segunda-feira, março 31, 2014

o Golpe de 1964 salvou o Brasil de um outro golpe, da esquerda mundial.

Este é o trecho mais radical do G-11 de Brizola. Estilo Che Guevara.

Algumas informações que as pessoas precisam de conhecer.

1964, foi golpe ou contragolpe?
Uma pergunta somente para iniciar este artigo: Porque Francisco Julião e Gregório Bezerra do Partido Comunista Brasileiro criaram as Ligas Camponesas, armando e treinando seus militantes em táticas de guerrilha e ataque, e ainda, porque Brizola organizou o famoso G-11, células revolucionárias inspiradas na revolução russa de 1917, que arregimentou  quase 50 mil pessoas em 5 mil destas células, nos principais estados brasileiros, com um estatuto extremamente radical e belicoso?
Com certeza não queriam estes ilustres políticos esquerdistas confessos ficar só por ai, organizando milícias e pregando a sua ideologia. Tinham outros interesses.
Não tenho procuração para defender a revolução, não se pode julgar somente acertos de um regime e relevar os erros, mas a história precisa ser justa com as virtudes de cada governo, mesmo que no sentido amplo possamos criticar.
Vamos aos fatos, já devidamente documentados e comprovados pela história.
Estávamos no auge da guerra fria nos anos 60. A União Soviética e os EUA se engalfinhavam na disputa por aliados e territórios disseminando suas ideologias. De um lado o liberalismo americano e do outro o socialismo marxista soviético. Na ocasião não sabíamos quais eram as reais virtudes e os vícios de cada um oponente, mas depois da queda do muro de Berlim em 1989, a verdade veio à tona.
Os regimes comunistas via China e União Soviética com a colaboração de Cuba investiam na expansão de seus domínios e arregimentação de lideranças para atingir seus objetivos. Havia dinheiro, metodologias e lideranças externas conduzindo estas ações no Brasil e usaram estes célebres personagens que cito no início do artigo.
Os chamados folhetos cubanos foram disseminados no governo Jango pelo Movimento de Educação Popular (MEP), os folhetos serviram de inspiração às Ligas Camponesas, de Francisco Julião, e aos Grupos dos Onze (G-11), de Leonel Brizola.
O G-11 seria o embrião do EPL- Exército Popular de Libertação e podia-se  ler nas "Instruções secretas" do EPL e seus G-11, no item 8, "A guarda e o julgamento de prisioneiros": "Esta é uma informação para uso somente de alguns companheiros de absoluta e máxima confiança, os reféns deverão ser sumária e imediatamente fuzilados, a fim de que não denunciem seus aprisionadores e não lutem, posteriormente, para sua condenação e destruição". Afinal, reforço minha pergunta: Para que Brizola organizava este movimento? Isso não se faz sem recursos, quem o financiava?
Francisco Julião foi o principal líder das Ligas  Camponesas que colocavam fogo em canaviais e depredavam fazendas nos anos 60. No dia 27 Nov 1962, na queda de um Boeing 707 da Varig,  em Lima, Peru,  o Presidente do Banco Central de Cuba estava entre os passageiros. Foram encontrados relatórios de Carlos Franklin Paixão de Araújo, o então responsável pela compra de armas para as Ligas Camponesas.  Estes relatórios descreviam atrasos e malversação dos recursos cubanos investidos nas Ligas. Mais uma vez reforço a questão: Porque eles estariam armando e treinando camponeses e colocando dinheiro aqui?
O exército atento a estes movimentos estava preparado desde a deposição de Vargas em 1945 e o levante de 1955 contra JK, na verdade este levante foi contra o vice-presidente eleito João Goulart e não contra JK.
Jango tinha tendências claras esquerdistas, sofria de grande influência do cunhado Brizola e não seria grande empecilho se viesse mesmo o levante vermelho.
Era claro que o golpe seria questão de tempo.
Segundo a documentação apreendida nas células brizolistas, o golpe seria deflagrado no dia primeiro de maio de 1964, dia do trabalho com forte simbologia nacional e esquerdista.
Tenho para mim que o comício do dia 13 de março de 1964, preparado pelo governo e os sindicatos era para tentar consolidar, ou mesmo demonstrar que existia apoio popular para estas mudanças, mas não era bem assim.
O General Mourão Filho, chamado de apressado por Carlos Lacerda, partiu de Juiz de Fora em 31/03/1964 e deflagrou o golpe de 1964. O general Mourão Filho era um dos primeiros conspiradores. Nas suas memórias, ele cita fatos e sua preocupação com a influência comunista desde 1961 quando serviu no Sul sob o governo de Leonel Brizola. Mourão Filho tinha convicção que o movimento esquerdista existia há muito tempo e era só uma questão de momento para ser disparado.
Não há como negar que o IPES – Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais era financiado pelos EUA e por empresários. Com intenção clara de frear os avanços esquerdistas, era o contra ponto as ações dos Soviéticos na América do Sul e Brasil.
Existiam ações e recursos, dos dois lados. A questão seria quem deflagraria o golpe e quem seria o vencedor.
Não adianta agora demonizar a revolução de 1964. Ele teve seus vícios, mas teve suas virtudes. Talvez a maior delas seja ter impedido o Brasil de cair no golpe da esquerda. Cometeu erros, endureceu e desvirtuou nossa frágil democracia, mas na sua essência não eram estes os objetivos. Muito claro como a luz do sol o antagonismo do grupo de Castelo Branco e dos políticos que apoiavam o golpe, entre eles o próprio JK que votou em Castelo na eleição de 1965 e os chamados militares linha dura, liderados por Costa e Silva.
A linha dura tomou conta e desvirtuou os ideais de 1964, inquestionável e deplorável.
Nunca saberemos como seria se o lado vermelho lograsse seu êxito, mas podemos imaginar. Se muitos críticos acusam os militares que ficaram 21 anos no poder e muito fizeram pelo Brasil de ter entregado o Brasil aos EUA, e que teríamos sido expropriados pelo imperialismo ianque, perguntaria a eles: E se o outro lado ganhasse a guerra, por quem seriamos expropriados?
Não se apaga a história. Erros e acertos todo regime têm, mas é complexa a questão de comparar épocas e governos, com fatores exógenos distintos na política global, crises econômicas e fatores diversos que destoam de época para época.

Com todos os erros e vícios que teve o regime militar, loas a eles, só por terem nos salvado do desastre socialista já teria valido a pena.

quinta-feira, março 20, 2014

As crises mundiais do século XX e XXI e o Brasil



A maior crise mundial até hoje foi a de 1929. Ele foi precedida do governo "socialista" de Woodrow Wilson, talvez o pior presidente que os EUA já teve. Democrata governou duas vezes os EUA, e aproveitou a primeira guerra para implantar medidas centralizadoras., Muitos atribuem a crise de 1929, dentre outras razões, ao legado "socialista' de Wilson.

Sou fã de Alan Greenspan, poderoso ex-chefe do FED, o Banco Central americano, conhece tudo de economia. Quem quiser ver mais sobre Greenspan clique e leia.

Seu primeiro livro A era da Turbulência é ótimo e mostra os períodos críticos que enfrentou no FED, sua história e sua experiência, muito bacana. Devorei o livro.
Agora dei uma pausa na minha pesquisa (na verdade vou no paralelo) sobre 1964 e leio o Mapa e o Território do mesmo Alan Greenspan.
O livro é muito técnico, cheio de gráficos e estatística, mas quem gosta de economia vai devorar.
Ele decifra a crise mundial de 2008 e diz com todas as letras que poderia ter sido pior do que a 1929. Para mim a experiência de Ben Bernanke (presidente do FED na época) foi decisiva para arrefecer os impactos desta crise. Ben Bernanke é um profundo estudioso da crise de 1929 e muitos acham que ela poderia ter sido evitada. A intervenção e ação coordenada dos governos da UE e dos EUA mais Reino Unido foram determinantes.  A intervenção e o dinheiro público envolvido foram criticados, mas não teríamos outra opção. Na era do conhecimento e na sociedade da informação os efeitos mais graves desta crise seriam nefastos ao mundo. Não custa lembrar que Hitler, Mussolini e o outras ditaduras vieram pós crise de 1929.
Na crise de 2008, foram trilhões de dólares que viraram pó. Depois do histórico 09/10/2013 quando as ações atingiram o maior pico da história o mundo veio abaixo. 
Tudo começa, segundo Greenspan, pelo aumento da poupança entre 2004 e a consequente queda dos juros. Muita oferta de dinheiro, liquidez extrema somada a prosperidade mundial dos anos 2000, pós estouro das empresas ponto com. O mundo  se recuperou rapidamente deste estouro de bolha, assim como na crise da bolsa de 1987. Ninguém poderia imaginar a dimensão do estouro desta bolha de 2008 que começou com a Lehman Brothers (empresa ajudada pelo governo para atingir metas de moradia) , olha o perigo, a Lehman Brothers ficou insolvente e denotou a bomba.
Claro que a crise teve a reverberação pelos tal subprimes hipotecários. Papeis que foram passando de mão em mão, inclusive infectando o mercado europeu, numa espiral  que acabou e gerou bilhões de prejuízos em balanços de empresas acendendo o sinal amarelo e depois o vermelho da crise;
Para se ter uma idéia das perdas: em 15/09/2008 as ações perderam 16 trilhões de US$. depois foram a 35 bilhões, mais 7 trilhões da perda imobiliária (queda do valor de ativos) só nos EUA, estima-se que foram perdidos 50 trilhões de dólares quando considerados os efeitos na economia real também, ou seja o PIB mundial de 2008 perdeu impressionantes 4/5 do seu valor. É mole?
Explicando a crise (que ele e mais alguns previram) Greenspan lança uma tese interessante neste livro. O que ele chama de "espírito animal". O Efeito Manada , como é conhecido o movimento, reforça sua tese e explica em parte a rapidez e o volume das perdas em 2008.
Ele acha que a teoria econômica e todas as ferramentas de projeção e previsão, gráficos e modelos econométricos que mostra correlação e casualidade de variáveis não inclui o tal "espirito animal" presente no ser humano e nas suas ações no mercado. Faz todo sentido e a repercussão disto na ambiente globalizado e na sociedade da informação tem seus efeitos potencializados.
Estou ainda lendo o livro, mas já que falamos de crises, seria bom um sumário de algumas crises mundiais pós 1990.

Um resumo encontrado aqui ilustra bem, clique e leia. Crises financeiras de 1991  2011.

período de 1991-2011 presenciou as seguintes crises financeiras:

1992-1993: Black Wednesday

Ataques especulativos às moedas do Mecanismo de taxas de câmbio europeu. Esta crise iniciou-se a 16 de setembro de 1992 com a decisão do governo conservador britânico de retirar a libra esterlina do sistema anteriormente mencionado, por não conseguir manter a moeda britânica nos limites exigidos. Isto causou um ataque de especulação quanto ao real valor das moedas do continente (naquela época, o Euro ainda não existia, e os países europeus todos possuíam ainda suas moedas nacionais), totalizando perdas de cerca de 3.4 bilhões de libras.

1994-1995: Crise econômica do México de 1994

Também conhecida em espanhol como "el horror de diciembre", foi ataque especulativo agravado pela inadimplência do México - esta crise se inicia com a inesperada desvalorização do peso mexicano, em dezembro de 1994. Seu efeito reverberou por toda a economia do cone-sul atingindo o Brasil especialmente, naquilo que ficou conhecido pela imprensa mundial como o "Efeito tequila". Teve que ser contornada a partir de um pacote de assistência ao México, que também acalmaria os investidores internacionais, restaurando a confiança no potencial de investimentos no país.

1997-1998: Crise financeira asiática

Desvalorizações e crise bancária em vários países da Ásia. Com esta crise financeira, muito da fama dos "Tigres Asiáticos", de possuírem economias progressistas e sólidas desmoronou. Iniciada na Tailândia, com o colapso da moeda local, o baht, ela se alastrou para mais cinco países, praticamente todos os denominados tigres. Na Indonésia, a crise soou mais forte, chegando a causar distúrbios de rua, a queda do ditador Suharto, e em última análise contribuiu até para a independência de Timor, então ocupada militarmente por aquele país.

1998: Crise financeira russa

desvalorização do rublo e inadimplência da Rússia - Cenário bastante parecido com o do México, onde, uma vez demonstrada a fraqueza da economia de um país, logo se inicia a especulação generalizada. O Brasil em especial sofreu com a crise russa, sendo o episódio onde reconhecidamente as conquistas obtidas com o Plano Real de 1994 quase foram destruídas pela especulação em massa que varreu as economias mundiais naquele momento.

2000: Bolha "ponto com"

A bolha da internet, que alcançou seu auge em março de 2000, foi causada pela rápida valorização das ações de empresas ligadas à internet. Com o tempo, muitos investidores perceberam que o retorno não viria e começaram a vender suas ações, em um efeito manada que derrubou a bolsa de valores Nasdaq.

2000-2001: Crise turca

A Turquia sofre com a rápida corrosão de sua moeda, levando a forte especulação e aumento de preços.

2001-2002: Crise econômica da Argentina

Quebra do sistema bancário, dando origem a uma carestia de proporções imensas, que evolui para o caos nas ruas das principais cidades. O presidente na época, Fernando De La Rua, é forçado a renunciar, e o país entra em virtual falência, da qual só recentemente se recupera, após abandonar tardiamente o receituário de economia neo-liberal.

2008: Crise financeira de 2008-2009

Agora, o alvo de quebras e especulações é a economia mais forte do mundo, a norte-americana. Iniciada no setor imobiliário, ela acaba por se estender a todos os setores da economia. Obviamente, como o país mais importante dentro do atual sistema capitalista, não demora a estender seus problemas a todos os outros países, desenvolvidos ou não. É desse modo que vamos encontrar, atualmente, um certo desdobramento desta crise nas economias consideradas mais fracas da Europa, como Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda, Itália. Nestes países, há grandes dívidas externas, extrema desvalorização da moeda, desemprego em níveis bastante altos e descompasso dos parceiros europeus sobre como resolver os problemas dos mais fracos.
Bibliografia:
Financial crisis (em inglês) . Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Financial_crisis . Acesso em: 25 ago. 2011

COMENTO:
  1. O Brasil vivia sua tentativa de estabilização da moeda o Real em 1994. 
  2. Fomos atingidos por duas destas de forma muito intensa, a de 1994 e a de 1998. As outras tiveram pouco efeito aqui, mas não no mundo e na economia global.
  3. Dá para imaginar que estas turbulências comprometeram a prosperidade mundial.
  4. Vamos fazer um paralelo entre os anos 90 e os anos 2000. Nos anos 90 tivemos tivemos pelo menos 7 em 10 anos de problemas globais. Nos anos 2000 só 2 anos e uma grande prosperidade mundial com toda a liquidez que desaguou na crise de 2008.
  5. Não gosto de comparar épocas diferentes e governos, é desonestidade intelectual e precisamos no mínimo traçar referências. Mas vamos falar sério. Por mais que Lula se ache o salvador da patria, ele pegou o país arrumado e céu de brigadeiro na economia global. Fez pouco e deixou de fazer quando nos comparamos com nossos pares dos Brics ou mesmo países como México, Chile, Colômbia e Peru.
  6. Este gráfico da Rússia ilustra o que quero dizer acima:


Esta aqui a real da prosperidade.

Evidente que tomamos caminhos errados no governo do PT que começou bem e até recebeu diversos elogios da minha parte. O caminho populista, intervencionismos, erros na politica externa, aumento de salário sem produtividade correspondente, gastos públicos em excesso, maquiagem de contas e vários outros erros nos levam a uma situação problemática agora. Não sou eu quem digo, nosso benchmarking com nossos pares mostram isso.

Em economia, quando se toma um caminho é em detrimento de outro. A conta chegou.

Faltou planejamento de longo prazo e onde tentaram fazer, houve erro e falhou. Vide setor elétrico e energético em geral. Metas de investimento não foram cumpridas, promessas de campanha não foram realizadas, enfim, se preocuparam demais em fazer política e esqueceram o Brasil.

Colocaram agora o Paul Krugman para falar que estamos bem, mas ele é conhecido esquerdista americano e errou feio nas projeções e comentários relacionados a Argentina, Quem quiser ver mais leia aqui a crítica aos seus prognósticos sobre a economia argentina.

Clique e leia na Forbes:  Paul Krugman's Very Strange Ideas About Argentina's Economy - Autor: Tim Worstall

quinta-feira, março 06, 2014

Existe ainda a ameaça de racionamento para 2014?




Não posso nem lembar de 2001, me dá arrepio, o racionamento foi um desastre na minha vida profissional e pessoal e de mais de 300 colaboradores que tínhamos na empresa. Hoje está tudo bem, mas as cicatrizes ficaram. Vivi isso na pele, mas para o Brasil ainda foi pior, o prejuízo foi imensurável, a energia mais cara é a que não existe. Isso trava a economia e afunda ainda mais a nossa combalida produtividade que falta há tempo no Brasil.

Entre julho de 2001 a setembro de 2002 tivemos uma das piores crises do setor elétrico no Brasil, mas muito bem administrada, deve ser considerado. Quem quiser ver mais olhe aqui.

O setor elétrico é dividido entre período seco e úmido. Seco de novembro a maio e úmido de dezembro a abril.
Normalmente os reservatórios devem ser recompostos no período úmido para aguentar o seco.

Sem entrar muito em detalhes técnicos, vamos colocar as principais características do problema de 2001.
  1. Faltou planejamento no setor
  2. Os reservatórios no sul tinham água, mas não tinha linhas de transmissão, apesar das fontes do sul  não conseguirem suportar a carga do sudeste, poderia ter amenizado a crise.
  3. Não havia as termoelétricas  
  4. Faltou água e foi preciso racionar o fornecimento.
Agora, em 2014, temos uma situação diferente:
  1. Houve planejamento, mas deu errado. A modicidade tarifária a qualquer custo, criou um preço artificial. Não se brinca com preços e a conta chega para ser paga. Veja planejamento da EPE
  2. Há linhas de transmissão servindo bem ao Brasil, mas muitas não entraram em operação por questões de atrasos, problemas ambientais, etc. Fará falta.
  3. A expansão da geração existiu, mas ainda insuficiente porque as usinas atuais trabalham a "fio d'água" e são mais suscetíveis as questões hidrológicas e meteorológicas.  As eólicas que seriam a promessa, têm problemas diversos de projetos, não sustenta a carga e não é energia de base, mas sim complementar. A aposta foi superdimensionada pelas autoridades do setor.
  4. A base de térmicas existentes é de 21 mil MW, já estão rodando quase 18 mil MW e o CMO já está nas alturas, parece que R$ 1.600,00 por MWH, por isso a conta será salgada. Paga o tesouro ou o consumidor. Não existe almoço grátis.
  5. A base de térmicas não consegue segurar a carga porque não pode rodar 24/7, ou seja ainda dependemos dos reservatórios.
  6. A carga aumentou muito. Principalmente o consumo residencial. É verdade que a economia cresce menos do que o desejado, mas isso alivia o setor elétrico. Não poderíamos inferir que a falta de energia trava o crescimento econômico do país porque os problemas são vários, inclusive a energia.
  7. A carga residencial é pequena comparada com a industrial, mas no chamado horário de ponta é problema sério, principalmente quando falta combustível (água).
  8. Hoje temos duas pontas no sistema 19 horas e 14 horas, antes era só as 19 horas.
  9. Nunca houve redução de reservatórios em janeiro, este ano aconteceu. Veja matéria.
  10. Temos 118 mil MW de capacidade instalada, mas nesta conta é preciso considerar o fator de capacidade, ou seja não temos esta disponibilidade 100%. Nosso pico de demanda já bateu 85 mil MW por conta do calor. Isso foi causa de muitos destes "apagões" que tivemos, podem apostar.
  11. A situação dos reservatórios é crítica e pior do que em 2001, mas a situação hoje tem premissas diferentes, mas não menos preocupantes. As previsões de chuva para março não atendem o setor elétrico. Infelizmente. Clique e veja matéria.
  12. Pelo jeito, são as águas de março e a enchente das goiabas fechando o verão e aumentando nossa preocupação.
Tomara que eu esteja errado, mas fico ainda mais preocupado com uma coisa: Eles empurrarem com a barriga o problema e a bomba estourar. O segredo da administração de uma crise, é se antecipar a ela. Até agora, pelo menos oficialmente não vimos nada. Sei de movimentos entre os atores e o governo, racionamento branco talvez, medidas e propaganda de economia, mas sei também que a presidente dá murro na mesa quando se fala nisso. Vamos esperar e rezar. Vamos também confiar nas pessoas responsáveis do Brasil.

sábado, março 01, 2014

A penalização das gerações


Escrito em 2006, mas bem atual e pior, sem os dados do Governo Dilma que estão abaixo dos países emergentes e da média mundial. Só perderia para Collor.
Estamos indo ladeira abaixo. Triste.

Segunda-feira, 17 de Julho de 2006
A penalização de várias gerações A diferença entre o remédio e o veneno é o tamanho da dose ministrada! Axioma popular.
Vamos fazer um protesto bem pragmático. Alguns números serão colocados até por serem bem interessantes e demonstrarem as assertivas e ilações desse texto.
Defendo há muito a tese que minha geração e as que me sucederam foram perdidas no contexto econômico e das oportunidades. Isto acaba desaguando em outras tragédias sociais como desemprego, aumento da violência, etc. Quem viveu o “milagre econômico” de 70 sabe do que se trata.
A análise baseia-se em dados do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que nada mais é que a soma de todas as riquezas do país.Se estivermos produzindo e gerando riqueza é fácil enxergar os atores e seus papeis. Quando o país cresce, as dificuldades da população quase sempre desaparecem ou são reduzidas. Claro que governar não é só fazer crescer um país, pois existem fatores exógenos, crises mundiais, fragilidade do estado, inflação e outras variáveis que determinam a qualidade e competência de um governante e sua equipe.
Existe estudo do Professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, muito interessante. Ele mede um índice denominado IDP (Índice de Desempenho Presidencial) e leva em consideração parâmetros para avaliação e julgamento dentro do critério estabelecido.Sem entrar em questões muito acadêmicas e técnicas, busquei somente o PIB, assumindo a premissa que ele por si só é alicerce para grandes benefícios a população, principalmente tratando-se de oportunidade, perspectivas de futuro, emprego e renda. Levantei o PIB médio dos governos passados de 1930 para cá. Por que? Pessoas nascidas antes de 1930 estão em sua maioria aposentadas ou fora do mercado. Queria demonstrar que pessoas nascidas na geração conhecida como “Baby Boom” (década de 50 e 60) foram penalizadas com crises econômicas e no caso do Brasil por desmandos e incompetência de governos.Quem nasceu em 70 e 80 ainda não enxergou o que é prosperidade apesar de sua plenitude para o trabalho. È clara como a luz do sol a questão que demonstra que de 1980 até 2005 tivemos pífios indicadores do PIB, excetuando 3 anos do governo Itamar em 92, 93 e 94.O que por si só não representa nada como geração de emprego e renda. Olha o quadro abaixo que fica clara a afirmação supra.
* - Aqui começa o calvário das gerações nascidas em 50, 60, 70 e 80. Pois quem nasceu em 80 e hoje se encontra com 25 anos não viu o país crescer, perdendo suas oportunidades em plena capacidade de trabalho.
** - Aqui tivemos três anos de prosperidade com a estabilização da moeda e o Plano Real. É muito pouco para um país continental como o nosso com índices demográficos e vegetativos altos. O Brasil precisaria crescer no mínimo 3,5% ao ano para atender suas demandas de justiça social, geração de emprego e renda atendendo a população entrante.
*** - A Projeção para o Governo Lula é nebulosa. Com índices projetados para o ano que vem, o máximo que atingiria seria um crescimento médio de 2,5%. Isso se o Brasil crescer 3,5 % ano que vem. Se acontecer problemas como os verificados agora, podemos ter a média ainda mais baixa.
Os números falam por si só. Quem viveu momentos de prosperidade no Brasil sabe do que estamos falando e das potencialidades perdidas desde 1980 até os dias atuais.A recente queda do PIB em contrafluxo da economia mundial e a potencialidade perdida são estarrecedores. Exemplos fulgentes como China e Korea do Sul e recuperação de vários paises sul-americanos que poderiam ser comparados a nós no contexto analisado são a prova que andamos na contramão.
Podemos afirmar que pelo PIB médio, os piores presidentes do Brasil de 1930 para cá foram: Collor, Figueiredo, FHC, Lula (tudo projeta assim) e Sarney. Nota-se que tudo isso aconteceu de 1980 para cá. Por estudos do Professor Reinaldo Gonçalves, de 1900 até 2005, poucos fariam parte desta tenebrosa lista dos campeões do flagelo econômico do Brasil.
Neste momento temos ventos favoráveis na economia mundial e aqui no Brasil queda e decepção com nossos indicadores. É um momento de refletirmos se não estamos vivendo algo de errado há muito tempo, precisamente 20 anos. O que mais dói é nossa capacidade de assistir tudo isso, com a sensação de ter o tempo perdido sem mais ser alcançado.
Se até nossos filhos foram penalizados por crises políticas e desmando dos dirigentes, só nos resta torcer que nossos netos possam buscar e viver um país melhor.
Não podemos ter ilusão que estados assistencialistas recursos abundantes para investimentos voltarão a existir, mas a esperança que alguma saída seja encontrada é grande. O maior imposto e juros que existem são os colocados para o jovem brasileiro, com a desesperança e falta de perspectivas. As oportunidades, a geração de emprego e renda são peças fundamentais no combate a pobreza. O que assistimos há muitos tempos são discursos e programas assistencialistas que funcionam nas lousas dos ministérios em Brasília e nas estatísticas que convêm aos pares que as divulgam.Se não crescemos pelo menos 3,5% ao ano, estamos cometendo a injustiça social com nossos jovens e entrantes no mercado de trabalho e não podemos permitir mais. Afinal somos vítimas desta arma.
Murilo Prado Badaró
Economista e Empresário

A criminalidade no Brasil



Escrito em 2005, mas bem atual.

Sexta, 04 de Novembro de 2005
Existe solução?A Melhor estratégia é ver resultados
Sabedoria Popular
Como vai a violência no Brasil? O resultado final do referendo deu sinais que a população quer se defender, ou ter o direito de faze-lo.
Índices alarmantes e inquestionáveis.Vamos esquecer os problemas de São Paulo e Rio de Janeiro e pensar como andam as outras cidades, incluídas as capitais de médio porte como Belo horizonte, Curitiba, e outras mais.A paranóia esta tomando conta e com razão.
O que ocorre na real? Falta de policiamento? Drogas? Impunidade? Problemas sociais?
Vamos fazer uma análise fria.
A questão já tomou conta das grandes metrópoles e o cidadão comum é refém dos problemas da violência, seqüestros relâmpagos, furtos e roubos. As classes sociais não são diferenciadas e o que existe é questão quantitativa no resultado do delito.Quando o cidadão é de classe A,ou B o resultado para o meliante é melhor.
A problemática e a solução passam por uma série de premissas:
Primeira: A impunidade
Relato de advogados amigos e as estatísticas corroboram que a grande parte dos marginais são reincidentes. A justiça é ineficiente ou o código penal é debilitado, defasado.
Marginais presos no primeiro delito são soltos e repetentes.
Segunda: As drogas
Não sei se devemos olhar as drogas como causa ou conseqüência. Acho que é mais conseqüência.As oportunidades de emprego e melhor educação são inimigas ferozes das drogas.
Terceiro: Falta de ação de governo, corrupção na polícia, baixa salários dos agentes, etc.
Este pode ser um dos elos do circulo vicioso que vivemos, mas não o cerne da questão.
Quarto: Problema social, falta de oportunidades.
Este sim deve ser mais avaliado.
Na minha geração e nas que me antecederam e viveram o milagre econômico são testemunhas vivas. Pena que eu não poderia ser considerado mão de obra ativa, pela idade, mas sou testemunha pela vivencia e pelos estudos.
A prosperidade econômica gera oportunidades, emprego e renda. A oportunidade gera consciência e a pergunta que fica?
Se o Basil crescesse a índices de 7, 8 ou até 5% ao ano sustentável e vigoroso os nosso jovens, grande maioria dos delinqüentes, estariam nessa situação?
Não é fácil a solução e o ataque ao problema deve ocorrer em várias frentes: A melhoria da educação, por exemplo, o aprimoramento e eficientização da justiça, a modernização do código penal, e por ai vai.Se o Brasil crescesse, com geração de emprego e renda , os jovens marginalizados que já têm em casa pais desempregados estariam a mercê do crime?
Fica a reflexão.Na década de 70, do milagre econômico o jovem tinha oportunidade e emprego, perspectivas.
Não que possamos voltar no tempo e reviver o estado investidor, ou que o ambiente político era ditadura ou não. Vamos tentar a volta a prosperidade.A luz no final do túnel está ai com esta reação da economia em 2005. Vamos aguardar para ver.
A conjuntura é outra, mas saída existe e vide exemplo da China em mudança de situação econômica e política.Sem méritos de regime políticos ou ideologias econômicas.
Estamos todos reféns e com certeza o poder público pode ser o catalizador das melhorias. Se não puder ajudar, pelo menos não atrapalhe e não sei se é o que assistimos hoje.
Prosperidade já. Impunidade nunca, inclusive com movimentos sociais tipo MST.
Não existe crime organizado. Existe estado desorganizado.
Murilo Prado Badaró
Economista e Empresário

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Nazismo=Facismo=Socialismo




Não há distinção entre o conflito de qualquer destes regimes em conviver com a liberdade.
Todos se travestem de Nacionalismos, mas no fundo são aproveitadores, normalmente aproveitando-se de crises, que tomam o poder com o discurso onírico e impossível.

Vejam só:
  1. Somos inimigos mortais do sistema capitalista de hoje em dia, com sua exploração dos economicamente fracos, seu sistema injusto de salários, sua maneira imoral de julgar o valor dos seres humanos em termos de suas riquezas e do seu dinheiro - Gregor Strasser - Ideólogo nazista
  2. O Estado deve ter como meta prioritária oferecer os meios de sustento para seus cidadãos, a abolição de todas as receitas não adquiridas com trabalho, o confisco implacável de todos os lucros de guerra, a nacionalização de todos os negócios que se transformaram em corporações, o compartilhamento de lucros e grandes empresas, o desenvolvimento maciço de uma pensão para velhice e uma reforma agrária apropriada às necessidades nacionais - Plataforma do Partido Nazista 1920
  3. Somos socialistas, inimigos do atual sistema econômico capitalista de exploração dos economicamente frágeis, com seus salários injustos, com sua avaliação indecorosa do ser humano segundo a riqueza e a propriedade, em vez de responsabilidade e desempenho, e estamos determinados a destruir este sistema, sob qualquer condição - Adolf Hitler 1927
  4. Reformismo, revolucionarismo, centrismo, o próprio eco deste tipo de terminologia está morto, enquanto no grande rio do fascismo é possível traçar correntes que tiveram suas nascentes em " Sorel, Peguy e Lagardelle dos movimentos socialistas, e no grupo de sindicalistas italianos que entre 1904 e 1914 acrescentaram  um novo tom no ambiente socialista italiano - Mussolini - A doutrina do fascismo - 1923
A doutrina socialista, marxista e suas derivadas é bem conhecida, mas talvez os apaixonados pela esquerda que atacam a direita como sendo fascistas e nazistas não conheçam este lado dos regimes.

Ambos se misturam e são autoritários e não podem conviver com a liberdade. Mesmo quando o socialismo poderia ser implementado por meios democráticos, a sua tendência é ir para o autoritarismo. A vontade de poucos, cabeças que se dizem e acham iluminadas e que querem ditar os rumos da sociedade interferindo em processos naturais que envolvem meritocracia, capacidade de trabalho, garra, determinação e aptidão inata de cada pessoa de forma diferente e individualista.
Marx quem disse: A estrada do inferno esta pavimentada de boas intenções- Ele deve ser um dos que plantou estas intenções. No auge da revolução industrial ele teve sua serventia para alertar a sociedade de abusos que eram praticados, mas depois caiu no descrédito, principalmente com a falência as potências esquerdistas após 1989 com a queda do muro de Berlim e a Perestroika russa.
Estão ai. São irmãos siameses estes sistemas de governo que se travestem em nacionalismo na política e inplantam o socialismo na economia, sempre causando o caos.

domingo, fevereiro 23, 2014

A democracia na Venezuela é uma farsa. O socialismo destruiu mais um país.


Foto do povo venezuelano protestando nas ruas contra o caos econômico que reina lá.

O argumentos (que restam) para os que defendem o fracassado regime chavista, que eles chamam socialismo bolivariano, é que lá o poder de Maduro, capacho e sucessor do louco Hugo Chávez foi conquistado no voto. Vamos lá falar um pouco da Venezuela e depois mostrar algumas provas inequívocas que a democracia lá é uma FARSA.

Não se discute que Hugo Chávez chegou ao poder por meios democráticos. O paraquedista Hugo Chávez tinha tentando um golpe de estado em 1992., foi preso, mas mostrou suas garras de ditador e em 1998 se elegeu presidente no voto.

Agora vamos fazer alguns comentários:

  1. A Venezuela por ter grandes reservas de petróleo era uma das principais economias da América Latina no inicio do século XX.
  2. Com a queda dos preços, a Venezuela entrou em profunda crise. O governo apostou que o preço não cairia nunca e se endividou, gastou perdulariamente  e quando nos anos 80 o petróleo desabou, a crise se instalou. Como sempre é cenário para golpes e oportunistas. Chávez mostra suas garras.
  3. Em 1998 ele se elege democraticamente presidente e começa a critica ao modelo americano e inventa o tal socialismo bolivariano com inspiração e apoio de Cuba e Fidel Castro, o ditador e imperador da ilha, idolatrada pelos anacrônicos esquerdistas que ainda sobrevivem.
  4. Na crise econômica, sempre palco para oportunistas, greves e insatisfação estouram em todos os lados dando margem para ele em 2000 criar a tal "Ley Habilitante", famigerada lei que dá plenos e ditatoriais poderes a ele. Quem quiser saber mais leia aqui.
  5. Com o poder na mão e aparelhamento do estado foi fácil conseguir de forma democrática, mas com viés ditatorial e amoral.
  6. A oposição não dava tréguas, mas a crise amenizava as ações e dava munição a Chávez com seu maluco projeto de socialismo. Ele realmente nas primeiras medidas promoveu distribuição de renda. Detalhe: è sempre assim, socialismo dura, quanto dura a grana.
  7. Durante uma greve, o maluco ditador demitiu os 18 mil empregados da PDVSA, a empresa de petróleo, e aparelhou com seus companheiros e milicianos.
  8. Aliado de Cuba e orientado por Fidel, passou a "bancar" a ilha e se aliou ao Irã e outras ditaduras africanas da pior qualidade.
  9. Chávez com apoio popular pelos primeiros êxitos que conseguiu, começa a nacionalizar e estatizar empresas. Investimentos somem, a produtividade vai para o lixo principalmente na galinha dos ovos de ouro, a PDVSA.
  10. Corrupção, ineficiência e incompetência são as marcas do governo de Chávez. Aqui fica um detalhe que Ludwig Von Mises disserta: Não adianta trocar o homem empreendedor por natureza pelo burocrata de carreira, por mais que seja treinado. Ou seja, falamos aqui de meritocracia e competências que são inatas a cada cidadão de formas diferentes, e a falta de visão do socialismo neste ponto é um dos pecados capitais do socialismo.
  11. Chávez se reelege com suspeitas de fraude (coloco abaixo provas), mão de ferro e corrupção. Cala a mídia e a oposição, aparelhamento total do estado com seus companheiros que depois tornou-se uma milicia chavista, agora infestada por soldados cubanos.
  12. O Partido Socialista Unido da Venezuela tem 5,7 milhões de membros. A população da Venezuela é de 30 milhões de habitantes
  13. A demagogia e populismo dele cria vários programas assistencialistas, tenta renascer o mito de Simon Bolívar, herói, mas controverso com muitas versões que dão outras versões sobre sua obra. Ele chegou a exumar o corpo de Bolívar.
  14. Como sempre acontece, a economia retraiu e encolheu, o desabastecimento tomou conta da economia, faltando inclusive gasolina e papel higiênico. Ironia de um país rico em petróleo sem ter combustível, coisas do socialismo. A retração da economia, inflação e desemprego são números que talvez hoje, ninguém saiba, nem eles, mas as greves e a insatisfação falam por eles e corroboram o caos.
A Venezuela tem problemas estruturais, mas mais uma vez ficou provado que não é com boas intenções que se resolvem problemas econômicos e sociais. Um maluco, bem intencionado (sic), destrói um país que se encontra a beira de uma guerra civil. Cuba não vai largar o osso, vive as custas do já improdutivo petróleo venezuelano.
Infelizmente não estou vendo outra opção que se instalará lá a não ser uma guerra civil, eles têm histórico de guerras civis, ocorrida em  1848-1849.

 Justiça social só com crescimento e produtividade, geração de emprego e renda, competência na administração pública.

A esquerda tupiniquim está histérica...o caminho seguido pelo Brasil guarda muitas semelhanças com os erros cometidos lá e nosso risco é grande, mesmo o Brasil tendo melhores condições. A inflação bate a nossa porta, o crescimento é pífio e a economia esta abalada. Podemos mirar no exemplo venezuelano e se quisermos ir além podemos ir até o modelo argentino.
Quem quiser se informar mais e enxergar as mazelas do socialismo bolivariano é só comprar indicadores de Brasil, Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia com os de Chile, México, Peru e Colômbia. Os primeiros seguem o caminho do populismo, os segundos seguem outros modelos, com liberdade e democracia de fato, e respeitos as leis naturais do mercado.
Sempre disse: Socialismo é projeto e capitalismo é processo. Quem está mais sujeito a erros?

Mais informações:
  1. Milicias bolivarianas
  2. Miliciano observa a eleitora votando - 
  3. Denúncia de fraude nas eleições da Venezuela

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Socialismo. Porque ainda insistem com este sonho impossível?


Foto: Bom dia

Esquerda x Direita.

Esquerda x Direita.

Tenho lido muito sobre o tema. Na verdade já li muito no passado, mas temos hoje excelentes livros sobre o embate esquerda x direita. Cito dois: Esquerda Caviar de Rodrigo Constantino e O livro politicamente incorreto da esquerda e do socialismo de Kevin Williamson. Ambos excelentes.
Fico cada vez mais convicto da minha linha ideológica.

A escola austríaca de economia, escola de Viena, surgiu nos seculo XIX, em 1871. Ela combatia Marx com as sandices que escrevia, mas que eram muito pertinentes naquela ocasião pelos abusos do inicio da revolução industrial. Eles mostraram que a economia eh um processo e não projeto. Mostraram que nunca daria certo, quase uma previsão já que ainda o mundo não experimentara o fracasso do comunismo e nem testemunhado suas atrocidades. Sou fã deles.  Clique e leia mais

Fracassos retumbantes do passado e os recentes, Argentina, Venezuela e deus me livre o Brasil...comprovam isso. Não funciona a vontade de mudar o mundo.

Todos queremos a justiça social e a igualdade na distribuição de riquezas e recursos, mas não sera com sonho que vamos conseguir isso, e nem com a vontade de alguns " bem intencionados". No fundo querem controlar a sociedade e acabam se locupletando sem realizar seu sonho.

O conceito basico de meritocracia não existe no socialismo, sendo este fato um dos pilares de seu fracasso, claro que aliado a tantos outros.

Sabe quem disse isso: O caminho do inferno esta pavimentado de boas intenções? Karl Marx , o pai do socialismo.

Quem quiser conhecer mais veja aqui- Instituto Ludwig Von Mises do Brasil



quarta-feira, janeiro 08, 2014

Os militares e o golpismo na história do Brasil II

continuação


O Marechal Lott, legalista, sente que precisava dar um golpe para preservar a legalidade constitucional e dar posse a JK. É o golpe de 11 de novembro conhecido pela manutenção da legalidade e posse de JK. Mais uma vez os militares estão envolvidos, pelo bem, pela legalidade, liberdade e democracia. Carlos Lacerda se asila na Embaixada de Cuba, algumas fagulhas para derrubar JK ainda cintilam como os episódios de Aragarças e Jacareacanga, mas tudo é debelado pela liderança decisiva e forte do Marechal Lott. JK manteve Lott no comando das forças armadas, Lott relutou muito, mas aceitou e JK ouviu dele que tudo havia sido feito só em nome da legalidade e ordem constitucional.
JK faz um governo brilhante, empreendedor, constrói Brasília, os 50 anos em 5 não foram atingidos, mas o binômio energia e transporte leva um grande processo de desenvolvimento ao Brasil, desenvolvimento, geração de emprego e renda. As controvérsias que existem com relação ao déficit público criado para a construção de Brasília devem ser relevadas pela grande estrada de desenvolvimento e progresso construída por ele. Se houve o tal descontrole das contas, poderia ser mais bem administrado a frente. Não pagamos a conta de Brasília até hoje como alguns querem dizer.
JK termina seu governo  conduzindo a eleição de 1960. Seu candidato Marechal Lott (32,93%) e Adhemar de Barros (19,23%)  são derrotados por Janio Quadros (48,23%).  A eleição de vice-presidente era desvinculada e ganha João Goulart, aquele político populista e incendiário do segundo governo Vargas, cunhado de Leonel Brizola que articulava mais golpes para nossa história.
Janio Quadros governa por sete meses (01-1961 a 08-1961), renuncia. Nunca explicada, as versões mais racionais dão conta que ele queria ser ungido pelo povo para dar mais um golpe branco e fortalecer seu poder em linhas menos republicanas e liberais. Outras versões dão conta de um porre etílico, já que seus devidos hábitos são amplamente conhecidos. Ele escreveu a famosa carta de renúncia e aceita prontamente pela Câmara dos deputados ele ficou sem alternativas de recuar.
Janio condecorou Che Guevara, houve controvérsias, Jango estava na China no momento da renúncia e tinha ligações sabidas com o comunismo que se fortalecia no auge da guerra fria. Com planos e recursos de Cuba e da União Soviética, eles tinham a estratégia de disseminação pelo mundo. O Brasil era um dos alvos. Tinham cabeça de ponte aqui, muita gente trabalhando, os mais conhecidos e relatados eram Jango e Brizola.
Brizola  inflamava a nação, liderava o que chamava de EPL – Exército Popular de Libertação,  com o G-11 ou grupo dos 11 companheiros inspirados na revolução socialista de 1917 na Rússia. Chegou a organizar 5.304 grupos, num total de 58.344 pessoas, distribuídas, particularmente, pelos Estados do Rio Grande do Sul, GuanabaraRio de Janeiro,Minas Gerais e São Paulo. Para Brizola, a revolução estava madura, pronta para ser desencadeada. Só faltava algum simples episódio que inflamasse o povo e que fizesse proliferar os Grupos dos Onze, provocando o surgimento do "Exército Popular de Libertação".
Era incendiário e tinha recursos financeiros e articulação para dar uma guinada no regime político vigente, democracia, para um regime totalitário de esquerda nos padrões comunistas. A história esta cheia de relatos e testemunhos da real intenção de Brizola, governador do Rio Grande do Sul e cunhado do frouxo Jango. Aliás, dizem que a dicotomia do poder entre Brizola e Jango foi uma das causas de suas derrotas. Jango mandava de direito e Brizola de fato. Isso nunca funcionou, menos na Cuba atual onde existe um moribundo dando as cartas  e um clone irmão que exerce as suas tiranias.
Quase houve novo golpe de estado. Com a renuncia e saída  de Janio Quadros, militares e a oposição não queriam dar posse a Jango e Brizola liderou uma frente pela legalidade (que ele queria romper mais adiante se lograsse êxito seu golpe). Jango foi empossado no regime parlamentarista do qual Tancredo Neves foi o primeiro ministro. Em 1963 houve plebiscito para definir o sistema entre presidencialista e parlamentarista. Ganhou o presidencialismo e Jango é reempossado. Duraria até 31 de março de 1964.
Não há como negar que o dinheiro Cubano e soviético corria solto, eles  organizavam um golpe com suporte de Brizola e Jango. Miguel Arraes, governador de Pernambuco e prócere da esquerda chegou a dizer que haveria um golpe, ou deles ou nosso. Eles tinham estrutura e condições políticas. Várias agitações,  Ligas Camponesas, rebeliões sindicais, Francisco Julião (outro agitador comunista do nordeste) o caos era cada vez mais propicio ao golpe de Brizola. O Brasil vivia problemas diversos, corrupção, inflação, baixo crescimento, insatisfação geral. Neste ambiente um discurso  socialistas propondo o sonho e quimera se encaixa bem.
Segundo alguns relatos que ouvi, a data do golpe da esquerda estava agendado para abril de 1964. Não posso afirmar se existem relatos escritos desta agenda, mas as intenções eram mais claras que a luz do sol.
Carlos Lacerda havia sido eleito governador da Guanabara na época, (JK havia mudado a capital e o Distrito Federal teve suas eleições). Juntamente com Magalhães Pinto, governador de Minas Gerais e Adhemar de Barros de São Paulo se antecipam as ações de Jango e Brizola. O discurso  de Brizola e Jango na Central do Brasil em 13 de março prometendo as reformas de base, reforma agrária e uma nova ordem foi a senha para que a direita e legalistas se unissem. Brizola daria o golpe, se abril ou não, era questão de tempo. Magalhães Pinto, Lacerda e Adhemar de Barros se unem aos generais Odilio Denys e Olimpio Mourão Filho e ao marechal Castelo Branco para frearem a onda vermelha e o caudilhismo de Leonel Brizola.
A data era 04 de Abril de 1964, o General Mourão Filho parte de Juiz de Fora em direção ao Rio com seu regimento. O golpe estava em curso. Castelo Branco tenta dissuadir os revoltosos, não consegue. Jango manda prender Castelo Branco, mas o general Armando Moraes Âncora não cumpre com medo de um derramamento de sangue. Jango vendo a situação perdida vai para o Uruguai. O general Mourão Filho segue na estrada com seu regimento e Carlos Lacerda resiste no Palácio da Guanabara ao cerco dos militares a favor de Jango.
Estava decretado o fim de Jango. Em abril  o Congresso Brasileiro providenciou então as medidas que tornaria legalizado o golpe, o senador Auro Soares de Moura Andrade declarou o cargo de presidente vago alegando que o presidente havia abandonado o Brasil.
Castelo Branco é empossado presidente. A eleição de 1965 permanece, mas a divisão é nítida. Ainda incipiente o quadro político novo, com riscos e problemas, a linha dura liderada por Costa e Silva afronta Castelo, dá um golpe mais radical e endurece o regime.
Não podemos tapar o sol com a peneira e não reconhecer méritos e virtudes na revolução de 64. Houve erros, vícios e equívocos, mas também existia um  projeto de nação de futuro, investimentos na infraestrutura, telecomunicação, estradas, portos e aeroportos. Houve o milagre econômico que foi prova precisa que a justiça social só existe com prosperidade e crescimento econômico.  Jocosamente cantado pela esquerda festiva da época que o bolo era para ser divido, estavam errados, como ainda estão.  O bolo precisa crescer sim, a riqueza só pode ser distribuída se ela existir de verdade. Houve erros como o inchamento do estado nos anos 70, mas necessários para sustentar o crescimento de um país emergente e em processo de subdesenvolvimento para desenvolvimento.
Várias correntes legalizadas se decepcionam, apoiadores do Golpe de 1964 ficam incomodados com os diversos atos institucionais que coincidem com o acirramento da reação, agora com grupos terroristas. Brizola, Mariguella, Lamarca e outros que foram a luta supostamente contra o Golpe, mas na verdade queriam era dar outro golpe. O Golpe da esquerda vermelha financiado com dinheiro de Cuba e União Soviética. A luta não era capitalismo x comunismo, era liberdade x opressão como provou a história mais tarde.
Há teses de que o endurecimento do regime coincide com os atentados terroristas, assaltos a bancos e supermercados, sequestros.
Os supostos opositores que pegaram nas armas nunca quiseram restabelecer a ordem democrática e a legalidade. Eles mesmos confessam isso hoje, Jacob Goronder, Gabeira e outros mais honestos com suas histórias.
Houve excessos sim dos radicais e linha dura, atos institucionais que poderiam  não ter existido. A racionalidade de se analisar um fato histórico deve primar pelo reconhecimento de erros, mas da conjuntura do momento. Por exemplo, JK é exemplo de um político que sempre lutou pela democracia, mas serviu ao estado novo de Vargas, como prefeito interventor de Belo Horizonte. E ai? Apostasia de seus valores?
É inegável que todos os golpes no Brasil contaram com apoio do militares.  Em alguns episódios eles foram pela manutenção da ordem e em outros contra. Sempre podem ser discutidos os objetivos e finalidades das intervenções militares, mas com certeza elas precisam ser olhadas a luz da legitimidade e oportunidade do momento em que ocorreram.
Demonizar as forças armadas para tentar impor o monopólio da verdade e das virtudes é estratégia destes populistas que querem controlar o Brasil. Seus interesses políticos, partidários e pessoais estão acima de qualquer coisa, estão destruindo nosso futuro. Os vícios do poder geram a corrupção endêmica. No ambiente atual da impunidade, leniência e patrulhamento de minorias que querem impor um conceito que chamam de politicamente correto só se agravam os problemas do Brasil.
As instituições estão fragilizadas, princípios e valores sendo questionados e destruídos. As forças armadas não podem entrar neste jogo. Elas são respeitadas pela população, tem credibilidade e este breve relato mostra que fazem parte da história do Brasil.
Tentar julgar as forças armadas, destruir seus valores quando nas intervenções é desrespeitar a história.
A história  não pode ser apagada, é preciso ser entendida e aceita. Acima de tudo é preciso de responsabilidade e honestidade intelectual para não distorcer os fatos e tentar manipular as versões.  As forças armadas já estiveram em ação para  lados antagonicamente opostos em certos momentos de nossa história, mas sempre ao lado da nação.
Nas escolas e nos livros, por conta de um regime populista, querem mostrar versões e fatos que podem ser controversos, terem apoios e repúdios, mas é parte da história. Indefectível e verdadeiro não podem ser mostradas somente as versões que convém a uma estratégia política.
A revolução de 1964 fará 50 anos em 2014 e precisa ser entendida. Precisa ser homenageada com loas do que fez ao Brasil.
Um fato histórico precisa ser analisado com a razão e não com a paixão, pelo momento histórico que aconteceu. Se há os inimigos e aliados, não importa, mas as versões precisam ser postas na mesa e debatidas, sem patrulhamento e doutrinação. Não se pode esconder uma versão e mostrar a que convém ao status quo do momento.
Ainda bem que tivemos nossas forças armadas para intervir nos momentos certos em benefício da nação seja do lado que estivessem. Bravo forças armadas. Viva as forças armadas.

Os militares e o golpismo na história do Brasil I

Ficheiro:Flag of Brazil.svg

Não dá para ficar calado.


A história do Brasil é marcada por tentativas de virada de mesa, revoluções, levantes, insurreições e golpes políticos, na verdade golpes e contragolpes.
Podemos começar falando da Inconfidência Mineira, mas muitos outros movimentos fizeram parte de nossa história. Quero, neste artigo, me ater mais nos que envolveram as forças armadas.
Alguns historiadores dizem que “falta” sangue na nossa história, claro que é uma metáfora porque comparadas a guerras civis de outros países, realmente eles têm razão. A guerra realmente que tivemos foi a do Paraguai (1854 a 1870) com 300 mil vítimas.
Alguns episódios, nós chamamos de guerra, mas na verdade não deveriam ser consideradas, não obstante terem feito vítimas.
O caso que quero abordar aqui é com relação ao Golpe de 1964, este ano fazendo 50 anos e o envolvimento das forças armadas em outros eventos na história política nacional.
Há muito, mais precisamente desde 1985, quando tecnicamente é definido o fim deste período chamado do Golpe de 1964, a história tem sofrido tentativas de manipulação constante.
Querem demonizar os militares, especialmente os que deram o Golpe de 1964 junto com diversos políticos civis, diga-se de passagem.
 Para falar em golpes talvez seja melhor colocarmos algumas referências históricas.
Já no império houve um chamado Golpe da Maioridade. D. Pedro II menor imperador e o Brasil enfrentando diversas destas “guerras” (na verdade levantes e tentativas) dos  farrapos, sabinada, cabanagem, revolta dos malês e balaiada. Os políticos dominavam o regime monárquico e o Partido Liberal da época (1840) com o Golpe da Maioridade tirou poder da Regência Una e do Partido conservador que dominava o cenário. Os militares apoiaram o golpe que na essência foi feito dentro da legalidade com a aprovação pelo senado da maioridade do jovem Pedro II que veio a ser um dos grandes homens públicos brasileiros.
Idas e vindas, problemas estruturais e conjunturais, D. Pedro II vai levando a gestão do país juntamente com a classe política. De acordo com a constituição de 1824 o governo brasileiro era uma monarquia constitucional e significava que o  governo era exercido pelo presidente do conselho de ministros, indicado pelo parlamento cujos membros eram eleitos democraticamente. O Imperador tinha poderes ilimitados para intervir, mas não governava na prática.
Com problemas econômicos e perda de apoio dos conservadores pelo fim da escravatura principalmente, começa o levante para derrubar a monarquia. Visconde de Ouro Preto, um liberal, propõem ainda mais mudanças que desagradam a elite política.
O golpe foi iniciado e apoiado por civis e depois com a adesão dos militares onde se destacam Benjamim Constant, Marechal Floriano Peixoto, Marechal Hermes da Fonseca e outros mais.
Em 15 de novembro é proclamada a República, episódio que muitos atribuem a leniência e inapetência voluntária de D. Pedro II que não quis reagir e enxergava a república o melhor regime para o Brasil.
Os militares foram atores deste golpe, mas nunca seus protagonistas principais, já que os partidos e os políticos foram peças determinantes para o êxito da iniciativa.
A  constituição brasileira de 1891, promulgada em 24 de fevereiro de 1891 foi a primeira constituição republicana e a segunda do Brasil (a primeira foi em 1824). Inaugurava-se o período chamado República Velha. Esta constituição vigorou durante toda a República Velha e sofreu apenas uma alteração em 1923. O Brasil começava a engatinhar como nação livre e democrática.
Washington Luiz era presidente eleito e apoiava Julio Prestes candidato paulista as eleições de 1930.  Apoiado por 17 estados, menos Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba, este venceria as eleições de março de 1930, mas  os políticos mineiros e  gaúchos  se rebelam e impedem a posse do presidente eleito, dando posse a Getúlio Vargas, derrotado, mas empossado pelo golpe que deu fim a República Velha, sendo chamado de Governo Provisório. Este golpe foi dado pelos políticos e contaram com o apoio do militares, sem eles não teria sido bem sucedido. Os militares oriundos do Tenentismo, com movimentos e rebeliões:  Revolta dos 18 do Forte de Copacabana em 1922, a Revolução de 1924 a Comuna de Manaus de 1924 e a Coluna Prestes  apoiaram  a classe política neste momento, mas nunca foram os protagonistas de verdade.
Getúlio Vargas entra na história política do Brasil para marcar sua dicotomia de ditador e democrata dependendo do período como veremos a frente. Com discurso liberal e renovador, todos os movimentos tiveram viés de mudanças e combates a velhas práticas oligárquicas e retrogradas. Todos tiveram sua essência baseada em princípios legítimos e oportunos para o momento. A motivação dos golpes sempre terá sua legitimidade para parte da sociedade.
Em 1932, os paulistas tentam derrubar Vargas na Revolução Constitucionalistas de 1932, guerra  travada na Mantiqueira onde as forças legalistas derrotaram os paulistas, mas ficou um alerta e nova constituição viria em 1934. Juscelino  Kubitschek ,o JK,  serviu como médico nas tropas vitoriosas e desponta para a política, e também seria protagonista da série golpista do Brasil.
Vargas com sua índole de caudilho e articulador hábil consegue uma manobra para postergar a eleição que deveria acontecer em 1934, jogando-a para 1938. A constituição de 1934 inicia nova ordem no Brasil que deveria trazer a democracia e liberdade usurpada na revolução de 1930.
Um fenômeno mundial (olha a semente da globalização aqui germinando)  nos  conturbados anos 30, pós-crise de 1929 e ascensão de populistas e regimes nacionalistas no mundo, repercute no Brasil. Com a crise econômica do pós crise mundial de 1929, comunistas, fascistas e nazistas criam suas asas e com toda legitimidade de seus argumentos naquele momento causam temor nos regimes que queriam a liberdade e democracia acima de tudo.
Com a ameaça comunista rodando o mundo, militares e civis tentam tomar o poder em 1935 com a chamada Revolta Vermelha ou Intentona Comunista. Luiz Carlos Prestes, militar, apoiado por políticos civis tentam um Golpe frustrado pelos militares legalistas. A esquerda mostrava suas garras e criava pretexto para Vargas retroceder na constituição de 1934.
Sempre apoiado pelos militares que depois seriam seus algozes, em 1937 , instalou o chamado e temido Estado Novoum novo Golpe com a Constituição de 1937, chamada de Polaca, para a manutenção no poder até 1945, quando novo golpe o depõe.
Vargas governa com mão de ferro, mas é deposto em  1945, por militares que tinham o objetivo de restaurar as liberdades democráticas.
Este Golpe foi completamente atípico. Vargas foi deposto, não teve seus direitos políticos cassados,  não havia a figura do vice-presidente e José Linhares, presidente do STF assumiu até 1946 onde ocorreram eleições com a vitória do General Dutra. Vargas é eleito, senador e deputado por diversos estados (na época era possível), mas fica como senador pelo Rio Grande do Sul. Dutra governa até 1950 e com mais uma característica típica da história tupiniquim, Vargas é eleito democraticamente presidente da república. O caudilho agora com a face democrata.
Crises políticas, guerra fria, populismos, corrupção,  oposição aguerrida e competente, tudo isso culmina com a morte de Vargas em agosto de 1954, assume Café Filho seu vice-presidente.
Eleições presidenciais são mantidas, em outubro de 1955 é eleito JK, governador de Minas Gerais e apoiado pelos getulistas venceu em 15 estados, mas com votação de 35,68% que gerou instintos golpistas da oposição udenista por declarar que JK não havia atingido a maioria, aliás, esta eleição é marcada pelo equilíbrio entre os candidatos, Adhemar de Barros (27%) e Juarez Távora (30,27%).
Café Filho com problemas cardíacos estava afastado do poder, quem exercia era Carlos Luz, pessedista mineiro, mas contrário a JK e ligado aos udenistas. Reza a lenda que neste momento já existiam duas conspirações, ambos com militares envolvidos. Uma para dar posse a JK, outra para não dar. A aguerrida UDN com Carlos Lacerda, Afonso Arinos, Bilac Pinto , a famosa banda de música, conspira, tenta anular a eleição por meios legislativos, perde a parada, vai aos meios militares, divididos entre os que queria a manutenção da ordem e não.
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