na política também é assim.
O governo e o "status quo" reagiu. Não vamos julgar os personagens da reação e nem os interesses deles, mas houve a reação e foi competente.
Esta coisa de impeachment é uma grande ilusão coletiva. Não é fácil, simples e sempre será traumático. Não dá para comparar a situação de Collor com a de hoje. São épocas distintas, personagens diferentes e contexto novo. A dinâmica da política não permite isso.
Dilma reverteu vários percalços que tinha. TCU, TSE, e mesmo na base com a reação que foi positiva para ela. Quem ganhou ou quem perdeu? Não sei, o país continua em crise institucional e econômica.
Algo precisa ser feito. O rumo não existe, nem a aposição apresenta algo de concreto e factível,
Criticar é fácil. Apresentar solução e proposta nem tanto.
O impeachment é um sonho de muitos. Sinceramente não sei se é a melhor opção. Quem ganha com isso? E a qual seriam os próximos passos? Tenho minhas convicções hoje para dizer que o impeachment é uma das piores saídas para o Brasil. A renúncia dela com certeza seria, mas é pouco provável, quase impossível.
Renúncia? Pouco provável. O que sobraria para estancarmos a hemorragia da crise? A figura ilustra bem. Eles já reagiram, a tropa de choque está em campo, só profissional, do bem ou do mal, deixemos para lá. Os custos e os conchavos desta reação nunca saberemos, mas não devem ter sido republicanos, eu acho.
Não importa agora. O Brasil precisa retomar o rumo e estancar a crise. Porque digo isso? Porque a crise institucional contamina a economia que acaba contaminando a crise política. É ciclo vicioso perverso e todos pagamos por isso.
Amanhã teremos um movimento. Deve ser relevante. Nós lavaremos nossa alma e vamos exercer a cidadania, mas não muda o congresso e nem sei se ele quer mudar. Para atingir 2/3 de votos não é fácil, é mudar a constituição. Hoje, independente das questões jurídicas, o impeachment estaria na berlinda, não sei se 2/3 do congresso votaria pró impeachment, e além disso a reação do governo é avassaladora, já começou. 
Uma análise fria de quem seria o maior beneficiário do impeachment dá para ter uma noção do ânimo da classe política. O medo de convulsão social é outro temor, errado, porque estes marginais de movimentos , ditos sociais, não podem pautar o Brasil.
Vamos aguardar os próximos lances. Antes, acreditava no processo de impeachment (mesmo sem eu ser a favor), hoje tenho minhas dúvidas se ele vai prosperar. A CD só vai pautar esta questão se existir o mínimo de chance de passar, e não será fácil. Sonhar é parte da vida, protestar e se indignar da vida política. Vamos fazer os dois, sempre pensando que ainda não vimos um projeto de futuro para o Brasil.
O triste é ver que o Brasil afunda e a conta chegou. A aventura populista, como não poderia ser diferente, vai fazer estragos aqui. Não conto nem com os que se enriqueceram com o "discurso da justiça social", que no fundo, todos nós queremos.

quinta-feira, agosto 06, 2015

Agosto de 2015- Ecos da crise institucional- A história se repete?

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Agosto no Brasil é marcado por vários episódios da vida política do Brasil. Muitos consideram mau agouro, mas a vida segue. Coincidência ou não, estamos vivendo mais um mês de agosto com sinais de que teremos muitas turbulências.
Escrevi outro dia no FB: A dinâmica da política não permite que fatos sejam repetidos de forma idêntica e com os mesmos efeitos, até porque os personagens mudam. Entretanto é possível fazer analogias. Digo isso porque na crise que estamos vivendo vai ter um episódio que pode ser análogo a crise de 93 que tirou Collor do poder.

Collor foi a TV e conclamou o povo para vestir verde e amarelo e mostrar apoio ao seu governo. O povo foi para rua de preto e colocou lenha na fogueira do Impeachment.
 

Escrevi isso quando foi anunciado o programa que o PT fará na TV, exatamente hoje dia 06/08. Segundo conversas o conteúdo deste programa será uma comparação entre os anos do PT e a era FHC. Sem entrar no mérito, é um tremendo sofisma e desonestidade intelectual comparar governos sem traçar as referências de comparação. Com todo respeito aos acertos do PT ( e foram muitos), eles erraram muito mais, a conta esta ai e todos pagaremos. Apesar dos erros crassos cometidos na economia o Brasil avançou. Diria que poderíamos ir mais surfando na onda da prosperidade global do inicio do século XXI -2000 a 2010, tirando 2008 e 2009 que tivemos a crise.

O cenário hoje é apavorante, nunca fui alarmista, mas coloquei a imagem de uma explosão porque estamos vivendo uma crise institucional e econômica sem precedentes.

Projeções econômicas já dão 3% de queda do PIB e inflação de 2 dígitos, isso é configurada uma estagflação, um desastre econômico. Andam culpando "crise mundial", Lava Jato, etc, mas no fundo o que aconteceu foi na verdade erros e equívocos cometidos pelo populismo e politicagem.

Quando o executivo culpa o congresso pela tal "agenda Bomba" ele só acirra os ânimos e complica cada vez mais sua situação. Não existe mais base aliada do governo esta é a verdade.

Neste cenário tudo fica ruim, salário perde poder de compra, desemprego aumenta, arrecadação cai, etc...uma bola negativa vai crescendo retroalimentado as projeções negativas e os efeitos ruins na economia real.

Ontem em Brasília ouvi no congresso de alguns prefeitos a queda brutal na arrecadação via FPM ( Fundo de Participação dos Municípios), para muitas prefeituras a única fonte de renda da cidade.

Só um exemplo, real, sem citar o nome da cidade: Arrecadação prevista e orçada para Julho era de R$ 270 mil, o repasse foi de R$ 70 mil. Dá para imaginar o estrago que isso faz?

Atraso de salários e fornecedores, isso repercute no comércio da cidade que acaba repercutindo em outros segmentos da cadeia produtiva e econômica.

O problema chegou a ponta do sistema. Eu não consigo imaginar o tamanho desta encrenca, mas será grande. A mídia e a população ainda ouve falar aqui e acolá que estamos em crise, muito ainda não sentiram no bolso, mas o "bicho" está chegando.

Pois bem, o reflexo disso, instintivamente por alguns, dolorosamente por outros, com base em informações e conhecimento de outros tantos a popularidade na Dilma despenca e chega a 8% de aceitação. Dados de hoje da pesquisa Datafolha. É a maior taxa de reprovação de um presidente já registrada na série histórica do Datafolha desde 1990. Clique e veja

O quadro político que senti em Brasília:

  1. Pedalas fiscais e a grande probabilidade da rejeição das contas dela pelo TCU dará gancho para abertura de um processo de impeachment. Não podemos ainda afirmar que irá acontecer, mas diria que a chance da instauração deste processo é de 90% hoje. O rito deve se dar pelo plenário e depois começará a correr o processo. Não será Eduardo Cunha somente, será o Congresso e acho que com o apoio de muitos petistas.
  2. A chance deste impeachment passar não pode ser precisa, mas a chance é grande. A aceitação dela pela população, os graves problemas econômicos que demanda uma quebra deste ciclo perverso são mais do que motivações para este desfecho. Diria que é hoje mais do que 60%, sem reconhecer que ela vai lutar, não dá para saber em quanto tempo isso vai acontecer e será uma batalha feroz.
  3. Hoje haverá "panelaço" no programa do PT, mais forte que o anterior com certeza. As pessoas não só da elite (como alguns querem afirmar) já estão sentindo os efeitos da crise.
  4. Dia 16/08 está sendo convocada manifestação pública e este episódio pode ser o divisor de águas para a deflagração definitiva do impeachment.
  5. Não sou a favor de  impeachments, mas chegamos um ponto que o futuro do país e a governabilidade são mais importantes para nosso futuro. Eu hoje digo que com Dilma lá a crise só aumenta e a dor será maior para toda população.
  6. Outras opções ao impeachment seriam um parlamentarismo (acho pouco provável porque hoje já está acontecendo de fato), a renúncia dela? Seria, mas acho neste momento ainda improvável, apesar de que se ela sentir que não tem jeito pode seguir este caminho. Dirá como Jânio Quadros em 1961 que forças ocultas fizeram-na tomar esta decisão. Hoje acho que ela não faria, até pelo seu estilo de "xerifona", mas não seria impossível e aliás, seria bom para o país.
  7. No congresso alguns deputados advogam a convocação de novas eleições, seria a melhor alternativa para o Brasil estancar a hemorragia desta crise econômica e política, mas também acho pouco provável, mas não impossível.
Vamos acompanhando, mas diria que a contagem regressiva para começar o impeachment começou, mas reitero que qualquer previsão de resultado ainda é prematura, mas começando a ficar bem clara. Vamos esperar dia 16 e as próximas ações do Congresso.

sexta-feira, julho 17, 2015

Ecos da crise institucional em julho de 2015, véspera do recesso. E ai?


LENHA NA FOGUEIRA?
Congresso entra em recesso com a bomba do programa institucional da CD, o rompimento de Eduardo Cunha ( não como presidente da CD, mas como deputado) com o governo e mais lenha na fogueira da crise institucional do Brasil, cada vez mais próxima de ser uma das piores da história.
Algumas considerações, "bullets" como dizem os americanos:
  1. Eduardo Cunha é forte e competente, isso ninguém pode negar. Foi acusado e acho que pode existir prova para ele ser condenado ou mesmo processado. Aliás para todos os denunciados é preciso provar a culpa e quem acusa deve mostrar. 
  2. Ele usou a tática: A melhor defesa é o ataque. Partiu pra cima do governo desgastado e impopular. Coincidentemente (ou não) tudo isso coincidiu com o recesso. Não acho que o "panelaço" foi por ele, na verdade foi pela classe política toda, desgastada com tanto escândalo.
  3. A confusão continua e grande. As consequências são imprevisíveis? Acho que existem algumas alternativas para  o que vai ocorrer e já postei aqui. Hoje o mercado aumentou a chance de "impeachment" de Dilma de 20% para 30%. Eu diria que passou de 50%. Pela governabilidade e pelo recrudescimento da crise econômica (infelizmente podem esperar).
  4. A crise econômica se agrava, podemos ter "fratura exposta". Em 23 anos foi o pior ano no fechamento de vagas de postos de trabalho, a recessão é dolorosa e o desemprego é combustível no ciclo vicioso.
  5. Fecha empresas, inadimplência cresce, a recessão já incomoda e projeta ( crescimento negativo de 1,8%, eu acho que pode chegar a 2,5%), a renda cai, a expectativa (negativa agrava a crise) piora, enfim, só nos resta rezar. Isso tudo é combustível na crise econômica.
  6.  Dilma tenta desesperadamente uma agenda positiva, mas ela esta" Lame duck". O discurso e a aprovação da Bolívia no Mercosul corrobora o Foro de São Paulo, aliás mencionado dissimuladamente  como "outros foros". Não sou direita, mas o Foro de São Paulo é real, ditou nosso rumo errado e vamos pagar a conta. Quisera eu, o Brasil ter seguido o Chile, Colômbia (quem diria?) e o México. Lula e Dilma mataram o Mercosul, vide a Aliança do Pacífico e seus membros. A piada dela, Dilma,   exaltar a democracia no Mercosul com o tal Nicolas Maduro que destrói a Venezuela no rastro de Chavez sentado ao seu lado.
  7. Vejo que o recesso do congresso e o arrefecimento da pauta política vai amenizar o clima político incendiado pelo rompimento de Eduardo Cunha que com certeza não foi solitário e nem emocional. Podem apostar que ele tem estratégia e nada aconteceu ao acaso ou na emoção.
V|amos fazer especulações (se fossem previsões estaria operando em "Wall Street" no NYSE.
  1. Vai acontecer alguma coisa no cenário político. Parlamentarismo, Impeachment, eleições, renúncia? Sei lá, mas vai.
  2. A situação econômica preocupa, e muito. Poucos conseguem ver  o que pode acontecer e já está em processo inexorável.
  3.  O segundo semestre será quente e tumultuado. Infelizmente e as consequências são imprevisíveis. Nada de golpe de esquerda ou da direita. Não existe organização (de nenhum grupo) e nem ambiente institucional (apesar da crise) para isso como ocorreu na história em 1930, 1945, 1950, 1954 e 1964. O mundo hoje é outro.
  4.  Pelo que estudei de crises que o Brasil viveu, esta pode ser a maior de todas? Espero que não, mas o tempo dirá e tem grandes chances.
O que eu diria?

Vamos rezar (para quem tem fé) e acreditar que o Brasil é maior do que a classe política e se não temos a resiliência dos Estados Unidos, temos outras virtudes que nos dão um fio de esperança. Ainda bem.

terça-feira, julho 14, 2015

Qual a saída para o Brasil?

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Confesso que as informações que tenho recebido sobre a economia são cada vez piores. 2015, 2016 e 2017 com muitos problemas, Se não acertarmos os ajustes necessários, credibilidade e governabilidade, 2018 pode estar perdido também.
Atenção: Não sou do PSDB, minhas criticas, tento fazer de forma construtiva. Sou brasileiro, luto por minha conta própria, não quero ver meu pais no buraco.
Vejo que vivemos uma crise institucional sem precedentes. Minha ultima postagem fala sobre isso, não quero ser redundante e criticar a presidente que não governa e perdeu a rédea do pais em péssimo momento.
E ai? Qual seria a solução? 

Quando vi esta coluna do Ricardo Noblat; Clique e leia e no final vou reproduzir o texto completo, vi que estamos vivendo muitos dilemas. Políticos, porque econômicos a sentença esta dada e me assusta o que tenho ouvido e visto. 

Interessa a oposição a saída de Dilma? Não creio. Imagina a solução mais provável se acontecesse (ou acontecer) um impedimento de Dilma. 
Todos problemas econômicos cairiam no colo de Temer, Eduardo Cunha ou mesmo Aécio (os prováveis presidentes em cada situação que ocorresse).
O que pode acontecer de fato:
  1. Impeachment dela pelo TCU e congresso na rejeição das contas e pedaladas. OBS: Alegam que FHC cometeu algumas pedaladas, mas não foi bem assim. As pedaladas do PT foram mais frequentes e intensas do FHC, mas ambos estão errados e não se justificam.
  2. Congresso aprovar o parlamentarismos como fizeram na crise de 64 com a falta de governabilidade de Jango.
  3. Dilma tem 3 grandes problemas que somados agravam sua situação; Crise econômica, baixíssima popularidade e animosidade no congresso nunca antes vista. Ate seus companheiros ela consegue desagradar.
  4. VOU REPETIR: NÃO QUERO FAZER APOLOGIA A QUEDA DA PRESIDENTE, MAS ESTA PODE SER A SAÍDA PARA QUEBRAR ESTE CICLO PERVERSO QUE ESTAMOS VIVENDO E QUE PODE PIORAR.
  5. A questão agora: Como sairemos da crise politica e econômica?
  6. Com certeza para a oposição seria mais interessante ela ficar. O congresso tem pautado as coisas, ela não governa e todas as mazelas são debitadas na conta dela e do PT. O problema eh que ela sangra, mas todos sangramos juntos.
  7. Um parlamentarismo oficial seria ótimo, acho que pode ser possível, mas improvável. O congresso não vai querer eleições e parece que esta questão envolve referendo (consulta popular). Se houver eleição,mesmo somente para presidente, isso seria muito oneroso para os congressista que não tem como ficar fora da eleição. E para que se vivemos um parlamentarismo de fato?
  8. A solução mais viável ( e com mais chances de acontecer na minha visão) é Temer assumir, Não em nome da politica em si, mas da governabilidade e quebra deste ciclo.
  9. Dia 16/08 estão convocando manifestações. Com inflação e desemprego já batendo os dois dígitos, o governo pode ter uma péssima surpresa e isso sera lenha na fogueira dos problemas de Dilma.
Fica difícil prever o que vai acontecer de fato. A saída dela não é fácil, mas toma corpo a ideia. Não é golpe como querem alguns, é parte do jogo. 

Quero que o Brasil retome seu rumo e os erros cometidos estes anos todos sejam consertados. Simples assim. Apoio qualquer solução para consertar nosso pais.

O artigo do Noblat reproduz bem como andam confusas as coisas e o dilema da oposição. #noblat


Para quê derrubar Dilma?

Ricardo Noblat
Chega de farsa! A oposição não quer derrubar Dilma. Prefere vê-la arrastar-se, exangue, até o último dia do seu mandato. Para quê correr o risco de substituí-la já?
Para dar lugar ao vice do PMDB? Para ser obrigada a fazer com a economia o que Dilma está fazendo – ou coisa pior?
Para que Lula tente se recuperar em paz até a eleição de 2018? A essa altura, Lula torce para que Dilma renuncie. Logo...
Todo o poder a Dilma! Ou melhor: o mínimo de poder a Dilma! E o máximo de desgaste a ser compartilhado por ela com Lula e o PT – os três no “volume morto”, segundo o próprio Lula.
Recente pesquisa do IBOPE constatou que o “lulismo”, hoje, sustenta-se mal e mal nas áreas mais pobres do Nordeste. E mesmo ali está em processo de encolhimento.
Se uma nova eleição presidencial em segundo turno tivesse sido disputada na semana passada por Aécio Neves (PSDB) e Lula, Aécio teria vencido com folga por 48% a 33%.
Perderia para Lula apenas no Nordeste e entre os eleitores de menor renda e escolaridade. Na faixa dos que ganham mais de cinco salários mínimos, Aécio massacraria Lula por 72% a 28%.
Dilma obteve quase dois terços dos votos válidos (descontados os nulos e brancos) nos municípios em que o PT venceu no segundo turno as eleições presidenciais de 2006, 2010 e 2014.
Agora, nesses mesmos lugares, Lula atrairia 52% dos votos contra 48% de Aécio. Um empate técnico, a levar-se em conta a margem de erro da pesquisa que ouviu em todo o país 2.002 eleitores.
Eu sei, você lembra de 2006 quando Lula se reelegeu apesar de baleado pelo escândalo do mensalão. Ao invés de pedir o impeachment dele, a oposição achou melhor deixá-lo sangrar – e deu no que deu.
Compreendo o seu temor. Dizem que a História só se repete como farsa. Não posso garantir. Sei, porém, que 2006 pouco tem a ver com 2015. Ou nada.
Lula é Lula, Dilma, é Dilma. Lula tem carisma e é bom de gogó. Dilma não tem, e quando fala é quase sempre um desastre. Antológica a saudação à mandioca. Bem como à “mulher sapiens”.
Em 2006, Lula era popular, ainda recém-chegado ao poder. Os brasileiros concederam a ele e ao PT um desconto. Foi moleza derrotar o insosso Geraldo Alckmin. Tudo mudou desde então.
Menos de 10% dos brasileiros aprovam o desempenho de Dilma. Ela jamais será esquecida como uma pura invenção de Lula. E também por ter mentido à farta para se reeleger.
A crise econômica potencializou a crise ética que está na raiz da crise política. Essa se agravará caso a Lava Jato culmine com a eventual prisão de Lula. Somente ele sabe o que fez. Para estar com tanto medo... Sei não.
Só sei que pelo menos um partido e um político não têm queixas de Dilma: o PDT de Carlos Lupi e Eunício Oliveira (PMDB-CE), líder do PMDB no Senado.
Depois de apontar o governo Dilma como o mais corrupto da História, Lupi negociou com ele a demissão de Manoel Dias, ministro do Trabalho indicado pelo PDT. Irá trocá-lo por um deputado mais sujeito aos seus caprichos, digamos assim.
Há menos de um mês, Dilma compareceu em Brasília ao casamento da filha de Eunício com Ricardo Fenelon Júnior, advogado há três anos. Uma festança!
Na última segunda-feira, Fenelon acabou presenteado por Dilma com a nomeação para a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil.
O que ele entende do assunto? Nada. E precisa? Basta ser genro de senador aliado de uma presidente débil. Débil no sentido de frágil.



sábado, julho 04, 2015

Projeções econômicas são ainda mais preocupantes. Temos saída?


A situação é grave. Tanto política quanto econômica.
Inflação de 2 dígitos,hoje já está em 9%, mas a real já machuca o bolso de todos, principalmente dos mais pobres. Salário real em queda, desemprego em alta 8% hoje, mas pode chegar a 2 dígitos até o final do ano. Recessão já pode chegar a 2% negativos.
Empresas quebrando, demitindo, esperança diminuindo e isso acaba sendo combustível na própria crise que se alimenta das projeções negativas.
Queria estar errado, quero estar, mas infelizmente não devo estar. Isso era cantado e esperado. O estouro das contas públicas, pedalas e incompetência agravaram o cenário que já estava ruim.
Nem falo em corrupção, mas também afeta nossa imagem e ânimo de investidores externos.

Vamos imaginar alguns cenários, considerando que 2015 já foi, mas ainda devemos ter notícias ruins e piora nos indicadores e 2016 será igual ou pior. A esperança é começar 2017 e em 2018 voltarmos ao rumo correto.

  1. O ajuste não deverá ter o efeito desejado. O caminho é este, conserto das contas públicas, mas com a recessão a arrecadação não se confirma e as despesas ficam como estão, mesmo com cortes, ainda pífios em alguns setores.
  2. Politicamente a presidente está morta, lame duck como dizem os americanos. Isso faltando ainda 3 anos e meio para terminar o seu mandato.
  3. Popularidade dela em 9% ainda vai cair mais. Nem Collor e Sarney em seus piores momentos chegaram a isso, nem Nixon antes de renunciar, ou seja a coisa só deve piorar.
  4. O congresso assume as rédeas e vivemos um parlamentarismo "branco", de fato.
  5. O impeachment dela tem todos elementos para acontecer, apesar de não achar que seria a solução para o Brasil, queima nosso filme.
  6. Começo a imaginar, se confirmadas a crise que pode ser sem precedentes (rezo e espero para não ser) a saída dela pode ser uma forma de reverter o ciclo e acalmar o país.
  7. Oficializar o parlamentarismo vejo pouca chance, porque é complicado e demorado, haveria novas eleições e fere muito interesses. Já estamos no "parlamentarismo de fato".
  8. Com a piora do cenário econômico o impeachment volta a pauta com certeza.
  9. A renúncia dela? Acho pouco provável, mas tudo é possível. Talvez sob ameaça firma de um impeachment e uma articulação forte ela possa sair de lá desta forma. Esta articulação parece em curso, inclusive com a participação do PT.
  10. No caso de impeachment quem assume? Novas eleições? Acho que este cenário é um empecilho para esta situação de impeachment progredir, mas começo a considerar a chance real.
Já disse, não quero ver o caos do Brasil, somos brasileiros. Eles erraram muito, fizeram bobagens e a crise era esperada. Acho que a surpresa é o tamanho dela e a inapetência da presidente para lidar com ela. Infelizmente.
Deixo aqui registrado que começo a enxergar a saída dela, principalmente pelo agravamento da crise econômica. Não é meu desejo, mas a situação começa a criar forma.
Triste.

quinta-feira, julho 02, 2015

Redução da maioridade penal é aprovada na Câmara dos Deputados

Câmara aprova mudança da maioridade penal - Clique e leia



Considerações:

  1. Sou 100% a favor. Ser bandido é opção pessoal. Claro que existem fatores que podem contribuir para esta opção, mas dizer que a bandidagem é culpa da sociedade, da injustiça social, da pobreza ou do desajuste familiar é muita inocência. Se fosse por isso, só teríamos bandidos na rua;
  2. 87% da população quer a mudança na lei;
  3. Bandido é bandido, seja ele maior ou menor, preto ou branco, rico ou pobre;
  4. Se a educação tivesse sido a prioridade neste país hoje não haveria esta batalha contra a impunidade de menores;
  5. A esquerda usa esta bandeira, de não reduzir a idade penal, talvez porque perdeu outras antes defendidas;
  6. A insegurança é geral e isso ajuda a engordar os 87% que querem a mudança;
  7. O ministro da justiça dizer que não podemos reduzir a idade porque não temos presídios é como dizer numa brincadeira de criança: altas vou descer;
  8. O ECA poderia ser mudado, mas nasceu morte e torto;
  9. A sociedade brasileira passa por mudanças, amadurecendo e pagando a conta do flagelo das instituições, crise econômica e política. Infelizmente isso tudo tem responsável, com nome, telefone e endereço. Espero vê-lo preso em breve;
  10. Se o Brasil estivesse crescendo, com prosperidade e emprego e educação de qualidade, nosso país não teria tantos menores infratores.
  11. A ociosidade e a falta de perspectivas futuras são mãe de todos os vícios e de muitos males que causam a sociopatia.