sábado, julho 04, 2015

Projeções econômicas são ainda mais preocupantes. Temos saída?


A situação é grave. Tanto política quanto econômica.
Inflação de 2 dígitos,hoje já está em 9%, mas a real já machuca o bolso de todos, principalmente dos mais pobres. Salário real em queda, desemprego em alta 8% hoje, mas pode chegar a 2 dígitos até o final do ano. Recessão já pode chegar a 2% negativos.
Empresas quebrando, demitindo, esperança diminuindo e isso acaba sendo combustível na própria crise que se alimenta das projeções negativas.
Queria estar errado, quero estar, mas infelizmente não devo estar. Isso era cantado e esperado. O estouro das contas públicas, pedalas e incompetência agravaram o cenário que já estava ruim.
Nem falo em corrupção, mas também afeta nossa imagem e ânimo de investidores externos.

Vamos imaginar alguns cenários, considerando que 2015 já foi, mas ainda devemos ter notícias ruins e piora nos indicadores e 2016 será igual ou pior. A esperança é começar 2017 e em 2018 voltarmos ao rumo correto.

  1. O ajuste não deverá ter o efeito desejado. O caminho é este, conserto das contas públicas, mas com a recessão a arrecadação não se confirma e as despesas ficam como estão, mesmo com cortes, ainda pífios em alguns setores.
  2. Politicamente a presidente está morta, lame duck como dizem os americanos. Isso faltando ainda 3 anos e meio para terminar o seu mandato.
  3. Popularidade dela em 9% ainda vai cair mais. Nem Collor e Sarney em seus piores momentos chegaram a isso, nem Nixon antes de renunciar, ou seja a coisa só deve piorar.
  4. O congresso assume as rédeas e vivemos um parlamentarismo "branco", de fato.
  5. O impeachment dela tem todos elementos para acontecer, apesar de não achar que seria a solução para o Brasil, queima nosso filme.
  6. Começo a imaginar, se confirmadas a crise que pode ser sem precedentes (rezo e espero para não ser) a saída dela pode ser uma forma de reverter o ciclo e acalmar o país.
  7. Oficializar o parlamentarismo vejo pouca chance, porque é complicado e demorado, haveria novas eleições e fere muito interesses. Já estamos no "parlamentarismo de fato".
  8. Com a piora do cenário econômico o impeachment volta a pauta com certeza.
  9. A renúncia dela? Acho pouco provável, mas tudo é possível. Talvez sob ameaça firma de um impeachment e uma articulação forte ela possa sair de lá desta forma. Esta articulação parece em curso, inclusive com a participação do PT.
  10. No caso de impeachment quem assume? Novas eleições? Acho que este cenário é um empecilho para esta situação de impeachment progredir, mas começo a considerar a chance real.
Já disse, não quero ver o caos do Brasil, somos brasileiros. Eles erraram muito, fizeram bobagens e a crise era esperada. Acho que a surpresa é o tamanho dela e a inapetência da presidente para lidar com ela. Infelizmente.
Deixo aqui registrado que começo a enxergar a saída dela, principalmente pelo agravamento da crise econômica. Não é meu desejo, mas a situação começa a criar forma.
Triste.

quinta-feira, julho 02, 2015

Redução da maioridade penal é aprovada na Câmara dos Deputados

Câmara aprova mudança da maioridade penal - Clique e leia



Considerações:

  1. Sou 100% a favor. Ser bandido é opção pessoal. Claro que existem fatores que podem contribuir para esta opção, mas dizer que a bandidagem é culpa da sociedade, da injustiça social, da pobreza ou do desajuste familiar é muita inocência. Se fosse por isso, só teríamos bandidos na rua;
  2. 87% da população quer a mudança na lei;
  3. Bandido é bandido, seja ele maior ou menor, preto ou branco, rico ou pobre;
  4. Se a educação tivesse sido a prioridade neste país hoje não haveria esta batalha contra a impunidade de menores;
  5. A esquerda usa esta bandeira, de não reduzir a idade penal, talvez porque perdeu outras antes defendidas;
  6. A insegurança é geral e isso ajuda a engordar os 87% que querem a mudança;
  7. O ministro da justiça dizer que não podemos reduzir a idade porque não temos presídios é como dizer numa brincadeira de criança: altas vou descer;
  8. O ECA poderia ser mudado, mas nasceu morte e torto;
  9. A sociedade brasileira passa por mudanças, amadurecendo e pagando a conta do flagelo das instituições, crise econômica e política. Infelizmente isso tudo tem responsável, com nome, telefone e endereço. Espero vê-lo preso em breve;
  10. Se o Brasil estivesse crescendo, com prosperidade e emprego e educação de qualidade, nosso país não teria tantos menores infratores.
  11. A ociosidade e a falta de perspectivas futuras são mãe de todos os vícios e de muitos males que causam a sociopatia.

domingo, abril 05, 2015

Crise institucional e nuvens negras no horizonte econômico.


As previsões econômicas estão indo de mal a pior- Clique e leia.
Há muito tempo falei neste quadro aqui. Inflação + Baixo crescimento = Estagflação
Quem quiser ver: Clique e leia Desde 2008 já pairava esta ameaça no ar. Mais uma postagem: Clique e leia

Agora não adianta chorar o leite derramado.
As projeções atuais falam em 2% negativos de crescimento em 2015 e Inflação podendo chegar a 2 dígitos neste ano. Falo isso com muita tristeza, afinal não quero ver o país afundando.
O desemprego vai chegar forte. Se a popularidade de Dilma beira hoje 12%, com rejeição de 78%, podem esperar mais (se for possível) quando o desemprego bater na porta das famílias e tirar o poder de compra do salário e/ou bolsa família e equivalentes.
Quem quiser ler sobre a popularidade em queda, clique aqui.
O desemprego ainda não apresentou seus nefastos efeitos e isso pode atrapalhar ainda mais o governo.

Precisamos encontrar uma saída. Não é golpe de estado, impeachment ou renúncia dela que vão resolver a crise, podem até agravar. Muito improvável, quase impossível que aconteça uma destas alternativas por enquanto.

O governo alterna altos e baixos no tocante a enfrentar os problemas e assumir seus erros. Joaquim Levy tem sido o pilar para seguir adiante e salvar o Brasil dos problemas atuais. Se ele vai conseguir ou não, não podemos dizer ainda. Espero que sim.
Não adianta culpar crise externa, a mídia ou a elite como alguns radicais da esquerda querem fazer, os erros na condução da política econômica do segundo governo Lula e do primeiro de Dilma são responsáveis por tudo.
No primeiro governo Lula as coisas foram bem, elogiei muito a responsabilidade e sensatez de sua equipe econômica que tinha Henrique Meireles à frente. O cenário externo ajudava, como ajudou ainda no segundo mandato dele, apesar da crise de 2008, mas que se recuperou em 2010 quando crescemos 7,5%, excelente, mesmo comparando com 2009 que havia sido um fracasso.
A aposta no consumo e crédito foi correta, mas era esperado que este modelo se esgotaria. O cenário externo ainda muito favorável mascarou os equívocos.
No primeiro governo Dilma, vinhamos bem, com o algumas turbulências externas, mas não que pudesse tirar o sono da equipe econômica.
Aliás se olharmos as crises que tivemos nos anos 90 e 2000, não existe termos de comparação. Quem quiser saber mais sobre as crises mundiais desde os anos 90- As crises mundiais do século XX e XXI e o Brasil Clique e leia.

Estou muito preocupado. As notícias do fechamento de empresas, redução de investimentos e demissões só vão agravar o problema econômico. Mesmo em cenário mundial que começa a se firmar com o crescimento dos EUA, as coisas não vão nos ajudar como nos anos 2000 do governo Lula. Não devem piorar, mas nada de "alavancar".
Além do problema econômico temos séria crise política e institucional. A presidente está fraca, no começo do mandato, parece o final. Impopular, com casos graves de corrupção afetando a credibilidade ainda mais do Brasil, não lhe resta opção a não ser tomar as medidas de conserto do erros.
Aumento de impostos, corte de despesas e investimentos públicos em cenário de baixo crescimento torna ainda mais complicada a missão do Ministro Joaquim Levy, sem falar que não há ferramentas para estancar a impopularidade, " não existe grana" para uma agenda positiva.
A articulação política desastrada é quase uma "desarticulação". Isso é lenha na fogueira dos problemas.

Qual é a saída então? A responsabilidade da presidente em seguir o rumo certo que parece ser este, até porque não existem alternativas.
Politicamente não acredito em impeachment ou renúncia dela, pelo menos por enquanto. Um governo de coalizão com a responsabilidade da oposição seria o ideal, mas não acho que Dilma e seus "articuladores" consigam montar isso.
Parlamentarismo? Já foi a saída para a crise de 1961. Acho que se legalmente esta saída for possível ( houve um plebiscito 1993 e rejeitada a proposta) podemos ter uma luz no final do túnel.
Sei que existem emendas na CD e poderiam ressuscitar uma delas se não houver este impedimento legal por conta do plebiscito de 93.
As nuvens negras vão aumentar, seja no cenário político e econômico. Não que eu queira isso, todos vamos pagar a conta, aliás estamos pagando. Com tristeza tenho que escrever esta postagem, para deixar registrado e mostrar meu desencanto.
Os ganhos sociais já estão indo para o ralo, o ódio existente entre os antagonismos políticos só aumenta, não podemos permitir que isso seja ingrediente negativo nas mudanças que precisamos, mas parece que não há como impedir este embate.
Sou pela conciliação e conversa, não o embate.
Falta isso ao governo, cada vez mais acuado e refém do Congresso Nacional, um parlamentarismo de fato parece estar ocorrendo.
Sei que a nação brasileira é maior do que os políticos e vamos sair desta. Por enquanto nos resta rezar e torcer porque o desfecho desta crise ainda é impressível. Só não vê quem não quer.

sábado, março 14, 2015

JK e os Militares de 64





Sempre achei que JK - Clique e leia não era tão hostilizado pelos militares dos anos 50 e 60. Quando ele ganhou a eleição em 1955 teve problemas e tentativas de golpes, mas resolveu tudo. Achava que a real implicância era com o João Goulart, o Jango, desde os episódios no governo Vargas onde foi ministro do trabalho e causou grande celeuma. Jango como vice de JK , na minha modesta visão, era o causador desta rejeição a JK. A eleição de vice presidente nesta ocasião era desvinculada da de presidente e Jango conseguiu duas vitórias. Uma em 1955 com JK na cabeça de chapa e a outra em 1961 com Jânio Quadros que depois de 7 meses renunciou e acabou criando grave crise institucional, porque os militares não aceitavam Jango. Houve a tentativa de parlamentarismo. Tancredo foi o primeiro ministro (tivemos mais dois: Brochado da Rocha e Hermes Lima). Poucos sabem, mas Jango deu um "golpe" e antecipou o plebiscito que seria em 1965, para 1963. Este plebiscito decidiria a volta ou não do presidencialismo. Jango popular e populista acabou ganhando e ,óbvio, tinha seus interesses para volta ao poder pleno. Acabou em mais crise política e institucional e com graves prolemas econômicos e ameaça de golpe da esquerda (estávamos no auge da guerra fria), os militares deram o contra golpe de 1964.
O grupo de JK era o PSD, base forte em MG. Ele tinha seu grupo com grande força e excelentes quadros. Meu pai era um deles, o que muito me orgulha. 
Em 1965 Israel Pinheiro ganhou o governo de Minas Gerais e este grupo acabou se dividindo, mas não sem deixar de lutar pela democracia e os ideais das Alterosas.
Quando JK foi cassado, parte deste grupo seguiu o mesmo rumo. Meu pai fez um belo discurso chamado Protesto de uma Geração e quase foi junto. Como era do grupo de Israel conseguiu se salvar.
Uma grande ironia é que JK promoveu a General de Exército dois grandes protagonistas da Revolução de 1964: Generais Olímpio Mourão Filho e Castelo Branco que acabou assinando a cassação dele em 64. JK era senador eleito por Goias em 61 por uma grande e genial artimanha política. JK já tinha lançado o JK 65, campanha que pretendia a volta dele a presidência.
Aliás JK foi , senão o melhor, um dos melhores presidentes que tivemos, com prosperidade, justiça social, desenvolvimento e liberdade.
Se quiserem saber mais sobre JK, de forma sumária e interessante, leiam o livro " O essencial de JK" de Ronaldo Costa Couto. Excelente. Clique e veja

Na verdade esta postagem é mais para divulgar um fato e documentado que me esclareceu a desavença que os militares tinham com JK. Eu achava que era por causa de Jango, que em parte a ligação deles aumentava esta desavença, mas os militares temiam JK, com certeza os da linha dura.
Tenho quase certeza que Castelo Branco, que não conseguiu enfrentar a linha dura de Costa e Silva, deve ter ficado muito incomodado quando assinou o ato que cassou JK em junho de 1964.

A ironia do destino fica por conta que um integrante do grupo de JK, Tancredo Neves, foi o grande artífice e articulador que derrubou a Revolução de 1964 em 1985 quando ganhou de Maluf no colégio eleitoral. 
Concluindo e saindo do passado para o presente, posso garantir que estamos vivendo grave crise institucional e política, agravada pelos problemas econômicos. Não dá para comparar com outras crises que tivemos, mas fazer uma analogia é possível.
O congresso atual está muito desgastado, mas o parlamentarismo poderia ser uma tentativa de arrefecer esta grave crise em que estamos metidos. 
Uma coisa eu garanto, algo precisa ser feito e mudanças profundas devem acontecer nos rumos do Brasil. espero que seja sem traumas.

Vamos voltar ao grupo político de JK. Vejam que interessante esta matéria.

Brasília – Oito anos depois de deixar o governo, o ex-presidente Juscelino Kubitschek ainda era motivo de preocupação dos militares que assumiram o poder pelo golpe de 1964. Documentos produzidos pelos serviços de informação em 1969 mostram o temor que o regime tinha de JK, principalmente de ele voltar à vida política em Minas Gerais. Um deles, da Segunda Seção do I Exército, analisa a situação do estado e conclui que seria necessário dissolver a corrente do ex-presidente, avaliando que isso seria uma questão de “sobrevivência para a revolução de 64”. O relatório sugere também que outras pessoas ligadas a Juscelino, como Tancredo Neves e Israel Pinheiro, tivessem seus direitos cassados.

Com 11 páginas, o documento intitulado Situação político-social de Minas Gerais teve uma difusão restrita e somente circulou no Serviço Nacional de Informações (SNI), Centro de Informações do Exército (CIE) e Comissão Geral de Investigações (CGI). O relatório foi produzido em Juiz de Fora em 8 de maio de 1969 e foi encaminhado para o comando do I Exército — que provavelmente o solicitara — pelo general Itiberê Gouvêa do Amaral, que chefiava o quartel-geral regional na cidade mineira. Na introdução, os militares afirmam que todas as informações que constavam no dossiê foram adquiridas com funcionários públicos federais e do próprio governo, inclusive secretários de Educação, Segurança e Finanças.

Na análise da situação política, os militares mostram claramente que havia uma rejeição ao governador Israel Pinheiro, que fora eleito depois do golpe militar de 1964. Ele é apontado como um “partidário ferrenho” de Juscelino, que teria indicado políticos para atuar na administração e também comandar a Assembleia Legislativa. “A corrente política do sr. Juscelino Kubitschek está cada vez mais fortalecida. Tão fortalecida está que, no momento, o seu desfacelamento torna-se, sem dúvida alguma, uma questão de sobrevivência para a revolução de 64”, observa o araponga em seu relatório.

Adiante, o documento sugere ao comando do I Exército algumas providências, como uma intervenção federal em Minas, recesso na Assembleia Legislativa e o controle sobre as secretarias, sobretudo as de Segurança e de Finanças. Porém, as ações não ficariam nas questões administrativas, mas também em outros campos. “Complementando qualquer das linhas de ação, necessário e imprescindível se torna a eliminação política, através de cassação de direitos políticos e mandatos eletivos, de elementos reconhecidamente inimigos da revolução de 64 ou mesmo daqueles que, por suas simples ligações políticas, desprestigiam a ação desse movimento, enfraquecendo-o”, destaca o serviço de informações no relatório.

Mobilização

Os militares se referiam claramente a Juscelino, a quem temiam, como eles próprios admitiram. “Entres estes últimos (os grupos políticos), já por uma questão de sobrevivência, é necessário que, desde logo, se apontem nomes ligados a Juscelino Kubitschek, personalidade que ainda pode realmente convulcionar politicamente o estado e que efetivamente congrega politicamente força eleitoral considerável, mas nunca temível. São eles: Tancredo Neves, Renato Azeredo, Hugo Aguiar, Ozanan Coelho, Murilo Badaró, Israel Pinheiro Filho, Crispim Jacques Bias Forte, na área federal; Pio Canedo, Manoel Costa, Delson Scarano, João Navarro, Orlando Andrade e Jairo Magalhães, na estadual”, recomenda o documento.

O relatório feito pela Segunda Seção, que é o serviço reservado do Exército, ainda recomenda que as ações contra a corrente de Juscelino não devam ser pontuadas. “Na conjuntura atual, mais válida e necessária se torna a ofensiva sobre o grupo e seu significado do que a preocupação de atingir somente os elementos isolados”, observa o araponga no relatório encaminhado a seu superior. “Ou se destrói o grupo de possibilidade germinadora ou ele crescerá e abafará, liquidando o esforço até então dispensado no sentido de moralização político-social do estado e mesmo da nação”, encerrou o oficial.


sábado, fevereiro 28, 2015

Tecnologia é ameaça a privacidade?



É inegável que estamos vivendo um maravilhoso mundo da informação em tempo real e interação entre as pessoas de forma nunca imaginada.
A internet quando veio nos anos 90 serviu a um monte de coisas, proporcionou progressos enormes e com o advento das redes sociais (nem vou citar porque são centenas, muito além de Facebook e Whatsupp e Twiter só falando das mais conhecidas).
Fantástico, viciante, mas já paramos para pensar onde podem estar os inconvenientes desta maravilha?
Claro que tudo é via de mão dupla, um monte de coisas boas vieram com os avanços tecnológicos, com a sociedade da informação e a era do conhecimento, mas o que pode ter de ruim nisso?
Vamos lá fazer uma reflexão, uma não duas:

  1. Quem leu o livro 1984 de George Orwell (clique e saiba mais) sabe que o livro se passa em uma sociedade totalitária dominada pelo estado onde todos são vigiados, o Grande Irmão. O livro é ótimo e poderíamos dizer que o mundo que ele previu nos anos 50, acontece hoje na Coréia do Norte. Outro livro dele, aliás, e falando da Coréia do Norte é A revolução dos Bichos. Recomendo a leitura dos dois. Mas vamos lá: Vocês já repararam que parece que com a internet e acesso as redes sociais estamos em constante processo de vigilância pelo sistema? Não falo nem o WeekLeaks de Snodew que denunciou uma forma de espionagem americana via e-mail e internet. 
  2.  Falo de nós mortais que somos analisados pelas nossas buscas e preferências via algum tipo de software que interage o maravilhoso instrumento de busca Google (outra maravilha desta revolução) com nossas preferências. Repare bem como as propagandas nos sites e redes que frequenta estão relacionadas as buscas e preferências de suas pesquisas e curiosidade.
  3. Não que deve ter algum "Big Brother" nos vigiando, mas uma integração de softwares nos coloca sob monitoramento constante destes programas. Sim, vivemos vigiados e isso pode suscitar a violação de nossa privacidade? Vale pensar. Até que ponto isso é bom ou ruim?
  4. Outro ponto que nunca tinha atinado e vendo um debate na CBN entre psicólogos veio a dúvida que me fez pensar: Será que as crianças não estão precocemente indo para os processos tecnológicos (tablets, smartphones, etc.)? É comum, e cada vez mais, assistirmos crianças de menos de uma ano "brincando" com estas maravilhas que temos hoje.
  5. Até que ponto isso não prejudica o desenvolvimento de outras atividades de uma criança, mesmo que fisicamente?
  6. Não que eu seja contra esta precocidade de acesso as inovações tecnológicas. Sempre disse que isso é processo e não projeto, mas os pais podem de certa maneira controlar algum tipo de excesso que pode existir.
  7. Com certeza desenvolver as crianças via a tecnologia trará frutos, mas em detrimento de que tipo de desenvolvimento destas crianças?
  8. O ser humano cresce física e mentalmente e tem etapas para diversos desenvolvimentos de aptidões e características próprias, ficar centrado em uma só será saudável?
Na verdade seria impossível dosar estes processos inerentes ao desenvolvimento e que só temos que agradecer por existirem, mas a reflexão sobre que estas maravilhas podem causar danos ao ser humano vale pena. 
Aqui coloco estes dois pontos, mas pode haver mais.
Como sempre digo, em tudo na vida, a virtude estará no meio. Qualquer exagero, para mais ou menos é ruim e vai ser prejudicial a alguém em determinado momento.
A nossa privacidade está em risco? Pode ser, se fizeram isso, podem fazer mais e o WeekLeaks que o diga.
Criar crianças que se transformem em mini adultos será bom, ou vale deixar que o desenvolvimento venha de forma natural e as ferramentas sejam canais virtuosos e não de ameaça a este desenvolvimento?
Ficam aqui estes pontos para reflexão.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

O verdadeiro inventor do socialismo - Henry Ford

                                           

O homem que inventou o verdadeiro socialismo- Henry Ford

Qualquer estudante de curso superior que teve aula de  administração, ou princípios da administração já ouviu falar de Fayal e Ford.  Henri Fayal- Clique e leia.  No inicio do século XX foram responsáveis pela organização da produção em série e administração de processos industriais. Eu não sabia que Henry Ford era também o inventor do socialismo, isso mesmo, me deixa explicar. Henry Ford- Clique e leia.

Karl Marx, o filósofo alemão que foi o pai do comunismo, e considerado por alguns o pai do socialismo cientifico junto com Engels. Clique e leia
Conceitos como,  a mais valia , revolução do proletariado, luta de classe, etc. foram importantes naquele momento em que a revolução industrial estava começando com grande força. Eram inegáveis os abusos dos patrões com os empregados, não havia regras ou padrões  que regulassem estas relações. Marx e Engels conseguiram enumerar uma série de conceitos (alguns falam de 21 conceitos básicos) e que foram importantes sem dúvida, mas naquele momento que deu consciência a sociedade e podemos dizer que foi um começo das relações que buscam a justiça social e a dignidade do trabalhador, principalmente naquele momento em plena e selvagem revolução industrial que trazia enormes benefícios à humanidade.
Marx teve seu papel, mas muitos conceitos apropriados para a época, ainda são usados por oníricos desejos de fazer justiça social. Todos a queremos, a questão é como se atinge. Nenhum ser humano com o mínimo de formação e caráter vai querer ver a pobreza e a injustiça social, mas entre o desejo e o resultado há muitas coisas.

A dignidade e a justiça social só são conquistadas com liberdade, oportunidade, emprego decente com potencial de ascensão social e econômica.  A meritocracia deveria ser a base para esta ascensão e não “bens intencionados” políticos que usam um legítimo discurso, mas que ainda a natureza e a ciência não mostraram as ferramentas necessárias para se conseguir a “igualdade” das classes sociais.
Pois bem, pode ter sido um capitalista americano, inventor do verdadeiro automóvel de massa, talvez um dos responsáveis por uma grande revolução da humanidade, a mobilidade humana de forma mais rápida nas cidades, nos meios rurais e entre cidades e estados.

Lendo o livro “Ford – O homem que transformou o consumo e inventou a era moderna”, de Richard Snow, posso garantir a vocês que ele teve seu papel como além da produção em série e escala e do automóvel ele inventou o verdadeiro socialismo.
Henry Ford e seus fieis e escudeiros James Couzens , que foi sócio da Ford – Clique e leia, e Charles Sorensen, Clique e leia,  revolucionaram e impulsionaram a indústria americana com uma ação revolucionária e inédita.

A pujante e crescente indústria americana do início do século XX, idos de 1900 tinha a base em Detroit, Michigan, mas já crescia em outros estados americanos e na Europa.
Em 1914, quando a média salarial era de US$ 2,34 dia , Henry Ford resolveu aumentar seus empregos passando a US$ 5,00, dia.

Outros industriais ficaram revoltados, pessoas de todos estados foram para Detroit se empregar na Ford, houve tumulto na porta da fábrica, desconfiança se ele levaria avante ou mesmo conseguiria sustentabilidade comercial para tal.
Henry Ford já havia enfrentado "patentes" e carteis, era um lutador e convicto nas suas ações, ousado quando necessário e prudente quando recomendado.
Henry Ford tinha o pensamento único e verdadeiro de que a renda move a economia, emprego e renda são os combustíveis da máquina econômica. Quanto ela mais gira, mais oportunidade e emprego gera.
Seu pensamento era simples. Queria que seus empregados comprassem seus carros, o famoso Ford T, modelo de automóvel que massificou a indústria.
Sua ação corajosa e contestada acabou virando padrão e deu um grande “boom” na economia americana.

Um historiador francês de nome Padre R. L. Bruckberger resumiu a atitude de  Henry Ford em 1959:
“ O que Henry Ford fez em 1914 elevando o salário para US$ 5,00 por dia contribuiu muito mais para a emancipação dos trabalhadores do que a revolução de 1917 ( A Bolchevique- Clique e leia) , ele conseguiu tirar o trabalhadoress da classe do proletariado, da qual Marx a relegara, para a classe de um consumidor em potencial”.

A justiça social e a dignidade da classe trabalhadora só virão com liberdade e geração de riqueza.
Este é o verdadeiro socialismo.
Ford tinha uma máxima: Eu me recuso a reconhecer que existam impossibilidades.
Henry Ford ainda tinha nas suas indústrias, assistência psicológica, social e foi o precursor do que poderíamos chamar hoje de “recursos humanos” na indústria.
Ele temia que com muito dinheiro no bolso, famílias se desagregassem por conta de vícios e bebidas. Ele tinha além de visão um ótimo coração, altruísta, por mais que muito os enxergassem como um “capitalista selvagem”.
A indústria americana acabou seguindo os passos de Ford. O trabalhador é antes de tudo um consumidor, quanto mais ele ganhar, mais vai gastar em consumo e movimentar a  indústria, a lógica perfeita do capitalismo e que deveria servir ao socialismo.
Geração de riqueza,  de emprego, empregos decentes e dignos, direitos assistenciais básicos, oportunidade de crescimento profissional, evolução econômica e social. Estes são os ingredientes da verdadeira justiça social.
Henry Ford visionário nos negócios, foi visionário nas relações humanas entre patrões e empregados, foi um revolucionário do século XX e ajustou muitas desigualdades da revolução industrial. Karl Marx teve seu papel naquele momento, mas a história do capitalismo e do socialismo mostra uma realidade cruel. Os resultados de uma ideologia e da outra.
Capitalismo é processo, socialismo é projeto. Um tem as forças naturais como motor, outro tem a mão do homem, um deixou um rastro de riqueza, outro deixou um rastro de sangue e despotismo. A história é prodiga em experiências de um e outro regime.
A grande virtude do capitalismo, entretanto, será sempre estar atenta a injustiça, elas precisam ser atacadas, mas as receitas existem na humanidade com muitos exemplos, o que deu certo e o que não deu.

Não são somente com boas intenções que consertaremos as injustiças mundanas, precisamos seriedade, criatividade e competência, e sempre lembrando que a meritocracia é o processo de seleção natural mais legítimo que existe. 

sábado, dezembro 27, 2014

Comparação 2014 e 2015 e as projeções para 2015.

O que projetamos para 2014 e algumas projeções para 2015.
Vamos ver o que aconteceu de verdade em 2014 e confirmar ou não as projeções para 2015 para fazermos o que sempre fazemos no final de ano.

Projeções feitas para 2014:

IGPM 8,4%
IPCA  6,2%
Câmbio US$=R$ 2,60
Selic: 10,25%
PIB: 2%
Produção Industrial: 2,1%
Balança Comercial: US$ 13 bilhões
Desemprego 5,7%

O que aconteceu de fato:

IGPM 3,78%
IPCA  6,38%
Câmbio US$=R$ 2,65
Selic: 11,50%
PIB: 0,13%
Produção Industrial: -2,5%
Balança Comercial: US$ 1 1,8
Desemprego 4,8%

Erro feio para o PIB, a Selic e a Produção industrial que acabaram por influenciar outros indicadores como o IGPM que caiu muito e o desemprego que continua baixo apesar do baixo crescimento.

E para 2015?

IGPM 5,72%
IPCA  6,54%
Câmbio US$=R$ 2,75
Selic: 12,50%
PIB: 0,55%
Produção Industrial: 1,1%
Balança Comercial: US$ 4,8 bilhões
Desemprego 6,5% ( este é por minha conta)

Podemos inferir e concluir que 2015 será um ano pior do que 2014. Fora os EUA (o que ajuda muito) estar bombando, isso trará reflexos no câmbio e pode nos atrapalhar.
O preço baixo do petróleo ajuda o mundo em geral, mas aqui foi tiro no pé do pré sal e pode afetar muito nossa combalida economia.
Vamos acompanhar.
Meus receios para 2015:

  1. O ministro Joaquim Levy não aguente a mulher muito tempo
  2. O PT não consegue cortar despesas e precisamos de ajustes
  3. Haverá aumento de impostos, quais? CIDE, CPMF ou outra sigla que vai aumentar nossa sopa de letrinhas já com 92 tipos de tributos de toda ordem.
  4. Crise política institucional, dependendo do que aparecer no caso Petrobrás e agravada pelo baixo desempenho de nossa economia. Nuvens negras vão rondar em Brasília.
  5. O setor elétrico pode passar por problemas mais graves como um racionamento, e a conta deve ficar muito mais salgada.
Vamos torcer pelo Brasil. Antes de críticos somos brasileiros.

Quem se interessar, esta aqui a publicação do último Boletim Focus de 2014- Clique e leia

Vou colocar em vermelho o que acertei e alertei e que os indicadores foram confirmados.

Projeções para 2014 e 2015:

Comentários meus:
  1. Inflação continua ameaçando e crescimento ainda é baixo, vi projeções do nosso PIB que variam de 1,5% a 2,5%, inclusive o FMI fala em 2,5%, o menor dos países emergentes. Meu palpite, apesar de ser ainda cedo, é algo em torno de 2%, repete este ano. A copa do mundo não vai garantir crescimento do PIB, anotem ai.
  2. O FMI projeto 3,9% o crescimento mundial, 3,7% e, 2014 e 3,9% em 2015. MELHORANDO.
  3. EUA cresceu 1,7% e, 2013, projeta-se 2,5% e, 2014. Lá inflação baixa, desemprego em queda e deficit fiscal em baixa. VÃO BOMBAR, já havia falado isso aqui no começo deste ano.
  4. EUA bombando diminui a compra de ativos, isso pode interferir no nosso câmbio, aliás no mundo todo. A locomotiva segue firme e os países devem fazer seu dever de casa.
  5. China cresce 7,6% em 2013 e projeta-se 7,7% em 2014 e 8,2% em 2015. Inflação lá ainda em alta, mas administrada. Mudanças políticas importantes que fazem a máquina acelerar. Vão bombar.
  6. Na UE também as perspectivas são ótimas. Crescimento de 0,4% em 2013, projeção de 1,2% em 2014 e 1,7% e, 2015. Inflação baixa e ainda alguns riscos para os PIGS (Portugal, Irlanda, Grécia (o pior deles) e Espanha. Inflação baixa, estabilidade financeira melhorando e deficit fiscal melhorando também.
  7. Análise fria: Não tem como ficar mais claro que estamos na contramão do mundo. Conjuntura mundial favorável já perdemos nos anos 2000 com Lula e seu messianismo, Dilma precisa acordar, o problema só deve agravar se não forem tomadas medidas.
  8. Vamos ao caso do Brasil:
  • Devido a melhora mundial pelo crescimento de todos e a locomotiva em pleno vapor e ao nosso câmbio melhor vamos reduzir o déficit no Balanço de Pagamentos de US$ 81 bilhões em 2013 (3,7% do PIB) para projeção de US$ 72 bi em 2014 (3,4% do PIB)  e US$ 79 bi em 2015 (3,7% do PIB).
  • Na balança comercial  espera-se saldo positivo de US$ 13 bi em 2014 e US$ 20 bi em 2015 exatamente pelo ambiente mundial favorável e o cambio favorecido.Ou seja aumento das exportações com certeza. Importamos 30% da China e EUA e devemos manter estes números.
  • Investimento externo em 2013 foi de US$ 63 bilhões, deve cair para US$ 55 bi em 2014 e US$ 60 em 2015 - Devemos perder recursos de fora pela falta de credibilidade no país (mudança de regras, déficit fiscal alto e incertezas).
  • Reservas se mantém boas na ordem de US$ 375 bilhões podendo chegar a US$ 380 em 2015 mesmo com a "administração" do câmbio pelo BC. Definitivamente este não é nosso calcanhar de Aquiles e nunca foi na verdade fora do discurso político.
  • Com relação ao PIB podemos inferir (baseado nas informações que estamos estudando e com quase certeza devem se confirmar):
  1. Agronegócio que sustentou nosso PIB em 2012 e 2013 deve piorar- Parte pela infraestrutura e pelos custos Brasil, não obstante a melhora mundial.
  2. Inflação com viés de forte alta. Alimentos em alta (pela expansão mundial e concorrência interna), fim de desonerações, aumento do salário mínimo de 6,85% (acima da produtividade). Preços administrados teve alta de 1,5% em 2013 (segurou a inflação em 6%), para 2014 a projeção é de 4,3%, ou seja inflação represada e perigosa.
  3. Energia com sérios problemas. Pela mexida no marco, pela discussão das concessões das distribuidoras, pela uso das UTEs( Usinas Térmicas) e pelo preço do PLD (mercado spot) com viés de forte alta.  O preço baixo foi um pouco "forçado", o mercado reage agora, somando-se a isso o baixo nível dos reservatório. Chove muito, mas no lugar errado, ainda tem janeiro (e já aconteceu antes) para normalizar, mas senão, as UTEs vão rodar forte e vão encarecer muito a conta de energia, a não ser que o governo faça alguma "mágica", mas correndo o risco de arrebentar ainda mais nossa credibilidade com investidores.
  4. Nossos indicadores não estão bons, alguns péssimos, dentre os emergentes podemos dizer que somos os piores em 2013 e seremos em 2014 e 2015. TOMARA QUE EU ESTEJA ERRADO.
  5. Nosso deficit nominal (Receitas - despesas) em 2013 foi 3,3% do PIB. Em 2014 deve ser de 4,3% (maior desde 2003) e 3,7% em 2015. ISSO É GRAVE.
  6. Divida total de 34,5% do PIB em 2013, projeção de 34,5% em 2014 e 35% em 2015. Dívida não é ruim se temos como administrar.  Nos países ricos a dívida chega a 100% ou mais do PIB, mas eles têm equilíbrio fiscal e perspectivas de pagamento. Dai os juros são baixos e a dívida administrável. Aqui por conta disso, deterioração do déficit fiscal (gasta mais que arrecada e vai no mercado buscar) nossa imagem vai decaindo, o risco soberano (das agências de riscos) deve piorar e entramos no ciclo vicioso que só corrobora os maus presságios para 2014 e 2015.
  7. Ainda falando em Déficit , a arrecadação deve aumentar (pelo cenário mundial) mesmo com a volta das desonerações (que em contrapartida pressionam a inflação). LOAS A ELES, NOSSA CARGA TRIBUTÁRIA DEVE BATER 40% PIB. QUALQUER DESONERAÇÃO É BEM VINDA. Já falaram em Belindia (Mistura de Bélgica e Índia) hoje somos o INGANA- Impostos da Inglaterra e serviços de Gana.
  8. Os gastos públicos em expansão são o maior problema do Brasil. Da despesa total, 80% é com salários, benefícios previdenciários e transferências, sendo que 32% é na seguridade, 18,9% com pessoa, 18,4% transferências aos estados  e municípios (muito pouco e por isso a tese do pacto federativo de Aécio tem forte apelo junto a prefeitos). Investimentos, pasmem, são só 4,8%.
  9. Por conta do déficit fiscal e altas despesas (gasta mais do que arrecada) nosso endividamento é alto, não deve cair e depende da Selic , juros que combatem a inflação, mas remuneração da grana que o governo levanta para rolar suas dividas. No ambiente de alta da Selic (por conta da inflação) só podemos concluir que nosso endividamento só deve aumentar. 
  10. Estamos em sérios riscos. Dilma é favorita para ganhar a eleição, meu medo é que o problema se agrave para ela em 2014 e 2015 principalmente. Seja quem for, é preciso ajustes, sérios e responsáveis na condução da política econômica do governo. O modelo esgotou. O Brasil já funcionou e hoje não funciona mais, cria a ilusão de que tudo pode estar bem. O discurso (esperto e oportunista) da distribuição de renda e redução da miséria traz a conta para ser paga, esta ai.
    Se nos comparam com pares nossos, os emergentes, estamos em flagrante desvantagem nos indicadores, não é ilação minha, são dados que podem ser vistos aqui e em diversas publicações.
    Nossa saúde é um caos, nossa infraestrutura também, nossa educação perde feio no ranking mundial e o que me dói é que:

    ESTA NAÇÃO JÁ FUNCIONOU UM DIA.

domingo, dezembro 07, 2014

O cenário energético em 2015 e 2016.


O mundo ainda é movido pelo petróleo, mas isso vem mudando e desde a década de 70 as mudanças estão aceleradas. 
Algumas considerações e projeções para o petróleo:

  1. O petróleo não  vai acabar, mas os preços despencam, a oferta cresce e cai a demanda fortalecendo esta tendência.
  2. Os EUA consomem 25% do óleo mundial e é o maior importador até aqui,vai virar exportador pelo xisto- Clique e leia- Independência energética dos EUA tem potencial para mudar o mundo.
  3. Os maiores produtores não seguiram a OPEP para segurar a oferta e não deixar o preço cair. Os países fora, grandes produtores por vários motivos não puderam acompanhar também. México porque precisa expandir,Venezuela porque vive sua crise apesar de ser um dos cinco maiores. Hugo Chávez fez sua lambança com o preço alto do petróleo e agora paga a conta da lambança e do baixo preço. Rússia em crise precisa produzir principalmente depois da aventura expansionista na Ucrânia e os EUA,vão se tornar independentes com a tecnologia da exploração do xisto.
  4. O nosso Pré Sal naufraga, olhe o que escrevi em 2013,mas bem atual: Clique e leia: Reflexões sobre o Pré Sal. Quanto menor o preço, pior para o Pré Sal.
  5. A Petrobrás enfrenta problemas sérios. Além da falta da credibilidade, problemas com a justiça americana, falta de caixa, deve perder o "investment grade". Isso quer dizer custos mais altos para rolar sua bilionária divida de US$ 200 bilhões estimados, sendo 80% em US$ e 10% em EU. O câmbio deve ainda complicar a vida da Petrobras. Não se assustem se houver uma "divestiture" ( divisão em várias) ou mesmo um "default" negociado,o que vai ainda atrapalhar mais. Resumindo: Trapalhadas e politicagem do PT quebraram a Petrobrás e a saída da crise é complicada.
  6. O preço ainda cai pela mudança da fonte na matriz mundial, nestes dois próximos anos pelo arrefecimento da economia nos países emergentes e pela eficiência no consumo pelas questões ambientais. Em 1973 era de 48% sua participação hoje não chega a 33% em viés de queda pelas fontes alternativas. A tecnologia e a consciência ambiental trabalhando pela humanidade.
  7. O preço baixo do petróleo tem sua serventia,pode ajudar os países que enfrentam problemas de baixo crescimento. Alguns países que patinam por erros do passado podem surfar na onda da queda do preço do óleo.
  8. Países como Irã,Venezuela e Rússia podem ter consequências políticas e institucionais dado esta queda, mas pode ser até bom para estes países uma mudança política,mesmo que sangre no primeiro momento.
  9.  O preço hoje na faixa de US$ 60 o barril, deve cair e já há projeção para US$ 40. Vejam a curva:
O Brasil errou muito, quando o preço estava alto a Petrobras bancou parte do consumo, agora com o preço do barril baixo eleva o preço dos produtos. Alguns dizem que no setor energético os erros do PT são maiores do que na economia. Tenho que concordar e há muito  venho falando isso aqui.
Para 2015 e 2016 podemos esperar a volta da CIDE - Clique e leia sobre a CIDE-
O preço baixo e o déficit facilitam este cenário. Anotem ai que teremos mais este imposto ou algo semelhante.
Com relação ao Etanol,muitas empresas quebraram ou estão inviabilizadas pelo alto endividamento nas taxas escorchantes do país. Seguram os preços da gasolina artificialmente e isso tirou a competitividade do etanol. Agora com preços mais  baixos do petróleo a coisa pode se complicar ainda mais para eles. Falta política de governo para segurar esta importante fonte de energia que já teve excelentes momentos.

Setor Elétrico

Previsões e considerações:
  1. No verão de  2014 e 2015 já temos riscos elétricos. Apagão pelo excesso de cargas e pela quebra na chuva esperada,choveu 40% do esperado até agora.
  2.  Abril de 2015, quando voltar o período seco deve haver racionamento. Como o governo não suporta esta palavra, deve colocar nome como programa de eficientização, gerenciamento seletivo da carga, etc. O que deve acontecer de verdade é falta de energia e desligamento seletivo de cargas.
  3. Reservatórios devem continuar em níveis críticos e as térmicas rodando a plena carga sem margem para a manutenção  e encarecendo os custos.
  4. Leilão A-1 fracassou e 85% da energia das distribuidoras estão descobertas gerando mais custos para elas. 
  5. 2015 começam a renovação das concessões das distribuidoras,  vai dar muita discussão de como será o modelo da renovação. Vem ai outra MP 579? Não acredito,o estrago desta foi muito grande para repetição do erro.
  6. A bandeira tarifária é de certa forma um alívio,mas diante desta descontratação o sinal amarelo acende novamente.
  7. O PLD limitado, os limites máximo e mínimo do Preço de Liquidações de Diferenças (PLD) para o ano de 2015 em R$ 388,48/MWh e R$ 30,26/MWh, tem vantagens e desvantagens. A artificialidade da medida e mais uma intervenção são problemas sérios. Clique e leia sobre a resolução da Aneel.
  8. O PDL  mais baixo ajuda a conter um grave problema de "default" que acabaria de vez com o modelo, mas quando falta energia o preço tende ao infinito e esta é a verdade que precisa ser encarada.
  9. A modicidade tarifária tem sua serventia, mas intervenção e artificialismo em preços uma hora são penalizadas pelas leis naturais do mercado. Podem esperar que a conta chega.
Falta energia, esta é a verdade. Obras atrasadas agravam o problema, amenizado paradoxalmente pelo baixo crescimento econômico, mas não se iludam, o consumo residencial não caiu, cresce normalmente e isso será mais um problema corroborando minhas considerações.  Custos altos e riscos da escassez, esta será a toada em 2015 e muito provavelmente em 2016.

sexta-feira, novembro 28, 2014

Nova equipe econômica e o que nos aguarda em 2015 e 2016.


Não é fácil fazer previsões,mas é necessário a gente tentar se antecipar aos fatos, principalmente se eles forem negativos.
Esta figura retrata bem como deverão ser os próximos 2 anos no cenário político,econômico e institucional no Brasil. Nuvens negras no horizonte,não obstante a escolha da nova equipe econômica que merece meu aplauso e meu apoio, pelo menos pelo que representam na teoria e background.
Hoje estamos com nuvens negras,mas a expectativa da mudança para melhor pode dissipá-las e esta equipe, se tiver autonomia e as ferramentas certas, pode consertar as coisas.

Vamos falar rapidamente deles:

  1. Joaquim Levy- Fazenda - Clique e leia mais Com larga experiência e CV de primeira ele pertence a escola de Chicago e tem pensamento que é considerado ortodoxo e liberal, mas na minha opinião é o que funciona. Ele será o coordenador da equipe Veja este artigo dele: Clique e leia - O Cambio que agrada só por este trecho ele teria meu apoio irrestrito: Como não se controla a demanda externa, a variável-chave para o câmbio acaba sendo o outro componente da demanda pelos produtos nacionais, isto é, a demanda interna. A maneira mais eficaz de acomodá-la, permitindo à moeda ajustar-se, é com menos gastos públicos. Congelamento do crédito e aumento dos impostos de importação são custosos e criam ineficiências e oportunidades para a corrupção. Apesar disso, já foram usados no Brasil, sobretudo nos anos 1950, depois que se queimaram, com estatizações e estímulos ao consumo, as reservas internacionais acumuladas durante a Segunda Guerra Mundial.Essas relações validadas pela história se relacionam com o chamado tripé macroeconômico, porque este reconhece que as políticas monetária e fiscal e o câmbio andam juntos. Menos gasto do governo ajuda a fazer os juros caírem, desestimulando o excesso de entradas de capital e modulando o câmbio.
  2. Nelson Barbosa -Planejamento-  Clique e leia  Ele tem também larga experiência e há 2 anos saiu brigado com este governo por não aceitar a "contabilidade criativa" e gerar números "mágicos" para mascarar os erros. Ele ficará a cargo do planejamento. Os programas de investimentos do governo PAC, Minha Casa Minha Vida,etc podem ganhar em eficiência e para fazer o Brasil voltar a crescer precisaremos dos investimentos públicos. 
  3. Alexandre Tombini - Parece boa pessoa e técnico com boa experiência, mas foi submisso a Mantega e Dilma e não exerceu seu papel corretamente, o estouro da inflação (passando da meta ) poderia ser evitado se ele tivesse mais voz e ação.
Algumas considerações,mas para entender uma simples ilação: Quem gasta mais do que arrecada,só vai em frente se tomar dinheiro ou equilibrar as contas:
  1. O Brasil está mal pelo descontrole das contas públicas a partir do segundo governo Lula. Cansei de alertar aqui. A politicagem e o projeto de poder são a razão disso.
  2.  Muitos indicadores positivos conquistados estão indo para o ralo. Eles precisam retomar as rédeas e a credibilidade na economia e no Brasil.
  3. Joaquim Levy pode ser um interlocutor de peso e confiável. A economia precisa de um porta voz com credibilidade,coisa que não temos desde a saída de Henrique Meirelles do BC.
  4. Pela entrevista ontem,antagônica ao pensamento e a pregação da campanha de Dilma,traz alento porque é a mudança do caminho e correção de rumo, mas por outro lado traz a preocupação de como irá ser o embate entre as idéia de Dilma( que se julga economista) e esta nova linha de pensamento e ação. Os petistas mais radicais já começam a chiar. 
  5. Tudo o que foi dito na campanha eleitoral será feito em caminho contrário. A oposição se aproveita e terá munição para o ano legislativo. 
  6. Pontos chaves que notei na entrevista deles:
  • Eles combinaram o tom da conversa e todos usaram "cola" previamente feita.
  • Ficou claro que vão buscar o equilíbrio fiscal (o maior problema no momento) para evitar a perda do grau de investimento e restabelecer a credibilidade.
  • O papel dos bancos públicos será reduzido (quem diria em dona Dilma?) e portanto os novos executivos dos bancos públicos BNDES,BB e CEF são peças importantes no tabuleiro deste xadrez.
  • O desafio (sabido e cantado aqui várias vezes) é a busca do crescimento econômico sem esta falácia de crise internacional.
  • O segundo maior desafio é voltar a inflação para abaixo da meta e reduzir a meta.
  • Cortar gastos públicos (complicado para o PT),mas sem mexer muito nos investimentos públicos,também necessários neste tabuleiro de xadrez para retomar o crescimento.
Minhas conclusões,até aqui:
  1. Joaquim Levy tem voz e não deverá ser submisso a presidente que até aqui cismou em dar pitaco na economia e arrumou muita confusão e mazelas.
  2. Meu receio é o jeito dela governar e o pensamento que demonstra o antagonismo com tudo que a nova equipe parece querer e pregar. Quanto tempo vai durar isso?
  3. O mercado gostou e a linha é boa. Vamos ver agora se na prática a teoria é a mesma, ou será a mesma.
  4. A questão da corrupção endêmica parece ser atacada e pode arrefecer, eu espero.
  5. Politicamente a oposição terá que ser responsável frente a grave crise que estamos vivendo. Se o governo der resultado, ela perde a força,se não der,podemos ter mais problemas no cenário institucional,principalmente pela herança ainda não conhecida totalmente,do escândalo da Petrobras
  6. Impeachment de Dilma? Acho pouco provável pela complexidade do tema,mas existe um cenário para isso e dependendo do que aparecer ai na tsunami do escândalo Petrobras, as coisas podem mudar.
  7. Economicamente falando, fico aliviado,mas ainda cabreiro, vamos ver os primeiros 3 meses do "novo" governo.
Uma que ouvi do Edmar Bacha da Casa das Garças: Se alguém tivesse dormido no dia da eleição, antes de conhecer o resultado, e acordado ontem na entrevista da equipe econômica acharia que o Aécio tinha ganho a eleição. Faz sentido.

Quanto a presidente, ficarei com uma máxima o Barão de Itararé: O ruim não é mudar de idéias,mas não ter idéias para mudar.  Espero que ela tenha mudado de idéia de verdade. Antes de ser crítico, sou brasileiro e quero o melhor para nosso Brasil.


segunda-feira, outubro 27, 2014

O Retrato da derrota de Aécio Neves em 2014

Acabou. Resultado proclamado só falta agora esquecermos das disputas partidárias e pensarmos na nação. Temos problemas muito sérios para enfrentar e mesmo a oposição será consciente disso, tenho certeza.

Apuração primeiro turno completa: Clique aqui

Apuração segundo turno completa: clique aqui

Final
Aécio    51.041.155
Dilma    54.501.118
Diferença      3.459.963
Real      1.729.982


Algumas considerações sobre a eleição:

  1. Achei que Aécio ganharia por uma diferença pequena, errei. Aliás bola de cristal não existe e mesmo as pesquisas últimas retrataram a acirrada disputa.
  2. Fato curioso que soube só hoje. Aqui em MG o pessoal de Aécio chegou a receber notícias de que venceria. Liderou grande parte da votação com boa margem, mas quando chegou NE, PE e MG e N, acabou as esperanças. As urnas não mentem. 
  3. Aécio perdeu pela diferença de 3.340.000 absolutos e 1.730,000 reais, porque se ele tivesse conseguido este número teria tirado de Dilma.
  4. O Brasil está dividido ( 52% x 48%) . Não vou entrar no mérito das regiões onde cada um ganhou e perdeu,deixo para os sociólogos, mas podemos inferir e concluir muita coisa. A principal delas é que aonde o  governo é grande e forte e a sociedade dependente dele, Dilma ganhou, aonde a sociedade é maior do que o governo e menos dependente, Aécio ganhou. Isso mostra o retrato deste país. No Nordeste a votação de Dilma foi acima de 65% x 35%, e podemos inferir que se antes existia uma "indústria" da seca, explorada pelos "coronéis", hoje existe a "indústria" do Bolsa Família, explorada pelos "novos coronéis", muitos travestidos de socialistas de araque. 
  5. Abstenção de 30 milhões de votos é triste. Quase 25% (somando branco e nulo), ou um quarto dos eleitores não se manifestou.
  6. Aécio perdeu a eleição em MG e PE. Se tivesse performado melhor nestes dois estados teria obtido estes 1.730.000 que me refiro aqui.
  7. Aécio teve em média 73% dos votos de Marina no primeiro turno. Ganhou no AC, terra dela,mas não conseguiu a mesma coisa em PE, onde conseguiu 63%. Podemos considerar que Lula e o PT são fortes no NE todo, é explicável.
  8. No Norte Aécio ganhou em alguns estados e perdeu em outros. Era esperado.
  9. No NE perdeu em todos, e muito forte com surra de 65% x 35% e até mais.
  10. Aécio ganhou no S e CO. SP e PR brilharam e deram uma grande vitória a ele, na verdade acho que é o voto anti PT.  SP foi 64% x 36% pro Aécio e PR 60% x 40%. Bela vitória.
  11. No Rio ele até se saiu bem, mas poderia ter ido melhor. Acabou 55% x 45% pro Dilma.
  12. Olhem este quadro da votação de Aécio, Dilma e Marina em MG e PE: 




Primeiro turno Segundo Turno
MG PE MG PE
Aécio            4.414.452       284.771 Aécio             5.428.821      1.459.266
Dilma            4.829.513    2.126.491 Dilma             5.979.422      3.438.165
Marina            1.554.511    2.310.700

Agora é enfrentar 2015.

Temos problemas sérios.

Vamos tentar listar aqui alguns:

  1. Baixo crescimento econômico, recessão técnica já confirmada. Isso desaguará em desemprego e problemas sociais.
  2. Inflação pressionando forte, com o dilema de que a taxa de juro como ferramenta pode atrapalhar o crescimento necessário.
  3. Contas públicas estouradas, como maquiagem de números e endividamento crescente, tanto externa como internamente.
  4. Infraestrutura e custo Brasil precisam ser melhorados, já passou da hora.
  5. Reforma tributária , promessa de campanha
  6. Reforma política, promessa de campanha, mas sem ser por plebiscito, o povo não tem como opinar nisso, convenhamos.
  7. Reforma do código penal e processual
  8. Melhorar a saúde e educação, que mesmo na propaganda eles  mostraram só as flores,sabemos que temos mesmo são espinhos, e grandes e afiados. 
Sou patriota, tive meu lado, mas agora estou ao lado do Brasil. Vejo nuvens negras pela frente, crise econômica com certeza e política e institucional que parece se formar, mas somos maiores do que os políticos. Tenho fé e confiança neste país.

domingo, outubro 26, 2014

Hoje 26 de outubro de 2014 - Eleição que mudará o rumo deste país ou não. O Brasil já é outro.


Fiz questão de mostrar este gráfico do Datafolha para mostrar que ele inverteu a tendência que dava desvantagem a Aécio.

Não existe prognóstico ainda, esta eleição é imprevisível.
Algumas pesquisas e trekings mostram Aécio na frente. Datafolha e Ibope mostram Dilma, mas na última e a mais relevante, eu acho,mostram  a reversão da tendência.
Isto é/ Sensus que sempre mostrou Aécio na frente mostra um acirramento na reta final e a redução desta vantagem, mas ainda com vantagem para Aécio.

Eu ando tentando entender as pesquisas, muitas controvérsias, como esta aqui. Clique e leia
Distorção na amostragem alterou resultados no Datafolha e Ibope.

Hoje é a pesquisa final e verdadeira.

Se Aécio ganhar não será por culpa da Veja como querem alguns inferir e acusar a revista de desserviço ao PT. Ela fez uma serviço a nação.

Nem o debate da Globo. Se Aécio ganhar será porque é mais preparado. Ele representa a mudança que 70% do povo quer. Ele fez uma campanha limpa, sob ataques pessoais, calúnias e difamação, mas levou como estatista que é. Com o espírito das montanhas mineiras e a escola pessedista do seu avô, enfrentou com coragem a campanha.

Dilma e o PT orientados por um marqueteiro questionável, principalmente pela ética e moral de sua estratégia, mostrou muita falácia e sofisma, o Brasil da propaganda do PT não é a realidade e  muitos perceberam isso vendo a mentira como marca.
Dilma seguiu um script do marqueteiro, a ponto de ir para debates para criar o cenário de seus programas eleitorais,
Lula, ensandecido, vamos deixar neste eufemismo aqui, atacou Aécio de todas as formas. A estratégia parecia ser: Lula ataca e Dilma fica quieta. Há uma lenda que eleitor não gosta de baixaria em campanha.

E os números finais?
Não sou pitonisa, mas acho que Aécio ganha. Sou eleitor dele, assumido, e confesso que me preocupou as penúltimas pesquisas do Ibope e Datafolha, mas estas últimas me animaram.
Informações de boas fontes me dão também um alento para a vitória.
Alternância de poder é crucial para qualquer democracia e para uma república (as instituições) agonizante como a nossa.
Acho que Aécio ganhar com uma diferença entre 2,5 milhões e 5 milhões de votos. Espero estar certo.

Senão, vamos nos unir para tocar o país que enfrentará nuvens negras em 2015 e 2016.
Crise econômica de baixo crescimento e ameaça de inflação, desemprego que deve bater já nas famílias, falta de credibilidade e maquiagem das contas que precisarão ser consertadas.

Prevejo, infelizmente, um ano de crise política e institucional, com até possibilidade de pedido de impeachment de Dilma. Por muito menos Collor foi cassado.
Claro que precisa tudo ser confirmado e provado, as instituições precisam ser fortes e funcionar, doa a quem doer.Golpe de verdade será a omissão dos políticos e das instituições  frente a este quadro tão grave.
O Brasil já é outro. Aécio se consolida como líder, de oposição ou situação no caso da esperada vitória dele. Ele sabe articular e mostrou sua força de unir o país contra o governo.
2015 vai ser ruim, mas pode ser muito pior do que imaginamos.
Aécio será presidente. Se não agora, é questão de tempo, e não será muito.

quarta-feira, outubro 15, 2014

Estamos há 11 dias da eleição, e ai? O que podemos esperar?

No primeiro turno o resultado final pode ser visto aqui: Clique e leia

Em resumo: Dilma teve 41,59%, Aécio 33,55% e Marina 21,32%

Aécio surpreendeu e ultrapassou Marina de forma surpreendente para os institutos de pesquisa que conseguiram acertar a tendência da curva ascendente, mas não o número de votos.

Pesquisas inciadas no segundo turno colocam Aécio e Dilma em empate técnico, mas com vantagem numérica para Aécio (Data Folha e Ibope) o Vox Populi dá o empate, mas com Dilma na frente.

O Sensus deu Aécio 15 pontos na frente e com a observação de que Dilma com 46% de rejeição não deve ser reeleita.

Vamos ver, alguém vai errar feio.

Uma análise superficial mostra que se Aécio amealhar 70% dos votos de Marina, que já o apoiou, ele está eleito. As pesquisas mostram que ele já consegue 66%.

Aécio ganhou muito bem em SP 44% contra 25% de Dilma e Marina, o maior colégio eleitoral pode fazer a diferença.

Aécio perdeu em MG, aliás fato explorado com sofismas pelo PT. Ele teve 39%, Dilma 43% e Marina 14%. No RS a mesma coisa, Dilma ficou na frente com pequena margem. Destaco porque no segundo turno deve se reverter a vantagem a favor do Aécio nestes dois estados.

No Rio Aécio perdeu 36% Dilma, 31% Marina e 27% Aécio. Acho que ali as chances dele empatar ou mesmo virar são grandes.

Na Bahia, outro grande colégio, Dilma teve 61%, Aécio e Marina 18% cada. Ali Dilma deve manter a vantagem como nos outros estados do NE.

Pernambuco Marina teve 48%, Dilma 44% e Aécio 6%.  Ele deve melhorar muito com o apoio do PSB e da família Campos. Mantem a frente? Pode ser que não, mas ficará bem próximo de Dilma com certeza.

Paraná outro estado 50% Aécio, 33% Dilma e 14% Marina, Aécio deve ampliar bem, pesquisas indicam 70% x 30% a favor do Tucano, assim como no DF, já mensurado na pesquisa IBOPE.

A eleição será disputada, mas Aécio mantem o favoritismo, sabem porque:

  1. A rejeição ao PT e Dilma é maior do que 40% e segundo a lenda, candidato com este patamar de rejeição não ganha no segundo turno.
  2. Aécio saiu de 17% na semana final, para 34% na eleição e agora bate 50% contra 48% de Dilma (Data Folha e Ibope). 
  3. Enquanto Dilma cresce de 34% para 50%, Dilma cresceu de 42% para 48%, mostrando que tem teto devido a rejeição.
  4. Aécio deve ganhar nos principais colégios SP, PR, MG, RS (mesmo perdendo nestes 2 últimos deve virar com boa margem).
  5. A diferença que Dilma abre no N e NE pode não ser suficiente para superar a diferença que Aécio terá no S, SE e CO.
  6. Podemos inferir que o S e SE darão a vitória a Aécio? Foi o que sugeri há algum tempo.
Vamos esperar as próximas pesquisas e a verdadeira pesquisa, nas urnas dia 26/10.

É certo que independente de quem ganhe, o ano de 2015 será difícil e o Brasil precisará de união e muita força para superar os grabes problemas que enfrentaremos, agora com o fantasma da energia voltando a nos assustar.
Deus é brasileiro, espero. O ano será ruim, mas pode ser muito pior. 




terça-feira, setembro 30, 2014

A reta final da eleição e o que nos espera em 2015

Agora faltam 5 dias para a eleição. Ainda pode mudar alguma coisa, mas a tendência está dada.
Tudo indica que Dilma deve disputar com Marina o segundo turno.
Entretanto faz-se necessárias uma observação aqui, pela luz das últimas pesquisas: Dilma retomou a confiança de eleitores e subiu, Marina desceu em queda livre e Aécio também apresentou um crescimento. Isso pode mudar? Sim, vejamos.

  1. A curva ascendente de Aécio e a descendente de Marina podem cruzar e levar Aécio ao segundo turno.
  2. Se a curva ascendente de Dilma continua ela poderia levar no primeiro turno, se recupera votos tanto de Aécio como de Marina. Então esta última tendência pode fechar no primeiro turno.
Eu acredito no segundo turno, vamos ver quem irá contra Dilma, mas chances para Marina.

No segundo turno será outra eleição. Tempos iguais de TV e nova estratégia. Existem fatores positivos e negativos contra Dilma, a favorita:
 
Pontos positivos:
  1. A propaganda eleitoral é muito bem feita. Muita falácia como apropriação de obras do passado como suas, indicadores questionáveis, mas linguagem clara e marqueteira que chega no incauto eleitor.
  2. O ataque a Marina parece dar resultado e ela sabe fazer bem.
  3. 50% do eleitorado está na classe C, a dita classe média emergente que atribuiu sua ascensão ao mercado obra do PT,
  4. A máquina do governo pode pesar na reta final, no dia da eleição. Logística e grana.
Pontos Negativos:
  1. Rejeição alta, variando de 35% a 40% e chegando a 50% em SP, o maior colégio eleitoral com quase 30% do eleitorado. No sul e sudeste a rejeição dela é muito mais alta do que no N e NE.
  2. Por pesquisas qualitativas 70% do eleitor quer mudança, isso é contra ela.
  3. A arrogância da Dilma e a corrupção se forem bem exploradas pela oposição.
Marina tem a favor ser "diferente" do político tradicional, desgastado por parte da sociedade bem informada, mas falta consistência nas propostas e fragilidade na logística de campanha.

Aécio parece que emplacou a tal campanha pelo "voto de razão", no Paraná passou Marina e Dilma, recuperou em SP e MG, e isso pode levá-lo ao segundo turno  segundo a tese do Ricardo Guedes da Sensus. Vamos ver.

Pela rejeição da Dilma e PT e pela vontade de mudança, apontadas nas pesquisas, podemos especular que quem for ao segundo turno tem chances reais de vitória, mas deixando claro que ela ainda é favorita.
Hoje, pelas pesquisas, eu apostaria em Dilma, mas com cautela.

Os institutos de pesquisas mostram números discrepantes. A diferença entre Sensus e Ibope é brutal, Alguém está errando feio. Vamos poder avaliar isso também, candidaturas podem estar usando as pesquisas a seu favor, ou tentando usar.
As teses de que a economia toca o rumo do eleitor contra ou  a favor do governo, parece que perde força. Claro que não chegaram ainda os resultados negativos, mas alguns já sentem os efeitos do baixo crescimento e da inflação.

Uma coisa é certa. Ganhe quem ganhar, 2015 será complicado. 
Cenário econômico péssimo, indefinições e projeções ruins.
O PT alega crise econômica mundial, mas não é e precisa encarar a verdade se ganhar.

Agora é esperar. Já disse e repito: O Brasil, nação e estado, não tem partido e nem pessoas, mas precisa de ter futuro. Precisamos nos unir e quem vier e se for o caso criticar, mas apoiar um projeto que tire o país do buraco será mais importante. Não tenho nada contra Dilma e o PT, mas contra seus erros, recorrentes e todos devidamente registrados aqui neste blog, é só ver o histórico.
Torço para o Brasil e acho que somos como nação maiores do que os políticos e os partidos. Espero estar certo.



terça-feira, setembro 16, 2014

Os pilares da prosperidade de uma nação - Dicas para o próximo governo em 2015



Não adianta fugir do problema, o Brasil tem problemas sérios na economia e precisa de correção de rumo. O primeiro mandamento para se enfrentar um problema é reconhecê-lo e admitir que ele existe. Este tem sido meu receio com o novo mandato de Dilma. Eles não aceitam a situação e acham que o caminho que seguem é correto. Os números mostram o contrário e a realidade começa a doer no bolso da sociedade. Se o emprego (um mistério) ainda está em bom nível, as demissões começam  e o agravamento é questão de tempo. Estamos em quadro de recessão técnica (ou quase, caminhando célere), para este ano devemos (se crescer) estar na ordem de 0,3% (contra 2,5% previsão original) e 2015 em 1,4% contra 3% previstos.
Estagflação é um estado sério que mistura recessão com inflação. Precisamos de responsabilidade para enfrentar isso, ganhe quem ganhar.

Vários economistas e historiadores da economia colocam algumas premissas para o desenvolvimento de uma nação. Eles são chamados de liberais pelos esquerdistas que insistem no sonho de um novo "socialismo", A história mostra os exemplos e só o onírico caminho várias vezes tentado e fracassado ainda são discurso para estes.
Na linha do liberalismo e lastreado em fatos e exemplos ao longo da história podemos dizer o seguinte:
David Landes, um dos principais historiadores da economia mundial  coloca como "ideal para o desenvolvimento e crescimento":

  1. Garantir direitos de propriedade privada, a melhor coisa para garantir poupança e investimento
  2. Garantir direitos de liberdade pessoal contra abusos de poder e contra o crime e a corrupção
  3. Fazer valer direitos de contrato
  4. fornecer um governo estável com regras claras e conhecidas pelo público
  5. Fornecer um governo que reaja a problemas
  6. Fornecer um governo honesto que não deva favores ou posições
  7. Fornecer um governo moderado, eficiente, não ambicioso, para manter impostos baixos 
Do livro A riqueza e a pobreza das nações de David Landes, pp.217.

Robert Barro , outro economista americano resume em seis variáveis que se relacionam com o desempenho econômico de uma nação:
  1. Incentivos ruins para o crescimento
  2. inflação alta
  3. déficit elevado no orçamento
  4. taxa de juros reais reais negativas 
  5. restrições ao livre comércio
  6. burocracia excessiva e serviços públicos inadequados
Não preciso detalhar cada uma destas premissas para mostrar que o caminho do Brasil está errado, em quase tudo.
Se o próximo governante, seja quem for, não encarar o problema e mudar o caminho estamos ferrados. O problema agravado a chance de cometer mais erros é maior.

Acho que existem 4 pilares que o novo governo precisa estabelecer:
  1. Retomar o crescimento econômico
  2. Domar a inflação
  3. Restabelecer a credibilidade da autoridade econômica e do país.
  4. Resgatar a produtividade e competitividade de nossa indústrias, mesmo sabendo que o mundo todo passa por processo de desindustrialização.  
Não será fácil, vamos precisar de medidas impopulares como corte de gastos, eventualmente de programas sociais. Os gastos públicos em excesso são hoje o maior problema que temos.
Já coloquei aqui:

O governo projeta um crescimento da economia e sua arrecadação, a economia não cresce e fura a expectativa da receita. Em contrapartida os gastos são orçados e normalmente estouram as previsões para cima. A conta nunca vai fechar e não assistimos nenhum movimento do governo para enfrentar este problema. Talvez hoje, seja esta a origem de nossa ameaça inflacionária e do baixo crescimento.

Não existe justiça social sem crescimento econômico, se achar que o Well fare state resolve o problema da injustiça está sendo enganado por oportunistas. O Brasil tem sido mais um exemplo do populismo e falta de projetos de futuro. Todos queremos a justiça social, mas a que tenha sustentabilidade e não interesses eleitoreiros.
Sem investimentos não existe geração de emprego e renda, sem isso não há crescimento.
A sangria dos recursos públicos para juros e administração do rombo nas contas públicas é lenha na fogueira do problema. O ciclo vicioso precisa ser quebrado. URGENTE.

sexta-feira, setembro 12, 2014

Dia 12/09/2014- Ibope mostra Dilma com 39%, Marina com 31% e Aécio com 15% - notícias em Eleições 2014

G1 - Ibope mostra Dilma com 39%, Marina com 31% e Aécio com 15% - notícias em Eleições 2014:



A verdade vai aparecendo com a proximidade do pleito.

Eleição disputada. Dilma x Marina no segundo turno.

Dilma com 11 minutos de TV mais as inserções e Marina 2 minutos e muito menos inserções.

PT batendo forte na Marina, inclusive com sofismas e inverdades.

Hoje dia 12 há exatamente 24 dias podemos registrar o seguinte:

A Rejeição do PT coloca Marina como favorita e acho que ela ganha.
De acordo com a pesquisa, Dilma Rousseff tem a maior taxa de rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum). Nesse quesito, o entrevistado pode indicar mais de um candidato. A CNI divulgou somente as taxas de rejeição de Dilma,  Aécio e Marina. Veja a seguir:
- Dilma Roussef: 42%
- Aécio Neves: 35%
- Marina Silva: 26% 



Vamos acompanhar

No acumulado do ano, criação de empregos com carteira cai 31%

No acumulado do ano, criação de empregos com carteira cai 31% - Ricardo Noblat: O Globo:



Eu acho que já prevemos tudo que está por vir no Brasil de 2015. A economia não cresce, a inflação ameaça, o setor energético está um caos, especialmente energia elétrica.

Marina x Dilma devem disputar o segundo turno, acho que Marina ganha por conta da rejeição de Dilma e do PT.

Acho que agora não adianta mais criticar e nem alertar para os sérios problemas, é esperar e rezar.

Está ficando redundante minhas críticas, vou parar, mas deixo aqui o alerta. Espero estar errado.