sábado, setembro 19, 2026

A eleição chegando e as pesquisas começam a mostrar a verdade

 



As pesquisas começam a mostrar o que deve acontecer no final. Repito, começam, porque na semana final véspera é que podemos confiar. 

Claro que os institutos não querem errar e mostram um quadro momentâneo, mas podem sim manipular. Eu acredito nas pesquisas, mas precisamos olhar com cuidado e critério.

Margem de erro, universo pesquisdo e outras variáveis são sim passivas de manipulação, mas os institutos são responsáveis e não querem pagar mico. 

Vamos lá. Estudei uma série de pesquisas de alguns estados importantes. O que notei é que as pesquisas para o Senado Federal ainda têm 85% na média de indecisos. A de governador tem menos, mas ainda alta indecisão, 50% na média. A medida que for chegando o dia isso tende a acabar, mas muita gente decide o voto faltando 2 a 3 dias para o dia 03/10.

As pesquisas para presidente comentarei mais na frente, em outro post, mas Flávio começa a inverter a curva e já aparece na frente numericamente, mesmo com empate técnico com Lula. Este dado deve ter deixado Lula apavorado.

 
Isto não é previsão e nem pesquisa, é aposta, inclusive proibido no Brasil o site, mas acerta 98% das vezes, principalmente na reta final.

Uma compilação de estados principais com uso de IA e depois farei minhas previsões. Claro e reiterando, não tenho bola de cristal é uma visão e que pode mudar na semana final.

Eleições 2026: o mapa dos governos e do Senado estado por estado em Setembro de 2026 - 14 dias antes da eleição.

A fotografia das pesquisas de setembro mostra um cenário bastante diferente entre os estados. Em alguns, há candidatos que já abriram vantagem. Em outros, a eleição permanece essencialmente aberta. E, em praticamente todos, a rejeição será um fator decisivo para definir quem consegue ampliar seu eleitorado.

A seguir, o quadro dos estados já analisados.


MINAS GERAIS

Governo

Favorito nas pesquisas: Cleitinho Azevedo (Republicanos).

Cleitinho aparece com 37% no Datafolha e 32% na Quaest, muito à frente dos demais candidatos. Patrus Ananias e Alexandre Kalil aparecem na segunda faixa, com 13% e 11% no Datafolha.

Indefinido: a liderança do primeiro colocado é clara, mas a disputa pelo segundo lugar está aberta. Patrus e Kalil aparecem próximos, enquanto Mateus Simões, Flávio Roscoe e Gabriel ainda estão em patamares mais baixos.

Rejeição: Patrus e Kalil apresentam os maiores índices entre os principais candidatos. Na Quaest, ambos chegam a 40%; no Datafolha, aparecem com 30% e 24%, respectivamente. Cleitinho apresenta rejeição menor, entre 15% e 20%.

A pesquisa Datafolha confirma a liderança de Cleitinho, com 37%, e mostra Patrus e Kalil tecnicamente próximos na segunda posição.

Senado

Favorita no primeiro voto: Marília Campos (PT).

Marília aparece com 12% no total das duas vagas, seguida por Carlos Viana e Aécio Neves, ambos com 10%, e Domingos Sávio com 8%.

Indefinido: a segunda vaga está completamente aberta entre Carlos Viana, Aécio Neves, Domingos Sávio e Marcelo Aro. A diferença entre eles está dentro ou próxima da margem de erro. 

Rejeição: Aécio é o grande ponto de atenção, com 53% de rejeição. Marília tem 19%, Viana 17%, Aro 14% e Domingos Sávio 13%.

Resumo MG: governo com liderança mais definida; Senado muito mais aberto.


RIO DE JANEIRO

Governo

O levantamento mais recente do Real Time Big Data coloca Eduardo Paes (PSD) na liderança, com 35%, contra 25% de Douglas Ruas (PL).

Favorito nas pesquisas: Eduardo Paes.

Indefinido: a distância existe, mas a disputa concentra-se essencialmente em Paes e Douglas Ruas. A campanha ainda pode alterar o quadro.

Rejeição: a rejeição pesa especialmente sobre os nomes mais conhecidos. No levantamento de agosto compilado no material, Marcelo Crivella tinha 65% e Benedita da Silva 50%, enquanto Pedro Paulo aparecia com 29%.

Senado

Liderança: Benedita da Silva e Carlos Jordy aparecem empatados com 15%, seguidos por Crivella, com 13%, e Pedro Paulo, com 12%.

Indefinido: é uma das disputas mais abertas. Quatro nomes estão concentrados na faixa de 12% a 15%, e a eleição de duas cadeiras torna o segundo voto particularmente importante.

Rejeição: Crivella tem 65%, Benedita 50% e Waguinho 43%. Em contraste, Jordy e Portinho têm 13%, e Monica Benicio 12%.

Resumo RJ: governo com Paes na frente; Senado extremamente aberto e fortemente condicionado pela rejeição.


SÃO PAULO

Governo

O Datafolha mais recente coloca Tarcísio de Freitas na liderança, com 49%, contra 29% de Fernando Haddad.

Favorito nas pesquisas: Tarcísio de Freitas.

Indefinido: a liderança é significativa, embora a campanha ainda esteja em curso.

Senado

Aqui está uma das eleições mais abertas do país.

Na Quaest, Marina Silva e Guilherme Derrite aparecem com 14%, seguidos por Simone Tebet, com 12%. No Datafolha, Marina e Simone aparecem com 13%, André do Prado com 11% e Derrite com 10%.

Favoritos momentâneos: Marina Silva e Simone Tebet aparecem no primeiro grupo, mas sem liderança consolidada.

Indefinido: praticamente toda a disputa pelas duas vagas. Marina, Tebet, André do Prado e Derrite estão muito próximos.

Rejeição: Marina tem 46%, Simone Tebet 34%, Ricardo Salles 18%, Derrite 15% e André do Prado 14%.

Resumo SP: governo mais definido; Senado totalmente aberto, com rejeição podendo alterar bastante o quadro.


PERNAMBUCO

Governo

O material aponta uma disputa marcada principalmente por João Campos e Raquel Lyra, com forte componente regional: João Campos apresenta força na Região Metropolitana do Recife, enquanto Raquel Lyra mantém presença no Agreste e Sertão.

Favorito: o material não apresenta números suficientes para estabelecer um favorito com segurança.

Indefinido: sim. A disputa aparece essencialmente concentrada nos dois nomes.

Rejeição: o principal dado disponível é a rejeição de Gilson Machado, de 51%, apontada como obstáculo para sua candidatura ao Executivo.

Senado

Liderança: Marília Arraes aparece com 18%, Humberto Costa com 16%, Mendonça Filho com 12% e Eduardo da Fonte com 10%.

Indefinido: Marília e Humberto formam o primeiro bloco, mas a segunda vaga permanece aberta.

Rejeição: Mendonça Filho tem 39%, Humberto Costa 35%, Marília Arraes 31% e Eduardo da Fonte 22%.

Resumo PE: governo aberto; Senado com dois nomes na frente, mas rejeição alta entre os principais concorrentes.


BAHIA

Governo

É uma das disputas mais equilibradas.

Jerônimo Rodrigues aparece com 45%, contra 44% de ACM Neto no Real Time Big Data. No segundo turno, os dois aparecem novamente praticamente empatados: 46% a 45%.

Favorito: não há favorito consolidado. Há empate técnico.

Indefinido: sim, claramente. É uma das eleições estaduais mais equilibradas do levantamento.

Rejeição: João Roma aparece com cerca de 42%, Jerônimo com cerca de 38% e ACM Neto com cerca de 35%.

Senado

Liderança: Rui Costa aparece com 26%, Jaques Wagner com 19%, João Roma com 17% e Angelo Coronel com 15%.

Favoritos momentâneos: Rui Costa e Jaques Wagner formam o primeiro bloco.

Indefinido: a segunda vaga pode envolver Jaques Wagner, João Roma e Angelo Coronel.

Rejeição: João Roma apresenta cerca de 42%, Jerônimo 38% e ACM Neto 35%.

Resumo BA: governo em empate técnico; Senado com vantagem inicial do grupo Rui/Wagner, mas segunda vaga aberta.


DISTRITO FEDERAL

Governo

Favorita nas pesquisas: Celina Leão (PP).

Ela aparece entre 34,6% e 45,9%, dependendo do cenário. Leandro Grass fica na segunda faixa.

Indefinido: a liderança é relativamente clara, mas há elevada variação entre cenários.

Rejeição: Celina aparece entre 26,3% e 40,9%; Arruda tem 27,9% e Leandro Grass entre 16,2% e 22,4%.

Senado

Favorita para a primeira vaga: Michelle Bolsonaro, com 21% a 24%.

Disputa pela segunda vaga: Leila do Vôlei aparece com 18%, seguida por Bia Kicis, 15%, e Erika Kokay, 14%.

Rejeição: Erika Kokay 42%, Bia Kicis 38%, Michelle Bolsonaro 34% e Leila 22%.

Resumo DF: governo com Celina na frente; primeira vaga do Senado mais definida; segunda vaga aberta.


SANTA CATARINA

Senado

O material disponível traz principalmente os dados de rejeição.

Rejeição: Décio Lima apresenta 45%, Esperidião Amin 31%, Afrânio Boppré 14%, Carol de Toni 12% e Antídio Lunelli 6%.

O dado mais importante é a diferença entre conhecimento e rejeição. Amin possui alta notoriedade e, por isso, também apresenta rejeição elevada. Já Carol de Toni tem rejeição menor, mas 65% dos entrevistados ainda dizem não conhecê-la, o que significa que seu espaço de crescimento é muito maior.

Resumo SC: ainda não temos, no material compilado, números suficientes de intenção de voto para classificar com segurança os favoritos ao Senado.


O MAPA GERAL

EstadoGovernoSenadoPrincipal característica
MGCleitinho na frenteMarília na frente; 2ª vaga abertaRejeição pesa muito
RJPaes na frenteBenedita/Jordy na frenteSenado muito pulverizado
SPTarcísio na frenteMarina/Tebet/Derrite/André muito próximosSenado totalmente aberto
PEDisputa abertaMarília/Humberto na frenteAlta rejeição dos principais
BAEmpate Jerônimo × ACM NetoRui/Wagner na frenteGoverno é uma das disputas mais equilibradas
DFCelina na frenteMichelle na frente; 2ª vaga abertaRejeição divide os polos
SCDados de rejeição disponíveisFalta intenção de voto consolidada no material

A leitura que emerge

Há três tipos de eleição neste momento:

1. Liderança relativamente estabelecida
Minas Gerais no governo, São Paulo no governo e Distrito Federal no governo apresentam um primeiro colocado mais claro.

2. Eleições abertas
Bahia, Senado de São Paulo, Senado do Rio de Janeiro e segunda vaga de Minas Gerais apresentam forte competição entre vários candidatos.

3. Eleições em que a rejeição pode mudar o resultado
Esse talvez seja o elemento mais importante do mapa. Em Minas, Rio, São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal, há candidatos com boa intenção de voto, mas também com rejeição elevada.

Por isso, a fotografia de setembro não deve ser confundida com uma previsão do resultado. Pesquisas medem a intenção no momento da coleta; não antecipam necessariamente o resultado das urnas.

O próximo passo pode ser exatamente o mais interessante para o livro/blog: separar pesquisa de previsão e montar, estado por estado, a nossa leitura — “minha previsão” — para Governo e Senado, incluindo quem pode subir, quem pode cair e quais são as duas vagas que considero hoje mais prováveis.

Minha leitura das eleições estaduais — setembro de 2026

Depois de analisar as pesquisas, os índices de rejeição, o conhecimento dos candidatos e a estrutura política de cada estado, chega o momento de separar a fotografia das pesquisas da minha leitura do cenário eleitoral.

Não se trata de pesquisa nem de previsão matemática. É uma análise baseada no quadro disponível em setembro, considerando também aquilo que as pesquisas muitas vezes não capturam completamente: força política, transferência de votos, rejeição, estrutura partidária e capacidade de crescimento durante a campanha.

UMA VISÂO MINHA PESSOAL. Sem ser pitonisa, se tivesse bola de cristal operava em Wall Street

MINAS GERAIS

Governo

Minha leitura é de que a eleição tende a caminhar para um segundo turno.

Cleitinho parte de uma posição muito forte nas pesquisas, mas a disputa pela segunda colocação é bastante mais aberta. O nome de Mateus Simões pode ganhar espaço justamente pela associação com a continuidade administrativa e pela capacidade de crescimento durante a campanha.

Patrus Ananias e Alexandre Kalil aparecem hoje à frente de Simões em algumas pesquisas, mas Mateus aparece em segundo em outras, mas o cenário ainda tem espaço para mudança.

Ponto decisivo: a capacidade dos candidatos de transformar conhecimento em voto sem aumentar significativamente a rejeição.

Senado

Aqui o cenário é muito mais aberto. 85% de indecisos. A exemplo de 2018 quando Dilma aparecia com folga nas pesquisas e chegou em terceiro. Fator Rejeição.

Marília Campos tem uma base eleitoral própria e consolidada, mas enfrenta o problema da rejeição associada ao PT. Sua candidatura começa com uma vantagem importante, mas precisará transformar essa base em votos suficientes para garantir uma das duas cadeiras. Ainda acho que a Marília corre risco se colar a rejeição do PT nela.

Aécio Neves aparece com recall elevado, mas sua rejeição, de 53% na Quaest, é um obstáculo muito grande.

Por isso, a disputa pelas duas cadeiras tende a ficar concentrada em um grupo formado por Marília Campos, Carlos Viana e Domingos Sávio, enquanto Aécio depende de sua capacidade de converter notoriedade em voto efetivo.

Minha principal conclusão sobre Minas: o governo e o Senado apresentam dinâmicas completamente diferentes. No governo, há uma liderança inicial mais clara; no Senado, a rejeição será determinante.

RIO DE JANEIRO

Governo

Eduardo Paes parte de uma posição competitiva, mas o segundo turno pode ser mais difícil do que a fotografia atual sugere.

O ponto central é a capacidade de transferência de votos e a formação dos dois campos no segundo turno. A eleição para o governo não deve ser analisada apenas pelo percentual atual do primeiro colocado.

Senado

A situação é ainda mais interessante.

Benedita da Silva aparece na frente, mas sua rejeição é elevada. No levantamento compilado, ela aparece com 15%, enquanto Carlos Jordy também tem 15%; Crivella tem 13% e Pedro Paulo 12%.

Benedita tem uma base eleitoral muito importante, mas a rejeição de 50% cria um limite potencial para seu crescimento.

Carlos Jordy aparece, portanto, como um nome com possibilidade de crescimento, mas a segunda cadeira continua aberta.

Ponto decisivo: quem conseguir ocupar o segundo voto dos eleitores que já decidiram sua primeira escolha.

SÃO PAULO

Governo

Aqui o cenário é muito mais definido.

Tarcísio de Freitas parte de uma vantagem muito grande, e a principal questão é se essa vantagem será suficiente para evitar o segundo turno.

Minha leitura é de um cenário de forte concentração de votos no atual governador.

Senado

Esta é uma das eleições que mais merece cuidado.

A fotografia do Datafolha mostra:

  • Marina Silva: 13%;
  • Simone Tebet: 13%;
  • André do Prado: 11%;
  • Guilherme Derrite: 10%.

Os quatro estão tecnicamente empatados.

Outro levantamento, do Paraná Pesquisas, coloca Marina com 30,4%, Tebet com 29,5% e Derrite com 28,9%, enquanto André do Prado aparece com 19,3%.

Ou seja: a disputa pelas duas cadeiras está muito longe de estar matematicamente definida.

Minha leitura considera Marina e Simone fortes nas pesquisas, mas não devem se eleger, nenhuma das duas, mas Derrite e André do Prado têm condições de crescer e devem ser os senadores. A campanha e a capacidade de transferência do voto de Tarcísio serão  importantes para a disputa.

PERNAMBUCO

Governo

É uma das eleições que considero mais interessantes do Nordeste.

João Campos e Raquel Lyra concentram a disputa, mas com bases eleitorais diferentes. O material mostra justamente essa divisão entre Região Metropolitana e interior.

Minha leitura é de uma eleição muito disputada, na qual a capacidade de Raquel de ampliar sua presença além de sua base tradicional será fundamental. Acho que ganha.

Senado

Marília Arraes aparece em posição muito competitiva.

Humberto Costa vem logo atrás, enquanto Mendonça Filho e Eduardo da Fonte formam o grupo seguinte.

A segunda cadeira permanece aberta entre os candidatos que aparecem no primeiro grupo das pesquisas.

BAHIA

Governo

É uma das eleições mais equilibradas do país.

Jerônimo Rodrigues aparece com 45% e ACM Neto com 44% no levantamento do Real Time Big Data. No segundo turno, a diferença também é mínima: 46% a 45%.

Portanto, não existe hoje uma liderança suficientemente ampla para considerar a eleição definida. Para mim ganha ACM. PT tem desgaste de material grande de tantos anos no poder.

Senado

Rui Costa aparece na frente, com 26%, seguido de Jaques Wagner, 19%, João Roma, 17%, e Angelo Coronel, 15%.

A primeira posição está mais organizada, enquanto a segunda cadeira é o grande ponto de interrogação.

A possibilidade de Jaques Wagner perder espaço é uma das questões que merecem acompanhamento na reta final. Acho que perde.

DISTRITO FEDERAL

Governo

Aqui há uma variável que pode alterar completamente o cenário: a situação de José Roberto Arruda.

Celina Leão aparece na frente nos cenários pesquisados, mas a retirada definitiva de Arruda e a reorganização do campo político podem mudar a distribuição dos votos.

Além disso, Kiko Caputo pode ser um nome a observar na reta final, pode surpreender.

Senado

A primeira vaga apresenta uma candidatura muito forte de Michelle Bolsonaro.

A segunda é bem mais aberta.

Leila do Vôlei aparece com 18%, Bia Kicis com 15% e Erika Kokay com 14%.

A rejeição é um fator importante: Para mim vai dar Michele e Bia Kicis

SANTA CATARINA

Governo

O quadro do governo apresenta uma vantagem bastante expressiva para o campo governista nas pesquisas disponíveis.

A questão principal é saber se essa vantagem será suficiente para resolver a eleição ainda no primeiro turno.

Senado

A disputa apresenta dois nomes com grande potencial: Carol de Toni e Esperidião Amin.

O dado interessante é que a rejeição não conta toda a história. Amin tem 31% de rejeição, mas também elevado conhecimento. Carol de Toni tem apenas 12% de rejeição, mas 65% dos entrevistados ainda declaravam não conhecê-la., Carlos Bolsonaro tem 40% de rejeição.

Isso significa que a campanha pode alterar significativamente seu nível de voto.

Carlos Bolsonaro não deve se eleger. .

PARANÁ

Governo

Sergio Moro aparece na frente nos levantamentos disponíveis e pode liquidar no primeiro turno.

Senado

Deltan Dallagnol aparece muito forte nos levantamentos disponíveis. Uma pesquisa Neokemp/OCP de setembro registra Dallagnol com 47,3%, Filipe Barros com 37,7%, Alexandre Curi com 29,2% e Gleisi Hoffmann com 27,1%, na soma das duas menções.

A segunda cadeira, entretanto, permanece aberta, mas para mim vai dar Dalagnol e Filipe Barros, Gleisi não chega.

RIO GRANDE DO SUL

Governo

A disputa aparece bem mais equilibrada e imprevisível, mas aposto no Zucco,  mas a eleição ainda deve ser tratada como aberta.

Senado

Marcel van Hattem surge como um nome importante na disputa.

A segunda cadeira permanece em aberto.

Manuela d'Ávila possui uma base eleitoral conhecida, mas a polarização e sua rejeição podem limitar sua capacidade de expansão para além de seu eleitorado tradicional.

O QUE MAIS CHAMA ATENÇÃO NO MAPA

Depois de colocar as pesquisas lado a lado, quatro padrões aparecem.

1. O Senado está muito mais aberto do que os governos

Em vários estados, a eleição para governador já apresenta um primeiro grupo bastante definido. No Senado, a existência de duas vagas cria uma dinâmica completamente diferente.

O eleitor pode escolher dois candidatos de campos políticos diferentes, e o segundo voto pode decidir a eleição.

2. Rejeição pode ser mais importante do que intenção de voto

Esse é especialmente o caso de candidatos muito conhecidos.

Minas Gerais é o exemplo mais evidente: Aécio tem 10% na soma das duas vagas, mas 53% de rejeição.

No Rio, Crivella tem 13%, mas 65% de rejeição.

São Paulo apresenta fenômeno semelhante com Marina: 13% no Datafolha e 46% de rejeição.

3. O desconhecimento pode ser tão importante quanto a rejeição

Candidato desconhecido tem um problema, mas também uma oportunidade: ainda pode crescer sem necessariamente enfrentar uma rejeição consolidada.

Carol de Toni em Santa Catarina é um exemplo claro: 12% de rejeição, mas 65% de desconhecimento.

4. A reta final pode mudar muito o mapa

Com campanhas de rádio, televisão, redes sociais, debates e alianças estaduais ganhando intensidade, os números de setembro ainda são uma fotografia.

O elemento mais interessante da eleição de 2026 será justamente observar quais candidatos conseguem transformar baixa rejeição em crescimento e quais ficam presos ao seu teto eleitoral.

É nesse ponto que pesquisa e análise começam a se separar.